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	<title>Urbanidades | Posts marcados como gestão democrática - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como gestão democrática - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Uma possível metodologia para a participação popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2014 19:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste post são discutidas algumas críticas à participação popular e suas réplicas, em especial o pouco rendimento das discussões e, em vista disso, a necessidade de capacitação por parte do corpo técnico responsável pela condução do processo. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/02/08/uma-possivel-metodologia-para-a-participacao-popular/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Uma possível metodologia para a participação popular</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/02/08/uma-possivel-metodologia-para-a-participacao-popular/">Uma possível metodologia para a participação popular</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo com os posts sobre <a title="Participação popular" href="http://urbanidades.arq.br/2014/01/a-importancia-da-participacao-popular/" target="_blank">participação popular</a>, uma objeção que com frequência é feita é a de que, com ela, é impossível chegar a resultados em tempo hábil. Isso aconteceria, supostamente, porque as assembleias e demais fóruns de discussão participativa seriam demasiado dispersos, sujeitos a toda sorte de manipulações, desvios dos assuntos em pauta, discussões paralelas, falta de foco, etc. Em <a title="Guia do facilitador - participação popular" href="http://urbanidades.arq.br/2008/01/guia-do-facilitador-no-planejamento-participativo/" target="_blank">post anterior</a> aqui do Urbanidades, mostrei um esquema bastante interessante do Kaner (1996) sobre a progressão dos esforços de discussão:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/01/kaner_1996.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-77" alt="" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/01/kaner_1996.jpg" width="640" height="267" /></a><br />
<span class="legendas">(KANER, 1996)</span></p>
<p>No modo tradicional, cada novo assunto é iniciado e, logo em seguida, há uma ansiedade para que ele seja encerrado com algum tipo de decisão. Obviamente, isso cria problemas de entendimento, de supersimplificação e de falta de comprometimento para com a decisão tomada. De certa forma, explica as críticas que Vainer (2000) faz ao planejamento estratégico e seu consenso empurrado goela abaixo dos participantes. Outra maneira tradicional segundo a qual esses processos se desenrolam é chegar até a zona de discussão e então arrastar-se indefinidamente por ela, esgotando prazos e impossibilitando a tomada de decisões. Essa maneira é a que está representada na crítica aos processos participativos mencionada no primeiro parágrafo.<span id="more-1220"></span></p>
<p>Entretanto, há algo que precisa ser mencionado. Ainda que tais receios sejam legítimos e muitas vezes precisos em seu diagnóstico, eles não são de maneira alguma justificativa para atropelar a participação e voltar à velha postura tecnocrática que tem imperado no planejamento urbano há tanto tempo. É preciso ter consciência, por mais paradoxal que possa parecer, de que uma boa e frutífera participação popular só é possível com uma boa técnica. Ou seja: não dá para &#8220;jogar&#8221; em um salão dois ou três técnicos formados sob os paradigmas do milênio passado e esperar que eles possam improvisar uma participação popular minimamente satisfatória. Pelo menos não sem um estudo cuidadoso e aprofundado de métodos participativos, teoria do planejamento, instrumentos de interação, teoria e métodos de decisão, e assim por diante. Mesmo que esses  temas não constem da formação recebida pelos Arquitetos e Urbanistas (e até hoje parecem não ter sido incorporadas aos currículos), há extensa literatura disponível e até mesmo <a href="http://www.scordioli.com.br/php/index.php" target="_blank">cursos de capacitação</a> que podem ser buscados como forma de preencher essa importante lacuna.</p>
<p>Em outras palavras, o que quero dizer é que grande parte dos problemas de participação popular são causados por imperícias técnicas na organização dos eventos, na forma como as contribuições são geradas e, especialmente, como são organizadas, compatibilizadas, esclarecidas, disseminadas e priorizadas. Sem isso, não há como a participação funcionar. No diagrama acima, essas etapas correspondem à zona convergente e à de fechamento.É especialmente nelas que os técnicos têm se mostrado deficientes na condução de processos participativos. Na melhor das hipóteses, apressam-se para votações, que dão a sensação de proporcionarem uma saída democrática para as decisões mas, em muitos casos, são provenientes de uma tentativa de sufocar as discussões e de evitar deliberações no sentido de interromper o processo para buscar mais informações consideradas necessárias. São, em suma, formas de evitar o entendimento pleno da questão em discussão. Na pior das hipóteses, resultam em atitudes autoritárias como as de duas gestões municipais consecutivas em Florianópolis, que <a href="http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/108434-prefeitura-de-florianopolis-da-continuidade-ao-plano-diretor-sem-nucleo-gestor.html" target="_blank">dissolveram o Núcleo Gestor do PD(P?)</a> e tomaram as decisões mais importantes do plano, estruturais, em gabinete.</p>
<p>Aí podemos entrar em outra discussão: será que todos os casos de imperícia que vemos por aí são realmente fruto de um desconhecimento, ou são também &#8220;incentivados&#8221; como uma forma de empurrar com a barriga as decisões até um ponto em que o processo esteja esvaziado e elas sejam tomadas por aqueles que estão à frente do processo (prefeitura, vereadores, etc.), sem enfrentar resistência? Isso deve ser analisado caso a caso, é claro, mas não tenho dúvidas de que acontece com mais frequência do que gostaríamos de acreditar.</p>
<p>De qualquer forma, segue um artigo publicado por mim e pela Geógrafa Eugenia Karnaukhova, em 2007, sobre a metodologia montada por nós para extrair os objetivos gerais e as principais estratégias a serem trabalhadas no PD a partir de eventos participativos. Essa metodologia não é infalível, obviamente, e por já ter quase 7 anos ela certamente pode ser atualizada, mas pode servir como base para novas metodologias, adaptadas às particularidades de cada Município. Especialmente interessante, na minha opinião, foi o trabalho com grandes temas e sua organização através de mapas de relações meios e fins. Nos eventos, essa parte mostrou-se bastante rica, com boa participação e receptividade dos participantes e com boa capacidade de esclarecer os problemas que estavam sendo tratados. A imagem abaixo ilustra um desses mapas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1221" alt="" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-500x348.jpg" width="500" height="348" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-500x348.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-300x209.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-768x535.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-50x35.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-200x139.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner.jpg 1200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Mapas de relações meios e fins para temas em um processo participativo (SABOYA; KARNAUKHOVA, 2007)</span></p>
<p>As setas foram construídas participativamente, perguntando aos participantes quais aspectos eram &#8220;causa&#8221; de outros aspectos e quais eram consequências. Com isso, a população se via obrigada a pensar um pouco mais sistêmica e globalmente, ao invés de pensar apenas naqueles problemas específicos que lhes incomodavam mais. Isso ajuda-as (e a nós também!) a perceber a trama de relações que existem nas cidades e no território, e que as ações em uma esfera possuem implicações que ultrapassam seus limites específicos, influenciando aspectos às vezes bastante diferentes à primeira vista. Aos poucos, com o auxílio de um software (<a href="http://cmap.ihmc.us/" target="_blank">Cmaps</a>), os temas foram sendo organizados e aqueles mais gerais (mais &#8220;fim&#8221;) subiam, enquanto que os mais operacionais e específicos (mais &#8220;meio&#8221;) desciam.</p>
<p>Depois disso, fazíamos uma priorização preliminar dos temas (ou áreas de preocupação), seguida de uma discussão sobre o resultado, e então uma nova e definitiva rodada de priorização. Essa discussão intermediária permitia conhecer as prioridades iniciais e discuti-las, com os participantes desafiando e justificando posições. Era um dos momentos mais ricos de todo o processo, porque permitia a discussão de uma forma clara e focada, com uma referência visual que ficava acessível a todos como um quadro de referência. Não era raro que elas resultassem em mudanças na priorização final. Após esta última, os objetivos gerais eram propostos a partir dos temas situados mais acima do mapa, e as estratégias a partir dos temas localizados mais na porção intermediária (nem muito gerais, nem muito específicos).</p>
<p>Se tiver interessse em ler o artigo completo, é só clicar aqui:</p>
<p><a title="Uma Metodologia para a Obtenção de Possíveis Objetivos e Eixos Estratégicos para Planos Diretores a partir dos Dados da Leitura Comunitária" href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Saboya-Karnaukhova-ANPUR-2007.pdf">Uma Metodologia para a Obtenção de Possíveis Objetivos e Eixos Estratégicos para Planos Diretores a partir dos Dados da Leitura Comunitária</a></p>
<h3>Referências</h3>
<p>KANER, S. et al. <strong>Facilitator’s guide to participatory decision-making</strong>. Gabriola Island: New Society Publishers, 1996.</p>
<p>SABOYA, R.; KARNAUKHOVA, E. Uma metodologia para a obtenção de possíveis objetivos e eixos estratégicos para planos diretores a partir dos dados da leitura comunitária. In: <strong>Anais do XII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional</strong>. Belém: 2007.</p>
<p>VAINER, C. B. Pátria, empresa e mercadoria: notas sobre a estratégia discursiva do Planejamento Estratégico Urbano. In: ARANTES, O. B. F.; MARICATO, E.; VAINER, C. (Eds.). <strong>A cidade do pensamento u?nico</strong>: desmanchando consensos. Colec?a?o Zero a? esquerda. 2a ed ed. Petro?polis: Editora Vozes, 2000.</p>
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		<title>Queremos mais transparência na política urbana</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/01/30/queremos-mais-transparencia-na-politica-urbana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jan 2011 21:15:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a "onda" da elaboração dos planos diretores passando, por conta do prazo estabelecido pelo Estatuto da Cidade, é hora de nos voltarmos aos aspectos de implementação da política urbano expressos no PD. Para isso, uma condição essencial é que haja transparência na condução da política, de forma que o controle social possa ser exercido. Neste post eu examino essa questão no que diz respeito ao PD de Florianópolis. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/01/30/queremos-mais-transparencia-na-politica-urbana/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Queremos mais transparência na política urbana</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a &#8220;onda&#8221; da elaboração dos planos diretores passando, por conta do prazo estabelecido pelo Estatuto da Cidade, é hora de nos voltarmos aos aspectos de implementação da política urbana expressos no PD. Para isso, uma condição essencial é que haja transparência na condução da política, de forma que o controle social possa ser exercido.</p>
<p>Vivemos em um contexto em que, historicamente, a possibilidade de participar das decisões sobre os rumos de nossas cidades nos tem sido sistematicamente negada. Agora, essa possibilidade é garantida por lei. O EC estabelece como uma das diretrizes gerais para a política urbana, no seu artigo 2º:</p>
<blockquote><p>II &#8211; gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;</p></blockquote>
<p>Portanto, a participação é garantida não apenas na formulação, mas também na execução e acompanhamento das medidas necessários a um adequado desenvolvimento urbano.</p>
<p><span class="olhos"> Para haver controle social é preciso haver transparência na condução da política urbana</span>Entretanto, sabemos que no Brasil há um abismo entre a letra da lei e a realidade, e no campo do urbano isso não poderia ser diferente, visto que este é palco e agente ativo de inúmeras e importantes práticas para a reprodução social, muitas delas calcadas fortemente em aspectos espaciais. Não é a toa que o espaço da cidade é fragmentado, desigual, segregado, injusto, opressivo (mas apenas a determinadas camadas socioecoômicas) e por aí afora. Ele é reflexo da sociedade, pode ser entendido como a materialização concreta de seus valores.</p>
<p>Mas não nos enganemos: o espaço da cidade não é apenas reflexo da sociedade, mas também um agente ativo na conformação dessa mesma sociedade, contribuindo para afastar ou aproximar os desiguais, para concentrar ou distribuir renda, para oprimir ou liberar&#8230; Apesar do determinismo espacial estar superado, não podemos negar a importância que o espaço possui em processos sociais e econômicos.</p>
<p>Mas este post pretende levantar outra questão, que é a da necessidade de transparência e &#8220;accountability&#8221;, ou prestação de contas, com relação aos rumos da política urbana. Mais especificamente, à <span style="text-decoration: underline;">falta </span>de transparência. Vou ilustrar meu ponto de vista usando Florianópolis como exemplo, mas tenho razões para acreditar que situações muito semelhantes sejam frequentes em outros municípios Brasil afora.</p>
<h3>O Plano Diretor de Florianópolis: contra-exemplo de transparência</h3>
<p>Começando pelo ponto mais básico, o Plano Diretor data de 1997, portanto 13 anos. Ainda assim, ele abarca apenas uma porção do Município. Os balneários possuem plano próprio, datado de 1985. A elaboração do novo plano arrasta-se há nada mais nada menos que quatro anos e meio. Como parâmetro de comparação, São Paulo elaborou seu PD em menos de dois anos, e tem uma população muitas vezes maior.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-863" title="pmf_site" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site-500x585.jpg" alt="" width="500" height="585" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site-500x585.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site-256x300.jpg 256w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site-768x899.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site-43x50.jpg 43w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site-171x200.jpg 171w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/01/pmf_site.jpg 1022w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Site da <a href="http://portal.pmf.sc.gov.br/" target="_self" rel="noopener">Prefeitura de Florianópolis</a> em 30.01.2011. Nenhum link direto para o Plano Diretor.</span></p>
<p>Seria de se esperar, no mínimo, que o PD de 1997 estivesse amplamente acessível à consulta de qualquer interessado, então vejamos o que é necessário fazer para acessá-lo via Internet.</p>
<ol>
<li>Abri o site da Prefeitura. Nenhum link ou chamada para o plano diretor.</li>
<li>Acessei o link &#8220;leis municipais&#8221; e busquei por &#8220;plano diretor&#8221;. Aparecem 23 páginas de resultados a serem checadas uma a uma em busca do PD. Não há nenhuma ordenação por relevância do resultado.</li>
<li>Na 12ª página está o link para o <a href="http://www.leismunicipais.com.br/cgi-local/showingimg.pl?number=1&amp;year=1997&amp;city=Florian%F3polis&amp;state=SC&amp;typ=c&amp;wordkeytxt=plano%20diretor" target="_blank" rel="noopener">PD Florianópolis</a>.</li>
</ol>
<p>Quando o link é acessado, apenas o texto da lei está disponível. Nenhum mapa, nenhum perfil de ruas, nada que não seja textual. Tampouco os anexos constam do site, apesar de serem essenciais para um bom entendimento do plano:</p>
<p>I &#8211; mapas de zoneamento nº 01 a nº 06 em escala 1:10.000;<br />
II &#8211; tabelas de adequação dos usos e atividades às áreas;<br />
III &#8211; tabelas da periculosidade das atividades industriais;<br />
IV &#8211; tabela dos limites de ocupação;<br />
V &#8211; tabela dos padrões para estacionamento;<br />
VI &#8211; tabela do sistema viário;<br />
VII &#8211; desenhos dos perfis transversais de vias.</p>
<p><span class="olhos">Como é possível acompanhar a implementação do Plano Diretor se nem o zoneamento está acessível?</span>Até algum tempo atrás, era possível visualizar o zoneamento no site da SUSP, realizando uma consulta de viabilidade on-line. Entretanto, desde o episódio da <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1612536-EI5030,00.html" target="_self" rel="noopener">Moeda Verde</a> essa ferramenta está indisponível. A desculpa, à época, foi a de que os servidores do IPUF haviam sido confiscados pela Polícia Federal para averiguação. Quatro anos se passaram e, até agora, nada.O site da Prefeitura anuncia a implementação do serviço &#8220;<a href="http://portal.pmf.sc.gov.br/entidades/governo/?cms=consulta+de+viabilidade+on+line" target="_blank" rel="noopener">ainda antes de 2009</a>&#8220;, mas um click no banner correspondente à direita retorna à mesma página. No pró-cidadão, a página de <a href="http://www.pmf.sc.gov.br/procidadao/index.php?link=mostra_servico&amp;codigoServico=109" target="_blank" rel="noopener">consulta de viabilidade</a> limita-se apenas a descrever os procedimentos e documentos necessários, mas não faz nenhuma menção sobre onde seria possível consultar o zoneamento.</p>
<p>Ou seja, como cidadão de Florianópolis eu não posso acessar o zoneamento do município para consultar os limites de ocupação em uma determinada área. Essa informação simplesmente não está disponível na Internet. Como é possível, então, colaborar para o controle social sobre a política urbana? Como eu posso saber se meu vizinho está cumprindo o plano diretor? Como eu posso saber o que está sendo pensado para o território em termos de densidade de ocupação? Como eu posso saber o que está sendo modificado no zoneamento?</p>
<h3>A Câmara Municipal</h3>
<p>Para responder a esta última pergunta, fui consultar o site da <a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CBcQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.cmf.sc.gov.br%2F&amp;ei=dNNFTdr6OMH58Aa696HkAQ&amp;usg=AFQjCNF-ERdXnjht_tqWXrY5deClzzLMSQ" target="_self" rel="noopener">Câmara Municipal de Florianópolis</a>, para ver se era possível acessar o plano e também verificar as mudanças mais recentes no zoneamento. O quadro é o mesmo. Na seção Downloads, há um link para o anteprojeto do PD elaborado pelo Instituto Cepa, mas não há link para o plano em vigor. Na seção legislação, uma busca por &#8220;plano diretor&#8221; retorna 45 documentos, entre os quais a lei do plano diretor do distrito sede, mas igualmente sem os anexos.</p>
<p><span class="olhos">Enquanto o novo plano é elaborado, a Prefeitura e a Câmara seguem modificando o zoneamento atual, e negligenciam o processo participativo.</span>Nesse versão do PD, entretanto, há uma informação importante: ao final do texto da lei há um registro bastante longo (mas será completo?) das alterações realizadas na lei. É notável a quantidade de &#8220;alterações de zoneamento&#8221;. Foram 20 alterações desde agosto de 2006, quando teve início a elaboração do novo PD, apenas no distrito sede, sem contar com os balneários (onde ocorre boa parte da especulação imobiliária na Ilha). Isso quer dizer que, enquanto a prefeitura enrola com a aprovação do plano por quatro anos e meio, a Câmara continua aprovando modificações no zoneamento do plano antigo, mostrando de forma inequívoca seu desprezo pelo processo participativo, pela importância de um plano diretor e pela possibilidade de que ele seja pensado, discutido e deliberado em conjunto, buscando uma visão geral para a cidade ao invés de ser recheado de pequenas modificações pontuais, interesseiras e descontextualizadas.</p>
<h3>O que eu gostaria de ver no que diz respeito à transparência?</h3>
<p>Para que haja transparência na gestão urbana, esses são os conteúdos mínimos que eu julgo essenciais que estejam disponíveis a qualquer interessado, especialmente (mas não apenas) de forma online:</p>
<ul>
<li>Mapa de zoneamento de uso e ocupação do solo atualizado, ou seja, refletindo todas as modificações realizadas desde a sua aprovação inicial, de preferência com links para a documentação do processo de aprovação.</li>
<li>Íntegra de todas as leis relativas à política urbana, incluindo anexos, diagramas, tabelas, mapas, etc.</li>
<li>Resumo e relatório completo das atas de audiências públicas realizadas para a aprovação de cada uma das leis relativas à política urbana, inclusive alterações ao plano diretor, por menor que sejam. Nela devem constar o horário e local da audiência, forma e data da divulgação, quantidade de pessoas presentes, metodologia de discussão e deliberação, alternativas levantadas (e não apenas a alternativa final aprovada) e demais informações relevantes;</li>
<li>Estudos técnicos realizados para embasar as decisões envolvidas na aprovação das leis referidas acima, com indicação dos profissionais responsáveis e conclusões alcançadas;</li>
<li>Íntegra dos projetos de lei propostos, com justificativas técnicas e políticas documentadas;</li>
<li>Cadastro das licenças de construção e parcelamento concedidas, com especificação do profissional responsável pela liberação e do fiscal responsável pela verificação da adequação da obra ao que foi aprovado.</li>
</ul>
<p>E você, o que acha desse assunto? Como é a questão da transparência no seu município? Opine nos comentários.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/01/30/queremos-mais-transparencia-na-politica-urbana/">Queremos mais transparência na política urbana</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Pronto para voto, Plano Diretor &#8220;secreto&#8221; deve beneficiar mercado imobili&#225;rio</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 16:16:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emendado às pressas na Câmara, documento pode passar sem debate com a sociedade Fonte: Instituto Polis Os vereadores trabalham em silêncio e em ritmo acelerado para fechar os últimos detalhes<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Pronto para voto, Plano Diretor &#8220;secreto&#8221; deve beneficiar mercado imobili&#225;rio</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Emendado às pressas na Câmara, documento pode passar sem debate com a sociedade</em></p>
<p><em>Fonte: <a title="PD São Paulo" href="http://www.polis.org.br/noticias_interna.asp?codigo=1002" target="_blank">Instituto Polis</a><br />
</em></p>
<p>Os vereadores trabalham em silêncio e em ritmo acelerado para fechar os últimos detalhes da proposta final de revisão do Plano Diretor – e podem colocar a proposta em votação a qualquer momento. A combinação de segredo e celeridade é perversa, já que dessa forma a sociedade ficou completamente alijada das discussões sobre o documento que é a base legal que vai orientar o planejamento e o crescimento da cidade nos próximos anos.</p>
<p>A leitura do projeto já foi feita para a Comissão de Política Urbana da Câmara dos Vereadores, em reunião secreta, bem distante dos olhos e das eventuais críticas da população, meios de comunicação e demais organizações sociedade civil. Ontem, o texto foi lido para os demais parlamentares – e até segunda-feira ninguém mais, além dos parlamentares, tinha conhecimento do <a href="http://www.polis.org.br/utilitarios/editor2.0/UserFiles/File/revisaoplanodiretorsp.pdf">texto completo</a>. O documento foi finalmente colocado na internet ontem, mas sem a devida publicidade.</p>
<p>Até agora, foram poucos os veículos que publicaram reportagens sobre o texto final.</p>
<p>Mais de 200 organizações, entre movimentos de moradia e entidades da sociedade civil se mobilizam para fazer ser ouvida a insatisfação generalizada com o processo. Um ato público está marcado para o dia <strong>2 de junho, às 10h, em frente à Câmara dos Vereadores</strong>.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/saoPaulo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="sao Paulo" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/saoPaulo_thumb.jpg" border="0" alt="sao Paulo" width="500" height="375" /></a><br />
Foto: <a title="Foto Rodrigo Soldon" href="http://www.flickr.com/photos/soldon/3405021082/" target="_blank">Rodrigo Soldon</a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/">Pronto para voto, Plano Diretor “secreto” deve beneficiar mercado imobiliário</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
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		<title>PD Florian&#243;polis: cr&#244;nica de uma morte anunciada</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/04/25/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2010/04/25/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 02:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[ultrajes urbanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Plano Diretor de Florianópolis está agonizando, antes mesmo de ser elaborado. O último mês provou que Florianópolis ainda é capaz de resistir às arbitrariedades do Poder Público e lutar<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/25/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">PD Florian&#243;polis: cr&#244;nica de uma morte anunciada</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Plano Diretor de Florianópolis está agonizando, antes mesmo de ser elaborado. O último mês provou que Florianópolis ainda é capaz de resistir às arbitrariedades do Poder Público e lutar por um processo participativo e democrático na elaboração do seu plano diretor. Com protestos fervorosos, conseguiu impedir a “apresentação” de um plano ilegítimo, feito sem participação popular, e adiar a entrega à Câmara, ganhando mais tempo para tentar reverter o processo.</p>
<p>Esse quadro já se desenhava, entretanto, há algum tempo. Este post é uma tentativa de sistematizar alguns aspectos do processo dividindo-o em quatro grandes fases, buscando esclarecer as condições que levaram a essa morte, desde há muito já anunciada.</p>
<p><span id="more-588"></span></p>
<h3>Fase 1: participação e desorganização</h3>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ng_distritos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright" style="display: inline; border-width: 0px;" title="ng_distritos" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ng_distritos_thumb.jpg" border="0" alt="ng_distritos" width="300" height="235" /></a>O  início da elaboração do plano aconteceu em meados de 2006 (!) e, apesar de uma flagrante falta de metodologia e organização para os trabalhos, mostrou-se promissora, especialmente em comparação com as experiências pregressas. O Núcleo Gestor foi definido em audiência pública, sendo que a composição final aprovada foi uma proposta proveniente dos movimentos sociais e aprovada por votação de todos os presentes, incorporando ao NG os representantes de cada um dos 13 distritos do Município.</p>
<p>Seguiu-se um período de intensa participação, tanto nas reuniões no NG quanto nas audiências distritais com vistas a eleger os representantes de cada distrito no NG. As discussões foram muito limitadas nesses eventos, com os participantes discorrendo sobre os mais diversos assuntos, mas proporcionou um bom momento para uma primeira aproximação aos problemas e às realidades específicas das diversas partes do Município. Serviu também como um aquecimento e uma espécia de mobilização e conscientização sobre o Plano Diretor.</p>
<p>Foi durante essa fase também que começaram os conflitos. A audiência dos Ingleses quase acabou em violência, e os representantes do Centro e do Pântano do Sul tiveram sua legitimidade contestada pelos candidatos derrotados. Eram os atores políticos lutando para ocuparem os espaços de decisão e, assim, poderem defender seus pontos de vistas e interesses e, teoricamente, também os interesse das comunidades que estavam representando.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ad_08_rio_vermelho_2006_12_0606_1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="ad_08_rio_vermelho_2006_12_06-06_1" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ad_08_rio_vermelho_2006_12_0606_1_thumb.jpg" border="0" alt="ad_08_rio_vermelho_2006_12_06-06_1" width="500" height="375" /></a><br />
Audiência distrital no Rio Vermelho – Dezembro/2006</p>
<p>Nos bastidores, era visível a dificuldade do Ipuf em conduzir o processo, seja pela falta de experiência em processos participativos, pela carência de pessoal, ou ainda pela baixa prioridade atribuída ao plano pelo Poder Executivo. Nenhuma metodologia compreendendo todo o processo foi apresentada para discussões no NG por um bom tempo, o que causou ansiedade e muito desperdício de tempo e energia. As poucas tentativas de estabelecer tal metodologia foram tímidas e não tiveram continuidade, no sentido de não terem sido devidamente discutidas no NG e, assim, não terem sido consolidadas como um “plano” a ser seguido para a elaboração do plano diretor.</p>
<p>Por outro lado, os componentes do NG também não contribuíram para a eficiência no processo. Na ânsia de ver atendidas suas reinvindicações, muitas vezes “represadas” por muitos anos, mais e mais demandas eram trazidas para o âmbito do NG, demandas essas que na maioria das vezes não eram atribuição dessa instância. Com isso, a definição da metodologia do processo e o regimento geral da elaboração do PD, a ser aprovado em lei, que deveriam ser a principal prioridade número, foram negligenciados. Horas e horas de reunião foram desperdiçadas em debates que pouco ou nada contribuíram para a evolução do plano.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/reuniao_ng_2006_11_2103.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="reuniao_ng_2006_11_21 - 03" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/reuniao_ng_2006_11_2103_thumb.jpg" border="0" alt="reuniao_ng_2006_11_21 - 03" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC04144.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="DSC04144" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC04144_thumb.jpg" border="0" alt="DSC04144" width="500" height="375" /></a><span class="legendas"><br />
Reuniões improdutivas do Núcleo Gestor: responsabilidade conjunta dos membros do NG e da (falta de) condução da Prefeitura.</span></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/leitura_tecnica_capa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; margin: 0px 0px 0px 10px; border-width: 0px;" title="leitura_tecnica_capa" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/leitura_tecnica_capa_thumb.jpg" border="0" alt="leitura_tecnica_capa" width="169" height="240" align="right" /></a> Os anos de 2007 e 2008 transcorreram dessa forma, com pouca produtividade mas com níveis relativamente altos de participação. Diversos segmentos da sociedade promoveram debates e seminários para discutir propostas para o Município, dentre os quais podem ser citadas as iniciativas do IAB-SC, da UFSC e o Floripa Real, realizado pelos movimentos sociais. A Leitura Comunitária foi realizada nos distritos, que se reuniram inicialmente de forma autônoma para discutirem seus problemas e suas demandas, bem como para obter consenso quanto às propostas a serem defendidas para o Distrito. Posteriormente, o Ipuf promoveu audiências em cada um dos distritos para que essas diretrizes fossem oficializadas. Essas diretrizes são a principal fonte dos conflitos das fases posteriores (chamadas aqui de fases 3 e 4).</p>
<p>Ainda em 2008, uma leitura técnica foi discretamente anunciada. Nenhuma audiência foi realizada para divulgá-la nem para discuti-la. Além disso, ela estava visivelmente incompleta, faltando, por exemplo, o levantamento das áreas de proteção ambiental do Município. O documento foi disponibilizado mas o site do plano foi retirado do ar e só em final de 2009 voltou a operar. Ainda assim, esse documento da leitura não foi disponibilizado novamente. Chega a ser intrigante a falta de menção a esse documento por parte da Prefeitura e da equipe técnica contratada para  concluir o plano.</p>
<h3>Fase 2: rompimento</h3>
<p>No início de 2009, após a posse do prefeito reeleito, este decidiu romper totalmente com a participação popular no plano diretor, sendo que a ação mais incisiva nesse sentido foi a dissolução do Núcleo Gestor, mesmo este sendo a instância responsável pela coordenação do processo. É preciso compreender a radicalidade dessa ação e sua importância para o completo descarrilamento do plano diretor de Florianópolis. O Estatuto da Cidade diz, no seu artigo 2o:</p>
<blockquote><p>Art. 2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>II &#8211; gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano; (Lei 10.257/2001)</p></blockquote>
<p>Fica claro que a participação da população deve acontecer em todas as etapas da elaboração de todos os instrumentos (planos, programas e projetos) de desenvolvimento urbano. Já a Resolução 25 diz o seguinte:</p>
<blockquote><p>Art. 3º O processo de elaboração, implementação e execução do Plano diretor deve ser participativo, nos termos do art. 40, § 4º e do art. 43 do Estatuto da Cidade.</p>
<p>§1º <span style="text-decoration: underline;">A coordenação do processo participativo de elaboração do Plano Diretor deve ser compartilhada</span>, por meio da efetiva participação de poder público e da sociedade civil, em <span style="text-decoration: underline;">todas as etapas do processo</span>, desde a elaboração até a <span style="text-decoration: underline;">definição dos mecanismos para a tomada de decisões</span>. (Resolução 25/2005 – Concidades – grifo nosso)</p></blockquote>
<p>Portanto, dissolver o Núcleo Gestor foi uma ação arbitrária e que ataca frontalmente o princípio da gestão democrática garantido pelo Estatuto da Cidade. Mais que isso, representou um profundo rompimento com todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, tinham dedicado seu tempo e energia à elaboração do plano até então. O mínimo de confiança e de espírito de cooperação que havia sido construído durante esses dois anos e meio foram violentamente interrompidos.</p>
<div class="olhos">O principal e mais grave acontecimento da fase de rompimento foi a dissolução do Núcleo gestor.</div>
<p>Segundo a Prefeitura, o plano entrou em uma fase “técnica”, onde os estudos e a proposta seriam confeccionados por uma consultoria argentina (Fundación CEPA), como se a parte “técnica” não precisasse de nenhum controle social e, portanto, a participação pudesse ser suspensa nessa fase. Curiosamente, a leitura técnica já havia sido disponibilizada ainda em 2008, conforme já citado, então não ficou claro qual é exatamente a parte técnica a ser executada. Sabemos que uma proposta de diretrizes não pode ser resolvida em bases puramente técnicas, uma vez que deve, necessariamente, levar em consideração os valores da sociedade. Esses valores não podem ser determinados tecnicamente, e a Leitura Comunitária foi apenas um primeiro passo na direção de identificar esses valores.</p>
<p>Entretanto, toda proposta de diretrizes para o desenvolvimento urbano envolve o enfrentamento e a resolução de valores conflitantes, como é o caso, por exemplo, das ocupações de baixa renda em áreas de proteção ambiental. Ao mesmo tempo em que é desejável a não remoção das pessoas que ali moram (e que o fizeram porque não tiveram outra alternativa), também é desejável a proteção à vegetação e às dunas ocupadas. Tal conflito de valores não pode ser resolvido tecnicamente, uma vez que é praticamente impossível atingir soluções técnicas que respondam a todos os objetivos.</p>
<p>Por isso, é preciso haver uma pactuação entre os diversos atores, no sentido de consensuar quais serão os valores priorizados, e em quais termos, e isso só é possível mediante a participação da sociedade. Entretanto, nesse período, que durou até a segunda metade de 2009, houve pouca movimentação em termos de audiências e eventos participativos.</p>
<h3>Fase 3: pseudoparticipação e pseudotecnicismo</h3>
<p>Em Novembro de 2009, a prefeitura retomou o processo com uma audiência pública que tinha como objetivo divulgar as diretrizes do plano diretor, que teoricamente seriam a junção das diretrizes comunitárias com as diretrizes técnicas. A Leitura Técnica original, de 2008, continuou sem divulgação. Tampouco foi explicada a metodologia utilizada para conciliar as visões técnica e comunitária.</p>
<p>O resultado foi um conjunto de 33 macrodiretrizes que deveriam guiar a elaboração do plano, supostamente derivadas de 3240 sugestões oriundas da leitura comunitária e, aparentemente, da leitura técnica.</p>
<p>A seguir, foram realizadas 3 oficinas, de 3 dias cada uma, com o objetivo de “discutir” a proposta elaborada pela Fundação CEPA. Os temas “discutidos” (sempre entre aspas) foram:</p>
<ol>
<li>modelo espacial do plano diretor;</li>
<li>macrozoneamento ;</li>
<li>microzoneamento.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="macro_pdp_01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_01_thumb.jpg" border="0" alt="macro_pdp_01" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="macro_pdp_02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_02_thumb.jpg" border="0" alt="macro_pdp_02" width="500" height="375" /></a><br />
<span class="legendas">Oficinas de discussão (e nenhuma deliberação) do macrozoneamento.</span></p>
<p>Tais oficinas foram marcadas por uma <strong>pseudoparticipação</strong> e um <strong>pseudotecnicismo</strong>.</p>
<div class="olhos">A grande preocupação se concretizou: tentaram instalar uma democracia de fachada.</div>
<p><strong>Pseudoparticipação</strong> porque as propostas foram unicamente apresentadas à população, com possibilidade dos presentes apenas opinarem sobre o que estavam vendo. Nenhuma das sugestões foi discutida nem deliberada em conjunto. Os técnicos no máximo rebatiam um ou outro argumento com colocações imprecisas, e não havia nenhum procedimento para aprofundamento dos pontos de vista.</p>
<p>Além disso, para todos os presentes, com exceção dos funcionários do Poder Público, aquela era a primeira vez que estavam vendo a proposta, o que certamente limitou a capacidade de avaliação de todos os aspectos da mesma. Tal prática violou o que está definido pela Resolução 25 do Conselho das Cidades:</p>
<blockquote><p>Art. 4º No processo participativo de elaboração do plano diretor, a publicidade, determinada pelo inciso II, do § 4º do art. 40 do Estatuto da Cidade, deverá conter os seguintes requisitos:</p>
<p>I – ampla comunicação pública, em linguagem acessível, através dos meios de comunicação social de massa disponíveis;</p>
<p>II- ciência do cronograma e dos locais das reuniões, da apresentação dos estudos e propostas sobre o plano diretor <span style="text-decoration: underline;">com antecedência de no mínimo 15 dias</span>;</p>
<p>III- publicação e divulgação dos resultados dos debates e das propostas adotadas nas diversas etapas do processo; (Resolução 25/2005 – Concidades – grifo nosso)</p></blockquote>
<p>Ora, é evidente a razão para tal exigência: se para um profissional da área já não é fácil compreender uma proposta desse tipo, consumindo tempo e atenção na leitura da proposta, imagine para as pessoas que não tiveram treinamento no tema e não têm familiaridade com os instrumentos urbanísticos. É óbvio que elas necessitam de tempo para se prepararem, estudando o plano e consultando especialistas que possam auxiliá-las a compreender o que está sendo proposto.</p>
<p>O <strong>pseudotecnicismo</strong> refere-se à total falta de justificativa técnica para as diretrizes propostas apresentadas pela equipe técnica. Os exemplos disso são inúmeros, portanto vou limitar-me a apenas dois.</p>
<div class="olhos">Sem embasamento técnico não é possível justificar uma proposta de plano diretor, especialmente os aspectos que são contrários ao que a comunidade definiu.</div>
<p>O primeiro deles aconteceu quando a equipe técnica foi questionada sobre as bases sobre as quais foi proposto o sistema de mobilidade urbana. Foram feitas pesquisas de origem / destino? Estudos de demanda por bairros?Localização dos empregos e das moradias? Como foi diagnosticado o problema da mobilidade? A resposta dada foi que a equipe técnica já havia elaborado planos de mobilidade para mais de 40 cidades no mundo, dando a entender, portanto, que isso era motivo suficiente para acreditar que a proposta apresentada era adequada. Isso é uma falácia chamada “<a title="Falácia Apelo à Autoridade" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Appeal_to_authority" target="_blank">Apelo à Autoridade</a>”, e falácias são inadmissíveis em um processo democrático de obtenção de consenso.</p>
<p>O segundo exemplo aconteceu quando a equipe técnica foi questionada sobre a relação entre a previsão do crescimento da população e a quantidade de pessoas previstas no novo zoneamento proposto, sendo incapazes de dar uma resposta. Segundo eles, esse dados não estava disponível no momento, mas poderiam “enviar um email” respondendo. Ora, a própria leitura técnica de 2008 diz claramente:</p>
<blockquote><p>Segundo as normas do Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo vigentes, é prevista para o município uma população de 1.748.184 pessoas na saturação, ou seja, o dobro da prevista para 2050. <span style="text-decoration: underline;">Só no Distrito Sede, a previsão populacional na saturação é de 863.681 pessoas, o que equivale a dizer que, de acordo com o zoneamento atual, esse distrito poderia abrigar cerca de 99% da população de 2050</span>. (IPUF, 2008, p. 57 – grifo nosso)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Quanto aos balneários, segundo o zoneamento atual, a população de saturação de 884.503 pessoas supera a população total do município para 2050.</span> De acordo com as projeções, o número de habitantes nos balneários em 2050 ficará em torno de 353.900 habitantes. (IPUF, 2008, p. 57 – grifo nosso)</p></blockquote>
<p>Fica claro, portanto, que não havia necessidade de ampliar o gabarito no zoneamento, pelo menos no que diz respeito à acomodação do crescimento populacional. Entretanto, tal aumento foi feito em muitas localidades (alguns exemplos são a Lagoa da Conceição, o Pântano do Sul e Santo Antônio de Lisboa, apenas para nos limitarmos àquelas que mais contestaram o novo zoneamento). Em um ponto polêmico como esse, o mínimo que se poderia esperar de uma abordagem verdadeiramente técnica eram argumentos plausíveis e bem estruturados para explicar o porquê do aumento no número máximo de pavimentos permitidos em tantos pontos do Município. Tal justificativa nunca foi dada.</p>
<p>Além desses exemplos muitos outros poderiam ser dados, pelo simples fato da leitura técnica nunca ter sido devidamente divulgada e debatida com a população, e pelo fato de não ter sido usada para embasar nenhuma das propostas apresentadas, especialmente aquelas que foram contra as diretrizes definidas pelas comunidades.</p>
<h3>Fase 4: Morte</h3>
<p>Como já era de se esperar, todo esse processo não poderia acabar bem. A audiência de “apresentação” do plano (e não discussão, nem deliberação, nem votação) marcada para o dia 18.03.2010 não pôde acontecer, por conta dos protestos das comunidades revoltadas com a forma como o processo foi conduzido e, mais especificamente, com a proposta de zoneamento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031809MarceloCabral.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 09 - Marcelo Cabral" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031809MarceloCabral_thumb.jpg" border="0" alt="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 09 - Marcelo Cabral" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031806MarceloCabral.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 06 - Marcelo Cabral" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031806MarceloCabral_thumb.jpg" border="0" alt="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 06 - Marcelo Cabral" width="500" height="342" /></a><br />
<span class="legendas">Audiência interrompida pela população em 18.03.2010 (Fotos: Marcelo Cabral)</span></p>
<p>A entrega do plano à Câmara de Vereadores, prevista para o dia 23, foi adiada para o dia 30. Diante de mais protestos, <a title="foi adiada novamente" href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;source=a2867988.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14463&amp;section=213#" target="_blank">foi adiada novamente</a>, desta vez por três meses. A proposta da Prefeitura é de discutir o plano em 10 áreas (originalmente eram 13 distritos, agora são apenas 10 áreas) durante esses três meses e depois encaminhá-lo à Câmara.</p>
<p>Obviamente a morte continua anunciada, pelas seguintes razões:</p>
<ul>
<li>O Núcleo Gestor não vai ser recomposto, o que contraria a Resolução 25 do Conselho das Cidade e por si só é suficiente para invalidar todo o processo e deslegitimar o produto, ou seja, a proposta do plano;</li>
<li>Permanece a falta de esclarecimentos quanto à leitura técnica e as justificativas para as propostas apresentadas;</li>
<li>A Prefeitura exige que a população apresente suas sugestões de maneira formal, com “fundamentos” para sustentá-la, apesar de ela mesma não ter feito isso, mesmo contando com uma consultoria de especialistas que “já fizeram mais de 40 planos pelo mundo”;</li>
<li>Discutir o plano sobre uma proposta sem nenhuma legitimidade limita muito as possibilidades de efetuar mudanças estruturais na proposta, induzindo à introdução de pequenas modificações com base em barganhas que, ao fim e ao cabo, não mudarão a essência do que está sendo proposto.</li>
</ul>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/25/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/">PD Florianópolis: crônica de uma morte anunciada</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>O arquivamento das Den&#250;ncias de Sarney [Off?]</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/08/21/o-arquivamento-das-denuncias-de-sarney/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2009/08/21/o-arquivamento-das-denuncias-de-sarney/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2009 12:08:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[política urbana]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=417</guid>

					<description><![CDATA[<p>Planejamento Urbano e Política andam sempre juntos. Na verdade, tudo anda junto com a Política, uma vez que somos seres humanos, e por isso estamos sempre conversando, convivendo, comunicando, negociando,<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/08/21/o-arquivamento-das-denuncias-de-sarney/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O arquivamento das Den&#250;ncias de Sarney [Off?]</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Planejamento Urbano e Política andam sempre juntos. Na verdade, tudo anda junto com a Política, uma vez que somos seres humanos, e por isso estamos sempre conversando, convivendo, comunicando, negociando, acordando&#8230;</p>
<p>Mas no caso do planejamento essa relação é muito mais intensa, já que as decisões envolvendo o &#8220;interesse público&#8221; sempre acabam passando pelas mãos daqueles eleitos democraticamente pelo povo que são, ao menos em teoria, aqueles com maior capacidade de decidir em nosso nome. A prática mostra que isso raramente é verdade. A virada participativa dos últimos anos no Brasil (e décadas em outros países mais avançados) é uma prova cabal de que os nossos representantes não têm sido muito competentes nessa representação, e de que é preciso criar canais mais capilarizados de participação nos processos decisórios, sob pena de ficarmos para sempre aprisionados em redes de favorecimento, paternalismo, disputa partidária e, especialmente corrupção, muita corrupção.</p>
<p>O caso do arquivamento das denúncias contra o Presidente do Senado, José Sarney, mostra que o interesse público é a menor das preocupações, mesmo em um partido tradicionalmente ligado às causas populares, como é o caso do PT. É importante nessa hora manter a consciência de que os todos os senadores que votaram &#8211; contra ou a favor &#8211; estavam mais preocupados com os jogos do poder do que necessariamente com a ética no trato da coisa pública. Não tenho a menor ilusão de que os senadores da oposição que votaram contra o arquivamento o fizeram por seu apego à ética e justiça. Duvido seriamente que, se o acusado fosse alguém da sua coligação de forças e peça-chave no seu jogo de interesses, eles continuariam votando contra o arquivamento.</p>
<p>Ainda assim, eu esperava mais do PT.</p>
<p>Uma das formas de evitar esses problemas, a meu ver, é aumentar a consciência sobre quem está nos representando, de forma a tentar ir &#8220;depurando&#8221;, a cada eleição, os nossos representante. Não há um candidato ideal? Vote no menos pior. Quem sabe ele não abre uma pequena brecha para que outros menos piores apareçam, e assim sucessivamente, até termos candidatos em quem realmente confiamos e que fazem por merecer essa confiança? Mudar tudo de uma hora para outra é impossível, mas eu acredito piamente na possibilidade de irmos melhorando um pouquinho de cada vez.</p>
<p>Esse aumento de consciência deve passar, necessariamente, por maior circulação das informações. Portanto, esta é uma tentativa de fazer a minha parte:</p>
<p><strong>Senadores que votaram A FAVOR do arquivamento:</strong></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3583.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3583_thumb.jpg" border="0" alt="bemv3583" width="144" height="179" /></a> Wellington Salgado (PMDB-MG) &#8211; Não (contra as denúncias que envolvem Sarney)</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3433.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3433_thumb.jpg" border="0" alt="bemv3433" width="144" height="179" /></a> Almeida Lima (PMDB-SE) &#8211; Não</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv30.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv30_thumb.jpg" border="0" alt="bemv30" width="144" height="179" /></a>Gilvam Borges (PMDB-AP) &#8211; Não</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4774.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4774_thumb.jpg" border="0" alt="bemv4774" width="144" height="179" /></a> João Pedro (PT-AM) &#8211; Não</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv613.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv613_thumb.jpg" border="0" alt="bemv613" width="144" height="179" /></a>Inácio Arruda (PC do B-CE) &#8211; Não</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4776.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4776_thumb.jpg" border="0" alt="bemv4776" width="144" height="179" /></a> Gim Argelllo (PTB-DF) &#8211; Não</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv74.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv74_thumb.jpg" border="0" alt="bemv74" width="146" height="184" /></a>Romeu Tuma (PTB-SP) &#8211; Não (vota como corregedor do Senado, que tem assento no Conselho de Ética)</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3360.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3360_thumb.jpg" border="0" alt="bemv3360" width="144" height="170" /></a>Delcídio Amaral (PT-MS) &#8211; Não</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3373.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3373_thumb.jpg" border="0" alt="bemv3373" width="144" height="179" /></a>Ideli Salvatti (PT-SC) &#8211; Não</p>
<p><strong>Senadores que votaram CONTRA o arquivamento:</strong></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3399.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv3399_thumb.jpg" border="0" alt="bemv3399" width="144" height="179" /></a> Demóstenes Torres (DEM-GO) &#8211; Sim</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv394.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv394_thumb.jpg" border="0" alt="bemv394" width="144" height="179" /></a> Eliseu Resende (DEM-MG) &#8211; Sim</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv527.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv527_thumb.jpg" border="0" alt="bemv527" width="144" height="179" /></a> Marisa Serrano (PSDB-MS) &#8211; Sim</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv735.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv735_thumb.jpg" border="0" alt="bemv735" width="144" height="179" /></a> Sérgio Guerra (PSDB-PE) &#8211; Sim</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4543.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4543_thumb.jpg" border="0" alt="bemv4543" width="144" height="179" /></a>Rosalba Ciarlini (DEM-RN) &#8211; Sim</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4792.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/7e3f8e362073_7BAA/bemv4792_thumb.jpg" border="0" alt="bemv4792" width="144" height="179" /></a>Jefferson Praia (PDT-AM) &#8211; Sim</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/08/21/o-arquivamento-das-denuncias-de-sarney/">O arquivamento das Denúncias de Sarney [Off?]</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Assim fica difícil trabalhar! #3</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/10/15/assim-fica-dificil-trabalhar-3/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 20:10:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[especulação imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[paisagem]]></category>
		<category><![CDATA[política urbana]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
		<category><![CDATA[video]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sem comentários&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sem comentários&#8230;<span id="more-208"></span></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/15/assim-fica-dificil-trabalhar-3/">Assim fica difícil trabalhar! #3</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 17:22:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino e cursos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[evolução urbana]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[história da cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Lynch]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem uma área em seu site em que são oferecidos uma série de cursos online e gratuitos. Especificamente em relação ao planejamento urbano e<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem uma área em seu site em que são oferecidos uma série de cursos online e gratuitos. Especificamente em relação ao <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/index.htm">planejamento urbano e urbanismo</a>, são oferecidos 35 cursos ao nível de graduação (undergraduate) e mais 135(!) cursos ao nível de pós-graduação (graduate)¹.<span id="more-194"></span></p>
<p>Alguns exemplos destes últimos são:</p>
<ul>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-520Fall-2005/CourseHome/index.htm">Workshop em Sistemas de Informações Geográficas</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-225Fall-2006/CourseHome/index.htm">Argumentação e comunicação</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-233Fall-2007/CourseHome/index.htm">Projeto de pesquisa para análise de políticas e planejamento</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-301JFall-2006/CourseHome/index.htm">Introdução ao desenho urbano e desenvolvimento</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-304JSpring-2006/CourseHome/index.htm">Planejamento do lugar e de sistemas urbanos</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Architecture/4-241JSpring2004/CourseHome/index.htm">Teoria da forma da cidade</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-332JUrban-DesignFall2003/CourseHome/index.htm">Desenho urbano</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-360Fall2003/CourseHome/index.htm">Crescimento e planejamento do uso do solo</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-366JSpring-2006/CourseHome/index.htm">Planejamento para o desenvolvimento sustentável</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-380JUrban-Transportation-PlanningFall2002/CourseHome/index.htm">Planejamento de transportes urbanos</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-489Fall-2005/CourseHome/index.htm">Crescimento e estrutura espacial das cidades</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-943JUrban-Transportation--Land-Use--and-the-EnvironmentSpring2002/CourseHome/index.htm">Transporte urbano, uso do solo e meio ambiente</a>;</li>
</ul>
<p>Alguns são bastante específicos e até curiosos, tais como:</p>
<ul>
<li> Katrina Practicum</li>
<li> Riots, Strikes, and Conspiracies in American History</li>
<li> Computer Games and Simulations for Investigation and Education</li>
<li> Downtown Management Organizations</li>
</ul>
<p>Como dá pra perceber, são muitos cursos, para todos os gostos, preferências e necessidades. Dá para se entreter (e aprender) muito com todo esse material.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" title="chp_riyadh" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/10/chp_riyadh.jpg" alt="Crescimento de Riyadh, na Arábia Saudita, entre 1972 e 1990. (Fonte: U.S. Geological Survey)" width="420" height="204" /></p>
<p><span class="legendas">Crescimento de Riyadh, na Arábia Saudita, entre 1972 e 1990. (Fonte: U.S. Geological Survey)</span></p>
<h3>Estrutura dos cursos</h3>
<p>Os cursos são organizados segundo a seguinte estrutura:</p>
<ul>
<li> Introdução, em que é dada uma visão geral do curso;</li>
<li> Calendário;</li>
<li> Leituras sugeridas, com a bibiliografia do curso e, eventualmente, links para os textos;</li>
<li> Notas das aulas, às vezes na forma de slides do powerpoint;</li>
<li> Trabalhos a serem desenvolvidos pelos alunos</li>
</ul>
<p>Uma dica é procurar pela versão mais recente do curso de seu interesse, uma vez que desses 135 muitos deles são repetidos, representando novas ou antigas versões do mesmo curso.</p>
<h3>Notas</h3>
<p>1. Nos Estados Unidos, o nível universitário é normalmente conhecido como &#8220;undergraduate&#8221;, enquanto que a pós-graduação é chamada de &#8220;graduate&#8221;, apesar de soar estranho para nós aqui no Brasil.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/">Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Para perguntar ao seu candidato</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/09/22/para-perguntar-ao-seu-candidato/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 16:25:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[gestão urbana]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentos urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[política urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta eleição para prefeitura dos municípios brasileiros, acreditamos que qualquer candidato a prefeito deva estar familiarizado com a Lei Nº 10.257 &#8211; o Estatuto da Cidade, segundo o qual a<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/09/22/para-perguntar-ao-seu-candidato/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Para perguntar ao seu candidato</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta eleição para prefeitura dos municípios brasileiros, acreditamos que qualquer candidato a prefeito deva estar familiarizado com a Lei Nº 10.257 &#8211; o Estatuto da Cidade, segundo o qual a gestão do município deverá estar vinculada ao Plano Diretor Participativo. Sendo assim, algumas perguntas podem ser feitas aos candidatos para que se tenha uma idéia mais clara de suas intenções em relação à Política Urbana.<span id="more-167"></span></p>
<p>Pergunta-se:</p>
<p>1) Explique como o Sr. vê a aplicação dos instrumentos jurídicos e políticos previstos para o Plano Diretor, polêmicos para a realidade das cidades brasileiras:</p>
<ul>
<li> &#8220;<strong>Outorga Onerosa do Direito de Construir</strong>&#8221; &#8211; Que propõe compensar a coletividade captando parte da valorização imobiliária decorrente do aumento do potencial de construir na propriedade.</li>
<li>&#8220;<strong>IPTU Progressivo no Tempo</strong>&#8221; &#8211; que propõe incentivar aproveitamento adequado de áreas sub-utilizadas da cidade, por meio de penalização aos proprietários que retêm terras para especulação</li>
<li>&#8220;<strong>Estabelecimento de Zonas Especiais de Interesse Social</strong>&#8221; &#8211; que propõe reservar áreas bem localizadas da cidade para construção de moradias destinadas às classes menos favorecidas.</li>
</ul>
<p>2) Sabedores de que o Plano Diretor é hoje mais do que uma lei de regulação de uso do solo e deve ser o instrumento básico da política municipal de desenvolvimento e expansão urbana, sendo portanto uma parte integrante do processo de planejamento municipal, pergunta-se:</p>
<p style="padding-left: 30px;">2.1) Como o seu plano de governo pretende ajustar-se às diretrizes e prioridades contidas no Plano Diretor do Município?</p>
<p style="padding-left: 30px;">2.2) Como será feita a vinculação do Plano Plurianual, das Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual ao Plano Diretor Municipal, sabendo que isso é obrigatório segundo o artigo 40 do Estatuto da Cidade?</p>
<p>3) Pra poder governar uma cidade que vem acumulando problemas, muitos deles por falta de planejamento urbano, qual a prioridade que sua gestão dará para finalização/ aprovação/ implementação do Plano Diretor e a prioridade que dará na formação de equipe técnica para o planejamento da cidade?</p>
<p>4) Cumprir a Lei do Estatuto da Cidade é essencialmente respeitar as diretrizes previstas no seu art. 2º em todas as ações públicas e privadas. Em especial com relação à diretriz de gestão democrática na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano, pergunta-se:</p>
<p style="padding-left: 30px;">4.1) Como sua gestão pretende realizar o necessário diálogo entre a Câmara de Vereadores e a nova instância de gestão democrática prevista no Estatuto da Cidade, o Conselho da Cidade?</p>
<p>Baixe o documento aqui (PDF): <a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/09/pergunte-ao-seu-candidato.pdf">pergunte ao seu candidato</a> (Elaboração do Texto: Alexandre Fernandes e Edson Cattoni)<a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/09/pergunte-ao-seu-candidato.pdf"><br />
</a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/09/22/para-perguntar-ao-seu-candidato/">Para perguntar ao seu candidato</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Gestão democrática ou democracia maquiada?</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/06/23/gestao-democraetica-ou-democracia-maquiada/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2008/06/23/gestao-democraetica-ou-democracia-maquiada/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2008 08:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma reclamação bastante comum nestes tempos de gestão democrática diz respeito a gestões nem tão democráticas assim. Infelizmente ainda hoje em dia são comuns situações em que o Poder Público<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/06/23/gestao-democraetica-ou-democracia-maquiada/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Gestão democrática ou democracia maquiada?</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma reclamação bastante comum nestes tempos de gestão democrática diz respeito a gestões nem tão democráticas assim. Infelizmente ainda hoje em dia são comuns situações em que o Poder Público tenta &#8220;maquiar&#8221; um processo tecnocrata e/ou com ingerências políticas com um verniz de participação. Os artifícios são os mais variados: alguns deles estão listados abaixo.<span id="more-117"></span></p>
<h3>Horários e locais inadequados para as audiências públicas</h3>
<p >Em algumas ocasiões, os horários das audiências públicas são marcados de forma a excluir a maior parte da população. Audiências marcadas em horário comercial, por exemplo, dificilmente terão a mesma quantidade de pessoas que audiências marcadas para a noite. Da mesma forma, os locais escolhidos devem ser de fácil acesso a todos. Fazer o evento naquele hotel de luxo localizado em uma praia distante não vale. Além de ser longe e de difícil acesso, pode acabar inibindo algumas pessoas que gostariam de participar mas não se sentem à vontade em um local como esse.</p>
<p style="text-align: center;">
<iframe loading="lazy" title="Gestão Democrática?" width="990" height="743" src="https://www.youtube.com/embed/MlRb9j-_MfE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe><br />
<em>&#8220;Num porão???&#8221;</em></p>
<h3>Jargão excessivamente técnico</h3>
<p>Outra técnica para &#8220;burlar&#8221; a exigência de participação é a de utilizar expressões e conceitos excessivamente técnicos nas audiências, de forma a intimidar a população, que se vê impossibilitada de entender o que está sendo exposto e, portanto, não consegue debater e negociar alternativas. Um técnico consciente consegue perceber claramente quando as pessoas não estão entendendo alguma coisa, e pode explicar novamente com outras palavras. Mas um técnico mal-intencionado pode usar seu conhecimento com o objetivo oposto.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Gestodemocrticaoumaquiada_F8A0/traducao_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Gestodemocrticaoumaquiada_F8A0/traducao_01_thumb.jpg" border="0" alt="traducao_01" width="500" height="375" /></a><br />
<span><em>Não deixe que as audiências sejam conduzidas em grego! (Foto: </em></span><a title="Falando Grego?" href="http://www.flickr.com/photos/edyson/" target="_blank"><span><em>Esthr</em></span></a><span><em>.)</em></span></p>
<h3>Tempo insuficiente</h3>
<p>Para que seja possível buscar alternativas para um problema, e avaliá-las, é preciso tempo. O próprio entendimento do problema é um processo que exige tempo e, portanto, não pode ser feito no atropelo. O Poder Público, ao fazer propostas para serem discutidas juntamente com a população, precisa oferecer esse tempo. Os projetos devem ser divulgados com antecedência para que as pessoas possam refletir sobre eles, identificar seus pontos positivos e negativos, avaliar as consequências do que está sendo proposto, mostrar às suas bases e discutir com elas, etc. Mesmo para um técnico é difícil, se não impossível, entender e avaliar uma proposta no espaço de tempo de uma audiência pública. Para uma pessoa que não tem essa experiência, a dificuldade é certamente ainda maior.</p>
<h3>Consenso forçado</h3>
<p>&#8220;Alguém tem alguma coisa contra? Não? Então podemos passar para o próximo ponto.&#8221; Essa é a atitude típica de quem está querendo forçar o consenso, ao invés de promover o debate necessário para resolver um ponto polêmico. Outra técnica é a condução das propostas, pelo moderador, para a direção que ele prefere, dando ênfase para as colocações que corroboram seu ponto de vista, e fazendo vista grossa para aquelas que o contradizem.</p>
<h3>Ditadura da maioria</h3>
<p>Não é raro que, em processos participativos, sejam criado grupos antagônicos, que a partir de um determinado momento passam a votar em bloco. A validade de uma ou outra proposta deixam de importar: o que importa são apenas os grupos. &#8220;Se o meu grupo vai votar em X, então eu também vou&#8221;. A situação piora se um desses grupos acaba dominando numericamente as votações e, sistematicamente, começa a impor seus interesses sobre o outro grupo, sem refletir até que ponto eles são justos ou não. A bem da verdade, esse tipo de artifício não é exclusivo do Poder Público; grupos organizados da sociedade também utilizam essa tática com frequência.</p>
<h3>Coerção</h3>
<p>Em casos extremos, coerção explícita também acaba sendo utilizada. Nesses casos, a Prefeitura (ou o prefeito) forçam os funcionários a votar segundo uma posição pré-definida. Funcionários com cargo de confiança são especialmente sensíveis a esse tipo de pressão, mas esse artifício também não é exclusividade do Poder Público. É relativamente comum descendentes dos antigos coronéis arregimentarem empregados para comparecer às audiências públicas e votarem de uma determinada maneira. É a versão atual do voto de cabresto.<br />
<iframe loading="lazy" title="Democracia participativa? Parte 2" width="990" height="743" src="https://www.youtube.com/embed/bV1bhbqj5Ig?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe><br />
<em>50 anos? Não dá pra reclamar!<br />
</em><br />
Felizmente, algumas coisas podem ser feitas para se contrapor a essas práticas pouco democráticas. Algumas delas estão listadas abaixo. Se você tiver outras sugestões, deixe-as nos comentários.</p>
<h3>Saída #1: Escancare o problema</h3>
<p>O que fazer quando uma maquiagem de democracia é identificada? A primeira providência é explicitar o problema, tornando-o o mais público possível. Peça a palavra na audiência pública e explique sua insatisfação. Provavelmente você não será o único, e ainda ajudará àquelas pessoas que &#8220;sentem que alguma coisa está errada mas não sabem exatamente o que é&#8221;.</p>
<h3>Saída #2: Reclame diretamente com os responsáveis pela condução</h3>
<p>Se isso não funcionar, faça um arrazoado e submeta-o ao núcleo gestor (no caso de ser um processo de elaboração de plano diretor), tomando o cuidado de pegar o protocolo de recebimento e arquivando-o com cuidado. Se possível, articule a reclamação com outras entidades. Quanto mais representativa ela for, mais força ela tende a ter. Se ainda assim não funcionar, passe para Saída #3, a seguir.</p>
<h3>Saída #3: Entre com uma ação no Ministério Público</h3>
<p>Se nada funcionar, é hora de tomar uma medida drástica: entre com uma ação civil no Ministério Público. Aqui também é essencial que todos os documentos comprobatórios sejam arquivados e apresentados juntamente com a denúncia. É importante também que ela seja apresentada pelo maior número de pessoas e entidades, para ganhar força de representatividade.</p>
<p>Entretanto, é bom lembrar que essa deve ser uma ação extrema, para os casos em que o processo foi realmente comprometido por falhas e/ou má-fé por parte da coordenação do processo. Senão, corre-se o risco de jogar fora a água do banho com a criança junto, e colocar por terra um processo que, no final das contas, tinha trazido avanços reais em relação às práticas do passado.</p>
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<ul>
<li><a title="Editar " href="http://urbanidades.arq.br/2008/05/legibilidade-do-plano-diretor/">Legibilidade do plano diretor</a></li>
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		<title>O que é plano diretor?</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/06/13/o-que-e-plano-diretor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 17:51:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é tarefa fácil construir uma definição do que seja um plano diretor, uma vez que estes têm sido alvo de diversas definições e conceituações, e suas características têm variado<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/06/13/o-que-e-plano-diretor/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O que é plano diretor?</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não é tarefa fácil construir uma definição do que seja um plano diretor, uma vez que estes têm sido alvo de diversas definições e conceituações, e suas características têm variado de município para município. Percebendo isso, Villaça (1999) enfatiza a falta de uma conceituação amplamente aceita para o que seja plano diretor, argumentando que não existe um consenso entre os atores envolvidos na sua elaboração e utilização – engenheiros, urbanistas, empreendedores imobiliários, proprietários fundiários, etc. – quanto ao que seja exatamente esse instrumento.<span id="more-115"></span></p>
<p>Algumas tentativas de definição:</p>
<blockquote><p>[Plano diretor é o] Instrumento básico de um processo de planejamento municipal para a implantação da política de desenvolvimento urbano, norteando a ação dos agentes públicos e privados. (ABNT, 1991)</p></blockquote>
<blockquote><p>Seria um plano que, a partir de um diagnóstico científico da realidade física, social, econômica, política e administrativa da cidade, do município e de sua região, apresentaria um conjunto de propostas para o futuro desenvolvimento socioeconômico e futura organização espacial dos usos do solo urbano, das redes de infra-estrutura e de elementos fundamentais da estrutura urbana, para a cidade e para o município, propostas estas definidas para curto, médio e longo prazos, e aprovadas por lei municipal. (VILLAÇA, 1999, p. 238)</p></blockquote>
<blockquote><p>É <em>plano</em>, porque estabelece os objetivos a serem atingidos, o prazo em que estes devem ser alcançados [&#8230;], as atividades a serem executadas e quem deve executá-las. É <em>diretor</em>, porque fixa as <em>diretrizes</em> do desenvolvimento urbano do Município. (SILVA, 1995, p. 124 – grifos no original)</p></blockquote>
<blockquote><p>O Plano Diretor pode ser definido como um conjunto de princípios e regras orientadoras da ação dos agentes que constroem e utilizam o espaço urbano. (BRASIL, 2002, p. 40).</p></blockquote>
<p>Pessoalmente, me agrada mais esta última definição, introduzida após a aprovação do Estatuto da Cidade e obedecendo aos seus princípios. Segundo a definição adotada, o plano diretor deve ser um instrumento que orienta <strong>todas</strong> as ações concretas de intervenção sobre o território, independentemente do fato dessas ações serem levadas a cabo pelos indivíduos, pelas empresas, pelo setor público ou por qualquer outro tipo de agente.</p>
<p>Portanto,</p>
<blockquote><p><strong>Plano diretor é um documento que sintetiza e torna explícitos os objetivos consensuados para o Município e estabelece princípios, diretrizes e normas a serem utilizadas como base para que as decisões dos atores envolvidos no processo de desenvolvimento urbano convirjam, tanto quanto possível, na direção desses objetivos.</strong> (SABOYA, 2007, p. 39)</p></blockquote>
<p>Dizer que o plano é um documento significa que ele deve ser explicitado, ou seja, não pode ficar implícito. Ele precisa ser formalizado e, no caso do Brasil, essa formalização inclui a aprovação de uma lei do plano diretor na Câmara.</p>
<p>Em segundo lugar, o plano deve explicitar os objetivos para o desenvolvimento urbano do Município. Quando se deseja planejar algo, um elemento fundamental é poder responder à pergunta: “O que eu quero?” ou: “O que nós queremos?”. Esses objetivos não são “dados”, ou seja, não estão definidos a priori. Eles precisam ser discutidos democraticamente e consensuados de alguma maneira. A diversidade das cidades faz com que seja normal a existência de objetivos conflitantes e, por isso, discutir sobre os objetivos pode ajudar a encontrar soluções que contemplem mais de um ponto de vista.</p>
<p align="center"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Oqueplanodiretor_D018/planejamento_grafico.png" border="0" alt="planejamento_grafico" width="500" height="329" /><br />
<span style="font-size: small;"><em>Para poder planejar é preciso saber onde se quer ir. O plano diretor deverá definir o caminho a ser seguido.</em></span></p>
<p>Através do estabelecimento de princípios, diretrizes e normas, o plano deve fornecer orientações para as ações que, de alguma maneira, influenciam no desenvolvimento urbano. Essas ações podem ser desde a abertura de uma nova avenida, até a construção de uma nova residência, ou a implantação de uma estação de tratamento de esgoto, ou a reurbanização de uma favela. Essas ações, no seu conjunto, definem o desenvolvimento da cidade, portanto é necessário que elas sejam orientadas segundo uma estratégia mais ampla, para que todas possam trabalhar (na medida do possível) em conjunto na direção dos objetivos consensuados.</p>
<p>O zoneamento é um instrumento importante nesse sentido, já que impões limites às iniciativas privadas ou individuais, mas não deve ser o único. É importante também que estratégias de atuação sejam definidas para as ações do Poder Público, já que essas ações são fundamentais para qualquer cidade. A escolha do local de abertura de uma via, por exemplo, pode modificar toda a acessibilidade de uma área e, por consequência, seu valor imobiliário.</p>
<p>Outros exemplos de diretrizes podem ser vistos no artigo <a href="http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp374.asp" target="_blank">Planos diretores como instrumento de orientação das ações de desenvolvimento urbano</a>. O importante é que o plano defina o caminho, que seja capaz de direcionar as iniciativas isoladas para que, no conjunto, o todo seja maior que a soma das partes.</p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. <strong>NB 1350 </strong>&#8211; Normas para elaboração de plano diretor. Rio de Janeiro, 1991.</p>
<p>BRASIL. <strong>Estatuto da Cidade: guia para implementação pelos municípios e cidadãos</strong>. 2 ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2002.</p>
<p>SABOYA, Renato. <strong>Concepção de um sistema de suporte à elaboração de planos diretores participativos</strong>. 2007. Tese de Doutorado apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Engenharia Civil &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina.</p>
<p>SILVA, José Afonso. <strong>Direito urbanístico brasileiro</strong>. São Paulo: Malheiros, 1995.</p>
<p>VILLAÇA, Flávio. Dilemas do Plano Diretor. In: CEPAM. <strong>O município no século XXI: cenários e perspectivas</strong>. São Paulo: Fundação Prefeito Faria Lima &#8211; Cepam, 1999. p. 237 &#8211; 247.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/06/13/o-que-e-plano-diretor/">O que é plano diretor?</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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