Cidades cegas

O que queremos para nossas cidades? Será que as normas de uso e ocupação do solo refletem nossos desejos? Aparentemente não, uma vez que são cada vez mais comuns espaços configurados por fachadas cegas e praticamente nenhuma interação entre espaços abertos públicos e os espaços edificados.

Um comentário sobre “Cidades cegas

  1. Renato, a sua observação é verdadeira e preocupante para todos nós, arquitetos, urbanistas e cidadãos. As cidades precisam ter o seu crescimento acompanhado de perto por técnicos especializados, principalmente por arquitetos urbanistas. Hoje os politicos tomaram conta do desenvolvimento urbano e, junto com os empreendedores imobiliarios, fazem das cidades um campo de obter lucratividades a qualquer custo, deixando para o futuro o insustentável. Insustentável, no sentido de que as cidades ficam construidas com uma infraestrutura que além de serem baseadas em critérios obsoletos, são desperdiçantes e de baixa qualidade. A maior parte das periferias das cidades, e principalmente as metrópoles vivem condições impróprias que combinam baixa densidade com baixa renda, combinação essa de difícil solução, e que paradoxalmente, na região de baixa renda, desperdiça recursos, inviabiliza o comércio privado, inviabiliza os serviços públicos que por interesses eleitoreiros contempla locais com mais votos.
    A baixa densidade é um desastre na viabilização de serviços de transporte coletivo, pois tem baixa rentabilidade para as empresas de transporte. Portanto, quando tem linhas de onibus, por serem menos rentáveis, são alocados poucos onibus e os mais velhos, em especial quando as vias não são pavimentadas.

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