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Espaços públicos

Este post é o resultado de uma pequena revisão de literatura sobre o tema dos espaços públicos (praças, parques, etc.), e pretende fazer uma síntese do assunto e remeter a outras referências úteis.

Importância dos espaços públicos

Os espaços públicos desempenham diversas funções para a cidade. Entre elas, estão:

  • Recreação;
  • “Respiro” para o ambiente urbano densificado;
  • Identidade para bairros ou até mesmo cidades inteiras;
  • Embelezamento do espaço urbano;
  • Possibilidade de interação e convívio social;

Uma classificação possível dos espaços públicos

Os espaços públicos podem ser classificados segundo seu porte, raio de abrangência e tipos de usos que abriga. Kelly e Becker (2000) apresentam a classificação proposta pela National Recreation and Park Association. Uma possível classificação, mais simples, adaptada desta última seria:

1. Espaços públicos de vizinhança, que são aqueles de pequeno porte e que atendem a um pequeno conjunto de quadras e lotes, servindo como unidade básica do sistema de espaços públicos e abrigando especialmente atividades relacionadas ao convívio e ao lazer cotidianos;

2. Espaços públicos de bairro, que são aqueles de médio porte e que atendem a um escopo maior de atividades, incluindo aquelas de interesse comunitário, de conservação ambiental e de recreação, entre outros;

3. Espaços públicos municipais, que são aqueles de grande porte e que atendem a todo o Município, podendo abrigar uma grande diversidade de atividades, especialmente aquelas relacionadas ao lazer esporádico e à preservação e conservação ambiental.

mark hillary - Trafalgar Square
Trafalgar Square – Londres – Foto: Mark Hillary

Diretrizes para a implementação

A mesma National Recreation and Park Association sugere as seguintes medidas e parâmetros para os espaços públicos (BERKE et al, 2006):

Tipo do espaço público Raio de abrangência Área
mini-parques menos de 400m 1.000 a 2.000m2 por 1.000 habitantes
de bairro 400 a 800m, de forma a servir até 5.00o pessoas 4.000 a 8.000m2 por 1.000 habitantes
municipais 1600 a 3.200m 20.000 a 32.000m2 por 1.000 habitantes

É possível perceber que esses valores parecem um pouco superdimensionados para os padrões brasileiros. De qualquer forma, valem como referência.

Alexander et al (1977) defendem a necessidade de praças pequenas, para que não fiquem ou pareçam desertas aos usuários. Segundo ele, duas pessoas podem se comunicar com relativo conforto a até 23m de distância (ou seja, enxergar os rostos uma da outra e ouvirem-se). Por isso, as praças não devem ser maiores que isso no seu menor lado, para manter uma ambiência interessante.

Com relação às áreas verdes, Alexander defende que estejam localizadas de forma que de qualquer habitação se tenha que caminhar no máximo 3 minutos para alcançá-la, o que equivale a uma distância de 230m aproximadamente. Para criar um mínimo de ambiência em meio ao verde, sua menor dimensão não pode ser menor que 45m, e sua área deve ser no mínimo de 0,5 hectare.

Sam Emerick - Curitiba - praca
Curitiba – Foto: Sam Emerick.

Jacobs (2000) também argumenta que não é possível conferir animação para uma quantidade muito grande de espaços públicos. Por isso, as áreas verdes defendidas pelo Movimento Moderno não funcionaram, tornando-se áreas vazias e sem apropriação por parte da população.

Assim, ela recomenda implantar os espaços públicos naqueles lugares onde já exista vida, pessoas passando e usos variados. “Se for no centro da cidade, deve ter lojistas, visitantes e transeuntes, além de funcionários. Se não for no centro, deve situar-se onde a vida pulse, onde haja movimentação de escritórios, atividades culturais, residências e comércio” (JACOBS, 2000, p. 110). Muitos bairros já têm esses lugares bem demarcados, mas é comum vermos duas situações: ou posicionam os espaços em lugares mais vazios, esperando dar-lhes animação, ou implementam nas áreas mais animadas, mas para isso acabam destruindo uma parte dessa diversidade, como por exemplo nas intervenções higienistas do século XX.

Referências:

ALEXANDER, Christopher; ISHIKAWA, Sara; SILVERSTEIN, Murray. A pattern language. New York: Oxford University Press, 1977.

BERKE, Philip; GODSCHALK, David R.; KAISER, Edward J.; RODRIGUEZ, Daniel. Urban land use planning. 5th edition. Urbana: University of Illinois Press, 2006.

JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

KELLY, Eric; BECKER, Barbara. Community planning: an introduction to the comprehensive plan. Washington: Island Press, 2000.

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5 Comments

  • […] um post anterior sobre espaços públicos, já comentei um pouco sobre as teorias de Jane Jacobs sobre os requisitos para que as praças e […]

  • Mateus Hidalgo disse:

    Primeiramente parabéns pelo site!

    Estou participando de um projeto de regularização fundiária e um dos pontos que estamos discutindo é o raio de atendimento dos equipamentos comunitários e a área a ser destinada a eles. Se por um lado a lei de parcelamentos fixa uma porcentagem mínima de área, por outro esse valor nem sempre é o adequado ou atingível, nos casos de regularização de áreas consolidadas.

    De qualquer maneira, relações de áreas e dimensões auxiliam muito no embasamento da proposta na destinação de áreas, assim como as distâncias de alcance dos equipamentos, com relação à distribuição deles (concentração de equipamentos ou um de grande porte centralizado versus sua pulverização em unidades menores).

    Assim sendo, ótimo post!

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  • Marina Manrique disse:

    :D
    Fantástico o site!!!

    Estava à procura de material relacionado aos parques/ planejamento/ gestão e … quando leio o post… “ALELUIA”…
    Os posicionamentos bem como muitas das questões abordadas por Jane Jacobs despertaram vários aspéctos que antes estavam, se não adormecidos, esquecidos!!!
    Detalhe… bibliografia!!! GRACIAS GRACIAS GRACIAS!!!

    Obrigada M.e.S.m.O !!!

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  • Juliana disse:

    Esse ALELUIA eu também senti lendo vários posts aqui. Vai ajudar muito no meu tcc. Sempre ouvia falar do blog, agora vou entrar sempre. =)

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