<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Urbanidades | Posts marcados como segurança - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
	<atom:link href="https://urbanidades.arq.br/tag/seguranca/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://urbanidades.arq.br</link>
	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
	<lastBuildDate>Sat, 17 Feb 2018 01:42:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2016/07/logo-head.png</url>
	<title>Urbanidades | Posts marcados como segurança - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
	<link>https://urbanidades.arq.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 19:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[defensible space]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[fachadas cegas]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
		<category><![CDATA[zoneamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1106</guid>

					<description><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do II Enanparq, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal, um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha, resultado da dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC. A pesquisa tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes na cidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do <a title="II Enanparq" href="http://www.2enanparq.ct.ufrn.br/index.html" target="_blank">II Enanparq</a>, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal,<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank"> um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha</a>, resultado da<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"> dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC</a>, sob minha orientação. A pesquisa, fruto de um trabalho exaustivo, tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes(1). Essa noção não é nova, pelo contrário: desde <a title="Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua" href="http://urbanidades.arq.br/2010/02/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" target="_blank">Jacobs (2000)</a>, pelo menos, os &#8220;olhos da rua&#8221; são considerados importantes elementos na segurança dos espaços públicos (especialmente as ruas e passeios), pela possibilidade de vigilância natural que proporcionariam. Além disso, Jacobs também defendia a mistura de estranhos e moradores locais, equilibrando os fluxos exclusivamente de passagem com os fluxos locais, como forma de aumentar a vigilância nas ruas e, consequentemente, a segurança.</p>
<p><a title="Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Oscar Newman</a>, por outro lado, defendia o que ficou conhecido como &#8220;defensible space&#8221;, entendido como espaços que, pela sua configuração, proporcionassem um sentimento de &#8220;pertencimento&#8221; aos moradores do entorno, que então se encarregariam de vigiá-los e mantê-los seguros. As ruas sem saída seriam exemplos de espaços defensáveis, nos quais estranhos seriam rapidamente identificados e, se necessário, &#8220;neutralizados&#8221;. Entretanto, concordava com Jacobs na questão da permeabilidade visual e proximidade das edificações com a rua como elemento de reforço das condições de segurança.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1107 aligncenter" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Diferenças na relação de diferentes tipologias (com densidades semelhantes) com a rua (NEWMAN, 1996). Qual seria a mais segura?</p>
<p>A pesquisa tentou testar essas questões para o contexto brasileiro, usando Florianópolis como estudo de caso. Para isso, levantou as características tipológicas de 94 locais em que ocorreram crimes no ano de 2010, cuidando para que houvesse boa distribuição espacial da amostra, ou seja, assegurand0-se de que todas as regiões da cidade possuíssem um número adequado de ocorrências levantadas. Muitas características dos lotes e das edificações foram levantadas, mas as mais importantes mostraram ser o uso do solo, a característica dos fechamentos dos lotes (muros, grades, etc., com ou sem vegetação), a densidade de aberturas e a quantidade de lotes vazios e/ou com edificações abandonadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1108" title="permeabilidade_visual" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg" alt="" width="500" height="121" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-300x72.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-768x186.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-990x242.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-50x12.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-200x48.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg 1000w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Teria a permeabilidade visual entre edificação e espaço público realmente a capacidade de auxiliar na prevenção de crimes? Seriam formas semelhantes à imagem da esquerda mais seguras que formas semelhantes à da direita? (Adaptado de VIVAN, 2012).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1109" title="vivan-interfaces_lotes" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg" alt="" width="500" height="110" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-300x66.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-768x170.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-50x11.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-200x44.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg 1000w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Edificações das ocorrências estudadas, que exemplificam: a) Interface com alta visibilidade (IAV); b) Interface com média visibilidade (IMV); c) Interface com baixa ou nula visibilidade (IBV). (VIVAN, 2012)</p>
<p>A metodologia seguiu os seguintes passos gerais:</p>
<ul>
<li>Definição de uma amostra representativa dos crimes ocorridos em Florianópolis no ano de 2010;</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Definição de um grupo de controle (2);</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato para o grupo de controle, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Comparação entre as características morfológicas da amostra e do grupo de controle;</li>
<li>Interpretação dos resultados.</li>
</ul>
<h3>Resultados</h3>
<p>Os resultados foram interessantes. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais (pelo menos 70% de usos residenciais) (3) e comparando com um grupo de controle , eles indicaram que:</p>
<ul>
<li>O grupo de controle apresenta maiores valores de interface de alta visibilidade (IAV) com 42,11%, enquanto que na amostra de ocorrência de crimes esse índice foi de 35,16%;</li>
<li>A média de densidade das aberturas seguiu a mesma lógica, sendo que o grupo de controle com predominância residencial apresentou maior densidade média de aberturas (0,259 abertura/m) enquanto que a amostra apresentou 0,235 abertura/m ;</li>
<li>A porcentagem de lotes de usos vazios (UV) na amostra foi maior (12,79%) do que no grupo de controle (6,65%), o que reforça a noção de que os crimes em áreas residenciais ocorrem com maior frequência quando existe a proximidade de áreas vazias (e que, portanto, não oferecem intervisibilidade).</li>
</ul>
<div class="olhos">Apesar de tentarem se proteger com muros e paredes cegas, os moradores acabam criando o oposto: espaços urbanos mais inseguros</div>
<p>O que isso significa? Em poucas palavras, que as características de permeabilidade visual entre a edificação e o espaço da rua estão realmente relacionadas com a ocorrência de crimes, no sentido de que estes tendem a acontecer em locais caracterizados por formas arquitetônicas com menos permeabilidade (muros cegos ou com vegetação que impossibilita a visão, fachadas com poucas ou nenhuma janela e ruas com grande quantidade de terrenos vazios ou edificações abandonadas). Dito assim, isso não parece nenhuma novidade: intuitivamente nos sentimos mais inseguros em espaços com essas características. Temos a impressão de que, se algo acontecer, ninguém poderá nos ajudar ou chamar por socorro. Entretanto, uma coisa é sabermos intuitivamente que essa é nossa sensação; outra é termos fortes indícios quantitativos &#8211; e obtidos através de um método cuidadoso e sistemático &#8211; de que isso realmente influencia na localização das ocorrências de crime.</p>
<p>Além disso, por mais que intuitivamente isso seja facilmente percebido, ainda assim vemos muitos moradores fazendo exatamento o oposto, o que não deixa de ser um paradoxo: criam muros altos e cegos para supostamente proteger suas casas e diminuem a quantidade de janelas abertas para a rua para preservarem sua privacidade, mas ao fazê-lo estão criando espaços externos mais inseguros que, ao fim e ao cabo, tornam mais inseguras suas residências (os crimes considerados no estudo envolviam não apenas aqueles ocorridos no espaço público, mas também no interior dos lotes e edificações).</p>
<p>Some-se a isso os planos diretores, que frequentemente permitem ou até mesmo incentivam tipologias com baixa permeabilidade visual, e o quadro está pronto: cidades cada vez mais inseguras, desvitalizadas, desagradáveis, intimidadoras. Enquanto não houver <a title="A urgência do planejamento" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.125/3624" target="_blank">instrumentos urbanísticos mais sensíveis ao funcionamento dos sistemas urbanos</a>, os problemas tendem a se agravar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1110" title="SAMSUNG" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg" alt="" width="500" height="181" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-300x108.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-768x279.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-50x18.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-200x73.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Fachadas de baixa permeabilidade no térreo.</p>
<h3>Resumo oficial da dissertação (VIVAN, 2012):</h3>
<p>Este artigo tem como objetivo estudar a correlação entre aspectos da forma edificada (especialmente a permeabilidade visual) e a ocorrência de crimes no espaço urbano de Florianópolis &#8211; SC, partindo da hipótese de que a maior conexão visual entre área pública e privada inibe a ocorrência de crimes. Para isso, foram selecionados os tipos de crimes a serem focalizados, que são alguns tipos de furtos e roubos, e violação de domicílio. A cidade foi dividida em seis porções, para facilitar os levantamentos por regiões, e foram selecionados crimes para amostragens proporcionais à realidade do ano de 2010. Foi realizado o levantamento dos dados em campo, com a compilação dos resultados para, assim, analisar estatisticamente. Os resultados preliminares não indicaram correlação entre características de visibilidade e ocorrência de crimes. Entretanto, uma análise mais cuidadosa identificou que a elevada presença de usos comerciais na amostra poderia estar distorcendo os resultados. Assim, uma nova análise foi efetuada considerando apenas os trechos com predominância residencial, tanto na amostra quando no grupo de controle. Os resultados sustentaram a influência de fatores de visibilidade na ocorrência de alguns tipos de crimes, corroborando a literatura, o que evidencia a importância da consideração das variáveis físicas do layout na redução da suscetibilidade de alguns locais ao crime.</p>
<p>PALAVRAS-CHAVE: conexão visual, segurança no espaço construído, espaço público, espaço privado.</p>
<h3> Notas</h3>
<p>(1) O que não significa, obviamente, que os crimes são causados pela forma das edificações, ou que estas poderiam, de alguma maneira, eliminá-los. Significa apenas que parece existir uma ligação entre a forma das edificações e a probabilidade de acontecerem crimes nos seus entornos imediatos.</p>
<p>(2) O grupo de controle foi definido considerando os raios de distância métrica a partir dos pontos em que os crimes aconteceram. Dessa forma, foram selecionadas localizações que estivessem ao mesmo tempo nas mesma regiões dos crimes, mas em pontos distantes o suficiente para estarem fora de sua área de influência imediata. Agradecimentos ao Prof. Fletes, do Depto. de Estatística da UFSC, cujo auxílio no design do experimento foi essencial para o trabalho.</p>
<p>(3) A comparação entre áreas residenciais foi feita porque a primeira parte da análise indicou que usos comerciais possuem dinâmicas diferentes em relação aos crimes, uma vez que possuem permeabilidade visual mais alta e ao mesmo tempomaior atratividade para os criminosos, pela maior circulação de dinheiro. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais, foi possível isolar a variável &#8220;uso do solo&#8221; e realizar comparações mais confiáveis. Um estudo mais aprofundado sobre a relação entre os diferentes usos do solo e a ocorrência de crimes está em fase inicial de elaboração.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>VIVAN, Mariana. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"><strong>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</strong>: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. Dissertação de Mestrado defendida junto ao PósArq &#8211; UFSC, Florianópolis, SC: UFSC.</p>
<p>VIVAN, Mariana; SABOYA, Renato. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. II Encontro Nacional da Anparq.<strong> Anais</strong>&#8230; , 2012. Natal, Brasil . (no prelo).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Houston: paraíso dos automóveis</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 18:32:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação do solo]]></category>
		<category><![CDATA[paisagem]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=983</guid>

					<description><![CDATA[<p>Essa imagem é impressionante: nela podemos ver a primazia do automóvel na constituição do espaço urbano levada ao seu extremo, bem como os resultados espaciais obtidos por essa visão de desenvolvimento. Você gostaria de morar numa cidade assim? Caminhar pelas suas ruas num tranquilo passeio no fim-de-semana? &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Houston: paraíso dos automóveis</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/">Houston: paraíso dos automóveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Essa imagem é impressionante: nela podemos ver a primazia do automóvel na constituição do espaço urbano levada ao seu extremo, bem como os resultados espaciais obtidos por essa visão de desenvolvimento. Você gostaria de morar numa cidade assim? Caminhar pelas suas ruas num tranquilo passeio no fim-de-semana?<span id="more-983"></span></p>
<figure id="attachment_984" aria-describedby="caption-attachment-984" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-984" title="parking-houston" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-1536x959.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-984" class="wp-caption-text">Houston - Texas. Fonte: http://www.ecoplan.org/wtpp/wt_home-houston.htm</figcaption></figure>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/">Houston: paraíso dos automóveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
		<category><![CDATA[condomínios fechados]]></category>
		<category><![CDATA[espaço defensável]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[olhos da rua]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=523</guid>

					<description><![CDATA[<p>Dando sequência à série sobre segurança nas cidades (veja também o post sobre os espaços defensáveis), este post vai tratar do conceito de &#8220;olhos da rua&#8221; de Jane Jacobs, talvez<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/">Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dando sequência à série sobre segurança nas cidades (veja também o post sobre os <a title="espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">espaços defensáveis</a>), este post vai tratar do conceito de &#8220;olhos da rua&#8221; de Jane Jacobs, talvez o conceito mais famoso e consagrado no que diz respeito à segurança urbana.</p>
<p>Segundo Jacobs, as calçadas desempenham papel fundamental para a manutenção da segurança nas cidades. Quando dizemos que uma cidade não é segura, estamos nos referindo às suas calçadas.<span id="more-523"></span></p>
<h3>As calçadas e os desconhecidos</h3>
<p>O principal ponto da argumentação de Jacobs é essencialmente diferente do de Newman. Ela defende a presença de desconhecidos como importante:</p>
<blockquote><p>O principal atributo de um distrito urbano próspero é que as pessoas se sintam seguras  e protegidas na rua em meio a tantos desconhecidos (JACOBS, 2000, p. 30)</p></blockquote>
<p>Jacobs defende que a manutenção da segurança não é feita pela polícia (ou pelo menos não apenas por ela, que também é necessária), mas &#8230;</p>
<blockquote><p>[&#8230;]pela rede intrincada, quase inconsciente, de controles e padrões de comportamento espontâneos presentes em meio ao próprio povo e por ele aplicados. (JACOBS, 2000, p. 32)</p></blockquote>
<p>As baixas densidades não são a resposta. Os subúrbios americanos, vistos por muitos como lugares seguros, nem sempre o são. Jacobs sustenta tal afirmação com dados sobre Los Angeles (de 1958), mostrando que, apesar das baixas densidades, apresenta taxas muito altas de criminalidade.</p>
<h3>As três condições para a segurança</h3>
<p>Jacobs propõe, então, três condições para que haja pessoas suficientemente nas ruas de forma que elas exerçam a vigilância natural sobre os espaços públicos e, com isso, diminuam a violência:</p>
<ol>
<li>Deve ser nítida a separação entre o espaço público e o espaço privado;</li>
<li>Devem existir os olhos da rua;</li>
<li>A calçada deve ter usuários transitando ininterruptamente.</li>
</ol>
<h3>Separação entre espaço público e privado</h3>
<p>Esse requisito não é muito aprofundado por Jacobs. Entretanto, ela diz explicitamente que a área a ser &#8220;vigiada&#8221; precisa ter limites claros e praticáveis. É uma crítica direta aos ideais modernistas, então em voga, de construir edificações sobre pilotis soltas sobre amplas áreas verdes, de forma que os espaços públicos permeassem todo o bairro. Jacobs parece entender que tal configuração é prejudicial à segurança porque &#8220;borra&#8221; os limites do que é visto como responsabilidade de cada pessoa no que diz respeito à vigilância natural.</p>
<h3>Olhos da rua</h3>
<p>Os olhos da rua são as pessoas que, consciente ou inconscientemente, utilizam o espaço público e/ou costumam contemplá-los de suas casas, exercendo uma vigilância natural sobre o que ali acontece. Jacobs cita como contra-exemplo alguns edifícios muito verticalizados, em que os corredores eram inacessíveis aos olhos, apesar de serem de acesso público, e por isso sofriam enormemente com a depredação e a violência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-525" title="cg_condominios_2007_julho_02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-200x150.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas" style="text-align: center;">Quando as ruas não possuem &#8220;olhos&#8221;, tornam-se inseguras. (Condomínos fechados em Campo Grande &#8211; MS)</p>
<blockquote><p>Sob a aparente desordem da cidade tradicional, existe, nos lugares em que ela funciona a contento, uma ordem supreendente que garante a manutenção da segurança e a liberdade. É uma ordem complexa (JACOBS, 2000, p. 52).</p></blockquote>
<div class="olhos">É importante que os edifícios tenham relação com a rua, para poder existir a vigilância natural. </div>
<p>Portanto, os edifícios precisam oferecer a possibilidade de contato visual entre o interior e o espaço público, para que os olhos possam atuar. Esse ponto é apenas rapidamente abordado por Jacobs, ao menos de forma explícita, mas fica claro na sua descrição sobre como os olhos da rua agem em determinadas áreas da cidade. Confusões, brigas e outros incidentes nesses bairros são rapidamente controladas ou inibidas pela ação de moradores que observavam o que acontecia de dentro de suas casas. Além disso, a necessidade de contato das edificações com o espaço público é um dos pontos de consenso entre Jacobs e <a title="Newman segurança nas cidades" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Newman </a>que, de resto, possuem concepções diferentes sobre os requisitos para a segurança nas cidades.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-526" title="upper_east_side_02_800" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Os edifícios devem possibilitar os &#8220;olhos da rua&#8221;. Fonte: <a title="Olhos da rua" href="http://www.flickr.com/photos/iamagenious/2157265210/" target="_blank">Flickr</a></span></p>
<h3>Usuários transitando ininterruptamente</h3>
<p>Esse requisito está intimamente ligado ao anterior, uma vez que uma quantidade significativa de pessoas transitando e utilizando as ruas é condição necessária para que haja olhos da rua. Tanto no sentido direto quanto indiretamente.</p>
<p>No sentido direto porque as próprias pessoas que usam e transitam pela rua acabam exercendo uma vigilância natural. Ruas com movimentação de pessoas tendem a tornar-se mais seguras (pelo menos até um certo nível de movimentação, uma vez que ruas com um número excessivo de pessoas pode favorecer alguns tipos de furtos. Mas Jacobs não trata desse aspecto). Jacobs descreve o que ela chama de &#8220;balé das ruas&#8221;, em que vários atores, com os mais diversos propósitos, saem às ruas em horários diversificados para as mais diferentes atividades. Essas atividades interagem entre si e de alguma forma acabam complementando-se, formando uma teia de interação social e cuidados mútuos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-527" title="Lynch (1981 - p 428) Espacos publicos" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos.jpg" alt="Espaços públicos" width="472" height="315" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos.jpg 472w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px" /></a><br />
<span class="legendas">Ruas bem movimentadas tendem a ser mais seguras. Fonte: (LYNCH, 1960)</span></p>
<p>Indiretamente, o movimento de pessoas atua como atrator para os olhares de quem não está na rua, uma vez que as pessoas costumam gostar de olhar quem passa.  Ruas desertas dificilmente atrairão a atenção de quem está dentro das edificações, o que acaba acentuando a sensação de insegurança.</p>
<h3>Algumas observações adicionais</h3>
<p>As idéias de Jacobs, apesar de terem sido formuladas há meio século, ainda parecem ser válidas, no seu conjunto, para as cidades atuais. A questão da interação entre estranhos e moradores locais ainda permanece significativa (vide o problema dos <a title="Condomínios fechados" href="http://urbanidades.arq.br/2007/07/condominios-fechados/" target="_blank">condomínios fechados</a>), e longe de uma solução satisfatória. Os olhos da rua, uma das suas principais contribuições, permancece mais válido que nunca e, no entanto, cada vez mais presenciamos situações em que as edificações viram-se de costas para o espaço público, renegando-o. Talvez o &#8220;clima&#8221; de cidade pequena esteja irremediavelmente perdido na maioria dos lugares, mas a possibilidade de interação social e de manutenção coletiva das condições de segurança parecem viáveis.</p>
<p>Seria interessante discutirmos, nos comentários, alguns exemplos concretos que os leitores conheçam e os quais queiram compartilhar. Será que essas ideias da Jacobs aplicam-se a todos os lugares? Há exceções? Comentem!</p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>JACOBS, Jane. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>LYNCH, Kevin. <strong>The image of the city</strong>. Cambridge: The M.I.T. Press, 1960.</p>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/">Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>9</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 00:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[defensible space]]></category>
		<category><![CDATA[espaço defensável]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=463</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma das grande preocupações das cidades atualmente é, sem dúvida, o problema da segurança. Entretanto, não é de hoje que estudiosos do urbano, especialmente arquitetos, vêm estudando o assunto e<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das grande preocupações das cidades atualmente é, sem dúvida, o problema da segurança. Entretanto, não é de hoje que estudiosos do urbano, especialmente arquitetos, vêm estudando o assunto e dando contribuições valiosas para seu enfrentamento. Por um lado, parece óbvio que a desigualdade social e econômica é um dos principais fatores causadores da violência urbana. Por outro, é interessante explorar quais fatores espaciais podem contribuir para diminuir a violência e a insegurança nas cidades.</p>
<p>Este é o primeiro post de uma série que vai abordar as contribuições de diversos autores a esse problema, do ponto de vista do arquiteto e urbanista. Para esse início, escolhemos um dos autores mais conhecidos sobre o problema da segurança e sua relação com a tipologia das edificações e dos tecidos urbanos: Oscar Newman.</p>
<p>Seu trabalho mais famoso é “Defensible Space”, de 1972. Outra publicação, mais recente, chamada “Creating Defensible Space”, de 1996, está disponível para download gratuitamente, e foi patrocinada pelo Departamento Nacional de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA.</p>
<h3>As origens: Pruitt-Igoe e as ruas privadas de St. Louis</h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-466" title="Pruitt-igoeUSGS02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-499x306.jpg" alt="Pruitt-igoeUSGS02" width="499" height="306" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-499x306.jpg 499w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-300x183.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-500x306.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-768x471.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-1536x941.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-2048x1255.jpg 2048w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-200x123.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /><br />
<span class="legendas">Pruitt-Igoe. Fonte: <a title="Pruitt - Igoe" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pruitt-igoeUSGS02.jpg" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-467" title="pruitt-igoe_03" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-500x313.jpg" alt="pruitt-igoe_03" width="500" height="313" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-500x313.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-768x481.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03.jpg 1151w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<span class="legendas">Demolição de Pruitt-Igoe. Fonte: <a title="Pruitt - Igoe" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pruitt-Igoe-collapses.jpg" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p>Segundo Newman, o conceito de <a title="Defensible Spaces" href="http://www.defensiblespace.com/start.htm" target="_blank">Espaço Defensável</a> evoluiu a partir da observação do conjunto Pruitt-Igoe, um complexo com 2.740 unidades residenciais cuja implosão ficou conhecida como o fim “oficial” do Movimento Modernista. O conjunto era composto por torres de 11 andares sobre amplas superfícies verdes, teoricamente destinadas a usos coletivos, seguindo a doutrina dos CIAM.</p>
<p><span class="olhos">Pruitt-Igoe é considerado por muitos o fim definitivo do Modernismo, e as questões de segurança foram provavelmente as que mais determinaram seu insucesso.</span>Entretanto, em pouco tempo as condições de degradação chegaram a níveis insuportáveis. As áreas comuns, de maneira geral, estavam em péssimas condições de conservação. O vandalismo acontecia nos corredores e lavanderias, as áreas verdes estavam cheias de lixo, e era perigoso passar pelas escadas, halls e elevadores. As imagens abaixo mostram como o arquiteto imaginava o andar coletivo, com espaços de socialização, e como ele realmente acabou sendo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-470" title="pruitt-igoe_01_e" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-500x311.jpg" alt="pruitt-igoe_01_e" width="500" height="311" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-500x311.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-768x479.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e.jpg 787w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-469" title="Pruitt-Igoe-corridor-actual_e" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-500x335.jpg" alt="Pruitt-Igoe-corridor-actual_e" width="500" height="335" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-500x335.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-300x201.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-768x515.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-50x34.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e.jpg 787w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Espaço previsto para os corredores comunais e o modo como estes realmente se tornaram (Fonte: Newman, 1996)<br />
</span></p>
<p>Entretanto, em áreas em que apenas duas famílias dividiam um lobby, este era bem conservado. Newman então concluiu que as pessoas só preservavam e cuidavam dos espaços que eram percebidos como “seus”. Aqueles espaços compartilhados com diversas famílias não eram “apropriados” pelos moradores, e portanto acabavam sendo depredados.</p>
<p>Tal conclusão foi reforçada pela observação de ruas de acesso restrito localizadas próximas ao conjunto Pruitt-Igoe, habitadas por pessoas de nível socioeconômico semelhante que, entretanto, não tinham os mesmos sinais de violência e depredação. Nessas ruas, os moradores exerciam maior controle sobre quem entrava ou passava por ela o que, segundo Newman, explicava essa diferença.</p>
<h3>Forma das edificações e controle</h3>
<p>Com base nessas observações preliminares, Newman fez um estudo sobre os tipos arquitetônicos residenciais mais comuns e as possibilidades de controle dos espaços proporcionadas por cada um deles. As unidades unifamiliares, quando diretamente ligadas à rua, possuem espaços com alto nível de controle, tendo em vista o fato de que apenas uma família será a responsável por eles. Um exemplo são os jardins frontais que, apesar de serem acessíveis a partir da rua, são apropriados (e portanto controlados) pelos proprietários. O próprio carro estacionado na frente da casa é uma espécie de marcação do território.</p>
<p><span class="olhos">A chave para espaços defensáveis é o controle dos moradores</span>Outro tipo são os conjuntos residenciais de baixa densidade (3 ou 4 pavimentos), em que há espaços compartilhados por um número não muito grande de famílias, tais como os acessos e jardins frontais e os espaços abertos no interior das quadras. Alguns espaços são totalmente privados, como nos casos dos quintais pertencentes exclusivamente às unidades do térreo. Neste caso, também a possibilidade de controle do espaço é grande.</p>
<p>O terceiro tipo seria representado pelos edifícios verticais mais altos, com acessos compartilhados por muitas famílias e distantes da rua, rodeados de áreas inteiramente públicas. Por não haver espaços privados ou semi-privados, o controle do espaço é seriamente comprometido. Além disso, há uma grande quantidade de espaços cegos (sem janelas) e áreas de estacionamento, o que torna ainda mais difícil o controle.</p>
<p>A Figura abaixo mostra os dois últimos tipos em uma mesma rua. Através dela é possível perceber que o tipo da esquerda (mais verticalizado) é mais inóspito e menos convidativo aos pedestres. Suas fachadas cegas geram espaços que tendem a dificultar a vigilância, e a distância das unidades habitacionais até a rua (separadas pelo estacionamento) funciona como agravante.</p>
<p>Já na tipologia da direita, a proximidade com a rua é mantida, as janelas se voltam para esta, assim como o acesso, tendendo a trazer maior controle e, por consequência, maior segurança.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="Newman (1996) - 01" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Tipologias diferentes em densidades semelhantes. (NEWMAN, 1996)</span></p>
<h2>Críticas</h2>
<p><span class="olhos">Controle do acesso ou integração social?</span>O conceito de espaço defensável de Newman é criticado especialmente por defender o controle por parte dos moradores, o que pode facilmente descambar para a segregação e o isolamento. <del>Estranho são vistos como inimigos em potencial, e não como possibilidade de encontros variados e maior interação social. Vai, portanto, totalmente contra as ideias de <a title="Jane Jacobs" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/jane-jacobs-parques-de-bairro/" target="_blank">Jane Jacobs</a>.</del>  Estranho são vistos ora como inimigos em potencial, ora como geradores de maior segurança através da vigilância natural. Ao contrário de <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/jane-jacobs-parques-de-bairro/">Jacobs</a>, Newman não baseia sua argumentação na importância de encontros variados e maior interação social. Provavelmente por esse motivo, ele não se preocupa em explicar e explorar de forma sistemática os possíveis efeitos que esses aspectos teriam ter sobre a segurança urbana. (<em>editado em 27.09.2016</em>)</p>
<p>Por outro lado, a necessidade de que as janelas e acessos tenham contato direto com os espaços circundantes tem correlação direta com o conceito de &#8220;olhos da rua&#8221; de Jacobs. Esse ponto parece ser consenso entre os principais autores que tratam do tema da segurança nos espaços urbanos e, portanto, deve ser estimulado (e talvez até exigido) em projetos e planos urbanísticos.</p>
<h2><span class="legendas">Referência bibliográfica</span></h2>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. dl: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996. Acessível <a title="Defensible Spaces" href="http://www.huduser.org/publications/pubasst/defensib.html" target="_blank">aqui</a>.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
