<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Outorga Onerosa do Direito de Construir	</title>
	<atom:link href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/</link>
	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
	<lastBuildDate>Sat, 17 Feb 2018 01:42:39 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>
		Por: Mauro Terra		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-9234</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mauro Terra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Sep 2017 17:24:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-9234</guid>

					<description><![CDATA[Bom día,

Sou do Uruguai e estou trabalhando para ajudar aos municípios uruguaios no regulamento de um instrumento semelhante à Outorga Onerosa do Direito de Construir.

Temos muito para aprender da experiência brasileira, e estaria muito agradecido se me recomendassem artigos, livros, links ou publicações sobre a aplicação da OODC em cidades pequenas e intermédias no Brasil.

Muito obrigado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom día,</p>
<p>Sou do Uruguai e estou trabalhando para ajudar aos municípios uruguaios no regulamento de um instrumento semelhante à Outorga Onerosa do Direito de Construir.</p>
<p>Temos muito para aprender da experiência brasileira, e estaria muito agradecido se me recomendassem artigos, livros, links ou publicações sobre a aplicação da OODC em cidades pequenas e intermédias no Brasil.</p>
<p>Muito obrigado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: MAERLANT DENIS MOREIRA LEAL		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-9205</link>

		<dc:creator><![CDATA[MAERLANT DENIS MOREIRA LEAL]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Aug 2017 10:57:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-9205</guid>

					<description><![CDATA[Quanto a aplicação dos recursos captados através da Outorga Onerosa não estarem vinculados a obras de infra-estrutura na área atingida pela concessão de construir acima do coeficiente básico. Penso que se assim fosse, estaríamos devolvendo os recursos ao beneficiário, visto que, já tendo sido contemplado com o solo criado, seria o principal beneficiado pelas obras de infra-estrutura do seu entorno. Sendo assim, considero muito justo esses recursos serem destinados à obras que melhorem a qualidade de vida da população, principalmente da população mais carente, através de obras de impacto social. Precisamos parar de pensar que a cidade é dos empresários e para os empresários. A cidade é antes do povo e para o povo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto a aplicação dos recursos captados através da Outorga Onerosa não estarem vinculados a obras de infra-estrutura na área atingida pela concessão de construir acima do coeficiente básico. Penso que se assim fosse, estaríamos devolvendo os recursos ao beneficiário, visto que, já tendo sido contemplado com o solo criado, seria o principal beneficiado pelas obras de infra-estrutura do seu entorno. Sendo assim, considero muito justo esses recursos serem destinados à obras que melhorem a qualidade de vida da população, principalmente da população mais carente, através de obras de impacto social. Precisamos parar de pensar que a cidade é dos empresários e para os empresários. A cidade é antes do povo e para o povo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo Ramos Pereira		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-9158</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Ramos Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2017 17:19:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-9158</guid>

					<description><![CDATA[eu...particularmente acho q a alguns enganos ai.acho que em lugares longincos poderia ser  de prédio de altura bem substanciosas por que:nestes lugares devem ter ou invasão ou matas .se for invasão se coloca o pessoal de mesma  e se , for área de mata se preservaria ...e o que eu acho .
um exemplo. na av. jacu pecego todos da av. são te odora ate a av. raguebe shofer,são de pé direito de 20 metros ...e poderiam  ser de no mínimo o dobro pois é uma área de muito verde.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>eu&#8230;particularmente acho q a alguns enganos ai.acho que em lugares longincos poderia ser  de prédio de altura bem substanciosas por que:nestes lugares devem ter ou invasão ou matas .se for invasão se coloca o pessoal de mesma  e se , for área de mata se preservaria &#8230;e o que eu acho .<br />
um exemplo. na av. jacu pecego todos da av. são te odora ate a av. raguebe shofer,são de pé direito de 20 metros &#8230;e poderiam  ser de no mínimo o dobro pois é uma área de muito verde.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: luiz carlos de almeida		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-9090</link>

		<dc:creator><![CDATA[luiz carlos de almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 May 2017 14:58:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-9090</guid>

					<description><![CDATA[Bom dia, por favor tenho um projeto de regularização de uma area comercial onde a taxa de ocupação e de 70% e o coeficiente basico e de 1,0 e o maximo  2,0 e em meu projeto o coeficiente ficou em 1,40 ou seja inferior ao maximo e teria que pagar a outorga de 0,40.
Meu processo foi indeferido e disseram que so pode ocorrer esta situção para projetos novos, isto e verdade ou não
E porque quem esta regularizando nao possa ter este direito
Por favor aguardo seu retorno urgente,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia, por favor tenho um projeto de regularização de uma area comercial onde a taxa de ocupação e de 70% e o coeficiente basico e de 1,0 e o maximo  2,0 e em meu projeto o coeficiente ficou em 1,40 ou seja inferior ao maximo e teria que pagar a outorga de 0,40.<br />
Meu processo foi indeferido e disseram que so pode ocorrer esta situção para projetos novos, isto e verdade ou não<br />
E porque quem esta regularizando nao possa ter este direito<br />
Por favor aguardo seu retorno urgente,</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Celio Sztoltz		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-8648</link>

		<dc:creator><![CDATA[Celio Sztoltz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2016 00:11:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-8648</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-85&quot;&gt;WALTER FERRAZ PINTO PACHECO&lt;/a&gt;.

O Caderno Técnico da Outorga Onerosa do Direito de COnstruir, elaborado pelo Ministério das Cidades em 2010, afirma o seguinte:
&quot;De fato, o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou, desde 2008, sobre a questão da natureza do
instrumento, estabelecendo que a OODC (ou Solo Criado) não se configura como
imposto, e nem mesmo como tributo, uma vez que não se trata de obrigação, e sim de
“faculdade atribuível ao proprietário de imóvel, mercê da qual se lhe permite, mediante
contrapartida a ser por ele prestada, o exercício do direito de construir acima do
coeficiente básico adotado em determinada área”. Assim, a OODC é reconhecida como
um ônus, “um vínculo imposto à vontade do sujeito como condição para a satisfação do
seu próprio interesse .&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-85">WALTER FERRAZ PINTO PACHECO</a>.</p>
<p>O Caderno Técnico da Outorga Onerosa do Direito de COnstruir, elaborado pelo Ministério das Cidades em 2010, afirma o seguinte:<br />
&#8220;De fato, o Supremo Tribunal Federal já se pronunciou, desde 2008, sobre a questão da natureza do<br />
instrumento, estabelecendo que a OODC (ou Solo Criado) não se configura como<br />
imposto, e nem mesmo como tributo, uma vez que não se trata de obrigação, e sim de<br />
“faculdade atribuível ao proprietário de imóvel, mercê da qual se lhe permite, mediante<br />
contrapartida a ser por ele prestada, o exercício do direito de construir acima do<br />
coeficiente básico adotado em determinada área”. Assim, a OODC é reconhecida como<br />
um ônus, “um vínculo imposto à vontade do sujeito como condição para a satisfação do<br />
seu próprio interesse .&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alfredo Cunha		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-8602</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alfredo Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 10:57:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-8602</guid>

					<description><![CDATA[Bom dia
Se , o proprietário do imóvel for um sindicato, ele estará isento de pagar essa taxa ,pela outorga onerosa.
Até.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia<br />
Se , o proprietário do imóvel for um sindicato, ele estará isento de pagar essa taxa ,pela outorga onerosa.<br />
Até.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Luciana Souza		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-8497</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luciana Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2016 22:43:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-8497</guid>

					<description><![CDATA[Boa Noite!!!

Tenho um comercio, em um prédio onde pago aluguel, o proprietário construiu e agora que que eu pague a Outorga Onerosa.
Não seria de direito ao proprietário efetuar o pagamento?

Abraço!
Luciana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa Noite!!!</p>
<p>Tenho um comercio, em um prédio onde pago aluguel, o proprietário construiu e agora que que eu pague a Outorga Onerosa.<br />
Não seria de direito ao proprietário efetuar o pagamento?</p>
<p>Abraço!<br />
Luciana</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Hora		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-8253</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Hora]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2016 00:09:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-8253</guid>

					<description><![CDATA[Parece-me obvio que a TDC somente possa incidir sobre o CA Básico do imóvel cedente e, razoável ainda, que sobre esta parcela possa ainda incidir Outorga Onerosa, com haveres em favor da municipalidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me obvio que a TDC somente possa incidir sobre o CA Básico do imóvel cedente e, razoável ainda, que sobre esta parcela possa ainda incidir Outorga Onerosa, com haveres em favor da municipalidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renato Saboya		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-7829</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2015 02:19:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-7829</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-7827&quot;&gt;Lidia Santana&lt;/a&gt;.

Olá, Lídia!
Você pode indicar, por favor, onde o texto diz que &quot;o coeficiente de aproveitamento básico (CAB) expressa a densidade limite de determinada zona&quot;? Relendo o texto, não consegui encontrar essa afirmação (considerando que ela é bem diferente do que dizer &quot;sobrecarga de infra-estrutura para o Poder Público&quot; - pode haver sobrecarga de infraestrutura e, ainda assim, uma zona não ter atingido seu limite de adensamento, basta substituir a infraestrutura). 

Também não entendi porque você afirma que eu interpreto a função da outorga onerosa como prioritariamente arrecadadora. A arrecadação foi o meio utilizado para conseguir determinado efeitos urbanísticos considerados positivos em cada contexto (densidades, transformação ou não do tipo de uso do solo, valor do solo, etc.), e o texto se preocupa em apontá-los.

Por fim, se a Transferência do Direito de Construir (TDC) permite a transferência do CA de um lote a outro (e portanto possivelmente de uma zona a outra), ele implicará em menor adensamento na zona &quot;origem&quot; e maior adensamento na zona &quot;destino&quot;. Recomendo a leitura do artigo &quot;Outorga onerosa do direito de construir: panorama e avaliação de experiências municipais&quot; de Fernanda Furtado (2007), que faz um estudo da aplicação do instrumento em 12 cidades brasileiras e encontrou diversos conflitos com a TDC (apesar de não ser o foco principal da pesquisa). Cabe lembrar que ser distintos em sua concepção não é garantia de que dois instrumentos não possuirão conflitos. 

Destaco uma passagem, para efeitos de ilustração (p.13):

&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;A superposição dos instrumentos Outorga Onerosa do Direito de Construir e Transferência do Direito de Construir &lt;/strong&gt;
Uma  evidência  não  esperada,  e  recorrente  em  várias  cidades,  é  a  dos  efeitos negativos da superposição entre a OODC e a Transferência do Direito de Construir –TDC (art. 35, EC). O instrumento, com outras denominações como Transferência de Potencial  Construtivo,  já  era  utilizado  anteriormente  ao  Estatuto  da  Cidade,  que  o recepcionou em seus pontos fundamentais. 
Das 12 cidades pesquisadas, onze contam com a previsão da TDC.  Tanto o uso cumulativo dos dois instrumentos como a ausência de coordenação entre seus usos traz problemas para a plena utilização da OODC e da TDC.  
Algumas  cidades  apresentam  resultados  negativos  do  uso  simultâneo  e cumulativo  dos  dois  instrumentos  em  um  mesmo  terreno,  ocasionando  excessiva verticalização pontual pela ausência de uma avaliação conjunta na atribuição de índices (como  em  Goiânia).  Em  outras  cidades,  ocorre  uma  concorrência  entre  os  dois instrumentos  com  a  TDC  subtraindo  mercado  da  aplicação  da  OODC.    Há  casos, inclusive, em que as normas ou a prática condicionam a aplicação da OODC à redução do estoque de certificados de TDC. 
Os conflitos evidenciam a baixa atratividade da OODC em relação à TDC, em situações  em  que  o  papel  do  poder  público  é  minimizado  e  a  TDC  é  negociada livremente no mercado  (como em Porto Alegre e Curitiba). Há, ainda, a situação em que os critérios menos rígidos de uso favorecem a utilização da TDC em detrimento da OODC (como em Salvador).&lt;/blockquote&gt;

FURTADO, Fernanda et al. Outorga onerosa do direito de construir: panorama e avaliação de experiências municipais. &lt;strong&gt;Anais do XII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento e Regional&lt;/strong&gt;. Belém, 2007.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-7827">Lidia Santana</a>.</p>
<p>Olá, Lídia!<br />
Você pode indicar, por favor, onde o texto diz que &#8220;o coeficiente de aproveitamento básico (CAB) expressa a densidade limite de determinada zona&#8221;? Relendo o texto, não consegui encontrar essa afirmação (considerando que ela é bem diferente do que dizer &#8220;sobrecarga de infra-estrutura para o Poder Público&#8221; &#8211; pode haver sobrecarga de infraestrutura e, ainda assim, uma zona não ter atingido seu limite de adensamento, basta substituir a infraestrutura). </p>
<p>Também não entendi porque você afirma que eu interpreto a função da outorga onerosa como prioritariamente arrecadadora. A arrecadação foi o meio utilizado para conseguir determinado efeitos urbanísticos considerados positivos em cada contexto (densidades, transformação ou não do tipo de uso do solo, valor do solo, etc.), e o texto se preocupa em apontá-los.</p>
<p>Por fim, se a Transferência do Direito de Construir (TDC) permite a transferência do CA de um lote a outro (e portanto possivelmente de uma zona a outra), ele implicará em menor adensamento na zona &#8220;origem&#8221; e maior adensamento na zona &#8220;destino&#8221;. Recomendo a leitura do artigo &#8220;Outorga onerosa do direito de construir: panorama e avaliação de experiências municipais&#8221; de Fernanda Furtado (2007), que faz um estudo da aplicação do instrumento em 12 cidades brasileiras e encontrou diversos conflitos com a TDC (apesar de não ser o foco principal da pesquisa). Cabe lembrar que ser distintos em sua concepção não é garantia de que dois instrumentos não possuirão conflitos. </p>
<p>Destaco uma passagem, para efeitos de ilustração (p.13):</p>
<blockquote><p><strong>A superposição dos instrumentos Outorga Onerosa do Direito de Construir e Transferência do Direito de Construir </strong><br />
Uma  evidência  não  esperada,  e  recorrente  em  várias  cidades,  é  a  dos  efeitos negativos da superposição entre a OODC e a Transferência do Direito de Construir –TDC (art. 35, EC). O instrumento, com outras denominações como Transferência de Potencial  Construtivo,  já  era  utilizado  anteriormente  ao  Estatuto  da  Cidade,  que  o recepcionou em seus pontos fundamentais.<br />
Das 12 cidades pesquisadas, onze contam com a previsão da TDC.  Tanto o uso cumulativo dos dois instrumentos como a ausência de coordenação entre seus usos traz problemas para a plena utilização da OODC e da TDC.<br />
Algumas  cidades  apresentam  resultados  negativos  do  uso  simultâneo  e cumulativo  dos  dois  instrumentos  em  um  mesmo  terreno,  ocasionando  excessiva verticalização pontual pela ausência de uma avaliação conjunta na atribuição de índices (como  em  Goiânia).  Em  outras  cidades,  ocorre  uma  concorrência  entre  os  dois instrumentos  com  a  TDC  subtraindo  mercado  da  aplicação  da  OODC.    Há  casos, inclusive, em que as normas ou a prática condicionam a aplicação da OODC à redução do estoque de certificados de TDC.<br />
Os conflitos evidenciam a baixa atratividade da OODC em relação à TDC, em situações  em  que  o  papel  do  poder  público  é  minimizado  e  a  TDC  é  negociada livremente no mercado  (como em Porto Alegre e Curitiba). Há, ainda, a situação em que os critérios menos rígidos de uso favorecem a utilização da TDC em detrimento da OODC (como em Salvador).</p></blockquote>
<p>FURTADO, Fernanda et al. Outorga onerosa do direito de construir: panorama e avaliação de experiências municipais. <strong>Anais do XII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento e Regional</strong>. Belém, 2007.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lidia Santana		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/06/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/comment-page-1/#comment-7827</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lidia Santana]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2015 22:40:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/2008/03/outorga-onerosa-do-direito-de-construir/#comment-7827</guid>

					<description><![CDATA[Quem disse que o coeficiente de aproveitamento básico (CAB) expressa a densidade limite de determinada zona? Só existe CAB se existir Coeficiente Máximo (CAM), se não, existe apenas o CA! Seria absurdo conceder coeficiente acima da capacidade de suporte de determinada zona, por isso, somente se admite CAM mediante estudo de estoque de potencial construtivo para cada zona. O emprego do CAM está vinculado ao estímulo ou não para o adensamento, nunca foi pensado como instrumento de arrecadação, portanto, não parece adequada a interpretação do autor. Também inexiste conflito entre Outorga e transferência do direito de construir (TDC), o primeiro pode gerar densidade (a depender da Quota de Conforto Mínima estabelecida), daí ser apelidado de &quot;solo criado&quot;,enquanto o segundo apenas promove a transferência do CA permitido para outro terreno, o que não implicará em adensamento. São instrumentos totalmente distintos em sua concepção!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem disse que o coeficiente de aproveitamento básico (CAB) expressa a densidade limite de determinada zona? Só existe CAB se existir Coeficiente Máximo (CAM), se não, existe apenas o CA! Seria absurdo conceder coeficiente acima da capacidade de suporte de determinada zona, por isso, somente se admite CAM mediante estudo de estoque de potencial construtivo para cada zona. O emprego do CAM está vinculado ao estímulo ou não para o adensamento, nunca foi pensado como instrumento de arrecadação, portanto, não parece adequada a interpretação do autor. Também inexiste conflito entre Outorga e transferência do direito de construir (TDC), o primeiro pode gerar densidade (a depender da Quota de Conforto Mínima estabelecida), daí ser apelidado de &#8220;solo criado&#8221;,enquanto o segundo apenas promove a transferência do CA permitido para outro terreno, o que não implicará em adensamento. São instrumentos totalmente distintos em sua concepção!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
