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	<title>Urbanidades | Posts marcados como saneamento ambiental - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como saneamento ambiental - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Entre Rios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2011 15:01:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Reserve vinte e cinco minutos do seu tempo para assistir a esse vídeo. Garanto que vai valer a pena. Ele descreve de forma bastante didática como aconteceu o processo de urbanização de São Paulo, no que diz respeito especialmente à relação da cidade com seus rios. Contando com a participação de estudiosos sobre diversos temas (arquitetos, engenheiros, geólogos, geógrafos, etc.), ele mostra como os rios tiveram papel fundamental na gênese da cidade, promovendo fácil acessibilidade (sempre ela!) a diversas partes da região e do País. Na época, o transporte hidroviário era o principal meio de deslocamento de pessoas e mercadorias.<span id="more-897"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://vimeo.com/14770270"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-900 aligncenter" title="entre_rios_video" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video.jpg 1280w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Clique para assistir o video</a></p>
<p>Com a industrialização e a chegadas das máquinas, especialmente a estrada de ferro, a pesca nos rios de SP deixou de ser tão importante como no passado, uma vez que os peixes passaram a vir diretamente do mar através de trens. Os rios, assim, passaram a ser vistos mais como barreiras ao progresso do que como promotores de desenvolvimento.</p>
<p>Com a chegada do automóvel, a situação se agravou ainda mais. O vídeo mostra o embate &#8220;técnico&#8221; entre duas visões bastante diferentes sobre como o desenvolvimento de SP e sua relação com seus rios deveriam ser conduzidos. Por um lado, Saturnino de Brito, engenheiro sanitarista, defendia a recuperação das margens dos rios (que àquela altura já estavam poluídos e gerando problemas de saúde pública) e a manutenção de áreas verdes ao longo dos cursos d&#8217;água, para que estes pudessem transbordar quando não pudessem comportar a quantidade de água que recebiam. Com efeito, como também é explicado no vídeo pela Geógrafa Odete Seabra, os rios de planície como os de SP são lentos e de formas sinuosas, podendo até mesmo mudar o seu curso de uma cheia para outra. Ou seja, não possuem um leito fixo e bem definido, sendo suas cheias processos naturais.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-899 aligncenter" title="entre_rios_enchente" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente.jpg 1280w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<span class="legendas">Cena do vídeo.</span></p>
<p>De outro lado, Prestes Maia, que foi prefeito de SP de 1938 a 1945, que defendia um projeto de &#8220;modernização&#8221; da cidade que incluía a abertura de grande avenidas que formariam uma estrutura radioconcêntrica. Essas avenidas seriam criadas justamente nos vales dos rios que, por serem áreas não adequadas para urbanização, permaneciam menos urbanizados, gerando economia nas desapropriações necessárias para a viabilização. Aliado a isso, essas áreas seriam aterradas e loteadas, gerando lucros para a municipalidade. Não é difícil imaginar que esta segunda via, apesar de todos os seus problemas, foi a adotada.</p>
<p>Isso nos faz refletir sobre uma questão crucial para nós, enquanto planejadores urbanos, que é a possibilidade (ou não) de realmente influenciar nas decisões que são tomadas relativas às cidades. Muitas vezes é passada a falsa impressão de que as decisões técnicas são automaticamente implementadas, e que os problemas existentes nas cidades são decorrentes de um mau planejamento ou de simples incompetência do corpo técnico responsável. Dificilmente fica claro para a população em geral as dificuldades pelas quais esses técnicos passam, e como suas recomendações são tratadas nos longos processos de decisões envolvendo intervenções urbanas, e na sua implementação posterior. Minha hipótese é de que, para a sociedade em geral, a impressão dominante sobre essa influência dos técnicos é extremamente exagerada, infelizmente. A realidade é bem mais complexa e o papel que os técnicos têm nas decisões, que é um processo político, é na maior parte das vezes muito mais tímido do que possa parecer.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-898 aligncenter" title="entre_rios_carros" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros.jpg 1280w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<span class="legendas">Cena do vídeo.</span></p>
<p>Esse vídeo mostra bem esse conflito, em que uma visão mercantilista e que favoreceria apenas uma pequena parcela da população (especialmente empreiteiros e proprietários de terras) acabou prevalecendo sobre uma visão mais tecnicamente correta, que pensava as consequências das decisões em termos de uma parcela maior da população, e num horizonte de tempo mais amplo.</p>
<p><span class="legendas">Dica do Edson Cattoni.</span></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/05/16/entre-rios/">Entre Rios</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Desastres urbanos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/01/27/desastres-urbanos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jan 2011 00:09:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dos muitos textos recentes sobre o problema das enchentes e catástrofes relacionadas ao clima, um que me chamou a atenção foi "Desastres Urbanos: que lição tirar?", de Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro. Especificamente, achei interessante a identificação de quatro "lógicas políticas" que costumam caracterizar a gestão nas cidades brasileiras. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/01/27/desastres-urbanos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Desastres urbanos</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dos muitos textos recentes sobre o problema das enchentes e catástrofes relacionadas ao clima, um que me chamou a atenção foi &#8220;Desastres Urbanos: que lição tirar?&#8221;, de Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro. Especificamente, achei interessante a identificação de quatro &#8220;lógicas políticas&#8221; que costumam caracterizar a gestão nas cidades brasileiras. Reproduzo aqui uma pequena parte do texto (que pode ser lido, completo, <a href="http://observatoriodasmetropoles.net/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1555&amp;catid=34&amp;Itemid=88%E2%8C%A9=pt" target="_blank">aqui</a>).</p>
<blockquote><p>Na organização atual do chamado pacto federativo, couberam às Prefeituras estas últimas funções. Para tanto, desde o início dos anos 1980, vem sendo descentralizada para os municípios parcelas significativas dos recursos fiscais manipulados pelo Estado brasileiro. Na ausência de vigorosas instituições políticas capazes de constituírem a cidadania, essa descentralização vem alimentando 4 lógicas políticas particularistas que coexistem na organização e no funcionamento da administração urbana, bloqueando, como consequência, a adoção dos necessários instrumentos de planejamento e gestão pública de correntes da afirmação da lógica do universalismo de procedimentos. Estas lógicas esquartejam a máquina pública em vários centros de decisão que funcionam segundo os interesses que comandam cada uma delas. São elas: a) <strong>o clientelismo urbano</strong> que trouxe para as modernas cidades brasileiras o padrão rural de privatização do poder local, tão bem transcrito por Vitor Nunes Leal na expressão coronelismo, enxada e voto, mas que nas condições urbanas transformou-se em assistencialismo, carência e voto. Trata-se da lógica que está na base da representação política no Poder Legislativo Municipal, mas que precisa controlar parte da máquina administrativa para fazer a mediação do acesso pela população ao poder público. O clientelismo urbano é alimentado por práticas perversas de proteção de uma série de ilegalidades urbanas que atendem a interesses dos circuitos da economia subterrânea das nossas cidades (comércio ambulante, vans, etc.) e a necessidades de acessibilidade da população às condições urbanas de vida, dando nascimento às nossas favelas e às entidades filantrópicas que, travestidas de ONgs, usam recursos públicos para prestar privada e seletivamente serviços coletivos que deveriam ser providos pela Prefeitura. Atualmente, esta lógica vem se reconfigurando pela presença nas câmaras de vereadores de representantes dos interesses da criminalidade, como é caso do fenômeno das milícias no Rio de Janeiro. b) o<strong> patrimonialismo urbano</strong> fundado na coalisão dos históricos interesses presentes nos circuitos da acumulação urbana, representados pelas empreiteiras de obras públicas, concessionárias dos serviços públicos, entre elas o poderoso setor de transportes coletivos, e os do mercado imobiliário. Esta lógica de gestão das cidades constitui-se historicamente na etapa de transição da economia agroexportadora para a economia industrial, pela reconfiguração do capital mercantil em capital urbano, mas que mantém os traços fundamentais desta forma de acumulação, ou seja, a manipulação dos preços e a corrupção, obtidas pelo controle privatista de parte da máquina pública. Nos anos 1950-1970, este circuito se afirma e seus atores passam a constituir importante parcela do poder urbano em razão da explosão demográfica e econômica das nossas cidades impulsionadas pela expansão do Estado Desenvolvimentista, favorecendo a realização de vultosas obras viárias, pontes, túneis, etc., custosas, mas de finalidades duvidosas. Por outro lado, a criação do Sistema Financeiro da Habitação comandado pelo BNH consolidou o setor imobiliário, fez expandir as empresas de construção civil e sua presença no comando da administração das cidades. c) o <strong>empreendendorismo urbano</strong> é uma lógica emergente impulsionada pelo surgimento de um complexo circuito internacional de acumulação organizado em torno da transformação das cidades em “máquinas de entretenimento”, para usar a expressão cunhada pelo sociólogo americano Terry Clark. Integra este circuito uma miríade de interesses, protagonizados pelas empresas de consultoria em projetos, pesquisas, arquitetura, de produção e consumo dos serviços turísticos, empresas bancárias e financeiras especializadas no crédito imobiliário, empresas de promoção de eventos, entre outras. Tais interesses têm como correspondência local as novas elites locais portadoras das ideologias liberais que buscam na aliança com aqueles interesses recursos e fundamentos de legitimidade do projeto de competição urbana. As novas elites buscam a representação política através do uso das técnicas do marketing urbano, traduzido em obras exemplares da “nova cidade”, o que é facilitado pela fragilidade dos partidos políticos. A política urbana passa a centralizar-se na atração de médios e mega-ventos e na realização de investimentos de renovação de áreas urbanas degradadas, prioridades que permitem legitimar tais elites e construir as alianças com os interesses do complexo internacional de entretenimento. Na maioria dos casos, esta orientação se materializa na constituição de bolsões de gerência técnica, diretamente vinculados aos chefes do executivo e compostos por pessoas recrutadas fora do setor público. Portanto, a lógica do empresariamento urbano, que se pretende mais eficiente, implica no abandono e mesmo desvalorização da organização burocrática. Os salários dos funcionários clássicos são aviltados, suas carreiras perdem prestígios, não são capacitados, os cadastros são abandonados e mesmo a base técnica dos órgãos públicos é fragilizada. d) o <strong>corporativismo urbano</strong> traduzido na presença dos segmentos organizados da sociedade civil nas arenas de participação abertas pela Constituição de 1988, cuja promessa era a constituição de um padrão republicano de gestão da cidade que, se implantado, criaria a condições para o surgimento de uma gestão urbana fundada no universalismo de procedimento. Os municípios onde a correlação de forças levou ao comando das Prefeituras coalisões de forças comprometidas com o projeto de constituição de uma verdadeira esfera pública local, vêm sofrendo reveses decorrentes, de um lado, em razão do baixo índice de associativismo vigente na sociedade – apenas 27% da população adulta integra as formas de organização cívica como sindicato, associações profissionais, partidos, entidades de bairro, etc. – e , de outro lado, pela diminuição do ímpeto dos movimentos sociais nas cidades. Estes dois fatos vêm bloqueando a constituição de uma aliança entre o escasso mundo civicamente organizado e o vasto segmento da população urbana que se mobiliza politicamente apenas de maneira pontual e temporária. O resultado é que as experiências participativas resultam no atendimento dos interesses destes segmentos organizados, não forçando a adoção de um universalismo de procedimentos, pressuposto da constituição de uma burocracia planejadora.</p></blockquote>
<p>Dica de Luciana Andrade.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/01/27/desastres-urbanos/">Desastres urbanos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Banco imobiliário sustentável</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/06/03/banco-imobiliario-sustentavel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 00:24:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Não, não é montagem.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-347" title="b_imobiliario_sust_500px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/06/b_imobiliario_sust_500px.jpg" alt="b_imobiliario_sust_500px" width="500" height="319" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/06/b_imobiliario_sust_500px.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/06/b_imobiliario_sust_500px-300x191.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/06/b_imobiliario_sust_500px-50x32.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/06/b_imobiliario_sust_500px-200x128.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>Não, não é montagem.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/06/03/banco-imobiliario-sustentavel/">Banco imobiliário sustentável</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Segregação espacial urbana</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/05/14/segregacao-espacial-urbana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2009 13:53:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>ATENÇÃO: Para uma visão mais atualizada da segregação socioespacial urbana, recomendo a leitura do artigo &#8220;Segregação socioespacial: revisão crítica de seus limites conceituais e marco teórico para uma nova proposta<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/05/14/segregacao-espacial-urbana/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Segregação espacial urbana</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #993366;">ATENÇÃO</span></strong>: Para uma visão mais atualizada da segregação socioespacial urbana, recomendo a leitura do artigo &#8220;<a href="https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13621" target="_blank" rel="noopener">Segregação socioespacial: revisão crítica de seus limites conceituais e marco teórico para uma nova proposta de definição.</a>&#8221;</p>
<hr />
<blockquote><p>&#8220;É impossível esperar que uma sociedade como a nossa, radicalmente desigual e autoritária, baseada em relações de privilégio e arbitrariedade, possa produzir cidades que não tenham essas características&#8221;. (MARICATO, 2001, p. 51)</p></blockquote>
<p>Villaça (2001) argumenta que uma das características mais marcantes das metrópoles brasileiras é a segregação espacial das classes sociais em áreas distintas da cidade. Basta uma volta pela cidade &#8211; e nem precisa ser uma metrópole &#8211; para constatar a diferenciação entre os bairros, tanto no que diz respeito ao perfil da população, quanto às características urbanísticas, de infra-estrutura, de conservação dos espaços e equipamentos públicos, etc.</p>
<blockquote><p>“[&#8230;] a segregação é um processo segundo o qual diferentes classes ou camadas sociais tendem a se concentrar cada vez mais em diferentes <strong>regiões gerais</strong> ou <strong>conjuntos de bairros </strong>da metrópole.” (VILLAÇA, 2001, p. 142 – grifo no original).</p></blockquote>
<p>E no entanto, a segregação urbana traz inúmeros problemas às cidades. O primeiro é, obviamente, a desigualdade em si. Camadas mais pobres da população, com menos recursos, são justamente as que gastam mais com o transporte diário, que têm mais problemas de saúde por conta da falta de infra-estrutura, que são penalizadas por escolas de baixa qualidade, e assim por diante. A própria segregação é não apenas reflexo de uma condição social, mas um fator que contribui para tornar as diferenças ainda mais profundas.</p>
<p>Além disso, a segregação tende a enfraquecer as relações sociais, o contato com o diferente e a tolerância. Crianças criadas em condomínios fechados muitas vezes não têm praticamente nenhum contato com as áreas mais pobres da cidade. Que tipo de visão ela terá sobre as desigualdades sociais no futuro? Como ela irá encarar essa desigualdade, e a que causas atribuirá? Será que terá o desejo de contribuir para diminuí-la, e como poderá fazer isso?</p>
<p>Com isso vem a violência. A segregação espacial aumenta a sensação de desigualdade e pode contribuir para uma maior violência urbana.</p>
<h2>Tipos de segregação</h2>
<p>Existem vários tipos de segregação: etnias, nacionalidades, classes sociais. Esta última é a que domina a estruturação das metrópoles brasileiras (VILLAÇA, 2001).</p>
<p>Lojikine (1997) identificou três tipos de segregação:</p>
<ol>
<li>uma oposição entre o centro e a periferia;</li>
<li>uma separação cada vez mais acentuadas entre as áreas ocupadas pelas moradias das classes mais populares e aquelas ocupadas pelas classes mais privilegiadas;</li>
<li>uma separação entre as funções urbanas, que ficam contidas em zonas destinadas a funções específicas (comercial, industrial, resdencial, etc.)</li>
</ol>
<p>É possível distinguir ainda entre a segregação “voluntária” e a “involuntária”. A primeira refere-se àquela em que o indivíduo ou uma classe de indivíduos busca, por iniciativa própria, localizar-se próximo a outras pessoas de sua classe. A involuntária, ao contrário, é aquela em que as pessoas são segregadas contra a sua vontade, por falta de opção. Ambos os tipos são as duas faces de uma mesma moeda: à medida que uma acontece, a outra também acaba acontecendo.</p>
<h2>Como acontece a segregação</h2>
<p>O padrão mais conhecido de segregação é o centro x periferia, seguindo uma organização em círculos concêntricos. Segundo esse modelo, as classes sociais mais ricas ficariam nas áreas mais centrais dotadas de infra-estrutura e com maiores preços, e as classes pobres ficariam relegadas às periferias distantes e desprovidas de equipamentos e serviços.</p>
<p>Esse padrão, entretanto, não é o mais comum nas cidades brasileiras. Aqui, o padrão existente é o de ocupação das camadas de mais alta renda em setores específicos da cidade, segundo uma lógica radial, isto é, partindo do centro principal.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] os bairros das camadas de mais alta renda tendem a se segregar (os próprios bairros) numa mesma região geral da cidade, e não a se espalhar aleatoriamente por toda a cidade. [&#8230;] Se o principal móvel da segregação fosse a busca de posição social, do status, da proteção dos valores imobiliários, ou proximidade a ‘iguais’, bastaria haver a segregação por bairro[&#8230;]; uns ao norte, outros a oeste, outros a leste e outros ainda ao sul da metrópole. Isso não ocorre, porém. (VILLAÇA, 2001, p. 150)</p></blockquote>
<p>Essa forma de ocupação do espaço pelas camadas de mais alta renda não acontece por acaso. Observando a figura abaixo, podemos começar a ter uma idéia do porquê.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-334" title="segregacao_villaca_2001" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-300x187.png" alt="segregacao_villaca_2001" width="300" height="187" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-300x187.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-500x313.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-50x31.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-200x125.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001.png 713w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p class="legendas">Alternativas de segregação metropolitana. Fonte: (VILLAÇA, 2001, p. 340).</p>
<p>A estruturação interna das cidades obedece, prioritariamente, à lógica de localização das camadas de mais alta renda. Estas procuram se localizar em áreas com boa acessibilidade ao centro principal e, ao fazê-lo, pioram a acessibilidade das outras áreas. Com o deslocamento progressivo dos serviços e equipamentos urbanos na direção das áreas de mais alta renda, a localização das outras classes vai se tornando progressivamente (relativamente) pior.</p>
<p>Assim, inicialmente a localização das elites tende a ser uma área próxima ao centro. À medida que o sistema urbano vai se desenvolvendo, uma série de serviços e comércios tende a se deslocar do centro principal em direção à área ocupada pelas classes mais altas. Surgem então subcentros especializados em serviços destinados a essas classes.<br />
Além disso, os investimentos públicos também tendem a se concentrar nessas áreas, principalmente aqueles relacionados à melhoria do sistema viário e, portanto, às condições de acessibilidade (do automóvel, não necessariamente do transporte coletivo). A mesma coisa acontece com relação aos serviços públicos e edifícios administrativos.</p>
<p>Nesse sentido, portanto, é mais viável para as elites manterem uma estrutura similar à figura da esquerda do que à da direita. Dessa forma, é possível controlar os investimentos públicos em uma área relativamente pequena, o que não seria o caso se essas áreas estivessem espalhadas pela cidade. A criação de um conjunto pequeno de vias arteriais já é suficiente para atendê-la.</p>
<p>Da mesma forma, a criação de muitos (pequenos) centros de serviços destinados às elites (delicatessens, antiquários, restaurantes e hotéis de luxo, etc.) em vários pontos da cidade não seria viável. Portanto, estes se beneficiam da proximidade entre elas para poderem manter todo um conjunto de benesses urbanísticas que, de outra forma, não poderia ser mantido.</p>
<p>Na minha cidade, Florianópolis, essa teoria de Villaça pode ser constatada, conforme comprovado por Maria Inês Sugai (2003) em sua tese de Doutorado. As áreas de renda mais alta têm se concentrado ao norte e a leste da parte insular, ou seja, um setor específico do Município, pelo menos desde a década de 50. Isso incluiu, por exemplo, a construção da Av. Beira Mar Norte, que induziu o crescimento nessa direção, mesmo contrariando o plano diretor que dava prioridade de implantação à Via Expressa Sul e à ocupação da porção sudeste da Ilha.</p>
<p>Seria interessante ouvia a opinião de moradores de outras cidades. Como acontece a segregação na sua cidade?</p>
<h2>Referências bibliográficas</h2>
<p>LOJKINE, Jean. <strong>O estado capitalista e a questão urbana</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 1997.</p>
<p>MARICATO, Ermínia. <strong>Brasil, cidades</strong>: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001.</p>
<p>VILLAÇA, Flávio. <strong>Espaço intra-urbano no Brasil</strong>. São Paulo: Studio Nobel: FAPESP: Lincoln Institute, 2001.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/05/14/segregacao-espacial-urbana/">Segregação espacial urbana</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Mies Van der Rohe e as APPs de fundos de vale</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 21:07:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O que dois assuntos tão diferentes podem ter em comum para acabarem em um mesmo post aqui no Urbanidades? Infelizmente, a resposta não é nada agradável: pesquisando sobre esse arquiteto<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/11/11/mies-van-der-rohe-e-as-apps-de-fundos-de-vale/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Mies Van der Rohe e as APPs de fundos de vale</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que dois assuntos tão diferentes podem ter em comum para acabarem em um mesmo post aqui no Urbanidades? Infelizmente, a resposta não é nada agradável: pesquisando sobre esse arquiteto alguns dias atrás, encontrei uma péssima notícia sobre uma de suas casas mais famosas, a Farnsworth House.</p>
<p>O projeto, localizado a aproximadamente uma hora e meia de Chicago, data de 1945, e sua construção foi finalizada em 1951. Posicionada junto ao Fox River, ela se mantém elevada a 160cm do chão, sobre uma base plana que parece flutuar. Suas paredes translúcidas procuram integrar o exterior com o interior. A casa é um dos mais importantes exemplares da Arquitetura Moderna no mundo.<span id="more-241"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/fh_3027-00019a_1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-248" title="fh_3027-00019a_1" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/fh_3027-00019a_1.jpg" alt="" width="400" height="265" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/fh_3027-00019a_1.jpg 400w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/fh_3027-00019a_1-300x198.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><br />
</a><span class="legendas">Casa Farnsworth. </span><span class="legendas">Fonte: </span><a title="Casa Farnsworth" href="http://www.farnsworthhouse.org/photos.htm" target="_blank">aqui</a></p>
<p>Pois, bem. No último dia 14 de Setembro, a casa Farnsworth sofreu uma terrível inundação, causada por chuvas intensas e consequente elevação do nível do rio. As imagens são tristemente impressionantes.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0070p.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-247" title="dsc_0070p" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0070p-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0070p-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0070p.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0034p.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-246" title="dsc_0034p" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0034p-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0034p-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0034p.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0007p.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-245" title="dsc_0007p" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0007p-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0007p-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/11/dsc_0007p.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Inundação na Casa Farnsworth &#8211; 14.09.2008. Fonte: <a title="Casa Farnsworth" href="http://www.farnsworthhouse.org/news/?p=23" target="_blank">aqui</a></span></p>
<h3>A importância das várzeas</h3>
<p>Há um livro muito interessante chamado &#8220;Jardim de Concreto&#8221;, de autoria de Anne Whiston Spirn. Segundo Spirn (1995), um elemento-chave para a solução dos problemas de enchentes são as várzeas dos rios. Elas atuam como locais naturais para o transbordamento das águas, estocando-as provisoriamente, facilitando a absorção pelo solo e diminuindo sua velocidade. Por isso, é essencial  impedir sua ocupação e conseqüente impermeabilização. Imagine o efeito agregado de milhares e milhares de casas construídas sobre as várzeas dos rios de uma cidade, cada uma com seu quintal pavimentado e sua pequeníssima área verde, quando existe. A água da chuva não tem muita alternativa de infiltração no solo, e acaba correndo toda diretamente para os rios, com os resultados que já nos acostumamos a ver&#8230;</p>
<p>Segundo a autora, uma alternativa interessante para essas áreas é destiná-las a parques urbanos. Dessa maneira, as várzeas dos rios adquirem um relevante valor social para a população e, em épocas de chuvas fortes, são temporariamente utilizados para estocar o excesso de água.</p>
<h3>Legislação de APPs</h3>
<p>Na legislação brasileira, o<a title="Código Florestal - APP" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4771.htm" target="_blank"> Código Florestal</a> determina que no mínimo 30m de cada lado das margens do rios devem ser Áreas de Preservação Permanente. Entretanto, é fácil verificar, andando pelas cidades, que essa lei raramente é cumprida. Para complicar um pouco mais a situação, existe a lei 6766/79 que determina uma faixa de 15m de área não edificanteem cada lado do rio.</p>
<p>Isso dá margem para que haja contestações na justiça alegando que a faixa a ser respeitada nas áreas urbanas é a da lei 6766, de 15m, com base no argumento de que o Código Florestal deve ser aplicado apenas às áreas rurais. Essa é uma grande polêmica atualmente e há inclusive seminários nacionais feitos especificamente para discuti-la, então não sou eu quem vai dar uma resposta definitiva.</p>
<p>Entretanto, acho estranho que essa polêmica exista, uma vez que a lei 6766 refere-se &#8220;áreas não edificantes&#8221;, e não a APPs. A definição destas, portanto, é feita esclusivamente pelo <a title="Código Florestal - APP" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L4771.htm" target="_blank">Código Florestal</a>, que diz expressamente que ela vale também para as áreas urbanas:</p>
<blockquote><p>Art. 2° Consideram-se de <strong>preservação permanente</strong>, pelo só efeito desta Lei, as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:<br />
a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d&#8217;água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima será: (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)</p>
<p>1 &#8211; de 30 (trinta) metros para os cursos d&#8217;água de menos de 10 (dez) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)</p>
<p>2 &#8211; de 50 (cinquenta) metros para os cursos d&#8217;água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;  (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)</p>
<p>3 &#8211; de 100 (cem) metros para os cursos d&#8217;água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)</p>
<p>4 &#8211; de 200 (duzentos) metros para os cursos d&#8217;água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;  (Redação dada pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)</p>
<p>5 &#8211; de 500 (quinhentos) metros para os cursos d&#8217;água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;  (Incluído pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)<br />
[&#8230;]<br />
Parágrafo único. <strong>No caso de áreas urbanas</strong>, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal,  e nas  regiões  metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, obervar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, <strong>respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo</strong>.(Incluído pela Lei nº 7.803 de 18.7.1989)</p></blockquote>
<h3>Referência bibliográfica</h3>
<p>SPIRN, Anne Whiston. <strong>O jardim de granito</strong>. São Paulo: EdUSP, 1995.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/11/11/mies-van-der-rohe-e-as-apps-de-fundos-de-vale/">Mies Van der Rohe e as APPs de fundos de vale</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O Modernismo já dizia&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 20:35:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
		<category><![CDATA[especulação imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Le Corbusier]]></category>
		<category><![CDATA[modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É preciso exigir dos construtores uma planta demonstrando que no solstício de inverno o sol penetrará em cada moradia, no mínimo 2 horas por dia. Na falta disso será negada<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/09/22/o-modernismo-ja-dizia/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O Modernismo já dizia&#8230;</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>É preciso exigir dos construtores uma planta demonstrando que no solstício de inverno o sol penetrará em cada moradia, no mínimo 2 horas por dia. Na falta disso será negada a autorização para construir. Introduzir o sol é o novo e o mais imperioso dever do arquiteto. (LE CORBUSIER, Carta de Atenas, 1935 &#8211; ponto 26).</p></blockquote>
<p>Dá pra imaginar o que aconteceria se um requisito desses fosse aprovado em um plano diretor aqui no Brasil? Qual seria a reação dos construtores? Imagino que não seria das mais favoráveis&#8230;</p>
<p>E, no entanto, por que não? Qual seria uma justificativa plausível para discordar desse requisito? Sugestões nos comentários&#8230;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/09/22/o-modernismo-ja-dizia/">O Modernismo já dizia…</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Conserve seu planeta</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/10/11/conseve-seu-planeta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 13:29:09 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vídeo muito interessante (e didático) produzido pelo WWF.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeo muito interessante (e didático) produzido pelo WWF.</p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/L2NiUj9uwbA" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"></embed></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/10/11/conseve-seu-planeta/">Conserve seu planeta</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Lei do Saneamento B&#225;sico</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/02/24/lei-do-saneamento-bsico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2007 18:28:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
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		<category><![CDATA[saneamento ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrou em vigor na última 5a-feira (22.02) a nova Lei de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007). A lei prevê, entre outras obrigações do Poder Público: A necessidade de elaboração de um<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/02/24/lei-do-saneamento-bsico/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Lei do Saneamento B&#225;sico</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/LeidoSaneamentoBsico_DE77/saneamento.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 5px; border-right-width: 0px" height="240" alt="saneamento" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/LeidoSaneamentoBsico_DE77/saneamento_thumb.jpg" width="180" align="right" border="0"></a> Entrou em vigor na última 5a-feira (22.02) a nova Lei de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007). A lei prevê, entre outras obrigações do Poder Público:</font> </p>
<ol>
<li>A necessidade de elaboração de um plano de saneamento básico (Art 9o &#8211; I);
<li>Estabelecer mecanismos de controle social (Art.9o &#8211; V);
<li>Estabelecer um sistema de informações sobre os serviços, articulado com o Sistema Nacional de Informações em Saneamento.</li>
</ol>
<p></font> </p>
<p>O <strong>plano de saneamento</strong> é considerado um requisito para a celebração de contrato com o provedor de serviços, ou seja, para que o contrato seja feito ou renovado é preciso que haja um plano de ações para o setor. A lei define uma série de requisitos para o plano, entre eles o diagnóstico da situação atual, os objetivos e metas para o futuro e os programas, projeto e ações necessários. </p>
<p><span id="more-16"></span></p>
<p>Faltou apenas fazer menção ao plano diretor. Já que, segundo o Estatuto, este é o &#8220;principal instrumento da política urbana&#8221;, é mais que lógico que o plano de saneamento siga as diretrizes do PDP. A lei não menciona esse aspecto, mas fica a garantia dada pelo EC. </p>
<p>O <strong>controle social</strong> deve ser feito através de um órgão colegiado (a ser criado ou através da adaptação de um já existente), de caráter consultivo, com representações dos titulares dos serviços, de órgãos governamentais relacionados ao saneamento, das prestadoras de serviços, dos usuário e de entidadades da sociedade civil. </p>
<p>O <strong>sistema de informações</strong> deve integrar-se ao Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA), cujos objetivos são: </p>
<p>I- coletar e sistematizar dados relativos às condições da prestação dos serviços públicos de saneamento básico;  </p>
<p>II &#8211; disponibilizar estatísticas, indicadores e outras informações relevantes para a caracterização da demanda e da oferta de serviços públicos de saneamento básico;  </p>
<p>III &#8211; permitir e facilitar o monitoramento e avaliação da eficiência e da eficácia da prestação dos serviços de saneamento básico.  </p>
</p>
<p>Ao que parece, é uma lei que tende a trazer muitos benefícios para a população, e que traz embutidas preocupações técnicas e de democratização do acesso ao saneamento, bem como de controle social. A questão é: vai funcionar? Isso depende não só do Governo, mas também da sociedade civil. No mínimo, esta conta com mais uma arma para poder defender seus direitos.  </p>
</p>
<p>Para saber mais:  </p>
<ul>
<li><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11445.htm" target="_blank">Lei 11.445/2007</a> </li>
<li><a href="http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2007/fev/22/278.htm" target="_blank">Entenda o que é a nova Lei do Saneamento Básico</a> </li>
<li><a href="http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2007/fev/22/81.htm" target="_blank">Presidente cobra de ministros solução para lei do saneamento &#8230;</a> </li>
</ul>
<p>Crédito da foto: <a href="http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-208.htm" target="_blank">(Gorayeb, 2006)</a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/02/24/lei-do-saneamento-bsico/">Lei do Saneamento Básico</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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