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	Comentários sobre: Arquitetura e Urbanismo: inevitavelmente vinculados?	</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<item>
		<title>
		Por: Tatiana Moraes		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-8745</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tatiana Moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2016 15:49:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2615&quot;&gt;Renato Saboya&lt;/a&gt;.

Boa tarde, amei seu post e seus argumentos. bem válidos. 
Bom, sou leiga no assunto, ainda nem ingressei na faculdade. Mas já percebi, pela &quot;grande qualidade urbanística brasileira&quot; (só que não) que o curso de Arquitetura e Urbanismo não estão dando certo juntos. 
Comparo com a qualidade urbanística de países europeus, o Canadá e Estados Unidos, vejo que estalos beeeeem atrasados nesse assunto. Eles tem o curso: Architecture, para quem quer ser arquiteto e Urban Planning pra quem ser urbanista. Separar as funções oferecendo cursos de qualidade em ambas as áreas, com excelência sabe?! 
Então, o Brasil precisa entender a urgência de uma seria discussão sobre o assunto. Pois urbanismo e arquitetura se completam, mas precisam de cursos separados para serem melhor estudados e aplicados no país. 
Enfim, minha leiga opinião. 
Abraços!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2615">Renato Saboya</a>.</p>
<p>Boa tarde, amei seu post e seus argumentos. bem válidos.<br />
Bom, sou leiga no assunto, ainda nem ingressei na faculdade. Mas já percebi, pela &#8220;grande qualidade urbanística brasileira&#8221; (só que não) que o curso de Arquitetura e Urbanismo não estão dando certo juntos.<br />
Comparo com a qualidade urbanística de países europeus, o Canadá e Estados Unidos, vejo que estalos beeeeem atrasados nesse assunto. Eles tem o curso: Architecture, para quem quer ser arquiteto e Urban Planning pra quem ser urbanista. Separar as funções oferecendo cursos de qualidade em ambas as áreas, com excelência sabe?!<br />
Então, o Brasil precisa entender a urgência de uma seria discussão sobre o assunto. Pois urbanismo e arquitetura se completam, mas precisam de cursos separados para serem melhor estudados e aplicados no país.<br />
Enfim, minha leiga opinião.<br />
Abraços!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Joshua Black Rock		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-8232</link>

		<dc:creator><![CDATA[Joshua Black Rock]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Feb 2016 00:49:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por décadas algumas profissões foram escarnecidas por conta de suas imprecisões. Me lembro quando  meteorologistas e astrólogos eram quase que sinônimos já que tanto um quanto o outro não tinham nenhuma ligação com a realidade. Hoje qualquer um que viva numa cidade - seja pequena ou megalópole - sente que urbanistas  não tem nenhuma importância ou influência no que quer que seja e, nas vezes que  conseguem alguma ingerência é para piorar o que já esta ruim.
Uma pena.
O urbanismo brasileiro parou no Plano Piloto e nem nisso se deu bem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por décadas algumas profissões foram escarnecidas por conta de suas imprecisões. Me lembro quando  meteorologistas e astrólogos eram quase que sinônimos já que tanto um quanto o outro não tinham nenhuma ligação com a realidade. Hoje qualquer um que viva numa cidade &#8211; seja pequena ou megalópole &#8211; sente que urbanistas  não tem nenhuma importância ou influência no que quer que seja e, nas vezes que  conseguem alguma ingerência é para piorar o que já esta ruim.<br />
Uma pena.<br />
O urbanismo brasileiro parou no Plano Piloto e nem nisso se deu bem&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cesar		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-8202</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cesar]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2016 21:28:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As formações profissionais se transformam ao longo do tempo em função das mudanças (sociais, tecnológicas, culturais, etc.) da sociedade. Sou arquiteto. Se eu quisesse estudar arquitetura no inicio do século XX teria que fazê-lo em escolas de engenharia ou de belas artes. A formação em Arquitetura é oriunda destas duas áreas de conhecimento, e isso é resultado de novas necessidades da sociedade. Tudo muda. Porque não podemos melhorar a formação de &quot;pessoas que querem trabalhar com a cidade&quot; oferecendo cursos de urbanismo, como existem em muitos outros países. Os cursos de Arquitetura e Urbanismo não conseguem oferecer uma formação mais completa e satisfatória para entender e atuar nas cidades. Apenas em nível de pós-graduação. Só aqui no Brasil esse debate é um tabu? Hoje infelizmente ainda existem arquitetos que pensam que a cidade é exclusividade sua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As formações profissionais se transformam ao longo do tempo em função das mudanças (sociais, tecnológicas, culturais, etc.) da sociedade. Sou arquiteto. Se eu quisesse estudar arquitetura no inicio do século XX teria que fazê-lo em escolas de engenharia ou de belas artes. A formação em Arquitetura é oriunda destas duas áreas de conhecimento, e isso é resultado de novas necessidades da sociedade. Tudo muda. Porque não podemos melhorar a formação de &#8220;pessoas que querem trabalhar com a cidade&#8221; oferecendo cursos de urbanismo, como existem em muitos outros países. Os cursos de Arquitetura e Urbanismo não conseguem oferecer uma formação mais completa e satisfatória para entender e atuar nas cidades. Apenas em nível de pós-graduação. Só aqui no Brasil esse debate é um tabu? Hoje infelizmente ainda existem arquitetos que pensam que a cidade é exclusividade sua.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio Soares		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-8170</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2015 18:15:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=879#comment-8170</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2652&quot;&gt;João Pena&lt;/a&gt;.

É uma pena João, mas, para fazer projetos urbanos você tem que estudar arquitetura, mas, pode ser urbanista sem estudar, pois todos os que moram em cidades são parte dela e parte do urbano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2652">João Pena</a>.</p>
<p>É uma pena João, mas, para fazer projetos urbanos você tem que estudar arquitetura, mas, pode ser urbanista sem estudar, pois todos os que moram em cidades são parte dela e parte do urbano.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio Soares		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-8169</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2015 18:12:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=879#comment-8169</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2614&quot;&gt;Ângelo Arruda&lt;/a&gt;.

Ângelo,

Apoiado.
Sugiro que se mude o título de &quot;arquiteto e urbanista&quot; para &quot;arquiteto&quot;.
A palavra &quot;e urbanismo&quot; não faz sentido no título e gera muita confusão.
Quem quer projetar arquitetura tem que fazer o curso de arquitetura, da mesma forma quem quiser fazer plano diretor, paisagismo, construir edifícios, projetos diversos na construção civil etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2614">Ângelo Arruda</a>.</p>
<p>Ângelo,</p>
<p>Apoiado.<br />
Sugiro que se mude o título de &#8220;arquiteto e urbanista&#8221; para &#8220;arquiteto&#8221;.<br />
A palavra &#8220;e urbanismo&#8221; não faz sentido no título e gera muita confusão.<br />
Quem quer projetar arquitetura tem que fazer o curso de arquitetura, da mesma forma quem quiser fazer plano diretor, paisagismo, construir edifícios, projetos diversos na construção civil etc.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio Soares		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-8168</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio Soares]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Dec 2015 18:06:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2606&quot;&gt;Luiz Antonio de Jesus Jr&lt;/a&gt;.

Você tem que cobrar transparência e participar dos debates.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2606">Luiz Antonio de Jesus Jr</a>.</p>
<p>Você tem que cobrar transparência e participar dos debates.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Conceição Paulino		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-7693</link>

		<dc:creator><![CDATA[Conceição Paulino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 23:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2652&quot;&gt;João Pena&lt;/a&gt;.

Concordo! Sou graduada em história e tenho mestrado em arquitetura e urbanismo. Fui para essa área por me interessar por história do urbanismo e da cidade. Já vi professores falarem que os graduandos destes cursos, estão longe de conseguir realizar projetos urbanos com segurança. A grade curricular extensa e pesada, com assuntos passados muitas vezes de forma superficial, deixa a desejar. Isso não quer dizer que não exista bons profissionais no mercado (se especializar depende de cada um), mas penso que é por isso que algumas cidades não funcionam, urbanisticamente falando! O que tenho visto é que as soluções para os problemas urbanos que são apresentadas, são as piores possíveis e não resolvem nada. Torço de verdade que novos cursos de urbanismo sejam criados, as nossas cidades agradecem!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2652">João Pena</a>.</p>
<p>Concordo! Sou graduada em história e tenho mestrado em arquitetura e urbanismo. Fui para essa área por me interessar por história do urbanismo e da cidade. Já vi professores falarem que os graduandos destes cursos, estão longe de conseguir realizar projetos urbanos com segurança. A grade curricular extensa e pesada, com assuntos passados muitas vezes de forma superficial, deixa a desejar. Isso não quer dizer que não exista bons profissionais no mercado (se especializar depende de cada um), mas penso que é por isso que algumas cidades não funcionam, urbanisticamente falando! O que tenho visto é que as soluções para os problemas urbanos que são apresentadas, são as piores possíveis e não resolvem nada. Torço de verdade que novos cursos de urbanismo sejam criados, as nossas cidades agradecem!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: sergio hespanha		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-4174</link>

		<dc:creator><![CDATA[sergio hespanha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 13:33:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu gostaria de escrever ‘um monte’ aqui sobre o assunto, que me interessa muito, mas não posso neste momento, então vou dizer só pouco. Pôs-se em questão várias e complexas &#039;coisas&#039;, embora todas relacionadas, mas que não necessariamente precisam ser abordadas juntas; se juntas, fica mais difícil. A formação, (talvez com ela) a construção de um campo do conhecimento (repercutindo na definição das formações), a atribuição profissional (relacionada às possibilidades no mercado de trabalho).

Considero que o fato de vivermos predominantemente em cidades (no número populacional e na importância e dominância das cidades naquilo que possamos identificar como diverso da cidade - aí o próprio conceito de cidade já fica controverso e temos desdobramentos importantes disto) e se &#039;urbanismo&#039; se refere a elas - para mim, isto é indubitável, mas isto não é consensual -, o urbanismo não constitui possível objeto de estudos de somente uma formação, somente um campo, somente um tipo de atribuição profissional (se organizamos a atuação sobre/acerca da cidade em formações, alimentadas por campos de conhecimento).

A discussão fica imprópria (como tem sido com freqüência) quando colocada nestes termos. A questão é, qual &#039;feição&#039; da cidade ou do urbanismo, do fenômeno, do &#039;corpus&#039;, das interações (etc) urbanas, melhor cabe a que formação, atuação profissional, campo do conhecimento (este último, sempre &#039;atualizando-se&#039; e mudando os demais) e, talvez mais difícil - e a questão de fundo aqui -, como estas diferentes &#039;cenas/atores&#039; podem/devem interagir e sob que base institucional (tudo quanto organize e dê &#039;estrutura&#039;/suporte à ação de todos e de modo menos conflituoso, mas sim coordenado – embora, conflitos sempre existirão e eles podem ser úteis, expandindo fronteiras, aprofundando questões...).

Posto isto, no que se refere aos fatores relativos à forma do espaço físico, no quadro já histórico, nacional e internacional, não há quem possa dar melhores respostas ao problema que requeira elaborar planos e projetos que prevejam qualidades (ou nem tanto; risco sempre a se correr) da forma do espaço físico, que não sejam os arquitetos-urbanistas. Vejam o que significa este hífen.

A cada ‘tipo de perspectiva’ (e capacidades que ela alimenta), cabe um modo, uma forma de tratar a/da cidade. Todas se complementam, mas é preciso, antes de termos a &#039;instituição&#039; que as defina, depois as agregue, as faça conviver, a alimentar-se mutuamente e produzir as respostas mais completas, que são necessárias, temos que alimentar o desenvolvimento das perspectivas e respectivos conhecimentos de cada tipo de abordagem.
Como arquiteto-urbanista, digo que quem vê e entende as coisas vislumbrando a formulação de planos-projetos voltados ao problema da forma do espaço físico, tem na perspectiva projetual um inescapável e definitivo modo/forma. E estes são tão particulares, específicos e potentes, a ponto de justificar uma formação, um campo, uma atribuição. O Brasil, ainda que de modo confuso e muito ‘capenga’ (o que deve ser radicalmente mudado, mas para isto as bases deste debate devem ser outras), tem construído uma tradição no que me parece uma boa escolha. Embora não sem seus percalços. O mais fundamental deles tem sido, nas FAUs, pretender-se dar conta de todas as dimensões do urbano. Não se limitando ao que se aproxima mais da formação do arquiteto mais estrito senso – e limitado, erroneamente, dadas as necessárias correlações entre arquitetura e urbanismo -: as questões da forma do espaço físico, fundamentalmente com o projeto, seja o urbano seja o arquitetônico (coisas, cada vez mais, com limites muito imprecisos e difusos; sobre o que, tenho usado a expressão ‘estruturas urbano-arquitetônicas’; muito do que já se concebe em projeto e se realiza em obra reflete isto).

O geógrafo, o economista, o antropólogo, o sociólogo, o psicólogo, o administrador, o médico/sanitarista etc, todos eles podem e devem ver a cidade de certo particular modo e atuar &#039;urbanisticamente&#039; (diria que até o fazem, mesmo quando não se dão conta e nem usam a expressão &#039;urbanismo&#039;). Mas nenhum destes pode conceber em projeto a possível forma que o espaço urbano, em qualquer escala, pode vir a ter. Pelo menos nas condições normais e previstas nos termos das formações que historicamente temos.

A formação do urbanista (na Bahia ou fora dela), exclusivamente, se não encontra clareza naquilo de que trata (eu diria que tem uma orientação predominante para a formação de um gestor da administração - e produção - do espaço urbano; entenda-se aqui ‘gestor e administrador’ em acepção ampla, não somente sob a perspectiva das atribuições profissionais, mas também em abordagens teóricas), resulta imprópria e insuficiente, pois não poderá dar conta de nenhum dos complexos aspectos que envolvem as cidades de hoje em dia (o que ela é, aliás? são muitas...). Assim, me parece até mesmo impróprio o uso da palavra ‘urbanista’, em exclusivo.


Sérgio A M Hespanha
arquiteto-urbanista, professor
sergiohespanha@gmail.com]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gostaria de escrever ‘um monte’ aqui sobre o assunto, que me interessa muito, mas não posso neste momento, então vou dizer só pouco. Pôs-se em questão várias e complexas &#8216;coisas&#8217;, embora todas relacionadas, mas que não necessariamente precisam ser abordadas juntas; se juntas, fica mais difícil. A formação, (talvez com ela) a construção de um campo do conhecimento (repercutindo na definição das formações), a atribuição profissional (relacionada às possibilidades no mercado de trabalho).</p>
<p>Considero que o fato de vivermos predominantemente em cidades (no número populacional e na importância e dominância das cidades naquilo que possamos identificar como diverso da cidade &#8211; aí o próprio conceito de cidade já fica controverso e temos desdobramentos importantes disto) e se &#8216;urbanismo&#8217; se refere a elas &#8211; para mim, isto é indubitável, mas isto não é consensual -, o urbanismo não constitui possível objeto de estudos de somente uma formação, somente um campo, somente um tipo de atribuição profissional (se organizamos a atuação sobre/acerca da cidade em formações, alimentadas por campos de conhecimento).</p>
<p>A discussão fica imprópria (como tem sido com freqüência) quando colocada nestes termos. A questão é, qual &#8216;feição&#8217; da cidade ou do urbanismo, do fenômeno, do &#8216;corpus&#8217;, das interações (etc) urbanas, melhor cabe a que formação, atuação profissional, campo do conhecimento (este último, sempre &#8216;atualizando-se&#8217; e mudando os demais) e, talvez mais difícil &#8211; e a questão de fundo aqui -, como estas diferentes &#8216;cenas/atores&#8217; podem/devem interagir e sob que base institucional (tudo quanto organize e dê &#8216;estrutura&#8217;/suporte à ação de todos e de modo menos conflituoso, mas sim coordenado – embora, conflitos sempre existirão e eles podem ser úteis, expandindo fronteiras, aprofundando questões&#8230;).</p>
<p>Posto isto, no que se refere aos fatores relativos à forma do espaço físico, no quadro já histórico, nacional e internacional, não há quem possa dar melhores respostas ao problema que requeira elaborar planos e projetos que prevejam qualidades (ou nem tanto; risco sempre a se correr) da forma do espaço físico, que não sejam os arquitetos-urbanistas. Vejam o que significa este hífen.</p>
<p>A cada ‘tipo de perspectiva’ (e capacidades que ela alimenta), cabe um modo, uma forma de tratar a/da cidade. Todas se complementam, mas é preciso, antes de termos a &#8216;instituição&#8217; que as defina, depois as agregue, as faça conviver, a alimentar-se mutuamente e produzir as respostas mais completas, que são necessárias, temos que alimentar o desenvolvimento das perspectivas e respectivos conhecimentos de cada tipo de abordagem.<br />
Como arquiteto-urbanista, digo que quem vê e entende as coisas vislumbrando a formulação de planos-projetos voltados ao problema da forma do espaço físico, tem na perspectiva projetual um inescapável e definitivo modo/forma. E estes são tão particulares, específicos e potentes, a ponto de justificar uma formação, um campo, uma atribuição. O Brasil, ainda que de modo confuso e muito ‘capenga’ (o que deve ser radicalmente mudado, mas para isto as bases deste debate devem ser outras), tem construído uma tradição no que me parece uma boa escolha. Embora não sem seus percalços. O mais fundamental deles tem sido, nas FAUs, pretender-se dar conta de todas as dimensões do urbano. Não se limitando ao que se aproxima mais da formação do arquiteto mais estrito senso – e limitado, erroneamente, dadas as necessárias correlações entre arquitetura e urbanismo -: as questões da forma do espaço físico, fundamentalmente com o projeto, seja o urbano seja o arquitetônico (coisas, cada vez mais, com limites muito imprecisos e difusos; sobre o que, tenho usado a expressão ‘estruturas urbano-arquitetônicas’; muito do que já se concebe em projeto e se realiza em obra reflete isto).</p>
<p>O geógrafo, o economista, o antropólogo, o sociólogo, o psicólogo, o administrador, o médico/sanitarista etc, todos eles podem e devem ver a cidade de certo particular modo e atuar &#8216;urbanisticamente&#8217; (diria que até o fazem, mesmo quando não se dão conta e nem usam a expressão &#8216;urbanismo&#8217;). Mas nenhum destes pode conceber em projeto a possível forma que o espaço urbano, em qualquer escala, pode vir a ter. Pelo menos nas condições normais e previstas nos termos das formações que historicamente temos.</p>
<p>A formação do urbanista (na Bahia ou fora dela), exclusivamente, se não encontra clareza naquilo de que trata (eu diria que tem uma orientação predominante para a formação de um gestor da administração &#8211; e produção &#8211; do espaço urbano; entenda-se aqui ‘gestor e administrador’ em acepção ampla, não somente sob a perspectiva das atribuições profissionais, mas também em abordagens teóricas), resulta imprópria e insuficiente, pois não poderá dar conta de nenhum dos complexos aspectos que envolvem as cidades de hoje em dia (o que ela é, aliás? são muitas&#8230;). Assim, me parece até mesmo impróprio o uso da palavra ‘urbanista’, em exclusivo.</p>
<p>Sérgio A M Hespanha<br />
arquiteto-urbanista, professor<br />
<a href="mailto:sergiohespanha@gmail.com">sergiohespanha@gmail.com</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-3523</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 16:32:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=879#comment-3523</guid>

					<description><![CDATA[Olá Renato,

Muito interessantes e ponderadas não só a sua pergunta quanto a sua argumentação diante da prepotência acrítica de certos &quot;filhotes da ditadura&quot; que ainda insistem em impor a sua opinião sobre os outros. 

Mantenha sempre a sua mente aberta e sua capacidade de diálogo com as diferentes opiniões. 

Quanto ao curso de urbanismo (UNEB), sou egresso e reconheço suas dificuldades. Porém, dificuldades existem em todos os cursos. Tenho enorme orgulho da minha formação e entendo que em um mundo que cada dia se urbaniza mais, precisamos sim de um profissional que reflita esse novo momento. Não para substituir as formações já existentes, mas para somar novos esforços em direção a uma cidade melhor.

Continue no seu processo de busca e aprendizagem, independente dos reacionários que, em vã pretensão, querem ser donos da verdade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Renato,</p>
<p>Muito interessantes e ponderadas não só a sua pergunta quanto a sua argumentação diante da prepotência acrítica de certos &#8220;filhotes da ditadura&#8221; que ainda insistem em impor a sua opinião sobre os outros. </p>
<p>Mantenha sempre a sua mente aberta e sua capacidade de diálogo com as diferentes opiniões. </p>
<p>Quanto ao curso de urbanismo (UNEB), sou egresso e reconheço suas dificuldades. Porém, dificuldades existem em todos os cursos. Tenho enorme orgulho da minha formação e entendo que em um mundo que cada dia se urbaniza mais, precisamos sim de um profissional que reflita esse novo momento. Não para substituir as formações já existentes, mas para somar novos esforços em direção a uma cidade melhor.</p>
<p>Continue no seu processo de busca e aprendizagem, independente dos reacionários que, em vã pretensão, querem ser donos da verdade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Matheus M Reis		</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2813</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus M Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Apr 2011 14:41:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=879#comment-2813</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2771&quot;&gt;Andrea Lise&lt;/a&gt;.

Seria interessante se isso fosse discutido em uma nova postagem!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/12/arquitetura-e-urbanismo-inevitavelmente-vinculados/comment-page-1/#comment-2771">Andrea Lise</a>.</p>
<p>Seria interessante se isso fosse discutido em uma nova postagem!</p>
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