nov 25, 2008
Já vimos em um post anterior, que fala um pouco sobre a história do planejamento urbano e dos planos diretores no Brasil, que a grande maioria dos planos diretores realizados no Brasil, especialmente a partir da década de 60, eram excessivamente genéricos, compostos por diretrizes e objetivos gerais que, na prática, faziam muito pouco para orientar as ações do Poder Público. Talvez por essa falta de consistência nos planos diretores e também pela falta de disposição em segui-los, a visão tradicional de ... Leia mais
nov 10, 2008
Villaça (1999), em um artigo intitulado “Uma contribuição para a história do planejamento urbano no Brasil”, faz uma revisão da idéia de planejamento e de planos urbanos brasileiros desde 1897 até a atualidade. Seu objeto de estudo é o que ele chama de “Planejamento strictu sensu”, cuja definição está relacionada à elaboração de planos urbanos. Essa definição contrapõe-se à de “planejamento urbano latu sensu”, que englobaria as seguintes vertentes:
Planejamento strictu sensu;
O zoneamento;
O planejamento de cidades novas;
O “Urbanimo sanitarista”.
Especificamente a consideração do zoneamento ... Leia mais
set 14, 2008
Conforme vimos em um post anterior (O urbanismo), as primeiras abordagens de intervenção em cidades eram muito mais ligadas à tradição arquitetônica do que à do planejamento urbano como nós o conhecemos atualmente. Havia, portanto, a concepção de plano como um design físico, um projeto de cidade a ser alcançado dentro de um certo período de tempo. A cidade não era vista como um organismo em evolução, ou, ao menos, os instrumentos de intervenção sobre a cidade não levavam em consideração a ... Leia mais
jun 13, 2008
Não é tarefa fácil construir uma definição do que seja um plano diretor, uma vez que estes têm sido alvo de diversas definições e conceituações, e suas características têm variado de município para município. Percebendo isso, Villaça (1999) enfatiza a falta de uma conceituação amplamente aceita para o que seja plano diretor, argumentando que não existe um consenso entre os atores envolvidos na sua elaboração e utilização – engenheiros, urbanistas, empreendedores imobiliários, proprietários fundiários, etc. – quanto ao que seja exatamente esse ... Leia mais
jun 12, 2008
Este post é a terceira parte da série sobre planejamento estratégico de cidades:
Planejamento Estratégico de Cidades - parte 1
Planejamento Estratégico de Cidades - parte 2
Reconhecer a importância dos elementos do planejamento estratégico pode ajudar os planejadores a fazerem planos melhores. Tentarei provar este argumento a seguir. Leia mais
jun 5, 2008
Este post é uma continuação de “Planejamento estratégico de cidades – parte 1”, onde vimos uma definição do planejamento estratégico aplicado aos sistemas urbanos, suas etapas e algumas críticas que têm sido feitas sobre a forma como ele tem sido aplicado em algumas cidades. Apesar de essas críticas serem pertinentes e importantíssimas para uma avaliação crítica do planejamento estratégico, uma observação cuidadosa vai demonstrar que elas se referem não ao processo em si, com ele é defendido pelos seus autores, mas à ... Leia mais
mai 29, 2008
No final da década de 80 e início da década de 90 surgiu um enfoque que, até hoje, vem exercendo grande influência na forma como o planejamento urbano é feito ou, ao menos, recomendado: o planejamento estratégico.
Prova disso é a própria resolução 34 do Conselho das Cidades, que diz no seu art. 1:
Art. 1º O Plano Diretor deve prever, no mínimo:
...
III- os objetivos, temas prioritários e estratégias para o desenvolvimento da cidade e para a reorganização territorial do município, considerando ... Leia mais
mai 20, 2008
Foto: Rustybuckets
A que densidade corresponde um determinado Índice de Aproveitamento?
Por falar nisso, qual é a densidade mais adequada a uma área residencial?
A escolha da maioria é necessariamente a melhor escolha?
O plano diretor deve ser apenas físico-territorial ou deve abranger também outros aspectos (políticas de saúde, educação, assistência social, etc.)?
Qual a diferença entre planejamento urbano e urbanismo?
Como melhorar a forma da cidade através do plano diretor?
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mai 16, 2008
Segundo Hopkins (2001), um plano é necessário para lidar com quatro elementos inerentes ao processo de desenvolvimento:
Ville Radieuse - Le Corbusier
a) Interdependência, que significa que a adequação de uma ação depende de outra ação. É o caso, por exemplo, de um investimento público em um determinado lugar pode depender de outras ações para funcionar corretamente;
b) Indivisibilidade, que significa que muitas das ações não podem ser feitas em etapas pequenas de acordo com o crescimento paulatino da demanda; para surtir efeito elas precisam ... Leia mais
abr 28, 2008
Poucos esquemas são tão esclarecedores quanto este:
Kaiser et al (1995) mostram cinco tipos de objetivos presentes nas decisões em planejamento. Segundo eles, esses objetivos devem ser sintetizados em um único conjunto de objetivos, de forma consensuada e com a participação da população.
Os tipos podem ser resumidamente descritos da seguinte forma:
Objetivos herdados - são aqueles provenientes de outros planos do mesmo nível deste que está sendo elaborado. Isso quer dizer que podem ser adotados ou descartados. Em geral, é importante aproveitar algumas diretrizes ... Leia mais