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	<title>Urbanidades | Posts marcados como planejamento comunicativo - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como planejamento comunicativo - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Planejamento urbano como tomada de decisões coletivas, progressivas, interrelacionadas e dependentes do  caminho</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2020/02/06/planejamento-urbano-como-tomada-de-decisoes-coletivas-progressivas-interrelacionadas-e-dependentes-do-caminho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Feb 2020 19:13:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este post faz um resumo em português de artigo que tenta organizar e explorar algumas conclusões às quais cheguei depois de confrontar e tentar fazer dialogar estudos e reflexões teóricas provenientes da literatura com minhas participações em situações práticas de planejamento urbano. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2020/02/06/planejamento-urbano-como-tomada-de-decisoes-coletivas-progressivas-interrelacionadas-e-dependentes-do-caminho/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Planejamento urbano como tomada de decisões coletivas, progressivas, interrelacionadas e dependentes do  caminho</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No finalzinho de 2019 publiquei o artigo que dá o título a este post na <a href="https://rppc.emnuvens.com.br/index">Revista Políticas Públicas &amp; Cidades</a>. Ele tenta organizar e explorar algumas conclusões às quais cheguei depois de confrontar e tentar fazer dialogar estudos e reflexões teóricas provenientes da literatura com minhas participações em situações práticas de planejamento urbano. Ele foi elaborado, desenvolvido, revisado e ajustado durante muitos anos; o fato de ter sido escrito em inglês contribuiu para essa demora, mas a principal razão foi a necessidade de costurar diversos aspectos teóricos e práticos em  uma estrutura teórica que fizesse sentido e que pudesse efetivamente auxiliar e avançar na compreensão de processos de planejamento.</p>



<span id="more-2112"></span>



<p>Essa amarração foi feita pelo conceito de decisão. Não é o primeiro artigo em que uso esse conceito para entender o planejamento: em 2013, publiquei o &#8220;<a href="http://dx.doi.org/10.7213/urbe.05.002.AC01">Fundamentos conceituais para uma teoria do planejamento urbano baseada em decisões</a>&#8221; na <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_serial&amp;pid=2175-3369&amp;lng=en&amp;nrm=iso">Revista Urbe</a>, que estabeleceu as bases conceituais para que este artigo de 2019 pudesse ser escrito e fosse capaz de avançar na compreensão sobre o tema.</p>



<p>Ao contrário de uma grande parte de outros trabalhos sobre o processo de planejamento, eu parto de uma abordagem descritiva e explicativa para caracterizá-lo e entendê-lo, em oposição a um viés propositivo ou prescritivo que tentasse dizer como ele deveria ser. Construo, então, um modelo teórico sobre como o planejamento funciona enquanto um sistema de decisões interrelacionadas, destacando e discutindo os seguintes aspectos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A necessidade de convicção como requisito para a tomada de decisões, brevemente abordada aqui porque já havia sido discutida no artigo de 2013.</li><li>O caráter progressivo da construção de conhecimento sobre o problema, incluindo até mesmo saber qual ou quais são os problemas a serem enfrentados, uma vez que eles não estão claros no começo. Assim, o conhecimento sobre o sistema sendo planejado (isto é, a cidade ou parte dela) vai aumentando à medida que o processo avança, mas não apenas ele: também o conhecimento sobre as preferências, objetivos, desejos, boa vontade em participar, e mais uma série de aspectos sobre os participantes, precisa evoluir com o tempo.</li><li>Apesar disso, ou seja, mesmo com informações incompletas, desde o começo são necessárias decisões preliminares que orientem os esforços dos participantes, porque do contrário as possibilidades a serem examinadas seriam tão numerosas que se tornariam impossíveis de serem consideradas. Decisões preliminares &#8220;fecham&#8221; algumas possibilidades de modo a tornar viável a discussão e consideração sobre as alternativas que continuam disponíveis.</li><li>Para fazer isso, é preciso que as alternativas para essas decisões iniciais sejam avaliadas e escolhidas com base no que se imagina que elas permitirão, nas fases posteriores, em termos de alternativas. Ou seja: elas permitem manter abertas possibilidade interessantes? Ou estão excluindo possibilidades que seria melhor manter abertas?</li><li>Como essas decisões afetam todo o processo, elas são importantíssimas. No entanto, são feitas no começo, quando as incertezas ainda são grandes. Como essas incertezas abrangem também os critérios a serem usados para tomar as decisões, emerge o que chamo de &#8220;paradoxo dos critérios de avaliação&#8221;: nas fases iniciais, quando eles são mais importantes &#8211; porque mais determinantes e capazes de orientar aspectos estruturais da solução final -, temos menor convicção sobre quais e como eles devem ser. Ao final do processo, sabemos com muito mais detalhes quais devem ser os critérios, mas nesse ponto as decisões iniciais já restringiram muito o leque de opções disponíveis e, portanto, eles podem mudar relativamente pouca coisa.</li><li>Por fim, apesar de muito se falar no caráter iterativo do planejamento, segundo o qual ele vai e volta nas discussões e decisões, argumento que isso é bastante limitado pelo custo envolvido em tomar decisões preliminares, especialmente quando essas decisões são tomadas coletivamente. Voltar atrás em uma decisão acordada entre muitos participantes não é algo fácil, e implica no &#8220;desperdício&#8221; de investimento de tempo, energia e outros tipos de recursos já feitos pelos participantes. Portanto, o processo depende do caminho: decisões iniciais, por não poderem ser revertidas facilmente, podem moldar significativamente o restante do processo, mesmo que, posteriormente, o grupo considere que elas não tenham sido ideais.</li></ul>



<p>Essas questões são bem mais aprofundadas no artigo que, infelizmente, possui versão apenas em inglês. Ele pode ser encontrado aqui:</p>



<p><a href="https://doi.org/10.23900/2359-1552v8n3_4">Urban planning as collective, progressive, interrelated and path-dependent decision making</a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2020/02/06/planejamento-urbano-como-tomada-de-decisoes-coletivas-progressivas-interrelacionadas-e-dependentes-do-caminho/">Planejamento urbano como tomada de decisões coletivas, progressivas, interrelacionadas e dependentes do  caminho</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Construindo argumentos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2018/10/13/construindo-argumentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Oct 2018 23:46:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nos estudos urbanos, frequentemente precisamos construir argumentos para convencer outras pessoas sobre algumas de nossas ideias, seja em processos (participativos ou não) de planejamento ou na redação de trabalhos técnicos, sejam científicos ou não. Neste post, veremos como construir bons argumentos, decompondo-os em suas partes e discutindo-as uma a uma. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2018/10/13/construindo-argumentos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Construindo argumentos</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2018/10/13/construindo-argumentos/">Construindo argumentos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos estudos urbanos, frequentemente precisamos construir argumentos para convencer outras pessoas sobre algumas de nossas ideias. Duas situações são típicas: a primeira envolve as discussões e deliberações em processos (participativos ou não) de planejamento. Nelas, é comum tentarmos defender a importância de algumas medidas, explorar quais seriam as consequências de determinadas ações e porque acreditamos nisso, e assim por diante. Quem já participou das etapas propositivas de um plano ou projeto urbanístico sabe a importância de argumentos sólidos e bem construídos. O segundo tipo de situação é a redação de trabalhos técnicos, sejam científicos ou não (trabalhos acadêmicos, pareceres, relatórios, artigos científicos, dissertações, teses, etc.). Neles, a importância dos argumentos é crucial e clara: as ideias sendo transmitidas precisam estar devidamente estruturadas e embasadas, se quiserem ter alguma credibilidade.</p>
<p>Por isso, veremos neste post como construir um bom argumento, decompondo-o em suas partes e discutindo-as uma a uma. Toda a discussão sobre argumentos é baseada na (belíssima) obra de Booth, Colomb e Williams (2008).</p>
<h3>As partes de um argumento</h3>
<p>Um bom argumento é composto de seis partes:</p>
<ul>
<li>Uma <strong>afirmação</strong>, que é a parte central de um argumento e expressa uma ideia que pode ser verdadeira ou falsa;</li>
<li>A <strong>razão ou as razões</strong> que fazem com que devamos acreditar na afirmação;</li>
<li>As <strong>evidências</strong> existentes para se acreditar que as razões são válidas;</li>
<li>As <strong>ressalvas</strong>, que reconhecem os problemas e limites da afirmação e/ou as condições sob as quais ela deve ser considerada válida;</li>
<li>As <strong>respostas às ressalvas</strong>, que envolvem outras afirmações, razões e evidências complementares;</li>
<li>Os <strong>princípios</strong> que explicam porque as razões e as evidências são relevantes para a afirmação.</li>
</ul>
<p>A estrutura central de um argumento é composta por uma afirmação, que é justificada por uma razão, que, por sua vez, é sustentada por evidências (veja a figura abaixo).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-central.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-2004" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-central.png" alt="" width="1029" height="176" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-central.png 1275w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-central-300x51.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-central-500x85.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-central-768x131.png 768w" sizes="(max-width: 1029px) 100vw, 1029px" /></a><br />
Fonte: traduzido de Booth et al. (2008, p. 112).</p>
<p>Entretanto, normalmente são necessários outros componentes para que um argumento seja realmente sólido e capaz de inspirar confiança e convencer outras pessoas:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-completa-1.png"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2007" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-completa-1.png" alt="" width="989" height="634" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-completa-1.png 989w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-completa-1-300x192.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-completa-1-500x321.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2018/10/Argumentos-estrutura-completa-1-768x492.png 768w" sizes="(max-width: 989px) 100vw, 989px" /></a><br />
Fonte: traduzido de Booth et al. (2008, p. 113).</p>
<p>Vejamos cada uma dessas partes em mais detalhes.</p>
<h4>A afirmação</h4>
<p>A afirmação, como dito acima, é a parte central de um argumento. Ela representa a ideia principal sendo defendida, aquilo de que queremos convencer o outro. Veja, por exemplo, uma das afirmações mais famosas de Jane&nbsp; Jacobs:</p>
<blockquote><p>O distrito, e sem dúvida o maior número possível de segmentos que o compõem, deve atender a mais de uma função principal; de preferência, a mais de duas. (Jacobs, 2000, p. 167)</p></blockquote>
<p>(parênteses aqui: o correto não seria &#8220;devem&#8221;? Mas divago.)</p>
<div class="olhos">Afirmações precisam ser específicas e significativas, isto é, terem nível adequado de definição e serem relevantes para o leitor.</div>
<p>Essa afirmação defende a necessidade de que os usos do solo principais sejam combinados para gerar ambientes urbanos com vitalidade. As razões pelas quais Jacobs quer nos fazer acreditar que uma coisa está relacionada à outra serão tratadas na seção seguinte. Por enquanto, basta entendermos o que é uma afirmação, e as duas condições necessárias para que elas sejam adequadamente elaboradas: especificidade e significância.</p>
<p>A <strong>especificidade</strong> é necessária para que a afirmação não seja vaga ou ambígua. Ela confere maior definição ao argumento e, assim, esclarece melhor o que está sendo afirmado e permite uma melhor escolha das razões e evidências a serem utilizadas para apoiá-la. Compare, por exemplo, a afirmação de Jacobs citada acima com a seguinte:</p>
<p style="text-align: center;"><em>A cidade deve ter diversidade de usos.</em></p>
<p>Fica claro que a redação original de Jacobs é muito mais específica e, portanto, define melhor o que está sendo efetivamente afirmado. Não se trata da cidade como um todo, nem de qualquer parte dela, mas do distrito e seus segmentos. Não é qualquer diversidade de usos, mas uma combinação de dois ou mais usos principais.</p>
<p>O segundo critério é o da significância, isto é, de que a afirmação possua relevância a ponto de valer a pena ser dita ou escrita. Segundo Booth et al (2008, p. 124):</p>
<blockquote><p>Depois da precisão de uma afirmação, os leitores examinam mais cuidadosamente sua significância, uma qualidade que eles medem pelo quanto ela pede que eles mudem o que pensam.</p></blockquote>
<p>Em outras palavras, a significância está relacionada a quão nova é a afirmação, e a quanto suas repercussões são importantes, caso ela seja verdadeira. Isso, obviamente, depende do contexto em que ela é feita, e também para quem ela é feita. Comunidades específicas possuem suas próprias regras para determinar o que é importante ou não, e conhecê-las é essencial para avaliar a significância de uma afirmação.</p>
<h4>Razões</h4>
<p>As razões, juntamente com as evidências, devem responder à pergunta &#8220;<em>Por que eu devo acreditar nessa afirmação</em>?&#8221;. Normalmente elas envolvem algum tipo de relação de causa e efeito que conectaria os conceitos envolvidos na afirmação (mesmo que algum deles tenha ficado apenas implícito).</p>
<p>Veja, por exemplo, esse conjunto afirmação &#8211; razão:</p>
<blockquote><p>Eficiência significa, em primeiro lugar, que as pessoas que utilizam as ruas em horários diferentes devem utilizar exatamente as mesmas ruas.&#8221; (Jacobs, 2000, p. 179) <strong>[Afirmação]</strong></p>
<p>&#8220;Se seus trajetos forem diferentes ou separados uns dos outros, não haverá na verdade mistura alguma. <strong>[razão 1]</strong> Quanto à economia urbana, então, a sustentação mútua das diferenças seria fictícia ou algo que se deva encarar simplesmente como uma abstração de diferentes usos contíguos, sem significação alguma, a não ser num mapa. <strong>[razão 2]</strong>&#8221; (Jacobs, 2000, p. 179)</p></blockquote>
<p>Argumentos complexos normalmente necessitam de mais de uma razão, que podem vir antes ou depois da afirmação, e podem, por sua vez, estar apoiadas em mais de um conjunto de evidências.</p>
<h4>Evidências</h4>
<p>Evidências são aqueles elementos que podem ser vistos, medidos, sentidos ou percebidos de alguma maneira pelos leitores e sobre os quais, preferencialmente, haja pouca dúvida. São o que, usualmente, chamamos de &#8220;fatos&#8221;, se possível que tenham sido coletados de maneira sistemática, rigorosa e cuidadosa.</p>
<p>As evidências precisam ser:</p>
<ul>
<li>Corretas: de boa qualidade e sem erros;</li>
<li>Precisas: específicas o suficiente para minimizar as dúvidas e ambiguidades quanto ao quê elas estão efetivamente suportando;</li>
<li>Suficientes: para não deixar desguarnecidos pontos importantes da afirmação e das razões, bem como para não baseá-las em apenas uma fonte de informação ou caso isolado;</li>
<li>Representativas: de modo a permitir inferir que elas se referem a todos ou à maioria dos casos cobertos na afirmação;</li>
<li>De fontes qualificadas: a autoridade ou reputação de quem gerou as evidências também influencia na sua confiabilidade.</li>
</ul>
<p>Podemos dizer que as evidências são o ponto fraco dos argumentos de Jacobs. Na maioria dos casos, ela utilizou evidências derivadas de sua experiência pessoal, coletada assistematicamente e, por isso, sem representatividade ou suficiência para generalização a contextos mais amplos. Isso não quer dizer, obviamente, que seus argumentos não estejam corretos, apenas que as evidências oferecidas à época possuíam essas falhas.</p>
<h4>Ressalvas e respostas</h4>
<div class="olhos">Antecipar-se às possíveis objeções ao argumento e responder a elas demonstra rigor crítico e reconhecimento da importância de considerar todos os aspectos relevantes.</div>
<p>Os leitores não julgam um argumento apenas pela força das evidências, mas também pelo quanto eles conseguem aferir sobre a confiabilidade de quem os está defendendo. Assim, se a pessoa que está apresentando os argumentos também demonstra esforço em reconhecer suas limitações, explorar outras possibilidades e oferecer razões pelas quais ele deve ser considerado verdadeiro mesmo à luz desses fatores, sua confiabilidade aumenta perante o leitor.</p>
<p>Veja o seguinte exemplo:</p>
<blockquote><p>No entanto, espero que o leitor não entenda minhas observações como um guia do que ocorre nas cidades, nas pequenas cidades ou nos subúrbios que se mantêm periféricos.&nbsp; Cidades, subúrbios e até mesmo cidadezinhas são organismos totalmente diferentes das metrópoles. Já estamos numa enrascada enorme por tentar entender as cidades grandes com base no comportamento e no suposto funcionamento das cidades menores. Se tentarmos entender as cidades menores com base nas metrópoles, a confusão será ainda maior. (Jacobs, 2000, p. 15)</p></blockquote>
<p>Nele, Jacobs estabelece um recorte claro para o qual ela defende que suas ideias sejam válidas (as cidades grandes). Afirmações excessivamente ambiciosas, sem as devidas razões e evidências que deem conta de todo o seu espectro, acabam despertando desconfiança.</p>
<p>Mais alguns exemplos:</p>
<blockquote><p>Será que as minhas sugestões sobre outros usos baseados em atividades de lazer parecem frívolas e dispendiosas? <strong>[ressalva]</strong></p>
<p>Veja, então, os custos previstos dos projetos elaborados pela Associação do Centro e da Baixa Manhattan e pela prefeitura para criar ainda mais locais de trabalho,&nbsp; conjuntos habitacionais e estacionamentos e vias expressas que permitam aos moradores sair do distrito nos fins de semana. Essas coisas devem custar, estimam os planejadores, um<br />
bilhão de dólares em dinheiro público e privado! <strong>[resposta]</strong> (Jacobs, 2001, p. 176)</p></blockquote>
<p>Além de identificar os pontos fracos ou possíveis objeções aos argumentos, outra boa prática é tentar imaginar quais pontos de vistas alternativos poderiam ser levantados pelos leitores, e antecipar-se a eles:</p>
<blockquote><p>Mas alguém poderia objetar impensadamente que se trata de duas concepções estéticas contrárias, uma questão de gosto, e gosto não se discute. <strong>[ressalva] </strong>Mas é mais do que gosto. Uma dessas concepções – as &#8220;cortes de honra&#8221; separadas – contradiz as necessidades funcionais e econômicas das cidades e de seus usos específicos também. A outra concepção – a cidade mesclada, com marcos arquitetônicos intimamente rodeados pela matriz cotidiana – harmoniza-se com a atividade econômica e com outras atividades funcionais das cidades.<strong>[resposta]</strong> (Jacobs, 2001, p. 191)</p></blockquote>
<p>Por fim, é importante também preparar-se para possíveis (ou prováveis) objeções baseadas em evidências que podem contradizer seus argumentos, isto é, fatos que não se encaixam na narrativa que seu argumento constrói. Essas evidências podem ser casos isolados ou específicos, isto é, exceções à regra, ou podem ser sinais verdadeiros de que seus argumentos não são válidos ou precisam ser melhor delimitados. De qualquer forma, antecipar-se aos problemas que elas podem causar torna mais forte a construção do seu argumento.</p>
<p>Booth et al (2008, p. 143) sintetizam as principais fontes de objeções aos argumentos nos seguintes pontos:</p>
<ul>
<li>Acusações plausíveis sobre pontos fracos no argumento;</li>
<li>Linhas de pensamento alternativas ao que seu argumento defende;</li>
<li>Conclusões diferentes das suas que os leitores desejariam que fossem verdadeiras;</li>
<li>Evidências alternativas que não se encaixam no argumento;</li>
<li>Contraexemplos importantes que precisam ser explicados.</li>
</ul>
<h4>Princípios</h4>
<p>Muitas vezes não fica claro, para o leitor, porque as razões apresentadas são relevantes para a afirmação, ou seja, porque as razões sugeridas devem levá-lo a acreditar na afirmação. Em outras palavras, não fica clara qual é a conexão lógica entre uma coisa e outra. Por isso, é preciso:</p>
<ul>
<li>oferecer uma conexão entre uma classe <span style="text-decoration: underline;">geral</span> de fenômenos e uma classe <span style="text-decoration: underline;">geral</span> de consequências desses fenômenos;</li>
<li>mostrar que seu argumento trata de um representante específico dessa classe geral, e que sua consequência específica seria também uma representante da classe geral de consequências.</li>
</ul>
<p>Considere, por exemplo, o seguinte princípio geral:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Áreas urbanas bem sucedidas e com vitalidade precisam de uma rede intrincada e complexa de&nbsp; usos principais combinados que se alimentam mutuamente e garantem diversidade.</em></p>
<p>Um caso específico desse princípio geral pode ser:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Levar diversos equipamentos de cultura de Nova Iorque para uma área própria e monofuncional, como queria a prefeitura, resultaria em um ambiente urbano empobrecido e desvitalizado.</em></p>
<p>O princípio geral trata dos fenômenos &#8220;áreas urbanas bem sucedidas e com vitalidade&#8221; e dos &#8220;usos principais combinados&#8221;, enquanto que o caso específico fala de uma área urbana específica em Nova Iorque que, supostamente, ficaria desvitalizada porque abrigaria apenas um tipo de uso principal e, por isso, não se beneficiaria das interações entre diferentes tipos de usos.</p>
<p>A necessidade de explicitar os princípios que conectam os elementos do argumento também depende do campo no qual o texto está sendo escrito e o perfil dos leitores: em alguns casos, esses princípios provavelmente são conhecidos por todos, e mencioná-los poderia ser até estranho e passar a impressão de ingenuidade ou inexperiência. Em outras situações, quando estamos escrevendo para um público leigo, por exemplo, mesmo princípios básicos podem precisar ser indicados.</p>
<hr>
<p>Como vimos, construir um argumento não é tão simples como pode parecer à primeira vista. Para cada afirmação, uma série de outros elementos precisam ser construídos e oferecidos ao leitor para que o argumento consiga se sustentar. Esperamos, assim, que os aspectos tratados aqui sejam úteis não apenas para a construção de argumentos mais sólidos, mas também como auxílio no reconhecimento dos problemas contidos em argumentos defendidos por outras pessoas, nesses tempos de polarização extrema, discursos rasos e diálogos suprimidos.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>Booth, W. C. (2008). <a href="https://amzn.to/3nFHBYF" rel="sponsored ">The craft of research</a> (3rd ed). Chicago: University of Chicago Press.</p>
<p>Jacobs, J. (2000). <a href="https://amzn.to/2IGCCIq" target="_blank" rel="noopener sponsored noreferrer">Morte e vida de grandes cidades</a>. São Paulo: Martins Fontes.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2018/10/13/construindo-argumentos/">Construindo argumentos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Condições básicas para a obtenção de consenso</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/08/25/condicoes-basicas-para-a-obtencao-de-consenso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 19:17:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[consenso]]></category>
		<category><![CDATA[negociação]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=714</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um artigo muito interessante, Judith Innes (2004) rebate algumas críticas feitas à busca pelo consenso como forma de deliberação em questões relacionadas ao desenvolvimento urbano e ambiental. Segundo ela, essas críticas, na maioria das vezes, focam aplicações malfeitas da busca pelo consenso, e não os aspectos teóricos da questão. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/08/25/condicoes-basicas-para-a-obtencao-de-consenso/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições básicas para a obtenção de consenso</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/08/parliamentfightphotonotturnbullrudd.jpg"><img decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="parliament-fight-photo-not-turnbull-rudd" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/08/parliamentfightphotonotturnbullrudd_thumb.jpg" border="0" alt="parliament-fight-photo-not-turnbull-rudd" width="500" height="376" /></a><br />
Fonte da imagem: <a href="http://www.domeontherange.org/2010/07/pompeo-and-hartman-duke-it-out.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em um artigo muito interessante, Judith Innes (2004) rebate algumas críticas feitas à busca pelo consenso como forma de deliberação em questões relacionadas ao desenvolvimento urbano e ambiental. Segundo ela, essas críticas, na maioria das vezes, focam aplicações malfeitas da busca pelo consenso, e não os aspectos teóricos da questão, ou seja, o que o estudo e a pesquisa teórica identificam como sendo necessários para que o consenso seja legítimo.</p>
<p>Segundo elas, essas condições são:</p>
<ol>
<li>Inclusão de uma gama completa de interessados (stakeholders);</li>
<li>Uma tarefa que seja significativa para os participantes e que tenha a perspectiva de impactá-los dentro de um prazo razoável (isso vai de acordo a algumas preocupações levantadas pelo Prof. Villaça, para quem a comunidade não participa de processos participativos quando não vê seus reais interesses sendo discutidos);</li>
<li>A possibilidade de os participantes fazerem as suas próprias regras no que diz respeito ao comportamento, definição de pauta, modos de deliberação, etc.</li>
<li>Um processo que comece pelo entendimento mútuo dos interesses envolvidos e evite a barganha de posições (o que tem ligação com o livro de <a title="Ury &amp; Fisher" href="http://urbanidades.arq.br/2007/02/decises-em-planejamento/" target="_blank">Ury &amp; Fisher</a>, já comentado rapidamente aqui no Urbanidades);</li>
<li>Um diálogo em que todos são ouvidos e respeitados, e no qual haja todos tenham a mesma possibilidade de participar;</li>
<li>Um processo auto-organizado em que não haja pressões relativas ao tempo gasto ou ao conteúdo abordado, e que permita que o status quo e as premissas adotadas sejam questionados;</li>
<li>Informação acessível e compartilhada entre os participantes;</li>
<li>Entendimento de que o consenso só é alcançado quando todos os interesses foram explorados e todos os esforços foram feitos no sentido de satisfazer esses interesses.</li>
</ol>
<p>Não é pouca coisa. E no seu Município, você acha que as regras para o consenso foram/estão sendo seguidas? <a title="PD Florianópolis" href="http://urbanidades.arq.br/2010/04/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/" target="_blank">Aqui em Florianópolis</a> é fácil chegar a uma conclusão.</p>
<h3>Referência bibliográfica:</h3>
<p>INNES, Judith. Consensus building: clarifications for the critics. <strong>Planning Theory</strong>, v. 3, n. 1, p. 5 -20, 2004.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/08/25/condicoes-basicas-para-a-obtencao-de-consenso/">Condições básicas para a obtenção de consenso</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 17:22:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino e cursos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[evolução urbana]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[história da cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Lynch]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem uma área em seu site em que são oferecidos uma série de cursos online e gratuitos. Especificamente em relação ao planejamento urbano e<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem uma área em seu site em que são oferecidos uma série de cursos online e gratuitos. Especificamente em relação ao <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/index.htm">planejamento urbano e urbanismo</a>, são oferecidos 35 cursos ao nível de graduação (undergraduate) e mais 135(!) cursos ao nível de pós-graduação (graduate)¹.<span id="more-194"></span></p>
<p>Alguns exemplos destes últimos são:</p>
<ul>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-520Fall-2005/CourseHome/index.htm">Workshop em Sistemas de Informações Geográficas</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-225Fall-2006/CourseHome/index.htm">Argumentação e comunicação</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-233Fall-2007/CourseHome/index.htm">Projeto de pesquisa para análise de políticas e planejamento</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-301JFall-2006/CourseHome/index.htm">Introdução ao desenho urbano e desenvolvimento</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-304JSpring-2006/CourseHome/index.htm">Planejamento do lugar e de sistemas urbanos</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Architecture/4-241JSpring2004/CourseHome/index.htm">Teoria da forma da cidade</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-332JUrban-DesignFall2003/CourseHome/index.htm">Desenho urbano</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-360Fall2003/CourseHome/index.htm">Crescimento e planejamento do uso do solo</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-366JSpring-2006/CourseHome/index.htm">Planejamento para o desenvolvimento sustentável</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-380JUrban-Transportation-PlanningFall2002/CourseHome/index.htm">Planejamento de transportes urbanos</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-489Fall-2005/CourseHome/index.htm">Crescimento e estrutura espacial das cidades</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-943JUrban-Transportation--Land-Use--and-the-EnvironmentSpring2002/CourseHome/index.htm">Transporte urbano, uso do solo e meio ambiente</a>;</li>
</ul>
<p>Alguns são bastante específicos e até curiosos, tais como:</p>
<ul>
<li> Katrina Practicum</li>
<li> Riots, Strikes, and Conspiracies in American History</li>
<li> Computer Games and Simulations for Investigation and Education</li>
<li> Downtown Management Organizations</li>
</ul>
<p>Como dá pra perceber, são muitos cursos, para todos os gostos, preferências e necessidades. Dá para se entreter (e aprender) muito com todo esse material.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" title="chp_riyadh" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/10/chp_riyadh.jpg" alt="Crescimento de Riyadh, na Arábia Saudita, entre 1972 e 1990. (Fonte: U.S. Geological Survey)" width="420" height="204" /></p>
<p><span class="legendas">Crescimento de Riyadh, na Arábia Saudita, entre 1972 e 1990. (Fonte: U.S. Geological Survey)</span></p>
<h3>Estrutura dos cursos</h3>
<p>Os cursos são organizados segundo a seguinte estrutura:</p>
<ul>
<li> Introdução, em que é dada uma visão geral do curso;</li>
<li> Calendário;</li>
<li> Leituras sugeridas, com a bibiliografia do curso e, eventualmente, links para os textos;</li>
<li> Notas das aulas, às vezes na forma de slides do powerpoint;</li>
<li> Trabalhos a serem desenvolvidos pelos alunos</li>
</ul>
<p>Uma dica é procurar pela versão mais recente do curso de seu interesse, uma vez que desses 135 muitos deles são repetidos, representando novas ou antigas versões do mesmo curso.</p>
<h3>Notas</h3>
<p>1. Nos Estados Unidos, o nível universitário é normalmente conhecido como &#8220;undergraduate&#8221;, enquanto que a pós-graduação é chamada de &#8220;graduate&#8221;, apesar de soar estranho para nós aqui no Brasil.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/">Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Preste atenção no que você presta atenção</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/04/10/preste-atencao-no-que-voce-presta-atencao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 18:28:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Videos e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A capacidade do ser humano de direcionar sua atenção para uma tarefa é algo muito interessante. Essa capacidade permite que o homem dedique, mesmo que por curtos períodos de tempo,<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/04/10/preste-atencao-no-que-voce-presta-atencao/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Preste atenção no que você presta atenção</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A capacidade do ser humano de direcionar sua atenção para uma tarefa é algo muito interessante. Essa capacidade permite que o homem dedique, mesmo que por curtos períodos de tempo, todas as suas energias para algumas tarefas específicas, aproveitando todo o seu potencial para resolver um problema ou fazer avançar, de alguma forma, uma situação indesejada.</p>
<p>Quem de nós nunca passou por uma situação em que se está concentrado lendo um livro, ou assistindo a um filme, ou fazendo qualquer outra coisa que consuma toda a nossa concentração, e então de repente você se dá conta de que tem alguém te chamando já há algum tempo e você nem tinha percebido?</p>
<p>O vídeo abaixo é um bom exemplo do quão poderosa pode ser nossa capacidade de prestar atenção. Repare na cor do baralho no início e no fim do vídeo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Colour Changing Card Trick" width="990" height="743" src="https://www.youtube.com/embed/v3iPrBrGSJM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Limitações da nossa capacidade de prestar atenção</h3>
<p>O problema, como percebemos no vídeo, é que enquanto nossa atenção está totalmente focada em um objeto, nós tendemos a minimizar a importância de outros objetos, ou mesmo a esquecer totalmente que eles existem. Isso acontece porque temos um “estoque” limitado de atenção para destinar às nossas atividades e pensamentos (Csikszentmihalyi, 1991). Mesmo quando fazemos duas coisas ao mesmo tempo, o que estamos fazendo na realidade é mudar o foco de atenção rapidamente de uma tarefa para outra.</p>
<p><span id="more-95"></span></p>
<p>Há um autor do planejamento comunicativo chamado John Forester que diz que uma das principais funções do planejador é direcionar a atenção das pessoas sobre determinados assuntos. Forester chama os planejadores de “<strong>conformadores de atenção</strong>” (<em>attention shapers</em>, no original), visto que eles exercem papel essencial na seleção, de todos os aspectos da realidade, daqueles considerados os mais apropriados para serem discutidos e decididos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" style="margin: 0px 0px 0px 15px; border: 0px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Presteatenonoquevocprestaateno_AA37/chamada_atencao.png" alt="chamada_atencao" width="236" height="222" align="right" border="0" /> Por conta disso, os aspectos a serem trazidos à tona, discutidos e decididos devem ser cuidadosamente escolhidos, não apenas pelos planejadores, mas também pelos demais atores que participam do processo de planejamento. A pauta das discussões não define apenas o que será discutido, mas define também o que <strong>não </strong>será discutido.</p>
<p>Como no vídeo acima, é muito fácil, no calor das discussões, focalizar totalmente a atenção em um aspecto específico e esquecer da “<em>big picture</em>”, ou seja, do quadro mais geral. Reservar um pouquinho de atenção para a escala mais global é importante, para que possamos ter em perspectiva o assunto específico que estamos tratando, bem como sua posição em relação ao resto e também sua relevância. Quando paramos pra pensar sobre isso, muitas vezes vemos que o assunto é importante, mas não tão importante assim se compararmos com os outros assuntos que poderiam estar sendo discutidos.</p>
<h3>Manipulações das atenções alheias</h3>
<p><a title="Cortina de fumaça" href="http://www.flickr.com/photos/al-fassam/86335635/" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" style="margin: 0px 0px 0px 15px; border: 0px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Presteatenonoquevocprestaateno_AA37/smoke.jpg" alt="smoke" width="240" height="318" align="right" border="0" /></a> Além disso, existem ainda as manipulações, que podem se aproveitar da nossa limitada capacidade de prestar atenção para direcionar o rumo das discussões na direção que mais interessam a determinados grupos. Um tipo famoso de manipulação é a famosa “cortina de fumaça”, em que assuntos são “jogados” dentro da discussão com o único propósito de desviar a atenção das pessoas dos assuntos que são realmente importantes.</p>
<p>Em um meio diverso por natureza como é o planejamento urbano, quase todos os assuntos são potencialmente relevantes. Por isso é tão difícil neutralizar essas iniciativas. Imagine a situação: &#8211; Desculpe, senhor, mas acho que esse assunto não é tão importante agora&#8230; Minha experiência prática tem mostrado que poucas vezes uma colocação desse tipo é aceita.</p>
<p>Outro tipo de manipulação, muito parecida com a cortina de fumaça, é o “boi de piranha”, em que um tópico é jogado na discussão de forma provocativa, com a intenção de gerar polêmica e drenar as atenções. A diferença, neste caso, é que o tópico já é pensado desde o início para ser rejeitado, contanto que facilite a aprovação das outras propostas.</p>
<p>Vemos, portanto, que as armadilhas são muitas, tanto intencionalmente colocadas por outras pessoas quanto naturalmente criadas por nós mesmos. Por esse motivo, é preciso ficar ligado. Ou melhor: é preciso prestar atenção!</p>
<h3>Referências bibilográficas</h3>
<p>CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. <strong>Flow: the psychology of optimal experience</strong>. New York: Harper Perennial, 1991.</p>
<p>FORESTER, John. <strong>Planning in the face of power</strong>. Berkeley: University of California Press, 1989.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/04/10/preste-atencao-no-que-voce-presta-atencao/">Preste atenção no que você presta atenção</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Decis&#245;es em grupo: vai encarar?</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/31/decisoees-em-grupo-vai-encarar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 04:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[apoio à decisão]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Decisões em grupo nunca são fáceis. Mesmo em grupos pequenos e homogêneos sempre surgem discordâncias, pontos de vistas diferentes e até mesmo brigas. Em um processo mais amplo, a complexidade<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/31/decisoees-em-grupo-vai-encarar/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Decis&#245;es em grupo: vai encarar?</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Decisões em grupo nunca são fáceis. Mesmo em grupos pequenos e homogêneos sempre surgem discordâncias, pontos de vistas diferentes e até mesmo brigas. Em um processo mais amplo, a complexidade e as dificuldades crescem exponencialmente. Algumas dessas dificuldade foram identificadas por Karacapilidis e Pappis (1997):</p>
<p align="center"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Decisesemgrupovaiencarar_16DC/praia_china02.jpg" border="0" alt="praia_china-02" width="500" height="250" /><br />
<span style="font-size: x-small;">Se no Brasil é difícil, imagine na China&#8230;</span></p>
<ul>
<li>As decisões devem ser tomadas sob a influência de diversos pontos de vista, muitas vezes conflitantes;</li>
</ul>
<p><span id="more-91"></span></p>
<ul>
<li>Os argumentos aceitos em determinado momento da discussão podem ser invalidados caso surjam novas informações;</li>
<li>Coexistem ao mesmo tempo escassez e sobrecarga de informações. Alguns pontos do problema podem não ter dados disponíveis, enquanto que outros possuem tantos dados que é difícil ou mesmo impossível processar todos eles;</li>
<li>Independentemente de quanta informação está disponível, os decisores podem discordar quanto à sua correção (truth no original), relevância ou valor para decidir sobre um aspecto do problema;</li>
<li>Conhecimento factual nem sempre é suficiente para resolver um problema; na verdade, muitas vezes os julgamentos de valores são os aspectos mais críticos;</li>
</ul>
<p>De acordo com sua experiência, quais são os fatores que mais dificultam a tomada de decisões em grupo? Contribuições nos comentários.</p>
<h3>Referência bibliográfica:</h3>
<p>KARACAPILIDIS, Nikos; PAPPIS, Costas. A framework for group decision support systems: combining AI tools and OR techniques. <strong>European Journal of Operational Research</strong>, v. 103, p. 373 -388, 1997.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/31/decisoees-em-grupo-vai-encarar/">Decisões em grupo: vai encarar?</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Advocacy planning</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/27/advocacy-planning/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 19:19:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigos clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento racional]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O artigo &#8220;Advocacy and pluralism in planning&#8220;, publicado originalmente em 1965, pode ser considerado um dos grandes clássicos da teoria do planejamento. Para comprovar isso, basta notar que praticamente todas<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/27/advocacy-planning/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Advocacy planning</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo &#8220;<strong>Advocacy and pluralism in planning</strong>&#8220;, publicado originalmente em 1965, pode ser considerado um dos grandes clássicos da teoria do planejamento. Para comprovar isso, basta notar que praticamente todas as compilações recentes de textos sobre planejamento o incluem.</p>
<p>Nele, Paul Davidoff faz uma defesa do pluralismo no planejamento urbano, entendido como a possibilidade de que vários grupos de interesse façam suas próprias propostas de planos de desenvolvimento urbano, sem dependerem necessariamente da iniciativa do Poder Público. Quando este tem o monopólio sobre a proposta de planos, o debate fica limitado, uma vez que a população pode apenas “reagir” ao invés de “propor”:</p>
<p align="center"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Advocacyplanning_E3FD/public_hearing_03.jpg" border="0" alt="public_hearing_03" width="500" height="250" /><br />
<em>Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/gaetanlee/580710018/">Gaetan Lee</a>.</em></p>
<p style="text-align: left;"><em></em><span id="more-90"></span></p>
<blockquote><p>A dificuldade com os atuais programas de participação popular é que os cidadãos normalmente <strong>reagem</strong> aos programas das agências ao invés de <strong>propor</strong> seus conceitos de objetivos mais apropriados e ações futuras. (DAVIDOFF, 2004, p. 46 – grifo no original)</p></blockquote>
<p>A chave para entender o conceito de advocay planning é o conceito de “alternativas”, que é um elemento importante na teoria do planejamento. O planejamento racional, por exemplo, sugere que o processo de planejamento deve seguir os seguintes passos (McLoughlin, 1969):</p>
<ol>
<li>Avaliação preliminar;</li>
<li>Formulação dos objetivos;</li>
<li>Descrição e simulação do sistema;</li>
<li>Definição de alternativas (cursos de ação);</li>
<li>Avaliação das alternativas;</li>
<li>Seleção das alternativas;</li>
<li>Implementação.</li>
</ol>
<p>As <a href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/cenarios-em-planejamento-urbano/" target="_blank">alternativas</a>, portanto, são <strong>hipóteses de caminhos</strong> a serem seguidos para alcançar os objetivos desejados. Em um plano diretor, cada alternativa é composta, na verdade, por um conjunto de sub-alternativas. Por exemplo:</p>
<ul>
<li><strong>Alternativa 1</strong> – Crescer a oeste do Município, mantendo a densidade atual como está e incentivando a implementação de sub-centros onde atualmente está a periferia;</li>
<li><strong>Alternativa 2</strong> – Conter o crescimento periférico e incentivar a ocupação dos vazios urbanos já existentes dentro do perímetro urbano, incentivando também as centralidades locais.</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="alignright" style="float: right;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Advocacyplanning_E3FD/chamadas_advocacy.gif" alt="" />Quando o autor diz que é necessário levantar alternativaS, no plural, ele defende que várias possibilidade devem ser levantadas e avaliadas, em termos de suas conseqüências, para que o melhor curso de ação seja escolhido. Acontece que, na prática, os órgãos de planejamento, que de certa forma detêm uma espécie de “monopólio” na proposição de diretrizes urbanas, apresentam apenas uma única alternativa.</p>
<p>Caso apresentem mais de uma, possuem normalmente uma predileção por uma delas e, por isso, acabam defendendo-a com mais afinco do que as outras possibilidades. Davidoff defende que essa postura reduz a riqueza dos debates e que, portanto, deveria haver um embate legítimo entre propostas defendidas por atores distintos que, dessa forma, fariam todo o esforço para defender suas proposições e explorar as conseqüências das suas alternativas e das alternativas apresentadas pelos outros atores.</p>
<p>Segundo ele, essa prática poderia trazer três vantagens principais:</p>
<ol>
<li>O público seria mais bem informado sobre as alternativas existentes, e essas alternativas seriam fortemente defendidas por seus proponentes. Ao contrário das alternativas secundárias mostradas pelas agências de planejamento, nas quais elas próprias muitas vezes não acreditam e, portanto, não apóiam com justificativas robustas, no caso do planejamento com pluralidade as alternativas à proposta do órgão oficial seriam intensamente defendida pelos proponentes, que se empenhariam em justificá-las.</li>
<li>O Poder Público seria obrigado a competir com outras propostas em busca de apoio. Portanto, a tendência é que trabalhem melhor suas próprias propostas. Atualmente, por deterem o “monopólio” sobre a proposição de planos, essa preocupação não é tão grande.</li>
<li>Aquelas pessoas que apenas criticam os planos oficiais agora seriam obrigadas a oferecer alternativas superiores a eles.</li>
</ol>
<p>Dentro desse contexto, o planejador não é mais um ator buscando a neutralidade, mas um ator que toma partido, que defende certos pontos de vista, à maneira de um advogado (por isso o nome “advocacy planning”).</p>
<blockquote><p>O planejador advocatício [<em>advocate planner</em>] seria mais que um fornecedor de informação, um analista das tendências atuais, um simulador das condições futuras, e um especificador de meios. Além de levar a cabo essas partes necessárias do planejamento, ele seria um <em><strong>propositor</strong></em> de soluções específicas relativas ao conteúdo [<em>specific substantive solutions</em>] (DAVIDOFF, 2004, p. 44 – grifo no original).</p></blockquote>
<p>Em tempos de planejamento participativo, esse texto é muito atual, pois nos dá algumas pista de como podemos superar a passividade da sociedade em relação às propostas, em direção a uma posição mais ativa (e comprometida) com relação ao futuro das nossas cidades.</p>
<h3>Referências Bibliográficas:</h3>
<p>DAVIDOFF, Paul. Advocay and pluralism in planning. In: STEIN, Jay. <strong>Classic readings in urban planning</strong>. Chicago: Planners Press, 2004. p. 41 &#8211; 52. (Artigo publicado originalmente em 1965).</p>
<p>MC LOUGHLIN, J. Brian. <strong>Urban &amp; regional planning: a systems approach</strong>. London: Faber and Faber, 1969.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/27/advocacy-planning/">Advocacy planning</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Planejamento comunicativo no Enea Floripa 2007</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jul 2007 20:29:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (26.07 &#8211; 20h00) vou participar de uma mesa redonda no Enea 2007 (Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura), que acontece em Florianópolis. A idéia é discutir um pouco<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/07/24/planejamento-comunicativo-no-enea-floripa-2007/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Planejamento comunicativo no Enea Floripa 2007</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira (26.07 &#8211; 20h00) vou participar de uma mesa redonda no <a href="http://www.enea.ufsc.br/">Enea 2007</a> (Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura), que acontece em Florianópolis. A idéia é discutir um pouco a importância dos aspectos comunicativos do planejamento urbano e as implicações para os planejadores e, em especial, para os arquitetos.</p>
<p align="center"><a href="http://www.box.net/shared/xr2kbi936v" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="179" alt="enea_2007" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/PlanejamentocomunicativonoEneaFloripa200_F5E9/enea_2007.jpg" width="240" border="0"></a></p>
<p>Os slides da apresentaç ão podem ser baixados <a href="http://www.box.net/shared/xr2kbi936v" target="_blank">aqui</a>. A apresentação inclui ainda um vídeo adaptado para explicar o funcionamento de um processo de planejamento, que pode ser visto <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6h4HlaxpcSY" target="_blank">aqui</a>.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/07/24/planejamento-comunicativo-no-enea-floripa-2007/">Planejamento comunicativo no Enea Floripa 2007</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Mapas mentais em planejamento urbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2007 02:19:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mapa mental, ou mapa da mente é o nome dado para um tipo de diagrama, sistematizado pelo inglês Tony Buzan, voltado para a gestão de informações, de conhecimento e de<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/06/25/mapas-mentais-em-planejamento-urbano/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Mapas mentais em planejamento urbano</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><strong>Mapa mental</strong>, ou <strong>mapa da mente</strong> é o nome dado para um tipo de diagrama, sistematizado pelo inglês Tony Buzan, voltado para a gestão de informações, de conhecimento e de capital intelectual; para a compreensão e solução de problemas; na memorização e aprendizado; na criação de manuais, livros e palestras; como ferramenta de <em>brainstorming</em>; e no auxílio da gestão estratégica de uma empresa ou negócio. (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_mental" target="_blank">Wikipédia</a>)</p></blockquote>
<h3>Tipos de Mapas mentais</h3>
<p align="left">Os mapas mentais são tradicionalmente conhecidos como aqueles mapas em que o foco fica posicionado no centro e as informações relacionadas a ele vão se &#8220;irradiando&#8221; numa estrutura parecida com os galhos de uma árvore.</p>
<p align="center"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/mindmapguidlines_thumb.jpg" style="border-width: 0px" alt="mindmapguidlines" border="0" height="197" width="240" /></p>
<p align="center"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mind_map">Fonte: Wikipedia</a></p>
<p>Entretanto, a rigor, todo tipo de mapa que tente de alguma maneira representar ou ajudar a estruturar o conhecimento pode ser chamado de mapa mental. É o caso, por exemplo, dos mapas conceituais e dos mapas causais.</p>
<p><span id="more-4"></span></p>
<p>Os <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Concept_mapping">mapas conceituais</a></strong> buscam representar relações entre conceitos, através de setas representando diferentes tipos de relações.</p>
<p>Os <strong>mapas causais</strong> podem sem considerados um subtipo do mapa conceitual, no qual apenas as relações de causa e efeito são representadas.</p>
<p>Esses três tipos de mapas podem ser úteis para o planejamento urbano, tanto para o ensino quanto para a prática.</p>
<h3>Uso no ensino</h3>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/mapa_conceitual_01.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/mapa_conceitual_01_thumb.jpg" style="border-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 15px" alt="mapa_conceitual_01" align="right" border="0" height="190" width="167" /></a>No ensino, os mapas mentais e os mapas conceituais podem ser usados tanto para passar informações aos alunos quanto como ferramentas para que eles construam conhecimento sobre o tópico a ser estudado. Pela minha experiência, obtive resultados muito bons pedindo aos alunos que fizessem &#8220;fichamentos&#8221; de textos em forma de mapas conceituais. Estes se revelaram uma ótima ferramenta para apoiar as discussões dentro dos grupos, funcionando como focalizadores da atenção.</p>
<p>O mapa conceitual ilustrado acima é parte de um mapa maior que estruturou os conceitos trabalhados por Lamas (1995) sobre a morfologia urbana. Os alunos, divididos em grupos e com o apoio do texto, tiveram que estruturar as relações entre os conceitos abordados pelo autor.</p>
<p>O mapa abaixo estrutura alguns dos requisitos da Lei 6766/79 para o parcelamento do solo.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/mapa_conceitual_02.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/mapa_conceitual_02_thumb.jpg" style="border-width: 0px" alt="mapa_conceitual_02" border="0" height="173" width="320" /></a></p>
<h3>Uso em planejamento participativo</h3>
<p>Na elaboração de planos diretores participativos tenho usado mais os mapas mentais tradicionais e os mapas de relações causais. Os mapas mentais tendem a ser usados mais intensamente para organizar a pauta e os debates, registrando as sugestões, propostas e objeções e mantendo-as visíveis para subsidiar as tomadas de decisão. O mapa abaixo, por exemplo, mostra o resultado das discussões sobre a melhor localização para a segunda área industrial de Águas Mornas &#8211; SC (no caso, a discussão acabou optando pela criação de uma terceira área).</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/mapa_mental_01.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/mapa_mental_01_thumb.jpg" style="border-width: 0px" alt="mapa_mental_01" border="0" height="135" width="240" /></a></p>
<p>Os mapas causais são usados para um ponto específico do processo, a identificação dos eixos estratégicos do desenvolvimento. Com esse tipo de mapa, as relações entre os temas levantados pelas leituras técnicas e comunitárias são identificadas, ajudando os participantes a:</p>
<ol>
<li><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/aw_eixos_estrategicos.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mapasmentaisemplanejamentourbano_CFF4/aw_eixos_estrategicos_thumb.jpg" style="border-width: 0px" alt="aw_eixos_estrategicos" align="right" border="0" height="194" width="240" /></a> compreender melhor o sistema urbano e natural, na medida em que percebe que os aspectos estão intimamente relacionados e que ações em um setor tendem a influenciar, positiva ou negativamente, os outros setores;</li>
<li>trocar informações sobre o município, uma vez que cada participante a sugerir relações entre dois temas deve fazer uma breve justificativa sobre o porquê dessa relação, compartilhando informações que nem sempre são conhecidas por todos;</li>
<li>identificar aqueles temas com maior potencial para resolver vários outros temas e que, portanto, são candidatos naturais a eixos estratégicos.</li>
</ol>
<h3> Ferramentas para mapas mentais</h3>
<p>A forma mais fácil e prática de criar mapas mentais é através de softwares específicos para essa função. Criar no Corel Draw ou no Powerpoint é possível, mas não recomendo em função do trabalho dobrado necessário para manter a coerência entre os conceitos e as setas de ligação.</p>
<p>Para os mapas mentais, recomendo  <a href="http://www.mindjet.com" target="_blank">MindManager</a> e o <a href="http://freemind.sourceforge.net/wiki/index.php/Main_Page" target="_blank">FreeMind</a>, este último gratuito. Para os mapas conceituais recomendo o <a href="http://cmap.ihmc.us/" target="_blank">CMap</a> e o <a href="http://www.compendiuminstitute.org/" target="_blank">Compendium</a>, ambos gratuitos.</p>
<p>A Wikipedia traz uma lista bastante completa de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Mind_Mapping_software" target="_blank">ferramentas para mapeamento mental</a>.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/06/25/mapas-mentais-em-planejamento-urbano/">Mapas mentais em planejamento urbano</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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