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	<title>Urbanidades | Posts marcados como Christopher Alexander - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como Christopher Alexander - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Espaços abertos positivos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2014 19:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Camillo Sitte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espaços abertos positivos são tão importantes quanto difíceis de serem definidos e explicados. Neste post mostramos alguns exemplos de espaços positivos e espaços residuais e exploramos algumas estratégias para alcançar os primeiros. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Espaços abertos positivos</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/">Espaços abertos positivos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No projeto de espaços abertos, considero que um dos conceitos mais importantes &#8211; e mais difíceis de serem explicados &#8211; é o de conformação de espaços abertos &#8220;positivos&#8221;. Até onde pude apurar, essa denominação foi dada por Alexander et al (1977) no &#8220;Linguagem de Padrões&#8221; e continua sendo utilizada por outros autores (ver, por exemplo, CARMONA et al, 2003), apesar de não ser um termo amplamente adotado.Tão difícil quanto defini-lo em palavras é conseguir com que os alunos entendam o conceito e, mais importante, apliquem-no em seus projetos (e, por que não dizer?, também os profissionais, vide os exemplos trágicos de espaços urbanos existentes por aí). Por isso, este post vai tentar defini-lo utilizando-se primordialmente de imagens, na esperança de que o contraste entre os tipos de espaços permita um entendimento mais fácil e completo desses conceitos.<span id="more-1232"></span></p>
<h3>Espaços positivos e negativos</h3>
<p>Segundo Alexander et al (1977, p. 518), espaços abertos positivos são aqueles que &#8220;possuem um formato distinto e definido, tão definido como o de uma sala&#8221;. Em estudo posterior, Alexander et al (1987, p. 66) definiram espaços positivos como &#8220;coerentes e bem conformados&#8221;.</p>
<p>Para entender melhor, convém considerar uma espécie de deslocamento do foco de atenção na consideração das relações entre edifícios e os espaços abertos, deslocamento no qual o foco de atenção passa dos primeiros para os últimos. Estes passam a ser o elemento principal, e as edificações são vistas como <span style="text-decoration: underline;">meios</span> para conformar os espaços abertos. Ou, em outras palavras, &#8220;&#8216;<em>Edifícios rodeiam os espaços abertos&#8217; e NÃO &#8216;Os espaços abertos rodeiam os edifícios&#8217;</em>&#8221; (ALEXANDER et al, 1987, p. 67). Os espaços abertos é que devem possuir formas mais simples e &#8220;íntegras&#8221;, inteiras, legíveis, enquanto que as edificações acabam possuindo formas mais irregulares, atreladas à sua função de conformar os espaços abertos.</p>
<p>Quando isso não acontece, temos espaços negativos ou, para usar um termo mais usual, residuais. Nesse caso, a edificação é posicionada em um local central e os espaços abertos são aqueles que &#8220;sobram&#8221; ao seu redor. Esses espaços tendem a ser percebidos como incompletos, desagradáveis, sem unidade e, via de regra, são usados para canteiros sem importância ou como espaços exclusivamente de passagem. Veja, por exemplo, o conjunto do CTC, no campus da UFSC, abaixo. É possível perceber que a forma das edificações não fazem a menor menção ao espaço aberto. Elas foram determinadas segundo sua própria lógica (o que não quer dizer, infelizmente, que isso garanta alguma coisa em termos de qualidade na solução arquitetônica), e criam uma série de espaços residuais ao seu redor e em suas reentrâncias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1234" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-500x375.jpg" alt="espaços positivos 01" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01.jpg 882w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Centro Tecnológico da UFSC (Fonte: Google Maps).</span></p>
<p>Examine, na imagem abaixo, a forma aproximada da edificação destacada e, especialmente, as várias formas dos espaços em branco: praticamente todas são &#8220;retalhos&#8221;, espaços sem força, sem integridade, sem ambiência. Por isso, dificultam a conformação de subespaços e áreas de estar, e não incentivam sua apropriação pelas pessoas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1233" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02.jpg 882w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Centro Tecnológico da UFSC (Fonte: Google Maps).</span></p>
<p>Por outro lado, veja a Praça do Campidoglio, abaixo. As edificações conformam perfeitamento o espaço aberto, definindo claramente três lados que funcionam como limites, enquanto um deles fica aberto, conferindo ambiência e direcionalidade ao espaço e valorizando os visuais tanto para o edifício principal quanto a partir do espaço aberto para a cidade, que fica em um nível mais abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1235" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-500x429.jpg" alt="" width="500" height="429" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-500x429.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-300x257.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-768x659.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-50x43.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-200x172.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U.jpg 931w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Espaço aberto positivo (Fonte: Ching, 2002, p. 148).</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1236" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03.jpg 604w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Piazza del Campidoglio &#8211; Roma (Fonte: Google Maps).</span></p>
<h3>Fatores que auxiliam a construção de espaços positivos</h3>
<p>Um primeiro fator, tratado por Alexander et al (1977), é a convexidade do espaço. Um espaço é convexo quando é possível traçar uma linha reta entre todos os pontos localizados no seu interior sem atravessar nenhuma borda do espaço aberto. Em outras palavras, em espaço convexos todos os pontos em seu interior conseguem se &#8220;enxergar&#8221; mutuamente. A imagem abaixo mostra dois exemplos: o primeiro deles, à esquerda, representa um espaço convexo. Todas as possíveis combinações de pontos teriam linhas de visão mútua semelhantes à linha tracejada, no sentido de que passariam apenas dentro do espaço. Na imagem da direita, ao contrário, é fácil perceber que há uma razoável quantidade de &#8220;pares&#8221; de pontos cuja linha de visão entre si passaria por fora do espaço, conforme exemplificado pela linha tracejada. Esse espaço não é convexo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1237 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-500x266.jpg" alt="" width="500" height="266" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-500x266.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-300x160.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-768x409.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-50x27.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-200x107.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas">Espaço convexo (esq.) e não convexo (dir.) (Fonte: Carmona et al, 2003, p. 138)</span></p>
<p style="text-align: left;">O segundo é um certo grau de &#8220;contenção espacial&#8221; (CARMONA, 2003, p. 139), que por sua vez depende da relação entre a altura das edificações do entorno e suas distâncias no eixo horizontal. Em casos em que os edifícios estão localizados junto ao espaço aberto, essa relação tende a favorecer a contenção espacial, enquanto que edifícios muito distantes desfavorecem ou mesmo comprometem inteiramente essa sensação de contenção ou ambiência. Obviamente, esse fator está intimamente relacionado com a continuidade dos edifícios ao redor do espaço aberto; nos casos em que essa continuidade é prejudicada pela existência de grandes afastamentos entre as edificações, ou até mesmo pela existência de grandes avenidas e/ou outros elementos do sistema viário, a sensação de ambiência tende a sofrer. Segundo Carmona (2003), a forma mais fácil de criar esse senso de contenção espacial é agrupar edifícios ao redor de um espaço central.</p>
<p style="text-align: left;">Entretanto, isso nem sempre é possível ou até mesmo desejável, dependendo de cada situação. Nesses casos, é possível atingir efeito semelhante através de outros elementos, tais como desníveis e o uso de vegetação. Veja, por exemplo, a estratégia utilizada pelos projetistas da Deichmann square, Chyutin Architects, para reforçar o senso de ambiência e fechamento: nas laterais em que não havia edificações, eles utilizaram-se de suaves taludes para ajudar a criar um fechamento (quase) vertical para o espaço aberto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-Park-Architecture-Design.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1244" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-Park-Architecture-Design-500x401.jpg" alt="" width="500" height="401" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1255" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/The-Deichmann-Square-Near-The-Campus-Architecture-Design-500x332.jpg" alt="The-Deichmann-Square-Near-The-Campus-Architecture-Design" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1245" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-500x402.jpg" alt="The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design" width="500" height="402" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-500x402.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-300x241.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-768x618.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-50x40.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-200x161.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design.jpg 940w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Deichmann square (Chyutin Architects) &#8211; Source: <a href="http://www.contemporist.com/2011/01/17/the-deichmann-square-by-chyutin-architects/" target="_blank">here</a>.</span></p>
<p>Essa contenção espacial possui, certamente, diferentes graus, dependendo do modo como suas bordas estão configuradas, como se relacionam e conformam o espaço aberto e como se relacionam entre si, permitindo um maior ou menor campo visual &#8220;escapar&#8221; de dentro do espaço. Edificações que se estendem por trás de outras edificações tendem a bloquear as visuais para fora do espaço e, com isso, ampliar a sensação de contenção. Carmona (2003) nota que, de acordo com Camilo Sitte (1992), as praças que se mostraram mais bem sucedidas em seus estudos eram aquelas que permitiam linhas de visão para outras praças (sobre isso, vale a pena dar uma olhada também nos estudos da <a title="Sintaxe Espacial" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/">Sintaxe Espacial </a>e as análises feitas sobre esses visuais para fora das ambiências criadas pelos espaços abertos).</p>
<p style="text-align: left;">Camilo Sitte também estudou esse fenômeno e destacou o uso de configurações do tipo &#8220;catavento&#8221;, nas quais as vias não passam diretamente pelo espaço, o que diminuiria a sensação de contenção do espaço; ao contrário, as vias eram interrompidas pelas edificações para &#8220;recomeçarem&#8221; em outro alinhamento, aumentando a sensação de definição da ambiência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-1257" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg" alt="Sitte (1992 - p 49) - Praca antiga" width="225" height="211" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg 474w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-300x281.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-50x47.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-200x187.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><br />
<span class="legendas">Configurações em &#8220;catavento&#8221; &#8211; Sitte, 1992.</span></p>
<p>Podemos concluir que espaços bem conformados, positivos, tendem a proporcionar maior qualidade ao usuário e criar espaços mais agradáveis. Entretanto, é preciso buscar o equilíbrio no grau de fechamento do espaço, sob pena de criar um ambiente excessivamente autocentrado e desconectado do seu entorno e das demais atividades acontecendo na cidade ao seu redor. Um fechamento equilibrado deve ser capaz de, ao mesmo tempo, proporcionar uma sensação de acolhimento mas também realizar conexões (visuais, funcionais, ou mesmo simbólicas) com outras partes da cidade, sejam outros espaços semelhantes a ele ou não, de forma a integrar-se adequadamente à riqueza e complexidade da dinâmica urbana.</p>
<h3>Exemplos</h3>
<h4>Espaços negativos</h4>

<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/ufsc-01_cr/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/original_soh_aerial_1/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/parking-houston-2/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/le-corbusier-cidade-moderna-croqui-01_1024/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/4647696349_3d5ec85f11_o/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="103" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/4647696349_3d5ec85f11_o-scaled.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" /></a>

<h4>Espaços positivos</h4>

<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/the-deichmann-square-3d-master-plan-architecture-design/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/veneza-02/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/pracas_01/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/del-rio-1990-p-141-mercado/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/ching-2002-p-148-planos-em-u/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/piazza-san-pietro-02_red/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>

<h3 style="text-align: left;">Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C.; ISHIKAWA, S.; SILVERSTEIN, M. A <strong>pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>ALEXANDER, C. et al.<strong> A New theory of urban design</strong>. New York: Oxford University Press, 1987.</p>
<p>CARMONA, M. <strong>Public places, urban spaces</strong>: the dimensions of urban design. Oxford; Boston: Architectural Press, 2003.</p>
<p>SITTE, C. <strong>A construção da cidade segundo seus princípios artísticos</strong>. São Paulo: Ática, 1992. v. (1a. ed. 1889) </p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/">Espaços abertos positivos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jun 2013 15:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaço defensável]]></category>
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		<category><![CDATA[fachadas cegas]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[olhos da rua]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apenas a permeabilidade física pode não ser suficiente para a vitalidade. Neste post, examinamos a importância da conectividade visual entre edificação e espaço público. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público" href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a></li>
</ul>
<h3>Interface entre espaço edificado e espaço aberto público: permeabilidade visual</h3>
<p>Apenas a proximidade física pode não ser eficaz na promoção da vitalidade caso não seja reforçada por conexões visuais:</p>
<blockquote><p>O contato através da experiência entre o que está acontecendo no ambiente público e o que está acontecendo nas residências, lojas, fábricas, oficinas e edifícios coletivos adjacentes pode promover uma extensão e enriquecimento das possibilidades de experiências, em ambas as direções. (GEHL, 2011, p. 121)</p></blockquote>
<p>Podemos identificar três maneiras pelas quais a visibilidade pode ajudar a promover a apropriação dos espaços públicos. A primeira delas, levantada por Jacobs (2001), diz respeito à segurança. O conceito de “olhos da rua” descreve a combinação de fachadas visualmente permeáveis, próximas à rua e com moradores que se preocupam com o que acontece na sua vizinhança, e funciona no sentido de promover uma maior sensação de segurança para quem caminha ou desenvolve outro tipo de atividade nas ruas. Isso acontece porque &#8220;Um pedestre sente o olhar coletivo, mesmo que ninguém esteja realmente olhando para a rua.” (HANSON; ZAKO 2007, p. 021-19). Embora não haja garantias, quem caminha por uma rua para a qual muitas janelas se abrem tem a sensação de que, se algum problema acontecer, alguma pessoa dentro de uma das edificações será capaz de ver o que está acontecendo e intervir. Para entender melhor, basta imaginar a situação oposta: uma rua com alta proporção de muros e fachadas cegas gera uma intensa sensação de insegurança, fragilidade e desconfiança. As chances de ser “salvo” por um vizinho ou morador são praticamente nulas.<span id="more-1182"></span></p>
<p class="olhos">Segurança é fator essencial para vitalidade, e olhos da rua são essenciais para a segurança</p>
<p>Newman (1996), em seu conceito de espaços defensáveis, argumenta nesse mesmo sentido. Segundo ele, é necessário que os residentes sintam-se responsáveis pelos espaços públicos adjacentes às suas habitações, o que só é possível se houver proximidade e conexão visual. Por esse motivo, sugere como uma das diretrizes para o projeto de edificações que “Vegetação não deve ser posicionado de modo a bloquear a visualização das portas e janelas das unidades habitacionais para a rua ou para os caminhos que levam da rua às entradas das unidades. ” (NEWMAN, 1996, p. 117). O autor explora vários tipos arquitetônicos e mostra que, mesmo com densidades populacionais e construtivas diferentes, os efeitos que eles têm sobre essa capacidade de sentir-se responsável pelos espaços coletivos é muito diferente. A figura abaixo mostra um exemplo disso: o tipo mais vertical, isolado e sem entradas voltadas para a rua tem maior probabilidade de ser alvo de depredação e outras formas de violência. Resultados semelhantes foram obtidos por Vivan e Saboya para o caso de Florianópolis, como pode ser conferido no post <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/09/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" alt="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Tipologias com densidades semelhantes e diferentes relações com a rua e consequentes efeitos sobre a segurança. (NEWMAN, 1996, p. 21)</span></p>
<p class="olhos">Mais importante que a distância real é a distância percebida</p>
<p>A segunda maneira pela qual a visibilidade reforça a proximidade física é através da possibilidade de algum tipo de interação concreta entre espaço edificado e aberto, mesmo que à distância. Alexander et al (1977) argumentam que até o 4º andar de uma edificação é possível interagir com alguém no térreo (o que só seria possível se houvesse alguma conexão visual). Gehl (2011, p. 137 – grifo no original) ressalta que “<em>Crucial para determinar a distância aceitável em uma determinada circunstância é não apenas a </em>distância física real<em>, mas em grande medida a </em>distância percebida.” Nesse sentido, alguém que está dentro de uma edificação com contato visual direto sobre o espaço público sente-se mais próximo a este, e desfruta da possibilidade de interagir passivamente ou ativamente com ele. Passivamente, através dos sons e cheiros, e ativamente através de uma conversa com alguém, da intervenção em alguma situação problemática como no caso da segurança delineado acima, do cuidado com os filhos que brincam na rua, e assim por diante. Santos e Vogel (1985) descrevem belissimamente a riqueza de experiências e estímulos mútuos entre os residentes e quem passa ou utiliza a rua para outros motivos no livro &#8220;Quando a rua vira casa&#8221;.</p>
<p>Jacobs e Gehl, entre muitos outros autores, defendem que a própria animação de uma rua ou espaço público atua como atrator de maior animação. Isso acontece porque as pessoas gostam de observar outras pessoas, assim como gostam de estar em lugares onde haja animação e diversidade de pessoas e atividade: “Nas cidades, a animação e a variedade atraem mais animação; a apatia e a monotonia repelem a vida.” (JACOBS, 2000, p. 108). Gehl (2011) cita o exemplo das crianças, que são atraídas de forma muito mais espontânea para lugares onde outras crianças já estejam brincando. Caso isso possa acontecer entre edificação e espaço público, a vitalidade urbana tende a ser reforçada.</p>
<p class="olhos">O reforço da presença e a constante lembrança das possibilidades de interação podem ser importantes</p>
<p>Todos esses estímulos (sonoros, visuais, etc.) podem atuar como incentivadores à vivência do espaço público, através do que pode ser considerada a terceira maneira de reforçar a proximidade física: promover a lembrança constante de que o espaço está ali, próximo, com todos os seus atrativos. É um aspecto bem aceito nas ciências cognitivas que aquilo que está ao alcance da experiência e dos sentidos afeta profundamente os julgamentos e inferências que fazemos sobre o mundo, ao ponto de Kahneman (2011) cunhar a expressão “what you see is all there is”. Ele mostra que aquilo com que nos deparamos e interagimos passa a assumir uma proporção em nossa visão de mundo que é incoerente à sua frequência &#8220;real&#8221;, quando medida por meios objetivos. O mesmo princípio pode ser estendido ao papel que a visibilidade tem sobre nossa consciência acerca dos espaços públicos e as decisões que tomamos quanto à frequência com que o vivenciamos: se ele está presente em nossa consciência (e os estímulos visuais são importantes nesse sentido), é maior a probabilidade de que nossas decisões os incluam. Se ele, ao contrário, está ausente, é menor a probabilidade de que o consideremos em nossas ponderações e escolhas.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C. <strong>A pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HANSON, J.; ZAKO, R. Communities of co-presence and surveillance: how public open space shapes awareness and behaviour in residential developments. <strong>Proceedings of the 6th  International Space Syntax Symposium</strong>, 2007. Istambul.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>KAHNEMAN, D. <strong>Thinking, fast and slow</strong>. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2011.</p>
<p>NEWMAN, O. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 19:22:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico de Holanda]]></category>
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		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[praças]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vitalidade dos espaços públicos abertos tem sido objeto de estudo por uma grande quantidade de autores ao longo, pelo menos, das últimas 5 décadas, desde o trabalho pioneiro de Jane Jacobs (2000 [1961]). Nesses trabalhos, diversos fatores são levantados e considerados como variáveis independentes, isto é, como fatores que de alguma maneira causam, ou induzem, uma maior vitalidade urbana. Neste e nos próximos posts vou comentar alguns desses aspectos, classificados em grandes categorias.</p>
<h2>Proporção dos espaços públicos em relação à densidade populacional</h2>
<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Por motivos que podem ser aceitos como axiomáticos, maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas, desde que os outros fatores mantenham-se similares. Em outras palavras, todo o resto sendo igual, áreas com maior quantidade de moradores e/ou de economias e/ou de área construída tendem a possuir maior vitalidade em seus espaços físicos.<span id="more-1133"></span></p>
<p>Nesse sentido, as edificações podem ser entendidas como “alimentadoras” dos espaços públicos: quanto mais gente mora em uma determinada área, mais gente tende a sair e chegar em casa todos os dias para ir e voltar do trabalho, da escola e das compras e demais atividades diárias, o que por si só representaria um primeiro esboço de vitalidade urbana. O mesmo vale para o número de economias em geral: quanto maior a quantidade de residências, comércios, serviços, etc., maior tende a ser o número não apenas de moradores, mas também de empregados e clientes, assim como os fluxos gerados por eles. Além disso, as oportunidades para interações são ampliadas, visto que a oferta de mercadorias e serviços torna-se mais numerosa e diversificada em comparação com áreas menos densificadas, aumentando os estímulos para deslocamentos e interações. Há, em suma, maior quantidade de &#8220;motivos&#8221; para sair de casa, percorrer as ruas e interagir com outras pessoas, mesmo que seja apenas em uma situação relativamente formal como realizar uma compra.</p>
<p>Essa preocupação com os aspectos quantitativos aparece já em Jacobs (2000). Depois dos princípios modernistas segundo os quais, supostamente, quanto maior a quantidade de espaços abertos melhor seria o ambiente das cidade, Jacobs chama a atenção para a necessidade de adequação entre a quantidade de pessoas e o tamanho dos espaços públicos. Estes só podem ser adequadamente apropriados caso haja uma quantidade mínima de pessoas. Espaços muito grandes não conseguem ser plenamente apropriados, passando a impressão de estarem desertos e, com isso, afastando ainda mais possíveis usuários.</p>
<p>Gehl (2011, p. 85) segue no mesmo sentido:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] people and activities can be assembled by placing individual buildings and functions so that the system of public spaces is as compact as possible and so that the distances for pedestrian traffic and sensory experiences are as short as possible.</p></blockquote>
<p>Holanda (2002) também reforça a importância de uma coerência entre a dimensão dos espaços abertos e a densidade populacional do local em que está inserido. A inversão da proporção dos espaços construídos em relação ao aberto, resultando em um quadro em que os primeiros vêm diminuindo e os segundos aumentando, levou o autor a usar a expressão “paisagem de objetos” para denotar espaços em que grandes áreas livres são pontuadas por edificações isoladas. Dentro da sua definição de dois paradigmas espaciais opostos, “formalidade” e “urbanidade”, esse padrão espacial está vinculado ao primeiro deles, que por sua vez caracteriza-se, entre outros fatores, pela proeminência da realização de arranjos sociais nos espaços <strong>internos</strong> (HOLANDA, 2002, p. 126), em oposição à sua realização nos espaços abertos públicos.</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1134" title="Brasilia_12" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-768x514.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Brasília e seus amplos espaços abertos: como apropriá-los? (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/bertola77/6924350715/in/pool-urbanidades" target="_blank">Rafael Belota</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1136" title="Sao Petersburgo - 01_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg" alt="" width="500" height="236" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-300x141.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-768x362.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-200x94.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Praça Central em São Petersburgo (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/clankennedy/5092394393/" target="_blank">Ian Kennedy</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1135 aligncenter" title="paris_2011_07_16 - 256" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" />Paris: outra proporção entre espaços abertos e edificados (Foto: Renato Saboya)</p>
<p>Jacobs propõe, então, que as praças e parques de bairro sejam criados em áreas que possuam densidade suficiente para alimentá-las, e não o contrário. Tentar criar praças como forma de trazer vitalidade a áreas que, por si só, não consequem sustentar a vida nas ruas, não costuma dar certo. O resultado são espaços esvaziados, perigosos e abandonados. Alexander et al (1977, p. 311) complementam:</p>
<blockquote><p>Frequentemente, nas cidades modernas, arquitetos e planejadores constroem praças que são muito grandes. Elas são bonitas nos desenhos; mas na vida real acabam desoladas e mortas. Nossas observações sugerem fortemente que espaços abertos destinados a praças devem ser muito pequenos.</p></blockquote>
<p><strong> Update (07.12.2012):</strong></p>
<p>Antes que este post seja usado para sustentar argumentos falaciosos, é preciso esclarecer alguns aspectos: a densidade que se defende aqui como necessária para a vitalidade dos espaços públicos diz respeito principalmente à proporção entre espaços edificados e espaços livres, no sentido de que é necessária uma certa quantidade de pessoas para animar as ruas, praças, parques etc. Isso não é uma defesa, entretanto, da densificação e verticalização sem critério, que só beneficiam os empresários da construção civil e os proprietários fundiários.</p>
<p>Tenho percebido uma repentina sintonia de certos setores com essa noção de cidade densa. Não por acaso, defendem vigorosamente a ampliação dos limites construtivos e do número máximo de pavimentos, baseando-se (ao menos na retórica) na ideia de cidade compacta, da diversidade de usos, no movimento de pedestres e na otimização da infraestrutura.</p>
<p>Entretanto, essas manifestações convenientemente esquecem-se de defender também outros aspectos inerentes ao conceito de cidade compacta, tais como um perímetro urbano enxuto e os malefícios causados pelos vazios urbanos, cuja retenção especulativa deveria ser combatida com impostos mais altos. Defendem apenas aquele aspecto que lhes interessa, deixando de lado aqueles que poderiam lhes atrapalhar.</p>
<p>Com isso, temos o pior de dois mundos: por um lado, temos pontos específicos da cidade (determinados pelo mercado imobiliário, não pela coletividade) com altíssima densidade (muito acima do que seria razoável prever para um horizonte de 20, 30 ou mesmo 50 anos), com sobrecarga de infraestrutura e graves problemas de acessibilidade. Por outro, temos frequentes ampliações desnecessárias (e por isso prejudiciais) do limite urbano, e alta porcentagem de imóveis sem uso, subutilizados e/ou não edificados, que resultam em densidades globais baixíssimas, oneram a infraestrutura e aumentam as distâncias a serem percorridas.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Christopher Alexander &#8211; A cidade não é uma árvore</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/07/27/christopher-alexander-a-cidade-nao-e-uma-arvore/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 19:02:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[modernismo]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Christopher Alexander é um arquiteto austríaco criado na Inglaterra que desde 1958 mora nos Estados Unidos. Sua extensa obra inclui um pequeno artigo chamado “The city is not a tree”<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/07/27/christopher-alexander-a-cidade-nao-e-uma-arvore/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Christopher Alexander &#8211; A cidade não é uma árvore</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/07/27/christopher-alexander-a-cidade-nao-e-uma-arvore/">Christopher Alexander – A cidade não é uma árvore</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Christopher Alexander é um arquiteto austríaco criado na Inglaterra que desde 1958 mora nos Estados Unidos. Sua extensa obra inclui um pequeno artigo chamado “<a title="The city is not a tree" href="http://www.rudi.net/pages/8755" target="_blank">The city is not a tree</a>” publicado em 1965 na Revista Architectural Forum que, apesar do pequeno tamanho, teve (e ainda tem) grande impacto no pensamento urbanístico, corroborando muitas das idéias de Jane Jacobs. (update: encontrei uma versão traduzida <a title="Christopher Alexander" href="http://www.vivercidades.org.br/publique_222/web/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1123&amp;sid=21&amp;tpl=printerview" target="_blank">aqui</a>).</p>
<p>Em linhas gerais, o que Alexander defendia nesse artigo era que as cidades “naturais”, que se desenvolveram espontaneamente, possuíam uma intricada rede de elementos que funcionavam de forma complexa. Esses elementos incluíam desde os maiores objetos físicos (avenidas, terminais, etc.) até os menores comportamentos (como atravessar uma rua, por exemplo, ou olhar os jornais em uma banca na calçada).</p>
<p>A crítica de Alexander aos modernistas referia-se à visão de que estes tinham de que os elementos da cidade deveriam organizar-se segundo uma hierarquia rígida, segundo a qual um elemento sempre deveria estar contido em um elemento mais amplo, e este em um elemento ainda mais amplo, e assim por diante. Assim, um comércio local pertenceria apenas àquela superquadra, que pertenceria somente a um determinado bairro, que teria apenas um uso predominante. Pessoas de outras superquadras “não poderiam” comprar nos comércios de outras superquadras.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/ChristopherAlexanderAcidadenoumarvore_DE83/03_alexander_diagrama_arvor.jpg" alt="" width="573" height="480" /><br />
Esquema &#8220;natural&#8221; (esq.) e esquema em árvore (dir.) &#8211; Fonte: Alexander 1965).</span></p>
<p>O esquema em árvore, à direita, reduz a possiblidade de combinações entre os elementos, reduzindo as possibilidades de interação e relações na cidade. Exemplos dessa estrutura em árvore são as unidades de vizinhança de algumas cidades jardim e as superquadras, concebidas para serem auto-suficientes e com poucas conexões com outras superquadras, que seria conectadas apenas por grandes vias de circulação. A figura abaixo mostra uma vista atual de Greenbelt, Maryland (USA), citada por Alexander em seu artigo. Por ela podemos perceber claramente a estrutura em árvore. Cada rua sem saída relaciona-se apenas com a via principal; os conjuntos de casas não têm relação nenhuma entre si. Em alguns casos, podem estar próximos geometricamente, mas na realidade encontram-se muito distantes se levarmos em consideração a rede de espaços públicos. Certamente essa distância física terá consequências na distância social.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/ChristopherAlexanderAcidadenoumarvore_DE83/greenbelt_maryland.jpg" alt="" width="543" height="480" /><br />
Greenbelt, Maryland (USA) Fonte: google Earth.</p>
<p>Criticando Brasília, ele descreve o sistema de circulação do setor residencial, em que existe apenas uma via principal, que dá acesso a vias intermediárias, que por sua vez dão acesso às vias locais. Esse também pode ser considerado um típico sistema em árvore.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2009/ChristopherAlexanderAcidadenoumarvore_DE83/brasilia_setor_sul.jpg" alt="" width="572" height="480" /><br />
<span class="Legendas">Brasília &#8211; Superquadras do Setor Sul. Fonte: Google Earth.</span></p>
<p>Essas estruturas em árvore, segundo Alexander, oferecem suporte apenas a uma pequena porcentagem das relações que acontecem nas cidades, uma vez que as combinações possíveis em uma hierarquia tão rígida são menores que em uma estrutura com sobreposição. Além disso, as relações sociais de hoje em dia são mais abertas que no passado, o que quer dizer que os grupos de convívio não são fechados como costumavam ser nos tempos em que as cidades eram menores e de estrutura menos complexa. Hoje, a sobreposição de relações é o mais comum, e o espaço da cidade deve dar suporte a isso.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/07/27/christopher-alexander-a-cidade-nao-e-uma-arvore/">Christopher Alexander – A cidade não é uma árvore</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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