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	<title>Urbanidades | Posts marcados como desenho urbano - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como desenho urbano - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Pátios internos em Barcelona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2015 23:05:21 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em visita a Barcelona, tive a oportunidade de visitar alguns pátios internos das manzanas utilizados como áreas públicas ou semi-públicas. Ao contrário do que eu imaginava, encontrar esse tipo de<a href="https://urbanidades.arq.br/2015/04/05/patios-internos-em-barcelona/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Pátios internos em Barcelona</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em visita a Barcelona, tive a oportunidade de visitar alguns pátios internos das manzanas utilizados como áreas públicas ou semi-públicas. Ao contrário do que eu imaginava, encontrar esse tipo de espaço não foi muito fácil. Por algum motivo eu tinha a impressão de que uma porcentagem significativa dos quarteirões possuíssem seus miolos permeáveis, mas chegando lá vi que não era bem assim. Decidi pesquisar um pouco melhor a questão, e o resultado virou este post.</p>
<h3>O plano de Cerdá e os miolos de quadra</h3>
<p>Em seu plano para a expansão de Barcelona, realizado em 1859 (chamado Eixample), Cerdá previa que todas as quadras possuíssem pátios internos públicos, sendo que a grande maioria delas teriam apenas dois dos quatro lados ocupados por edificação; algumas previam três lados, como pode ser visto na imagem abaixo (clique para ampliar).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1328" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-1536x1020.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-2048x1360.jpg 2048w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-200x133.jpg 200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Plano original de Cerdá para o Eixample. (Fonte: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eixample#/media/File:Ensanche_-_eixample_-_Barcelona.jpg" target="_blank">Wikimedia Commons</a>)</p>
<p>Entretanto, desde o início da implementação do plano de expansão, o jogo de forças políticas acabou resultando na ocupação quase que total dos quatro lados das quadras e de todos os seus miolos. Se olharmos uma imagem aérea atual vemos claramente que esse é o padrão dominante.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1323" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-500x281.jpg" alt="" width="500" height="281" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-500x281.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-300x169.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-768x432.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-990x556.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-200x113.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01.jpg 1280w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Fonte: Google Earth.</p>
<h3>A recuperação dos miolos de quadra como espaços de lazer</h3>
<p>Diante desse quadro, a municipalidade de Barcelona deu-se conta de que deveria fazer alguma coisa para modificar essa situação e, assim, passou a atuar para viabilizar a reconversão das áreas internas às quadras para espaços abertos de lazer. Em 1985 o pátio de les Aigües foi adquirido pelo Poder Público e, em 1987, foi completada a transformação do miolo de quadra em área pública, que preservou a bela Torre de Água ali existente. As imagens abaixo mostram a situação anterior, com os espaços interiores privatizados, e a situação após a renovação. É possível notar que ainda existe uma parcela significativa ocupada pelas unidades privadas, mas a parte mais central foi liberada como espaço público.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1324" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-500x323.jpg" alt="" width="500" height="323" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-500x323.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-300x194.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-768x496.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-50x32.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-200x129.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues.jpg 1335w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno da Torre de les Aigües &#8211; antes da renovação (fonte: <a href="https://upcommons.upc.edu/revistes/handle/2099/15567" target="_blank">Pazos, 2014a</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1327" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-500x335.jpg" alt="" width="500" height="335" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-500x335.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-300x201.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-768x515.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-50x34.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual.jpg 850w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno da Torre de les Aigües &#8211; após a renovação (fonte: <a href="http://buonamici.photoshelter.com/image/I0000QgxLBQAbybM" target="_blank">aqui</a>).</p>
<div class="olhos">Desde a década de 80, 46 pátios internos foram recuperados no Eixample.</div>
<p>Durante essa iniciativa, e animada pelos resultados já obtidos, a municipalidade aprovou a &#8220;<em>Ordenanza de Rehabilitación y Mejora del Eixample</em>&#8220;, plano que, além de proteger o patrimônio arquitetônico, passou a incentivar a liberação dos pátios internos. Dessa forma, as substituições de edificações e as ampliações deveriam deixar liberado o pátio central a partir de uma vez e meia a largura da edificação (o que explica a relação entre áreas privadas e a área pública na imagem acima). Para viabilizar as modificações pretendidas, são permitidos aumentos na intensidade de ocupação do solo. Além disso, como um dos objetivos é que as fachadas antigas sejam mantidas, em grande parte dos casos não há acesso direto da rua, como será visto mais adiante, sendo o acesso feito por meio de uma das edificações.</p>
<p>Em 1996 foi criada a ProEixample, uma empresa pública encarregada de promover o Eixample como espaço de atividades econômicas e organizar as ações para a recuperação dos pátios, incluindo a aquisição dos terrenos e a elaboração dos projetos.</p>
<p>Em 2000, o Plano General Metropolitano (PGM) <a href="http://elpais.com/diario/2000/09/15/catalunya/968980055_850215.html" target="_blank">é modificado</a> para incluir um novo tipo de zona residencial dentro do conjunto do Eixample, a &#8220;zona de densificación urbana 13E&#8221; (Pazos, 2014b). A partir disso, fica instituída no plano geral a obrigatoriedade da manutenção do pátio livre, o que deu maior força à iniciativa e a tornou parte consolidada da política urbana de Barcelona. Ao todo, foram recuperados e/ou criados 46 pátios, como pode ser visto na imagem abaixo. Cabe ressaltar a sua distribuição pelo tecido, o que contribui para que todas as áreas do Eixample tenham acesso facilitado a alguma dessas áreas públicas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1329" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Distribuição dos pátios e áreas ajardinadas recuperados desde 1987 no Eixample (Fonte: <a href="https://upcommons.upc.edu/revistes/handle/2099/15567" target="_blank">Pazos, 2014b</a>).</p>
<h3>Estrutura e funcionamento dos novos pátios internos</h3>
<div class="olhos">Os principais usuários são crianças menores de 12 anos e os adultos que as acompanham.</div>
<p>Segundo Teresa Pazos, que desenvolveu seu trabalho de mestrado sobre os pátios internos públicos em Barcelona, este são &#8220;<em>recinto fechados, de uso público mas limitado ao horário diurno, com acesso a partir da rua por passagens por baixo da edificação ou aberturas estreiras. [&#8230;] Seu tamanho é inferior a 40% da quadra, com uma superfície que varia entre 400 e 4.000 m2</em>.&#8221; (Pazos, 2014b, p. 154). Ainda segundo essa autora, apesar de não possuírem um padrão uniforme, a maior parte deles possui jardins, áreas para crianças e quadras esportivas. Os principais usuários são crianças menores de 12 anos e os adultos que as acompanham.</p>
<p>A estrutura geral também varia. Algumas quadras, especialmente aquelas cujos miolos foram recuperados sem haver grande modificação nas edificações que compõem o perímetro, não possuem ligação direta com a rua. Esse acesso é feito através de usos públicos localizados em uma das edificações, como por exemplo uma biblioteca. Dessa forma é feito o controle de acesso, que é interrompido à noite.</p>
<p>As quadras mais recentes, que foram resultado de novas construções sobre, por exemplo, antigas fábricas, possuem funcionamento diferente. Foi uma dessas que eu visitei no Eixample. A imagem abaixo mostra a área infantil, com espaços para sentar ao redor, e os novos edifício ao fundo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1311" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1312" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Ao contrário das outras quadras, esta possui ligação direta com a rua, feita através de três espaços deixados entre as edificações, e controlados por portões que são fechados à noite. Placas de sinalização indicam o período de funcionamento e algumas regras de utilização.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1316" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1315" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-500x753.jpg" alt="" width="500" height="753" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-500x753.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-199x300.jpg 199w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-768x1156.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-1020x1536.jpg 1020w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-33x50.jpg 33w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-133x200.jpg 133w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Por se tratar de edificações novas, essa quadra permitiu que os comércios situados em uma das faces se voltassem para o espaço interno. Nesse caso, entretanto, o que poderia ser um recurso super interessante acabou não sendo aproveitado, pois o uso instalado foi o de uma revendendora de automóveis, que não possui nenhuma relação com as atividades desenvolvidas internamente e não parece ter interesse em aproveitar-se desse espaço.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1314" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1313" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Tive a oportunidade de visitar também outros pátios internos semelhantes, porém situados na Vila Olímpica. A imagem abaixo mostra esses pátios, que foram pensados para se encadear através de seus acessos, que estão alinhados uns aos outros.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1322" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-500x281.jpg" alt="" width="500" height="281" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-500x281.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-300x169.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-768x432.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-990x556.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-200x113.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Quadras com pátio interno na Vila Olímpica de Barcelona. Fonte: Google Earth.</p>
<p>A estrutura é muito semelhante àquela mostrada acima, com a diferença que é uma área mais residencial e os usos comerciais que se estabelecem no térreo são de menor porte, tais como fotocopiadoras e papelarias. A relação desses usos com o pátio interno parece mais apropriada, apesar de não parecer haver alta interação entre eles. Os acessos à rua funcionam de forma semelhante à quadra do Eixample, mas ao contrário do que foi possível verificar lá, os edifícios residenciais possuem acessos também pelos pátios internos, possivelmente aumentando a integração entre edifício e espaço aberto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1306" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno na Vila Olímpica. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1305" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno na Vila Olímpica. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1303" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno na Vila Olímpica. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Veja abaixo mais algumas imagens desses pátios internos (todas as fotos de autoria de Renato Saboya).</p>

<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
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<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
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<h3>Referências</h3>
<div class="csl-bib-body">
<div class="csl-entry">PAZOS ORTEGA, T. La obtención de espacio público en la trama consolidada del Eixample: un proceso urbanístico continuado de más de 30 años. <b>QRU: Quaderns de Recerca en Urbanisme</b>, v. 4, p. 140–151, 2014a.</div>
</div>
<p>PAZOS ORTEGA, T. La  reconquista  urbana  del  espacio  de  proximidad: los patios interiores en el Eixample de Barcelona. <b>QRU: Quaderns de Recerca en Urbanisme</b>, v. 4, p. 152–161, 2014b.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/04/05/patios-internos-em-barcelona/">Pátios internos em Barcelona</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Spacemate, Spacematrix e o estudo das densidade urbanas</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2014/09/14/spacemate-spacematrix-e-o-estudo-das-densidade-urbanas/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2014/09/14/spacemate-spacematrix-e-o-estudo-das-densidade-urbanas/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2014 20:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[densidade]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[gabaritos]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação do solo]]></category>
		<category><![CDATA[parâmetros urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
		<category><![CDATA[zoneamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Densidade Urbana é um dos assuntos mais caros aos urbanistas e planejadores urbanos, tendo (teoricamente) influência sobre a vitalidade dos espaços urbanos, movimento de pedestres e veículos, redes de abstecimento de água, esgoto e energia elétrica, etc. Alguns atribuem até mesm maiores índices de criminalidade a densidades altas. Neste post mostraremos uma abordagem recente e muito interessante para o estudo das densidades, o SpaceMatrix. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/09/14/spacemate-spacematrix-e-o-estudo-das-densidade-urbanas/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Spacemate, Spacematrix e o estudo das densidade urbanas</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/09/14/spacemate-spacematrix-e-o-estudo-das-densidade-urbanas/">Spacemate, Spacematrix e o estudo das densidade urbanas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Densidade Urbana é um dos assuntos mais caros aos urbanistas e planejadores urbanos, tendo (teoricamente) influência sobre a vitalidade dos espaços urbanos, movimento de pedestres e veículos, redes de abstecimento de água, esgoto e energia elétrica, etc. Alguns, como Acioly e Davidson (1998), atribuem até mesm maiores índices de criminalidade a densidades altas.</p>
<p>Entretanto, o assunto não é nada fácil de ser trabalhado teoricamente e incorporado à nossa prática, tendo em vista a enorme quantidade de aspectos envolvidos na questão. Mesmo a definição de densidade está sujeita a polêmicas e ambiguidades, com vários trabalhos dedicados a estudá-lo (veja, por exemplo, Churchman, 1999).</p>
<p>&#8220;<a href="http://repository.tudelft.nl/assets/uuid:0e8cdd4d-80d0-4c4c-97dc-dbb9e5eee7c2/Space_Density_and_Urban_Form.pdf" target="_blank"><em><strong>Space, Density and Urban Form</strong></em></a>&#8221; (BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009) é um trabalho recente sobre o tema que, a meu ver, traz uma abordagem realmente inovadora e com um nível de rigor no tratamento da questão que raramento se vê por aí. Acredito que, em um futuro próximo, será considerado a principal referência quando se falar em densidades urbanas.<span id="more-1262"></span></p>
<h2>Os problemas dos indicadores tradicionais de densidade</h2>
<p>Berghauser pont e Haut (2009) fazem uma revisão das medidas de densidade tradicionalmente usadas e mostram que nenhuma delas, por si só, é capaz de representá-la adequadamente. Um dos principais problemas na medição da densidade é a área utilizada como base para o cálculo. Diferentes critérios de demarcação podem introduzir distorções significativas nos resultados, uma vez que, quanto maior a área, maior é a sua heterogeneidade e maior é a quantidade de áreas não construídas (ruas, estradas, parques, corpos d&#8217;água, etc.), o que acabada impossibilitando a comparação entre áreas de tamanhos diferentes. Nesse sentido, embora existam os conceitos  de densidade bruta e líquida, os autores afirmam que esses conceitos ainda assim são ambíguos, dependendo das definições específicas adotadas em cada situação. Por isso, estabelecem neste trabalho uma série de unidades espaciais rigorosas sobre as quais construir os índices de densidade, e dentro das quais as comparações entre lugares diferentes seriam feitas adequadamente.</p>
<blockquote><p>&#8220;Nós observamos que a intensidade da ocupação do solo (Índice de Aproveitamento) é mais eficaz mas ainda não nos permite diferenciar padrões diferentes de layouts. O mesmo pode ser dito sobre os outros índices de densidade discutidos aqui. Todos são, em certa medida, informativos, mas nenhum deles pode ser usado sozinho para descrever adequadamente propriedades espaciais na direção da definição de tipos urbanos através do uso de densidades&#8221; (BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 84)</p></blockquote>
<p>Para uma explicação das medidas mais tradicionais de densidade, consulte o trabalho original de Berghauser pont e Haut (2009) e o post <a title="Taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento" href="http://urbanidades.arq.br/2007/12/taxa-de-ocupacao-e-coeficiente-de-aproveitamento/" target="_blank">Taxa de Ocupação e Coeficiente de Aproveitamento</a>, aqui no Urbanidades.</p>
<h2>Outras medidas de densidade</h2>
<p>Além das medidas mais tradicionais (Índice de Aproveitamento, Taxa de Ocupação e Número de Pavimentos), Berghauser pont e Haut (2009) utilizam outras medidas, algumas delas não muito conhecidas no contexto brasileiro. São elas:</p>
<p><strong>Índice de Espaços Abertos (Open Space Ratio &#8211; OSR)</strong> &#8211; mede a proporção entre as áreas não construídas e a área total construída em um recorte, e busca dar uma indicação da pressão das áreas construídas sobre as áreas abertas. A figura abaixo ilustra o cálculo dessa medida: à esquerda estão as áreas abertas; à direita as áreas construídas. O OSR é calculado dividindo a primeira pela segunda.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1264" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01-500x281.jpg" alt="" width="500" height="281" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01-500x281.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01-300x169.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01-768x432.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01-990x556.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01-200x112.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Spaciousness-OSR-01.jpg 1498w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 96)</span></p>
<p><strong>Densidade da Rede (Network Density)</strong> &#8211; definida como a quantidade de ruas dividida pela área, é expressa em metros (lineares) / metro quadrado. A Figura abaixo ilustra esse cálculo: a medida é resultante do comprimento total das vias (imagem da esquerda) dividida pela área total da unidade espacial (à direita).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1267" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01-500x159.jpg" alt="" width="500" height="159" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01-500x159.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01-300x95.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01-768x244.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01-50x16.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01-200x64.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Network-Density-01.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 94)</span></p>
<p><strong>Largura (média) das ruas (b) e das quadras (w) (Mesh and profile width)</strong> &#8211; a largura média das quadras mede a distância média entre as vias em um tecido, e a largura média das ruas mede, como não poderia deixar de ser, a larguma média das ruas contidas no recorte de interesse, como pode ser visto na figura abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Mesh-and-profile-width-w-and-b-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1265" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Mesh-and-profile-width-w-and-b-01-500x236.jpg" alt="" width="500" height="236" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 97)</span></p>
<h2>Uma definição multivariada da densidade</h2>
<h3>Uma definição precisa das unidades espaciais</h3>
<p>Conforme comentado anteriormente, Berghauser pont e Haut (2009) introduzem definições bem precisas das unidades espaciais utilizadas para calcular densidades, o que permite que, quando comparações forem feitas, elas mantenham um mínimo de coerência no que está sendo medido.</p>
<p>Antes de descrever as unidades, entretanto, é importante explicar um conceito muito interessante que os autores introduzem e que perpassa todas as definições, sendo crucial para entendê-las e para compreender o porquê da necessidade de manter a coerência na definição das áreas-base: a Tara.</p>
<p><strong>Tara</strong> &#8211; Apesar do nome soar estranho em português, nós usamos essa palavra num sentido muito parecido com o que eles estão utilizando. Segundo o Houaiss, &#8220;tara&#8221; significa, entre outras coisas, &#8220;<em>desconto oferecido a cada mercadoria em função do peso de sua embalagem; o peso dessa embalagem; peso da carroceria de caminhão ou vagão de trem, quando vazios</em>&#8220;. Tara, em restaurantes por quilo, é o peso do prato, descontado quando pesamos o prato juntamente com a comida e precisamos saber apenas o peso desta última. Dentro do SpaceMatrix, a Tara é usada para denotar os espaços que são acrescentados a uma unidade espacial quando considerada a unidade espacial mais ampla da qual a primeira faz parte. Por exemplo, quando passamos da unidade espacial &#8220;ilha&#8221; (quarteirão) para a unidade espacial &#8220;tecido&#8221;, adicionamos à primeira os espaços destinados a ruas, calçadas, calçadões, etc., que são a tara. O mesmo vale quando passamos do tecido para o bairro, quando passam a ser incorporados espaços como parques, praças, áreas de preservação, corpos d&#8217;água, etc.</p>
<p>Em termos mais específicos, a Tara é a relação entre a área que &#8220;sobra&#8221; e a área total (área da esquerda dividida pela área da direita, na imagem abaixo).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Tare-T-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1269" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-Tare-T-01-500x157.jpg" alt="" width="500" height="157" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 96)</span></p>
<p>A partir disso, fica claro o porquê de não podermos (ou não devermos) comparar densidades calculadas, por exemplo, em cima de uma medida de tecido e uma medida de bairro. Esta última terá uma tara muito maior que a primeira, e portanto a densidade estará mais &#8220;diluída&#8221; na comparação. Comparando medidas calculadas sobre a mesma base minimiza esse risco.</p>
<p>Vamos, então, à explicação das unidades espaciais:</p>
<p><strong>Lote</strong> &#8211; a parcela de propriedade. Não há muito que explicar aqui &#8211; refere-se ao lote como conhecemos e estamos acostumados a trabalhar, isto é, uma parcela de terra entendida como uma unidade imobiliária.</p>
<p><strong>Ilha</strong> &#8211; ou quarteirão, é definida por um conjunto de lotes circundados por vias. Às vezes a ilha possui tara, mas isso não é comum no Brasil (a não ser, talvez, nas superquadras de Brasília, onde há uma porção das quadras que não faz parte dos &#8220;lotes&#8221; dos edifícios).</p>
<p><strong>Tecido</strong> &#8211; um conjunto mais ou menos homogêneo de ilhas, incluindo portanto a rede viária que as separa. Não inclui, entretanto, grandes avenidas exclusivamente de passagem, viadutos, parques, grandes corpos d&#8217;água, campos esportivos, etc. Esses elementos são considerados a tara da próxima unidade espacial em relação ao tecido.</p>
<p><strong>Bairro</strong> &#8211; Composto por tecidos mais os elementos citados acima.</p>
<h3>SpaceMatrix</h3>
<p>O SpaceMatrix é uma maneira engenhosa criada pelos autores para representar, em um único gráfico, várias características da densidade das áreas analisadas.Pela imagem abaixo podemos ver que uma área qualquer pode ser representada pelas três principais dimensões (Índice de Aproveitamento, Taxa de Ocupação e Densidade da Rede) em um ponto no espaço tridimensional, como uma espécie de &#8220;impressão digital da densidade&#8221; que representa uma combinação única dessas três medidas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01b.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1268" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01b-500x427.jpg" alt="" width="500" height="427" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: Adaptado de BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 98)</span></p>
<p>Entretanto, como o SpaceMatrix pode não ser facilmente entendido quando visualizado assim, os autores utilizam duas representações, equivalente a duas &#8220;faces&#8221; ou projeções do diagrama original, para comunicar melhor as relações entre as medidas.</p>
<h3>O diagrama SpaceMate</h3>
<p>O diagrama SpaceMate é uma das projeções do SpaceMatrix (e provavelmente a principal), correspondente à face FSI (ìndice de Aproveitamento) x GSI (Taxa de Ocupação). Conforme pode ser visto na figura abaixo, o eixo vertical apresenta o ìndice de Aproveitamento, enquanto que o eixo horizontal apresenta a Taxa de Ocupação. Um terceiro &#8220;eixo&#8221;, oblíquo, representa a quantidade média de pavimentos da área, obtida a partir da relação entre IA e TO. Pegue, por exemplo, a linha dos 5 pavimentos e percebemos que há infinitas combinações de IA e TO que poderiam ser feitas com 5 pavimentos, desde prédios mais &#8220;magrinhos&#8221; e com menor área construída (porção à esquerda e abaixo da linha) até prédios mais gordinhos e com maior IA (na porção à direita da linha). Inversamente, poderíamos ter lotes com um mesmo índice de aproveitamento e diferentes TOs. No caso, isso seria representado por uma linha horizontal que, à medida que fosse da esquerda (menor TO) para a direita (maior TO) cruzaria as linhas do número médio de pavimentos, sendo que estes últimos diminuiriam (resultando em edifícios mais &#8220;gordinhos e baixos ao invés de &#8220;magrinhos&#8221; e altos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1266" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a-500x371.jpg" alt="" width="500" height="371" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a-500x371.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a-300x223.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a-768x570.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a-200x148.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-01a.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: Adaptado de BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 99)</span></p>
<p>Outra visualização interessante permitida pelo SpaceMate é a da figura abaixo, que mostra as densidades de um mesmo tipo de ocupação calculadas com base em diferentes unidades espaciais. Note que nos pontos 1 e 2 a representação é a mesma, visto que não há tara quando se passa do lote à ilha. Entretanto, quando passamos para o tecido a área das vias é adicionada ao cálculo, o que acarreta uma diminuição da TO e do IA, sem entretanto diminuir o número médio de pavimentos. O mesmo acontece quando passamos para a representação 4, ao nível do bairro. Aqui fica ainda mais clara a importância, destacada anteriormente, de comparar lugares com base em unidades espaciais semelhantes para manter a consistência das medidas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1270" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-03-500x285.jpg" alt="" width="500" height="285" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: BERGHAUSER PONT; HAUPT, 2009, p. 100)</span></p>
<p>Muito interessante também são essas duas visualizações oferecida por van Nes et al (2012) (abaixo). Na primeira vemos três tipos de ocupação bastante distintos mas com mesmo IA e suas correspondentes localizações no SpaceMate. Os pontos mantêm-se em uma linha horizontal, por conta do IA constante, mas variam em TO e Número de Pavimentos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1271" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-01-500x361.jpg" alt="" width="500" height="361" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: van NES; BERGHAUSER PONT; MASHHOODI, 2012, p. 4)</span></p>
<p>Através dela fica claro que o diagrama consegue captar características importante dos tipos edilícios e urbanos, de uma forma que nenhuma das medidas consegue fazer isoladamente.</p>
<p>Na segunda vemos uma tentativa de estabelecer uma classificação de tipos edilícios e de tecido. Cada área do diagrama representaria um dos tipos, indo desde aqueles mais baixos e com pouca área construída até os mais altos e muita área construída, passando por diversas situações intermediárias.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1272" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a-500x326.jpg" alt="" width="500" height="326" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a-500x326.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a-300x196.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a-768x501.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a-200x130.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/09/SpaceMate-van-Nes-et-al-2012-02a.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">(Fonte: Adaptado de van NES; BERGHAUSER PONT; MASHHOODI, 2012, p. 14)</span></p>
<p>Através do SpaceMate, portanto, bem como das demais definições oferecidas por Berghauser e Haupt (2009), é possível analisar as densidades urbanas de forma muito mais precisa do que vem sendo feito usualmente.</p>
<h2>Referências</h2>
<div class="csl-bib-body">
<div class="csl-entry">ACIOLY, C.; DAVIDSON, F. <b>Densidade urbana: um instrumento de planejamento e gestão urbana</b>. Rio de Janeiro: Mauad, 1998.</div>
<div class="csl-entry">BERGHAUSER PONT, M. Y.; HAUPT, P. A. <b>Space, density and urban form</b>. [S.l.]: [s.n.], 2009.</div>
<div class="csl-entry">CHURCHMAN, A. Disentangling the Concept of Density. <b>Journal of Planning Literature</b>, v. 13, n. 4, p. 389–411, 1 maio 1999.</div>
</div>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/09/14/spacemate-spacematrix-e-o-estudo-das-densidade-urbanas/">Spacemate, Spacematrix e o estudo das densidade urbanas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jun 2013 15:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apenas a permeabilidade física pode não ser suficiente para a vitalidade. Neste post, examinamos a importância da conectividade visual entre edificação e espaço público. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público" href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a></li>
</ul>
<h3>Interface entre espaço edificado e espaço aberto público: permeabilidade visual</h3>
<p>Apenas a proximidade física pode não ser eficaz na promoção da vitalidade caso não seja reforçada por conexões visuais:</p>
<blockquote><p>O contato através da experiência entre o que está acontecendo no ambiente público e o que está acontecendo nas residências, lojas, fábricas, oficinas e edifícios coletivos adjacentes pode promover uma extensão e enriquecimento das possibilidades de experiências, em ambas as direções. (GEHL, 2011, p. 121)</p></blockquote>
<p>Podemos identificar três maneiras pelas quais a visibilidade pode ajudar a promover a apropriação dos espaços públicos. A primeira delas, levantada por Jacobs (2001), diz respeito à segurança. O conceito de “olhos da rua” descreve a combinação de fachadas visualmente permeáveis, próximas à rua e com moradores que se preocupam com o que acontece na sua vizinhança, e funciona no sentido de promover uma maior sensação de segurança para quem caminha ou desenvolve outro tipo de atividade nas ruas. Isso acontece porque &#8220;Um pedestre sente o olhar coletivo, mesmo que ninguém esteja realmente olhando para a rua.” (HANSON; ZAKO 2007, p. 021-19). Embora não haja garantias, quem caminha por uma rua para a qual muitas janelas se abrem tem a sensação de que, se algum problema acontecer, alguma pessoa dentro de uma das edificações será capaz de ver o que está acontecendo e intervir. Para entender melhor, basta imaginar a situação oposta: uma rua com alta proporção de muros e fachadas cegas gera uma intensa sensação de insegurança, fragilidade e desconfiança. As chances de ser “salvo” por um vizinho ou morador são praticamente nulas.<span id="more-1182"></span></p>
<p class="olhos">Segurança é fator essencial para vitalidade, e olhos da rua são essenciais para a segurança</p>
<p>Newman (1996), em seu conceito de espaços defensáveis, argumenta nesse mesmo sentido. Segundo ele, é necessário que os residentes sintam-se responsáveis pelos espaços públicos adjacentes às suas habitações, o que só é possível se houver proximidade e conexão visual. Por esse motivo, sugere como uma das diretrizes para o projeto de edificações que “Vegetação não deve ser posicionado de modo a bloquear a visualização das portas e janelas das unidades habitacionais para a rua ou para os caminhos que levam da rua às entradas das unidades. ” (NEWMAN, 1996, p. 117). O autor explora vários tipos arquitetônicos e mostra que, mesmo com densidades populacionais e construtivas diferentes, os efeitos que eles têm sobre essa capacidade de sentir-se responsável pelos espaços coletivos é muito diferente. A figura abaixo mostra um exemplo disso: o tipo mais vertical, isolado e sem entradas voltadas para a rua tem maior probabilidade de ser alvo de depredação e outras formas de violência. Resultados semelhantes foram obtidos por Vivan e Saboya para o caso de Florianópolis, como pode ser conferido no post <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/09/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" alt="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Tipologias com densidades semelhantes e diferentes relações com a rua e consequentes efeitos sobre a segurança. (NEWMAN, 1996, p. 21)</span></p>
<p class="olhos">Mais importante que a distância real é a distância percebida</p>
<p>A segunda maneira pela qual a visibilidade reforça a proximidade física é através da possibilidade de algum tipo de interação concreta entre espaço edificado e aberto, mesmo que à distância. Alexander et al (1977) argumentam que até o 4º andar de uma edificação é possível interagir com alguém no térreo (o que só seria possível se houvesse alguma conexão visual). Gehl (2011, p. 137 – grifo no original) ressalta que “<em>Crucial para determinar a distância aceitável em uma determinada circunstância é não apenas a </em>distância física real<em>, mas em grande medida a </em>distância percebida.” Nesse sentido, alguém que está dentro de uma edificação com contato visual direto sobre o espaço público sente-se mais próximo a este, e desfruta da possibilidade de interagir passivamente ou ativamente com ele. Passivamente, através dos sons e cheiros, e ativamente através de uma conversa com alguém, da intervenção em alguma situação problemática como no caso da segurança delineado acima, do cuidado com os filhos que brincam na rua, e assim por diante. Santos e Vogel (1985) descrevem belissimamente a riqueza de experiências e estímulos mútuos entre os residentes e quem passa ou utiliza a rua para outros motivos no livro &#8220;Quando a rua vira casa&#8221;.</p>
<p>Jacobs e Gehl, entre muitos outros autores, defendem que a própria animação de uma rua ou espaço público atua como atrator de maior animação. Isso acontece porque as pessoas gostam de observar outras pessoas, assim como gostam de estar em lugares onde haja animação e diversidade de pessoas e atividade: “Nas cidades, a animação e a variedade atraem mais animação; a apatia e a monotonia repelem a vida.” (JACOBS, 2000, p. 108). Gehl (2011) cita o exemplo das crianças, que são atraídas de forma muito mais espontânea para lugares onde outras crianças já estejam brincando. Caso isso possa acontecer entre edificação e espaço público, a vitalidade urbana tende a ser reforçada.</p>
<p class="olhos">O reforço da presença e a constante lembrança das possibilidades de interação podem ser importantes</p>
<p>Todos esses estímulos (sonoros, visuais, etc.) podem atuar como incentivadores à vivência do espaço público, através do que pode ser considerada a terceira maneira de reforçar a proximidade física: promover a lembrança constante de que o espaço está ali, próximo, com todos os seus atrativos. É um aspecto bem aceito nas ciências cognitivas que aquilo que está ao alcance da experiência e dos sentidos afeta profundamente os julgamentos e inferências que fazemos sobre o mundo, ao ponto de Kahneman (2011) cunhar a expressão “what you see is all there is”. Ele mostra que aquilo com que nos deparamos e interagimos passa a assumir uma proporção em nossa visão de mundo que é incoerente à sua frequência &#8220;real&#8221;, quando medida por meios objetivos. O mesmo princípio pode ser estendido ao papel que a visibilidade tem sobre nossa consciência acerca dos espaços públicos e as decisões que tomamos quanto à frequência com que o vivenciamos: se ele está presente em nossa consciência (e os estímulos visuais são importantes nesse sentido), é maior a probabilidade de que nossas decisões os incluam. Se ele, ao contrário, está ausente, é menor a probabilidade de que o consideremos em nossas ponderações e escolhas.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C. <strong>A pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HANSON, J.; ZAKO, R. Communities of co-presence and surveillance: how public open space shapes awareness and behaviour in residential developments. <strong>Proceedings of the 6th  International Space Syntax Symposium</strong>, 2007. Istambul.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>KAHNEMAN, D. <strong>Thinking, fast and slow</strong>. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2011.</p>
<p>NEWMAN, O. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 19:22:12 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vitalidade dos espaços públicos abertos tem sido objeto de estudo por uma grande quantidade de autores ao longo, pelo menos, das últimas 5 décadas, desde o trabalho pioneiro de Jane Jacobs (2000 [1961]). Nesses trabalhos, diversos fatores são levantados e considerados como variáveis independentes, isto é, como fatores que de alguma maneira causam, ou induzem, uma maior vitalidade urbana. Neste e nos próximos posts vou comentar alguns desses aspectos, classificados em grandes categorias.</p>
<h2>Proporção dos espaços públicos em relação à densidade populacional</h2>
<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Por motivos que podem ser aceitos como axiomáticos, maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas, desde que os outros fatores mantenham-se similares. Em outras palavras, todo o resto sendo igual, áreas com maior quantidade de moradores e/ou de economias e/ou de área construída tendem a possuir maior vitalidade em seus espaços físicos.<span id="more-1133"></span></p>
<p>Nesse sentido, as edificações podem ser entendidas como “alimentadoras” dos espaços públicos: quanto mais gente mora em uma determinada área, mais gente tende a sair e chegar em casa todos os dias para ir e voltar do trabalho, da escola e das compras e demais atividades diárias, o que por si só representaria um primeiro esboço de vitalidade urbana. O mesmo vale para o número de economias em geral: quanto maior a quantidade de residências, comércios, serviços, etc., maior tende a ser o número não apenas de moradores, mas também de empregados e clientes, assim como os fluxos gerados por eles. Além disso, as oportunidades para interações são ampliadas, visto que a oferta de mercadorias e serviços torna-se mais numerosa e diversificada em comparação com áreas menos densificadas, aumentando os estímulos para deslocamentos e interações. Há, em suma, maior quantidade de &#8220;motivos&#8221; para sair de casa, percorrer as ruas e interagir com outras pessoas, mesmo que seja apenas em uma situação relativamente formal como realizar uma compra.</p>
<p>Essa preocupação com os aspectos quantitativos aparece já em Jacobs (2000). Depois dos princípios modernistas segundo os quais, supostamente, quanto maior a quantidade de espaços abertos melhor seria o ambiente das cidade, Jacobs chama a atenção para a necessidade de adequação entre a quantidade de pessoas e o tamanho dos espaços públicos. Estes só podem ser adequadamente apropriados caso haja uma quantidade mínima de pessoas. Espaços muito grandes não conseguem ser plenamente apropriados, passando a impressão de estarem desertos e, com isso, afastando ainda mais possíveis usuários.</p>
<p>Gehl (2011, p. 85) segue no mesmo sentido:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] people and activities can be assembled by placing individual buildings and functions so that the system of public spaces is as compact as possible and so that the distances for pedestrian traffic and sensory experiences are as short as possible.</p></blockquote>
<p>Holanda (2002) também reforça a importância de uma coerência entre a dimensão dos espaços abertos e a densidade populacional do local em que está inserido. A inversão da proporção dos espaços construídos em relação ao aberto, resultando em um quadro em que os primeiros vêm diminuindo e os segundos aumentando, levou o autor a usar a expressão “paisagem de objetos” para denotar espaços em que grandes áreas livres são pontuadas por edificações isoladas. Dentro da sua definição de dois paradigmas espaciais opostos, “formalidade” e “urbanidade”, esse padrão espacial está vinculado ao primeiro deles, que por sua vez caracteriza-se, entre outros fatores, pela proeminência da realização de arranjos sociais nos espaços <strong>internos</strong> (HOLANDA, 2002, p. 126), em oposição à sua realização nos espaços abertos públicos.</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1134" title="Brasilia_12" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-768x514.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Brasília e seus amplos espaços abertos: como apropriá-los? (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/bertola77/6924350715/in/pool-urbanidades" target="_blank">Rafael Belota</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1136" title="Sao Petersburgo - 01_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg" alt="" width="500" height="236" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-300x141.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-768x362.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-200x94.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Praça Central em São Petersburgo (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/clankennedy/5092394393/" target="_blank">Ian Kennedy</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1135 aligncenter" title="paris_2011_07_16 - 256" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" />Paris: outra proporção entre espaços abertos e edificados (Foto: Renato Saboya)</p>
<p>Jacobs propõe, então, que as praças e parques de bairro sejam criados em áreas que possuam densidade suficiente para alimentá-las, e não o contrário. Tentar criar praças como forma de trazer vitalidade a áreas que, por si só, não consequem sustentar a vida nas ruas, não costuma dar certo. O resultado são espaços esvaziados, perigosos e abandonados. Alexander et al (1977, p. 311) complementam:</p>
<blockquote><p>Frequentemente, nas cidades modernas, arquitetos e planejadores constroem praças que são muito grandes. Elas são bonitas nos desenhos; mas na vida real acabam desoladas e mortas. Nossas observações sugerem fortemente que espaços abertos destinados a praças devem ser muito pequenos.</p></blockquote>
<p><strong> Update (07.12.2012):</strong></p>
<p>Antes que este post seja usado para sustentar argumentos falaciosos, é preciso esclarecer alguns aspectos: a densidade que se defende aqui como necessária para a vitalidade dos espaços públicos diz respeito principalmente à proporção entre espaços edificados e espaços livres, no sentido de que é necessária uma certa quantidade de pessoas para animar as ruas, praças, parques etc. Isso não é uma defesa, entretanto, da densificação e verticalização sem critério, que só beneficiam os empresários da construção civil e os proprietários fundiários.</p>
<p>Tenho percebido uma repentina sintonia de certos setores com essa noção de cidade densa. Não por acaso, defendem vigorosamente a ampliação dos limites construtivos e do número máximo de pavimentos, baseando-se (ao menos na retórica) na ideia de cidade compacta, da diversidade de usos, no movimento de pedestres e na otimização da infraestrutura.</p>
<p>Entretanto, essas manifestações convenientemente esquecem-se de defender também outros aspectos inerentes ao conceito de cidade compacta, tais como um perímetro urbano enxuto e os malefícios causados pelos vazios urbanos, cuja retenção especulativa deveria ser combatida com impostos mais altos. Defendem apenas aquele aspecto que lhes interessa, deixando de lado aqueles que poderiam lhes atrapalhar.</p>
<p>Com isso, temos o pior de dois mundos: por um lado, temos pontos específicos da cidade (determinados pelo mercado imobiliário, não pela coletividade) com altíssima densidade (muito acima do que seria razoável prever para um horizonte de 20, 30 ou mesmo 50 anos), com sobrecarga de infraestrutura e graves problemas de acessibilidade. Por outro, temos frequentes ampliações desnecessárias (e por isso prejudiciais) do limite urbano, e alta porcentagem de imóveis sem uso, subutilizados e/ou não edificados, que resultam em densidades globais baixíssimas, oneram a infraestrutura e aumentam as distâncias a serem percorridas.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 19:40:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do II Enanparq, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal, um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha, resultado da dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC. A pesquisa tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes na cidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do <a title="II Enanparq" href="http://www.2enanparq.ct.ufrn.br/index.html" target="_blank">II Enanparq</a>, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal,<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank"> um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha</a>, resultado da<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"> dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC</a>, sob minha orientação. A pesquisa, fruto de um trabalho exaustivo, tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes(1). Essa noção não é nova, pelo contrário: desde <a title="Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua" href="http://urbanidades.arq.br/2010/02/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" target="_blank">Jacobs (2000)</a>, pelo menos, os &#8220;olhos da rua&#8221; são considerados importantes elementos na segurança dos espaços públicos (especialmente as ruas e passeios), pela possibilidade de vigilância natural que proporcionariam. Além disso, Jacobs também defendia a mistura de estranhos e moradores locais, equilibrando os fluxos exclusivamente de passagem com os fluxos locais, como forma de aumentar a vigilância nas ruas e, consequentemente, a segurança.</p>
<p><a title="Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Oscar Newman</a>, por outro lado, defendia o que ficou conhecido como &#8220;defensible space&#8221;, entendido como espaços que, pela sua configuração, proporcionassem um sentimento de &#8220;pertencimento&#8221; aos moradores do entorno, que então se encarregariam de vigiá-los e mantê-los seguros. As ruas sem saída seriam exemplos de espaços defensáveis, nos quais estranhos seriam rapidamente identificados e, se necessário, &#8220;neutralizados&#8221;. Entretanto, concordava com Jacobs na questão da permeabilidade visual e proximidade das edificações com a rua como elemento de reforço das condições de segurança.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1107 aligncenter" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Diferenças na relação de diferentes tipologias (com densidades semelhantes) com a rua (NEWMAN, 1996). Qual seria a mais segura?</p>
<p>A pesquisa tentou testar essas questões para o contexto brasileiro, usando Florianópolis como estudo de caso. Para isso, levantou as características tipológicas de 94 locais em que ocorreram crimes no ano de 2010, cuidando para que houvesse boa distribuição espacial da amostra, ou seja, assegurand0-se de que todas as regiões da cidade possuíssem um número adequado de ocorrências levantadas. Muitas características dos lotes e das edificações foram levantadas, mas as mais importantes mostraram ser o uso do solo, a característica dos fechamentos dos lotes (muros, grades, etc., com ou sem vegetação), a densidade de aberturas e a quantidade de lotes vazios e/ou com edificações abandonadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1108" title="permeabilidade_visual" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg" alt="" width="500" height="121" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-300x72.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-768x186.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-990x242.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-50x12.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-200x48.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Teria a permeabilidade visual entre edificação e espaço público realmente a capacidade de auxiliar na prevenção de crimes? Seriam formas semelhantes à imagem da esquerda mais seguras que formas semelhantes à da direita? (Adaptado de VIVAN, 2012).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1109" title="vivan-interfaces_lotes" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg" alt="" width="500" height="110" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-300x66.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-768x170.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-50x11.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-200x44.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Edificações das ocorrências estudadas, que exemplificam: a) Interface com alta visibilidade (IAV); b) Interface com média visibilidade (IMV); c) Interface com baixa ou nula visibilidade (IBV). (VIVAN, 2012)</p>
<p>A metodologia seguiu os seguintes passos gerais:</p>
<ul>
<li>Definição de uma amostra representativa dos crimes ocorridos em Florianópolis no ano de 2010;</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Definição de um grupo de controle (2);</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato para o grupo de controle, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Comparação entre as características morfológicas da amostra e do grupo de controle;</li>
<li>Interpretação dos resultados.</li>
</ul>
<h3>Resultados</h3>
<p>Os resultados foram interessantes. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais (pelo menos 70% de usos residenciais) (3) e comparando com um grupo de controle , eles indicaram que:</p>
<ul>
<li>O grupo de controle apresenta maiores valores de interface de alta visibilidade (IAV) com 42,11%, enquanto que na amostra de ocorrência de crimes esse índice foi de 35,16%;</li>
<li>A média de densidade das aberturas seguiu a mesma lógica, sendo que o grupo de controle com predominância residencial apresentou maior densidade média de aberturas (0,259 abertura/m) enquanto que a amostra apresentou 0,235 abertura/m ;</li>
<li>A porcentagem de lotes de usos vazios (UV) na amostra foi maior (12,79%) do que no grupo de controle (6,65%), o que reforça a noção de que os crimes em áreas residenciais ocorrem com maior frequência quando existe a proximidade de áreas vazias (e que, portanto, não oferecem intervisibilidade).</li>
</ul>
<div class="olhos">Apesar de tentarem se proteger com muros e paredes cegas, os moradores acabam criando o oposto: espaços urbanos mais inseguros</div>
<p>O que isso significa? Em poucas palavras, que as características de permeabilidade visual entre a edificação e o espaço da rua estão realmente relacionadas com a ocorrência de crimes, no sentido de que estes tendem a acontecer em locais caracterizados por formas arquitetônicas com menos permeabilidade (muros cegos ou com vegetação que impossibilita a visão, fachadas com poucas ou nenhuma janela e ruas com grande quantidade de terrenos vazios ou edificações abandonadas). Dito assim, isso não parece nenhuma novidade: intuitivamente nos sentimos mais inseguros em espaços com essas características. Temos a impressão de que, se algo acontecer, ninguém poderá nos ajudar ou chamar por socorro. Entretanto, uma coisa é sabermos intuitivamente que essa é nossa sensação; outra é termos fortes indícios quantitativos &#8211; e obtidos através de um método cuidadoso e sistemático &#8211; de que isso realmente influencia na localização das ocorrências de crime.</p>
<p>Além disso, por mais que intuitivamente isso seja facilmente percebido, ainda assim vemos muitos moradores fazendo exatamento o oposto, o que não deixa de ser um paradoxo: criam muros altos e cegos para supostamente proteger suas casas e diminuem a quantidade de janelas abertas para a rua para preservarem sua privacidade, mas ao fazê-lo estão criando espaços externos mais inseguros que, ao fim e ao cabo, tornam mais inseguras suas residências (os crimes considerados no estudo envolviam não apenas aqueles ocorridos no espaço público, mas também no interior dos lotes e edificações).</p>
<p>Some-se a isso os planos diretores, que frequentemente permitem ou até mesmo incentivam tipologias com baixa permeabilidade visual, e o quadro está pronto: cidades cada vez mais inseguras, desvitalizadas, desagradáveis, intimidadoras. Enquanto não houver <a title="A urgência do planejamento" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.125/3624" target="_blank">instrumentos urbanísticos mais sensíveis ao funcionamento dos sistemas urbanos</a>, os problemas tendem a se agravar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1110" title="SAMSUNG" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg" alt="" width="500" height="181" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-300x108.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-768x279.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-50x18.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-200x73.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Fachadas de baixa permeabilidade no térreo.</p>
<h3>Resumo oficial da dissertação (VIVAN, 2012):</h3>
<p>Este artigo tem como objetivo estudar a correlação entre aspectos da forma edificada (especialmente a permeabilidade visual) e a ocorrência de crimes no espaço urbano de Florianópolis &#8211; SC, partindo da hipótese de que a maior conexão visual entre área pública e privada inibe a ocorrência de crimes. Para isso, foram selecionados os tipos de crimes a serem focalizados, que são alguns tipos de furtos e roubos, e violação de domicílio. A cidade foi dividida em seis porções, para facilitar os levantamentos por regiões, e foram selecionados crimes para amostragens proporcionais à realidade do ano de 2010. Foi realizado o levantamento dos dados em campo, com a compilação dos resultados para, assim, analisar estatisticamente. Os resultados preliminares não indicaram correlação entre características de visibilidade e ocorrência de crimes. Entretanto, uma análise mais cuidadosa identificou que a elevada presença de usos comerciais na amostra poderia estar distorcendo os resultados. Assim, uma nova análise foi efetuada considerando apenas os trechos com predominância residencial, tanto na amostra quando no grupo de controle. Os resultados sustentaram a influência de fatores de visibilidade na ocorrência de alguns tipos de crimes, corroborando a literatura, o que evidencia a importância da consideração das variáveis físicas do layout na redução da suscetibilidade de alguns locais ao crime.</p>
<p>PALAVRAS-CHAVE: conexão visual, segurança no espaço construído, espaço público, espaço privado.</p>
<h3> Notas</h3>
<p>(1) O que não significa, obviamente, que os crimes são causados pela forma das edificações, ou que estas poderiam, de alguma maneira, eliminá-los. Significa apenas que parece existir uma ligação entre a forma das edificações e a probabilidade de acontecerem crimes nos seus entornos imediatos.</p>
<p>(2) O grupo de controle foi definido considerando os raios de distância métrica a partir dos pontos em que os crimes aconteceram. Dessa forma, foram selecionadas localizações que estivessem ao mesmo tempo nas mesma regiões dos crimes, mas em pontos distantes o suficiente para estarem fora de sua área de influência imediata. Agradecimentos ao Prof. Fletes, do Depto. de Estatística da UFSC, cujo auxílio no design do experimento foi essencial para o trabalho.</p>
<p>(3) A comparação entre áreas residenciais foi feita porque a primeira parte da análise indicou que usos comerciais possuem dinâmicas diferentes em relação aos crimes, uma vez que possuem permeabilidade visual mais alta e ao mesmo tempomaior atratividade para os criminosos, pela maior circulação de dinheiro. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais, foi possível isolar a variável &#8220;uso do solo&#8221; e realizar comparações mais confiáveis. Um estudo mais aprofundado sobre a relação entre os diferentes usos do solo e a ocorrência de crimes está em fase inicial de elaboração.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>VIVAN, Mariana. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"><strong>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</strong>: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. Dissertação de Mestrado defendida junto ao PósArq &#8211; UFSC, Florianópolis, SC: UFSC.</p>
<p>VIVAN, Mariana; SABOYA, Renato. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. II Encontro Nacional da Anparq.<strong> Anais</strong>&#8230; , 2012. Natal, Brasil . (no prelo).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Planos locais</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/03/24/planos-locais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 20:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[planos locais]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um plano local pode ser entendido como um plano que, ao invés de abranger todo o limite do Município -  como os planos diretores - ou mesmo toda a área urbana, concentra-se em estabelecer objetivos e definir diretrizes para o desenvolvimento físico-espacial de um bairro ou região de uma cidade, podendo algumas vezes limitar-se a áreas ainda menores. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/03/24/planos-locais/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Planos locais</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/03/24/planos-locais/">Planos locais</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Planos locais vêm recebendo interesse crescente. Entretanto, a literatura disponível sobre o tema é relativamente escassa, especialmente no Brasil, que não tem tradição em realizar esse tipo de plano. Na verdade, não tenho conhecimento de nenhum exemplo por aqui de planos locais integrados aos planos mais gerais, em uma &#8220;rede integrada&#8221; de planos (KAISER; GODSCHALK; CHAPIN, 1995). Conheço alguns planos particularizados que visam requalificar ou reestruturar áreas específicas da cidade, mas na maioria dos casos eles limitam-se a propor novos desenhos para o sistema viário e os espaços públicos e, talvez, modificar os parâmetros urbanísticos mais quantitativos (coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação). Ficam muito aquém, portanto, de explorar o potencial dos planos locais*.</p>
<h3>Definição</h3>
<p>Um plano local pode ser entendido como um plano que, ao invés de abranger todo o limite do Município &#8211;  como os planos diretores &#8211; ou mesmo toda a área urbana, concentra-se em estabelecer objetivos e definir diretrizes para o desenvolvimento físico-espacial de um bairro ou região de uma cidade, podendo algumas vezes limitar-se a áreas ainda menores, tais como uma via e/ou alguns poucos quarteirões. Portanto, a área compreendida pelo plano, mais reduzida que os planos costumam ser, é a principal característica a definir um plano local.</p>
<p>Entretanto, essa característica implica em uma outra característica importante: os aspectos abordados nos plano locais costumam ser mais aprofundados e &#8220;personalizados&#8221; que os planos mais abrangentes. Enquanto estes precisam dar conta da diversidade de padrões e características de uma gama maior de situações urbanas, os plano locais podem concentrar-se nos aspectos mais relevantes para uma área específica e, dessa forma, prever objetivos e diretrizes mais sintonizados com suas características particulares.</p>
<div class="olhos"> O foco em uma área menor permite que maior atenção seja dada a aspectos que seriam excessivamente complexos e/ou demorados para serem trabalhados adequadamente em áreas maiores.</div>
<p>Além disso, a limitação de área permite que maior atenção seja dada a aspectos que, em áreas maiores, seriam excessivamente complexos e/ou demorados para serem trabalhados adequadamente, tais como a definição lote-a-lote das alturas das edificações ou o desenho de circulações e ambiências de espaços públicos. Mais abaixo veremos em maior detalhe alguns exemplos de elementos que podem ser abordados nesse tipo de plano.</p>
<h3>Objetivos</h3>
<ul>
<li>Estabelecer uma visão clara do que a comunidade ou região deseja para o futuro, e como pretende que sejam seus espaços;</li>
<li>Aprofundar e fazer a sintonia fina das diretrizes mais gerais, de acordo com as especificidades de cada área da cidade, bem como estabelecer um referencial para a interpretação dessas diretrizes quando aplicadas a áreas específicas;</li>
<li>Revelar e explorar problemas, oportunidades e prioridades que não tenham sido revelados na etapa anterior de elaboração do plano mais geral;</li>
<li>Aprofundar a conformação de lugares, em sintonia com as aspirações e características sócio-culturais da população do lugar;</li>
</ul>
<h3>Aspectos abordados</h3>
<p>Conforme comentado acima, os planos locais possibilitam o aprofundamento das questões espaciais de uma determinada área e, dessa forma, permitem que sejam considerados aspectos cuja operacionalização seria impossível em planos mais abrangentes. Esses aspectos podem incluir, entre outros:</p>
<ul>
<li>Detalhes de desenho de elementos urbanos importantes para a estrutura espacial da comunidade, tais como traçados e perfis de vias; padrões de conexões entre canais de circulação; ambiências e suas interrelações em espaços públicos; localização, tamanho e forma das áreas de estacionamentos, etc.;</li>
<li>Diretrizes de uso e ocupação ao nível do lote, incluindo parâmetros quantitativos de ocupação (coeficiente de aproveitamento, taxa de ocupação, número máximo de pavimentos, etc.); padrões tipológicos permitidos e/ou incentivados (alturas, permeabilidade, posição das garagens, quantidade e tipo dos materiais, cores, etc.); relações de funcionalidade estruturadoras (eixos visuais, de permeabilidade ou de acesso; fachadas consideradas principais e de fundos; localização de áreas de serviço ou apoio, etc.);</li>
<li>Perfis e dimensões padrão para o sistema viário, incluindo quantidade e largura das pistas de automóveis; posição e largura das ciclovias; áreas de estacionamento; dimensão dos passeios; localização do mobiliário urbano; relações permitidas e/ou incentivadas entre espaços privados e públicos (afastamentos, muros, grades, cercas, muretas, permeabilidade visual e física, etc.).</li>
<li>Posicionamento de edifícios notáveis, tais como equipamentos urbanos e comunitários, e tratamento do entorno de forma propiciar acessibilidade, valorização espacial e apropriação.</li>
</ul>
<h3>Possíveis benefícios e malefícios</h3>
<p>Além das vantagens óbvias relacionadas ao conteúdo, decorrentes da possibilidade de aprofundamento e maior resolução no estabelecimento de objetivos e diretrizes, os planos locais tendem também a permitir um maior envolvimento da comunidade na sua elaboração, especialmente por tocar em aspectos que estão diretamente relacionados ao cotidiano das pessoas. Pelo fato de os planos diretores mais amplos, em comparação, muitas vezes abordarem aspectos muito genéricos e, por isso, mais distantes da realidade da maioria dos cidadãos, eles acabam não despertando interesse de uma parcela considerável da população. Não são todos, por exemplo, que se interessam em pensar e debater os principais corredores de transportes, ou a distribuição de densidades no Município, ou ainda a regulamentação do instrumento da Transferência do Direito de Construir.</p>
<div class="olhos"> É preciso cuidado para que planos locais não estimulem iniciativas fragmentadas e atitudes &#8220;NIMBY&#8221;</div>
<p>Entretanto, é maior a probabilidade que os cidadãos se interessem em discutir aspectos específicos de seus bairros, tais como a altura dos prédios vizinhos, o projeto da praça, a configuração da rua comercial, os tipos de usos permitidos em cada local, etc. Assim, o potencial de participação da comunidade tende a ser maior em planos localizados.</p>
<p>Com relação aos riscos, o primeiro deles é o de transformar o planejamento numa verdadeira &#8220;colcha de retalhos&#8221;, ou seja, a possibilidade de que cada plano local seja desconectado do planejamento mais geral. Na verdade, esse é o cenário que encontramos atualmente no Brasil. A grande maioria, se não todos, dos planos localizados são pensados apenas em relação àquela área específica, fazendo pouca ou nenhuma referência às diretrizes mais amplas que buscam dar uma lógica geral para o desenvolvimento da cidade (até porque muitas vezes essas diretrizes simplesmente não existem). Dessa forma, acabam aparecendo uma série de planos fragmentados, com pouca relação entre si e o contexto mais amplo e que, apesar de pretenderem agir como &#8220;deflagradores locais de desenvolvimento&#8221;, acabam tornando-se projetos meramente pontuais com pouquíssima influência sobre dinâmicas urbanas mais abrangentes. Tornam-se sobretudo um foco de valorização imobiliária sem contrapartidas para a sociedade em geral, como é comum no caso das operações urbanas consorciadas (que podem, afinal de contas, ser consideradas planos locais).</p>
<p>Outro risco, de certa forma associado ao primeiro, é o de que seja estimulada uma atitude NIMBY (Not In My BackYard) entre os participantes, e que o papel da área em relação à cidade seja negligenciado ou mesmo negado. O envolvimento de moradores apenas de uma pequena porção da cidade e o foco nos seus problemas específicos podem facilmente degenerar para um plano excessivamente introvertido. Um exemplo clássico é o de comunidades que desejam evitar usos comerciais e edifícios maiores que dois pavimentos no seu bairro (apesar de serem, contraditoriamente, contra o aumento do preço da terra e desejarem toda sorte de infraestrutura e conveniências próximas a suas residências).</p>
<h3>Exemplo: Nashville, Tenessee</h3>
<p style="text-align: left;"> Abaixo podem ser vistas algumas imagens dos planos locais de Nashville, Tenessee.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1050" title="nashville_specific_plan_esquema_01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01-500x430.jpg" alt="" width="500" height="430" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01-500x430.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01-300x258.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01-768x661.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01-50x43.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01-200x172.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_01.jpg 893w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1054" title="nashville_specific_plan_esquema_04" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04-500x382.jpg" alt="" width="500" height="382" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04-500x382.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04-300x229.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04-768x587.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04-200x153.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_04.jpg 1089w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1053" title="nashville_specific_plan_esquema_05" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05-500x481.jpg" alt="" width="500" height="481" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05-500x481.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05-300x288.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05-768x739.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05-50x48.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05-200x192.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_05.jpg 852w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1052" title="nashville_specific_plan_esquema_06" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06-500x326.jpg" alt="" width="500" height="326" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06-500x326.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06-300x196.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06-768x502.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06-200x131.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_06.jpg 1132w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1051" title="nashville_specific_plan_esquema_07" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07-500x369.jpg" alt="" width="500" height="369" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07-500x369.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07-300x221.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07-768x568.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07-200x148.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_07.jpg 1126w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1048" title="nashville_specific_plan_esquema_03" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03-500x384.jpg" alt="" width="500" height="384" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03-500x384.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03-300x230.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03-768x591.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03-200x154.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_03.jpg 1118w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1047" title="nashville_specific_plan_esquema_08" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08-500x387.jpg" alt="" width="500" height="387" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08-500x387.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08-300x232.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08-768x595.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08-50x39.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08-200x155.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_08.jpg 1116w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" title="nashville_specific_plan_esquema_02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/03/nashville_specific_plan_esquema_02-500x392.jpg" alt="" width="500" height="392" /></a></p>
<h3>Links</h3>
<ul>
<li><a href="http://www.nashville.gov/mpc/communityplans/WhatIsCP.asp">O que são planos específicos? &#8211; Nashville</a></li>
<li><a title="Planos Locais" href="http://ceres.ca.gov/planning/specific/" target="_blank">The planner&#8217;s guide to specific plans</a></li>
</ul>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>KAISER, Edward J.; GODSCHALK, David R.; CHAPIN, F Stuart. <strong>Urban land use planning</strong>. Urbana: University of Illinois Press, 1995.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>* Se você tem conhecimento de planos locais brasileiros, por favor indique a referência nos comentários.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/03/24/planos-locais/">Planos locais</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O conceito de Urbanidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 15:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade medieval]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em outro post, mostrei a discussão ocorrida na lista de email "Urbanidade", sobre o conceito de... urbanidade. Para contribuir com o debate, trago aqui minhas considerações. Mas, seguindo o ditado de que uma imagem vale mais que mil palavras, mantenho o texto curto e ofereço várias fotos ilustrativas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O conceito de Urbanidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em outro post, mostrei a discussão ocorrida na lista de email &#8220;Urbanidade&#8221;, em que vários estudiosos do tema discutiram esse conceito. Ficou claro que estamos longe de um consenso e, mais que isso, que há até mesmo visões extremamente conflitantes sobre o que seja o termo, ou mesmo se é possível defini-lo.</p>
<p>Para contribuir com o debate, trago aqui minhas considerações. Mas, seguindo o ditado de que uma imagem vale mais que mil palavras, mantenho o texto curto e ofereço várias fotos ilustrativas do que é, na minha opinião, urbanidade.</p>
<p>As dimensõs do conceito de Urbanidade são:</p>
<p>1.<strong> Muitas pessoas utilizando os espaços públicos</strong>, especialmente as calçadas, parques e praças.</p>
<p>2. <strong>Diversidade de perfis</strong>, interesses, atividades, idades, classes sociais, etc.</p>
<p>3. <strong>Alta interação entre os espaços abertos públicos e os espaços fechados</strong>, tais como:<br />
a. pessoas entrando e saindo das edificações (o que é desempenhado especialmente bem pelo comércio de pequeno porte &#8211; grandes equipamentos tendem a interiorizar essas interações, tal como acontece nos shoppings e nos grandes magazines);<br />
b. mesas nas calçadas;<br />
c. contato visual dos andares superiores através de janelas (paredes cegas são um veneno para a Urbanidade);</p>
<p>4. <strong>Diversidade de modos de transporte e deslocamento</strong> (pedestres principalmente, mas também ciclistas, automóveis, ônibus, trens, etc.);</p>
<p>5.<strong> Pessoas interagindo em grupos</strong>, o que requer espaços que apoiem essas atividades, como bancos, mesas, áreas sombreadas, etc.)</p>
<p>6. <strong>Traços da vida cotidiana</strong> &#8211; crianças indo à escola, pessoas comprando o jornal, indo à mercearia, fazendo compras, etc. Isso não estava na minha concepção original de Urbanidade, mas depois de conhecer Veneza (aliás, apenas sua área central) me parece algo essencial. Cidades eminentemente turísticas têm milhares de pessoas nas ruas, mas a sensação pode ser a de um museu a céu aberto se não houver traços da vida cotidiana. Quando todos são turistas, não parece haver urbanidade real, apenas movimento de pessoas.</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_964" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-964" title="Salzburg_2011-07-25_0059_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Salzburg &#8211; Áustria</dd>
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<dl id="attachment_972" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-972" title="Salzburg_2011-07-25_0050_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Salzburg &#8211; Áustria</dd>
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<dl id="attachment_979" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-979" title="berlim_2011_07_21 - 002_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Berlim &#8211; Alemanha</dd>
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<dl id="attachment_978" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-978" title="brugges_2011_07_19 - 049_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_976" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-976" title="brugges_2011_07_19 - 011_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_975" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-975" title="brugges_2011_07_19 - 072_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_974" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-974" title="brugges_2011_07_19 - 024_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_973" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-973" title="brugges_2011_07_19 - 031_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_966" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-966" title="brugges_2011_07_19 - 005_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_977" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-977" title="goslan_2011_07_21 - 022_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-500x332.jpg" alt="Goslar - Alemanha" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Goslar &#8211; Alemanha</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_970" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-970" title="Bamberg_2011-07-23_0011_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-500x332.jpg" alt="Bamberg - Alemanha" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Bamberg &#8211; Alemanha</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_971" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-971" title="DSC_4483_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-500x332.jpg" alt="Amsterdam - Holanda" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amsterdam &#8211; Holanda</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_965" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-965" title="DSC_4452_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-500x332.jpg" alt="Amsterdam - Holanda" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amsterdam &#8211; Holanda</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_969" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-969" title="DSC_5413_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-500x332.jpg" alt="Viena - Áustria" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Viena &#8211; Áustria</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_967" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-967" title="DSC_5429_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-500x332.jpg" alt="Viena - Áustria" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Viena &#8211; Áustria</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/">O conceito de Urbanidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>James Kunstler no TED &#8211; subúrbios americanos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/20/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 22:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Videos e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[form based codes]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assista a palestra de James Howard Kunstler no TED Talks, falando sobre a suburbanização americana e a criação de espaços pelos quais as pessoas não sentem nenhum apego. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/20/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">James Kunstler no TED &#8211; subúrbios americanos</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante esta palestra (como, aliás, é comum no TED Talks) sobre a urbanização americana e os problemas criados pela suburbanização. Não conhecia o palestrante, mas gostei da forma como ele abordou o problema.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="James Kunstler: How bad architecture wrecked cities" width="990" height="557" src="https://www.youtube.com/embed/Q1ZeXnmDZMQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>(Se preferir, você pode assistir diretamente no <a href="http://www.ted.com/talks/lang/eng/james_howard_kunstler_dissects_suburbia.html" target="_blank">site do TED</a>, com direito a legendas em português)</p>
<p>Alguns momentos interessantes:</p>
<blockquote><p>[<em>Mostrando a imagem de um subúrbio americano</em>]Se você ficar em frente ao Wal-Mart, aqui, e olhar para a Loja Target naquela direção, você não consegue vê-la por causa da curvatura da Terra.</p></blockquote>
<blockquote><p>[<em>Mostrando a fachada cega e extensa da parte posterior do Boston City Hall</em>] Não há Prozac suficiente no mundo para fazer as pessoas sentirem-se bem passando por esse quarteirão.</p></blockquote>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/20/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/">James Kunstler no TED – subúrbios americanos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tipos de desenho urbano</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/11/17/tipos-de-desenho-urbano/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2010/11/17/tipos-de-desenho-urbano/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2010 18:26:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[form based codes]]></category>
		<category><![CDATA[olhos da rua]]></category>
		<category><![CDATA[parâmetros urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[zoneamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=811</guid>

					<description><![CDATA[<p>O desenho urbano, por ficar na maioria das vezes entre as "escalas" do planejamento urbano e da arquitetura, acaba também sofrendo pela indefinição dos instrumentos mais adequados para a sua implementação. Este post mostra uma classificação dos tipos de desenho urbano que ajuda a jogar luz sobre o problema. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/11/17/tipos-de-desenho-urbano/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Tipos de desenho urbano</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/11/17/tipos-de-desenho-urbano/">Tipos de desenho urbano</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como já mostrei em outros posts, tenho um especial interesse pela relação (muitas vezes conflituosa) entre o conceito de plano e o de projeto. O desenho urbano, por ficar na maioria das vezes entre as &#8220;escalas&#8221; (esse termo também é questionável) do planejamento urbano e da arquitetura, acaba também sofrendo pela indefinição dos instrumentos mais adequados para a sua implementação.</p>
<p>Além disso, o desenho urbano por sí só é uma disciplina cuja definição é problemática e sujeita a várias controvérsias. Muitas das tentativas de definição partem do que ele não é, ao invés de dizer exatamente o que ele é . Schurch (1999) nota que disciplinas emergentes, como o Desenho Urbano, carecem de definições consolidadas, e possuem referenciais teóricos vagos ou amplos demais.</p>
<p>Por tudo isso, achei uma referência muito interessante e que de certa forma vai de encontro às minhas reflexões sobre o assunto. O livro &#8220;Urban Design: a typology of procedures and products&#8221;  (LANG, 2005)classifica os processos de desenho urbano em quatro tipos:</p>
<div class="olhos">Essencial para um bom entendimento do desenho urbano é saber por quem as decisões são tomadas,  e com qual encadeamento.</div>
<ol>
<li>Desenho Urbano &#8220;total&#8221;: uma única equipe controla todo o projeto. Esse tipo é raro de se encontrar, ao menos aqui no Brasil. Se alguém souber de algum exemplo, avise nos comentários.</li>
<li>Desenho urbano &#8220;all of a piece&#8221;: neste caso, uma equipe cria um plano geral que oriente as intervenções de diversos empreendedores, cada um com sua própria equipe. Um exemplo desse tipo é o Loteamento Pedra Branca, em Palhoça, SC. Lá, uma equipe norteamericana (DPZ), com a ajuda de arquitetos brasileiros, fez um masterplan para a área. A seguir, vários escritórios de arquitetura foram contratados para projetar as quadras que compõem a proposta geral.</li>
<li>Desenho Urbano &#8220;piece-by-piece&#8221;: neste caso, a produção das edificações é feita a partir de centenas ou milhares de decisões individuais que, entretanto, devem obedecer a um conjunto de normas gerais. Sendo assim, a construção de edificações é controlada por zoneamentos, incentivos e penalidades.</li>
<li>Desenho Urbano &#8220;plug-in&#8221;: remete ao conceito de &#8220;acupuntura urbana&#8221;, segundo o qual intervenções pontuais no tecido urbano seriam capazes de produzir consequências benéficas para o entorno e, talvez, para toda a cidade.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-812" title="ft1" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft1-500x255.jpg" alt="" width="500" height="255" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft1-500x255.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft1-300x153.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft1-50x26.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft1-200x102.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft1.jpg 685w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Desenho Urbano &#8220;all-of-a-piece&#8221;: Loteamento Pedra Branca &#8211; Palhoça &#8211; SC.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-813" title="ft8" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8-500x291.jpg" alt="" width="500" height="291" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8-500x291.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8-300x175.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8-50x29.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8-200x117.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8.jpg 685w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Desenho Urbano &#8220;all-of-a-piece&#8221;: Loteamento Pedra Branca &#8211; Palhoça &#8211; SC.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft8.jpg"></a><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft9.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-814" title="ft9" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft9-500x291.jpg" alt="" width="500" height="291" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft9-500x291.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft9-300x175.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft9-50x29.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft9-200x117.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/ft9.jpg 685w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Desenho Urbano &#8220;all-of-a-piece&#8221;: Loteamento Pedra Branca &#8211; Palhoça &#8211; SC.</span></p>
<div class="olhos">O tipo piece-by-piece é o que mais afeta a sociedade como um todo, e o mais negligenciado</div>
<p>Minha maior preocupação é com o terceiro tipo: piece-by-piece. Esse é o tipo de desenho urbano que mais afeta a sociedade como um todo, visto que os outros tipos referem-se a situações muito mais localizadas e atreladas a poucos decisores e/ou promotores. O terceiro tipo, ao contrário, deveria ser uma preocupação de toda prefeitura em relação à sua malha urbana como um todo. Entretanto, não é isso que vemos. Na imensa maioria dos casos, a legislação urbanística limita-se a definir índices genéricos de ocupação, e faz muito pouco para conduzir a produção das edificações na direção de tipologias que favoreçam a permeabilidade entre o público e o privado, a geração de olhos da rua para minimizar a insegurança nos espaços públicos, e a valorização do pedestre em detrimento do automóvel.</p>
<p>Em um artigo em parceria com o Prof. Vinicius Netto, fazemos uma crítica a essa grave limitação do zoneamento: <a title="A urgência do planejamento" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.125/3624" target="_blank">A urgência do planejamento</a>. A imagem abaixo mostra que, para um mesmo conjunto de parâmetros, é possível uma grande variedade de tipologias. Até aí não há problema; este surge porque várias dessas tipologias são agressivas ao pedestre e não incentivam a permanência e a apropriação dos espaços públicos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-815" title="Fig 3 - Tipologias resultantes dos PDs" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-500x240.jpg" alt="" width="500" height="240" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-500x240.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-300x144.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-768x369.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-200x96.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/11/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Tipologias resultantes de um mesmo conjunto de parâmetros de zoneamento. Muitas delas são &#8220;anti-urbanas&#8221;.</span></p>
<p>Um caminho possível (e urgente!) é a adoção de zoneamentos mais sensíveis à forma urbana. Os Form Based Codes são muito interessantes nesse sentido, e têm me interessado muito.Um exemplo é o de Benícia, nos EUA, que estabelece diretrizes para vários aspectos das edificações, exigindo, por exemplo, que mantenham relação de permeabilidade e proximidade com a rua, usos comerciais no térreo, garagens apenas nos fundos do terreno, etc.</p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>LANG, Jon. <strong>Urban Design</strong>: a typology of procedures and products. Amsterdam: Elsevier, 2005.</p>
<p>NETTO, Vinicius de Moraes; SABOYA, Renato. A urgência do urbanismo: uma crítica aos instrumentos usuais de planejamento. <strong>Arquitextos &#8211; Vitruvius</strong>, 2010.</p>
<p>SCHURCH, Thomas W. Reconsidering Urban Design: thoughts about its definition and status as a field or profession. <strong>Journal of Urban Design</strong>, v. 4, n. 1, p. 5 -28, 1999.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/11/17/tipos-de-desenho-urbano/">Tipos de desenho urbano</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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