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	<title>Urbanidades | Posts marcados como vitalidade - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como vitalidade - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Fatores Morfológicos da Vitalidade no ArchDaily</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2017/02/08/fatores-morfologicos-da-vitalidade-no-archdaily/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2017 16:23:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Sites]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estou escrevendo uma série para o Archdaily sobre os fatores morfológicos da vitalidade urbana. Na verdade, trata-se da revisão e ampliação de uma série de posts já publicados aqui no Urbanidades. O primeiro texto já está disponível. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2017/02/08/fatores-morfologicos-da-vitalidade-no-archdaily/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Fatores Morfológicos da Vitalidade no ArchDaily</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estou escrevendo uma série para o Archdaily sobre os fatores morfológicos da vitalidade urbana. Na verdade, trata-se da revisão e ampliação de uma <a href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/">série</a> de <a href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/">posts</a> já <a href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">publicados </a>aqui no <a href="http://urbanidades.arq.br/2013/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Urbanidades</a>. O primeiro texto já está disponível:</p>
<p><a href="http://www.archdaily.com.br/br/798436/fatores-morfologicos-da-vitalidade-urbana-nil-parte-1-densidade-de-usos-e-pessoas-renato-t-de-saboya" target="_blank">Fatores morfológicos da vitalidade urbana – Parte 1: Densidade de usos e pessoas</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Vitalidade urbana refere-se à vida nas ruas, praças, passeios e demais espaços públicos abertos. Mais especificamente, dizemos que um lugar possui vitalidade quando há pessoas usando seus espaços: caminhando, indo e vindo de seus afazeres diários ou eventuais; interagindo, conversando, encontrando-se; olhando a paisagem e as outras pessoas; divertindo-se das mais variadas maneiras e nos mais diversos locais; brincando, especialmente em parques e praças, mas também na rua; e assistindo apresentações artísticas, especialmente as informais e improvisadas, entre outras manifestações. Inclui também toda uma gama de atividades relacionadas às trocas comerciais, tais como entrar e sair de lojas, perguntar e pesquisar preços, olhar vitrines, comprar, pechinchar, etc.&#8221;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1567" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1.jpg 1280w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1-300x169.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1-500x281.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1-768x432.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1-990x556.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1-350x197.jpg 350w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2017/02/Figura-1-860x484.jpg 860w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>À medida que as novas partes forem publicadas, vou atualizando por aqui.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2017/02/08/fatores-morfologicos-da-vitalidade-no-archdaily/">Fatores Morfológicos da Vitalidade no ArchDaily</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Arquitetura e o Ballet da Rua</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2015/08/12/arquitetura-e-o-ballet-da-rua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2015 21:36:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Videos e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vale a pena dar uma conferida nesse documentário sobre a importância da arquitetura e dos tipos arquitetônicos para a vitalidade dos espaços urbanos. Segundo seus idealizadores, &#8221; &#8216;Arquitetura e o<a href="https://urbanidades.arq.br/2015/08/12/arquitetura-e-o-ballet-da-rua/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Arquitetura e o Ballet da Rua</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe title="Arquitetura e o Ballet da Rua" width="990" height="557" src="https://www.youtube.com/embed/9HRxbbuxVvk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Vale a pena dar uma conferida nesse documentário sobre a importância da arquitetura e dos tipos arquitetônicos para a vitalidade dos espaços urbanos. Segundo seus idealizadores, &#8221; &#8216;Arquitetura e o Ballet da Rua&#8217; é um curta-metragem sobre os &#8216;efeitos sociais da arquitetura&#8217;, enfatizando o papel da arquitetura na presença pedestre e na vida de bairros em nossas cidades &#8211; de modo também não-discursivo e poético. É uma celebração do encontro no espaço público, assim como uma exploração do papel da arquitetura em sua criação.&#8221;</p>
<p>O trabalho foi idealizado pela <strong>Urbana Rede de Pesquisa</strong> e realizado pela Caraduá Produções e Universidade Federal Fluminense, com patrocínio cultural da UFF e CAU-RJ.</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9HRxbbuxVvk" target="_blank" rel="nofollow">Arquitetura e o Ballet da Rua</a><br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZC7Ygh-l_Kw" target="_blank" rel="nofollow">Architecture and the Ballet of the Street</a> (English Version)</p>
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<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/08/12/arquitetura-e-o-ballet-da-rua/">Arquitetura e o Ballet da Rua</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jun 2013 15:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apenas a permeabilidade física pode não ser suficiente para a vitalidade. Neste post, examinamos a importância da conectividade visual entre edificação e espaço público. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público" href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a></li>
</ul>
<h3>Interface entre espaço edificado e espaço aberto público: permeabilidade visual</h3>
<p>Apenas a proximidade física pode não ser eficaz na promoção da vitalidade caso não seja reforçada por conexões visuais:</p>
<blockquote><p>O contato através da experiência entre o que está acontecendo no ambiente público e o que está acontecendo nas residências, lojas, fábricas, oficinas e edifícios coletivos adjacentes pode promover uma extensão e enriquecimento das possibilidades de experiências, em ambas as direções. (GEHL, 2011, p. 121)</p></blockquote>
<p>Podemos identificar três maneiras pelas quais a visibilidade pode ajudar a promover a apropriação dos espaços públicos. A primeira delas, levantada por Jacobs (2001), diz respeito à segurança. O conceito de “olhos da rua” descreve a combinação de fachadas visualmente permeáveis, próximas à rua e com moradores que se preocupam com o que acontece na sua vizinhança, e funciona no sentido de promover uma maior sensação de segurança para quem caminha ou desenvolve outro tipo de atividade nas ruas. Isso acontece porque &#8220;Um pedestre sente o olhar coletivo, mesmo que ninguém esteja realmente olhando para a rua.” (HANSON; ZAKO 2007, p. 021-19). Embora não haja garantias, quem caminha por uma rua para a qual muitas janelas se abrem tem a sensação de que, se algum problema acontecer, alguma pessoa dentro de uma das edificações será capaz de ver o que está acontecendo e intervir. Para entender melhor, basta imaginar a situação oposta: uma rua com alta proporção de muros e fachadas cegas gera uma intensa sensação de insegurança, fragilidade e desconfiança. As chances de ser “salvo” por um vizinho ou morador são praticamente nulas.<span id="more-1182"></span></p>
<p class="olhos">Segurança é fator essencial para vitalidade, e olhos da rua são essenciais para a segurança</p>
<p>Newman (1996), em seu conceito de espaços defensáveis, argumenta nesse mesmo sentido. Segundo ele, é necessário que os residentes sintam-se responsáveis pelos espaços públicos adjacentes às suas habitações, o que só é possível se houver proximidade e conexão visual. Por esse motivo, sugere como uma das diretrizes para o projeto de edificações que “Vegetação não deve ser posicionado de modo a bloquear a visualização das portas e janelas das unidades habitacionais para a rua ou para os caminhos que levam da rua às entradas das unidades. ” (NEWMAN, 1996, p. 117). O autor explora vários tipos arquitetônicos e mostra que, mesmo com densidades populacionais e construtivas diferentes, os efeitos que eles têm sobre essa capacidade de sentir-se responsável pelos espaços coletivos é muito diferente. A figura abaixo mostra um exemplo disso: o tipo mais vertical, isolado e sem entradas voltadas para a rua tem maior probabilidade de ser alvo de depredação e outras formas de violência. Resultados semelhantes foram obtidos por Vivan e Saboya para o caso de Florianópolis, como pode ser conferido no post <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/09/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" alt="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Tipologias com densidades semelhantes e diferentes relações com a rua e consequentes efeitos sobre a segurança. (NEWMAN, 1996, p. 21)</span></p>
<p class="olhos">Mais importante que a distância real é a distância percebida</p>
<p>A segunda maneira pela qual a visibilidade reforça a proximidade física é através da possibilidade de algum tipo de interação concreta entre espaço edificado e aberto, mesmo que à distância. Alexander et al (1977) argumentam que até o 4º andar de uma edificação é possível interagir com alguém no térreo (o que só seria possível se houvesse alguma conexão visual). Gehl (2011, p. 137 – grifo no original) ressalta que “<em>Crucial para determinar a distância aceitável em uma determinada circunstância é não apenas a </em>distância física real<em>, mas em grande medida a </em>distância percebida.” Nesse sentido, alguém que está dentro de uma edificação com contato visual direto sobre o espaço público sente-se mais próximo a este, e desfruta da possibilidade de interagir passivamente ou ativamente com ele. Passivamente, através dos sons e cheiros, e ativamente através de uma conversa com alguém, da intervenção em alguma situação problemática como no caso da segurança delineado acima, do cuidado com os filhos que brincam na rua, e assim por diante. Santos e Vogel (1985) descrevem belissimamente a riqueza de experiências e estímulos mútuos entre os residentes e quem passa ou utiliza a rua para outros motivos no livro &#8220;Quando a rua vira casa&#8221;.</p>
<p>Jacobs e Gehl, entre muitos outros autores, defendem que a própria animação de uma rua ou espaço público atua como atrator de maior animação. Isso acontece porque as pessoas gostam de observar outras pessoas, assim como gostam de estar em lugares onde haja animação e diversidade de pessoas e atividade: “Nas cidades, a animação e a variedade atraem mais animação; a apatia e a monotonia repelem a vida.” (JACOBS, 2000, p. 108). Gehl (2011) cita o exemplo das crianças, que são atraídas de forma muito mais espontânea para lugares onde outras crianças já estejam brincando. Caso isso possa acontecer entre edificação e espaço público, a vitalidade urbana tende a ser reforçada.</p>
<p class="olhos">O reforço da presença e a constante lembrança das possibilidades de interação podem ser importantes</p>
<p>Todos esses estímulos (sonoros, visuais, etc.) podem atuar como incentivadores à vivência do espaço público, através do que pode ser considerada a terceira maneira de reforçar a proximidade física: promover a lembrança constante de que o espaço está ali, próximo, com todos os seus atrativos. É um aspecto bem aceito nas ciências cognitivas que aquilo que está ao alcance da experiência e dos sentidos afeta profundamente os julgamentos e inferências que fazemos sobre o mundo, ao ponto de Kahneman (2011) cunhar a expressão “what you see is all there is”. Ele mostra que aquilo com que nos deparamos e interagimos passa a assumir uma proporção em nossa visão de mundo que é incoerente à sua frequência &#8220;real&#8221;, quando medida por meios objetivos. O mesmo princípio pode ser estendido ao papel que a visibilidade tem sobre nossa consciência acerca dos espaços públicos e as decisões que tomamos quanto à frequência com que o vivenciamos: se ele está presente em nossa consciência (e os estímulos visuais são importantes nesse sentido), é maior a probabilidade de que nossas decisões os incluam. Se ele, ao contrário, está ausente, é menor a probabilidade de que o consideremos em nossas ponderações e escolhas.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C. <strong>A pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HANSON, J.; ZAKO, R. Communities of co-presence and surveillance: how public open space shapes awareness and behaviour in residential developments. <strong>Proceedings of the 6th  International Space Syntax Symposium</strong>, 2007. Istambul.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>KAHNEMAN, D. <strong>Thinking, fast and slow</strong>. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2011.</p>
<p>NEWMAN, O. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Mar 2013 18:57:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como terceiro fator a contribuir para a vitalidade dos espaços urbanos, destacamos as características das edificações, especialmente no que diz respeito às suas relações com os espaços abertos. A maneira como as edificações estão posicionadas e a forma como configuram seus sistemas de barreiras e permeabilidades em relação às ruas podem influenciar diretamente na vitalidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
</ul>
<p>Como terceiro fator a contribuir para a vitalidade dos espaços urbanos, destacamos as características das edificações, especialmente no que diz respeito às suas relações com os espaços abertos. Como veremos, a maneira como as edificações estão posicionadas e a forma como configuram seus sistemas de barreiras e permeabilidades em relação às ruas podem influenciar diretamente na quantidade de pessoas que utilizam o espaço público e de atividades que ali se desenvolvem.</p>
<h2>Permeabilidade público x privado</h2>
<p>Holanda (2002) trata da questão da permeabilidade física entre a edificação e o espaço público ao atribuir ao Paradigma da Urbanidade características como maior número de portas por espaços convexos e menor percentual de espaços cegos (HOLANDA, 2002, p. 126). O Paradigma de Urbanidade (definido por Holanda em contraposição ao Paradigma da Formalidade), no que diz respeito aos arranjos sociais relaciona-se ao uso dos espaços públicos e portanto tem relação com a ideia de vitalidade. Holanda, portanto, dá a entender que essas variáveis costumam ocorrer concomitantemente (maior densidade de portas e menir percentual de espaços cegos, pelo lado das características morfológicas, e maior uso dos espaços públicos, pelo lado dos arranjos sociais).</p>
<p>A mesma recomendação é feita por Bentley et al (1985, p. 13):</p>
<blockquote><p>Permeabilidade física entre espaços públicos e privados ocorre nas entradas para os edifícios ou jardins. Isso enriquece o espaço público através do aumento do nível de atividade em suas bordas.</p></blockquote>
<p>Mais adiante, Bentley et al (1985, p. 69) acrescentam:</p>
<blockquote><p>Para aumentar a robustez, a interface entre edifícios e espaço público deve ser projetada para viabilizar que uma gama de atividades privadas internas coexistam em intensa proximidade física com a gama de atividades públicas no exterior.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Bentley-et-al-1985-p.-69_cr.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1164" alt="Bentley et al (1985, p. 69)_cr" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Bentley-et-al-1985-p.-69_cr-500x257.jpg" width="500" height="257" /></a></p>
<p class="legendas">Proximidade e interação entre as atividades no interior e exterior das edificações. Fonte: Bentley et al (1985, p. 69)</p>
<p class="olhos">Portas devem ser abundantes e promover a proximidade entre interior e exterior, em todo o perímetro da quadra.</p>
<p>Uma quantidade apropriada de portas pode auxiliar na promoção da vitalidade urbana conectando a rua com atividades comerciais e de serviços, promovendo assim as atividades que lhes são inerentes, tais como a pesquisa de preços, o olhar de vitrines e o entra-e-sai para comprar ou obter mais informações sobre os produtos. No caso dos shopping-centers essa vitalidade é interiorizada: as ligações dos espaços edificados com a rua são minimizadas, e toda essa movimentação é retirada dos espaços públicos, juntamente com a possibilidade (ainda que nem sempre exercida) de interação social entre pessoas de perfis socioeconômicos mais variados do que aquelas que frequentam os shoppings.</p>
<p>Carlos Nelson também reforça esse argumento para o caso de atividades residenciais:</p>
<blockquote><p>Diríamos que, quanto mais portas se abrem para a calçada, tanto mais completamente o espaço público é passível de apropriação pela casa. (SANTOS; VOGEL, 1985, p. 54).</p></blockquote>
<p>“Apropriação pela casa”, nesse caso, significa utilizar o espaço da rua, seja para atividades de lazer, contemplação, deslocamentos ou mesmo para estabelecer relações sociais. A mesma lógica pode ser estendida para edifícios residenciais. Na Figura abaixo Bentley et al (1985) mostram os contrastes de duas organizações, nas quais a primeira intensifica a conexão com a rua, enquanto a segundo concentra os acessos em apenas um ponto, não apenas distante da rua como também localizado em apenas uma das faces do quarteirão. As outras três faces possuem fachadas sem permeabilidade física, prejudicando a possibilidade de vitalidade.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/permeabilidade_portas-Bentley-et-al-1985-p.13.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1165" alt="permeabilidade_portas - Bentley et al (1985, p.13)" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/permeabilidade_portas-Bentley-et-al-1985-p.13-500x504.jpg" width="500" height="504" /></a></p>
<p class="legendas">Diferença no arranjo de portas voltadas ao espaço da rua: muitas edificações abrindo-se diretamente para a rua (à esq.); concentração de entradas para várias unidades em apenas um ponto, com pouca relação com a rua (à dir.). (BENTLEY et al, 1985, p. 13)</p>
<p>Por fim, Gehl (2011) oferece o mesmo conselho:</p>
<blockquote><p>É importante que seja fácil entrar e sair das habitações. Se a passagem entre interior e exterior é difícil &#8211; se é necessário, por exemplo, usar escadas e elevadores para entrar e sair &#8211; o número de visitas ao exterios cair notavelmente (GEHL, 2011, p. 184).</p></blockquote>
<h2>Dimensões da forma edificada</h2>
<p>Gehl (2011) defende a adoção de fachadas curtas como forma de intensificar as possibilidades de interação da rua com a edificação e diminuir as distâncias a serem percorridas pelos pedestres:</p>
<blockquote><p>Sabendo que pedestres geralmente não desejam caminhar muito, os projetistas de lojas comerciais usam fachadas estreitas, de modo que haja espaço para a maior quantidade possível de lojas na menor distância possível na rua. (GEHL, 2011, p. 95)</p></blockquote>
<p class="olhos">Fachadas estreitas são um recurso para aproveitar melhor a frente dos lotes e diminuir distâncias.</p>
<p>Segundo ele, algumas cidades vêm proibindo a instalação de atividades que ocupem muito espaço de fachada sem a correspondente densidade de portas e interação com a rua, tais como postos de gasolina e até mesmo bancos e edifícios de escritórios. Esses equipamentos precisam ser posicionados nos andares superiores ou, no caso de ficarem no térreo, limitarem fortemente o tamanho de suas fachadas. Assim, seria possível concentrar o acesso em uma pequena largura (o exemplo dado por Gehl cita 5m como tamanho máximo) e utilizar o resto da interface para outras atividades com acesso direto pela rua, ao invés de criar longos perímetros sem permeabilidade.</p>
<p>Essas bordas sem portas constituem “espaços vazios” que são prejudiciais à vitalidade:</p>
<blockquote><p>Usando o princípio de lotes estreitos [na largura] e profundos [no comprimento] juntamente com um uso cuidadoso do espaço frontal evita o problema de &#8220;buracos&#8221; e &#8220;áreas residuais&#8221; sempre que os edifícios se voltam para calçadas e rotas de pedestres. Isso também vale para áreas residenciais. (GEHL, 2011, p. 95)</p></blockquote>
<p>O mesmo princípio pode ser estendido aos afastamentos laterais entre as edificações, que reduzem a proporção da quantidade de metros lineares de fachada (e portanto o espaço para atividades em interação com a rua) em relação ao comprimento total do quarteirão. Essa configuração desperdiça o potencial que a interface entre os lotes privados e a rua possui em termos de estímulo ao movimento de pessoas, ao mesmo tempo em que aumenta as distâncias a serem percorridas e diminui a densidade de atrativos. Alexander et al (1987, p. 67-71) reforça a necessidade de que as fachadas sejam contínuas:</p>
<blockquote><p>&#8220;Os edifícios envolvem o espaço&#8221;, e NÃO &#8220;o espaço envolve os edifícios&#8221;. [&#8230;] Se possível, o edifício deve tocar ao menos um outro edifício existente, de forma que os edifícios em conjunto formem um tecido contínuo atavés da cidade.</p></blockquote>
<p>Gehl (2011) defende também a adoção de edifícios mais horizontais, baseado no fato de o campo de visão humano ser limitado no que diz respeito a elementos situados em posições altas. Temos, segundo ele, um campo de visão voltado à frente e abaixo que nos permite visualizar a apreender com mais facilidade o espaço contido nesses limites. Por isso, a configuração mais “natural” de um espaço urbano é aquela constituída por edificações baixas, ao longo de uma rua, já que estão mais em harmonia com nossos sentidos.</p>
<p>Um ponto semelhante é levantado por Alexander et al (1977), baseando-se em estudo de Fanning (1967 apud Alexander et al, 1977). Segundo ele, as distâncias enfrentadas pelos moradores e a “fricção” causada por corredores, elevadores, portarias, afastamentos e portões nos deslocamentos até a rua desestimulavam significativamente o desenvolvimento de atividades nos espaços abertos.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] viver em edifícios verticais afasta as pessoas do solo, assim como da sociedade casual e cotidiana que acontece nas calçadas e ruas e nos jardins e nos alpendres. Deixa-os sozinhos em seus apartamento. A decisão de sair para algum tipo de vida pública torna-se formal e desajeitado; e a não ser que haja alguma tarefa específica que traga a pessoa para fora, a tendência é ficar em casa, sozinho. (ALEXANDER et al, 1977, p. 116)</p></blockquote>
<h2>O que vemos por aí?</h2>
<p>Preocupantemente, cada vez mais observamos em nossas cidades tipos arquitetônicos que são o oposto do que a literatura tem nos apontado como geradores de vitalidade. As imagens falam por si.</p>

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<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C.; ISHIKAWA, S.; SILVERSTEIN, M. <strong>A pattern language</strong>. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>ALEXANDER, C.; NEIS, H.; ANNINOU, A.; KING, I. F. <strong>A New theory of urban design</strong>. New York: Oxford University Press, 1987.</p>
<p>BENTLEY, I.; ALCOCK, A.; MURRAIN, P.; MCGLYNN, S.; SMITH, G. <strong>Responsive environments</strong>: a manual for designers. London: Architectural Press, 1985.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HOLANDA, F. R. B. DE. <strong>O espaço de exceção</strong>. Brasília, DF: Editora UnB, 2002.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 19:22:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico de Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[parques]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[praças]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vitalidade dos espaços públicos abertos tem sido objeto de estudo por uma grande quantidade de autores ao longo, pelo menos, das últimas 5 décadas, desde o trabalho pioneiro de Jane Jacobs (2000 [1961]). Nesses trabalhos, diversos fatores são levantados e considerados como variáveis independentes, isto é, como fatores que de alguma maneira causam, ou induzem, uma maior vitalidade urbana. Neste e nos próximos posts vou comentar alguns desses aspectos, classificados em grandes categorias.</p>
<h2>Proporção dos espaços públicos em relação à densidade populacional</h2>
<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Por motivos que podem ser aceitos como axiomáticos, maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas, desde que os outros fatores mantenham-se similares. Em outras palavras, todo o resto sendo igual, áreas com maior quantidade de moradores e/ou de economias e/ou de área construída tendem a possuir maior vitalidade em seus espaços físicos.<span id="more-1133"></span></p>
<p>Nesse sentido, as edificações podem ser entendidas como “alimentadoras” dos espaços públicos: quanto mais gente mora em uma determinada área, mais gente tende a sair e chegar em casa todos os dias para ir e voltar do trabalho, da escola e das compras e demais atividades diárias, o que por si só representaria um primeiro esboço de vitalidade urbana. O mesmo vale para o número de economias em geral: quanto maior a quantidade de residências, comércios, serviços, etc., maior tende a ser o número não apenas de moradores, mas também de empregados e clientes, assim como os fluxos gerados por eles. Além disso, as oportunidades para interações são ampliadas, visto que a oferta de mercadorias e serviços torna-se mais numerosa e diversificada em comparação com áreas menos densificadas, aumentando os estímulos para deslocamentos e interações. Há, em suma, maior quantidade de &#8220;motivos&#8221; para sair de casa, percorrer as ruas e interagir com outras pessoas, mesmo que seja apenas em uma situação relativamente formal como realizar uma compra.</p>
<p>Essa preocupação com os aspectos quantitativos aparece já em Jacobs (2000). Depois dos princípios modernistas segundo os quais, supostamente, quanto maior a quantidade de espaços abertos melhor seria o ambiente das cidade, Jacobs chama a atenção para a necessidade de adequação entre a quantidade de pessoas e o tamanho dos espaços públicos. Estes só podem ser adequadamente apropriados caso haja uma quantidade mínima de pessoas. Espaços muito grandes não conseguem ser plenamente apropriados, passando a impressão de estarem desertos e, com isso, afastando ainda mais possíveis usuários.</p>
<p>Gehl (2011, p. 85) segue no mesmo sentido:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] people and activities can be assembled by placing individual buildings and functions so that the system of public spaces is as compact as possible and so that the distances for pedestrian traffic and sensory experiences are as short as possible.</p></blockquote>
<p>Holanda (2002) também reforça a importância de uma coerência entre a dimensão dos espaços abertos e a densidade populacional do local em que está inserido. A inversão da proporção dos espaços construídos em relação ao aberto, resultando em um quadro em que os primeiros vêm diminuindo e os segundos aumentando, levou o autor a usar a expressão “paisagem de objetos” para denotar espaços em que grandes áreas livres são pontuadas por edificações isoladas. Dentro da sua definição de dois paradigmas espaciais opostos, “formalidade” e “urbanidade”, esse padrão espacial está vinculado ao primeiro deles, que por sua vez caracteriza-se, entre outros fatores, pela proeminência da realização de arranjos sociais nos espaços <strong>internos</strong> (HOLANDA, 2002, p. 126), em oposição à sua realização nos espaços abertos públicos.</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1134" title="Brasilia_12" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-768x514.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Brasília e seus amplos espaços abertos: como apropriá-los? (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/bertola77/6924350715/in/pool-urbanidades" target="_blank">Rafael Belota</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1136" title="Sao Petersburgo - 01_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg" alt="" width="500" height="236" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-300x141.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-768x362.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-200x94.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Praça Central em São Petersburgo (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/clankennedy/5092394393/" target="_blank">Ian Kennedy</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1135 aligncenter" title="paris_2011_07_16 - 256" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" />Paris: outra proporção entre espaços abertos e edificados (Foto: Renato Saboya)</p>
<p>Jacobs propõe, então, que as praças e parques de bairro sejam criados em áreas que possuam densidade suficiente para alimentá-las, e não o contrário. Tentar criar praças como forma de trazer vitalidade a áreas que, por si só, não consequem sustentar a vida nas ruas, não costuma dar certo. O resultado são espaços esvaziados, perigosos e abandonados. Alexander et al (1977, p. 311) complementam:</p>
<blockquote><p>Frequentemente, nas cidades modernas, arquitetos e planejadores constroem praças que são muito grandes. Elas são bonitas nos desenhos; mas na vida real acabam desoladas e mortas. Nossas observações sugerem fortemente que espaços abertos destinados a praças devem ser muito pequenos.</p></blockquote>
<p><strong> Update (07.12.2012):</strong></p>
<p>Antes que este post seja usado para sustentar argumentos falaciosos, é preciso esclarecer alguns aspectos: a densidade que se defende aqui como necessária para a vitalidade dos espaços públicos diz respeito principalmente à proporção entre espaços edificados e espaços livres, no sentido de que é necessária uma certa quantidade de pessoas para animar as ruas, praças, parques etc. Isso não é uma defesa, entretanto, da densificação e verticalização sem critério, que só beneficiam os empresários da construção civil e os proprietários fundiários.</p>
<p>Tenho percebido uma repentina sintonia de certos setores com essa noção de cidade densa. Não por acaso, defendem vigorosamente a ampliação dos limites construtivos e do número máximo de pavimentos, baseando-se (ao menos na retórica) na ideia de cidade compacta, da diversidade de usos, no movimento de pedestres e na otimização da infraestrutura.</p>
<p>Entretanto, essas manifestações convenientemente esquecem-se de defender também outros aspectos inerentes ao conceito de cidade compacta, tais como um perímetro urbano enxuto e os malefícios causados pelos vazios urbanos, cuja retenção especulativa deveria ser combatida com impostos mais altos. Defendem apenas aquele aspecto que lhes interessa, deixando de lado aqueles que poderiam lhes atrapalhar.</p>
<p>Com isso, temos o pior de dois mundos: por um lado, temos pontos específicos da cidade (determinados pelo mercado imobiliário, não pela coletividade) com altíssima densidade (muito acima do que seria razoável prever para um horizonte de 20, 30 ou mesmo 50 anos), com sobrecarga de infraestrutura e graves problemas de acessibilidade. Por outro, temos frequentes ampliações desnecessárias (e por isso prejudiciais) do limite urbano, e alta porcentagem de imóveis sem uso, subutilizados e/ou não edificados, que resultam em densidades globais baixíssimas, oneram a infraestrutura e aumentam as distâncias a serem percorridas.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 19:40:57 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do II Enanparq, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal, um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha, resultado da dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC. A pesquisa tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes na cidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do <a title="II Enanparq" href="http://www.2enanparq.ct.ufrn.br/index.html" target="_blank">II Enanparq</a>, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal,<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank"> um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha</a>, resultado da<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"> dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC</a>, sob minha orientação. A pesquisa, fruto de um trabalho exaustivo, tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes(1). Essa noção não é nova, pelo contrário: desde <a title="Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua" href="http://urbanidades.arq.br/2010/02/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" target="_blank">Jacobs (2000)</a>, pelo menos, os &#8220;olhos da rua&#8221; são considerados importantes elementos na segurança dos espaços públicos (especialmente as ruas e passeios), pela possibilidade de vigilância natural que proporcionariam. Além disso, Jacobs também defendia a mistura de estranhos e moradores locais, equilibrando os fluxos exclusivamente de passagem com os fluxos locais, como forma de aumentar a vigilância nas ruas e, consequentemente, a segurança.</p>
<p><a title="Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Oscar Newman</a>, por outro lado, defendia o que ficou conhecido como &#8220;defensible space&#8221;, entendido como espaços que, pela sua configuração, proporcionassem um sentimento de &#8220;pertencimento&#8221; aos moradores do entorno, que então se encarregariam de vigiá-los e mantê-los seguros. As ruas sem saída seriam exemplos de espaços defensáveis, nos quais estranhos seriam rapidamente identificados e, se necessário, &#8220;neutralizados&#8221;. Entretanto, concordava com Jacobs na questão da permeabilidade visual e proximidade das edificações com a rua como elemento de reforço das condições de segurança.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1107 aligncenter" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Diferenças na relação de diferentes tipologias (com densidades semelhantes) com a rua (NEWMAN, 1996). Qual seria a mais segura?</p>
<p>A pesquisa tentou testar essas questões para o contexto brasileiro, usando Florianópolis como estudo de caso. Para isso, levantou as características tipológicas de 94 locais em que ocorreram crimes no ano de 2010, cuidando para que houvesse boa distribuição espacial da amostra, ou seja, assegurand0-se de que todas as regiões da cidade possuíssem um número adequado de ocorrências levantadas. Muitas características dos lotes e das edificações foram levantadas, mas as mais importantes mostraram ser o uso do solo, a característica dos fechamentos dos lotes (muros, grades, etc., com ou sem vegetação), a densidade de aberturas e a quantidade de lotes vazios e/ou com edificações abandonadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1108" title="permeabilidade_visual" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg" alt="" width="500" height="121" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-300x72.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-768x186.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-990x242.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-50x12.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-200x48.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Teria a permeabilidade visual entre edificação e espaço público realmente a capacidade de auxiliar na prevenção de crimes? Seriam formas semelhantes à imagem da esquerda mais seguras que formas semelhantes à da direita? (Adaptado de VIVAN, 2012).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1109" title="vivan-interfaces_lotes" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg" alt="" width="500" height="110" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-300x66.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-768x170.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-50x11.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-200x44.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Edificações das ocorrências estudadas, que exemplificam: a) Interface com alta visibilidade (IAV); b) Interface com média visibilidade (IMV); c) Interface com baixa ou nula visibilidade (IBV). (VIVAN, 2012)</p>
<p>A metodologia seguiu os seguintes passos gerais:</p>
<ul>
<li>Definição de uma amostra representativa dos crimes ocorridos em Florianópolis no ano de 2010;</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Definição de um grupo de controle (2);</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato para o grupo de controle, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Comparação entre as características morfológicas da amostra e do grupo de controle;</li>
<li>Interpretação dos resultados.</li>
</ul>
<h3>Resultados</h3>
<p>Os resultados foram interessantes. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais (pelo menos 70% de usos residenciais) (3) e comparando com um grupo de controle , eles indicaram que:</p>
<ul>
<li>O grupo de controle apresenta maiores valores de interface de alta visibilidade (IAV) com 42,11%, enquanto que na amostra de ocorrência de crimes esse índice foi de 35,16%;</li>
<li>A média de densidade das aberturas seguiu a mesma lógica, sendo que o grupo de controle com predominância residencial apresentou maior densidade média de aberturas (0,259 abertura/m) enquanto que a amostra apresentou 0,235 abertura/m ;</li>
<li>A porcentagem de lotes de usos vazios (UV) na amostra foi maior (12,79%) do que no grupo de controle (6,65%), o que reforça a noção de que os crimes em áreas residenciais ocorrem com maior frequência quando existe a proximidade de áreas vazias (e que, portanto, não oferecem intervisibilidade).</li>
</ul>
<div class="olhos">Apesar de tentarem se proteger com muros e paredes cegas, os moradores acabam criando o oposto: espaços urbanos mais inseguros</div>
<p>O que isso significa? Em poucas palavras, que as características de permeabilidade visual entre a edificação e o espaço da rua estão realmente relacionadas com a ocorrência de crimes, no sentido de que estes tendem a acontecer em locais caracterizados por formas arquitetônicas com menos permeabilidade (muros cegos ou com vegetação que impossibilita a visão, fachadas com poucas ou nenhuma janela e ruas com grande quantidade de terrenos vazios ou edificações abandonadas). Dito assim, isso não parece nenhuma novidade: intuitivamente nos sentimos mais inseguros em espaços com essas características. Temos a impressão de que, se algo acontecer, ninguém poderá nos ajudar ou chamar por socorro. Entretanto, uma coisa é sabermos intuitivamente que essa é nossa sensação; outra é termos fortes indícios quantitativos &#8211; e obtidos através de um método cuidadoso e sistemático &#8211; de que isso realmente influencia na localização das ocorrências de crime.</p>
<p>Além disso, por mais que intuitivamente isso seja facilmente percebido, ainda assim vemos muitos moradores fazendo exatamento o oposto, o que não deixa de ser um paradoxo: criam muros altos e cegos para supostamente proteger suas casas e diminuem a quantidade de janelas abertas para a rua para preservarem sua privacidade, mas ao fazê-lo estão criando espaços externos mais inseguros que, ao fim e ao cabo, tornam mais inseguras suas residências (os crimes considerados no estudo envolviam não apenas aqueles ocorridos no espaço público, mas também no interior dos lotes e edificações).</p>
<p>Some-se a isso os planos diretores, que frequentemente permitem ou até mesmo incentivam tipologias com baixa permeabilidade visual, e o quadro está pronto: cidades cada vez mais inseguras, desvitalizadas, desagradáveis, intimidadoras. Enquanto não houver <a title="A urgência do planejamento" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.125/3624" target="_blank">instrumentos urbanísticos mais sensíveis ao funcionamento dos sistemas urbanos</a>, os problemas tendem a se agravar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1110" title="SAMSUNG" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg" alt="" width="500" height="181" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-300x108.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-768x279.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-50x18.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-200x73.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Fachadas de baixa permeabilidade no térreo.</p>
<h3>Resumo oficial da dissertação (VIVAN, 2012):</h3>
<p>Este artigo tem como objetivo estudar a correlação entre aspectos da forma edificada (especialmente a permeabilidade visual) e a ocorrência de crimes no espaço urbano de Florianópolis &#8211; SC, partindo da hipótese de que a maior conexão visual entre área pública e privada inibe a ocorrência de crimes. Para isso, foram selecionados os tipos de crimes a serem focalizados, que são alguns tipos de furtos e roubos, e violação de domicílio. A cidade foi dividida em seis porções, para facilitar os levantamentos por regiões, e foram selecionados crimes para amostragens proporcionais à realidade do ano de 2010. Foi realizado o levantamento dos dados em campo, com a compilação dos resultados para, assim, analisar estatisticamente. Os resultados preliminares não indicaram correlação entre características de visibilidade e ocorrência de crimes. Entretanto, uma análise mais cuidadosa identificou que a elevada presença de usos comerciais na amostra poderia estar distorcendo os resultados. Assim, uma nova análise foi efetuada considerando apenas os trechos com predominância residencial, tanto na amostra quando no grupo de controle. Os resultados sustentaram a influência de fatores de visibilidade na ocorrência de alguns tipos de crimes, corroborando a literatura, o que evidencia a importância da consideração das variáveis físicas do layout na redução da suscetibilidade de alguns locais ao crime.</p>
<p>PALAVRAS-CHAVE: conexão visual, segurança no espaço construído, espaço público, espaço privado.</p>
<h3> Notas</h3>
<p>(1) O que não significa, obviamente, que os crimes são causados pela forma das edificações, ou que estas poderiam, de alguma maneira, eliminá-los. Significa apenas que parece existir uma ligação entre a forma das edificações e a probabilidade de acontecerem crimes nos seus entornos imediatos.</p>
<p>(2) O grupo de controle foi definido considerando os raios de distância métrica a partir dos pontos em que os crimes aconteceram. Dessa forma, foram selecionadas localizações que estivessem ao mesmo tempo nas mesma regiões dos crimes, mas em pontos distantes o suficiente para estarem fora de sua área de influência imediata. Agradecimentos ao Prof. Fletes, do Depto. de Estatística da UFSC, cujo auxílio no design do experimento foi essencial para o trabalho.</p>
<p>(3) A comparação entre áreas residenciais foi feita porque a primeira parte da análise indicou que usos comerciais possuem dinâmicas diferentes em relação aos crimes, uma vez que possuem permeabilidade visual mais alta e ao mesmo tempomaior atratividade para os criminosos, pela maior circulação de dinheiro. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais, foi possível isolar a variável &#8220;uso do solo&#8221; e realizar comparações mais confiáveis. Um estudo mais aprofundado sobre a relação entre os diferentes usos do solo e a ocorrência de crimes está em fase inicial de elaboração.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>VIVAN, Mariana. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"><strong>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</strong>: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. Dissertação de Mestrado defendida junto ao PósArq &#8211; UFSC, Florianópolis, SC: UFSC.</p>
<p>VIVAN, Mariana; SABOYA, Renato. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. II Encontro Nacional da Anparq.<strong> Anais</strong>&#8230; , 2012. Natal, Brasil . (no prelo).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Tipos arquitetônicos e vitalidade urbana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 23:05:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este texto foi redigido pelo Prof. Vinicius de Moraes Netto (UFF-RJ), e diz respeito ao artigo "The convergence of patterns in the city: (Isolating) the effects of architectural morphology on movement and activity", tratado em um post anterior. Nele, alguns resultados preliminares obtidos pelo estudo até o momento são apresentados. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/02/02/tipos-arquitetonicos-e-vitalidade-urbana/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Tipos arquitetônicos e vitalidade urbana</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto foi redigido pelo Prof. Vinicius de Moraes Netto (UFF-RJ), e diz respeito ao artigo &#8220;<a title="Grupo Infoarq" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=256">The convergence of patterns in the city: (Isolating) the effects of architectural morphology on movement and activity</a>&#8220;, tratado em um <a title="A convergência de padrões na cidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/01/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/">post anterior</a>. Nele, alguns resultados preliminares obtidos pelo estudo até o momento são apresentados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Gostaríamos de chamar a atenção para o que pode ser um problema grave de nossas cidades &#8211; aparente em um estudo que conduzimos recentemente no Rio de Janeiro, aplicando uma metodologia desenvolvida por um grupo de pesquisadores de quatro universidades (Renato Saboya &#8211; UFSC; Julio Vargas &#8211; UFRGS; Lucas Figueiredo &#8211; UFPA; Vinicius M Netto &#8211; UFF e colaboradores).</p>
<p>Estamos pesquisando sinais de associação entre a presença de certos tipos arquitetônicos e itens das dinâmicas sociais e econômicas de caráter local (uso pedestre do espaço para circulação e interação; presença de atividades comerciais e de serviços &#8211; aspectos da vida social e microeconomia que reunimos sob o bem-conhecido termo &#8220;vitalidade urbana&#8221;).<span id="more-1027"></span></p>
<p>Nossas hipóteses acompanham observações e intuições de muitos: a diluição do tecido urbano na forma de tipos arquitetônicos caracterizados por recuos entre si e em relação a rua teriam influência negativas sobre a vitalidade urbana. Desenvolvemos uma metodologia para permitir o controle dos níveis de acessibilidade e densidade em áreas urbanas sob estudo, de forma a examinarmos com mais precisão as variações na morfologia arquitetônica, e relacionar a distribuição de tipos e características na geometria das implantações e fachadas à distribuição das variáveis sociais e microeconômicas mencionadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1028" title="tipologias_compacta_torre" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre-500x400.jpg" alt="" width="500" height="400" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre-500x400.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre-300x240.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre-768x614.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre-50x40.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre-200x160.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/02/tipologias_compacta_torre.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p> Analisamos 24 áreas na cidade do Rio de Janeiro, selecionadas aleatoriamente, e levantamos 249 trechos de quarteirão e cerca de 3800 edifícios, dispostos em 3 conjuntos de amostra, cada um com um nível distinto de acessibilidade (entenda-se como acessibilidade permitida pela rede de ruas e suas hierarquias mensuradas via medidas topológicas) &#8211; baixa, média e alta. Controlamos ainda as densidades nessas áreas.</p>
<p>Nossos achados são preocupantes: ainda que nossa análise estatística seja preliminar nesse momento, encontramos correlações que mostram que certos tipos tendem ou a coincidir com maior ou menor presença de pedestres, comércios e serviços.</p>
<h3>Correlações em áreas de uma das faixas de acessibilidade analisadas:</h3>
<p>Lembrando que correlações baseadas no coeficiente de Pearson variam entre zero (nenhuma correlação) e +1 ou -1 (correlação perfeita positiva ou negativa), a correlação encontrada entre edifícios-tipo divisa (com fachadas contínuas) e movimento de pedestres  foi de 0.321. Entre este tipo e a presença de térreos com comércios ou serviços, fundamentais para a vitalidade de nossas ruas, 0.414. Ou seja, a presença dessas fatores coincide em torno desses coeficientes.</p>
<div class="olhos">Os resultados preliminares confirmam haver influência da tipologia sobre a vitalidade urbana</div>
<p>Já a correlação entre o edifício-tipo torre (fachadas descontínuas) e movimento de pedestres é de -0.336; entre torres e atividades de comércios ou serviços em térreos, -0.414. Notem que o sinal passa a ser negativo; isso quer dizes que a presença de edifícios do tipo torre tendem a variar de forma inversa ao movimento de pedestres: quanto mais edifícios desse tipo, menos movimento de pedestres.</p>
<p>Investigamos ainda os tipos em relação a uma medida de diversidade de atividades em térreos e pavimentos superiores, encontrando correlações positivas de 0.419 entre tipos-divisa e diversidade no térreo, e -0.449 para tipos-torre.</p>
<p>Analisamos as correlações entre outras variáveis, entre elas pedestres e densidade de portas (0.680), pedestres e densidade de janelas (0.723), pedestres e extensão de recuos frontais (-0.418), e presença de muros (-0.472) ou lotes abertos (0.680).</p>
<p>Essas e outras características foram em seguidas confrontadas com os tipos, apontando geralmente correlações significativas positivas entre densidade de portas e janelas e lotes abertos e o tipo divisa, e positivas entre recuos e muros e o tipo torre, hoje o preferido pelo mercado imobiliário e &#8211; assim nos dizem &#8211; consumidores. De modo muito interessante, esses dois tipos parecem ter efeitos inversos e significativos sobre variáveis sociais e econômicas locais.</p>
<p>Outras faixas de acessibilidade têm resultados com variações eventualmente intrigantes, seguindo contudo a tendência dos sinais positivos e negativos encontrada acima, ainda que geralmente com menor intensidade. Os resultados mais detalhados (investigamos cerca de 30 variáveis arquitetônicas e urbanas e 10 variáveis socioeconômicas) acabam de ser publicados e apresentados em evento (8th International Symposium of Space Syntax), e já foi objeto de um<a title="A convergência de padrões na cidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/01/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/" target="_blank"> post aqui no Urbanidades</a>. O artigo está disponível no <a title="Urbanismo" href="http://urbanismo.arq.br/metropolis/" target="_blank">Urbanismo.arq.br</a> e na página do <a title="Grupo Infoarq" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=256" target="_blank">Grupo InfoArq</a>, vinculado à UFSC.Para os interessados, podemoa ainda disponibilizar nossa apresentação no evento.</p>
<p>O artigo é divido em duas partes: a primeira parte, teórica, discute o problema da relação entre padrões urbanos. O problema de que tratamos acima é o segundo tema do artigo: a relação entre um padrão urbano específico (a morfologia arquitetônica) e os padrões de distribuição de atividades económicas e de uso pedestre do espaço urbano . É essa parte que traz o que chamamos &#8220;os efeitos da morfologia arquitetônica&#8221;.</p>
<p>Estamos agora preparando o estudo de mais duas capitais brasileiras, Porto Alegre, conduzido por Julio Vargas, e Florianópolis, por Renato Saboya.</p>
<p>Reforçamos a urgência do problema e do seu debate.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Vinicius M Netto</strong> &#8211; UFF</p>
<p><strong>Renato Saboya</strong> &#8211; UFSC</p>
<p><strong>Julio Vargas</strong> &#8211; UFRGS</p>
<p><strong>Lucas Figueiredo</strong> &#8211; UFPB</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/02/02/tipos-arquitetonicos-e-vitalidade-urbana/">Tipos arquitetônicos e vitalidade urbana</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>A convergência de padrões na cidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/01/15/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 19:17:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[convergência]]></category>
		<category><![CDATA[padrões]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No início deste mês, apresentamos um artigo no 8o Space Syntax Symposium, que aconteceu em Santiago, no Chile. O artigo descreve os resultados iniciais de uma pesquisa que está sendo conduzida em conjunto por professores de quatro universidades federais. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/01/15/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">A convergência de padrões na cidade</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/01/15/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/">A convergência de padrões na cidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No início deste mês, apresentamos um artigo no 8o Space Syntax Symposium, que aconteceu em Santiago, no Chile. O artigo descreve os resultados iniciais de uma pesquisa que está sendo conduzida em conjunto por professores de quatro universidades federais, dentre os quais me incluo: Universidade Federal Fluminense &#8211; UFF (Prof. Vinicius de Moraes Netto), Universidade Federal do Rio Grande do Sul &#8211; UFRGS (Prof. Júlio C. Vargas), Universidade Federal da Paraíba &#8211; UFPB (Prof. Lucas Figueiredo) e Universidade Federal de Santa Catarina &#8211; UFSC (Prof. Renato Saboya).<span id="more-1019"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1020 alignnone" title="convergence_urbanidades" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-960x720.jpg 960w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/01/convergence_urbanidades.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O artigo pode ser dividido em duas partes. Na primeira exploramos o conceito de convergência entre padrões urbanos na cidade, um tema que, em muitos estudos, é visto como algo não problemático, ou seja, assumido como premissa sem que haja questionamento sobre sua validade para todos os contextos. É o caso, por exemplo, de boa parte da economia urbana, que assume haver relação direta e simultânea entre padrões de acessibilidade e padrões de distribuição do uso do solo.</p>
<p>Há também uma tendência a imaginar que essa relação direta acontece apenas em uma direção, no sentido de que alguns padrões influenciam outros, mas não são influenciados por eles ao mesmo tempo. A Sintaxe Espacial, por exemplo, defende que o padrão mais influente no sistema urbano é a configuração da malha urbana, &#8220;determinando&#8221; a distribuição de usos do solo, densidades e mesmo circulação de pedestres e veículos, bem como padrões de co-presença nos espaços públicos. Entretanto, dá pouca ênfase a como esses padrões podem também influenciar a configuração da malha.</p>
<p>Nós questionamos essas duas afirmações, argumentando que o processo de convergência entre padrões urbanos é complexo e não acontece instantaneamente, nem tampouco é unidirecional na sua rede de influências.</p>
<div class="olhos">Seria o tipo arquitetônico capaz de influenciar a vitalidade dos espaços públicos?</div>
<p>Na segunda parte do artigo, nós focamos em um par de padrões específicos, para estudar essas relações mútuas com maior profundidade. Interessa-nos examinar se a tipologia da edificação pode influenciar a vitalidade dos espaços públicos adjacentes a ela. Nesse sentido, dividimos as tipologias edilícias em três tipos (compacto, torre e híbrido) e comparamos com os níveis de movimentos de pedestres e ocorrência de usos comerciais. Entretanto, para poder comparar a variação desses dois padrões sem distorções graves, precisamos de alguma forma minimizar a influência da acessibilidade proporcionada pela malha urbana, o que foi feito através de uma metodologia criada especialmente para este artigo, chamada de faixas de acessibilidade.</p>
<p>O artigo completo pode ser baixado da página do <a title="Infoarq" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=256">Infoarq</a> e comentários, críticas e observações são bem-vindos.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/01/15/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/">A convergência de padrões na cidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>James Kunstler no TED &#8211; subúrbios americanos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/20/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 22:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Videos e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[form based codes]]></category>
		<category><![CDATA[permeabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=881</guid>

					<description><![CDATA[<p>Assista a palestra de James Howard Kunstler no TED Talks, falando sobre a suburbanização americana e a criação de espaços pelos quais as pessoas não sentem nenhum apego. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/20/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">James Kunstler no TED &#8211; subúrbios americanos</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante esta palestra (como, aliás, é comum no TED Talks) sobre a urbanização americana e os problemas criados pela suburbanização. Não conhecia o palestrante, mas gostei da forma como ele abordou o problema.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="James Kunstler: How bad architecture wrecked cities" width="990" height="557" src="https://www.youtube.com/embed/Q1ZeXnmDZMQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>(Se preferir, você pode assistir diretamente no <a href="http://www.ted.com/talks/lang/eng/james_howard_kunstler_dissects_suburbia.html" target="_blank">site do TED</a>, com direito a legendas em português)</p>
<p>Alguns momentos interessantes:</p>
<blockquote><p>[<em>Mostrando a imagem de um subúrbio americano</em>]Se você ficar em frente ao Wal-Mart, aqui, e olhar para a Loja Target naquela direção, você não consegue vê-la por causa da curvatura da Terra.</p></blockquote>
<blockquote><p>[<em>Mostrando a fachada cega e extensa da parte posterior do Boston City Hall</em>] Não há Prozac suficiente no mundo para fazer as pessoas sentirem-se bem passando por esse quarteirão.</p></blockquote>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/20/james-howard-kunstler-no-ted-talks-suburbios-americanos/">James Kunstler no TED – subúrbios americanos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Artigo &#8220;Urgência do planejamento&#8221; na Arquitextos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/artigo-urgencia-do-planejamento-na-arquitextos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Oct 2010 12:35:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentos urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[parâmetros urbanísticos]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=790</guid>

					<description><![CDATA[<p>Eu e o Prof. Vinicius de Moraes Netto, da Universidade Federal Fluminense (UFF), acabamos de publicar um artigo na revista Arquitextos fazendo uma crítica aos instrumentos atuais mais utilizados pelo planejamento urbano. Nele destacamos algumas incoerências entre a dinâmica urbana e esses instrumentos, que por isso acabam tendo eficácia limitada e às vezes até mesmo sendo nocivos à vida urbana. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/artigo-urgencia-do-planejamento-na-arquitextos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Artigo &#8220;Urgência do planejamento&#8221; na Arquitextos</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/artigo-urgencia-do-planejamento-na-arquitextos/">Artigo “Urgência do planejamento” na Arquitextos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu e o Prof. <a title="Urbanismo" href="http://www.urbanismo.arq.br/" target="_blank">Vinicius de Moraes Netto</a>, da Universidade Federal Fluminense (UFF), acabamos de publicar um artigo na revista <a title="Arquitextos" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/browse/arquitextos" target="_blank">Arquitextos </a>fazendo uma crítica aos instrumentos atuais mais utilizados pelo planejamento urbano. Nele destacamos algumas incoerências entre a dinâmica urbana e esses instrumentos, que por isso acabam tendo eficácia limitada e às vezes até mesmo sendo nocivos à vida urbana.</p>
<p><span id="more-790"></span><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-791" title="Fig 3 - Tipologias resultantes dos PDs" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-500x240.jpg" alt="" width="500" height="240" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-500x240.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-300x144.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-768x369.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs-200x96.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/10/Fig-3-Tipologias-resultantes-dos-PDs.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Esquema ilustrativo das possíveis tipologias resultantes da aplicação de um mesmo conjunto de parâmetros do zoneamento. A ocupação máxima permitida está indicada pelo volume translúcido. (Fonte: NETTO; SABOYA, 2010)<br />
</span></p>
<p>Um pequeno trecho:</p>
<blockquote><p>Os instrumentos de controle urbano definidos por nossos Planos Diretores têm sido duramente postos à prova – alguns diriam, com imensas dificuldades – face a desafios urbanos [&#8230;] Este artigo aponta algumas limitações dos instrumentos usuais de controle da ocupação urbana. Em seguida, argumenta pela possibilidade de inovação em direção a instrumentos capazes de definir diretrizes baseadas em análises mais rigorosas das condições materiais das ações dos atores no espaço urbano e de questões de desempenho urbano [&#8230;]. Os objetivos sugeridos por tais proposições incluem (i) a redução da imprecisão dos zoneamentos e outras prescrições excessivamente homogeneas, e (ii) o alinhamento entre instrumentos normativos e o entendimento das condições das transformações das cidades. Nossa intenção certamente não é reduzir o planejamento à aplicação de zoneamentos, mas enfatizar a necessidade de sofisticar a visão e aplicação de instrumentos de controle de ocupação urbana como um dos principais recursos do planejamento.</p></blockquote>
<h3>Referência bibliográfica:</h3>
<p>NETTO, Vinicius de Moraes; SABOYA, Renato. A urgência do planejamento: a revisão dos instrumentos normativos de ocupação urbana. <strong>Arquitextos &#8211; Vitruvius</strong>, n. 125.02, 2010. ISSN 1809-6298.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/10/20/artigo-urgencia-do-planejamento-na-arquitextos/">Artigo “Urgência do planejamento” na Arquitextos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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