Renato Saboya

É preciso exigir dos construtores uma planta demonstrando que no solstício de inverno o sol penetrará em cada moradia, no mínimo 2 horas por dia. Na falta disso será negada a autorização para construir. Introduzir o sol é o novo e o mais imperioso dever do arquiteto. (LE CORBUSIER, Carta de Atenas, 1935 – ponto 26).

Dá pra imaginar o que aconteceria se um requisito desses fosse aprovado em um plano diretor aqui no Brasil? Qual seria a reação dos construtores? Imagino que não seria das mais favoráveis…

E, no entanto, por que não? Qual seria uma justificativa plausível para discordar desse requisito? Sugestões nos comentários…

VN:F [1.9.3_1094]
Avaliação: 0.0/5 (0 votos contabilizados)
Tags: , , , , , , , ,
Postado segunda-feira, setembro 22nd, 2008, 8:35 pm.
Categorias: planejamento urbano.

Um comentário

  1. Bruno disse:

    Os construtores encontrariam milhões de justificativas para discordar desse requisito. Diriam até que um plano diretor desses estaria emperrando o desenvolvimento econômico da cidade. Aliás, só sabem falar daquilo que diretamente afetam os seus bolsos. A impressão que se tem é que os conceitos ambientais, sociais e culturais de uma cidade foram abolidos do vocabulário. Culpa também nossa, arquitetos e urbanistas, que recuam ante as bobagens que fazem por aí e abaixam a cabeça mesmo vendo que estão fazendo tudo errado. Faltam profissionais orientadores e planejadores do ambiente urbano e não projetistas agindo como robôs programados para agirem sempre da mesma maneira.

    VA:F [1.9.3_1094]
    Avaliação: 0 (de 0 votos)

Comentar