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	<title>Urbanidades | Posts marcados como morfologia - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como morfologia - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Fatores morfológicos da ocorrência criminal</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2019/08/29/fatores-morfologicos-da-ocorrencia-criminal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Aug 2019 22:59:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[crimes]]></category>
		<category><![CDATA[criminalidade]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Que aspectos da forma da cidade contribuem para uma maior ou menor ocorrência de crimes? Em um artigo publicado recentemente, criamos um modelo da ocorrência criminal e discutimos as evidências empíricas disponíveis. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2019/08/29/fatores-morfologicos-da-ocorrencia-criminal/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Fatores morfológicos da ocorrência criminal</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Que aspectos da forma da cidade contribuem para uma maior ou menor ocorrência de crimes? Essa pergunta costuma gerar não apenas muito interesse e curiosidade, mas também despertar debates acalorados. Nos últimos nove anos tenho estudado essa relação intensamente, através de orientações de  iniciação científica, mestrado e doutorado, além de projetos de pesquisa específicos sobre o assunto. Por isso, tenho realizado um esforço de mapear e processar a literatura existente em busca do que já foi estudado, o que não é pouco. Isso, aliado à complexidade do tema, resultou em um quadro fragmentado de evidências e extremamente complicado de ser organizado em um todo coerente, dificultando uma noção mais exata sobre a confiabilidade das evidências disponíveis sobre os possíveis efeitos de cada elemento da forma urbana sobre os crimes.</p>



<p>É isso o que um artigo publicado recentemente por mim e a Dr. Mariana Soares tenta fazer: propor um modelo lógico que estruture a discussão e a busca por evidências, na literatura, da associação entre a forma física e as ocorrências criminais.</p>



<p>A base dessa estrutura é um modelo das fases da ocorrência criminal dividido em quatro etapas: a seleção do alvo, o acesso ao alvo, a execução do crime propriamente dito e a fuga.</p>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1311" height="208" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_01.png" alt="" class="wp-image-2092" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_01.png 1311w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_01-300x48.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_01-500x79.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_01-768x122.png 768w" sizes="(max-width: 1311px) 100vw, 1311px" /><figcaption>Quatro fases da ocorrência criminal (fonte: adaptado de Soares e Saboya, 2019).</figcaption></figure>



<p>A partir disso, o modelo lista os fatores que intermedeiam a relação entre a forma física e essas quatro etapas. São eles: visibilidade ao alvo, vulnerabilidade aparente, presença de pessoas (quantidade e legitimidade), acessibilidade ao agressor e vigilância natural. Esses fatores não são diretamente mensuráveis como os elementos da forma física (como muros, janelas, etc.) mas são fundamentais para a percepção do criminoso quanto às chances de o crime ser bem sucedido e para a capacidade das outras pessoas de preveni-lo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="1920" height="1180" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_02.png" alt="" class="wp-image-2094" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_02.png 1920w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_02-300x184.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_02-500x307.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_02-768x472.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_02-1536x944.png 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption>Fatores intermediadores entre a forma física e as etapas da ocorrência criminal (fonte: adaptado de Soares e Saboya, 2019).</figcaption></figure>



<p>Por fim, vêm os elementos da forma física das cidades e das edificações. Como se vê, mesmo considerando que o modelo precisa fazer algumas simplificações para ser útil, as relações são numerosas e atuando em diferentes direções. Às vezes o mesmo elemento pode favorecer uma etapa da ocorrência criminal e dificultar outra. Por isso, nem sempre é fácil ponderar entre diferentes soluções.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_03.png"><img decoding="async" width="1920" height="1488" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_03.png" alt="" class="wp-image-2096" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_03.png 1920w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_03-300x233.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_03-500x388.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_03-768x595.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2019/08/ocorrencia_criminal_03-1536x1190.png 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></a><figcaption>Modelo estruturador completo (fonte: Soares e Saboya, 2019, p. 6).</figcaption></figure>



<p>O artigo então examina mais de 65 estudos para tentar desvendar a força dessas relações e o quanto podemos confiar que elas realmente existem. A associação entre alguns fatores e crimes parece consensual, como é o caso das barreiras visuais, enquanto outros possuem evidências mais contraditórias, como a acessibilidade de uma área, o que pode servir de guia não apenas para intervenções no espaço em diferentes escalas mas também para futuras pesquisas que tentem diminuir essas ambiguidades.</p>



<p>O artigo completo pode ser encontrado <a href="https://periodicos.pucpr.br/index.php/Urbe/article/view/24168"></a><a href="https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.001.ao10">aqui</a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>



<p>Soares, M., &amp; Saboya, R. T. de. (2019). Fatores espaciais da ocorrência criminal: Modelo estruturador para a análise de evidências empíricas. <strong>Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana</strong>, 11. https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.001.ao10</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2019/08/29/fatores-morfologicos-da-ocorrencia-criminal/">Fatores morfológicos da ocorrência criminal</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Espaços abertos positivos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2014 19:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Camillo Sitte]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espaços abertos positivos são tão importantes quanto difíceis de serem definidos e explicados. Neste post mostramos alguns exemplos de espaços positivos e espaços residuais e exploramos algumas estratégias para alcançar os primeiros. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Espaços abertos positivos</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/">Espaços abertos positivos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No projeto de espaços abertos, considero que um dos conceitos mais importantes &#8211; e mais difíceis de serem explicados &#8211; é o de conformação de espaços abertos &#8220;positivos&#8221;. Até onde pude apurar, essa denominação foi dada por Alexander et al (1977) no &#8220;Linguagem de Padrões&#8221; e continua sendo utilizada por outros autores (ver, por exemplo, CARMONA et al, 2003), apesar de não ser um termo amplamente adotado.Tão difícil quanto defini-lo em palavras é conseguir com que os alunos entendam o conceito e, mais importante, apliquem-no em seus projetos (e, por que não dizer?, também os profissionais, vide os exemplos trágicos de espaços urbanos existentes por aí). Por isso, este post vai tentar defini-lo utilizando-se primordialmente de imagens, na esperança de que o contraste entre os tipos de espaços permita um entendimento mais fácil e completo desses conceitos.<span id="more-1232"></span></p>
<h3>Espaços positivos e negativos</h3>
<p>Segundo Alexander et al (1977, p. 518), espaços abertos positivos são aqueles que &#8220;possuem um formato distinto e definido, tão definido como o de uma sala&#8221;. Em estudo posterior, Alexander et al (1987, p. 66) definiram espaços positivos como &#8220;coerentes e bem conformados&#8221;.</p>
<p>Para entender melhor, convém considerar uma espécie de deslocamento do foco de atenção na consideração das relações entre edifícios e os espaços abertos, deslocamento no qual o foco de atenção passa dos primeiros para os últimos. Estes passam a ser o elemento principal, e as edificações são vistas como <span style="text-decoration: underline;">meios</span> para conformar os espaços abertos. Ou, em outras palavras, &#8220;&#8216;<em>Edifícios rodeiam os espaços abertos&#8217; e NÃO &#8216;Os espaços abertos rodeiam os edifícios&#8217;</em>&#8221; (ALEXANDER et al, 1987, p. 67). Os espaços abertos é que devem possuir formas mais simples e &#8220;íntegras&#8221;, inteiras, legíveis, enquanto que as edificações acabam possuindo formas mais irregulares, atreladas à sua função de conformar os espaços abertos.</p>
<p>Quando isso não acontece, temos espaços negativos ou, para usar um termo mais usual, residuais. Nesse caso, a edificação é posicionada em um local central e os espaços abertos são aqueles que &#8220;sobram&#8221; ao seu redor. Esses espaços tendem a ser percebidos como incompletos, desagradáveis, sem unidade e, via de regra, são usados para canteiros sem importância ou como espaços exclusivamente de passagem. Veja, por exemplo, o conjunto do CTC, no campus da UFSC, abaixo. É possível perceber que a forma das edificações não fazem a menor menção ao espaço aberto. Elas foram determinadas segundo sua própria lógica (o que não quer dizer, infelizmente, que isso garanta alguma coisa em termos de qualidade na solução arquitetônica), e criam uma série de espaços residuais ao seu redor e em suas reentrâncias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1234" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-500x375.jpg" alt="espaços positivos 01" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01.jpg 882w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Centro Tecnológico da UFSC (Fonte: Google Maps).</span></p>
<p>Examine, na imagem abaixo, a forma aproximada da edificação destacada e, especialmente, as várias formas dos espaços em branco: praticamente todas são &#8220;retalhos&#8221;, espaços sem força, sem integridade, sem ambiência. Por isso, dificultam a conformação de subespaços e áreas de estar, e não incentivam sua apropriação pelas pessoas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1233" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02.jpg 882w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Centro Tecnológico da UFSC (Fonte: Google Maps).</span></p>
<p>Por outro lado, veja a Praça do Campidoglio, abaixo. As edificações conformam perfeitamento o espaço aberto, definindo claramente três lados que funcionam como limites, enquanto um deles fica aberto, conferindo ambiência e direcionalidade ao espaço e valorizando os visuais tanto para o edifício principal quanto a partir do espaço aberto para a cidade, que fica em um nível mais abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1235" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-500x429.jpg" alt="" width="500" height="429" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-500x429.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-300x257.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-768x659.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-50x43.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-200x172.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U.jpg 931w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Espaço aberto positivo (Fonte: Ching, 2002, p. 148).</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1236" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03.jpg 604w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Piazza del Campidoglio &#8211; Roma (Fonte: Google Maps).</span></p>
<h3>Fatores que auxiliam a construção de espaços positivos</h3>
<p>Um primeiro fator, tratado por Alexander et al (1977), é a convexidade do espaço. Um espaço é convexo quando é possível traçar uma linha reta entre todos os pontos localizados no seu interior sem atravessar nenhuma borda do espaço aberto. Em outras palavras, em espaço convexos todos os pontos em seu interior conseguem se &#8220;enxergar&#8221; mutuamente. A imagem abaixo mostra dois exemplos: o primeiro deles, à esquerda, representa um espaço convexo. Todas as possíveis combinações de pontos teriam linhas de visão mútua semelhantes à linha tracejada, no sentido de que passariam apenas dentro do espaço. Na imagem da direita, ao contrário, é fácil perceber que há uma razoável quantidade de &#8220;pares&#8221; de pontos cuja linha de visão entre si passaria por fora do espaço, conforme exemplificado pela linha tracejada. Esse espaço não é convexo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1237 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-500x266.jpg" alt="" width="500" height="266" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-500x266.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-300x160.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-768x409.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-50x27.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-200x107.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas">Espaço convexo (esq.) e não convexo (dir.) (Fonte: Carmona et al, 2003, p. 138)</span></p>
<p style="text-align: left;">O segundo é um certo grau de &#8220;contenção espacial&#8221; (CARMONA, 2003, p. 139), que por sua vez depende da relação entre a altura das edificações do entorno e suas distâncias no eixo horizontal. Em casos em que os edifícios estão localizados junto ao espaço aberto, essa relação tende a favorecer a contenção espacial, enquanto que edifícios muito distantes desfavorecem ou mesmo comprometem inteiramente essa sensação de contenção ou ambiência. Obviamente, esse fator está intimamente relacionado com a continuidade dos edifícios ao redor do espaço aberto; nos casos em que essa continuidade é prejudicada pela existência de grandes afastamentos entre as edificações, ou até mesmo pela existência de grandes avenidas e/ou outros elementos do sistema viário, a sensação de ambiência tende a sofrer. Segundo Carmona (2003), a forma mais fácil de criar esse senso de contenção espacial é agrupar edifícios ao redor de um espaço central.</p>
<p style="text-align: left;">Entretanto, isso nem sempre é possível ou até mesmo desejável, dependendo de cada situação. Nesses casos, é possível atingir efeito semelhante através de outros elementos, tais como desníveis e o uso de vegetação. Veja, por exemplo, a estratégia utilizada pelos projetistas da Deichmann square, Chyutin Architects, para reforçar o senso de ambiência e fechamento: nas laterais em que não havia edificações, eles utilizaram-se de suaves taludes para ajudar a criar um fechamento (quase) vertical para o espaço aberto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-Park-Architecture-Design.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1244" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-Park-Architecture-Design-500x401.jpg" alt="" width="500" height="401" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1255" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/The-Deichmann-Square-Near-The-Campus-Architecture-Design-500x332.jpg" alt="The-Deichmann-Square-Near-The-Campus-Architecture-Design" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1245" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-500x402.jpg" alt="The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design" width="500" height="402" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-500x402.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-300x241.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-768x618.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-50x40.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-200x161.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design.jpg 940w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Deichmann square (Chyutin Architects) &#8211; Source: <a href="http://www.contemporist.com/2011/01/17/the-deichmann-square-by-chyutin-architects/" target="_blank">here</a>.</span></p>
<p>Essa contenção espacial possui, certamente, diferentes graus, dependendo do modo como suas bordas estão configuradas, como se relacionam e conformam o espaço aberto e como se relacionam entre si, permitindo um maior ou menor campo visual &#8220;escapar&#8221; de dentro do espaço. Edificações que se estendem por trás de outras edificações tendem a bloquear as visuais para fora do espaço e, com isso, ampliar a sensação de contenção. Carmona (2003) nota que, de acordo com Camilo Sitte (1992), as praças que se mostraram mais bem sucedidas em seus estudos eram aquelas que permitiam linhas de visão para outras praças (sobre isso, vale a pena dar uma olhada também nos estudos da <a title="Sintaxe Espacial" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/">Sintaxe Espacial </a>e as análises feitas sobre esses visuais para fora das ambiências criadas pelos espaços abertos).</p>
<p style="text-align: left;">Camilo Sitte também estudou esse fenômeno e destacou o uso de configurações do tipo &#8220;catavento&#8221;, nas quais as vias não passam diretamente pelo espaço, o que diminuiria a sensação de contenção do espaço; ao contrário, as vias eram interrompidas pelas edificações para &#8220;recomeçarem&#8221; em outro alinhamento, aumentando a sensação de definição da ambiência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-1257" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg" alt="Sitte (1992 - p 49) - Praca antiga" width="225" height="211" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg 474w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-300x281.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-50x47.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-200x187.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><br />
<span class="legendas">Configurações em &#8220;catavento&#8221; &#8211; Sitte, 1992.</span></p>
<p>Podemos concluir que espaços bem conformados, positivos, tendem a proporcionar maior qualidade ao usuário e criar espaços mais agradáveis. Entretanto, é preciso buscar o equilíbrio no grau de fechamento do espaço, sob pena de criar um ambiente excessivamente autocentrado e desconectado do seu entorno e das demais atividades acontecendo na cidade ao seu redor. Um fechamento equilibrado deve ser capaz de, ao mesmo tempo, proporcionar uma sensação de acolhimento mas também realizar conexões (visuais, funcionais, ou mesmo simbólicas) com outras partes da cidade, sejam outros espaços semelhantes a ele ou não, de forma a integrar-se adequadamente à riqueza e complexidade da dinâmica urbana.</p>
<h3>Exemplos</h3>
<h4>Espaços negativos</h4>
<p>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/ufsc-01_cr/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/original_soh_aerial_1/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/parking-houston-2/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/le-corbusier-cidade-moderna-croqui-01_1024/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/4647696349_3d5ec85f11_o/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="103" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/4647696349_3d5ec85f11_o-scaled.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" /></a>
</p>
<h4>Espaços positivos</h4>
<p>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/the-deichmann-square-3d-master-plan-architecture-design/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/veneza-02/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/pracas_01/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/del-rio-1990-p-141-mercado/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/ching-2002-p-148-planos-em-u/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/piazza-san-pietro-02_red/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
</p>
<h3 style="text-align: left;">Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C.; ISHIKAWA, S.; SILVERSTEIN, M. A <strong>pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>ALEXANDER, C. et al.<strong> A New theory of urban design</strong>. New York: Oxford University Press, 1987.</p>
<p>CARMONA, M. <strong>Public places, urban spaces</strong>: the dimensions of urban design. Oxford; Boston: Architectural Press, 2003.</p>
<p>SITTE, C. <strong>A construção da cidade segundo seus princípios artísticos</strong>. São Paulo: Ática, 1992. v. (1a. ed. 1889) </p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/">Espaços abertos positivos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 18:31:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Hillier]]></category>
		<category><![CDATA[configuração]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
		<category><![CDATA[sintaxe espacial]]></category>
		<category><![CDATA[sistema viário]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Este post explica aspectos dessa influência sob duas escalas: local e global. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Essa influência pode ser dividida, grosso modo, em dois tipos: local e global.</p>
<h3>Características locais da malha viária</h3>
<p>Localmente, a principal característica do traçado viário associado a maior movimentação de pessoas e vitalidade nas ruas é o tamanho do quarteirão. Jacobs (2000[1961]) defendia as quadras curtas como um dos elementos geradores de diversidade urbana. Segundo ela, isso gera alternativas de percursos e possibilita que os fluxos se distribuam por ruas que, de outra maneira, permaneceriam desertas. Quadras longas dificultariam o acesso de pedestres a ruas vizinhas, tornando apenas algumas ruas mais movimentadas e deixando outras esvaziadas, mesmo que a rigor estas estivessem próximas àquelas. Quadras curtas, por outro lado, permitiriam acesso a várias direções dentro de limites razoáveis de distância.<span id="more-1138"></span></p>
<p>Em Florianópolis, e no litoral de Santa Catarina de maneira geral, um tipo de configuração espacial é muito comum, conhecida como &#8220;espinha de peixe&#8221;. Essa forma de traçado viário é caracterizado por longas vias conectadas a apenas uma via principal, com pouquíssimas conexões diretas entre elas. As distâncias entre as conexões na via principal costumam ser curtas, mas as distâncias no outro sentido (perpendicular à via principal) podem chegar a mais de 1 quilômetro. A falta de conexão dessas longas vias entre si dificultam ou até mesmo inviabilizam os deslocamentos de pedestres entre elas. Como resultado, todos os deslocamentos são canalizados para a via principal, que em consequência:</p>
<ul>
<li>Tende a saturar-se por causa da grande quantidade de fluxo (tanto de pedestres quanto de veículos) que precisa escoar;</li>
<li>Tende a concentrar o uso comercial, uma vez que praticamente monopoliza os fluxos que os viabilizam.</li>
</ul>
<p><figure id="attachment_1139" aria-describedby="caption-attachment-1139" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1139 " title="rio_vermelho" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-500x250.jpg" alt="" width="500" height="250" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-500x250.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-300x150.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-768x384.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-50x25.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-200x100.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1139" class="wp-caption-text">Rio Vermelho em Florianópolis: configuração em &#8220;espinha de peixe&#8221; (Fonte: Google Earth)</figcaption></figure></p>
<p>Isso gera um círculo vicioso, em que fluxos atraem comércio, que atrai mais fluxo, e assim por diante. O valor do solo tende a aumentar na via principal por conta da competição por espaço, enquanto as ruas &#8220;interiores&#8221; permanecem vazias. Maior número de conexões entre essas vias (isto é, quadras mais curtas) poderiam gerar ruas que desempenhassem papel importante de conexão na escala local, intermediária entre a via principal e as vias perpendiculares, criando espaços adequados para comércios locais, de menor alcance.</p>
<h3>A configuração da malha de viária: aspectos globais</h3>
<p>Apesar do possível efeito dos aspectos locais sobre o movimento de pedestres e a vitalidade de uma área, são as características configuracionais da malha – entendidas como aquelas que levam em conta as relações de um espaço em relação a outros – as que possuem maior influência sobre esses aspectos (veja, sobre isso, um artigo já clássico de John Peponis [1992]que faz uma revisão de abordagens urbanísticas clássicas e chama a atenção para seu caráter estritamente local). Estudos sintáticos (HILLIER et al, 1993; PENN et all, 1998; HILLIER; IIDA, 2005) têm recorrentemente encontrado altas correlações entre movimento de pedestres e medidas configuracionais como integração, integração angular e escolha, com diversos tamanhos de raios de análise. Isso significa que a posição e a distância de um espaço em relação a todos os outros espaços da malha urbana é um dos principais determinantes da quantidade de pedestres que passam por ele.</p>
<p>Esse conceito de distância e seu papel na distribuição de fluxos, entretanto, apesar de sua simplicidade e apelo intuitivo, impõe seus desafios. À primeira vista seria possível imaginar que o conceito de distância métrica, euclidiana (ainda que através da rede de ruas) seria a mais indicada para “capturar” essas distâncias urbanas. Não obstante, tal procedimento mostrou-se consistentemente menos preciso em prever fluxos de pedestres quando comparados a outras maneiras de medir distâncias pela malha urbana. A maneira mais “tradicional” da Teoria da Sintaxe Espacial de inferir distâncias é topológica: atribui-se a dois espaços (representados por linhas axiais) diretamente conectados distância igual a 1. As distâncias entre espaços não diretamente conectados são determinadas através de algoritmos de caminho mínimo. Espaços cuja distância média a todos os outros espaços do sistema são menores (portanto mais próximos), são chamados de “integrados”; ao contrário, espaços mais distantes ou profundos em relação a todos os outros são chamados de “segregados”.</p>
<p><figure id="attachment_1142" aria-describedby="caption-attachment-1142" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis.gif"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1142" title="integracao_fpolis" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-500x250.gif" alt="" width="500" height="250" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-500x250.gif 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-300x150.gif 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-768x384.gif 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-50x25.gif 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-200x100.gif 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1142" class="wp-caption-text">Mapa de integração global para um recorte de Florianópolis &#8211; SC.</figcaption></figure></p>
<p>A partir disso, Hillier et al (1993) introduzem o conceito de movimento natural, que seria aquela porção do movimento de pedestres que é determinada apenas pela configuração viária, e vincula-o à medida de integração, no sentido de que espaços (linhas axiais) mais integrados apresentariam maior taxa de movimento de pedestres do que espaços segregados. Com efeito, as correlações encontradas são significativas, da ordem de 0,547 . Além disso,</p>
<blockquote><p>Regressão múltipla confirma a superioridade da integração, e mostra que adicionar o efeito de outras variáveis melhora pouco a previsão. (HILLIER et al, 1993, p. 45)</p></blockquote>
<p>Outra maneira de capturar a distribuição de movimento proporcionada pela configuração do sistema viário é a medida de Escolha (HILLIER; IIDA, 2005). Ao contrário da integração, essa abordagem prioriza não a distância entre um espaço e todos os outros espaços do sistema, mas o quanto esse espaço é usado como passagem. A imagem abaixo mostra três pares de espaço com seus caminhos mínimos (a, b e c). A imagem d mostra o que seria uma &#8220;superposição&#8221; dos caminhos mínimos mostrados nas três primeiras imagens, e nela vemos que alguns trechos de quarteirão estão localizados, mais vezes que outros, nos caminhos mínimos exemplificados e, portanto, são mais centrais ou, em nos termos usados pela Teoria da Sintaxe Espacial, possuem maiores valores de escolha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><figure id="attachment_1140" aria-describedby="caption-attachment-1140" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1140" title="caminhos_centralidade" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-500x130.png" alt="" width="500" height="130" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-500x130.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-300x78.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-768x200.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-50x13.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-200x52.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade.png 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1140" class="wp-caption-text">a, b, c) caminhos mínimos entre pares de caminhos quaisquer; d) superposição dos caminhos mínimos: os tons de cinza e as espessuras indicam os espaços mais intensamente utilizados como passagem pelos caminhos mínimos (SABOYA, 2001)</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Penn et al (1998, p. 82) reforçam a importância do movimento de passagem:</p>
<blockquote><p>A maioria do movimento em áreas urbanas é movimento de passagem. A maioria das pessoas que você vê andando em uma rua tende a estar vindo e indo para outras ruas. Entretanto, sua presença é um dos maiores recursos das cidades. A presença de pessoas faz os espaços serem percebidos como vivos e seguros, e são o principal prerrequisito para a vida econômica da cidade.</p></blockquote>
<p>Portanto, a vitalidade de um espaço é, em grande medida, influenciada pela posição que ele ocupa na malha, isto é: a) o quão perto ou distante ele está de outros espaços; e b) o quão “central” ele é em relação aos outros espaços e, por isso, é utilizado como caminho entre pares de espaços.</p>
<h3> Referências</h3>
<p>HILLIER, B.; IIDA, S. Network effects and psychological effects: a theory of urban movement. ,2005. <strong>Proceedings of the 5th Space Syntax Symposium</strong>. Delft: TU Delft, Faculty of Architecture, Section of Urban Renewal and Management.</p>
<p>HILLIER, B.; PENN, A.; HANSON, J.; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 20, n. 1, p. 29–66, 1993.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>PENN, A.; HILLIER, B.; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 25 , n. 1, p. 59–84, 1998.</p>
<p>PEPONIS, J. Espaço, cultura e desenho urbano no modernismo tardio e além dele. <strong>Revista AU</strong>, n. 41, p. 78–83, 1992.</p>
<p>SABOYA, R. Centralidade espacial: uma nova operacionalização do modelo baseada em um Sistema de Informações Geográficas, 2001. Dissertação de Mestrado. Propur &#8211; UFRGS .</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 19:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[defensible space]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[fachadas cegas]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
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		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do II Enanparq, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal, um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha, resultado da dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC. A pesquisa tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes na cidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do <a title="II Enanparq" href="http://www.2enanparq.ct.ufrn.br/index.html" target="_blank">II Enanparq</a>, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal,<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank"> um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha</a>, resultado da<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"> dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC</a>, sob minha orientação. A pesquisa, fruto de um trabalho exaustivo, tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes(1). Essa noção não é nova, pelo contrário: desde <a title="Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua" href="http://urbanidades.arq.br/2010/02/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" target="_blank">Jacobs (2000)</a>, pelo menos, os &#8220;olhos da rua&#8221; são considerados importantes elementos na segurança dos espaços públicos (especialmente as ruas e passeios), pela possibilidade de vigilância natural que proporcionariam. Além disso, Jacobs também defendia a mistura de estranhos e moradores locais, equilibrando os fluxos exclusivamente de passagem com os fluxos locais, como forma de aumentar a vigilância nas ruas e, consequentemente, a segurança.</p>
<p><a title="Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Oscar Newman</a>, por outro lado, defendia o que ficou conhecido como &#8220;defensible space&#8221;, entendido como espaços que, pela sua configuração, proporcionassem um sentimento de &#8220;pertencimento&#8221; aos moradores do entorno, que então se encarregariam de vigiá-los e mantê-los seguros. As ruas sem saída seriam exemplos de espaços defensáveis, nos quais estranhos seriam rapidamente identificados e, se necessário, &#8220;neutralizados&#8221;. Entretanto, concordava com Jacobs na questão da permeabilidade visual e proximidade das edificações com a rua como elemento de reforço das condições de segurança.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1107 aligncenter" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Diferenças na relação de diferentes tipologias (com densidades semelhantes) com a rua (NEWMAN, 1996). Qual seria a mais segura?</p>
<p>A pesquisa tentou testar essas questões para o contexto brasileiro, usando Florianópolis como estudo de caso. Para isso, levantou as características tipológicas de 94 locais em que ocorreram crimes no ano de 2010, cuidando para que houvesse boa distribuição espacial da amostra, ou seja, assegurand0-se de que todas as regiões da cidade possuíssem um número adequado de ocorrências levantadas. Muitas características dos lotes e das edificações foram levantadas, mas as mais importantes mostraram ser o uso do solo, a característica dos fechamentos dos lotes (muros, grades, etc., com ou sem vegetação), a densidade de aberturas e a quantidade de lotes vazios e/ou com edificações abandonadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1108" title="permeabilidade_visual" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg" alt="" width="500" height="121" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-300x72.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-768x186.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-990x242.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-50x12.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-200x48.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Teria a permeabilidade visual entre edificação e espaço público realmente a capacidade de auxiliar na prevenção de crimes? Seriam formas semelhantes à imagem da esquerda mais seguras que formas semelhantes à da direita? (Adaptado de VIVAN, 2012).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1109" title="vivan-interfaces_lotes" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg" alt="" width="500" height="110" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-300x66.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-768x170.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-50x11.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-200x44.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Edificações das ocorrências estudadas, que exemplificam: a) Interface com alta visibilidade (IAV); b) Interface com média visibilidade (IMV); c) Interface com baixa ou nula visibilidade (IBV). (VIVAN, 2012)</p>
<p>A metodologia seguiu os seguintes passos gerais:</p>
<ul>
<li>Definição de uma amostra representativa dos crimes ocorridos em Florianópolis no ano de 2010;</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Definição de um grupo de controle (2);</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato para o grupo de controle, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Comparação entre as características morfológicas da amostra e do grupo de controle;</li>
<li>Interpretação dos resultados.</li>
</ul>
<h3>Resultados</h3>
<p>Os resultados foram interessantes. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais (pelo menos 70% de usos residenciais) (3) e comparando com um grupo de controle , eles indicaram que:</p>
<ul>
<li>O grupo de controle apresenta maiores valores de interface de alta visibilidade (IAV) com 42,11%, enquanto que na amostra de ocorrência de crimes esse índice foi de 35,16%;</li>
<li>A média de densidade das aberturas seguiu a mesma lógica, sendo que o grupo de controle com predominância residencial apresentou maior densidade média de aberturas (0,259 abertura/m) enquanto que a amostra apresentou 0,235 abertura/m ;</li>
<li>A porcentagem de lotes de usos vazios (UV) na amostra foi maior (12,79%) do que no grupo de controle (6,65%), o que reforça a noção de que os crimes em áreas residenciais ocorrem com maior frequência quando existe a proximidade de áreas vazias (e que, portanto, não oferecem intervisibilidade).</li>
</ul>
<div class="olhos">Apesar de tentarem se proteger com muros e paredes cegas, os moradores acabam criando o oposto: espaços urbanos mais inseguros</div>
<p>O que isso significa? Em poucas palavras, que as características de permeabilidade visual entre a edificação e o espaço da rua estão realmente relacionadas com a ocorrência de crimes, no sentido de que estes tendem a acontecer em locais caracterizados por formas arquitetônicas com menos permeabilidade (muros cegos ou com vegetação que impossibilita a visão, fachadas com poucas ou nenhuma janela e ruas com grande quantidade de terrenos vazios ou edificações abandonadas). Dito assim, isso não parece nenhuma novidade: intuitivamente nos sentimos mais inseguros em espaços com essas características. Temos a impressão de que, se algo acontecer, ninguém poderá nos ajudar ou chamar por socorro. Entretanto, uma coisa é sabermos intuitivamente que essa é nossa sensação; outra é termos fortes indícios quantitativos &#8211; e obtidos através de um método cuidadoso e sistemático &#8211; de que isso realmente influencia na localização das ocorrências de crime.</p>
<p>Além disso, por mais que intuitivamente isso seja facilmente percebido, ainda assim vemos muitos moradores fazendo exatamento o oposto, o que não deixa de ser um paradoxo: criam muros altos e cegos para supostamente proteger suas casas e diminuem a quantidade de janelas abertas para a rua para preservarem sua privacidade, mas ao fazê-lo estão criando espaços externos mais inseguros que, ao fim e ao cabo, tornam mais inseguras suas residências (os crimes considerados no estudo envolviam não apenas aqueles ocorridos no espaço público, mas também no interior dos lotes e edificações).</p>
<p>Some-se a isso os planos diretores, que frequentemente permitem ou até mesmo incentivam tipologias com baixa permeabilidade visual, e o quadro está pronto: cidades cada vez mais inseguras, desvitalizadas, desagradáveis, intimidadoras. Enquanto não houver <a title="A urgência do planejamento" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.125/3624" target="_blank">instrumentos urbanísticos mais sensíveis ao funcionamento dos sistemas urbanos</a>, os problemas tendem a se agravar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1110" title="SAMSUNG" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg" alt="" width="500" height="181" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-300x108.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-768x279.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-50x18.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-200x73.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Fachadas de baixa permeabilidade no térreo.</p>
<h3>Resumo oficial da dissertação (VIVAN, 2012):</h3>
<p>Este artigo tem como objetivo estudar a correlação entre aspectos da forma edificada (especialmente a permeabilidade visual) e a ocorrência de crimes no espaço urbano de Florianópolis &#8211; SC, partindo da hipótese de que a maior conexão visual entre área pública e privada inibe a ocorrência de crimes. Para isso, foram selecionados os tipos de crimes a serem focalizados, que são alguns tipos de furtos e roubos, e violação de domicílio. A cidade foi dividida em seis porções, para facilitar os levantamentos por regiões, e foram selecionados crimes para amostragens proporcionais à realidade do ano de 2010. Foi realizado o levantamento dos dados em campo, com a compilação dos resultados para, assim, analisar estatisticamente. Os resultados preliminares não indicaram correlação entre características de visibilidade e ocorrência de crimes. Entretanto, uma análise mais cuidadosa identificou que a elevada presença de usos comerciais na amostra poderia estar distorcendo os resultados. Assim, uma nova análise foi efetuada considerando apenas os trechos com predominância residencial, tanto na amostra quando no grupo de controle. Os resultados sustentaram a influência de fatores de visibilidade na ocorrência de alguns tipos de crimes, corroborando a literatura, o que evidencia a importância da consideração das variáveis físicas do layout na redução da suscetibilidade de alguns locais ao crime.</p>
<p>PALAVRAS-CHAVE: conexão visual, segurança no espaço construído, espaço público, espaço privado.</p>
<h3> Notas</h3>
<p>(1) O que não significa, obviamente, que os crimes são causados pela forma das edificações, ou que estas poderiam, de alguma maneira, eliminá-los. Significa apenas que parece existir uma ligação entre a forma das edificações e a probabilidade de acontecerem crimes nos seus entornos imediatos.</p>
<p>(2) O grupo de controle foi definido considerando os raios de distância métrica a partir dos pontos em que os crimes aconteceram. Dessa forma, foram selecionadas localizações que estivessem ao mesmo tempo nas mesma regiões dos crimes, mas em pontos distantes o suficiente para estarem fora de sua área de influência imediata. Agradecimentos ao Prof. Fletes, do Depto. de Estatística da UFSC, cujo auxílio no design do experimento foi essencial para o trabalho.</p>
<p>(3) A comparação entre áreas residenciais foi feita porque a primeira parte da análise indicou que usos comerciais possuem dinâmicas diferentes em relação aos crimes, uma vez que possuem permeabilidade visual mais alta e ao mesmo tempomaior atratividade para os criminosos, pela maior circulação de dinheiro. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais, foi possível isolar a variável &#8220;uso do solo&#8221; e realizar comparações mais confiáveis. Um estudo mais aprofundado sobre a relação entre os diferentes usos do solo e a ocorrência de crimes está em fase inicial de elaboração.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>VIVAN, Mariana. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"><strong>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</strong>: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. Dissertação de Mestrado defendida junto ao PósArq &#8211; UFSC, Florianópolis, SC: UFSC.</p>
<p>VIVAN, Mariana; SABOYA, Renato. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. II Encontro Nacional da Anparq.<strong> Anais</strong>&#8230; , 2012. Natal, Brasil . (no prelo).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Leslie Martin e a grelha como geradora (the grid as generator)</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/07/08/leslie-martin-e-a-grelha-como-geradora-the-grid-as-generator/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jul 2012 19:16:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Camillo Sitte]]></category>
		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>"The grid as generator" é um texto clássico de Leslie Martin, publicado originalmente em 1972. Nele, o autor faz uma análise da grelha ortogonal como uma base para que diferentes padrões de edificações sejam desenvolvidos, e propõe uma nova alternativa de ocupação das quadras.  &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/07/08/leslie-martin-e-a-grelha-como-geradora-the-grid-as-generator/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Leslie Martin e a grelha como geradora (the grid as generator)</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em><strong>The grid as generator</strong></em>&#8221; é um texto clássico de Leslie Martin, publicado originalmente em 1972. Nele, o autor faz uma análise da grelha ortogonal como uma base para que diferentes padrões de edificações sejam desenvolvidos, e propõe uma nova alternativa de ocupação das quadras. Ele inicia o texto comentando as críticas existentes às duas principais linhas de pensamento do planejamento e desenho urbanos da época (e, creio eu, ainda dos dias atuais. Infelizmente não parece que tenhamos chegado a um acordo saudável entre essas duas visões de urbanismo / planejamento urbano).</p>
<h3>As duas visões de planejamento urbano</h3>
<p>A primeira linha de pensamento principal do planejamento diz respeito à tradição &#8220;Sitteana&#8221; de cidade como sistema visualmente ordenado, fruto do trabalho de uma única pessoa (o arquiteto artista) e não de um comitê. A segunda é uma abordagem mais pragmática, na qual pesquisas indicam as demandas por usos e a quantidade de área necessária para abrigá-los, assim como calculam as densidades e as distribuem entre zonas (supostamente) homogêneas. Obviamente, muitas vezes essas duas linhas são usadas simultaneamente pelos planejadores urbanos.<span id="more-1088"></span></p>
<p>Jacobs critica ambas as visões por considerar que qualquer tipo de planejamento que busque qualquer tipo de ordem é essencialmente incompatível com a organicidade do sistema urbano. Planejamento, segundo ela, é artificial. Uma crítica semelhante foi feita por Christopher Alexander, que fez uma distinção entre as cidades &#8220;naturais&#8221; e &#8220;artificiais&#8221;. Martin contesta a visão de que todas as cidades antigas são orgânicas, fruto de desenvolvimento espontâneo, citando o estudo de Beresford (1967) que documenta várias cidades medievais no Reino Unido construídas sobre uma malha regular. Também nos Estados Unidos, há vários exemplos de cidades que usam uma base rigidamente ortogonal, e portanto artificial, e que no entanto funcionam bem até hoje, mesmo sofrendo forte influência das possibilidades e dificuldades impostas pelo desenho da malha.</p>
<p class="olhos">Grelhas ortogonais permitiram o crescimento e a adaptação de novos padrões edilícios.</p>
<p>Entretanto, Martin reconhece que a essência do argumento de Alexander não é esse; refere-se, na verdade, a um tratamento das funções das cidades e suas complexas interrelações em &#8220;caixas&#8221; mais ou menos independentes e sem sobreposições e ambiguidades (por isso a metáfora da cidade como uma árvore). Nesse ponto, Martin concorda com a crítica. Por outro lado, ele destaca que a crítica implícita no trabalho de Jacobs, de que seria impossível que a complexa teia de relações da cidade se desenvolvesse sobre uma estrutura artificial pré-concebida, não se sustenta. Ao contrário, Martin defende que &#8220;crescimento orgânico&#8221; sem uma estrutura organizadora é caos (e não na acepção mais recente da palavra, relacionada à teoria da complexidade).</p>
<h3>A grelha como &#8220;framework&#8221; da cidade</h3>
<p>A partir dessa reflexão inicial, o autor coloca-se algumas questões: como funciona o &#8220;<em>framework</em>&#8221; de uma cidade? de que forma a grelha atua como geradora e influenciadora da forma da cidade? até que ponto ele tolera o crescimento e a mudança? Para respondê-las, ele faz um estudo do tipo de grelha considerada a mais artificial possível: a ortogonal. Três cidades que usam esse tipo de malha urbana (Savannah, Manhattan e Chicago) permitiram mudanças na forma e no estilo de suas edificações ao longo do tempo. Da mesma forma, todas elas permitiram o crescimento, seja pela intensificação do uso (adensamento) ou por extensão (crescimento horizontal).</p>
<p>Em Manhattan, por volta de 1850, as áreas mais densas apresentavam um padrão de quadras com edificações de 4 a 6pavimentos, construídas junto aos limites frontais e com jardins privados internos. Segundo o autor, essa configuração mantinha um equilíbrio entre o lote, a quantidade de área edificada que ele suporta e o sistema viário que o alimenta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" title="martin_01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/07/martin_01-500x685.png" alt="" width="500" height="685" /></p>
<p class="legendas" style="text-align: center;">Manhattan: dois tipos de ocupação da quadra, com diferentes intensidades de utilização.</p>
<h3>A intensificação da ocupação do solo</h3>
<p>Entretanto, a pressão por crescimento trouxe modificações a esse padrão. Aos poucos, a forma das edificações foi substituída em certos lugares-chave por edifícios mais altos e profundos, que consumiram o espaço dos pátios internos. O único modo de ampliar o uso do espaço era através da criação de edifícios altos em cada quadra. O autor não deixa claro se isso implicava no remembramento dos lotes, mas tudo indica que sim: os lotes de uma quadra eram remembrados transformando-a em um só grande lote, de modo a maximizar as possibilidades de construção. Foi nessa época (por volta de 1915), aliás, e justamente por causa desse fenômeno, que os zoneamentos abrangentes foram instituídos em Manhattan, segundo Martin. Essa nova tipologia de quadras/edificação colocava em risco a oferta de iluminação nas ruas e edificações vizinhas. O equilíbrio havia sido rompido.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1089 aligncenter" title="martin_02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/07/martin_02-500x573.png" alt="" width="500" height="573" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/07/martin_02-500x573.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/07/martin_02-261x300.png 261w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/07/martin_02-44x50.png 44w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/07/martin_02-174x200.png 174w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/07/martin_02.png 555w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p class="legendas">Manhattan: a intensa utilização do solo comprometeu o equilíbrio entre os elementos da forma urbana, assim como a disponbilidade de luz natural nas ruas e edificações vizinhas.</p>
<p>As críticas a essa grelha ortogonal resultaram em propostas (tais como os subúrbios jardins) com ruas curvas e intenções estéticas diferenciadas, mas segundo Martin impuseram uma rigidez às edificações que a grelha não possui. Por isso, as críticas e suas porpostas de soluções na verdade não resolveram os problemas fundamentais:</p>
<blockquote><p>&#8220;É impossível negar a força por trás das críticas à grelha. Ela pode resultar em monotonia: o subúrbio curvilíneo também pode. Ela pode não funcionar: a cidade orgânica também. [&#8230;] A decisão pela grelha permite que diferentes padrões de moradia se desenvolvam e que se elaborem diferentes opções. A grelha, ao contrário da imagem visual fixa, pode aceitar e responder à mudança.&#8221; (MARTIN, 1972, p. 75).</p></blockquote>
<div class="olhos">Organicidade do desenho não implica em organicidade na dinâmica do sistema de produção e reprodução da cidade.</div>
<p>Portanto, Martin mostra que a suposta &#8220;organicidade&#8221; das linhas curvas não corresponde, necessariamente, a uma organicidade no sentido de maior sintonia com os processos dinâmicos de construção e reprodução da cidade e sua forma construída. Mesmo uma base ortogonal pode ser mais flexível na sua utilização do que um plano desenhado sob o ponto de vista estritamente visual. Afinal, este necessita da ordem embutida na ideia original para manter sua integridade compositiva; essa ordem acaba funcionando, portanto, como um fator que dificulta e diminui a flexibilidade na utilização de padrões construtivos diferentes do inicialmente concebido.</p>
<p>Assim, Martin faz um estudo de outras possíveis alternativas de ocupação da grelha ortogonal, tentando manter a intensa utlização do solo mas sem incorrer em seus prejuízos ao espaço urbano. Em outro post, vamos ver qual é essa alternativa.</p>
<h3>Referência Bibliográfica</h3>
<p>MARTIN, Leslie. the grid as generator. In: CARMONA, M.; TIESDELL, S. <strong>Urban Design Reader</strong>. [S.l.] Architectural Press, 2007. cap. 8. (publicado originalmente em 1972).</p>
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		<title>Lamas &#8211; Morfologia Urbana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 22:26:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Lamas]]></category>
		<category><![CDATA[mapas conceituais]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>José Manuel Ressano Garcia Lamas tem um livro muito bom chamado “Morfologia urbana e desenho da cidade” que faz um apanhado bastante bom sobre esses assuntos. Neste post mostro um mapa conceitual sobre alguns elementos da morfologia urbana. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/07/07/lamas-morfologia-urbana/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Lamas &#8211; Morfologia Urbana</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>José Manuel Ressano Garcia Lamas tem um livro muito bom chamado “Morfologia urbana e desenho da cidade”, que faz um apanhado bastante bom sobre esses assuntos. É especialmente indicado para as primeiras fases do curso de graduação, porque tem um texto relativamente fácil de entender e percorre os assuntos desde seus aspectos mais básicos.</p>
<p><span id="more-694"></span></p>
<p>Um dos capítulos, por exemplo, fala sobre os principais elementos da morfologia urbana e suas relações. As principais ideias estão sintetizadas neste mapa conceitual, que pode servir como uma boa referência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/07/lamas_1993_morfologia_urbana.jpg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="lamas_1993_morfologia_urbana" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/07/lamas_1993_morfologia_urbana_thumb.jpg" alt="lamas_1993_morfologia_urbana" width="500" height="302" border="0" /></a><br />
<span class="legendas">Mapa conceitual dos principais elementos da Morfologia Urbana, segundo Lamas (1993) &#8211; clique para ampliar.</span></p>
<p>Cabe ressaltar que o que ele chama de &#8220;logradouros&#8221; é diferente do que normalmente entendemos como tal aqui no Brasil.</p>
<h3>Referência Bibliográfica:</h3>
<p>LAMAS, José Manuel Ressano Garcia. <strong>Morfologia urbana e desenho da cidade</strong>. sl: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/07/07/lamas-morfologia-urbana/">Lamas – Morfologia Urbana</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Veneza vista de cima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 18:55:06 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estava passeando pelo StumbleUpon (se você não conhece, precisa conhecer, mas tome cuidado para não gastar suas horas produtivas passeando por ele) quando me deparei com esta foto: Fonte: aqui.<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/07/08/veneza-vista-de-cima/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Veneza vista de cima</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estava passeando pelo <a title="StumbleUpon" href="http://www.stumbleupon.com/" target="_blank">StumbleUpon</a> (se você não conhece, precisa conhecer, mas tome cuidado para não gastar suas horas produtivas passeando por ele) quando me deparei com esta foto:<span id="more-121"></span></p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Venezavistadecima_DB4B/venecia2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Venezavistadecima_DB4B/venecia2_thumb.jpg" border="0" alt="venecia2" width="500" height="333" /></a><br />
Fonte: <a title="Vista aéra de Veneza" href="http://filespump.com/archive/venecia.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Maravilhosa, não? Impressionante a proporção da ocupação em relação às áreas abertas. Estas ficam bem evidentes na massa edificada. Camilo Sitte puro. Vale a pena ver a imagem ampliada clicando <a title="Vista aérea de Veneza" href="http://filespump.com/archive/venecia.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Abaixo, à direita, um conjunto se destaca do resto. São a Praça e a Basílica de São Marcos. Sua importância fica clara pela escala do espaço aberto e pela escala e tipologia dos elementos construídos. A Basílica se destaca do resto da forma da cidade. Além disso, o conjunto está posicionado em um ponto nevrálgico do conjunto, exatamente onde o canal se encontra com as águas (Um pouco mais) abertas.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/07/08/veneza-vista-de-cima/">Veneza vista de cima</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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