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	<title>Urbanidades | Posts marcados como cidade jardim - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como cidade jardim - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Nova imagem no banco de imagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 16:22:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sites]]></category>
		<category><![CDATA[cidade jardim]]></category>
		<category><![CDATA[Ebenezer Howard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Através da gentil contribuição da Fernanda Tomiello, o Banco de Imagens do Urbanidades foi atualizado com mais uma imagem da Cidade Jardim. Trata-se do esquema que mostra as vantagens e desvantagens do campo e da cidade, bem como da cidade-jardim proposta por Ebenezer Howard, traduzido para o português. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/12/17/nova-imagem-no-banco-de-imagens/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Nova imagem no banco de imagens</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Através da gentil contribuição da Fernanda Tomiello, o Banco de Imagens do Urbanidades foi atualizado com mais uma imagem da Cidade Jardim. Trata-se do esquema que mostra as vantagens e desvantagens do campo e da cidade, bem como da cidade-jardim proposta por Ebenezer Howard, traduzido para o português.</p>
<p>A imagem abaixo, em alta resolução, pode ser encontrada no <a title="Cidade Jardim" href="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/thumbnails.php?album=5" target="_blank">álbum sobre a cidade jardim</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-492" title="tres_imas" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/12/tres_imas.jpg" alt="tres_imas" width="354" height="400" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/12/tres_imas.jpg 354w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/12/tres_imas-266x300.jpg 266w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/12/tres_imas-265x300.jpg 265w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/12/tres_imas-44x50.jpg 44w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/12/tres_imas-177x200.jpg 177w" sizes="(max-width: 354px) 100vw, 354px" /></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/12/17/nova-imagem-no-banco-de-imagens/">Nova imagem no banco de imagens</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Ebenezer Howard e a Cidade-Jardim</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/10/13/ebenezer-howard-e-a-cidade-jardim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2008 19:37:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigos clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[cidade jardim]]></category>
		<category><![CDATA[Ebenezer Howard]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Baseando-se em grande parte na observação das péssimas condições de vida da cidade  liberal, Ebenezer Howard, em livro publicado originalmente em 1898, propôs uma alternativa  aos problemas urbanos e rurais<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/13/ebenezer-howard-e-a-cidade-jardim/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Ebenezer Howard e a Cidade-Jardim</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Baseando-se em grande parte na observação das <a title="Origens do planejamento urbano" href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/as-origens-do-planejamento-urbano/" target="_blank">péssimas condições de vida da cidade  liberal</a>, Ebenezer Howard, em livro publicado originalmente em 1898, propôs uma alternativa  aos problemas urbanos e rurais que então se apresentavam. O livro “To-morrow” (chamado “Garden-cities of To-morrow” na segunda edição, em 1902) apresentou um breve diagnóstico sobre a superpopulação das cidades e suas conseqüências. Segundo ele, essa superpopulação era causada sobretudo pela migração proveniente do campo. Era, portanto, necessário equacionar a relação entre a cidade e o campo.<br />
Howard (1996) fez uma síntese das vantagens e dos problemas tanto de um ambiente como de outro. Ambos atuariam como “ímãs”, atraindo as pessoas para si.<span id="more-204"></span></p>
<table border="0" width="500" cellspacing="0" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td valign="top" width="250">Características do campo:</p>
<ul>
<li>Falta de vida social;</li>
<li>Beleza da natureza;</li>
<li>Desemprego;</li>
<li>Terra ociosa;</li>
<li>Matas;</li>
<li>Bosques, campinas, florestas;</li>
<li>Jornada longa/salários baixos;</li>
<li>Ar fresco – aluguéis baixos;</li>
<li>Falta de drenagem;</li>
<li>Abundância de água;</li>
<li>Falta de entretenimento;</li>
<li>Sol brilhante;</li>
<li>Falta de espírito público;</li>
<li>Carência de reformas;</li>
<li>Casas superlotadas;</li>
<li>Aldeias desertas;</li>
</ul>
</td>
<td valign="top" width="250">Características da cidade:</p>
<ul>
<li>Afastamento da Natureza;</li>
<li>Oportunidades Sociais;</li>
<li>Isolamento das multidões;</li>
<li>Locais de entretenimento;</li>
<li>Distância do trabalho;</li>
<li>Altos salários monetários;</li>
<li>Aluguéis e preços altos;</li>
<li>Oportunidades de emprego;</li>
<li>Jornada excessiva de</li>
<li>rabalho;</li>
<li>Exército de desempregados;</li>
<li>Nevoeiros e seca;</li>
<li>Drenagem custosa;</li>
<li>Ar pestilento e céu sombrio;</li>
<li>Ruas bem iluminadas;</li>
<li>Cortiços e bares;</li>
<li>Edifícios palacianos;</li>
</ul>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em síntese, a cidade era o espaço da socialização, da cooperação e das oportunidades, especialmente de empregos, mas padecia de graves problemas relacionados ao excesso de população e à insalubridade do seu espaço. Por outro lado, o campo era o espaço da natureza, do sol e das águas, bem como da produção de alimentos, mas também sofria de problemas como a falta de empregos e de infra-estrutura, além de uma carência de oportunidades sociais.</p>
<p>A chave para a solução dos problemas da cidade, segundo Howard, era reconduzir o homem ao campo, através da criação de atrativos – ou “ímãs” – que pudessem contrabalançar as forças atratoras representadas pela cidade e pelo campo. Ele argumentou que havia uma terceira alternativa, além das vidas urbana e rural, que seria o que ele chamou de Cidade-Campo (Town-Country). Nessa alternativa, os dois imãs fundiriam-se num só, aproveitando o que há de melhor em cada um deles, e dessa união nasceria “uma nova esperança, uma nova vida, uma nova civilização”(HOWARD, 1996, p. 110).</p>
<p>Com efeito, a proposta de um novo tipo de cidade feita por Howard representou uma ruptura na concepção existente na época, e teve grande influência no pensamento urbanístico posterior (HALL, 2002).</p>
<h3>O desenho da Cidade-Jardim</h3>
<p>O modelo proposto, chamado de Cidade-jardim, deveria ser construído numa área que compreenderia, no total, 2400 hectares, sendo 400 hectares destinados à cidade propriamente dita e o restante às áreas agrícolas. O esquema feito para a cidade assume uma estrutura radial, sendo composto por 6 bulevares de 36 metros de largura que cruzam desde o centro até a periferia, dividindo-a em 6 partes iguais. No centro, seria prevista uma área de aproximadamente 2,2 ha, com um belo jardim, sendo que na sua região periférica estariam dispostos os edifícios públicos e culturais (teatro, biblioteca, museu, galeria de arte) e o hospital. O restante desse espaço central destinar-se-ia a um parque público de 56 ha com grande áreas de recreação e fácil acesso.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/displayimage.php?album=5&amp;pos=2"><img decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/albums/urbanismo/cidade-jardim/normal_cidade-jardim-diagrama-n-2_pb.png" alt="" /></a><br />
<span class="legendas">Esquema da Cidade-Jardim &#8211; Howard (esta imagem pode ser encontrada no <a title="cidade-jardim ebenezer howard" href="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/displayimage.php?album=5&amp;pos=2" target="_blank">banco de imagens</a>)</span></p>
<p>Ao redor de todo o Parque Central estaria localizado o “Palácio de Cristal”, uma grande arcada envidraçada que se destinaria a abrigar as atividades de comércio e a se constituir num jardim de inverno, estando distante no máximo 558m de qualquer morador. Nesse local, poderiam ser comercializadas as mercadorias que requerem “o prazer de escolher e decidir” (HOWARD, 1996, p. 115). Funcionaria também como um jardim de inverno, onde os habitantes poderiam passear ao abrigo da chuva e contemplar a paisagem.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/displayimage.php?album=5&amp;pos=4"><img decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/albums/urbanismo/cidade-jardim/normal_cidade-jardim-diagrama-n-3_pb.png" alt="" /></a><br />
<span class="legendas">Esquema da Cidade-Jardim &#8211; Howard (</span><span class="legendas">esta imagem pode ser encontrada</span><span class="legendas"> no <a title="ebenezer howard - cidade-jardim" href="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/displayimage.php?album=5&amp;pos=4">banco de imagens</a>)<br />
</span></p>
<p>Defronte à Quinta Avenida e ao Palácio de Cristal, existiria um conjunto de casas ocupando lotes amplos e independentes. Mais adiante, estariam os lotes comuns, de cerca de 6,1 x 40m, em número de 5.500. A população estaria próxima de 30.000 habitantes na cidade e 2.000 no setor agrícola. Com isso, a densidade média seria de 200 a 220 pessoas por hectare segundo Hall (2002), o que, de certa forma, contraria a noção geralmente aceita de que a Cidade-Jardim defende baixas densidades habitacionais. Entretanto, utilizando o esquema geral de Howard como base, obteve-se uma área total para a cidade de 416,83 hectares. Para uma população de 30.000 pessoas, portanto, a densidade média bruta seria de 71,97 habitantes por hectare, o que é bem inferior ao estimado por Hall (2002). Calculando apenas a área dos “setores” residenciais (incluindo a Grande Avenida), ter-se-ia aproximadamente 251,72 hectares, o que daria uma densidade média de 119,18 habitantes por hectare, que pode ser considerada uma densidade de baixa a média.</p>
<p>A Grande Avenida dividiria a cidade em duas partes e possuiria 128 m de largura. Ela constituiria, na verdade, mais um parque, com 46,5 ha, e nela estariam dispostas, em seis grandes lotes, as escolas públicas. Também nessa avenida estariam localizadas as igrejas necessárias para atender à diversidade de crenças existentes na cidade.</p>
<p>No anel externo estariam os armazéns, mercados, carvoarias, serrarias, etc., todos defronte à via férrea que circunda a cidade. Dessa forma, o escoamento da produção e a recepção de mercadorias e matéria-prima seria facilitado (e barateado), evitando também a circulação do tráfego pesado pelas ruas da cidade, diminuindo a necessidade de manutenção.</p>
<h3>As receitas da Cidade-Jardim</h3>
<p class="olhos">A Cidade-Jardim tentava converter os lucros em ganhos coletivos.</p>
<p>Howard concebeu um mecanismo engenhoso para viabilizar a criação e a manutenção de uma Cidade-Jardim. Inicialmente, um terreno localizado em área rural deveria ser comprado por um grupo de pessoas, para abrigar a futura cidade. Esse terreno seria comprado por um preço baixo, compatível com o preço de terras rurais, a partir de um financiamento. O aumento do número de habitantes nessas terras seria capaz de diluir os juros do financiamento e de constituir um fundo para ir quitando aos poucos o principal. Assim, a partir de pagamentos relativamente pequenos, os habitantes da Cidade-Jardim poderiam quitar a dívida assumida e ainda obter recursos para as ações coletivas necessárias (construção de edificações públicas, manutenção dos espaços abertos, etc.).</p>
<p>Na área rural, a competição natural entre os produtores, as culturas e os modos de produção deveriam indicar quais produtos seriam cultivados. Aqueles que conseguissem gerar mais renda se estabeleceriam nos arredores da Cidade-Jardim. A renda, entretanto, não seria apropriada por um único indivíduo, já que a terra teria sido adquirida coletivamente. Os benefícios obtidos em termos financeiros pelo aumento do valor da terra e, como conseqüência, pelo incremento da renda fundiária, seriam convertidos em menores impostos e mais investimentos coletivos (HOWARD, 1996).</p>
<h3>Mecanismo de crescimento</h3>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/EbenezerHowardeaCidadeJardim_E359/eh_sistema_cidades_01.png"><img decoding="async" style="margin: 0px 20px 0px 0px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/EbenezerHowardeaCidadeJardim_E359/eh_sistema_cidades_01_thumb.png" alt="eh_sistema_cidades_01" width="215" height="240" align="left" border="0" /></a>Hall (1988, 2002) destaca ainda outro equívoco no que diz respeito às interpretações da Cidade-Jardim. Segundo ele, os autores costumam descrevê-la como um espaço urbano isolado em uma grande área rural. Hall argumenta que Howard propôs, ao contrário, que um sistema de cidades fosse construído dentro de distâncias não  muito grandes. Assim, tão logo a população da primeira cidade-jardim atingisse seu máximo, outra cidade seria construída em local próximo, cuidando entretanto para que uma área rural fosse mantida entre as duas. Estas seriam conectadas por estradas de ferro, que se encarregariam de possibilitar o intercâmbio de mercadorias.</p>
<p>Hall (2002) mostra o que ele chama de “o diagrama perdido”, que mostra a disposição esquemática desse sistema de cidades e que consta apenas da primeira edição do livro de Howard, tendo sido suprimido nas versões seguintes.</p>
<h3>Referência:</h3>
<p>HALL, P. <strong>Cities of tomorrow</strong>: an intellectual history of urban planning and design in the twentieth century. 3rd ed. Oxford, UK?; Malden, MA: Blackwell Publishers, 2002.</p>
<p>HOWARD, E. <strong>Cidades-Jardins de amanhã</strong>. São Paulo: Hucitec, 1996.</p>
<p>Veja também:</p>
<ul>
<li><a title="Álbum da Cidade-Jardim no Banco de Imagens" href="http://urbanidades.arq.br/bancodeimagens/thumbnails.php?album=5">Álbum da Cidade-Jardim no Banco de Imagens</a></li>
<li><a title="Urbanismo" href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/o-urbanismo/" target="_blank">Urbanismo;</a></li>
<li><a href="http://urbanidades.arq.br/2008/03/o-surgimento-do-planejamento-urbano/" target="_blank">O surgimento do planejamento urbano</a>;</li>
<li><a title="Origens do planejamento urbano" href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/as-origens-do-planejamento-urbano/" target="_blank">As origens do planejamento urbano</a>.</li>
</ul>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/13/ebenezer-howard-e-a-cidade-jardim/">Ebenezer Howard e a Cidade-Jardim</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O urbanismo</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/02/19/o-urbanismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 13:48:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigos clássicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O urbanismo, enquanto disciplina, nasceu como uma reação aos problemas trazidos pela Revolução Industrial. Após a intensa industrialização experimentada nessa época, as cidades sofreram um enorme crescimento populacional ocasionado principalmente<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/02/19/o-urbanismo/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O urbanismo</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ourbanismo_95E6/LeCorbusierCidadeModernaCroqui01.jpg"><img decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ourbanismo_95E6/LeCorbusierCidadeModernaCroqui01_thumb.jpg" border="0" alt="Le Corbusier - Cidade Moderna - Croqui 01" width="234" height="244" align="right" /></a> O urbanismo, enquanto disciplina, nasceu como uma reação aos problemas trazidos pela Revolução Industrial. Após a intensa industrialização experimentada nessa época, as cidades sofreram um enorme crescimento populacional ocasionado principalmente pelo êxodo dos trabalhadores rurais em direção às cidades, em busca de empregos e melhores condições de vida. Isso ocasionou uma grande deterioração da qualidade de vida, principalmente por fatores ligados aos aspectos físico-ambientais (sujeira, lixo, doenças, esgoto, densidades excessivas, etc.), que por sua vez ocasionou o surgimento de um novo campo disciplinar que se pretendia científico: o urbanismo.</p>
<p><span id="more-83"></span></p>
<p>Pelo fato de, até então, as intervenções sobre a cidade serem eminentemente de caráter espacial, foram os arquitetos quem tomaram a frente dessa nova diciplina, impondo sua forma de ver a cidade (Taylor, 1998). Com efeito, segundo Kohlsdorf (1985, p. 24), “os urbanistas são, geralmente, arquitetos”.</p>
<p>Entre os primeiros urbanistas estão Tony Garnier, Walter Gropius, Ebenezer Howard, Camillo Sitte e, é claro, Le Corbusier. Suas propostas eram de caráter eminentemente físico, como não poderia deixar de ser, e envolviam preocupações com aspectos como a distribuição das diferentes funções pela cidade, o traçado urbano, a distribuição de densidades e a localização e o desenho das áreas verdes, bem como preocupações com os aspectos estéticos.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ourbanismo_95E6/Kohlsdorf1985p.26CidadeLinearLeCorbusier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ourbanismo_95E6/Kohlsdorf1985p.26CidadeLinearLeCorbusier_thumb.jpg" border="0" alt="Kohlsdorf (1985 - p. 26) - Cidade Linear Le Corbusier" width="360" height="336" /></a><br />
<em>Cidade Linear Industrial de Le Corbusier (Fonte: KOHLSDORF, 1985, p. 26)</em></p>
<p>Estas propostas eram curiosamente distantes dos problemas enfrentados pelas cidades reais, no sentido de que não se propunham a intervir sobre elas para solucioná-los, mas sim propor esquemas considerados como modelos ideais a partir dos quais seriam criadas as condições para uma sociedade mais feliz. Esses esquemas seguiam a tradição da prática arquitetônica e propunham um projeto “final” para a cidade, a ser atingido num horizonte de tempo indeterminado. Esses projetos tinham um nível de detalhamento considerável, através do qual os urbanistas buscavam eliminar as incertezas reduzindo ao máximo as variações possíveis.</p>
<p>Por esse motivo, eram chamados de <em>master plans</em>, ou ainda <em>blueprint plans</em>. Ebenezer Howard, por exemplo, previa suas cidades-jardins com estruturas radiais compostas por 6 bulevares de 36m, formando 6 distritos ou partes iguais.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ourbanismo_95E6/Kohlsdorf1985p.30Cidadejardimhorizontal.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ourbanismo_95E6/Kohlsdorf1985p.30Cidadejardimhorizontal_thumb.jpg" border="0" alt="Kohlsdorf (1985 - p. 30) Cidade jardim - horizontal" width="360" height="146" /></a><br />
<em><span style="font-size: x-small;">Fig. 2 &#8211; Cidade-Jardim de Ebenezer Howard (1898). (Fonte: KOHLSDORF, 1985, p. 30)</span></em></p>
<p>Além disso, o urbanismo dessa época não era baseado na experiência e na pesquisa sobre o modo de funcionamento das cidades. Taylor (1998, p. 14) argumenta que</p>
<blockquote><p>Os planos e as decisões de planejamento eram feitos geralmente baseadas na intuição ou, ao invés disso, baseadas em concepções estéticas simplistas da forma urbana [&#8230;].</p></blockquote>
<p>Apesar disso, muitos dos modelos de cidade foram efetivamente levados a cabo, ainda que de maneira incompleta, em diversos lugares do mundo e com resultados os mais diferentes. No Brasil, um dos exemplos mais ilustres: Brasília.</p>
<p>Em outro post, falaremos sobre a mudança ocorrida na forma de ver a cidade, que passou a ser entendida como um sistema dinâmico, no qual o <strong><span style="text-decoration: underline;">processo </span></strong>de desenvolvimento, portanto, adquiriu importância especial.</p>
<h3>Referências bibiográficas</h3>
<p>KOHLSDORF, Maria Elaine. Breve histórico do espaço urbano como campo disciplinar. In: GONZALES, Sueli et al. <strong>O espaço da cidade &#8211; contribuição à análise urbana</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>
<p>TAYLOR, Nigel. <strong>Urban planning theory since 1945</strong>. London: Sage, 1998.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/02/19/o-urbanismo/">O urbanismo</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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