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	<title>Urbanidades | Posts marcados como planos diretores - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como planos diretores - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Livro Estatuto da Cidade: os desafios da cidade justa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 13:46:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentos urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[política urbana]]></category>
		<category><![CDATA[regularização fundiária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este livro foi lançado no final de 2011 e apresenta artigos de diversos pesquisadores brasileiros sobre o Estatuto da Cidade e os desafios enfrentados na busca por cidades mais justas. Veja neste post um texto de apresentação feito pelos organizadores, e o prefácio do livro, que foi escrito por mim. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/02/16/livro-estatuto-da-cidade-os-desafios-da-cidade-justa/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Livro Estatuto da Cidade: os desafios da cidade justa</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este livro foi lançado no final de 2011 e apresenta artigos de diversos pesquisadores brasileiros sobre o Estatuto da Cidade e os desafios enfrentados na busca por cidades mais justas. O prefácio foi escrito por mim, e pode ser conferido mais abaixo. A seguir, uma apresentação do livro feita pelos organizadores:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1036" title="Capa_JustiçaeaPólis(1)" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-500x255.jpg" alt="" width="500" height="255" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-500x255.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-300x153.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-768x393.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-1536x786.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-2048x1048.jpg 2048w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-50x26.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/Capa_JustiçaeaPólis1-200x102.jpg 200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span id="more-1035"></span></p>
<blockquote><p>A obra é fruto de intensos debates realizados pelos coordenadores, professores convidados e bolsistas do grupo de pesquisa financiado pelo CNPq através do edital Universal/2009 e intitulado “A Justiça e a Pólis: análise interdisciplinar do conceito de justiça a partir de um estudo do estatuto da cidade”.</p>
<p>O Estatuto da Cidade é analisado a partir do que se entende por justiça e a partir do seu conceito de cidade justa. Isso significa entender as condições para a minimização da exclusão social e a ampliação das estratégias de inclusão, promovendo um desenvolvimento sustentável e contínuo da cidade. Para atingir a proposta de investigação, a pesquisa contou com a participação de uma equipe interdisciplinar formada por filósofos, sociólogos, gestores públicos, cientistas do Direito, da Arquitetura e Urbanismo a fim de contemplar diversos enfoques acerca dos desafios para a cidade justa. Destaca-se a participação dos alunos de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Meridional (IMED) no edital que escolheu a melhor arte para a capa do livro. A capa selecionada, de autoria do aluno José Carlos Arruda Pereira, ilustra o centro urbano cinza e mal iluminado, contrastando com a contracapa clara, intencionando a transição para uma cidade mais justa.</p>
<p>O livro está organizado em três partes: O direito à cidade justa, Instrumentos de efetivação da cidade justa, e Participação e gestão da cidade justa. A primeira parte: O direito à cidade justa, aborda definições, conceito e histórico do direito à cidade justa e sustentável no Brasil, a influência desta proposição contida na legislação do Estatuto da Cidade em cartas internacionais de direitos humanos e planejamento urbano, os deveres e direitos dos cidadãos e como estas responsabilidades são distribuídas na cidade e pactuadas, a contribuição do planejamento e da dinâmica urbana na configuração de uma cidade justa e/ou no aumento da segregação</p>
<p>urbana. A segunda parte: Instrumentos de efetivação da cidade justa explora os desafios de aplicabilidade dos instrumentos de indução ao desenvolvimento urbano e de regularização fundiária contidos no Estatuto da Cidade, apresenta uma metodologia de elaboração de planos locais de habitação de interesse social realizada em algumas cidades do Rio Grande do Sul, um panorama dos desafios da prática do planejamento urbano, etapas de regularização fundiária efetuada em Porto Alegre/RS e resgata a implicação da lei federal de parcelamento do solo e suas modificações no ordenamento territorial. A terceira parte: Participação e gestão da cidade justa apresenta a interpretação do Estatuto da Cidade nas políticas públicas, o grau de efetividade da participação dos diversos segmentos da sociedade na construção de uma cidade democrática e a diversidade cultural no espaço urbano.</p>
<p>Andréa Quadrado Mussi<br />
Daniela Gomes<br />
Vanderlei de Oliveira Farias</p>
<p>Organizadores da Obra<br />
Coordenadores do Projeto de Pesquisa</p>
<p>O livro foi distribuído para as principais universidades e centros de pesquisa e pode ser solicitado, mediante análise de disponibilidade, pelo mail: arquitetura@imed.edu.br</p></blockquote>
<h3>Prefácio</h3>
<p>Passados dez anos da aprovação do Estatuto da Cidade (EC), lei federal 10.257/2001, muita coisa aconteceu no campo do desenvolvimento, planejamento e gestão urbanos. Inúmeros municípios fizeram seus planos diretores, com maior ou menor fidelidade aos princípios e diretrizes do EC, maior ou menor quantidade de conflitos, e com maior ou menor interesse e envolvimento por parte da população em geral. Os resultados, obviamente, foram os mais diversos possíveis. Este livro propõe-se a discutir, analisar e avaliar criticamente os avanços trazidos pelo Estatuto da Cidade, bem como os aspectos que se mostraram inadequados, ineficientes ou insuficientes. Vem em boa hora.</p>
<div class="olhos">Tão prejudicial quanto o tecnicismo exagerado é a postura diametralmente oposta de &#8220;lavar as mãos&#8221;</div>
<p>Após dez anos fica claro, por exemplo, que a promessa de participação popular promovida pela lei não se concretizou como o esperado. Ainda perduram muitas distorções nos processos participativos: manipulações, pressões de todos os tipos, intimidações, atropelos e imperícias. Juntamente com iniciativas que podem ser consideradas bem sucedidas, há muitos outros exemplos em que a participação foi utilizada mais como um instrumento para legitimar interesses específicos do que como uma forma de efetivamente democratizar a tomada de decisões, no sentido de incorporar os valores de uma maior parcela da população na definição de caminhos e de prioridades. Em outros casos, ficou claro que a participação, por si só, não garante qualidade nas decisões. A postura de “lavar as mãos”, adotada por vários técnicos em nome de uma suposta primazia da participação popular, revelou-se tão prejudicial quanto seu oposto, o tecnicismo exagerado. Diante de um novo contexto, e frente a desafios muito diferentes que aqueles aos quais estavam acostumados (e ainda por cima vítimas de uma certa “demonização” do papel da técnica no planejamento, nas críticas muitas vezes exageradas sobre seu desempenho no passado), muitos técnicos em planejamento urbano optaram por limitar sua atuação ao papel de organizadores do processo, ao invés de atores legítimos e atuantes nas decisões envolvendo questões coletivas, e que possuíam uma contribuição real a fazer derivada de seu domínio sobre um campo específico do conhecimento. A importância da participação popular, enfatizada pelo EC, demandou uma redefinição do papel do técnico, redefinição esta que ainda não foi concretizada e parece estar longe de chegar a um amadurecimento satisfatório.</p>
<p>Outro grande obstáculo é o quadro institucional dentro do qual as ações de planejamento acontecem. Na grande maioria dos casos esse quadro é resultado de uma herança que nos legou prefeituras com corpo técnico insuficiente frente às demandas existentes, com pouca oportunidade para continuar aperfeiçoando seu conhecimento e com bases de dados incompletas, imprecisas e desestruturadas, inviabilizando análises minimamente complexas. Cada nova empreitada requer quase um começo do zero, reunindo dados, editando e gerando mapas básicos, e lidando com erros e incoerências das mais diversas naturezas. Tal situação é mais um fator a induzir o distanciamento das questões técnicas das decisões, empurrando-as cada vez mais na direção de interesses exclusivamente políticos.</p>
<p>Ainda no que diz respeito aos aspectos institucionais, enfrentamos dificuldades também no sistema jurídico, que em grande parte ainda tem dificuldades para aceitar ou entender os aspectos mais progressistas do EC. O próprio Ministério Público, por exemplo, ainda demonstra resistência em fazer valer os princípios e diretrizes da lei federal, dificultando iniciativas de controle social derivadas da insatisfação com relação a práticas consideradas inadequadas ou injustas pela população. O mesmo acontece com as instâncias finais de decisão, que ainda não estão em sintonia com os novos princípios (como por exemplo o de função social da propriedade).</p>
<p>Outra grande dificuldade enfrentada na implementação do EC é um dispositivo que parece ainda “não ter pegado”: a exigência de vinculação dos orçamentos municipais às diretrizes e prioridades contidas no plano diretor municipal, constante no artigo 40. Sem essa ligação entre plano e implementação é provável que, na melhor das hipóteses, apenas os aspectos normativos do plano (especialmente o zoneamento de uso e ocupação do solo) tenham alguma influência sobre o desenvolvimento urbano. Entretanto, tal influência é claramente insuficiente uma vez que atua apenas sobre as iniciativas individuais e falha em orientar as ações do Poder Público, que são determinantes para as condições do sistema urbano sob as quais os demais agentes operam. A implementação desigual de infraestrutura pelo território, por exemplo, especialmente mas não apenas a viária, beneficia ou penaliza de forma também desigual as diferentes partes da cidade e setores da população. Por isso, é essencial que a discussão sobre a melhor forma de fazer essa distribuição seja feita de maneira democrática e participativa, e também com bom apoio do conhecimento técnico com relação às consequências (positivas ou negativas) de cada uma das alternativas consideradas. Entretanto, de nada adianta realizar complexas e desgastantes sessões de discussão e busca de consenso se, depois de aprovado o plano, não houver o comprometimento dos responsáveis pela efetiva implementação das diretrizes nele contidas, e isso só é possível com a destinação dos recursos necessários. Esse vínculo é essencial, e deve ser objeto de pressões políticas e sociais nessa era “pós aprovação dos PDs”.</p>
<p>Outro aspecto crucial que ficou à margem dos avanços trazidos pelo Estatuto da Cidade diz respeito ao parcelamento do solo, atualmente em discussão na forma do PL 3057/2000. Os dispositivos constantes na atual lei de parcelamento são claramente insuficientes para lidar com a complexidade dos processos contemporâneos de desenvolvimento urbano, vide o caso dos condomínios fechados. Além disso, os critérios de desenho espacial, diretamente ligados às formas de parcelar o solo e conceber o sistema viário, não são contemplados pela lei 6766/99, salvo raras exceções pontuais que, entretanto, são dispositivos que não costumam ser obedecidos. A importância de aspectos de desenho não deve ser menosprezada, uma vez que possui influência direta em aspectos de mobilidade, acessibilidade, integração e segregação socioespacial e impactos sobre o meio ambiente. A forma e tamanho dos lotes condicionam as tipologias edilícias que ali podem ser construídas, assim como a forma, tamanho e posicionamento das áreas verdes e institucionais têm impacto direto sobre a utilização e acessibilidade dessas áreas pela população. Nesse sentido, o Estatuto da Cidade também mostrou-se deficiente,visto que seus instrumentos de indução do crescimento e desenvolvimento urbanos mantêm-se ao nível das generalizações quantitativas, e não avançam em critérios de desenho mais adequados do que os existentes atualmente.</p>
<p>Por outro lado, é inegável que o “espírito” do planejamento urbano sofreu modificações importantes após a promulgação do Estatuto. Reconhecer suas limitações não pode nem deve levar-nos a desprezar o que foi alcançado, especialmente em termos de mobilização em torno de ideais de democratização e busca por cidades mais justas e inclusivas. Muitos cursos de capacitação (de técnicos e da população em geral) foram realizados, assim como muitas audiências públicas, encontros de mobilização, livros, artigos, congressos, etc. O desenvolvimento urbano atraiu atenções como há muito tempo não acontecia, e o simples compartilhamento de informações e de conhecimentos gerados já pode ser considerado um resultado positivo.</p>
<div class="olhos">O poder de pressão que uma lei como o Estatuto da Cidade proporciona não deve ser negligenciado</div>
<p>É necessário, além disso, reconhecer que a mera promulgação da lei pode ser um instrumento valioso de pressão e de negociação em muitos contextos, apesar daqueles que (corretamente) advertem que a lei por si só não trará maior justiça social nem os avanços necessários para um tipo de desenvolvimento urbano mais adequado, menos predatório e mais inclusivo. Apesar de ser notória no Brasil a noção de que “há leis que pegam e que não pegam”, a capacidade de pressão de uma lei como o Estatuto da Cidade não deve ser desprezada, ainda que muitos de seus dispositivos mantenham-se em um nível de generalidade que permita grandes margens para interpretação, o que em muitos casos tem um efeito prejudicial. Prova disso são os vários planos com problemas relativos à participação popular em seu processo de elaboração que foram contestados, com êxito, na justiça. Isso demonstra que, ainda que de forma lenta, há a perspectiva de uma mudança na foma de lidar com esses problemas, e de que o Estatuto tem um papel importante nesse sentido.</p>
<p>O certo é que mudanças culturais e institucionais levam tempo para acontecer, especialmente em questões com essa abrangência, importância e nível de complexidade. Se considerarmos esses dez anos como os primeiros passos na direção de maior democratização das decisões relativas ao desenvolvimento urbano, e não como um período em que todos os problemas deveriam estar resolvidos, vemos que há motivo para comemoração. Obras como esta coletânea, longe de celebrar os avanços acriticamente, contribuem para fomentar o debate, levantando questões, expondo contradições, apontando erros e possíveis caminhos, de forma a consolidar cada vez mais o aprimoramento dos processos decisórios, técnicos e políticos.</p>
<p>O leitor mais atento terá percebido, a esta altura, que vários termos utilizados neste prefácio mantêm um tom vago: “em muitos casos”, “parece estar longe”, “de maneira geral”. Tais imprecisões precisam ser diminuídas, se quisermos avançar em nossa cultura de desenvolvimento urbano e promover cidades mais justas, agradáveis e com menos impactos ao meio ambiente. É necessário tornar mais nítidas as nuances dos problemas, aprofundar suas consequências, identificar suas raízes, descobrir pontos em comum. Nesse sentido, o presente livro tem um importante papel a cumprir, e o faz com grande desenvoltura tendo em vista a qualidade dos artigos e, particularmente, a diversidade de pontos de vista sob os quais esses assuntos são analisados. Essa diversidade de olhares promove uma visão mais integrada sobre os problemas e aumenta as chances de que encontremos soluções que incorporem uma maior gama e variedade de valores. Afinal, este é o espírito da democratização que almejamos.</p>
<p><strong>Prof. Dr. Renato T. de Saboya</strong><br />
Curso de Arquitetura e Urbanismo<br />
Universidade Federal de Santa Catarina</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/02/16/livro-estatuto-da-cidade-os-desafios-da-cidade-justa/">Livro Estatuto da Cidade: os desafios da cidade justa</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Artigo &#8220;Urgência do planejamento&#8221; na Arquitextos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/artigo-urgencia-do-planejamento-na-arquitextos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 12:35:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentos urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[parâmetros urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eu e o Prof. Vinicius de Moraes Netto, da Universidade Federal Fluminense (UFF), acabamos de publicar um artigo na revista Arquitextos fazendo uma crítica aos instrumentos atuais mais utilizados pelo planejamento urbano. Nele destacamos algumas incoerências entre a dinâmica urbana e esses instrumentos, que por isso acabam tendo eficácia limitada e às vezes até mesmo sendo nocivos à vida urbana. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/artigo-urgencia-do-planejamento-na-arquitextos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Artigo &#8220;Urgência do planejamento&#8221; na Arquitextos</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e o Prof. <a title="Urbanismo" href="http://www.urbanismo.arq.br/" target="_blank">Vinicius de Moraes Netto</a>, da Universidade Federal Fluminense (UFF), acabamos de publicar um artigo na revista <a title="Arquitextos" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/browse/arquitextos" target="_blank">Arquitextos </a>fazendo uma crítica aos instrumentos atuais mais utilizados pelo planejamento urbano. Nele destacamos algumas incoerências entre a dinâmica urbana e esses instrumentos, que por isso acabam tendo eficácia limitada e às vezes até mesmo sendo nocivos à vida urbana.</p>
<p><span id="more-790"></span><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-791" title="Fig 3 - Tipologias resultantes dos PDs" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-500x240.jpg" alt="" width="500" height="240" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-500x240.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-300x144.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-768x369.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-200x96.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs.jpg 1000w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Esquema ilustrativo das possíveis tipologias resultantes da aplicação de um mesmo conjunto de parâmetros do zoneamento. A ocupação máxima permitida está indicada pelo volume translúcido. (Fonte: NETTO; SABOYA, 2010)<br />
</span></p>
<p>Um pequeno trecho:</p>
<blockquote><p>Os instrumentos de controle urbano definidos por nossos Planos Diretores têm sido duramente postos à prova – alguns diriam, com imensas dificuldades – face a desafios urbanos [&#8230;] Este artigo aponta algumas limitações dos instrumentos usuais de controle da ocupação urbana. Em seguida, argumenta pela possibilidade de inovação em direção a instrumentos capazes de definir diretrizes baseadas em análises mais rigorosas das condições materiais das ações dos atores no espaço urbano e de questões de desempenho urbano [&#8230;]. Os objetivos sugeridos por tais proposições incluem (i) a redução da imprecisão dos zoneamentos e outras prescrições excessivamente homogeneas, e (ii) o alinhamento entre instrumentos normativos e o entendimento das condições das transformações das cidades. Nossa intenção certamente não é reduzir o planejamento à aplicação de zoneamentos, mas enfatizar a necessidade de sofisticar a visão e aplicação de instrumentos de controle de ocupação urbana como um dos principais recursos do planejamento.</p></blockquote>
<h3>Referência bibliográfica:</h3>
<p>NETTO, Vinicius de Moraes; SABOYA, Renato. A urgência do planejamento: a revisão dos instrumentos normativos de ocupação urbana. <strong>Arquitextos &#8211; Vitruvius</strong>, n. 125.02, 2010. ISSN 1809-6298.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/artigo-urgencia-do-planejamento-na-arquitextos/">Artigo “Urgência do planejamento” na Arquitextos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ultrajes Urbanos #4</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/ultrajes-urbanos-4/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 22:10:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Balneário Camboriú]]></category>
		<category><![CDATA[gabaritos]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das funções principais de um plano diretor é estabelecer os limites à ocupação urbana, tentando manter uma certa coerência entre a quantidade de pessoas e atividades nas diversas partes da cidade e a disponibilidade de infraestrutura, bem como gerenciar os impactos na paisagem e as interferências dos edifícios entre si. Menos em Balneário Camboriú. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/ultrajes-urbanos-4/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Ultrajes Urbanos #4</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das funções principais de um plano diretor é estabelecer os limites à ocupação urbana, tentando manter uma certa coerência entre a quantidade de pessoas e atividades nas diversas partes da cidade e a disponibilidade de infraestrutura (especialmente esgoto e transportes, mas também água, energia, etc.), bem como gerenciar os impactos na paisagem e as interferências dos edifícios entre si (ventilação, insolação, etc.). Apesar disso, o Plano Diretor de Balneário Camboriú (SC), não estabelece limite de pavimentos para algumas zonas da cidade. Neste caso, a situação é ainda mais grave dadas as condições pelas quais passa a cidade de Balneário Camboriú. Toda a orla está altamente densificada, o tratamento de esgoto não é suficiente para toda a população e a praia central está completamente poluída.</p>
<p>Enquanto isso, por outro lado, o Estatuto da Cidade estabelece como uma de suas diretrizes (art. 2):</p>
<blockquote><p>VI &#8211; ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar:</p>
<p>[…]</p>
<p>c) o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infra-estrutura urbana;</p>
<p>d) a instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como pólos geradores de tráfego, sem a previsão da infra-estrutura correspondente;</p>
<p>[….]</p>
<p>g) a poluição e a degradação ambiental;</p></blockquote>
<p>Sendo assim, como é que a liberação total de gabaritos estaria contribuindo para a qualidade de vida? Simplesmente não faz nenhum sentido. Que tipo de argumento foi dado, no momento de deliberação sobre os parâmetros urbanísticos, para justificar essa decisão? Será que a comunidade foi ouvida? Será que isso está de acordo com o que a sociedade de Balneário deseja para seu Município?</p>
<p>As imagens a seguir mostram as definições para as zonas ZACC-I-A e ZACC-I-B, bem como a localização dessas zonas no mapa.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/zaccia1.jpg"><img decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="zacc-i-a" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/zaccia_thumb1.jpg" border="0" alt="zacc-i-a" width="500" height="227" /></a></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/zaccib2.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="zacc-i-b" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/zaccib_thumb2.jpg" border="0" alt="zacc-i-b" width="500" height="231" /></a></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/zoneamento_bc1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="zoneamento_bc" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/zoneamento_bc_thumb1.jpg" border="0" alt="zoneamento_bc" width="500" height="234" /></a><br />
Fragmento do mapa de zoneamento de Balneário Camboriú (Fonte: PMBC)</p>
<p>Note que na linha referente a “Gabaritos”, está escrita a palavra “Livre”. Isso quer dizer que apenas o índice de aproveitamento e a taxa de ocupação ficam responsáveis por limitar a volumetria dos edifícios, o que gera resultados no mínimo esdrúxulos visto que edifícios excessivamente altos são instalados em lotes desproporcionalmente pequenos. Abaixo, a volumetria resultante desses parâmetros:</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/balneario_ETE1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="balneario_ETE" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/balneario_ETE_thumb1.jpg" border="0" alt="balneario_ETE" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Isso sem falar na sombra que os prédios fazem sobre a praia, que já são lendárias. A partir de um certo horário da tarde as sombras praticamente inviabilizam a permanência na praia. Esse efeito nefasto, tão criticado, ao invés de ser combatido no atual plano diretor foi intensificado pela liberação do número máximo de pavimentos.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/poraprofoto21.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="poraprofoto2" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/poraprofoto2_thumb1.jpg" border="0" alt="poraprofoto2" width="500" height="333" /></a><br />
Fonte: <a title="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=837008" href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=837008">http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=837008</a></p>
<p>Se alguém souber onde posso acessar as atas e registros das audiências públicas que definiram esses parâmetros, me avise nos comentários.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/ultrajes-urbanos-4/">Ultrajes Urbanos #4</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Pronto para voto, Plano Diretor &#8220;secreto&#8221; deve beneficiar mercado imobili&#225;rio</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 May 2010 16:16:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emendado às pressas na Câmara, documento pode passar sem debate com a sociedade Fonte: Instituto Polis Os vereadores trabalham em silêncio e em ritmo acelerado para fechar os últimos detalhes<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Pronto para voto, Plano Diretor &#8220;secreto&#8221; deve beneficiar mercado imobili&#225;rio</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Emendado às pressas na Câmara, documento pode passar sem debate com a sociedade</em></p>
<p><em>Fonte: <a title="PD São Paulo" href="http://www.polis.org.br/noticias_interna.asp?codigo=1002" target="_blank">Instituto Polis</a><br />
</em></p>
<p>Os vereadores trabalham em silêncio e em ritmo acelerado para fechar os últimos detalhes da proposta final de revisão do Plano Diretor – e podem colocar a proposta em votação a qualquer momento. A combinação de segredo e celeridade é perversa, já que dessa forma a sociedade ficou completamente alijada das discussões sobre o documento que é a base legal que vai orientar o planejamento e o crescimento da cidade nos próximos anos.</p>
<p>A leitura do projeto já foi feita para a Comissão de Política Urbana da Câmara dos Vereadores, em reunião secreta, bem distante dos olhos e das eventuais críticas da população, meios de comunicação e demais organizações sociedade civil. Ontem, o texto foi lido para os demais parlamentares – e até segunda-feira ninguém mais, além dos parlamentares, tinha conhecimento do <a href="http://www.polis.org.br/utilitarios/editor2.0/UserFiles/File/revisaoplanodiretorsp.pdf">texto completo</a>. O documento foi finalmente colocado na internet ontem, mas sem a devida publicidade.</p>
<p>Até agora, foram poucos os veículos que publicaram reportagens sobre o texto final.</p>
<p>Mais de 200 organizações, entre movimentos de moradia e entidades da sociedade civil se mobilizam para fazer ser ouvida a insatisfação generalizada com o processo. Um ato público está marcado para o dia <strong>2 de junho, às 10h, em frente à Câmara dos Vereadores</strong>.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/saoPaulo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="sao Paulo" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/05/saoPaulo_thumb.jpg" border="0" alt="sao Paulo" width="500" height="375" /></a><br />
Foto: <a title="Foto Rodrigo Soldon" href="http://www.flickr.com/photos/soldon/3405021082/" target="_blank">Rodrigo Soldon</a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/05/28/pronto-para-voto-plano-diretor-secreto-deve-beneficiar-mercado-imobiliario/">Pronto para voto, Plano Diretor “secreto” deve beneficiar mercado imobiliário</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Ultrajes Urbanos #3 &#8211; Zoneamento de São José &#8211; SC</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/04/27/ultrajes-urbanos-3-zoneamento-de-sao-jos-sc/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 18:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[ultrajes urbanos]]></category>
		<category><![CDATA[zoneamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Qual é a justificativa possível para um zoneamento com esse formato? No destaque é possível ver que há uma ARP (Área Residencial Predominante) em formato de “flor”, rodeada por uma<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/27/ultrajes-urbanos-3-zoneamento-de-sao-jos-sc/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Ultrajes Urbanos #3 &#8211; Zoneamento de São José &#8211; SC</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/zoneamentopdsj1985.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border: 0px;" title="zoneamento-pdsj-1985" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/zoneamentopdsj1985_thumb.jpg" border="0" alt="zoneamento-pdsj-1985" width="500" height="436" /></a></p>
<p>Qual é a justificativa possível para um zoneamento com esse formato? No destaque é possível ver que há uma ARP (Área Residencial Predominante) em formato de “flor”, rodeada por uma AIE (Área Industrial Exclusiva). Como alguém pode chegar a um desenho como este? Que lógica de ocupação do território poderia ter orientado essa definição de zoneamento?</p>
<p>Se alguém souber a resposta, deixe nos comentários…</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/27/ultrajes-urbanos-3-zoneamento-de-sao-jos-sc/">Ultrajes Urbanos #3 – Zoneamento de São José – SC</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>PD Florian&#243;polis: cr&#244;nica de uma morte anunciada</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/04/25/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Apr 2010 02:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[ultrajes urbanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Plano Diretor de Florianópolis está agonizando, antes mesmo de ser elaborado. O último mês provou que Florianópolis ainda é capaz de resistir às arbitrariedades do Poder Público e lutar<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/25/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">PD Florian&#243;polis: cr&#244;nica de uma morte anunciada</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Plano Diretor de Florianópolis está agonizando, antes mesmo de ser elaborado. O último mês provou que Florianópolis ainda é capaz de resistir às arbitrariedades do Poder Público e lutar por um processo participativo e democrático na elaboração do seu plano diretor. Com protestos fervorosos, conseguiu impedir a “apresentação” de um plano ilegítimo, feito sem participação popular, e adiar a entrega à Câmara, ganhando mais tempo para tentar reverter o processo.</p>
<p>Esse quadro já se desenhava, entretanto, há algum tempo. Este post é uma tentativa de sistematizar alguns aspectos do processo dividindo-o em quatro grandes fases, buscando esclarecer as condições que levaram a essa morte, desde há muito já anunciada.</p>
<p><span id="more-588"></span></p>
<h3>Fase 1: participação e desorganização</h3>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ng_distritos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright" style="display: inline; border-width: 0px;" title="ng_distritos" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ng_distritos_thumb.jpg" border="0" alt="ng_distritos" width="300" height="235" /></a>O  início da elaboração do plano aconteceu em meados de 2006 (!) e, apesar de uma flagrante falta de metodologia e organização para os trabalhos, mostrou-se promissora, especialmente em comparação com as experiências pregressas. O Núcleo Gestor foi definido em audiência pública, sendo que a composição final aprovada foi uma proposta proveniente dos movimentos sociais e aprovada por votação de todos os presentes, incorporando ao NG os representantes de cada um dos 13 distritos do Município.</p>
<p>Seguiu-se um período de intensa participação, tanto nas reuniões no NG quanto nas audiências distritais com vistas a eleger os representantes de cada distrito no NG. As discussões foram muito limitadas nesses eventos, com os participantes discorrendo sobre os mais diversos assuntos, mas proporcionou um bom momento para uma primeira aproximação aos problemas e às realidades específicas das diversas partes do Município. Serviu também como um aquecimento e uma espécia de mobilização e conscientização sobre o Plano Diretor.</p>
<p>Foi durante essa fase também que começaram os conflitos. A audiência dos Ingleses quase acabou em violência, e os representantes do Centro e do Pântano do Sul tiveram sua legitimidade contestada pelos candidatos derrotados. Eram os atores políticos lutando para ocuparem os espaços de decisão e, assim, poderem defender seus pontos de vistas e interesses e, teoricamente, também os interesse das comunidades que estavam representando.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ad_08_rio_vermelho_2006_12_0606_1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="ad_08_rio_vermelho_2006_12_06-06_1" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/ad_08_rio_vermelho_2006_12_0606_1_thumb.jpg" border="0" alt="ad_08_rio_vermelho_2006_12_06-06_1" width="500" height="375" /></a><br />
Audiência distrital no Rio Vermelho – Dezembro/2006</p>
<p>Nos bastidores, era visível a dificuldade do Ipuf em conduzir o processo, seja pela falta de experiência em processos participativos, pela carência de pessoal, ou ainda pela baixa prioridade atribuída ao plano pelo Poder Executivo. Nenhuma metodologia compreendendo todo o processo foi apresentada para discussões no NG por um bom tempo, o que causou ansiedade e muito desperdício de tempo e energia. As poucas tentativas de estabelecer tal metodologia foram tímidas e não tiveram continuidade, no sentido de não terem sido devidamente discutidas no NG e, assim, não terem sido consolidadas como um “plano” a ser seguido para a elaboração do plano diretor.</p>
<p>Por outro lado, os componentes do NG também não contribuíram para a eficiência no processo. Na ânsia de ver atendidas suas reinvindicações, muitas vezes “represadas” por muitos anos, mais e mais demandas eram trazidas para o âmbito do NG, demandas essas que na maioria das vezes não eram atribuição dessa instância. Com isso, a definição da metodologia do processo e o regimento geral da elaboração do PD, a ser aprovado em lei, que deveriam ser a principal prioridade número, foram negligenciados. Horas e horas de reunião foram desperdiçadas em debates que pouco ou nada contribuíram para a evolução do plano.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/reuniao_ng_2006_11_2103.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="reuniao_ng_2006_11_21 - 03" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/reuniao_ng_2006_11_2103_thumb.jpg" border="0" alt="reuniao_ng_2006_11_21 - 03" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC04144.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="DSC04144" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/DSC04144_thumb.jpg" border="0" alt="DSC04144" width="500" height="375" /></a><span class="legendas"><br />
Reuniões improdutivas do Núcleo Gestor: responsabilidade conjunta dos membros do NG e da (falta de) condução da Prefeitura.</span></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/leitura_tecnica_capa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; margin: 0px 0px 0px 10px; border-width: 0px;" title="leitura_tecnica_capa" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/leitura_tecnica_capa_thumb.jpg" border="0" alt="leitura_tecnica_capa" width="169" height="240" align="right" /></a> Os anos de 2007 e 2008 transcorreram dessa forma, com pouca produtividade mas com níveis relativamente altos de participação. Diversos segmentos da sociedade promoveram debates e seminários para discutir propostas para o Município, dentre os quais podem ser citadas as iniciativas do IAB-SC, da UFSC e o Floripa Real, realizado pelos movimentos sociais. A Leitura Comunitária foi realizada nos distritos, que se reuniram inicialmente de forma autônoma para discutirem seus problemas e suas demandas, bem como para obter consenso quanto às propostas a serem defendidas para o Distrito. Posteriormente, o Ipuf promoveu audiências em cada um dos distritos para que essas diretrizes fossem oficializadas. Essas diretrizes são a principal fonte dos conflitos das fases posteriores (chamadas aqui de fases 3 e 4).</p>
<p>Ainda em 2008, uma leitura técnica foi discretamente anunciada. Nenhuma audiência foi realizada para divulgá-la nem para discuti-la. Além disso, ela estava visivelmente incompleta, faltando, por exemplo, o levantamento das áreas de proteção ambiental do Município. O documento foi disponibilizado mas o site do plano foi retirado do ar e só em final de 2009 voltou a operar. Ainda assim, esse documento da leitura não foi disponibilizado novamente. Chega a ser intrigante a falta de menção a esse documento por parte da Prefeitura e da equipe técnica contratada para  concluir o plano.</p>
<h3>Fase 2: rompimento</h3>
<p>No início de 2009, após a posse do prefeito reeleito, este decidiu romper totalmente com a participação popular no plano diretor, sendo que a ação mais incisiva nesse sentido foi a dissolução do Núcleo Gestor, mesmo este sendo a instância responsável pela coordenação do processo. É preciso compreender a radicalidade dessa ação e sua importância para o completo descarrilamento do plano diretor de Florianópolis. O Estatuto da Cidade diz, no seu artigo 2o:</p>
<blockquote><p>Art. 2º A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>II &#8211; gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano; (Lei 10.257/2001)</p></blockquote>
<p>Fica claro que a participação da população deve acontecer em todas as etapas da elaboração de todos os instrumentos (planos, programas e projetos) de desenvolvimento urbano. Já a Resolução 25 diz o seguinte:</p>
<blockquote><p>Art. 3º O processo de elaboração, implementação e execução do Plano diretor deve ser participativo, nos termos do art. 40, § 4º e do art. 43 do Estatuto da Cidade.</p>
<p>§1º <span style="text-decoration: underline;">A coordenação do processo participativo de elaboração do Plano Diretor deve ser compartilhada</span>, por meio da efetiva participação de poder público e da sociedade civil, em <span style="text-decoration: underline;">todas as etapas do processo</span>, desde a elaboração até a <span style="text-decoration: underline;">definição dos mecanismos para a tomada de decisões</span>. (Resolução 25/2005 – Concidades – grifo nosso)</p></blockquote>
<p>Portanto, dissolver o Núcleo Gestor foi uma ação arbitrária e que ataca frontalmente o princípio da gestão democrática garantido pelo Estatuto da Cidade. Mais que isso, representou um profundo rompimento com todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, tinham dedicado seu tempo e energia à elaboração do plano até então. O mínimo de confiança e de espírito de cooperação que havia sido construído durante esses dois anos e meio foram violentamente interrompidos.</p>
<div class="olhos">O principal e mais grave acontecimento da fase de rompimento foi a dissolução do Núcleo gestor.</div>
<p>Segundo a Prefeitura, o plano entrou em uma fase “técnica”, onde os estudos e a proposta seriam confeccionados por uma consultoria argentina (Fundación CEPA), como se a parte “técnica” não precisasse de nenhum controle social e, portanto, a participação pudesse ser suspensa nessa fase. Curiosamente, a leitura técnica já havia sido disponibilizada ainda em 2008, conforme já citado, então não ficou claro qual é exatamente a parte técnica a ser executada. Sabemos que uma proposta de diretrizes não pode ser resolvida em bases puramente técnicas, uma vez que deve, necessariamente, levar em consideração os valores da sociedade. Esses valores não podem ser determinados tecnicamente, e a Leitura Comunitária foi apenas um primeiro passo na direção de identificar esses valores.</p>
<p>Entretanto, toda proposta de diretrizes para o desenvolvimento urbano envolve o enfrentamento e a resolução de valores conflitantes, como é o caso, por exemplo, das ocupações de baixa renda em áreas de proteção ambiental. Ao mesmo tempo em que é desejável a não remoção das pessoas que ali moram (e que o fizeram porque não tiveram outra alternativa), também é desejável a proteção à vegetação e às dunas ocupadas. Tal conflito de valores não pode ser resolvido tecnicamente, uma vez que é praticamente impossível atingir soluções técnicas que respondam a todos os objetivos.</p>
<p>Por isso, é preciso haver uma pactuação entre os diversos atores, no sentido de consensuar quais serão os valores priorizados, e em quais termos, e isso só é possível mediante a participação da sociedade. Entretanto, nesse período, que durou até a segunda metade de 2009, houve pouca movimentação em termos de audiências e eventos participativos.</p>
<h3>Fase 3: pseudoparticipação e pseudotecnicismo</h3>
<p>Em Novembro de 2009, a prefeitura retomou o processo com uma audiência pública que tinha como objetivo divulgar as diretrizes do plano diretor, que teoricamente seriam a junção das diretrizes comunitárias com as diretrizes técnicas. A Leitura Técnica original, de 2008, continuou sem divulgação. Tampouco foi explicada a metodologia utilizada para conciliar as visões técnica e comunitária.</p>
<p>O resultado foi um conjunto de 33 macrodiretrizes que deveriam guiar a elaboração do plano, supostamente derivadas de 3240 sugestões oriundas da leitura comunitária e, aparentemente, da leitura técnica.</p>
<p>A seguir, foram realizadas 3 oficinas, de 3 dias cada uma, com o objetivo de “discutir” a proposta elaborada pela Fundação CEPA. Os temas “discutidos” (sempre entre aspas) foram:</p>
<ol>
<li>modelo espacial do plano diretor;</li>
<li>macrozoneamento ;</li>
<li>microzoneamento.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="macro_pdp_01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_01_thumb.jpg" border="0" alt="macro_pdp_01" width="500" height="375" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="macro_pdp_02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/macro_pdp_02_thumb.jpg" border="0" alt="macro_pdp_02" width="500" height="375" /></a><br />
<span class="legendas">Oficinas de discussão (e nenhuma deliberação) do macrozoneamento.</span></p>
<p>Tais oficinas foram marcadas por uma <strong>pseudoparticipação</strong> e um <strong>pseudotecnicismo</strong>.</p>
<div class="olhos">A grande preocupação se concretizou: tentaram instalar uma democracia de fachada.</div>
<p><strong>Pseudoparticipação</strong> porque as propostas foram unicamente apresentadas à população, com possibilidade dos presentes apenas opinarem sobre o que estavam vendo. Nenhuma das sugestões foi discutida nem deliberada em conjunto. Os técnicos no máximo rebatiam um ou outro argumento com colocações imprecisas, e não havia nenhum procedimento para aprofundamento dos pontos de vista.</p>
<p>Além disso, para todos os presentes, com exceção dos funcionários do Poder Público, aquela era a primeira vez que estavam vendo a proposta, o que certamente limitou a capacidade de avaliação de todos os aspectos da mesma. Tal prática violou o que está definido pela Resolução 25 do Conselho das Cidades:</p>
<blockquote><p>Art. 4º No processo participativo de elaboração do plano diretor, a publicidade, determinada pelo inciso II, do § 4º do art. 40 do Estatuto da Cidade, deverá conter os seguintes requisitos:</p>
<p>I – ampla comunicação pública, em linguagem acessível, através dos meios de comunicação social de massa disponíveis;</p>
<p>II- ciência do cronograma e dos locais das reuniões, da apresentação dos estudos e propostas sobre o plano diretor <span style="text-decoration: underline;">com antecedência de no mínimo 15 dias</span>;</p>
<p>III- publicação e divulgação dos resultados dos debates e das propostas adotadas nas diversas etapas do processo; (Resolução 25/2005 – Concidades – grifo nosso)</p></blockquote>
<p>Ora, é evidente a razão para tal exigência: se para um profissional da área já não é fácil compreender uma proposta desse tipo, consumindo tempo e atenção na leitura da proposta, imagine para as pessoas que não tiveram treinamento no tema e não têm familiaridade com os instrumentos urbanísticos. É óbvio que elas necessitam de tempo para se prepararem, estudando o plano e consultando especialistas que possam auxiliá-las a compreender o que está sendo proposto.</p>
<p>O <strong>pseudotecnicismo</strong> refere-se à total falta de justificativa técnica para as diretrizes propostas apresentadas pela equipe técnica. Os exemplos disso são inúmeros, portanto vou limitar-me a apenas dois.</p>
<div class="olhos">Sem embasamento técnico não é possível justificar uma proposta de plano diretor, especialmente os aspectos que são contrários ao que a comunidade definiu.</div>
<p>O primeiro deles aconteceu quando a equipe técnica foi questionada sobre as bases sobre as quais foi proposto o sistema de mobilidade urbana. Foram feitas pesquisas de origem / destino? Estudos de demanda por bairros?Localização dos empregos e das moradias? Como foi diagnosticado o problema da mobilidade? A resposta dada foi que a equipe técnica já havia elaborado planos de mobilidade para mais de 40 cidades no mundo, dando a entender, portanto, que isso era motivo suficiente para acreditar que a proposta apresentada era adequada. Isso é uma falácia chamada “<a title="Falácia Apelo à Autoridade" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Appeal_to_authority" target="_blank">Apelo à Autoridade</a>”, e falácias são inadmissíveis em um processo democrático de obtenção de consenso.</p>
<p>O segundo exemplo aconteceu quando a equipe técnica foi questionada sobre a relação entre a previsão do crescimento da população e a quantidade de pessoas previstas no novo zoneamento proposto, sendo incapazes de dar uma resposta. Segundo eles, esse dados não estava disponível no momento, mas poderiam “enviar um email” respondendo. Ora, a própria leitura técnica de 2008 diz claramente:</p>
<blockquote><p>Segundo as normas do Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo vigentes, é prevista para o município uma população de 1.748.184 pessoas na saturação, ou seja, o dobro da prevista para 2050. <span style="text-decoration: underline;">Só no Distrito Sede, a previsão populacional na saturação é de 863.681 pessoas, o que equivale a dizer que, de acordo com o zoneamento atual, esse distrito poderia abrigar cerca de 99% da população de 2050</span>. (IPUF, 2008, p. 57 – grifo nosso)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Quanto aos balneários, segundo o zoneamento atual, a população de saturação de 884.503 pessoas supera a população total do município para 2050.</span> De acordo com as projeções, o número de habitantes nos balneários em 2050 ficará em torno de 353.900 habitantes. (IPUF, 2008, p. 57 – grifo nosso)</p></blockquote>
<p>Fica claro, portanto, que não havia necessidade de ampliar o gabarito no zoneamento, pelo menos no que diz respeito à acomodação do crescimento populacional. Entretanto, tal aumento foi feito em muitas localidades (alguns exemplos são a Lagoa da Conceição, o Pântano do Sul e Santo Antônio de Lisboa, apenas para nos limitarmos àquelas que mais contestaram o novo zoneamento). Em um ponto polêmico como esse, o mínimo que se poderia esperar de uma abordagem verdadeiramente técnica eram argumentos plausíveis e bem estruturados para explicar o porquê do aumento no número máximo de pavimentos permitidos em tantos pontos do Município. Tal justificativa nunca foi dada.</p>
<p>Além desses exemplos muitos outros poderiam ser dados, pelo simples fato da leitura técnica nunca ter sido devidamente divulgada e debatida com a população, e pelo fato de não ter sido usada para embasar nenhuma das propostas apresentadas, especialmente aquelas que foram contra as diretrizes definidas pelas comunidades.</p>
<h3>Fase 4: Morte</h3>
<p>Como já era de se esperar, todo esse processo não poderia acabar bem. A audiência de “apresentação” do plano (e não discussão, nem deliberação, nem votação) marcada para o dia 18.03.2010 não pôde acontecer, por conta dos protestos das comunidades revoltadas com a forma como o processo foi conduzido e, mais especificamente, com a proposta de zoneamento.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031809MarceloCabral.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 09 - Marcelo Cabral" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031809MarceloCabral_thumb.jpg" border="0" alt="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 09 - Marcelo Cabral" width="500" height="333" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031806MarceloCabral.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 06 - Marcelo Cabral" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/pdfpolisaudiencia2010031806MarceloCabral_thumb.jpg" border="0" alt="pd fpolis - audiencia 2010-03-18 - 06 - Marcelo Cabral" width="500" height="342" /></a><br />
<span class="legendas">Audiência interrompida pela população em 18.03.2010 (Fotos: Marcelo Cabral)</span></p>
<p>A entrega do plano à Câmara de Vereadores, prevista para o dia 23, foi adiada para o dia 30. Diante de mais protestos, <a title="foi adiada novamente" href="http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&amp;local=18&amp;source=a2867988.xml&amp;template=3898.dwt&amp;edition=14463&amp;section=213#" target="_blank">foi adiada novamente</a>, desta vez por três meses. A proposta da Prefeitura é de discutir o plano em 10 áreas (originalmente eram 13 distritos, agora são apenas 10 áreas) durante esses três meses e depois encaminhá-lo à Câmara.</p>
<p>Obviamente a morte continua anunciada, pelas seguintes razões:</p>
<ul>
<li>O Núcleo Gestor não vai ser recomposto, o que contraria a Resolução 25 do Conselho das Cidade e por si só é suficiente para invalidar todo o processo e deslegitimar o produto, ou seja, a proposta do plano;</li>
<li>Permanece a falta de esclarecimentos quanto à leitura técnica e as justificativas para as propostas apresentadas;</li>
<li>A Prefeitura exige que a população apresente suas sugestões de maneira formal, com “fundamentos” para sustentá-la, apesar de ela mesma não ter feito isso, mesmo contando com uma consultoria de especialistas que “já fizeram mais de 40 planos pelo mundo”;</li>
<li>Discutir o plano sobre uma proposta sem nenhuma legitimidade limita muito as possibilidades de efetuar mudanças estruturais na proposta, induzindo à introdução de pequenas modificações com base em barganhas que, ao fim e ao cabo, não mudarão a essência do que está sendo proposto.</li>
</ul>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/25/pd-florianopolis-cronica-de-uma-morte-anunciada/">PD Florianópolis: crônica de uma morte anunciada</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>As armadilhas da defini&#231;&#227;o do zoneamento e das densidades populacionais urbanas</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/02/22/as-armadilhas-da-definicao-do-zoneamento-e-densidades-urbanas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 16:47:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[especulação imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentos urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
		<category><![CDATA[paisagem]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
		<category><![CDATA[zoneamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este post surgiu motivado por algumas discussões realizadas no âmbito da definição do plano diretor de Florianópolis, no detalhamento do macrozoneamento proposto pela Fundação CEPA. Consideramos essencial que algumas questões<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/22/as-armadilhas-da-definicao-do-zoneamento-e-densidades-urbanas/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">As armadilhas da defini&#231;&#227;o do zoneamento e das densidades populacionais urbanas</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/22/as-armadilhas-da-definicao-do-zoneamento-e-densidades-urbanas/">As armadilhas da definição do zoneamento e das densidades populacionais urbanas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post surgiu motivado por algumas discussões realizadas no âmbito da definição do plano diretor de Florianópolis, no detalhamento do macrozoneamento proposto pela Fundação CEPA. Consideramos essencial que algumas questões técnicas sejam devidamente esclarecidas para que a população não fique à mercê de argumentos falaciosos e/ou omissos, que podem estar escondendo intenções não declaradas.</p>
<p>Nesse sentido, este texto tenta contribuir para minimizar os estragos causados por uma condução equivocada do processo, que teve início em 2006 e cujo principal símbolo foi o desmantelamento unilateral do núcleo gestor levado a cabo pela prefeitura no início do 2o mandato do prefeito reeleito. A partir de então, a tentativa de um processo participativo foi definitivamente deixada de lado, e as audiências públicas passaram a ser meramente informativas e, no melhor dos casos, consultiva. Nada de deliberação por aqui, pelo menos para a sociedade civil.</p>
<p><span id="more-536"></span></p>
<p>As oficinas, da mesma forma, não previram momentos de deliberação. O discurso foi mais ou menos assim: &#8220;nós apresentamos nossa proposta, vocês fazem as devidas considerações, e então nós as analisaremos e decidiremos se são pertinentes ou não&#8221;. Como se houvesse uma &#8220;neutralidade&#8221; técnica capaz de separar os fatos e dados, dos valores e objetivos. Falácia bastante comum e que já deveria estar superada há muito tempo.</p>
<p>De qualquer forma, optamos por contribuir no debate para tentar minimizar a possibilidade de manipulação das pessoas, e para tentar fazer aumentar, ainda que um pouquinho, o nível de consciência dos participantes sobre o que está sendo discutido.</p>
<p>Neste texto, vamos nos referir muitas vezes a “gabaritos”. Com isso, estaremos nos referindo ao número máximo de pavimentos permitido pelo zoneamento para uma determinada área. Se você tem dúvidas sobre o significado de outros índices urbanísticos, tais como coeficiente de aproveitamento e taxa de ocupação, não deixe de ler estes posts:</p>
<ul>
<li><a title="Zoneamento e planos diretores" href="http://urbanidades.arq.br/2007/11/zoneamento-e-planos-diretores/" target="_blank">Zoneamento e planos diretores</a>;</li>
<li><a title="Taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento" href="http://urbanidades.arq.br/2007/12/taxa-de-ocupao-e-coeficiente-de-aproveitamento/" target="_blank">Taxa de ocupação e coeficiente de aproveitamento</a>.</li>
</ul>
<h3>Gabaritos x densidades</h3>
<p>Qual a relação entre gabaritos e densidade populacional? Existe uma relação absoluta e direta, de forma que maior verticalização equivale necessariamente a maior densidade e menor verticalização equivale e menor densidade? Certamente que não. É possível ter densidades iguais com edifícios de alturas diferentes, contanto que as áreas liberadas nos terrenos sejam diferentes. É possível ter prédios mais altos e finos em uma área e prédios mais robustos e baixos em outras, e a densidade final ser a mesma. A figura abaixo demonstra isso claramente. À esquerda vemos prédios mais altos com maior área liberada no terreno; à direita temos prédios mais baixos com menos área liberada no terreno. Ainda assim, as densidades são equivalentes.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Newman199601.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Newman199601_thumb.jpg" border="0" alt="Newman (1996) - 01" width="500" height="375" /></a><br />
Configurações distintas com mesma densidade final. Fonte: Newman (1996)</span></p>
<p>A imagem seguinte também mostra o mesmo fenômeno. O mesmo volume poderia ser posicionado de formas diferentes sobre o terreno, resultando em ocupações distintas porém equivalentes em termos de número de metros quadrados construídos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos01.png"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="definicao_gabaritos-01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos01_thumb.png" border="0" alt="definicao_gabaritos-01" width="500" height="301" /></a><br />
<span class="legendas">Configuração possível (mas não provável) de um mesmo volume construído com diferentes números de pavimentos: para isso acontecer, o coeficiente de aproveitamento deve ser mantido constante.</span></p>
<p>Entretanto, não é isso o que acontece na imensa maioria dos casos. O que podemos perceber nas cidades brasileiras é que o índice de aproveitamento tende a acompanhar o incremento no número de pavimentos, e a diminuição da taxa de ocupação raramente é suficiente para compensar esse aumento. Sendo assim, o que vemos é que há sim uma correlação bastante relevante entre verticalização e densidade populacional, ou seja, na maioria dos casos é verdadeira a afirmação de que maior verticalização equivale a maior densidade e menor verticalização equivale a menor densidade.</p>
<p>Por que isso ocorre? Vamos analisar, como exemplo, a tabela de zonas do Plano Diretor de Florianópolis (Lei Municipal 001/97). Nela vemos que, para 12 andares, o índice de aproveitamento é de 3, ou seja, é possível construir um total de metros quadrados equivalente a 3 vezes a área do terreno.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos03.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-553" title="definicao_gabaritos03_thumb" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos03_thumb.png" alt="" width="500" height="284" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos03_thumb.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos03_thumb-300x170.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos03_thumb-50x28.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos03_thumb-200x114.png 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Via de regra, a gabaritos maiores correspondem índices de aproveitamento maiores. Fonte: Plano Diretor de Florianópolis (Lei 001/1997)</span></p>
<p>Já para o gabarito de 4 pavimentos, o índice de aproveitamento é de 1,3, ou seja, menos da metade. Ora, fica claro, portanto, que na zona de 12 pavimentos a densidade construtiva será maior e, por consequência, é muito provável que a densidade populacional também será maior. Afinal, onde cabe maior número de unidades residenciais, cabe maior número de pessoas.</p>
<p>A taxa de ocupação pouco influenciou na densidade, uma vez que, mesmo diminuindo de 33% no caso de 4 pavimentos para 25% no caso de 12 pavimentos, ainda assim a densidade aumentou. Para inverter essa lógica, é necessário que o coeficiente de aproveitamento não varie juntamente com o aumento do número máximo de pavimentos. Voltaremos a esse assunto mais adiante.</p>
<h3>Gabaritos x especulação imobiliária x valor do solo</h3>
<p>Um dos principais problemas na definição do número máximo de pavimentos é que ele não afeta apenas os aspectos urbanísticos, mas também os aspectos financeiros da produção da cidade. Nesse sentido, é óbvio que, do ponto de vista de um empreendedor imobiliário, é mais vantajoso que o seu lote ou gleba possua permissão para construir um maior número de metros quadrados, distribuídos em muitos pavimentos, do que possuir limitação a poucos andares. Quanto mais puder ser construído, maior é a possibilidade de tirar lucro daquele terreno.</p>
<p>O mesmo vale para os proprietários de imóveis que pretendem vendê-los para os empreendedores imobiliários.</p>
<p>Por isso, os processos de definição do número máximo de pavimentos costumam sofrer pressões por parte desses atores, interessados em aumentar suas expectativas de lucros através da maximização do número de pavimentos e do coeficiente de aproveitamento do lote que, em conjunto, serão os índices que mais influenciarão a quantidade total de metros quadrados a serem construídos e, como consequência, a densidade construtiva.</p>
<p>Não é à toa que grande parte dos financiadores de campanhas dos vereadores são de <a title="especulação imobiliária" href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1612536-EI5030,00.html" target="_blank">empresas ligadas ao ramo imobiliário</a>.</p>
<p>Como resultado, muitas vezes uma alteração de zoneamento feita pelos vereadores, sem a devida discussão e participação popular, bem como sem critérios técnicos, acaba aumentando substancialmente o patrimônio de alguns poucos beneficiados, enquanto que toda a cidade paga pelo aumento indevido na densidade de certas áreas.</p>
<h3>Como discutir e definir os gabaritos?</h3>
<div class="olhos">Para calcular a densidade desejada, devemos estimar a quantidade de população a ser alocada em um determinado local.</div>
<p>Diante disso, consideramos que um caminho menos arbitrário e mais democrático para a discussão sobre o número máximo de pavimentos deve partir de uma estimativa da quantidade de população a ser alocada em uma determinada área nos próximos vinte anos (BERKE et al, 2006), e da densidade prevista em função dessa quantidade.</p>
<p>A estimativa pode ser feita de várias maneiras, dependendo das condições específicas do local. A primeira providência deve ser estimar o crescimento demográfico &#8220;puro&#8221;, ou seja, a quantidade de crescimento decorrente das taxas de nascimento e mortalidade, somadas aos fluxos migratórios. Assim, há áreas com altas taxas de crescimento e áreas com baixa taxa de crescimento, ou até mesmo com diminuição da população.</p>
<p>Em um segundo momento pode ser necessário rever a estimativa demográfica tendo em vista limitações da infra-estrutura disponível, tais como água, luz, esgoto, etc. Se, por exemplo, sabe-se que a água disponível atualmente é suficiente para abastecer somente uma população X, não adianta prever uma quantidade 2X de pessoas para uma determinada área. O mesmo deve valer para o sistema de transporte, apesar de que, nesse caso, a determinação da quantidade máxima de pessoas que o sistema pode suportar é muito mais complexa e sujeita a polêmicas. O correto seria contratar uma equipe especialista em modelagem de transportes para realizar um estudo com base em uma perspectiva coerente sobre a quantidade de recursos que poderiam ser investidos nesse tipo de infra-estrutura e, por consequência, em qual seria a capacidade de suporte em um determinado horizonte de tempo.</p>
<p>Sobre essa quantidade preliminar de pessoas a serem alocadas, Berke et al (2006) recomendam adicionar um percentual de 20% a 100% para chegar a uma quantidade oficial estimada para a área. Segundo eles, isso é necessário porque, caso a definição de densidades ( e consequentemente o espaço disponível para ser ocupados pelas pessoas) seja feita exatamente sobre a população provável, o preço da terra tende a ser forçado para cima, por causa da relativa escassez de espaço urbanizável. Calculando com base em um número um pouco maior, garante-se que haverá espaço suficiente para todos sem haver valorização excessiva e artificial do solo urbano.<br />
Tendo a quantidade total de pessoas a ser alocada na área, divide-se este número pela área urbanizável (em hectares), ou seja, pela área que é passível de ser urbanizada (excluindo, portanto, os morros, áreas de proteção ambiental, áreas já consolidadas sem possibilidade de adensamento, etc.). Com isso, temos a densidade prevista para a área. A partir desse número, é possível distribuir os índices (número máximo de pavimentos e coeficiente de aproveitamento, entre outros) pela área, intensificando a densidade em áreas mais acessíveis e diminuindo-a em áreas menos acessíveis ou mais frágeis do ponto de vista ambiental e/ou cultural.<br />
Mossoró, no Rio Grande do Norte, tem uma experiência interessante: lá o coeficiente de aproveitamento foi definido em função da capacidade de suporte do abastecimento de água. Vale a pena conhecer a experiência, que está no banco de experiências do Ministério das Cidades:</p>
<p><a href="http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/programas-urbanos/programas/programa-de-fortalecimento-da-gestao-municipal-urbana/banco-de-experiencias/rio-grande-do-norte/mossoro/a%20partir%20da%20capacidade%20de%20suporte%20da%20infraestrutura%20de%20abastecimento%20de%20agua%20e%20esgotamento%20sanitario_Mossoro_RN.pdf/view">Calculo do coeficiente de aproveitamento maximo a partir da capacidade de suporte da infraestrutura de abastecimento de agua e esgotamento sanitario</a></p>
<h3>Os perigos de distorções sutis (ou nem tão sutis)</h3>
<div class="olhos">É mais fácil modificar e deturpar a TO e o CA do que o gabarito.</div>
<p>Em toda discussão sobre os gabaritos máximos, sempre há aqueles que defendem a idéia de aumentar os gabaritos para liberar maior quantidade de áreas verdes e/ou permeáveis no terreno. Apesar dessa idéia ter lógica, o grande risco de aceitá-la é abrir a porta para alterações posteriores no plano diretor que venham a deturpar esse intenção inicial. Modificar Taxa de Ocupação e Índice de Aproveitamente é muito mais fácil do que alterar gabaritos, uma vez que os primeiros são índices abstratos de de visualização mais difícil por parte da população. Já os gabaritos são mais concretos, e por isso as pessoas associam com facilidade gabaritos mais altos com densificação. Dessa forma, podem cobrar explicações técnicas para a alteração e até mesmo reclamar na justiça seus direitos.</p>
<p>Por isso, não recomendo, neste momento da nossa história, que se caia na argumentação de que os gabaritos serão aumentados para liberar área no terreno. Pela minha experiência, não é isso que costuma ocorrer.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos02.png"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="definicao_gabaritos-02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/definicao_gabaritos02_thumb.png" border="0" alt="definicao_gabaritos-02" width="500" height="286" /></a><br />
<span class="legendas">A promessa de aumentar os gabaritos para liberar mais área no terreno raramente é cumprida.</span></p>
<h3>Os riscos de uma definição incorreta dos gabaritos</h3>
<p>Se aceitarmos que os gabaritos, na grande maioria dos casos, têm correlação direta com a densidade de uma área, ou que ao menos têm uma correlação potencial, devemos entender também que uma definição incorreta do número máximo de pavimentos pode trazer os malefícios de uma definição incorreta das densidades.</p>
<p>Sendo assim, teríamos as seguintes possibilidades:</p>
<p><strong>Para densidades e gabaritos subdimensionados:</strong></p>
<ul>
<li>Espalhamento excessivo da cidade, uma vez que menores densidades demandam mais área para acomodar um mesmo número de pessoas;</li>
<li>Aumento artificial do preço da terra, que se torna escassa e por isso encarece;</li>
<li>Possível &#8220;expulsão&#8221; de comunidades tradicionais e/ou de baixa renda, por causa da valorização do preço da terra;</li>
<li>Conversão desnecessária de áreas rurais em áreas urbanas;</li>
<li>Possível destruição de áreas verdes para transformação em área urbanizada;</li>
<li>Imposição de maiores distâncias aos deslocamentos;</li>
<li>Possível inviabilização de uma série de equipamentos comunitários, uma vez que a quantidade de pessoas talvez não seja suficiente para viabilizar o investimento necessário. O mesmo vale para as linhas de ônibus, que por causa da baixa densidade provavelmente terão que deixar grandes porções do território não atendidas.</li>
</ul>
<p><strong>Para densidades e gabaritos superdimensionados:</strong></p>
<ul>
<li>Sobrecarga na infraestrutura, especialmente aquelas ligadas ao tratamento dos efluentes (esgoto) e ao tráfego (engarrafamentos, vias sem capacidade de escoar o tráfego, etc.), com consequente poluição ambiental (hídrica, do ar, sonora, etc.);</li>
<li>Comprometimento das condições de salubridade (pouca insolação e ventilação nos apartamentos);</li>
<li>Comprometimento de aspectos da paisagem;</li>
<li>Desigualdade na ocupação do território: por haver muito espaço para edificar, e pouca demanda, algumas áreas tendem a ficar verticalizadas enquanto outras ficam vazias, esperando valorização (processo também conhecido como <a title="especulação imobiliária" href="http://urbanidades.arq.br/?p=161" target="_blank">especulação imobiliária</a>);</li>
<li>Possível destruição de modos de vida tradicionais;</li>
<li>Possível exclusão de pequenas empresas e construtoras, em favor de grandes conglomerados e empreiteiras.</li>
</ul>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>BERKE, Philip; GODSCHALK, David R.; KAISER, Edward J.; RODRIGUEZ, Daniel. <strong>Urban land use planning</strong>. 5th edition. Urbana: University of Illinois Press, 2006.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/22/as-armadilhas-da-definicao-do-zoneamento-e-densidades-urbanas/">As armadilhas da definição do zoneamento e das densidades populacionais urbanas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Conselho da Cidade de Jaraguá do Sul</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/06/22/conselho-da-cidade-de-jaragua-do-sul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2009 12:49:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[conselho da cidade]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Recebi esta mensagem por e-mail e reproduzo aqui na íntegra: Caro Renato: Em Joinville, maior cidade do Estado, tá instalada a polêmica sobre a criação do Conselho da Cidade de<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/06/22/conselho-da-cidade-de-jaragua-do-sul/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Conselho da Cidade de Jaraguá do Sul</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi esta mensagem por e-mail e reproduzo aqui na íntegra:</p>
<blockquote><p>Caro Renato:</p>
<p>Em Joinville, maior cidade do Estado, tá instalada a polêmica sobre a criação do Conselho da Cidade de lá.</p>
<p>Aqui em Jaraguá do Sul temos o nosso já em pleno funcionamento desde fevereiro de 2008 e sua composição contempla 67% de integrantes não-governamentais, muito mais do que o recomendado pelas Conferências Nacionais das Cidades.</p>
<p>Ele foi ativado antes até do de Curitiba (1a. reunião em julho de 2008) e do Conselho Estadual das Cidades de SC (dezembro de 2008, desconheço se já se reuniu alguma vez). Parece-me que o COMCIDADE de Jguá. é o pioneiro pós-Estatuto da Cidade em SC.</p>
<p>E é o único de SC no gênero cadastrado no Ministério das Cidades/Conselho Nacional das Cidades.</p>
<p>Toda a sua documentação pode ser acessada pelo link respectivo no site http://portal.jaraguadosul.com.br</p>
<p>Seria interessante vc postar isso no seu blog, para quem interessar possa.</p>
<p>Abraço!</p>
<p>Osmar Günther<br />
Secretário-executivo do COMCIDADE<br />
Jaraguá do Sul</p></blockquote>
<p>O Conselho da Cidade é um instrumento fundamental nesta nova etapa de luta pelos planos diretores. Sem controle social, a probabilidade que os planos sejam engavetados como no passado são grandes. Instrumentos como outorga onerosa e IPTU progressivo não são necessariamente populares, o que coloca em risco sua implementação efetiva. Os Conselhos das Cidades devem estar atentos a esses aspectos, e investir em capacitação para poder levar a cabo seus objetivos.</p>
<p>Deixo aqui meus votos de sucesso ao Conselho da Cidade de Jaraguá do Sul.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/06/22/conselho-da-cidade-de-jaragua-do-sul/">Conselho da Cidade de Jaraguá do Sul</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Segregação espacial urbana</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/05/14/segregacao-espacial-urbana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2009 13:53:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[especulação imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>ATENÇÃO: Para uma visão mais atualizada da segregação socioespacial urbana, recomendo a leitura do artigo &#8220;Segregação socioespacial: revisão crítica de seus limites conceituais e marco teórico para uma nova proposta<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/05/14/segregacao-espacial-urbana/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Segregação espacial urbana</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #993366;">ATENÇÃO</span></strong>: Para uma visão mais atualizada da segregação socioespacial urbana, recomendo a leitura do artigo &#8220;<a href="https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13621" target="_blank" rel="noopener">Segregação socioespacial: revisão crítica de seus limites conceituais e marco teórico para uma nova proposta de definição.</a>&#8221;</p>
<hr />
<blockquote><p>&#8220;É impossível esperar que uma sociedade como a nossa, radicalmente desigual e autoritária, baseada em relações de privilégio e arbitrariedade, possa produzir cidades que não tenham essas características&#8221;. (MARICATO, 2001, p. 51)</p></blockquote>
<p>Villaça (2001) argumenta que uma das características mais marcantes das metrópoles brasileiras é a segregação espacial das classes sociais em áreas distintas da cidade. Basta uma volta pela cidade &#8211; e nem precisa ser uma metrópole &#8211; para constatar a diferenciação entre os bairros, tanto no que diz respeito ao perfil da população, quanto às características urbanísticas, de infra-estrutura, de conservação dos espaços e equipamentos públicos, etc.</p>
<blockquote><p>“[&#8230;] a segregação é um processo segundo o qual diferentes classes ou camadas sociais tendem a se concentrar cada vez mais em diferentes <strong>regiões gerais</strong> ou <strong>conjuntos de bairros </strong>da metrópole.” (VILLAÇA, 2001, p. 142 – grifo no original).</p></blockquote>
<p>E no entanto, a segregação urbana traz inúmeros problemas às cidades. O primeiro é, obviamente, a desigualdade em si. Camadas mais pobres da população, com menos recursos, são justamente as que gastam mais com o transporte diário, que têm mais problemas de saúde por conta da falta de infra-estrutura, que são penalizadas por escolas de baixa qualidade, e assim por diante. A própria segregação é não apenas reflexo de uma condição social, mas um fator que contribui para tornar as diferenças ainda mais profundas.</p>
<p>Além disso, a segregação tende a enfraquecer as relações sociais, o contato com o diferente e a tolerância. Crianças criadas em condomínios fechados muitas vezes não têm praticamente nenhum contato com as áreas mais pobres da cidade. Que tipo de visão ela terá sobre as desigualdades sociais no futuro? Como ela irá encarar essa desigualdade, e a que causas atribuirá? Será que terá o desejo de contribuir para diminuí-la, e como poderá fazer isso?</p>
<p>Com isso vem a violência. A segregação espacial aumenta a sensação de desigualdade e pode contribuir para uma maior violência urbana.</p>
<h2>Tipos de segregação</h2>
<p>Existem vários tipos de segregação: etnias, nacionalidades, classes sociais. Esta última é a que domina a estruturação das metrópoles brasileiras (VILLAÇA, 2001).</p>
<p>Lojikine (1997) identificou três tipos de segregação:</p>
<ol>
<li>uma oposição entre o centro e a periferia;</li>
<li>uma separação cada vez mais acentuadas entre as áreas ocupadas pelas moradias das classes mais populares e aquelas ocupadas pelas classes mais privilegiadas;</li>
<li>uma separação entre as funções urbanas, que ficam contidas em zonas destinadas a funções específicas (comercial, industrial, resdencial, etc.)</li>
</ol>
<p>É possível distinguir ainda entre a segregação “voluntária” e a “involuntária”. A primeira refere-se àquela em que o indivíduo ou uma classe de indivíduos busca, por iniciativa própria, localizar-se próximo a outras pessoas de sua classe. A involuntária, ao contrário, é aquela em que as pessoas são segregadas contra a sua vontade, por falta de opção. Ambos os tipos são as duas faces de uma mesma moeda: à medida que uma acontece, a outra também acaba acontecendo.</p>
<h2>Como acontece a segregação</h2>
<p>O padrão mais conhecido de segregação é o centro x periferia, seguindo uma organização em círculos concêntricos. Segundo esse modelo, as classes sociais mais ricas ficariam nas áreas mais centrais dotadas de infra-estrutura e com maiores preços, e as classes pobres ficariam relegadas às periferias distantes e desprovidas de equipamentos e serviços.</p>
<p>Esse padrão, entretanto, não é o mais comum nas cidades brasileiras. Aqui, o padrão existente é o de ocupação das camadas de mais alta renda em setores específicos da cidade, segundo uma lógica radial, isto é, partindo do centro principal.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] os bairros das camadas de mais alta renda tendem a se segregar (os próprios bairros) numa mesma região geral da cidade, e não a se espalhar aleatoriamente por toda a cidade. [&#8230;] Se o principal móvel da segregação fosse a busca de posição social, do status, da proteção dos valores imobiliários, ou proximidade a ‘iguais’, bastaria haver a segregação por bairro[&#8230;]; uns ao norte, outros a oeste, outros a leste e outros ainda ao sul da metrópole. Isso não ocorre, porém. (VILLAÇA, 2001, p. 150)</p></blockquote>
<p>Essa forma de ocupação do espaço pelas camadas de mais alta renda não acontece por acaso. Observando a figura abaixo, podemos começar a ter uma idéia do porquê.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-334" title="segregacao_villaca_2001" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-300x187.png" alt="segregacao_villaca_2001" width="300" height="187" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-300x187.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-500x313.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-50x31.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001-200x125.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/05/segregacao_villaca_2001.png 713w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p class="legendas">Alternativas de segregação metropolitana. Fonte: (VILLAÇA, 2001, p. 340).</p>
<p>A estruturação interna das cidades obedece, prioritariamente, à lógica de localização das camadas de mais alta renda. Estas procuram se localizar em áreas com boa acessibilidade ao centro principal e, ao fazê-lo, pioram a acessibilidade das outras áreas. Com o deslocamento progressivo dos serviços e equipamentos urbanos na direção das áreas de mais alta renda, a localização das outras classes vai se tornando progressivamente (relativamente) pior.</p>
<p>Assim, inicialmente a localização das elites tende a ser uma área próxima ao centro. À medida que o sistema urbano vai se desenvolvendo, uma série de serviços e comércios tende a se deslocar do centro principal em direção à área ocupada pelas classes mais altas. Surgem então subcentros especializados em serviços destinados a essas classes.<br />
Além disso, os investimentos públicos também tendem a se concentrar nessas áreas, principalmente aqueles relacionados à melhoria do sistema viário e, portanto, às condições de acessibilidade (do automóvel, não necessariamente do transporte coletivo). A mesma coisa acontece com relação aos serviços públicos e edifícios administrativos.</p>
<p>Nesse sentido, portanto, é mais viável para as elites manterem uma estrutura similar à figura da esquerda do que à da direita. Dessa forma, é possível controlar os investimentos públicos em uma área relativamente pequena, o que não seria o caso se essas áreas estivessem espalhadas pela cidade. A criação de um conjunto pequeno de vias arteriais já é suficiente para atendê-la.</p>
<p>Da mesma forma, a criação de muitos (pequenos) centros de serviços destinados às elites (delicatessens, antiquários, restaurantes e hotéis de luxo, etc.) em vários pontos da cidade não seria viável. Portanto, estes se beneficiam da proximidade entre elas para poderem manter todo um conjunto de benesses urbanísticas que, de outra forma, não poderia ser mantido.</p>
<p>Na minha cidade, Florianópolis, essa teoria de Villaça pode ser constatada, conforme comprovado por Maria Inês Sugai (2003) em sua tese de Doutorado. As áreas de renda mais alta têm se concentrado ao norte e a leste da parte insular, ou seja, um setor específico do Município, pelo menos desde a década de 50. Isso incluiu, por exemplo, a construção da Av. Beira Mar Norte, que induziu o crescimento nessa direção, mesmo contrariando o plano diretor que dava prioridade de implantação à Via Expressa Sul e à ocupação da porção sudeste da Ilha.</p>
<p>Seria interessante ouvia a opinião de moradores de outras cidades. Como acontece a segregação na sua cidade?</p>
<h2>Referências bibliográficas</h2>
<p>LOJKINE, Jean. <strong>O estado capitalista e a questão urbana</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 1997.</p>
<p>MARICATO, Ermínia. <strong>Brasil, cidades</strong>: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001.</p>
<p>VILLAÇA, Flávio. <strong>Espaço intra-urbano no Brasil</strong>. São Paulo: Studio Nobel: FAPESP: Lincoln Institute, 2001.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/05/14/segregacao-espacial-urbana/">Segregação espacial urbana</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Macrozoneamento</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/02/24/macrozoneamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 19:19:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos instrumentos mais importantes dos planos diretores é, na minha opinião, o macrozoneamento. Esse conceito, apesar de não ser novo, ganhou especial importância a partir do Estatuto da Cidade<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/02/24/macrozoneamento/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Macrozoneamento</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos instrumentos mais importantes dos planos diretores é, na minha opinião, o macrozoneamento. Esse conceito, apesar de não ser novo, ganhou especial importância a partir do <a title="Estatuto da Cidade" href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/estatuto-da-cidade-breve-historico/" target="_blank">Estatuto da Cidade</a> e, principalmente, a partir das discussões realizadas Brasil afora sobre seus princípios e <a title="instrumentos urbanísticos" href="http://urbanidades.arq.br/category/instrumentos-urbanisticos/" target="_blank">instrumentos</a> (uma vez que a palavra &#8220;macrozoneamento&#8221;, propriamente dita, não é citada na Lei).<br />
Por outro lado, a exigência constante no Estatuto de que o plano abranja toda a área do Município jogou luz sobre a necessidade de um outro tipo de <a title="zoneamento" href="http://urbanidades.arq.br/2007/11/zoneamento-e-planos-diretores/" target="_blank">zoneamento</a>, diferente do &#8220;microzoneamento&#8221; utilizado normalmente nos planos diretores tradicionais. Ao reduzir a escala do zoneamento e aumentar sua abrangência, abre-se uma nova gama de possibilidades a serem exploradas, ainda mais se levarmos em consideração as limitações dos <a title="planos diretores tradicionais" href="http://urbanidades.arq.br/2008/11/a-visao-tradicional-de-planos-diretores/" target="_blank">zoneamentos tradicionais</a> e algumas das principais críticas feitas a eles.</p>
<h3>O que é macrozoneamento?</h3>
<p>O macrozoneamento é o primeiro nível de definição das diretrizes espaciais do Plano Diretor, estabelecendo “um referencial espacial para o uso e a ocupação do solo na cidade, em concordância com as estratégias de política urbana” (BRASIL, 2002, p. 41). Ele é um referencial geral para o Município, conferindo uma coerência para sua lógica de desenvolvimento. Por esse motivo, é um instrumento utilizado para superar o caráter de “colcha de retalhos” presente em grande parte dos zoneamentos tradicionais, nos quais era difícil, senão impossível, deduzir a lógica por trás dos índices e demais diretrizes atribuídos a cada uma das zonas.</p>
<h3>Funcionamento</h3>
<div class="olhos">O macrozoneamento deve ser o referencial espacial geral para o Município, superando o caráter estritamente normativo do &#8220;pode&#8221; ou &#8220;não pode&#8221;.</div>
<p>O macrozoneamento, assim como outros instrumentos do plano diretor, deve atuar como orientador das ações do Poder Público relacionadas ao desenvolvimento urbano. Portanto, ele tem a possibilidade de extrapolar o caráter estritamente normativo dos zoneamentos tradicionais para atuar como balizador das decisões pontuais feitas ao longo do tempo. Em outras palavras, ele não apenas traz limitações aos indivíduos (tais como o número de pavimentos máximo permitido), mas também atua como uma base para diretrizes espaciais a serem obedecidas pelo Poder Público à medida que o plano vai sendo implementado.</p>
<p>Por isso, é importante que cada macrozona traga explicitamente e de maneira clara os critérios utilizados para sua definição e os objetivos desejados para ela. Os critérios de definição conferem robustez ao macrozoneamento, tornando mais difíceis modificações que venham a distorcer ou prejudicar o funcionamento das diretrizes e dos instrumentos do plano. Os objetivos, por sua vez, funcionam como base para a escolha dos demais instrumentos e como elementos de orientação para as decisões tomadas no processo de gestão (onde construir uma nova via? onde construir um novo parque?).</p>
<p>Além disso, uma definição clara dos critérios de delimitação e dos objetivos de cada macrozona conferem aos cidadãos uma base legal para contestar, na Justiça, ações e obras públicas que estejam em desacordo com os objetivos pretendidos, facilitando o controle social. Por exemplo, se uma área tem como diretriz o controle do crescimento e a manutenção da baixa densidade, qualquer tentativa de modificação para aumentar o índice de aproveitamento poderia ser contestada.</p>
<p>Mais importante ainda, entretanto, é o fato de que o macrozoneamento deve ser utilizado como base espacial para os demais instrumentos do plano. Dessa forma, uma vez definidos e explicitados os objetivos específicos de cada área através do macrozoneamento, todos os demais instrumentos e diretrizes devem estar em harmonia como esses objetivos. Isso inclui os instrumentos legais oferecidos pelo Estatuto da Cidade (outorga onerosa, transferência do diretito de construir, IPTU progressivo, etc.), que devem estar em harmonia com o macrozoneamento, mesmo que possuam seus próprios mapas e definições espaciais.</p>
<p>Além disso, o macrozoneamento deve incorporar e servir de base espacial para diretrizes de natureza mais estratégica, tais como definição de prioridades, horizontes de tempo, programas, ações, etc., e não apenas para as normas de uso e ocupação do solo.<br />
Sob essa ótica, o macrozoneamento atua como um grande organizador das diretrizes e dos instrumentos do plano, trabalhando no sentido de garantir que todos eles estejam em harmonia entre si e atuando em conjunto para alcançar os objetivos definidos.</p>
<h3>Requisitos para o macrozoneamento</h3>
<p>O Macrozoneamento deve, conforme já dissemos acima, incluir toda a área do Município, já que o Estatuto da Cidade instituiu essa exigência. Por esse motivo, deve também contemplar a diferenciação entre área urbana e rural, ou seja, entre as porções do território que podem ser parceladas e utilizadas para fins urbanos, e aquelas onde isso não é possível.</p>
<p>Dessa forma, o macrozoneamento deve ser composto por:</p>
<ul>
<li>Definição do perímetro urbano, incluindo delimitação da área urbana, de expansão urbana (se houver, com essa denominação) e rural;</li>
<li>Definição das Macrozonas, entendidas como grandes zonas que estabelecem um referencial para o uso e a ocupação do solo, e para a aplicação dos programas contidos nas estratégias. Para conferir a coerência pretendida para a lógica do desenvolvimento urbano, é importante que o macrozoneamento tenha um número limitado de macrozonas diferentes. Dessa forma, sua leitura e entendimento não ficam prejudicados (recomendamos um número não maior que 8, se possível). A divisão das macrozonas tem sido feita de maneiras diversas pelos Municípios, assim como a nomenclatura usada.</li>
<li>Descrição das macrozonas, assim como dos princípios e critérios utilizados para defini-las e seus objetivos específicos. Essa descrição pode ser feita em uma tabela em que as zonas ocupam as linhas e suas características e objetivos ocupam as colunas.</li>
</ul>
<p>É importante também que os nomes das macrozonas sejam escolhidos de forma a indicar o mais claramente possível suas características e/ou as intenções para ela, conforme já abordamos no post <a title="Legibilidade do plano diretor" href="http://urbanidades.arq.br/2008/05/legibilidade-do-plano-diretor/" target="_blank">Legibilidade do plano diretor</a>.</p>
<h3>Alguns exemplos</h3>
<p align="left">O macrozoneamento proposto para São José dividiu o Município em 3 macrozonas e 7 grandes zonas:</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-1093" title="Anexo 2 - Zoneamento_3000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-248x300.jpg" alt="" width="248" height="300" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-248x300.jpg 248w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-768x928.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-500x604.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-41x50.jpg 41w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-165x200.jpg 165w" sizes="auto, (max-width: 248px) 100vw, 248px" /></a> <a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-1092" title="Anexo 2 - Zoneamento_tabela" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-271x300.png" alt="" width="271" height="300" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-271x300.png 271w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-272x300.png 272w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-500x551.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-768x847.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-1392x1536.png 1392w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-1856x2048.png 1856w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-45x50.png 45w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-181x200.png 181w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela.png 1877w" sizes="auto, (max-width: 271px) 100vw, 271px" /></a><br />
<span class="legendas">Macrozoneamento proposto para São José &#8211; SC &#8211; detalhe da tabela de Zonas e Macrozonas (versões em resolução mais alta podem ser encontradas <a href="http://urbanidades.arq.br/plano-diretor-sao-jose-sc/" target="_blank">aqui</a>).</span></p>
<p>Por esse mapa é possível perceber a lógica pretendida para o Município: quais áreas devem ser adensadas, e em que ordem de prioridade, e quais áreas devem permanecer pouco densas. Os instrumentos também se adequam ao macrozoneamento: a transferência do direito de construir, por exemplo, aplica-se à Zona de Ocupação Controlada, porque nessa zona pretende-se limitar a ocupação, então qualquer transferência de potencial construtivo para outra zona mais apta a recebê-lo, melhor.</p>
<p>O macrozoneamento de Porto Alegre, apesar de ser bem anterior ao Estatuto da Cidade, dá uma boa idéia sobre os modelos de cidade presentes no plano diretor, e sobre as intenções e diretrizes para cada parte da cidade.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Macrozoneamento_DF2C/5_macrozoneamento_poa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Macrozoneamento_DF2C/5_macrozoneamento_poa_thumb.jpg" alt="5_macrozoneamento_poa" width="198" height="240" border="0" /></a><br />
<span class="legendas">Macrozoneamento de Porto Alegre &#8211; RS (1993)</span></p>
<p>O macrozoneamento de Piracicaba já foi analisado em <a title="Legibilidade do plano diretor" href="http://urbanidades.arq.br/2008/05/legibilidade-do-plano-diretor/" target="_blank">outro post</a> aqui no Urbanidades, e também é um bom exemplo de macrozonas pensadas de forma a tornar clara a lógica de desenvolvimento do Município.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1291" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-500x353.jpg" alt="" width="500" height="353" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-500x353.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-300x212.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-768x543.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-50x35.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-200x141.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba.jpg 1504w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Legibilidadedoplano_6C9/zoneamento_piracicaba.png"> </a><br />
<span class="legendas">Plano Diretor de Piracicaba &#8211; SP</span></p>
<p>Outros exemplos de macrozoneamentos podem ser vistos abaixo. Note que nem todos possibilitam o entendimento da lógica de desenvolvimento, nem necessariamente são fáceis de serem lidos e compreendidos.</p>

<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela.png'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-140x140.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-140x140.png 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-640x640.png 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-180x180.png 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>

<h3>Referência Bibliográfica</h3>
<p>BRASIL. <strong>Estatuto da Cidade</strong>: guia para implementação pelos municípios e cidadãos. 2 ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2002.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/02/24/macrozoneamento/">Macrozoneamento</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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