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	<title>Urbanidades | Posts marcados como Bill Hillier - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como Bill Hillier - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 18:31:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Hillier]]></category>
		<category><![CDATA[configuração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Este post explica aspectos dessa influência sob duas escalas: local e global. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Essa influência pode ser dividida, grosso modo, em dois tipos: local e global.</p>
<h3>Características locais da malha viária</h3>
<p>Localmente, a principal característica do traçado viário associado a maior movimentação de pessoas e vitalidade nas ruas é o tamanho do quarteirão. Jacobs (2000[1961]) defendia as quadras curtas como um dos elementos geradores de diversidade urbana. Segundo ela, isso gera alternativas de percursos e possibilita que os fluxos se distribuam por ruas que, de outra maneira, permaneceriam desertas. Quadras longas dificultariam o acesso de pedestres a ruas vizinhas, tornando apenas algumas ruas mais movimentadas e deixando outras esvaziadas, mesmo que a rigor estas estivessem próximas àquelas. Quadras curtas, por outro lado, permitiriam acesso a várias direções dentro de limites razoáveis de distância.<span id="more-1138"></span></p>
<p>Em Florianópolis, e no litoral de Santa Catarina de maneira geral, um tipo de configuração espacial é muito comum, conhecida como &#8220;espinha de peixe&#8221;. Essa forma de traçado viário é caracterizado por longas vias conectadas a apenas uma via principal, com pouquíssimas conexões diretas entre elas. As distâncias entre as conexões na via principal costumam ser curtas, mas as distâncias no outro sentido (perpendicular à via principal) podem chegar a mais de 1 quilômetro. A falta de conexão dessas longas vias entre si dificultam ou até mesmo inviabilizam os deslocamentos de pedestres entre elas. Como resultado, todos os deslocamentos são canalizados para a via principal, que em consequência:</p>
<ul>
<li>Tende a saturar-se por causa da grande quantidade de fluxo (tanto de pedestres quanto de veículos) que precisa escoar;</li>
<li>Tende a concentrar o uso comercial, uma vez que praticamente monopoliza os fluxos que os viabilizam.</li>
</ul>
<figure id="attachment_1139" aria-describedby="caption-attachment-1139" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-1139 " title="rio_vermelho" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-500x250.jpg" alt="" width="500" height="250" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-500x250.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-300x150.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-768x384.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-50x25.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-200x100.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho.jpg 900w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1139" class="wp-caption-text">Rio Vermelho em Florianópolis: configuração em &#8220;espinha de peixe&#8221; (Fonte: Google Earth)</figcaption></figure>
<p>Isso gera um círculo vicioso, em que fluxos atraem comércio, que atrai mais fluxo, e assim por diante. O valor do solo tende a aumentar na via principal por conta da competição por espaço, enquanto as ruas &#8220;interiores&#8221; permanecem vazias. Maior número de conexões entre essas vias (isto é, quadras mais curtas) poderiam gerar ruas que desempenhassem papel importante de conexão na escala local, intermediária entre a via principal e as vias perpendiculares, criando espaços adequados para comércios locais, de menor alcance.</p>
<h3>A configuração da malha de viária: aspectos globais</h3>
<p>Apesar do possível efeito dos aspectos locais sobre o movimento de pedestres e a vitalidade de uma área, são as características configuracionais da malha – entendidas como aquelas que levam em conta as relações de um espaço em relação a outros – as que possuem maior influência sobre esses aspectos (veja, sobre isso, um artigo já clássico de John Peponis [1992]que faz uma revisão de abordagens urbanísticas clássicas e chama a atenção para seu caráter estritamente local). Estudos sintáticos (HILLIER et al, 1993; PENN et all, 1998; HILLIER; IIDA, 2005) têm recorrentemente encontrado altas correlações entre movimento de pedestres e medidas configuracionais como integração, integração angular e escolha, com diversos tamanhos de raios de análise. Isso significa que a posição e a distância de um espaço em relação a todos os outros espaços da malha urbana é um dos principais determinantes da quantidade de pedestres que passam por ele.</p>
<p>Esse conceito de distância e seu papel na distribuição de fluxos, entretanto, apesar de sua simplicidade e apelo intuitivo, impõe seus desafios. À primeira vista seria possível imaginar que o conceito de distância métrica, euclidiana (ainda que através da rede de ruas) seria a mais indicada para “capturar” essas distâncias urbanas. Não obstante, tal procedimento mostrou-se consistentemente menos preciso em prever fluxos de pedestres quando comparados a outras maneiras de medir distâncias pela malha urbana. A maneira mais “tradicional” da Teoria da Sintaxe Espacial de inferir distâncias é topológica: atribui-se a dois espaços (representados por linhas axiais) diretamente conectados distância igual a 1. As distâncias entre espaços não diretamente conectados são determinadas através de algoritmos de caminho mínimo. Espaços cuja distância média a todos os outros espaços do sistema são menores (portanto mais próximos), são chamados de “integrados”; ao contrário, espaços mais distantes ou profundos em relação a todos os outros são chamados de “segregados”.</p>
<figure id="attachment_1142" aria-describedby="caption-attachment-1142" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis.gif"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1142" title="integracao_fpolis" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-500x250.gif" alt="" width="500" height="250" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-500x250.gif 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-300x150.gif 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-768x384.gif 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-50x25.gif 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-200x100.gif 200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1142" class="wp-caption-text">Mapa de integração global para um recorte de Florianópolis &#8211; SC.</figcaption></figure>
<p>A partir disso, Hillier et al (1993) introduzem o conceito de movimento natural, que seria aquela porção do movimento de pedestres que é determinada apenas pela configuração viária, e vincula-o à medida de integração, no sentido de que espaços (linhas axiais) mais integrados apresentariam maior taxa de movimento de pedestres do que espaços segregados. Com efeito, as correlações encontradas são significativas, da ordem de 0,547 . Além disso,</p>
<blockquote><p>Regressão múltipla confirma a superioridade da integração, e mostra que adicionar o efeito de outras variáveis melhora pouco a previsão. (HILLIER et al, 1993, p. 45)</p></blockquote>
<p>Outra maneira de capturar a distribuição de movimento proporcionada pela configuração do sistema viário é a medida de Escolha (HILLIER; IIDA, 2005). Ao contrário da integração, essa abordagem prioriza não a distância entre um espaço e todos os outros espaços do sistema, mas o quanto esse espaço é usado como passagem. A imagem abaixo mostra três pares de espaço com seus caminhos mínimos (a, b e c). A imagem d mostra o que seria uma &#8220;superposição&#8221; dos caminhos mínimos mostrados nas três primeiras imagens, e nela vemos que alguns trechos de quarteirão estão localizados, mais vezes que outros, nos caminhos mínimos exemplificados e, portanto, são mais centrais ou, em nos termos usados pela Teoria da Sintaxe Espacial, possuem maiores valores de escolha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_1140" aria-describedby="caption-attachment-1140" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade.png"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1140" title="caminhos_centralidade" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-500x130.png" alt="" width="500" height="130" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-500x130.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-300x78.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-768x200.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-50x13.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-200x52.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade.png 800w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1140" class="wp-caption-text">a, b, c) caminhos mínimos entre pares de caminhos quaisquer; d) superposição dos caminhos mínimos: os tons de cinza e as espessuras indicam os espaços mais intensamente utilizados como passagem pelos caminhos mínimos (SABOYA, 2001)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>Penn et al (1998, p. 82) reforçam a importância do movimento de passagem:</p>
<blockquote><p>A maioria do movimento em áreas urbanas é movimento de passagem. A maioria das pessoas que você vê andando em uma rua tende a estar vindo e indo para outras ruas. Entretanto, sua presença é um dos maiores recursos das cidades. A presença de pessoas faz os espaços serem percebidos como vivos e seguros, e são o principal prerrequisito para a vida econômica da cidade.</p></blockquote>
<p>Portanto, a vitalidade de um espaço é, em grande medida, influenciada pela posição que ele ocupa na malha, isto é: a) o quão perto ou distante ele está de outros espaços; e b) o quão “central” ele é em relação aos outros espaços e, por isso, é utilizado como caminho entre pares de espaços.</p>
<h3> Referências</h3>
<p>HILLIER, B.; IIDA, S. Network effects and psychological effects: a theory of urban movement. ,2005. <strong>Proceedings of the 5th Space Syntax Symposium</strong>. Delft: TU Delft, Faculty of Architecture, Section of Urban Renewal and Management.</p>
<p>HILLIER, B.; PENN, A.; HANSON, J.; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 20, n. 1, p. 29–66, 1993.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>PENN, A.; HILLIER, B.; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 25 , n. 1, p. 59–84, 1998.</p>
<p>PEPONIS, J. Espaço, cultura e desenho urbano no modernismo tardio e além dele. <strong>Revista AU</strong>, n. 41, p. 78–83, 1992.</p>
<p>SABOYA, R. Centralidade espacial: uma nova operacionalização do modelo baseada em um Sistema de Informações Geográficas, 2001. Dissertação de Mestrado. Propur &#8211; UFRGS .</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Sintaxe Espacial</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/09/03/sintaxe-espacial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2007 02:16:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Hillier]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[segregação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[sintaxe espacial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criada por Bill Hillier e seus colaboradores da Universidade de Londres, no começo da década de oitenta, a Teoria da Sintaxe Espacial busca descrever a configuração do traçado e as<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/09/03/sintaxe-espacial/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Sintaxe Espacial</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_07.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none; margin: 0px 0px 0px 15px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_07_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_07" width="180" height="180" align="right" /></a> Criada por Bill Hillier e seus colaboradores da Universidade de Londres, no começo da década de oitenta, a Teoria da <a href="http://www.spacesyntax.org/" target="_blank">Sintaxe Espacial</a> busca descrever a configuração do traçado e as relações entre espaço público e privado através de medidas quantitativas, as quais permitem entender aspectos importantes do sistema urbano, tais como a acessibilidade e a distribuição de usos do solo.</p>
<p>Desde que foi criada, a análise sintática foi aplicada nos mais diversos lugares do mundo, obtendo resultados positivos quanto às análises realizadas e às correlações obtidas. Esses resultados aplicaram-se a situações bastante diversas, tais como Londres, Atenas e algumas cidades islâmicas. No Brasil, o método já foi aplicado em Porto Alegre, Recife, São José (SC)  e em Brasília e nas suas cidades-satélites, entre outros lugares.</p>
<p><span id="more-33"></span></p>
<h3><strong>Conceitos básicos da Sintaxe Espacial</strong></h3>
<p><strong>Linhas axiais</strong></p>
<p>Linhas axiais são as maiores linhas retas capazes de cobrir todo o sistema de espaços abertos de um determinado recorte urbano (HILLIER; HANSON, 1984). Juntamente com os espaços convexos, elas são a unidade básica de análise utilizada pela Sintaxe Espacial. Os espaços convexos, entretanto, não têm sido tão frequentemente utilizados, talvez por despenderem maior quantidade de esforços para serem confeccionados.</p>
<p><strong>Integração</strong></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_08.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none ; margin: 0px 0px 0px 15px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_08_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_08" width="180" height="180" align="right" /></a> Das medidas possíveis de análise sintática, a principal é a chamada “Integração”. Ela é útil na previsão de fluxos de pedestres e veículos e no entendimento da lógica de localização de usos urbanos e dos encontros sociais. A medida de integração mede o quão “profunda”, ou distante, uma linha axial está de todas as outras linhas do sistema (HILLIER et al, 1993).</p>
<p>O conceito de profundo leva em consideração a distância topológica, e não a distância métrica. Sendo assim, todos os eixos diretamente conectados a uma determinada linha estão a um passo topológico dela. As linhas diretamente conectadas a esses eixos estão a dois passos topológicos da primeira, e assim por diante. A profundidade média de uma linha axial (MD) é, portanto, obtida pela somatória das profundidades de todas as linhas axiais em relação a ela, dividida pelo número total de linhas menos um:</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/clip_image002.gif"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/clip_image002_thumb.gif" alt="clip_image002" width="95" height="69" /></a></p>
<p>Onde:</p>
<p>MD<sub>i</sub> = Profundidade média do espaço i;<br />
d<sub>ij</sub> = Profundidade da linha j em relação à linha i;<br />
k = Número total de espaços do sistema.</p>
<div class="olhos">Vias mais &#8220;rasas&#8221; estão mais próximas das outras, portanto diz-se que são mais integradas. Vias mais &#8220;profundas&#8221; em relação às outras são ditas segregadas.</div>
<p>Mais importante que entender a fórmula, entretanto, é entender a lógica do cálculo da medida de integração. Ela define que linhas axiais mais &#8220;rasas&#8221;, isto é, mais próximas das outras linhas do sistema, são consideradas linhas mais <strong>integradas</strong>. Por outro lado, aquelas linhas mais &#8220;profundas&#8221;, ou seja, mais distantes das outras linhas do sistema, são consideradas <strong>segregadas</strong>. A partir da profundidade média é calculada a integração de cada linha axial, De acordo com Hillier e Hanson (1984), linhas axiais com valores de integração superior a 1,67 podem ser consideradas altamente integradas, enquanto que aquelas com valor inferior a 1 podem ser consideradas como segregadas.</p>
<p><strong>Núcleo integrador</strong></p>
<p>Corresponde às linhas mais integradas do sistema. Dependendo do número total de linhas, pode ser 50%, 25%, 10% ou até mesmo uma porcentagem menor de linhas, em casos de sistemas muito grandes. Conforme Hillier e Hanson (1984, p.115),  é sempre interessante ver onde estão as linhas mais integradas e como elas se relacionam no sistema; mas mais importante é que tipo de padrão é formado pelos espaços mais integrados (é uma estrutura em árvore? ou em grelha? abrange toda a cidade ou apenas uma parte dela? e assim por diante).</p>
<p><strong>Movimento Natural</strong></p>
<div class="olhos">Os usos seguem a configuração, e não o contrário.</div>
<p>O Movimento Natural pode ser entendido como a parcela do movimento total de pedestres em uma rede de espaços públicos determinada apenas pela sua estrutura configuracional, independente da presença ou não de atratores (HILLIER, 1996). Ou seja, o movimento natural é o movimento de pessoas que é determinado apenas pela configuração das ruas e praças, pela forma como as ruas estão conectadas ou não, se possuem continuidade, se realizam ligações importantes entre pontos da cidade, e assim por diante. Hillier et al (1993) argumentam que a configuração do traçado, por si só, já gera um padrão de movimentação pela cidade, e esse padrão é o principal definidor de outros elementos do sistema urbano, como por exemplo o uso do solo.</p>
<p>Aprofundando esse ponto, Hillier et al (1993) indica que os usos urbanos são posteriores à configuração, e que atuam como multiplicadores dos padrões de movimento natural. Portanto, a quantidade de pedestres em áreas comerciais é o produto da combinação entre a estrutura configuracional e a atração exercida pelas atividades exercidas nas edificações (comércio, residência, indústrias, etc.). Em outras palavras, isso equivale a dizer que os usos comerciais (para dar um exemplo) tendem a instalar-se em espaços com alta integração, pois esses espaços possuem já um movimento (natural) de pessoas. Ao instalar-se, eles passam a atrair ainda mais pessoas, aumentando exponencialmente a quantidade original trazida pela configuração.</p>
<p>Isso serve para desmascarar uma falácia muito comum nos projetos de urbanismo, que é a de querer colocar comércio em determinadas áreas &#8220;para atrair movimento&#8221;. O comércio, por si só, não atrai movimento, apenas quando está localizado em áreas que naturalmente concentram maior número de pessoas. Tentar prever usos comerciais em áreas segregadas, que não têm a vocação para atrair pessoas, não dará certo.</p>
<p><strong>Conectividade</strong></p>
<p>Conectividade de uma linha axial é a quantidade de linhas que a interceptam, ou seja, a quantidade de linhas que estão a uma profundidade igual a 1 a partir dessa linha. Essa medida é interessante para dar uma visão mais clara do papel que uma linha axial desempenha dentro do sistema. Linhas com alta conectividade tendem a ter um papel importante, uma vez que potencialmente promovem acesso a um grande número de outras linhas axiais.</p>
<p><strong>Integração local</strong></p>
<p>A integração local, ou de raio limitado, é calculada da mesma maneira que a integração global, com a diferença que a profundidade média é obtida apenas para as linhas localizadas dentro de um determinado limite de passos topológicos. Assim, ela é adequada para análises de centralidades locais, ou seja, para identificar aquelas áreas com potencial para funcionar como estruturadoras de centralidades de bairros.</p>
<h3>Aplicações da Sintaxe Espacial</h3>
<p>A Sintaxe Espacial pode ser aplicada em diversos estudos no meio urbano, entre eles:</p>
<ul>
<li>acessibilidade;</li>
<li>coesão e exclusão social</li>
<li>segurança;</li>
<li>áreas comerciais.</li>
</ul>
<p>O site oficial da vertente comercial da <a href="http://www.spacesyntax.com/" target="_blank">Sintaxe Espacial</a> mostra vários exemplos da utilização da Sintaxe em estudos urbanos. Um deles é em Brixton, onde foi feito um estudo para revitalizar uma área central. A Sintaxe mostrou que a área dependia excessivamente de uma rota principal, mantendo outras áreas segregadas, o que impedia o comércio de se instalar. A partir dissso, foram propostas outras conexões para o tecido urbano, de forma a criar novas localizações de interesse para o comércio local.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_01_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_01" width="180" height="180" /> </a><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_02_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_02" width="180" height="180" /></a><br />
<em>Situação antes do estudo | <em>Situação proposta a partir do estudo.</em></em></p>
<p align="left">No Brasil, um exemplo da utilização da Sintaxe Espacial foi a leitura técnica realizada para o Plano Diretor de São José &#8211; SC. A análise mostrou que o município é altamente segregado, confirmando as reclamações dos moradores ouvidos nos eventos de leitura comunitária. A análise, entretanto, possibilitou um entendimento mais aprimorad dessa segregação, e deu pistas importantes de como superá-la. O mapa da integração global e o mapa destacando as linhas mais integradas e as mais segregadas mostram claramente a grande diferenciação entre as partes da cidade.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_05.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_05_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_05" width="240" height="191" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_06.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_06_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_06" width="240" height="191" /></a></p>
<p>Os gráficos abaixo mostram de maneira ainda mais clara a diferença entre os bairros mais segregados e os mais integrados:</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_03_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_03" width="240" height="143" /></a><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_04.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_04_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_04" width="240" height="143" /></a></p>
<p>Os bairros situados a oeste são aqueles com menor integração global, o que significa que estão mais distantes dos outros bairros, se analisado o sistema urbano como um todo. Esses bairros podem, portanto, ser considerados segregados com relação à cidade, que traz prejuízos não apenas em termos de deslocamentos (que tendem a ser consideravelmente maiores), mas também cria dificuldades às possibilidades de interação social com os outros bairros da cidade.</p>
<p>Como conclusões, foi possível prever uma estruturação do sistema viário cujos principais objetivos foram promover a integração entre os bairros e aumentar a integração daqueles mais segregados atualmente, através de vias arteriais que estabelecessem uma estruturação para a área.</p>
<p>Em tempo: o livro &#8220;<a href="http://space.moodia.com/tool-links/downloads/space-is-the-machine.aspx" target="_blank">Space is the Machine</a>&#8220;, de Bill Hillier, está disponível em pdf. Vale o download, já que o livro é uma referência importante para a teoria da Sintaxe Espacial, aprofundando os conceitos e metodologias explorados no &#8220;Social Logic of Space&#8221;.</p>
<p><strong>Referências bibliográficas:</strong></p>
<p>HILLIER, Bill; HANSON, Julienne. <strong>The social logic of space</strong>. Cambridge: Cambridge University Press, 1984.</p>
<p>HILLIER, Bill; PENN, A.; HANSON; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. <strong>Environment and Planning B</strong>, v. 20, p. 29-66, 1993.</p>
<p>HILLIER, Bill. <strong>Space is the machine</strong>. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/09/03/sintaxe-espacial/">Sintaxe Espacial</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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