Ultrajes Urbanos #4

Categorias: zoneamento

zoneamento balneário camboriú

Uma das funções principais de um plano diretor é estabelecer os limites à ocupação urbana, tentando manter uma certa coerência entre a quantidade de pessoas e atividades nas diversas partes da cidade e a disponibilidade de infraestrutura (especialmente esgoto e transportes, mas também água, energia, etc.), bem como gerenciar os impactos na paisagem e as interferências dos edifícios entre si (ventilação, insolação, etc.). Apesar disso, o Plano Diretor de Balneário Camboriú (SC), não estabelece limite de pavimentos para algumas zonas da cidade. ... Leia mais

Pronto para voto, Plano Diretor “secreto” deve beneficiar mercado imobiliário

Categorias: planos diretores

São Paulo

Emendado às pressas na Câmara, documento pode passar sem debate com a sociedade Fonte: Instituto Polis Os vereadores trabalham em silêncio e em ritmo acelerado para fechar os últimos detalhes da proposta final de revisão do Plano Diretor – e podem colocar a proposta em votação a qualquer momento. A combinação de segredo e celeridade é perversa, já que dessa forma a sociedade ficou completamente alijada das discussões sobre o documento que é a base legal que vai orientar o planejamento e o crescimento ... Leia mais

Ultrajes Urbanos #3 – Zoneamento de São José – SC

Categorias: planos diretores, zoneamento

zoneamento São José - SC

Qual é a justificativa possível para um zoneamento com esse formato? No destaque é possível ver que há uma ARP (Área Residencial Predominante) em formato de “flor”, rodeada por uma AIE (Área Industrial Exclusiva). Como alguém pode chegar a um desenho como este? Que lógica de ocupação do território poderia ter orientado essa definição de zoneamento? Se alguém souber a resposta, deixe nos comentários… Leia mais

PD Florianópolis: crônica de uma morte anunciada

Categorias: participação popular, planos diretores

pd fpolis

O Plano Diretor de Florianópolis está agonizando, antes mesmo de ser elaborado. O último mês provou que Florianópolis ainda é capaz de resistir às arbitrariedades do Poder Público e lutar por um processo participativo e democrático na elaboração do seu plano diretor. Com protestos fervorosos, conseguiu impedir a “apresentação” de um plano ilegítimo, feito sem participação popular, e adiar a entrega à Câmara, ganhando mais tempo para tentar reverter o processo. Esse quadro já se desenhava, entretanto, há algum tempo. Este post é ... Leia mais

As armadilhas da definição do zoneamento e das densidades populacionais urbanas

Categorias: participação popular, planos diretores, urbanismo, zoneamento

definição gabaritos

Este post surgiu motivado por algumas discussões realizadas no âmbito da definição do plano diretor de Florianópolis, no detalhamento do macrozoneamento proposto pela Fundação CEPA. Consideramos essencial que algumas questões técnicas sejam devidamente esclarecidas para que a população não fique à mercê de argumentos falaciosos e/ou omissos, que podem estar escondendo intenções não declaradas. Nesse sentido, este texto tenta contribuir para minimizar os estragos causados por uma condução equivocada do processo, que teve início em 2006 e cujo principal símbolo foi o desmantelamento ... Leia mais

Conselho da Cidade de Jaraguá do Sul

Categorias: participação popular, planos diretores

Conselho da Cidade

Recebi esta mensagem por e-mail e reproduzo aqui na íntegra: Caro Renato: Em Joinville, maior cidade do Estado, tá instalada a polêmica sobre a criação do Conselho da Cidade de lá. Aqui em Jaraguá do Sul temos o nosso já em pleno funcionamento desde fevereiro de 2008 e sua composição contempla 67% de integrantes não-governamentais, muito mais do que o recomendado pelas Conferências Nacionais das Cidades. Ele foi ativado antes até do de Curitiba (1a. reunião em julho de 2008) e do Conselho Estadual das Cidades ... Leia mais

Segregação espacial urbana

Categorias: planejamento urbano, urbanismo

segregação villaça

"É impossível esperar que uma sociedade como a nossa, radicalmente desigual e autoritária, baseada em relações de privilégio e arbitrariedade, possa produzir cidades que não tenham essas características". (MARICATO, 2001, p. 51) Villaça (2001) argumenta que uma das características mais marcantes das metrópoles brasileiras é a segregação espacial das classes sociais em áreas distintas da cidade. Basta uma volta pela cidade - e nem precisa ser uma metrópole - para constatar a diferenciação entre os bairros, tanto no que diz respeito ao perfil ... Leia mais

Macrozoneamento

Categorias: Estatuto da Cidade, instrumentos urbanísticos, planejamento urbano, planos diretores, zoneamento

macrozoneamento

Um dos instrumentos mais importantes dos planos diretores é, na minha opinião, o macrozoneamento. Esse conceito, apesar de não ser novo, ganhou especial importância a partir do Estatuto da Cidade e, principalmente, a partir das discussões realizadas Brasil afora sobre seus princípios e instrumentos (uma vez que a palavra "macrozoneamento", propriamente dita, não é citada na Lei). Por outro lado, a exigência constante no Estatuto de que o plano abranja toda a área do Município jogou luz sobre a necessidade de um outro ... Leia mais

Urbanismo e planejamento urbano no Brasil – 1875 a 1992

Categorias: destaques, planejamento urbano, planos diretores, urbanismo, zoneamento

Villaça (1999), em um artigo intitulado “Uma contribuição para a história do planejamento urbano no Brasil”, faz uma revisão da idéia de planejamento e de planos urbanos brasileiros desde 1897 até a atualidade. Seu objeto de estudo é o que ele chama de “Planejamento strictu sensu”, cuja definição está relacionada à elaboração de planos urbanos. Essa definição contrapõe-se à de “planejamento urbano latu sensu”, que englobaria as seguintes vertentes: Planejamento strictu sensu; O zoneamento; O planejamento de cidades novas; O “Urbanimo sanitarista”. Especificamente a consideração do zoneamento ... Leia mais

O Modernismo já dizia…

Categorias: planejamento urbano

É preciso exigir dos construtores uma planta demonstrando que no solstício de inverno o sol penetrará em cada moradia, no mínimo 2 horas por dia. Na falta disso será negada a autorização para construir. Introduzir o sol é o novo e o mais imperioso dever do arquiteto. (LE CORBUSIER, Carta de Atenas, 1935 - ponto 26). Dá pra imaginar o que aconteceria se um requisito desses fosse aprovado em um plano diretor aqui no Brasil? Qual seria a reação dos construtores? Imagino que ... Leia mais