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	<title>Sérgio Moraes | Urbanidades</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Sérgio Moraes | Urbanidades</title>
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		<title>Sobre a 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente em Florianópolis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 16:46:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Texto apresentado ao Secretário de Infraestrutura de Santa Catarina em 28/11/2011 pelo prof. Sergio Torres Moraes, em debate promovido pelo PET arquitetura UFSC e PET geografia UDESC. Com a apresentação<a href="https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Sobre a 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente em Florianópolis</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto apresentado ao Secretário de Infraestrutura de Santa Catarina em 28/11/2011 pelo prof. Sergio Torres Moraes, em debate promovido pelo PET arquitetura UFSC e PET geografia UDESC.</p>
<p>Com a apresentação do projeto para uma 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente, o Governo de Santa Catarina incentivou um extenso debate sobre mobilidade urbana. Ainda que Florianópolis tenha no último mês de abril sediado um Fórum Internacional de Mobilidade Urbana e ONGs e Universidades avancem na discussão sobre mobilidade sustentável, nunca o debate esteve tão presente entre os florianopolitanos. Talvez devêssemos agradecer ao governador e ao secretário de infraestrutura por essa oportunidade.</p>
<p>http://www.youtube.com/watch?v=f_UI-hqkm6U</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VIDEO DE PUBLICIDADE DA NOVA LIGAÇÃO DIVULGADO PELO GOVERNO DE SANTA CATARINA</strong></p>
<p>O projeto da nova ponte veio acompanhado de muitas críticas, principalmente da comunidade acadêmica e do IAB. Especialistas em mobilidade e planejamento urbano foram chamados pela mídia para opinar e, em uníssono, refutaram o conceito apresentado da 4ª ponte ao mesmo tempo em que o governador Raimundo Colombo buscava em Brasília a concessão das terras da marinha para a execução da obra.</p>
<p>Pergunta-se: o que levou o governador a surpreender a comunidade com um projeto desse porte, questionável em seus aspectos técnicos, sociais e ambientais? Quem são os urbanistas por trás da proposta? Onde estão os estudos de origem e destino que definiram o porte e localização da ponte? Por que o cronograma publicado não contempla um estudo de impacto de vizinhança? Por que não se desenvolveu projetos alternativos a partir de outros modais de transporte? Por que dar prioridade aos automóveis que já hoje saturam o sistema viário transportando a menor parte da população, causando transtornos para moradores e turistas?</p>
<p>Entre muitas questões ainda sem resposta, e para perceber a relevância dessas perguntas, alguns pontos devem ser salientados para o entendimento do porquê de parte expressiva da comunidade acadêmica se posicionar contra o modelo de conexão viária que nos foi apresentado.</p>
<p>Para iniciar, é importante apontar um equívoco no motivo apontado (na publicidade do governo) para a construção da ponte. É fato que a frota de veículos está aumentando, resultado principalmente das políticas econômicas que nos últimos anos elevaram o poder aquisitivo da população de menor renda. Contudo, dizer que a partir desse aumento da frota se prevê mais de 320.000 carros atravessando diariamente o canal em 2020 é uma falácia, pois está se supondo uma total inação da administração pública em relação ao desenvolvimento urbano e metropolitano nos próximos 10 ou 15 anos. É o que nós planejadores chamamos de “cenário de referência”, construído para apontar a necessidade de ações efetivas para evitar a ocorrência do problema. Assim, as ações de governo não devem ajudar o evento indesejável ocorrer (o aumento do número de veículos na ilha), mas ir em direção a evitar que o fluxo de automóveis dobre ou triplique em 10 anos. A transferência paulatina para o continente grandes equipamentos como o aeroporto, terminal rodoviário internacional e instituições governamentais já seria uma boa contribuição para minimizar o fluxo de veículos continente-ilha, por exemplo.</p>
<p>Desse modo, entende-se que é imprescindível equacionar e implementar políticas públicas integradas para a Região da Grande Florianópolis, políticas de desenvolvimento metropolitano, de mobilidade e acessibilidade, de uso do solo, turismo, habitação, eficiência energética e principalmente políticas de combate à desigualdade e eliminação da pobreza.</p>
<p>A grande crítica à proposta da 4ª ponte apresentada é que sua construção parece ser uma ação isolada, focada no município de Florianópolis, que nega a escala metropolitana e é desvinculada de qualquer política pública e/ou estratégia de desenvolvimento da Grande Florianópolis, além de não ter tido uma discussão ampla com a coletividade.</p>
<p>Além de negar a necessidade de pensar a mobilidade e acessibilidade no âmbito metropolitano, a proposta também não considera as recomendações da Secretaria Nacional de Mobilidade Sustentável, criada com o intuito de elaborar uma Política Nacional de Mobilidade Urbana, de caráter sustentável, que incentiva as cidades e regiões metropolitanas adotar medidas tais como enfatizar o uso do transporte coletivo e não do transporte individual e estimular a participação e controle social sobre as políticas de mobilidade. Mais que isso, a proposta também despreza os esforços já materializados no Plano Diretor Participativo de Florianópolis em construção. Num momento onde se procura retomar o processo do Plano Diretor Participativo de Florianópolis, a ingerência da administração estadual na política urbana marca o caráter impositivo e insustentável de uma proposta que tende a alterar significativamente toda a dinâmica urbana e a matriz dos valores imobiliários do município, desconsiderando a própria realidade ambiental e intra-urbana da ilha.</p>
<p>A idéia de se construir um novo modelo de mobilidade urbana que não trate as questões de transporte, circulação e mobilidade de maneira isolada deve ser a tônica das políticas públicas urbanas neste século XXI. Deve-se, portanto, entender que a construção de um sistema de mobilidade, vinculado a políticas de desenvolvimento que lidem com a questão de uso do solo e acessibilidade à habitação, educação e renda, é uma das mais importantes ferramentas para combater a exclusão social.</p>
<p>Mais especificamente, a região insular de Florianópolis, no contexto de sua fragilidade ambiental, seus condicionantes geomorfológicos, de suas deficiências de infraestrutura e de sua fragmentação urbana histórica aguarda políticas públicas que lidem com a mobilidade desenvolvendo as possibilidades e potencialidades de modais de transporte alternativos, principalmente do transporte náutico, que deveria ser a peça chave dentro de um possível sistema de mobilidade integrado e diversificado. Cabe salientar aqui, que as políticas de mobilidade têm de ser coerentes e convergentes com o objetivo da sustentabilidade. Não é lógico que se desenvolva paralelamente políticas de incentivo ao uso do transporte público e do uso do automóvel particular. São políticas divergentes, não cabem num mesmo objetivo e comprometem a sustentabilidade ambiental e econômica dos sistemas propostos. Nesse sentido, não me parece coerente isentar os veículos particulares de impostos ou pedágios que poderiam subsidiar um transporte público de qualidade e desestimular o uso do automóvel. Tampouco parece coerente, entre outros aspectos de divergência na política de mobilidade e acessibilidade, criar grandes áreas de lazer entrincheiradas atrás de vias expressas, desvinculadas do sistema de transporte público e oferecendo centenas de vagas de estacionamento como opção de acesso a estas áreas.</p>
<p>O que se espera, portanto do Governo do Estado, é que ele revise suas proposições e colabore com a estruturação ou criação de uma autarquia para a coordenação do desenvolvimento metropolitano, talvez reforçando e revendo o papel da Secretaria Regional de Desenvolvimento e possibilitando um diálogo aberto com o IPUF, com outros institutos municipais de urbanização e com a Universidade, que sempre se mostrou disponível e participativa nos fóruns que debatem o desenvolvimento metropolitano. Desse modo, o Governo de Santa Catarina estaria consolidando um modelo de governança de caráter sustentável, com políticas públicas voltadas a dar acesso a emprego, renda, saúde, ambiente urbano de qualidade, buscando relacioná-la não apenas com a questão da mobilidade urbana, mas com a questão da participação popular nas decisões de governo que direta ou indiretamente irão transformar o cotidiano da cidade. Em resumo, um modelo de governança que reforce a própria democracia.</p>
<p>[<em>Nota do editor: Destaque especial para a imagem da ocupação da área do aterro por torres isoladas em meio a uma grande área verde, atrasadas pelo menos 50 anos em relação ao pensamento urbanístico &#8211; retirado do vídeo promocional</em>]</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1009" title="4_ponte" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-500x277.jpg" alt="" width="500" height="277" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-500x277.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-300x166.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-200x111.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte.jpg 640w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/">Sobre a 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente em Florianópolis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Planejamento, desigualdade e o uso de bicicletas nas cidades brasileiras</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 15:37:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em todo o mundo, cidades grandes e pequenas sufocadas pelo trânsito cada vez maior de automóveis, já perceberam que o modo mais fácil de resolver o problema é investir na implantação de sistemas cicloviários, conscientes do benefício global que o uso da bicicleta em grande escala pode trazer. Ocupando 10% do espaço de um carro ao estacionar ou circular, a bicicleta é uma das soluções mais viáveis e baratas para melhorar a qualidade de vida de uma cidade.  &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Planejamento, desigualdade e o uso de bicicletas nas cidades brasileiras</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em todo o mundo, cidades grandes e pequenas sufocadas pelo trânsito cada vez maior de automóveis, já perceberam que o modo mais fácil de resolver o problema é investir na implantação de sistemas cicloviários, conscientes do benefício global que o uso da bicicleta em grande escala pode trazer. Ocupando 10% do espaço de um carro ao estacionar ou circular, a bicicleta é uma das soluções mais viáveis e baratas para melhorar a qualidade de vida de uma cidade. Amsterdam já sabe disso desde os anos 50, quando implantou um eficiente sistema cicloviário na cidade. Mesmo grandes cidades brasileiras começam a olhar seriamente para essa alternativa de transporte, criando algumas redes de ciclovias e ciclofaixas como é o caso do Rio de Janeiro e de Curitiba.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter" style="padding-right: 0px; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image002" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image002.jpg" border="0" alt="clip_image002" width="500" height="363" /><br />
<span class="legendas">Amsterdam, 1950 &#8211; Fonte: Halprin, 1980</span></p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter" style="padding-right: 0px; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image004" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image004.jpg" border="0" alt="clip_image004" width="500" height="375" /><br />
<span class="legendas">Amsterdam, 2011 &#8211; Foto: Sergio Moraes</span></p>
<p>Contudo, a estruturação de um sistema cicloviário como o de Amsterdam requer elementos econômicos, políticos e culturais sedimentados por séculos de desenvolvimento e planejamento. Ali, na área central da cidade, o espaço da rua é compartilhado entre os diferentes modais, mas as vias de circulação de cada um são fisicamente segregadas, e os entroncamentos muito bem sinalizados. Não é algo que se consiga fazer de um dia para o outro em qualquer outra cidade, mesmo se existisse vontade política.</p>
<p>A estrutura dos sistemas cicloviários norte americanos tem outra lógica, onde a tendência é a integração da bicicleta no trânsito, compartilhando a faixa de rolagem com os demais modais, e não a segregação. A lógica e sucesso desse sistema estão tanto na educação e respeito de motoristas e ciclistas, como na idéia de que todo o sistema viário existente deve abrigar diferentes modais de transporte.</p>
<p>Como citado já em <a href="http://urbanidades.arq.br/2010/10/bicicletas-transporte-urbano-e-sustentabilidade/" target="_blank">post anterior</a>, John Forester (1977), engenheiro americano especialista em construção de sistemas cicloviários, expõe de modo radical o pensar na circulação de bicicletas sob as duas óticas, criticando duramente a idéia de uma estrutura segregada, argumentando que ao tratar os ciclistas de maneira diferente dos outros condutores, e colocá-los em faixas segregadas e “pseudo” protegidas, cria-se uma categoria de condutor inferior ao motorista de veículos motorizados, que ao contrário dos ciclistas, podem utilizar toda a rede viária.</p>
<div class="olhos">Integrar o ciclista ao sistema viário existente melhora as possibilidades de deslocamento e sua velocidade.</div>
<p>Por outro lado, equiparando o ciclista ao motorista do veículo motorizado e fazendo com que este obedeça as leis de trânsito e que se comporte como um condutor de veículo, não só aumenta sua segurança, mas lhes dá maiores possibilidades de deslocamento e maior velocidade. Também argumenta que o “Principio de Circulação Veicular”, como chama o conceito de integração do ciclista no trânsito, economiza uma enormidade de recursos públicos, uma vez que a estrutura de circulação já está montada. Os dois conceitos diferem muito e têm reflexos também diferentes nas políticas públicas de transporte. Também não são conciliáveis, segundo Forester. Na verdade, as soluções propostas no conceito segregador contam com uma estrutura física para o fluir das bicicletas, em geral, bastante cara. A segunda opção tenta resolver o problema a partir da adaptação do comportamento de motoristas e condutores.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" style="padding-right: 0px; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image006" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image006.jpg" border="0" alt="clip_image006" width="500" height="434" /> <span class="legendas"><br />
Compartilhamento de rua. Berkeley, California. Foto: Sergio Moraes</span></p>
<p>Aqui no Brasil, o problema se agrava devido ao contexto social e econômico desigual. Como comenta Renata Falzoni, “o trânsito no Brasil reflete o preconceito social dissimulado que permeia em todas as classes sociais desse país. A elite que vai de carro está cega, imobilizada, presa e escondida em escudos protegidos com airbags e vidros fumês a prova de bala e não tem noção do que se trata o circular em bicicleta” (Falzoni, 2011). Esse preconceito, aliado à impunidade e à má formação dos condutores de veículos, leva urbanistas, engenheiros e planejadores a um impasse: Qual conceito utilizar ao planejar uma estrutura de mobilidade que abrigue as bicicletas quando não existe vontade política da elite que administra nossas cidades, quando as verbas públicas via de regra são direcionadas para o aumento da estrutura para automóveis, quando os motoristas desprezam o ciclista e o vêm como cidadão de segunda classe e a dinâmica da justiça brasileira reforça a impunidade?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image008" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image008.jpg" border="0" alt="clip_image008" width="500" height="375" /><br />
<span class="legendas">São Paulo. Foto: www.bibliotecavirtual.sp.gov.br</span></p>
<p>O código brasileiro de trânsito (CBT), aprovado em 1997 (lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997), legisla claramente sobre a matéria e afirma: A bicicleta é um veículo e responde ao CTB. No artigo 29 desta lei, no parágrafo 2, lemos: “Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”. Do texto, podemos entender que a lógica político-legislativa que rege o circular da bicicleta por aqui fica próxima da idéia de integrar a bicicleta no trânsito. Contudo, a falta de informação e formação (para motoristas, ciclistas, urbanistas, técnicos e agentes de trânsito) aliada ao preconceito social ligado ao uso da bike faz com que as cidades não consigam gerenciar os conflitos de tráfego adequadamente.</p>
<p>Mas, se <strong>c</strong>onstruir ciclovias isoladas do tráfego em metrópoles brasileiras parece ainda não ter apoio político, econômico ou técnico dada a complexidade das estruturas existentes, também integrar o ciclista parece despropositado e imprudente devido a questões culturais, jurídicas e de educação no trânsito.</p>
<p>De qualquer modo, tivemos uma evolução no debate dessa matéria nos últimos anos. A mobilidade sustentável já é discutida em âmbito federal, dentro do Ministério das Cidades e em inúmeras administrações municipais. Muitos grupos organizados na sociedade já fazem pressão para a criação de estruturas de locomoção em bicicleta e as escolas de arquitetura e engenharia no País começam a levar a questão um pouco mais a sério.</p>
<div class="olhos">A bicicleta não pode ser encarada apenas como lazer, mas como um modo de transporte.</div>
<p>Portanto, é necessário continuar a ampliar o debate e mudar a percepção de muitas administrações públicas brasileiras que insistem em ver o uso da bicicleta como lazer e não como transporte. Em São Paulo, por exemplo, a elaboração de sistemas cicloviários fica a cargo da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (que estimula o uso recreacional aos domingos e dentro dos parques), quando deveria ficar sob a competência da Secretaria de Transportes para integrá-la com outros meios de transporte e facilitar o uso das bicicletas nas vias. O uso da bicicleta tem de passar a ser encarado seriamente como transporte viável, principalmente para a população de menor renda e nos bairros de periferia, onde grande parte dos trabalhadores sofre para arcar com o custo do transporte público. Autores como Hillman (1997) desenvolvem estudos para mostrar que o uso da bicicleta é o mais realista e viável substituto para o uso do carro em áreas urbanas, e não o transporte por ônibus ou veículo leve sobre trilhos, como é comum se pensar.</p>
<p>Apesar das dificuldades do nosso contexto urbanístico, as soluções existem e um pouco de vontade política, criatividade e competência técnica poderiam injetar mais qualidade de vida às nossas cidades. O direito de usar a bicicleta nas ruas da cidade deve ser respeitado, e devemos acreditar na viabilidade disso sem gastos astronômicos em projetos que tendem a limitar e isolar o ciclista em ciclovias desconectadas de qualquer rota.</p>
<div class="olhos">Ciclovias segregadas devem ser a exceção, e não a regra.</div>
<p>Campanhas publicitárias educando pedestres, motoristas e ciclistas, aliada a uma sinalização vertical e de solo específica eficiente para orientar os cidadãos a dividir o espaço público e o fim da impunidade às leis do trânsito, entre outras ações, viabilizariam o uso do transporte sobre bicicletas na maior parte de nossas cidades. Não coloco a construção de ciclovias nessa lista, porque acredito que estas devem ser exceções, e não uma regra na construção da mobilidade sustentável nas cidades brasileiras.</p>
<h2>Referências Bibliográficas</h2>
<p>Falzoni, Renata. <a href="http://espn.estadao.com.br/renatafalzoni/post/178355_O+MONSTRORISTA+DE+PORTO+ALEGRE" target="_blank">O “Monstrorista” de Porto Alegre</a>.</p>
<p>Forester, John. Bicycle Transportation: a handbook for cycling transportation engineers.<em> </em>Cambridge: MIT Press, 1994.</p>
<p>Halprin, Lawrence. Cities<em>.</em> Cambridge: MIT Press, 1980.</p>
<p>Hillman, Mayer. <em>Cycling as the most realistic substitute for car use in urban áreas: burying the conventional myth about public transport</em> in Tolley, Rodney(org) The Greening of Urban Transport, New York, Wiley &amp; Sons, 1997.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/">Planejamento, desigualdade e o uso de bicicletas nas cidades brasileiras</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Avaliação: 54th IFHP World Congress 2010</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/11/22/avaliacao-54th-ifhp-world-congress-2010/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 18:08:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 54th IFHP World Congress 2010, que ocorreu em Porto Alegre de 14 a 17 de novembro último, teve como tema a “Construção de Comunidades para as Cidades do Futuro”.<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/11/22/avaliacao-54th-ifhp-world-congress-2010/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Avaliação: 54th IFHP World Congress 2010</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-817" href="http://urbanidades.arq.br/2010/11/avaliacao-54th-ifhp-world-congress-2010/logo/"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-817" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/logo-300x168.gif" alt="" width="300" height="168" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/logo-300x168.gif 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/logo-50x28.gif 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/logo-200x112.gif 200w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a></p>
<p>O 54th IFHP World Congress 2010, que ocorreu em Porto Alegre de 14 a 17 de novembro último, teve como tema a “Construção de Comunidades para as Cidades do Futuro”.<br />
A IFHP (International Federation for Housing and Planning) escolheu a PUC de Porto Alegre como sede do evento e trouxe nomes de peso como Saskia Sassen (Bridging the Ecologies of Cities and the Biosphere), John Thompson (How can we ensure communities are included in the cities of the future?), Olivio Dutra (Governança e Participação Cidadã), Josep Maria Montagner (La Herencia del Urbanismo Moderno), Jaime Lerner (A Cidade sem Periferia), Frederico de Holanda, Nuno Portas entre muitos outros.<br />
Muito bem organizado, o congresso contou com passeios de estudo na cidade de Porto Alegre, prêmios para estudantes e jovens arquitetos e sessões de artigos durante dois dos quatro dias de Congresso.<br />
Apesar do tema do Congresso buscar trazer discussões sobre os processos de inclusão socioeconômicos, o encontro teve um grande leque de abordagens sobre a cidade. Constantes as temáticas sobre a validade da participação popular (Luuk Boelens), do uso das novas tecnologias da informática no processo de planejamento (Frederico de Holanda e Tjeerd Haccoû) e a criação de espaços vitais-vitalizados na construção de comunidades (Lerner e John Tompson). Também as virtualidades urbanas heurísticas apareceram na pauta dos congressistas (Bernamy Turkienicz e Gert Urhahn).<br />
Particularmente, a lição que ficou é que apesar do esforço em se discutir as cidades do futuro, boa parte dos estudiosos presentes ainda permanecem atrelados aos conceitos modernistas, ou às propostas neoliberais de se construir a cidade.<br />
A participação em fóruns de discussão como o Congresso do IFHP é importante e mostra que o sonhar utópico traz sim avanços no pensar a cidade do futuro; contudo, vale lembrar que a real sustentabilidade da vida urbana requer também o entendimento profundo das viabilidades (governança, econômica, tecnológica, etc.) e complexidades atuais das estruturas sociais e ambientais urbanas.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/11/22/avaliacao-54th-ifhp-world-congress-2010/">Avaliação: 54th IFHP World Congress 2010</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Bicicletas, Transporte Urbano e Sustentabilidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/bicicletas-transporte-urbano-e-sustentabilidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 16:58:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dentro da perspectiva da sustentabilidade, fatores como a melhoria da qualidade do ar, a conservação de energia, a diminuição dos impactos gerados pelo trânsito, entre outros tópicos, são hoje enfrentados por diversos urbanistas em diferentes países numa tentativa de desenvolver programas urbanísticos de baixo nível de agressão ambiental. O transporte por bicicletas insere-se estrategicamente neste cenário, e precisa ser mais discutido aqui no Brasil. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/bicicletas-transporte-urbano-e-sustentabilidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Bicicletas, Transporte Urbano e Sustentabilidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje o debate urbanístico age sobre críticas à cidade modernista. Os planejadores urbanos contemporâneos inserem o discurso da “sustentabilidade” no debate do desenvolvimento e planejamento das cidades na busca de novos paradigmas dentro dos aspectos de uma economia sustentável para o planejamento urbano, ideia que lida basicamente com a necessidade de uma mudança de hábitos (de consumo) das populações, a necessidade de um controle do crescimento demográfico, a perspectiva temporal (para as gerações presentes e futuras) e uma reavaliação de escalas (pensar global, agir local).</p>
<p>Dentro desta perspectiva, fatores como a melhoria da qualidade do ar, a conservação de energia, a diminuição dos impactos gerados pelo trânsito, entre outros tópicos, são hoje enfrentados por diversos urbanistas em diferentes países numa tentativa de desenvolver programas urbanísticos de baixo nível de agressão ambiental.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/clip_image001.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="padding-right: 0px;padding-left: 0px;float: none;margin-left: auto;margin-right: auto;padding-top: 0px;border-width: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/clip_image001_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image001" width="500" height="375" /></a><br />
<span class="legendas">Madison, WI multimodal street. Photo by <a href="http://www.pedbikeimages.org/pubdetail.cfm?picid=1383">Margaret Gibbs</a> via Pedestrian Bicycle Information Center Image Library</span></p>
<p>Deve-se notar também que o conceito de sustentabilidade urbana implica em tópicos mais abrangentes que aqueles considerados dentro do conceito de sustentabilidade ambiental, uma vez que o meio ambiente das cidades deve desenvolver-se em âmbitos sociais, econômicos e políticos, além dos ambientais e ecológicos. Desse modo, o conceito vai buscar definir um desenvolvimento social e/ou econômico que melhore e não destrua o meio ambiente natural e construído.</p>
<p>Neste contexto, cidades européias como Paris, Amsterdã e Copenhague, entre outras, percebendo a importância do uso da bicicleta na relação cidade/homem, buscam uma diminuição da poluição ambiental, uma humanização das ruas e uma diminuição de acidentes de trânsito incentivando este meio de transporte como prioritário, dispondo bicicletas para uso público e construindo redes cicloviárias interligadas a trens e metrôs.</p>
<p>Atualmente, não obstante uma ampliação das discussões sobre as necessidades em diminuir o uso indiscriminado do automóvel nas áreas urbanas, o uso da bicicleta ainda encontra o forte obstáculo do preconceito e, especialmente no Brasil, da falta de cidadania e respeito no trânsito. John Forester, engenheiro de trânsito americano dedicado ao estudo de sistemas cicloviários, nota que existem duas maneiras antagônicas de tratar o uso da bicicleta nas cidades: um que trata o ciclista como um condutor de veículos, sujeito às mesmas penalidades de um motorista de automóvel e outro que trata o ciclista como um “personagem marginal” que deve ser isolado para não atrapalhar o uso das vias pelos automóveis.</p>
<p>Se o primeiro aspecto leva a uma situação onde a cidadania é reforçada ao compartilhar as vias entre os diferentes meios de transporte e a segurança é aumentada pela necessidade de educação no trânsito exigida do ciclista, o segundo modo de tratar os ciclistas isola-o, dificultando a sua integração, aumentando o tempo de deslocamento e criando obstáculos para difusão do uso da bicicleta.</p>
<p>Evidentemente, em algumas situações específicas, a criação de ciclovias segregadas do trânsito é necessária, mas não pode ser colocada como solução a priori.</p>
<p>Infelizmente, as políticas de transporte de nossas cidades enxergam o ciclista pelo segundo aspecto. Ciclovias implantadas em cidades como Curitiba e Rio de Janeiro, ainda que representem um avanço dentro do contexto brasileiro onde o ciclista é praticamente ignorado no planejamento do sistema viário, carecem de integração que complementem rotas cicláveis seguras com outros meios de transporte.</p>
<p>Em cidades no interior paulista onde é intenso o uso das bicicletas como Indaiatuba (120 mil habitantes, 80 mil bicicletas e 40 mil automóveis) a direção de trânsito da cidade recebe reclamações de motoristas de como as bicicletas estão “atrapalhando” o trânsito, sem perceber que <strong>elas</strong> constituem o trânsito da cidade.</p>
<p>O exemplo de Indaiatuba torna evidente que isolar os ciclistas na rede de vias públicas em vias especiais (com algumas exceções) visa apenas o benefício dos motoristas e não atende as necessidades de uma população que procura modos alternativos de locomoção. Também indica a necessidade de implementação de um planejamento urbano que não desconsidere as necessidades reais de transporte da população.</p>
<p>Como mencionado, alguns avanços têm sido feitos nas cidades brasileiras, nos últimos anos, porém existe uma necessidade de se ampliar o debate em torno do uso da bicicleta como meio de transporte. Sugiro uma visita ao site “<a title="Escola de Bicicleta" href="http://www.escoladebicicleta.com.br" target="_blank">Escola de Bicicleta</a>” mantido por Arturo Alcorta, para aqueles que querem mais informações para discussão.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/bicicletas-transporte-urbano-e-sustentabilidade/">Bicicletas, Transporte Urbano e Sustentabilidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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