<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Urbanidades | Posts marcados como são paulo - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
	<atom:link href="https://urbanidades.arq.br/tag/sao-paulo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://urbanidades.arq.br</link>
	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
	<lastBuildDate>Wed, 18 Nov 2020 18:09:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2016/07/logo-head.png</url>
	<title>Urbanidades | Posts marcados como são paulo - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
	<link>https://urbanidades.arq.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo &#8211; Eduardo Marques</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2015 21:27:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[relações sociais]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[segregação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1398</guid>

					<description><![CDATA[<p>Este posto é baseado num artigo muito interessante de Eduardo Marques, que analisa a rede social de indivíduos pobres para entender suas características, quando comparadas às de indivíduos de classe média. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo &#8211; Eduardo Marques</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/">Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo – Eduardo Marques</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post é baseado num artigo muito interessante de Eduardo Marques, professor da USP e vice-diretor do Centro de Estudos da Metrópole, intitulado &#8220;Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo&#8221; (no original, <a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1468-2427.2012.01143.x/abstract" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Social Networks, Segregation and Poverty in São Paulo</a>). Nele, Marques analisa a rede social de indivíduos pobres para entender suas características, quando comparadas às de indivíduos de classe média.</p>
<h3>Metodologia</h3>
<p>A pesquisa envolveu a análise das redes sociais de 209 indivíduos pobres e de 30 indivíduos de classe média, para estabelecer uma comparação. As entrevistas foram feitas em sete áreas segregadas em São Paulo, e a cada entrevistado foi pedido que listasse pessoas nas seguintes áreas de sociabilidade: família, vizinhos, amigos, trabalho, religião, associações, lazer e outros. Isso permitiu investigar a composição dessas redes em termos dos tipos de contato e de onde eles são originados e/ou costumam acontecer. As áreas selecionadas em São Paulo estão mostradas na figura abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-1412 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-500x311.png" alt="" width="500" height="311" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-500x311.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-300x186.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-768x477.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-50x31.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-200x124.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra.png 1293w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas">Fonte: Marques, 2012.</span></p>
<h3>Os resultados</h3>
<p>Os resultados obtidos mostraram vários aspectos interessantes das redes sociais de indivíduos pobres, começando pela ausência quase total de indivíduos não pobres nessas redes. Marques chama esse fenômeno de &#8220;homofilia social&#8221;, ou seja,  redes sociais nas quais as relações são majoritariamente entre pessoas com características similares. O autor considera a homofilia social como um dos principais problemas para a perpetuação da pobreza e da desigualdade social, conforme será tratado mais adiante.</p>
<p>Outra característica importante dessas redes é que elas tendem a ser menores e menos variadas do que as redes de indivídios da classe média. Isso quer dizer que indivíduos pobres, de acordo com a pesquisa, possuem redes sociais compostas por um menor número de pessoas, e que essas pessoas tendem a pertencer a um menor número de esferas de sociabilidade, ficando concentrada em poucos âmbitos de convivência (por exemplo, família e vizinhos, ou vizinhos e religião). Para efeitos de comparação, veja as imagens abaixo: a primeira ilustra a rede média de um indivíduo pobre do sexo feminino, enquanto a segunda ilustra a rede média de uma indivíduo de classe média, também do sexo feminino.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual.png"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1414 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-500x268.png" alt="" width="500" height="268" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-500x268.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-300x161.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-768x411.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-50x27.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-200x107.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual.png 970w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual.png"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1413 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-500x324.png" alt="" width="500" height="324" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-500x324.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-300x194.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-768x498.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-50x32.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-200x130.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual.png 992w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas"><br />Fonte: Marques, 2012.</span></p>
<p>Dentro do grupo de indivíduos pobres, aqueles mais pobres possuem redes ainda menos diversas do ponto de vista da sociabilidade, bem como mais apoiadas na vizinhança. Por isso, essas pessoas acabam desenvolvendo poucos laços fora de suas comunidades ou bairros, o que é um sinal da dificuldade que enfrentam em criar e manter esses laços ao longo do tempo. Esse fenômeno é suavizado pelos anos de educação, sendo que indivíduos com mais anos tendem a possuir redes mais diversas (mesmo entre os mais pobres).</p>
<p>O gênero masculino ou feminino não mostrou variações significativas em relação ao tamanho e variabilidade das redes, mas pessoas que frequentam cultos religiosos mostraram redes mais variadas, mesmo quando comparadas com outras pessoas com o mesmo nível de renda.</p>
<p><span class="olhos">Redes sociais de indivíduos pobres são menores, mais localizadas e menos diversificadas do que as de indivíduos da classe média.</span>De forma geral, Marques ressalta o localismo das redes de indivíduos pobres quando comparadas aos de indivíduos de classe média. Estes últimos possuem redes que abangem áreas geográficas muito maiores que as de pessoas pobres e, apesar de o autor não se aprofundar nas explicações para isso, podemos imaginar que tenha a ver com as condições materiais de exisstência associadas a diferentes classes sociais: pessoas da classe média normalmente possuem condições de adquirir e manter um automóvel privado e de se deslocar mais livremente pela cidade, levando os filhos na escola, indo à academia, ao trabalho, etc. A localização da escola e de outros pontos importantes da rotina são menos constrangidos pelas possibilidades oferecidas pela rede de transporte público, o que permite escolhas baseadas em outros critérios além das distâncias a serem percorridas. Vasconcellos (2000) argumenta que as viagens realizadas pela população de mais alta renda é duas vezes maior que às da população de baixa renda, e mais diversificada:</p>
<blockquote>
<p>Agora, as crianças de classe média frequentam escolas privadas, muitas vezes localizadas longe de suas casas [&#8230;]. Os serviços médicos privados também se espalham no espaço, o abastecimento de casa requer a viagem aos supermercados, os locais de compra estão crescentemente localizados em shopping centers regionais [&#8230;]  (Vasconcellos, 2000, p. 113)</p>
</blockquote>
<p>Enquanto isso, por outro lado:</p>
<blockquote>
<p>[&#8230;] as crianças das classes trabalhadoras continuam a caminhar até as escolas públicas e os centros de saúde do bairro e têm seu lazer brincando nas ruas ou em lotes vazios das proximidades. (Vasconcellos, 2000, p. 113)</p>
</blockquote>
<p>Esse ponto também foi tratado por Netto (2014), já contemplado em <a href="http://urbanidades.arq.br/2014/11/cidade-sociedade-as-tramas-da-pratica-e-seus-espacos-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">outro post aqui no Urbanidades</a>.</p>
<p>Quando vistas no seu conjunto, essas condições se reforçam mutuamente e atuam no sentido de perpetuar o quadro de exclusão e precariedade pelo qual passam pessoas pobres que moram em áreas segregadas. Suas redes extremamente locais, homofílicas e baseadas em poucos esferas de sociabilidade dificultam, por exemplo, o conhecimento sobre oportunidades de empregos e/ou outras oportunidades de melhorar sua vida (notícias sobre vagas em escolas, cursos gratuitos, atividades culturais, etc.).</p>
<p>Um aspecto não explorado, mas que também poderia ser bastante interessante, seria comparar as redes de indivíduos pobres morando em áreas segregadas com aquelas de indivíduos pobres morando em áreas não segregadas. Isso permitiria uma investigação mais específica sobre o papel do espaço e da segregação sobre essas redes.</p>
<h3>Referências</h3>
<div class="csl-bib-body">
<div class="csl-entry">MARQUES, E. Social Networks, Segregation and Poverty in São Paulo. <b>International Journal of Urban and Regional Research</b>, v. 36, n. 5, p. 958–979, 2012.</div>
<div class="csl-entry">NETTO, V. DE M. <a href="https://amzn.to/3nB3Ajs" target="_blank" rel="noopener sponsored noreferrer"><b>Espaço &amp; Sociedade: as tramas da prática e seus espaços</b></a>. Porto Alegre: Sulina, 2014.</div>
<div class="csl-entry">VASCONCELOS, E. <a href="https://amzn.to/3lJqTqI" target="_blank" rel="noopener sponsored noreferrer"><b>Transporte urbano nos países em desenvolvimento: reflexões e propostas</b></a>. São Paulo : Annablume, 2000.</div>
</div>


<p></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/">Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo – Eduardo Marques</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Parque Cidade Jardim na Revista Veneza</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/08/06/parque-cidade-jardim-na-revista-veneza/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 14:03:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[condomínios fechados]]></category>
		<category><![CDATA[modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[segregação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=936</guid>

					<description><![CDATA[<p>Interessante texto sobre o novo empreendimento residencial / comercial "Parque Cidade Jardim", em São Paulo, que tenta "recriar" a rua em um ambiente altamente vigiado e controlado. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/08/06/parque-cidade-jardim-na-revista-veneza/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Parque Cidade Jardim na Revista Veneza</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/08/06/parque-cidade-jardim-na-revista-veneza/">Parque Cidade Jardim na Revista Veneza</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/08/parque_cid_jardim_sp.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-937" title="Parque Cidade Jardim" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/08/parque_cid_jardim_sp-500x333.jpg" alt="" width="500" height="333" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/08/parque_cid_jardim_sp-500x333.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/08/parque_cid_jardim_sp-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/08/parque_cid_jardim_sp-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/08/parque_cid_jardim_sp-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/08/parque_cid_jardim_sp.jpg 594w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Fonte: <a href="http://www.parquecidadejardim.com.br/" target="_blank">Parque Cidade Jardim</a></span></p>
<p>Interessante texto sobre o novo empreendimento residencial / comercial &#8220;Parque Cidade Jardim&#8221;, em São Paulo, que tenta &#8220;recriar&#8221; a rua em um ambiente altamente vigiado e controlado. <span id="more-936"></span>Abaixo, um trecho:</p>
<blockquote><p>O interior do shopping não possui sequer conexões de pedestre com o exterior, nem mesmo com as torres comerciais e residenciais. Os acessos são todos verticais, feitos por elevadores e escadas rolantes, seja para os edifícios, seja para o estacionamento. A escolha do terreno, adjacente à uma via expressa, inibe qualquer tentativa de continuidade do shopping com o mundo exterior. O estacionamento se tornou a única forma de contato dos usuários com o restante do universo.</p></blockquote>
<p>Leia o post completo em <a title="Parque Cidade Jardim" href="http://revistaveneza.wordpress.com/2011/08/01/muito-alem-do-estilo/" target="_blank">Muito além do estilo</a>, no blog <a title="Blog Revista Veneza" href="http://revistaveneza.wordpress.com/" target="_blank">Revista Veneza</a>. Dica de <a title="Frederico de Holanda" href="http://fredericodeholanda.com.br/" target="_blank">Frederico de Holanda</a>.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/08/06/parque-cidade-jardim-na-revista-veneza/">Parque Cidade Jardim na Revista Veneza</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entre Rios</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/05/16/entre-rios/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2011/05/16/entre-rios/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2011 15:01:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Videos e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação do solo]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tráfego]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=897</guid>

					<description><![CDATA[<p>Reserve vinte e cinco minutos do seu tempo para assistir a esse vídeo. Garanto que vai valer a pena. Ele descreve de forma bastante didática como aconteceu o processo de<a href="https://urbanidades.arq.br/2011/05/16/entre-rios/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Entre Rios</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/05/16/entre-rios/">Entre Rios</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Reserve vinte e cinco minutos do seu tempo para assistir a esse vídeo. Garanto que vai valer a pena. Ele descreve de forma bastante didática como aconteceu o processo de urbanização de São Paulo, no que diz respeito especialmente à relação da cidade com seus rios. Contando com a participação de estudiosos sobre diversos temas (arquitetos, engenheiros, geólogos, geógrafos, etc.), ele mostra como os rios tiveram papel fundamental na gênese da cidade, promovendo fácil acessibilidade (sempre ela!) a diversas partes da região e do País. Na época, o transporte hidroviário era o principal meio de deslocamento de pessoas e mercadorias.<span id="more-897"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://vimeo.com/14770270"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-900 aligncenter" title="entre_rios_video" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_video.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Clique para assistir o video</a></p>
<p>Com a industrialização e a chegadas das máquinas, especialmente a estrada de ferro, a pesca nos rios de SP deixou de ser tão importante como no passado, uma vez que os peixes passaram a vir diretamente do mar através de trens. Os rios, assim, passaram a ser vistos mais como barreiras ao progresso do que como promotores de desenvolvimento.</p>
<p>Com a chegada do automóvel, a situação se agravou ainda mais. O vídeo mostra o embate &#8220;técnico&#8221; entre duas visões bastante diferentes sobre como o desenvolvimento de SP e sua relação com seus rios deveriam ser conduzidos. Por um lado, Saturnino de Brito, engenheiro sanitarista, defendia a recuperação das margens dos rios (que àquela altura já estavam poluídos e gerando problemas de saúde pública) e a manutenção de áreas verdes ao longo dos cursos d&#8217;água, para que estes pudessem transbordar quando não pudessem comportar a quantidade de água que recebiam. Com efeito, como também é explicado no vídeo pela Geógrafa Odete Seabra, os rios de planície como os de SP são lentos e de formas sinuosas, podendo até mesmo mudar o seu curso de uma cheia para outra. Ou seja, não possuem um leito fixo e bem definido, sendo suas cheias processos naturais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-899 aligncenter" title="entre_rios_enchente" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_enchente.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<span class="legendas">Cena do vídeo.</span></p>
<p>De outro lado, Prestes Maia, que foi prefeito de SP de 1938 a 1945, que defendia um projeto de &#8220;modernização&#8221; da cidade que incluía a abertura de grande avenidas que formariam uma estrutura radioconcêntrica. Essas avenidas seriam criadas justamente nos vales dos rios que, por serem áreas não adequadas para urbanização, permaneciam menos urbanizados, gerando economia nas desapropriações necessárias para a viabilização. Aliado a isso, essas áreas seriam aterradas e loteadas, gerando lucros para a municipalidade. Não é difícil imaginar que esta segunda via, apesar de todos os seus problemas, foi a adotada.</p>
<p>Isso nos faz refletir sobre uma questão crucial para nós, enquanto planejadores urbanos, que é a possibilidade (ou não) de realmente influenciar nas decisões que são tomadas relativas às cidades. Muitas vezes é passada a falsa impressão de que as decisões técnicas são automaticamente implementadas, e que os problemas existentes nas cidades são decorrentes de um mau planejamento ou de simples incompetência do corpo técnico responsável. Dificilmente fica claro para a população em geral as dificuldades pelas quais esses técnicos passam, e como suas recomendações são tratadas nos longos processos de decisões envolvendo intervenções urbanas, e na sua implementação posterior. Minha hipótese é de que, para a sociedade em geral, a impressão dominante sobre essa influência dos técnicos é extremamente exagerada, infelizmente. A realidade é bem mais complexa e o papel que os técnicos têm nas decisões, que é um processo político, é na maior parte das vezes muito mais tímido do que possa parecer.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-898 aligncenter" title="entre_rios_carros" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/entre_rios_carros.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<span class="legendas">Cena do vídeo.</span></p>
<p>Esse vídeo mostra bem esse conflito, em que uma visão mercantilista e que favoreceria apenas uma pequena parcela da população (especialmente empreiteiros e proprietários de terras) acabou prevalecendo sobre uma visão mais tecnicamente correta, que pensava as consequências das decisões em termos de uma parcela maior da população, e num horizonte de tempo mais amplo.</p>
<p><span class="legendas">Dica do Edson Cattoni.</span></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/05/16/entre-rios/">Entre Rios</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2011/05/16/entre-rios/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pronto para voto, Plano Diretor &#8220;secreto&#8221; deve beneficiar mercado imobili&#225;rio</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 16:16:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=600</guid>

					<description><![CDATA[<p>Emendado às pressas na Câmara, documento pode passar sem debate com a sociedade Fonte: Instituto Polis Os vereadores trabalham em silêncio e em ritmo acelerado para fechar os últimos detalhes<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Pronto para voto, Plano Diretor &#8220;secreto&#8221; deve beneficiar mercado imobili&#225;rio</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/">Pronto para voto, Plano Diretor “secreto” deve beneficiar mercado imobiliário</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Emendado às pressas na Câmara, documento pode passar sem debate com a sociedade</em></p>
<p><em>Fonte: <a title="PD São Paulo" href="http://www.polis.org.br/noticias_interna.asp?codigo=1002" target="_blank">Instituto Polis</a><br />
</em></p>
<p>Os vereadores trabalham em silêncio e em ritmo acelerado para fechar os últimos detalhes da proposta final de revisão do Plano Diretor – e podem colocar a proposta em votação a qualquer momento. A combinação de segredo e celeridade é perversa, já que dessa forma a sociedade ficou completamente alijada das discussões sobre o documento que é a base legal que vai orientar o planejamento e o crescimento da cidade nos próximos anos.</p>
<p>A leitura do projeto já foi feita para a Comissão de Política Urbana da Câmara dos Vereadores, em reunião secreta, bem distante dos olhos e das eventuais críticas da população, meios de comunicação e demais organizações sociedade civil. Ontem, o texto foi lido para os demais parlamentares – e até segunda-feira ninguém mais, além dos parlamentares, tinha conhecimento do <a href="http://www.polis.org.br/utilitarios/editor2.0/UserFiles/File/revisaoplanodiretorsp.pdf">texto completo</a>. O documento foi finalmente colocado na internet ontem, mas sem a devida publicidade.</p>
<p>Até agora, foram poucos os veículos que publicaram reportagens sobre o texto final.</p>
<p>Mais de 200 organizações, entre movimentos de moradia e entidades da sociedade civil se mobilizam para fazer ser ouvida a insatisfação generalizada com o processo. Um ato público está marcado para o dia <strong>2 de junho, às 10h, em frente à Câmara dos Vereadores</strong>.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/saoPaulo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="sao Paulo" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/saoPaulo_thumb.jpg" border="0" alt="sao Paulo" width="500" height="375" /></a><br />
Foto: <a title="Foto Rodrigo Soldon" href="http://www.flickr.com/photos/soldon/3405021082/" target="_blank">Rodrigo Soldon</a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/">Pronto para voto, Plano Diretor “secreto” deve beneficiar mercado imobiliário</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
