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	<title>Urbanidades | Posts marcados como pensamento crítico - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como pensamento crítico - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>&#8220;Progresso traz insegurança&#8221; e outras falácias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Nov 2007 05:06:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[falácias]]></category>
		<category><![CDATA[pensamento crítico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dia desses, em uma oficina de elaboração da pré-proposta de um&#160;PDP, ouvi o seguinte argumento de um dos participantes: &#8220;Precisamos de muros altos nas nossas casas, porque&#160;o progresso traz insegurança.&#8221;<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/11/26/progresso-traz-insegurana-e-outras-falcias/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">&#8220;Progresso traz insegurança&#8221; e outras falácias</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/11/26/progresso-traz-insegurana-e-outras-falcias/">“Progresso traz insegurança” e outras falácias</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses, em uma oficina de elaboração da pré-proposta de um&nbsp;PDP, ouvi o seguinte argumento de um dos participantes:</p>
<blockquote>
<p>&#8220;Precisamos de muros altos nas nossas casas, porque&nbsp;o progresso traz insegurança.&#8221;</p>
</blockquote>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Progessotrazinseguranaeoutrasfalcias_A5B/falacias_01.jpg" atomicselection="true"><img decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="240" alt="falacias_01" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Progessotrazinseguranaeoutrasfalcias_A5B/falacias_01_thumb.jpg" width="207" border="0"></a><br /><font size="1"><em>Falácias: é preciso saber identificá-las. Foto: </em></font><a href="http://www.flickr.com/photos/takomabibelot/378965518/" target="_blank"><font size="1"><em>takomabibelot</em></font></a></p>
<p>&nbsp;Essa frase é&nbsp;uma&nbsp;representante&nbsp;típica de uma situação muito comum quando lidamos com tomada de decisões em conjunto. Por envolver intensa argumentação e defesa de pontos de vistas diferentes e conflitantes, nesses processsos constantemente nos deparamos com as <strong>falácias</strong>. Por isso, é importante saber identificá-las para não cair nas suas armadilhas.</p>
<h3>Falácias</h3>
<p>Falácias, segundo a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fallacy">Wikipedia</a>, podem ser definidas da seguinte maneira:  </p>
<blockquote>
<p>Uma falácia é um componente de um argumento que pode ser demonstrado como falho em sua lógica ou em sua forma, e que portanto invalida o argumento como um todo.</p>
</blockquote>
<p><span id="more-49"></span></p>
<p>As falácias normalmente apresentam problemas na sua lógica, mas também podem explorar falhas emocionais ou intelectuais dos interlocutores, bem como apelo às relações de poder existentes, ao patriotismo ou à moralidade.</p>
<h5>Tipos de falácias</h5>
<p>Generalização precipitada &#8211; tentar identificar ou atribuir características ou comportamentos a um grupo baseado em poucas observações sobre alguns de seus membros.</p>
<p><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fallacy_of_composition" target="_blank">Falácia de composição</a></strong> &#8211; concluir que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo. &#8220;<em>Os átomos não são visíveis a olho nu. As pessoas são compostas por átomos. Portanto, as pessoas não são visíveis a olho nu.</em>&#8220;</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ad_hominem" target="_blank"><strong>Considerações puramente pessoais</strong></a> &#8211; consiste em responder a um argumento com base em considerações sobre a pessoa que 0 defende, e não sobre o argumento em si. </p>
<p><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Appeal_to_the_majority" target="_blank">Apelo à popularidade</a></strong> &#8211; consiste em defender que um argumento é válido pelo fato de que muitas pessoas acreditam nele. A maioria das falácias citadas na seção seguinte fazem parte desse tipo.</p>
<p><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_baculum" target="_blank">Falácia do medo</a></strong> &#8211; consiste em utilizar relações de poder para intimidar as outras pessoas, &#8220;obrigando-as&#8221; a acreditar no argumento.</p>
<p><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fallacy_of_the_Consequent" target="_blank">Falácia da consequência</a></strong> &#8211; consiste em tirar conclusões de uma premissa que, na verdade, não suporta tais conclusões. &#8220;<em>Se eu ficar gripado, tenho dor de garganta. Eu tenho dor de garganta. Portanto, estou gripado&#8221;</em>.</p>
<p><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Accident_%28fallacy%29" target="_blank">Ignorar a exceção</a></strong> &#8211; consiste em fazer uma generalização que ignora as exceções. &#8220;<em>Cortar pessoas é crime. Cirurgiões cortam pessoas. Portanto, cirurgiões são criminosos</em>&#8220;.</p>
<p><strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Converse_accident" target="_blank">Inverso de ignorar a exceção</a></strong> &#8211; constrói o argumento de um caso específico, aplicando-o a algo mais geral. &#8220;<em>Se permitimos que pessoas com glaucoma usem maconha, então devemos permitir que todo mundo utilize maconha&#8221;</em>.</p>
<h3>Falácias comuns em planejamento</h3>
<blockquote>
<p>1. Se diminuirmos o número máximo de pavimentos permitidos estaremos regredindo. </p>
</blockquote>
<p>Esse argumento, normalmente veiculado sem nenhum desenvolvimento mais profundo, adota como premissa a idéia de que prédios altos e&nbsp;alta densidade&nbsp;são&nbsp;sinônimos de progresso. Afinal, se prédios mais baixos são considerados &#8220;regresso&#8221;, então entende-se prédios mais altos como &#8220;progresso&#8221;. Será que é mesmo?  </p>
<p>Desenvolver-se não é, necessariamente, crescer, pelo menos não o crescimento quantitativo bruto de população. Diminuir as desigualdades, criar espaços agradáveis e saudáveis, com qualidade de vida, são elementos de desenvolvimento que não estão necessariamente atrelados ao crescimento.  </p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Progessotrazinseguranaeoutrasfalcias_A5B/balneario_camboriu_01.png"><img decoding="async" height="180" alt="balneario_camboriu_01" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Progessotrazinseguranaeoutrasfalcias_A5B/balneario_camboriu_01_thumb.png" width="240" border="0"></a><br /><em><font size="1">Balneário Camboriú: símbolo de progresso? Foto: </font></em><a href="http://www.flickr.com/photos/deia/750451979/"><em><font size="1">Andréia</font></em></a></p>
<blockquote>
<p>2. Se não aumentarmos o tamanho do perímetro urbano vamos impedir o desenvolvimento do município. </p>
</blockquote>
<p>Essa falácia, intimamente ligada à anterior, também defende o crescimento como sinônimo de desenvolvimento. E, no entanto, na imensa maioria dos casos o perímetro que se quer aumentar é suficiente para acomodar duas ou três cidades iguais à que hoje se acomoda confortavelmente em uma (pequena) parte do perímetro urbano.  </p>
<p>Em cidades com 2 ou&nbsp;3% ao ano de crescimento e uma estrutura já dispersa, de baixíssima densidade, não não há absolutamente nenhum motivo para aumentar seu perímetro. Isso só tende a reforçar essas características e, com isso, aumentar o custo da infra-estrutura, segregar as comunidades, aumentar as distâncias a serem percorridas e consumir áreas rurais desenfreadamente. </p>
<p>Felizmente, é uma falácia que pode ser combatida com alguns cálculos e previsões de crescimento. Números são instrumentos valiosos para combater falácias.  </p>
<blockquote>
<p>3. Para resolver o problema do trânsito precisamos criar mais avenidas / túneis / viadutos. </p>
</blockquote>
<p>Já está comprovado que os investimentos nesse tipo de infra-estrutura viária tornam o espaço da cidade mais atraente para os automóveis, o que traz ainda mais carros para as ruas.  </p>
<p>Considerando que os carros ocupam, em média, 8 vezes mais espaço do que os ônibus para transportar o mesmo número de pessoas, é fácil concluirmos que essas medidas não trarão os efeitos desejados. Transporte coletivo não apenas deve, mas tem que ser, a alternativa, mesmo para as pequenas cidades.  </p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Progessotrazinseguranaeoutrasfalcias_A5B/bici_x_carros_x_onibus.jpg" atomicselection="true"><img decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="134" alt="bici_x_carros_x_onibus" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Progessotrazinseguranaeoutrasfalcias_A5B/bici_x_carros_x_onibus_thumb.jpg" width="318" border="0"></a> <br /><em><font size="1">Comparação do espaço consumido para transportar o mesmo número de pessoas &#8211; carros, ônibus, bicicletas.</font></em></p>
<p>E para finalizar, voltemos à falácia inicial.  </p>
<blockquote>
<p>4. Precisamos de muros altos nas nossas casas, porque&nbsp;o progresso traz insegurança.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>É&nbsp;óbvio&nbsp;que, se traz insegurança, não pode ser chamado de &#8220;progresso&#8221;. Esta, felizmente, foi possível desmascarar.</p>
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