Sintaxe Espacial

sintaxe_07 Criada por Bill Hillier e seus colaboradores da Universidade de Londres, no começo da década de oitenta, a Teoria da Sintaxe Espacial busca descrever a configuração do traçado e as relações entre espaço público e privado através de medidas quantitativas, as quais permitem entender aspectos importantes do sistema urbano, tais como a acessibilidade e a distribuição de usos do solo.

Desde que foi criada, a análise sintática foi aplicada nos mais diversos lugares do mundo, obtendo resultados positivos quanto às análises realizadas e às correlações obtidas. Esses resultados aplicaram-se a situações bastante diversas, tais como Londres, Atenas e algumas cidades islâmicas. No Brasil, o método já foi aplicado em Porto Alegre, Recife, São José (SC) e em Brasília e nas suas cidades-satélites, entre outros lugares.

Conceitos básicos da Sintaxe Espacial

Linhas axiais

Linhas axiais são as maiores linhas retas capazes de cobrir todo o sistema de espaços abertos de um determinado recorte urbano (HILLIER; HANSON, 1984). Juntamente com os espaços convexos, elas são a unidade básica de análise utilizada pela Sintaxe Espacial. Os espaços convexos, entretanto, não têm sido tão frequentemente utilizados, talvez por despenderem maior quantidade de esforços para serem confeccionados.

Integração

sintaxe_08 Das medidas possíveis de análise sintática, a principal é a chamada “Integração”. Ela é útil na previsão de fluxos de pedestres e veículos e no entendimento da lógica de localização de usos urbanos e dos encontros sociais. A medida de integração mede o quão “profunda”, ou distante, uma linha axial está de todas as outras linhas do sistema (HILLIER et al, 1993).

O conceito de profundo leva em consideração a distância topológica, e não a distância métrica. Sendo assim, todos os eixos diretamente conectados a uma determinada linha estão a um passo topológico dela. As linhas diretamente conectadas a esses eixos estão a dois passos topológicos da primeira, e assim por diante. A profundidade média de uma linha axial (MD) é, portanto, obtida pela somatória das profundidades de todas as linhas axiais em relação a ela, dividida pelo número total de linhas menos um:

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Onde:

MDi = Profundidade média do espaço i;
dij = Profundidade da linha j em relação à linha i;
k = Número total de espaços do sistema.

Vias mais “rasas” estão mais próximas das outras, portanto diz-se que são mais integradas. Vias mais “profundas” em relação às outras são ditas segregadas.

Mais importante que entender a fórmula, entretanto, é entender a lógica do cálculo da medida de integração. Ela define que linhas axiais mais “rasas”, isto é, mais próximas das outras linhas do sistema, são consideradas linhas mais integradas. Por outro lado, aquelas linhas mais “profundas”, ou seja, mais distantes das outras linhas do sistema, são consideradas segregadas. A partir da profundidade média é calculada a integração de cada linha axial, De acordo com Hillier e Hanson (1984), linhas axiais com valores de integração superior a 1,67 podem ser consideradas altamente integradas, enquanto que aquelas com valor inferior a 1 podem ser consideradas como segregadas.

Núcleo integrador

Corresponde às linhas mais integradas do sistema. Dependendo do número total de linhas, pode ser 50%, 25%, 10% ou até mesmo uma porcentagem menor de linhas, em casos de sistemas muito grandes. Conforme Hillier e Hanson (1984, p.115), é sempre interessante ver onde estão as linhas mais integradas e como elas se relacionam no sistema; mas mais importante é que tipo de padrão é formado pelos espaços mais integrados (é uma estrutura em árvore? ou em grelha? abrange toda a cidade ou apenas uma parte dela? e assim por diante).

Movimento Natural

Os usos seguem a configuração, e não o contrário.

O Movimento Natural pode ser entendido como a parcela do movimento total de pedestres em uma rede de espaços públicos determinada apenas pela sua estrutura configuracional, independente da presença ou não de atratores (HILLIER, 1996). Ou seja, o movimento natural é o movimento de pessoas que é determinado apenas pela configuração das ruas e praças, pela forma como as ruas estão conectadas ou não, se possuem continuidade, se realizam ligações importantes entre pontos da cidade, e assim por diante. Hillier et al (1993) argumentam que a configuração do traçado, por si só, já gera um padrão de movimentação pela cidade, e esse padrão é o principal definidor de outros elementos do sistema urbano, como por exemplo o uso do solo.

Aprofundando esse ponto, Hillier et al (1993) indica que os usos urbanos são posteriores à configuração, e que atuam como multiplicadores dos padrões de movimento natural. Portanto, a quantidade de pedestres em áreas comerciais é o produto da combinação entre a estrutura configuracional e a atração exercida pelas atividades exercidas nas edificações (comércio, residência, indústrias, etc.). Em outras palavras, isso equivale a dizer que os usos comerciais (para dar um exemplo) tendem a instalar-se em espaços com alta integração, pois esses espaços possuem já um movimento (natural) de pessoas. Ao instalar-se, eles passam a atrair ainda mais pessoas, aumentando exponencialmente a quantidade original trazida pela configuração.

Isso serve para desmascarar uma falácia muito comum nos projetos de urbanismo, que é a de querer colocar comércio em determinadas áreas “para atrair movimento”. O comércio, por si só, não atrai movimento, apenas quando está localizado em áreas que naturalmente concentram maior número de pessoas. Tentar prever usos comerciais em áreas segregadas, que não têm a vocação para atrair pessoas, não dará certo.

Conectividade

Conectividade de uma linha axial é a quantidade de linhas que a interceptam, ou seja, a quantidade de linhas que estão a uma profundidade igual a 1 a partir dessa linha. Essa medida é interessante para dar uma visão mais clara do papel que uma linha axial desempenha dentro do sistema. Linhas com alta conectividade tendem a ter um papel importante, uma vez que potencialmente promovem acesso a um grande número de outras linhas axiais.

Integração local

A integração local, ou de raio limitado, é calculada da mesma maneira que a integração global, com a diferença que a profundidade média é obtida apenas para as linhas localizadas dentro de um determinado limite de passos topológicos. Assim, ela é adequada para análises de centralidades locais, ou seja, para identificar aquelas áreas com potencial para funcionar como estruturadoras de centralidades de bairros.

Aplicações da Sintaxe Espacial

A Sintaxe Espacial pode ser aplicada em diversos estudos no meio urbano, entre eles:

  • acessibilidade;
  • coesão e exclusão social
  • segurança;
  • áreas comerciais.

O site oficial da vertente comercial da Sintaxe Espacial mostra vários exemplos da utilização da Sintaxe em estudos urbanos. Um deles é em Brixton, onde foi feito um estudo para revitalizar uma área central. A Sintaxe mostrou que a área dependia excessivamente de uma rota principal, mantendo outras áreas segregadas, o que impedia o comércio de se instalar. A partir dissso, foram propostas outras conexões para o tecido urbano, de forma a criar novas localizações de interesse para o comércio local.

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Situação antes do estudo | Situação proposta a partir do estudo.

No Brasil, um exemplo da utilização da Sintaxe Espacial foi a leitura técnica realizada para o Plano Diretor de São José – SC. A análise mostrou que o município é altamente segregado, confirmando as reclamações dos moradores ouvidos nos eventos de leitura comunitária. A análise, entretanto, possibilitou um entendimento mais aprimorad dessa segregação, e deu pistas importantes de como superá-la. O mapa da integração global e o mapa destacando as linhas mais integradas e as mais segregadas mostram claramente a grande diferenciação entre as partes da cidade.

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Os gráficos abaixo mostram de maneira ainda mais clara a diferença entre os bairros mais segregados e os mais integrados:

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Os bairros situados a oeste são aqueles com menor integração global, o que significa que estão mais distantes dos outros bairros, se analisado o sistema urbano como um todo. Esses bairros podem, portanto, ser considerados segregados com relação à cidade, que traz prejuízos não apenas em termos de deslocamentos (que tendem a ser consideravelmente maiores), mas também cria dificuldades às possibilidades de interação social com os outros bairros da cidade.

Como conclusões, foi possível prever uma estruturação do sistema viário cujos principais objetivos foram promover a integração entre os bairros e aumentar a integração daqueles mais segregados atualmente, através de vias arteriais que estabelecessem uma estruturação para a área.

Em tempo: o livro “Space is the Machine“, de Bill Hillier, está disponível em pdf. Vale o download, já que o livro é uma referência importante para a teoria da Sintaxe Espacial, aprofundando os conceitos e metodologias explorados no “Social Logic of Space”.

Referências bibliográficas:

HILLIER, Bill; HANSON, Julienne. The social logic of space. Cambridge: Cambridge University Press, 1984.

HILLIER, Bill; PENN, A.; HANSON; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. Environment and Planning B, v. 20, p. 29-66, 1993.

HILLIER, Bill. Space is the machine. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.

45 thoughts on “Sintaxe Espacial”

  1. Eu gostatairia de saber o Nome do Autor que escreveu o artigo?
    para que eu possa fazer a referência correta para colocar na minha monografia que estou concluindo sobre Intervenção que possui como tema: Intervenção Urbana na Quadra ARNO 32, Vila União, Palmas – TO.

  2. Olá!
    Meu nome é Renato Saboya. Vou providenciar para que ele apareça nos posts daqui para frente, para facilitar a citação, ok?

    Abraços e obrigado por comentar aqui!

  3. Achei muito interessante o artigo.Moro em cidade(Teresina, capital do estado do Piaui) projetada em 1852 com um acervo rico em casarios , edificações de diversos estilos como o ecletismo, neoclassicismo etc. A cidade apresenta um grande semicirculo formado por uma avenida (Miguel Rosa) sendo interceptada por uma avenida principal (raio) que corta o arco(av) tendo referencia uma igreja.
    Como analisar tal projeto do ponto de vista da sintaxe visual?

  4. Olá Evaldo!
    É difícil poder dizer alguma coisa apenas com base nessa descrição, mas dei uma olhada no Google Earth e notei algumas coisas. Em primeiro lugar, que a avenida que intercepta o arco é, provavelmente, uma das principais da cidade. Ela possui grande continuidade e extravasa aquela avenida sinuosa que corta a cidade mais a leste, o que não acontece com o resto do sistema viário. Quase todas as outras ruas têm seu traçado interrompido quando se encontram com essa avenida.

    Outra coisa é o traçado regular da cidade, o que provavelmente fará com que o valor de integração da cidade como um todo seja alto. Isso é bom por um lado, mas traçados assim regulares tendem a promover pouca diferenciação entre as vias, o que pode causar uma certa confusão. Isso acontece em Teresina? Quem é de fora se perde com facilidade?

    Abraços.

  5. Gostaria de saber como consigo uma abordagem mais completa sobre a sintaxe espacial? Estou fazendo o meu TCC que é sobre Transporte Coletivo com Interligação com os Bairros. E a forma de análise da cidade será em cima da sintaxe espacial.

    Abraços

    1. Olá!
      A bibliografia indicada no post é a mais básica sobre Sintaxe, mas já dá uma ótima noção sobre o assunto, mais do que suficiente para um trabalho de graduação. Como seu tema é sobre Tansporte, seria bom ler o seguinte artigo também:
      PENN, Alan; HILLIER, Bill; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks. Environment and Planning B: Planning and Design, v. 25, n. 1, p. 59 -84, 1998.
      Abraços!

  6. É bem interessante a Sintaxe Espacial de Bill Hillier e J. Hanson, mas desculpe-me se estou sendo tão leiga: as chamadas linhas axiais são as vias? os percursos? Grata pela compreensão.

    1. A rigor, as linhas axiais são as maiores linhas retas capazes de cruzar todo o sistema de espaços convexos. Na prática, isso costuma coincidir com as vias, mas existe alguma diferença. Entretanto, quem faz a análise pode fazer algumas adaptações, dependendo dos objetivos, e representar as vias ou as possibilidades de deslocamento dos pedestres, e assim por diante.

    1. Você pode simplesmente instalar um programinha como o PDF REdirect, que instala uma “impressora” em PDF no seu computador, e mandar imprimir normalmente. De qualquer forma, já gerei o PDF para você. Clique aqui.

  7. Caro Renato. Sou orientando de IC do professor Romulo Krafta e companheiro de mesa de seu colega Vinícius Netto. Estive com a sua dissertação de mestrado na mão, mas não tive a oportunidade de lê-la ainda. Mas queria saber se vc tem conhecimento do GIS gvSIG. Outra coisa que queria saber, é se vc utiliza o Medidas Urbanas? Pois essas imagens do artigo me parecem ser de GIS… correto? Aguardo respostas

    []´s
    Leonardo Lima/RS
    http://www.ufrgs.br

    1. Olá, Leonardo!
      Não, não conheço o gvSIG. Até agora só tenho trabalhado com o ArcMap, mas estou iniciando um estudo sobre SIGs gratuitos para, eventualmente, escolher um deles para desenvolver alguns trabalhos.

      Também não utilizo o medidas urbanas. As imagens (de São José) foram geradas através de uma rotina que eu mesmo criei, que lia um arquivo dxf com as linhas axiais e transformava automaticamente em shapefile. Depois, criei os mapas temáticos no ArcMap. No doutorado eu até reformulei essa rotina, dando mais cara de programa mesmo. Ele tem uma interface bem simples que permite indicar o arquivo dxf, depois realizar os cálculos, e por último exportar para shapefile.

      Os gráficos foram gerados normalmente no Excel, usando o arquivo dbf que compõe o shapefile.

      Qualquer coisa que puder ajudar estou à disposição.

      Abraços!

  8. Olá Renato.

    Sou mestrando do PROGRAU- mestradado de arquitetura e urbanismo da UFPEL. Meu orientador é o Maurício Polidori. Ele participou, acho, de uma banca contigo. Ele me sugeriu fazer contato contigo.
    O meu trabalho é na área de sistemas configuracionais, redes, grafos, acessibilidade. Mas meu estudo de acessibilidade levará em consideração o impacto da modalidade de transporte coletivo.
    Acima sugeriste um artigo da Environment and Planning B. Neste primeiro momento minha solicitação é se podes auxiliar na indicação de bibliografia.

    Abraços.

    1. Olá Evaldo!
      Posso auxiliar sim, na medida do possível, já que tenho estado um pouco distante dessa temática nos últimos tempos. Mas ainda considero-a extremamente relevante e interessante. O artigo que citei no post é um dos mais básicos do Hillier. Leitura obrigatória. Tem um outro muito interessante em que ele (junto com outros autores) tenta modelar o movimento de veículos também. Eles tiram algumas conclusões bem interessantes:

      PENN, Alan; HILLIER, Bill; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks. Environment and Planning B: Planning and Design, v. 25, n. 1, p. 59 -84, 1998.

      Dependendo do que vc quer fazer e de como vai implementar, pode ser interessante também pesquisar alguns livros de algoritmos na biblioteca da sua Universidade ou na da Ufrgs, para entender melhor grafos e algoritmos de caminho mínimo, que são coisas que eu usei bastante no mestrado e pelo jeito vc vai precisar também.
      Se vc me passar mais detalhes sobre o tema, quem sabe eu posso pensar em mais alguma coisa, ok?
      Abraços.

  9. Ola´Renato!

    Grato pela atenção.

    Assim que tiver mais definições faço contato. Estamos buscando o estado da arte, o que achares que envolva acessibilidade impactado pela modalidades de transportes, por favor, nos manda.
    Estes artigos são pagos. Se tiveres e puderes ceder?…Ok! Grato.
    Abraços.

  10. Olá Renato,
    Você deve lembrar-se vagamente do colega aqui do arq UFSC 96.2. Você estava formando-se e eu no início do curso.
    Direto ao assunto: estou concluindo o mestrado na pós-UFSC e pretendo trabalhar com acessibilidade por bicicleta, baseada em redes, sistema viário existente e o ambiente construído (com suas variáveis/indicadores) e sua influência na geração de viagens.
    Com disseste, a sintaxe a priori analisa o ambiente construído, mas pode ser uma ferramenta auxiliar na análise da acessibilidade.
    Sabes se existem outras pesquisas semelhantes em andamento?
    Abração do ex-colega

  11. Oi, Saboya e Fabrício
    Sou um dois que não gosta do termo mobilidade e percebo que quando se fala de solução de problemas de deslocamento na cidade (mobilidade) a palavra que a literatura especializada usa é acessibilidade. No próprio texto ali em cima:
    “A Sintaxe Espacial pode ser aplicada em diversos estudos no meio urbano, entre eles:
    acessibilidade;
    coesão e exclusão social
    segurança;
    áreas comerciais.”
    Quando eu falo que o termo “mobilidade” traz tudo de ruim do urbanismo norte-americano, que não considera a “coesão” e integração social, que não favorece a segurança, sei do que estou me referindo. Em São José, especialmente na praia da Ponta de Baixo, uma orientada minha (Márcia Livramento–Prof do IFSC) usou conceitos de sintaxe urbana. Dêem uma olhada sobre isto na minha relatoria do Forum das Américas de “Mobilidade” Urbana. Está passada a limpo (a locução que procedi no evento) no site.
    Um abraço
    Prof Roberto de Oliveira
    Contra o uso da expressão “mobilidade”

  12. Olá Renato Saboya, peço sua ajuda para tentar elucidar um dilema de pesquisa:
    Trabalhei no mestrado com APO de praça, e ingressei no doutorado em seguida com o objetivo de desenvolver uma metodologia própria de diagnóstico de praças e imergir na busca por instrumentos que permitam a leitura das praceidades e compreender os por quês de suas referencialidades, em suma, a relação homem & espaço. Como me refiro a um estudo em profundidade, parto do pressuposto que será aplicado em praça de centralidade, devido a toda complexidade que envolve o método. Nesse recorte semiológico pragmático a análise permitirá posteriormente a intervenções de praças, embora eu não tenha em mente um manual de conduta.
    Uma nova proposta seria utilizando os procedimentos da sintaxe, agora com o foco na análise morfologia, analisar a relação das centralidades com as praças inseridas no traçado, embora sem o afastamento aos fatores que interferem na apropriação física da praça. Pelo que observei segundo Frederico de Holanda, os procedimentos analíticos da sintaxe espacial não seriam propriamente aplicáveis para analise das praças no olhar fenomenológico que defendo.
    Mas no seu parecer o ferramental me ajudaria na segunda proposta, ou até mesmo na primeira? O programa Depthmap: software de análise espacial rede pode contribuir para isso? Não consegui abrir o tutorial do programa não sei se é compatível com a plataforma CAD, e o nível de entendimento em recursos computacionais que o programa exige.

    1. Olá!
      Acredito que a sintaxe possa ser útil sim, especialmente na 2a (com relação à 1a, não domino o suficiente para avaliar).

      Mas teriam que ser os avanços mais recentes da sintaxe, especialmente os grafos de visibilidade e as medidas derivadas, incluindo mapas de permeabilidade, na minha opinião. Dá uma olhada no artigo do Turner:
      TURNER, Alasdair et al. From isovists to visibility graphs: a methodology for the analysis of architectural space. Environment and Planning B: Planning and Design, v. 28, p. 103 -121, 2001.

  13. Ola Renato, tenho vindo a ler algumas publicações suas aqui na net. Pareceu-me super interessante, algumas tem a ver com o meu tema de tese de mestrado.
    Poderia indicar-me alguns bons livros relacionado com o meu tema: Configuração Social do Espaço Publico. esta relacionado com a arquitectura dos vários elementos urbanos e como isso interfere e potencia apropriações diferentes do usuário.

    Muito Obrigada

    1. Olá!
      Acredito que o teoria da Sintaxe Espacial é a que trata mais diretamente desse tema. Algumas sugestões:
      HILLIER, B.; PENN, A.; HANSON, J.; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement . Environment & Planning B, v. 20, p. 29-66, 1993.
      HILLIER, Bill. Space is the machine: a configurational theory of architecture. London: edição eletrônica. 2007.
      HILLIER, Bill. Spatial Sustainability in Cities: organic patterns and sustainable forms. In: 7 th International Space Syntax Symposium, 2009, Stockholm. Proceedings… Stockholm: 2009.
      HOLANDA, Frederico de. O espaço de exceção. Brasília: Editora da UNB, 2002.
      PENN, A.; HILLIER, B.; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks . Environment & Planning B, v. 25, p. 59-84, 1998.

      Muitos outros textos podem ser obtidos aqui:
      http://eprints.ucl.ac.uk/view/subjects/14500.html
      http://joss.bartlett.ucl.ac.uk/index.php/joss
      http://www.spacesyntaxistanbul.itu.edu.tr/papers.htm
      http://www.spacesyntax.tudelft.nl/longpapers1.html
      http://www.spacesyntax.tudelft.nl/longpapers2.html
      http://www.sss7.org/Proceedings.html
      http://www.spacesyntax.org/symposia/SSS4/proceedings.htm

  14. Olá Renato,
    Parabéns. Seu blog me foi bastante útil por me apresentar a alguns autores e linhas de pesquisa que desconhecia.
    Estou pesquisando para minha dissertação de mestrado, acabo de começar o curso, a cerca do tema “Mobilidade” urbana, relacionando esta à forma urbana e novos padrões deslocamento e dinâmicas na cidade. Baixei alguns artigos do professor Bill Hillier. Porém, não consigo baixar dois(indico abaixo) que me parecem poder contribuir para o estudo de meu tema. Através do site http://www.envplan.com, não consigo, pois este não reconhece no IP da minha instituição de ensino (UFRJ) como válido. Tentei em diversos centros desta instituição e de outras mas sem sucesso. Você poderia me sugerir algum outro caminho?
    Abraço
    Gustavo

    PENN, Alan; HILLIER, Bill; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks. Environment and Planning B: Planning and Design, v. 25, n. 1, p. 59 -84, 1998.

    HILLIER, Bill; PENN, A.; HANSON; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. Environment and Planning B, v. 20, p. 29-66, 1993.

  15. Olá Renato Saboya.
    Sou de Portugal e o meu tema relaciona-se um pouco com a Space Syntax. O meu tema vai de encontro de como é que a S. Syntax poderá ser entendida não só como um entendimento de configuração de espaço, mas de como é que os espaços poderão ser “experienciados”, vividos. Por ex. Steven Holl tem como base nos seus projectos a sensibilidade humana.

    Que sugestões de bibliografia, para além da que está mencionada aqui no blog, poderá ser usada?

    1. Recomendo os artigos sobre visibilidade e isovistas, em especial os do Koch e o Wiener. Procure por esses termos no Google que vc encontra.

  16. Olá prof. Renato,

    Meu primeiro contato com a S.E. foi após o Enanpur ano passado, e desde então tenho procurado um software específico para utilizar (trabalhei com o plugin Space Syntax Analysis para QGIS, mas se tornou limitado com o tamanho do mapa axial utilizado). Você teria conhecimento de algum software livre de sintaxe espacial? Desde já agradeço a atenção.

      1. Professor Renato,

        Estou utilizando o Dethpmap como sugerido, e tenho conseguido já resultados bem melhores, agradeço pela indicação!

        Eu tenho mais uma dúvida: no caso da concepção de um mapa axial de uma cidade ou região metropolitana, onde existem espaços de transição rural-urbana, é possível considerar os caminhos naturais que não são exatamente ruas (caminhos entre plantações ou de ligação entre vilarejos, por exemplo)? Fiquei na dúvida pois não são trajetos urbanos, mas também não podem ser desconsiderados como espaços acessíveis.

        Desde já agradeço mais uma vez a atenção.

  17. Olá, Renato. Sei que essa postagem foi feita há muito tempo, mas tenho uma dúvida e talvez você saiba me responder, dado o tempo que você conhece a Sintaxe Espacial.
    Quando se está produzindo o mapa de linhas axiais de um determinado tecido urbano, o que fazer quando há viadutos ou túneis que passam sobre ou sob outras vias? Porque se eu simplesmente cruzar linhas, o DepthMap entenderá que ali há um cruzamento de vias, e isso pode gerar resultados inverídicos na análise final. Talvez seja algo muito simples, mas não tenho conseguido encontrar solução para isso.
    Você saberia me ajudar?

    1. Olá!
      No Depthmap há a ferramenta “unlink”, que pode ser acessada clicando na seta ao lado do botão Join (situado na parte superior direita da janela contendo o mapa). Com ela, você pode clicar em duas linhas axiais que se cruzam para indicar que aquela intersecção deve ser ignorada.
      Renato.

  18. Olá Renato Saboya, sei que o post é antigo mas estou fazendo estagio em Sintaxe Espacial pela Universidade de Caxias do Sul e preciso usar o Detphmap para fazer as análises. Você conhece algum site que disponibiliza este programa em portugues? e tutorial, existe? Obrigado

  19. Olá, Renato!
    Lendo uma dissertação de referência para uma pesquisa de iniciação científica, a autora (Sandra Soares Mello) citou esta teoria e por curiosidade fui fazer a pesquisa. Ao ler a teoria me dei cota de que muitos dos conceitos da sintaxe são aplicados em projetos na faculdades, mas nem me dei conta de que se trata de uma teoria. É uma coisa comum que aplicamos aos estudos e nem nos questionamos sobre quem inventou esse método, mas que é de grande ajuda para fazer as interpretações e tomar decisões que fazem todo o sentido ao projeto. Se na minha universidade os autores da teoria são desconhecidos, me pergunto se isso é recorrente em outras escolas? Será que de fato os estudantes estão aplicando métodos sem saber os verdadeiros autores que o criaram? É comum ver esses conceitos em diversos projetos, mas a minha ficha caiu completamente ao ler este artigo.
    Obrigado e abraços.

  20. Boa noite Renato Saboya!
    Sou estudante de mestrado e tenho desenvolvido a minha dissertação no campo da forma urbana e caminhabilidade, com uma abordagem na teoria da sintaxe espacial. Tenho verificado diversas ferramentas para futuramente realizar minha análise. Gostaria de saber se conhece a ferramente UNA, um plugin compatível com o ArcGis e Rhinoceros, se já utilizou e qual a sua opinião.
    Desde já obrigada!!

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