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	<title>Urbanidades | Posts marcados como defensible space - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como defensible space - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 19:40:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do II Enanparq, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal, um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha, resultado da dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC. A pesquisa tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes na cidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do <a title="II Enanparq" href="http://www.2enanparq.ct.ufrn.br/index.html" target="_blank">II Enanparq</a>, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal,<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank"> um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha</a>, resultado da<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"> dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC</a>, sob minha orientação. A pesquisa, fruto de um trabalho exaustivo, tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes(1). Essa noção não é nova, pelo contrário: desde <a title="Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua" href="http://urbanidades.arq.br/2010/02/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" target="_blank">Jacobs (2000)</a>, pelo menos, os &#8220;olhos da rua&#8221; são considerados importantes elementos na segurança dos espaços públicos (especialmente as ruas e passeios), pela possibilidade de vigilância natural que proporcionariam. Além disso, Jacobs também defendia a mistura de estranhos e moradores locais, equilibrando os fluxos exclusivamente de passagem com os fluxos locais, como forma de aumentar a vigilância nas ruas e, consequentemente, a segurança.</p>
<p><a title="Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Oscar Newman</a>, por outro lado, defendia o que ficou conhecido como &#8220;defensible space&#8221;, entendido como espaços que, pela sua configuração, proporcionassem um sentimento de &#8220;pertencimento&#8221; aos moradores do entorno, que então se encarregariam de vigiá-los e mantê-los seguros. As ruas sem saída seriam exemplos de espaços defensáveis, nos quais estranhos seriam rapidamente identificados e, se necessário, &#8220;neutralizados&#8221;. Entretanto, concordava com Jacobs na questão da permeabilidade visual e proximidade das edificações com a rua como elemento de reforço das condições de segurança.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1107 aligncenter" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Diferenças na relação de diferentes tipologias (com densidades semelhantes) com a rua (NEWMAN, 1996). Qual seria a mais segura?</p>
<p>A pesquisa tentou testar essas questões para o contexto brasileiro, usando Florianópolis como estudo de caso. Para isso, levantou as características tipológicas de 94 locais em que ocorreram crimes no ano de 2010, cuidando para que houvesse boa distribuição espacial da amostra, ou seja, assegurand0-se de que todas as regiões da cidade possuíssem um número adequado de ocorrências levantadas. Muitas características dos lotes e das edificações foram levantadas, mas as mais importantes mostraram ser o uso do solo, a característica dos fechamentos dos lotes (muros, grades, etc., com ou sem vegetação), a densidade de aberturas e a quantidade de lotes vazios e/ou com edificações abandonadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1108" title="permeabilidade_visual" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg" alt="" width="500" height="121" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-300x72.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-768x186.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-990x242.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-50x12.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-200x48.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg 1000w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Teria a permeabilidade visual entre edificação e espaço público realmente a capacidade de auxiliar na prevenção de crimes? Seriam formas semelhantes à imagem da esquerda mais seguras que formas semelhantes à da direita? (Adaptado de VIVAN, 2012).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1109" title="vivan-interfaces_lotes" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg" alt="" width="500" height="110" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-300x66.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-768x170.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-50x11.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-200x44.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg 1000w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Edificações das ocorrências estudadas, que exemplificam: a) Interface com alta visibilidade (IAV); b) Interface com média visibilidade (IMV); c) Interface com baixa ou nula visibilidade (IBV). (VIVAN, 2012)</p>
<p>A metodologia seguiu os seguintes passos gerais:</p>
<ul>
<li>Definição de uma amostra representativa dos crimes ocorridos em Florianópolis no ano de 2010;</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Definição de um grupo de controle (2);</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato para o grupo de controle, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Comparação entre as características morfológicas da amostra e do grupo de controle;</li>
<li>Interpretação dos resultados.</li>
</ul>
<h3>Resultados</h3>
<p>Os resultados foram interessantes. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais (pelo menos 70% de usos residenciais) (3) e comparando com um grupo de controle , eles indicaram que:</p>
<ul>
<li>O grupo de controle apresenta maiores valores de interface de alta visibilidade (IAV) com 42,11%, enquanto que na amostra de ocorrência de crimes esse índice foi de 35,16%;</li>
<li>A média de densidade das aberturas seguiu a mesma lógica, sendo que o grupo de controle com predominância residencial apresentou maior densidade média de aberturas (0,259 abertura/m) enquanto que a amostra apresentou 0,235 abertura/m ;</li>
<li>A porcentagem de lotes de usos vazios (UV) na amostra foi maior (12,79%) do que no grupo de controle (6,65%), o que reforça a noção de que os crimes em áreas residenciais ocorrem com maior frequência quando existe a proximidade de áreas vazias (e que, portanto, não oferecem intervisibilidade).</li>
</ul>
<div class="olhos">Apesar de tentarem se proteger com muros e paredes cegas, os moradores acabam criando o oposto: espaços urbanos mais inseguros</div>
<p>O que isso significa? Em poucas palavras, que as características de permeabilidade visual entre a edificação e o espaço da rua estão realmente relacionadas com a ocorrência de crimes, no sentido de que estes tendem a acontecer em locais caracterizados por formas arquitetônicas com menos permeabilidade (muros cegos ou com vegetação que impossibilita a visão, fachadas com poucas ou nenhuma janela e ruas com grande quantidade de terrenos vazios ou edificações abandonadas). Dito assim, isso não parece nenhuma novidade: intuitivamente nos sentimos mais inseguros em espaços com essas características. Temos a impressão de que, se algo acontecer, ninguém poderá nos ajudar ou chamar por socorro. Entretanto, uma coisa é sabermos intuitivamente que essa é nossa sensação; outra é termos fortes indícios quantitativos &#8211; e obtidos através de um método cuidadoso e sistemático &#8211; de que isso realmente influencia na localização das ocorrências de crime.</p>
<p>Além disso, por mais que intuitivamente isso seja facilmente percebido, ainda assim vemos muitos moradores fazendo exatamento o oposto, o que não deixa de ser um paradoxo: criam muros altos e cegos para supostamente proteger suas casas e diminuem a quantidade de janelas abertas para a rua para preservarem sua privacidade, mas ao fazê-lo estão criando espaços externos mais inseguros que, ao fim e ao cabo, tornam mais inseguras suas residências (os crimes considerados no estudo envolviam não apenas aqueles ocorridos no espaço público, mas também no interior dos lotes e edificações).</p>
<p>Some-se a isso os planos diretores, que frequentemente permitem ou até mesmo incentivam tipologias com baixa permeabilidade visual, e o quadro está pronto: cidades cada vez mais inseguras, desvitalizadas, desagradáveis, intimidadoras. Enquanto não houver <a title="A urgência do planejamento" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.125/3624" target="_blank">instrumentos urbanísticos mais sensíveis ao funcionamento dos sistemas urbanos</a>, os problemas tendem a se agravar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1110" title="SAMSUNG" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg" alt="" width="500" height="181" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-300x108.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-768x279.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-50x18.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-200x73.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Fachadas de baixa permeabilidade no térreo.</p>
<h3>Resumo oficial da dissertação (VIVAN, 2012):</h3>
<p>Este artigo tem como objetivo estudar a correlação entre aspectos da forma edificada (especialmente a permeabilidade visual) e a ocorrência de crimes no espaço urbano de Florianópolis &#8211; SC, partindo da hipótese de que a maior conexão visual entre área pública e privada inibe a ocorrência de crimes. Para isso, foram selecionados os tipos de crimes a serem focalizados, que são alguns tipos de furtos e roubos, e violação de domicílio. A cidade foi dividida em seis porções, para facilitar os levantamentos por regiões, e foram selecionados crimes para amostragens proporcionais à realidade do ano de 2010. Foi realizado o levantamento dos dados em campo, com a compilação dos resultados para, assim, analisar estatisticamente. Os resultados preliminares não indicaram correlação entre características de visibilidade e ocorrência de crimes. Entretanto, uma análise mais cuidadosa identificou que a elevada presença de usos comerciais na amostra poderia estar distorcendo os resultados. Assim, uma nova análise foi efetuada considerando apenas os trechos com predominância residencial, tanto na amostra quando no grupo de controle. Os resultados sustentaram a influência de fatores de visibilidade na ocorrência de alguns tipos de crimes, corroborando a literatura, o que evidencia a importância da consideração das variáveis físicas do layout na redução da suscetibilidade de alguns locais ao crime.</p>
<p>PALAVRAS-CHAVE: conexão visual, segurança no espaço construído, espaço público, espaço privado.</p>
<h3> Notas</h3>
<p>(1) O que não significa, obviamente, que os crimes são causados pela forma das edificações, ou que estas poderiam, de alguma maneira, eliminá-los. Significa apenas que parece existir uma ligação entre a forma das edificações e a probabilidade de acontecerem crimes nos seus entornos imediatos.</p>
<p>(2) O grupo de controle foi definido considerando os raios de distância métrica a partir dos pontos em que os crimes aconteceram. Dessa forma, foram selecionadas localizações que estivessem ao mesmo tempo nas mesma regiões dos crimes, mas em pontos distantes o suficiente para estarem fora de sua área de influência imediata. Agradecimentos ao Prof. Fletes, do Depto. de Estatística da UFSC, cujo auxílio no design do experimento foi essencial para o trabalho.</p>
<p>(3) A comparação entre áreas residenciais foi feita porque a primeira parte da análise indicou que usos comerciais possuem dinâmicas diferentes em relação aos crimes, uma vez que possuem permeabilidade visual mais alta e ao mesmo tempomaior atratividade para os criminosos, pela maior circulação de dinheiro. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais, foi possível isolar a variável &#8220;uso do solo&#8221; e realizar comparações mais confiáveis. Um estudo mais aprofundado sobre a relação entre os diferentes usos do solo e a ocorrência de crimes está em fase inicial de elaboração.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>VIVAN, Mariana. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"><strong>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</strong>: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. Dissertação de Mestrado defendida junto ao PósArq &#8211; UFSC, Florianópolis, SC: UFSC.</p>
<p>VIVAN, Mariana; SABOYA, Renato. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. II Encontro Nacional da Anparq.<strong> Anais</strong>&#8230; , 2012. Natal, Brasil . (no prelo).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 00:06:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das grande preocupações das cidades atualmente é, sem dúvida, o problema da segurança. Entretanto, não é de hoje que estudiosos do urbano, especialmente arquitetos, vêm estudando o assunto e<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das grande preocupações das cidades atualmente é, sem dúvida, o problema da segurança. Entretanto, não é de hoje que estudiosos do urbano, especialmente arquitetos, vêm estudando o assunto e dando contribuições valiosas para seu enfrentamento. Por um lado, parece óbvio que a desigualdade social e econômica é um dos principais fatores causadores da violência urbana. Por outro, é interessante explorar quais fatores espaciais podem contribuir para diminuir a violência e a insegurança nas cidades.</p>
<p>Este é o primeiro post de uma série que vai abordar as contribuições de diversos autores a esse problema, do ponto de vista do arquiteto e urbanista. Para esse início, escolhemos um dos autores mais conhecidos sobre o problema da segurança e sua relação com a tipologia das edificações e dos tecidos urbanos: Oscar Newman.</p>
<p>Seu trabalho mais famoso é “Defensible Space”, de 1972. Outra publicação, mais recente, chamada “Creating Defensible Space”, de 1996, está disponível para download gratuitamente, e foi patrocinada pelo Departamento Nacional de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA.</p>
<h3>As origens: Pruitt-Igoe e as ruas privadas de St. Louis</h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-466" title="Pruitt-igoeUSGS02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-499x306.jpg" alt="Pruitt-igoeUSGS02" width="499" height="306" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-499x306.jpg 499w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-300x183.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-500x306.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-768x471.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-1536x941.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-2048x1255.jpg 2048w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-200x123.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /><br />
<span class="legendas">Pruitt-Igoe. Fonte: <a title="Pruitt - Igoe" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pruitt-igoeUSGS02.jpg" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-467" title="pruitt-igoe_03" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-500x313.jpg" alt="pruitt-igoe_03" width="500" height="313" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-500x313.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-768x481.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03.jpg 1151w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<span class="legendas">Demolição de Pruitt-Igoe. Fonte: <a title="Pruitt - Igoe" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pruitt-Igoe-collapses.jpg" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p>Segundo Newman, o conceito de <a title="Defensible Spaces" href="http://www.defensiblespace.com/start.htm" target="_blank">Espaço Defensável</a> evoluiu a partir da observação do conjunto Pruitt-Igoe, um complexo com 2.740 unidades residenciais cuja implosão ficou conhecida como o fim “oficial” do Movimento Modernista. O conjunto era composto por torres de 11 andares sobre amplas superfícies verdes, teoricamente destinadas a usos coletivos, seguindo a doutrina dos CIAM.</p>
<p><span class="olhos">Pruitt-Igoe é considerado por muitos o fim definitivo do Modernismo, e as questões de segurança foram provavelmente as que mais determinaram seu insucesso.</span>Entretanto, em pouco tempo as condições de degradação chegaram a níveis insuportáveis. As áreas comuns, de maneira geral, estavam em péssimas condições de conservação. O vandalismo acontecia nos corredores e lavanderias, as áreas verdes estavam cheias de lixo, e era perigoso passar pelas escadas, halls e elevadores. As imagens abaixo mostram como o arquiteto imaginava o andar coletivo, com espaços de socialização, e como ele realmente acabou sendo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-470" title="pruitt-igoe_01_e" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-500x311.jpg" alt="pruitt-igoe_01_e" width="500" height="311" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-500x311.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-768x479.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e.jpg 787w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-469" title="Pruitt-Igoe-corridor-actual_e" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-500x335.jpg" alt="Pruitt-Igoe-corridor-actual_e" width="500" height="335" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-500x335.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-300x201.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-768x515.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-50x34.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e.jpg 787w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Espaço previsto para os corredores comunais e o modo como estes realmente se tornaram (Fonte: Newman, 1996)<br />
</span></p>
<p>Entretanto, em áreas em que apenas duas famílias dividiam um lobby, este era bem conservado. Newman então concluiu que as pessoas só preservavam e cuidavam dos espaços que eram percebidos como “seus”. Aqueles espaços compartilhados com diversas famílias não eram “apropriados” pelos moradores, e portanto acabavam sendo depredados.</p>
<p>Tal conclusão foi reforçada pela observação de ruas de acesso restrito localizadas próximas ao conjunto Pruitt-Igoe, habitadas por pessoas de nível socioeconômico semelhante que, entretanto, não tinham os mesmos sinais de violência e depredação. Nessas ruas, os moradores exerciam maior controle sobre quem entrava ou passava por ela o que, segundo Newman, explicava essa diferença.</p>
<h3>Forma das edificações e controle</h3>
<p>Com base nessas observações preliminares, Newman fez um estudo sobre os tipos arquitetônicos residenciais mais comuns e as possibilidades de controle dos espaços proporcionadas por cada um deles. As unidades unifamiliares, quando diretamente ligadas à rua, possuem espaços com alto nível de controle, tendo em vista o fato de que apenas uma família será a responsável por eles. Um exemplo são os jardins frontais que, apesar de serem acessíveis a partir da rua, são apropriados (e portanto controlados) pelos proprietários. O próprio carro estacionado na frente da casa é uma espécie de marcação do território.</p>
<p><span class="olhos">A chave para espaços defensáveis é o controle dos moradores</span>Outro tipo são os conjuntos residenciais de baixa densidade (3 ou 4 pavimentos), em que há espaços compartilhados por um número não muito grande de famílias, tais como os acessos e jardins frontais e os espaços abertos no interior das quadras. Alguns espaços são totalmente privados, como nos casos dos quintais pertencentes exclusivamente às unidades do térreo. Neste caso, também a possibilidade de controle do espaço é grande.</p>
<p>O terceiro tipo seria representado pelos edifícios verticais mais altos, com acessos compartilhados por muitas famílias e distantes da rua, rodeados de áreas inteiramente públicas. Por não haver espaços privados ou semi-privados, o controle do espaço é seriamente comprometido. Além disso, há uma grande quantidade de espaços cegos (sem janelas) e áreas de estacionamento, o que torna ainda mais difícil o controle.</p>
<p>A Figura abaixo mostra os dois últimos tipos em uma mesma rua. Através dela é possível perceber que o tipo da esquerda (mais verticalizado) é mais inóspito e menos convidativo aos pedestres. Suas fachadas cegas geram espaços que tendem a dificultar a vigilância, e a distância das unidades habitacionais até a rua (separadas pelo estacionamento) funciona como agravante.</p>
<p>Já na tipologia da direita, a proximidade com a rua é mantida, as janelas se voltam para esta, assim como o acesso, tendendo a trazer maior controle e, por consequência, maior segurança.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="Newman (1996) - 01" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Tipologias diferentes em densidades semelhantes. (NEWMAN, 1996)</span></p>
<h2>Críticas</h2>
<p><span class="olhos">Controle do acesso ou integração social?</span>O conceito de espaço defensável de Newman é criticado especialmente por defender o controle por parte dos moradores, o que pode facilmente descambar para a segregação e o isolamento. <del>Estranho são vistos como inimigos em potencial, e não como possibilidade de encontros variados e maior interação social. Vai, portanto, totalmente contra as ideias de <a title="Jane Jacobs" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/jane-jacobs-parques-de-bairro/" target="_blank">Jane Jacobs</a>.</del>  Estranho são vistos ora como inimigos em potencial, ora como geradores de maior segurança através da vigilância natural. Ao contrário de <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/jane-jacobs-parques-de-bairro/">Jacobs</a>, Newman não baseia sua argumentação na importância de encontros variados e maior interação social. Provavelmente por esse motivo, ele não se preocupa em explicar e explorar de forma sistemática os possíveis efeitos que esses aspectos teriam ter sobre a segurança urbana. (<em>editado em 27.09.2016</em>)</p>
<p>Por outro lado, a necessidade de que as janelas e acessos tenham contato direto com os espaços circundantes tem correlação direta com o conceito de &#8220;olhos da rua&#8221; de Jacobs. Esse ponto parece ser consenso entre os principais autores que tratam do tema da segurança nos espaços urbanos e, portanto, deve ser estimulado (e talvez até exigido) em projetos e planos urbanísticos.</p>
<h2><span class="legendas">Referência bibliográfica</span></h2>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. dl: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996. Acessível <a title="Defensible Spaces" href="http://www.huduser.org/publications/pubasst/defensib.html" target="_blank">aqui</a>.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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