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	<title>Urbanidades | Posts marcados como movimento natural - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como movimento natural - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>John Peponis: Espaço, Cultura e Desenho Urbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2013 13:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade virtual]]></category>
		<category><![CDATA[integração]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
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		<category><![CDATA[sintaxe espacial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo, já considerado um clássico no campo da Sintaxe Espacial, John Peponis faz uma crítica às "teorias" urbanísticas pós-modernas e mostra que, apesar dessas abordagens criticarem pesadamente os princípios modernistas, pouco fizeram para avançar nosso conhecimento sobre a cidade e sua dinâmica sócio-espacial. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/09/25/john-peponis-espaco-cultura-e-desenho-urbano/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">John Peponis: Espaço, Cultura e Desenho Urbano</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo, já considerado um clássico no campo da Sintaxe Espacial, John Peponis (com tradução de <a title="Frederico de Holanda" href="http://www.fredericodeholanda.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Frederico de Holanda</a>) faz uma crítica às &#8220;teorias&#8221; urbanísticas pós-modernas e mostra que, apesar dessas abordagens criticarem pesadamente os princípios modernistas, pouco fizeram para avançar nosso conhecimento sobre a cidade e sua dinâmica sócio-espacial:</p>
<blockquote><p>Asseguro [&#8230;] que as muitas posições intelectuais adotadas nos últimos 15 anos, sob a vaga bandeira da &#8220;crítica ao modernismo&#8221;, não melhoraram efetivamente nosso conhecimento arquitetônico, e algumas vezes distorceram completamente as questões. (Peponis, 1992, p. 78)<span id="more-1189"></span></p></blockquote>
<p>Iniciando por Jacobs e Alexander, em suas defesas de densidades altas (que atualmente parecem óbvias), Peponis argumenta que os aspectos formais da densidade não foram explorados e suas &#8220;necessidades configurativas&#8221; não foram devidamente tratadas nem foram traduzidas para princípios arquitetônicos. (Aqui podemos discordar de Peponis, ao menos no que diz respeito a Jacobs. Ele assume que ela reconheceu a necessidade de quadras curtas, mas alega que isso foi tudo; ao contrário, acreditamos que Jacobs foi além, defendendo a necessidade de proximidade das edificações com a rua, dos usos comerciais nos térreos, dos olhos da rua, e assim por diante, que claramente são princípios arquitetônicos. Outra prova disso é a denominação de &#8220;Densidades Jacobs&#8221; dada por Gordon e Ikeda [2011] ao tipo de ocupação densa mas com características morfológicas específicas como as citadas acima).</p>
<div class="olhos">A ênfase nos aspectos locais acaba negligenciando aspectos globais, que levam em consideração o sistema de relações entre os espaços.</div>
<p>Sua atenção se volta então aos Kriers e seus esquemas geométricos de praças. Segundo Peponis, tais esquemas apresentam sofrível sofisticação metodológica. &#8220;<em>É também irritante por sugerir que a qualidade da praça é função apenas de sua forma local, não tendo nada a ver com a relação espacial da praça com o seu contexto urbano maior.</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 79)</p>
<p>A &#8220;Collage City&#8221; de Rowe e Ketter (um texto que chegou a ser popular na década de 90, mas que parece ter caído no esquecimento) também é alvo de Peponis. Segundo ele, &#8220;<em>Uma colagem de afirmações introvertidas de identidade não constituiria uma paisagem democrática, mais que um labirinto</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 80) e, portanto, caso não haja uma estrutura global que incentive e promova o convívio entre os diferentes através do espaço, ideais democráticos e práticas de manifestação e negociação são prejudicados.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1194" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-500x819.jpg" alt="" width="500" height="819" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-500x819.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-183x300.jpg 183w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-768x1258.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-31x50.jpg 31w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-122x200.jpg 122w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier.jpg 840w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
</a>Krier &#8211; Fonte: <a href="http://xlili.files.wordpress.com/2011/11/aa.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Xili</a>.</p>
<p>Em síntese, essas manifestações apresentaram três grandes problemas: concentraram-se nas formas e aspectos superficiais, ao invés de buscar encontrar princípios subjacentes; focaram na configuração local em detrimento dos aspectos globais; e limitaram-se a especulações, sem aprofundar-se em estudos empíricos que lhes dessem sustentação.</p>
<h3>O espaço importa?</h3>
<p>Para refletir sobre essa questão (que também parece ter perdido sua força desde a década de 90, especialmente com o acirramento dos conflitos urbanos em todo o mundo), Peponis menciona Venturi e Koolhaas, com seus &#8220;Aprendendo com Las Vegas&#8221; e &#8220;Nova Iorque delirante&#8221;, respectivamente, bem como Jameson e seu conceito de &#8220;não-lugares&#8221;. Apesar dessas referências defenderam a relativa desimportância do espaço em favor da imagem, do simbólico e do padronizado, Peponis lembra, seguindo Mike Davis, que os hotéis citados por Jameson cumprem a função de &#8220;<em>manter afastada uma população negra pobre</em>&#8221; dos arredores e, portanto, &#8220;A arquitetura do aparente não-lugar é assim apresentada como uma estratégia de controle profundamente social e bem tradicional&#8221; (Peponis, 1992, p. 80).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1190" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-960x720.jpg 960w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas.jpg 1024w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Las Vegas &#8211; <a href="http://www.flickr.com/photos/smemon/7977586953/sizes/l/in/photostream/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sean MacEntee</a></p>
<h3>Efeitos geradores da estrutura espacial</h3>
<div class="olhos">A configuração dos espaços abertos cria padrões de probabilidade de movimento e de encontros.</div>
<p>Nesse ponto, Peponis volta-se para a <a title="Sintaxe espacial e a teoria do Movimento Natural" href="http://urbanidades.arq.br/2010/07/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Teoria da Sintaxe Espacial</a>, recuperando alguns de seus conceitos-chave. Mais especificamente, ele destaca a importância do entendimento do sistema urbano como um sistema de relações entre suas partes e cita o conceito de <a title="Sintaxe Espacial" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">integração </a>como uma propriedade fundamental. O núcleo integrador, constituído por uma porção das linhas mais integradas, permite caracterizar sistemas urbanos pela forma como essa propriedade da malha se distribui. Além disso, a integração tem se mostrado capaz de correlacionar-se com a quantidade de pessoas caminhando pelos espaços, mesmo sendo uma medida puramente configuracional (isto é, não leva em consideração os usos do solo, densidades, topografia, etc.): &#8220;<em>As pessoas escolhem livremente sobre percursos independentes. Sem outra coordenação, a estrutura do espaço parece gerar padrões de difusão, modulação e convergência, que assimilam os percursos individuais a uma estrutura global.</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 82).</p>
<p>Isso tem implicações sociais claras: outros fenômenos estão associados a esses padrões de movimento, sendo o primeiro e mais direto deles a distribuição dos usos do solo. Pesquisas mostram, por exemplo, que a densidade de lojas comerciais está correlacionada à medida de integração (Aguiar, 1991 apud Peponis, 1992). Mas, para além disso, outro efeito importante da configuração é o padrão de co-presença no espaço urbano. Se a integração consegue &#8220;captar&#8221; padrões de movimento, então também consegue captar locais em que há maior ou menor número de pessoas (caminhando). Isso não quer dizer, &#8220;<em>é claro, que as pessoas interagem, partilham ou trocam experiências entre si, ou mesmo que se notam mutuamente. A configuração determina apenas o notar potencial de outros, como o pano de fundo para uma sociedade ativa.</em>&#8220;(Peponis, 1992, p.  82) (É preciso, entretanto, ter cuidado com o termo &#8220;determina&#8221; conforme usado por Peponis, uma vez que ele pode dar a entender que haveria uma relação direta [no sentido de &#8220;determinística&#8221;] entre a configuração dos espaços abertos e a efetiva co-presença nesses espaços. Acreditamos que não é esse o caso: no nosso entendimento, a integração consegue captar com sucesso <em>uma</em> das forças atuando no sentido de formação dessa co-presença [possivelmente uma das mais importantes, mas não a única]. Ver, a esse respeito, Holanda [2002, p. 110 e seguintes] e Netto et al [2012]).</p>
<p>Esse campo de encontros prováveis (efetivados ou não), sugerido pela configuração, é chamado de &#8220;comunidade virtual&#8221; (Hillier, 1989 apud Peponis, 1992).</p>
<h3>Espaço como recurso cultural</h3>
<p>Sendo assim, os conceitos de &#8220;lógica espacial do movimento&#8221; e comunidade virtual podem ajudar a entender, de forma mais adequada do que as teorias pós-modernas, o papel do espaço como recurso cultural. Apesar de o espaço não determinar as diferenças e identidades sociais, ele</p>
<blockquote><p>[&#8230;]tem um papel muito mais importante a jogar, relacionado à decisão de como identidades diferenciadas coexistem, expõem-se a comparações mútuas e formam parte da consciência cívica cotidiana. [&#8230;] O papel do espaço é, portanto, limitado, mas não culturalmente negligenciável.&#8221; (Peponis, 1992, p. 82)</p></blockquote>
<p>Nossa experiência espacial envolve o encontro com o outro, mas não apenas isso. &#8220;<em>Diz respeito também à exploração do inusitado e ao contato com outros modos de vida, ainda que não sua participação neles</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 82). (Basta pensar nos guetos formados por enclaves espaciais aos quais correspondem classes sociais específicas, e o quão difícil é superar esse limites nas práxis cotidianas. Como serão no futuro as crianças que hoje convivem apenas em seus condomínios fechados e <em>shopping-centers</em>? Quão conscientes serão elas a respeito de realidades diferentes das suas? Como desenvolver respeito e tolerância mútuos sem a convivência &#8211; ou ao menos o notar-se mútuo &#8211; com valores e realidades diferentes da sua? Sobre isso, é interessante ainda consultar o trabalho de Berger e Luckman &#8211; <em>The social construction of reality</em> &#8211; e seu conceito de &#8220;manutenção do universo&#8221; [<em>universe-maintenance</em>], bem como a importância da constante presença daqueles aspectos da existência que confirmam e reforçam uma determinada visão de mundo).</p>
<p>Por fim, Peponis nota que a democracia, apesar de não estar diretamente ligada a formas espaciais específicas, requer que o espaço como recurso cultural seja acessível a todos, não apenas como um direito hipotético e abstrato, mas como experiência concreta.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>AGUIAR, Douglas. <strong>Grid configuration and land use</strong>: a syntactic study. Tese de Doutorado não publicada, University of London, 1991.</p>
<p>GORDON, P.; IKEDA, S. Does density matter? In: D. Andersson; A. Andersson; C. Mellander (Orgs.); <strong>Handbook of Creative Cities</strong>, 2011. Edward Elgar Pub.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>PEPONIS, J. Espaço, cultura e desenho urbano no modernismo tardio e além dele. <strong>Revista AU</strong>, n. 41, p. 78–83, 1992.</p>
<div>
<div>HOLANDA, F. R. B. DE. <b>O espaço de exceção</b>. Brasília, DF: Editora UnB, 2002.</div>
</div>
<p>NETTO, V. DE M.; SABOYA, R.; VARGAS, J. C.; et al. The convergence of patterns in the city: (Isolating) the effects of architectural morphology on movement and activity. <strong>Proceedings of the 8th Space Syntax Symposium</strong>.  p.1–32, 2012. Santiago: Universidad Católica Chile.</p>
<p>HILLIER, B. The architecture of the urban object. <strong>Ekistics</strong>, v. 56, n. 334/33, p. 5–21, 1989.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/09/25/john-peponis-espaco-cultura-e-desenho-urbano/">John Peponis: Espaço, Cultura e Desenho Urbano</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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