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	<title>Urbanidades | Posts marcados como publicações - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como publicações - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>O Estatuto da Cidade comentado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 10:32:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[política urbana]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ajudando a divulgar… Com o objetivo de divulgar amplamente o Estatuto da Cidade em diversos países, a Aliança de Cidades e o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/14/o-estatuto-da-cidade-comentado/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O Estatuto da Cidade comentado</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ajudando a divulgar…<a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/est_comentado.jpg"><img decoding="async" style="display: inline; margin: 0px 0px 0px 15px; border: 0px;" title="est_comentado" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/04/est_comentado_thumb.jpg" border="0" alt="est_comentado" width="203" height="242" align="right" /></a></p>
<blockquote><p>Com o objetivo de divulgar amplamente o Estatuto da Cidade em diversos países, a Aliança de Cidades e o Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Programas Urbanos e com a participação de diversos colaboradores, elaboraram a publicação &#8220;O Estatuto da Cidade Comentado&#8221;. O livro aborda o conteúdo da Lei nº 10.257/01, com comentários feitos pela equipe da Secretaria Nacional de Programas Urbanos.</p>
<p>Também relata o processo de construção deste marco urbanístico, jurídico e social para a gestão da política urbana no Brasil, incorporando as diversas visões da sociedade. Para tanto, conta com textos de Ermínia Maricato, Evaniza Rodrigues, Benedito Roberto Barbosa, Mário Reali, Sérgio Alli, Edesio Fernandes e José Roberto Bassul.</p>
<p>O livro foi lançado no V Fórum Urbano Mundial e traduzido para os idiomas inglês e espanhol. A publicação pode ser acessada pelos sites do Ministério das Cidades e da Aliança de Cidades e em breve serão produzidos exemplares impressos.</p>
<p>Clique <a href="http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/programas-urbanos/biblioteca/plano-diretor/publicacoes-institucionais/o-estatuto-da-cidade-comentado">aqui</a> para acessar a publicação</p></blockquote>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/04/14/o-estatuto-da-cidade-comentado/">O Estatuto da Cidade comentado</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Kevin Lynch e a imagem da cidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/03/14/kevin-lynch-e-a-imagem-da-cidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 14:59:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigos clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[imagem da cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Lynch]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kevin Lynch é um dos grandes autores do Urbanismo, responsável por uma das obras mais famosas e mais influentes: A Imagem da Cidade. Nela, ele destaca a maneira como percebemos<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/14/kevin-lynch-e-a-imagem-da-cidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Kevin Lynch e a imagem da cidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Kevin Lynch é um dos grandes autores do Urbanismo, responsável por uma das obras mais famosas e mais influentes: <strong>A Imagem da Cidade</strong>. Nela, ele destaca a maneira como percebemos a cidade e as suas partes constituintes, baseado em um extenso estudo em três cidades norte-americanas, no qual pessoas eram questionadas sobre sua percepção da cidade, como estruturavam a imagem que tinham dela e como se localizavam.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/paris_01.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/paris_01_thumb.jpg" border="0" alt="paris_01" width="500" height="375" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Foto: </span></em><a href="http://www.flickr.com/photos/fenners/235003779/" target="_blank"><em><span style="font-size: xx-small;">Fenners 1984</span></em></a><em><span style="font-size: xx-small;">.</span></em></p>
<p>Lynch identificou, como principal conclusão, que os elementos que as pessoas utilizam para estruturar sua imagem da cidade podem ser agrupados em cinco grande tipos: caminhos, limites, bairros, pontos nodais e marcos.</p>
<p>Concluiu também que essa percepção é feita aos poucos, já que é impossível apreender toda a cidade de uma só vez. Portanto, o tempo é um elemento essencial. Além disso, verificou que nada é experimentado individualmente, e sim em relação a seu entorno. Elementos semelhantes, porém localizados em contextos diferentes, adquirem significados também diferentes.</p>
<p>Cada cidadão tem determinadas associações com partes da cidade, e a imagem que ele faz delas está impregnada de memórias e significados. Portanto, nem tudo pode ser generalizado, apesar da aparente “universalidade” dos 5 elementos identificados por Lynch.</p>
<h3>Conceitos principais</h3>
<p>Um dos conceitos básico trabalhados é o da <strong>legibilidade</strong>, entendido como a</p>
<p><span id="more-89"></span></p>
<blockquote><p>Facilidade com que cada uma das partes [da cidade] pode ser reconhecida e organizada em um padrão coerente” (LYNCH, 1960, p.2).</p></blockquote>
<p>É importante ter claro que a legibilidade a que Lynch se refere é aquela proveniente dos aspectos visuais da cidade, ou seja, não leva em consideração esquemas não-visuais tais como numeração de ruas ou outros sistemas que podem contribuir para a legibilidade mas não são ligados à imagem da cidade especificamente.</p>
<p>Estruturar e identificar o ambiente é uma habilidade vital para todos os animais que se movem e, por outro lado, a sensação de desorientação é angustiante para quem vivencia a cidade. Um ambiente legível oferece segurança e possibilita uma experiência urbana mais intensa, uma vez que a cidade explore seu potencial visual e expresse toda a sua complexidade.</p>
<p>Segundo Lynch, a percepção ambiental pode ser analisada segundo três componentes: estrutura, identidade e significado. A identificação de um objeto implica na sua distinção em relação a outras coisas, seu reconhecimento como uma entidade separada, ou seja, sua <strong>identidade</strong>. Além disso, a imagem da cidade deve incluir o padrão espacial ou a relação do objeto com o observador e com os outros objetos, oq ue Lynch chamou de <strong>estrutura</strong>.</p>
<p>Com relação ao <strong>significado</strong>, Lynch é mais cauteloso, não se aprofundando muito no conceito nem no seu estudo. A ênfase é, portanto, na identidade e na estrutura. Apesar disso, o autor argumenta que o objeto deve ter algum significado para o observador, seja prático ou emocional, e que isso está intimamente ligado à sua identidade e seu papel dentro de uma estrutura mais ampla.</p>
<p>Outro conceito importante de Lynch é a imageabilidade (imageablity, no original), entendida como a</p>
<blockquote><p>Qualidade de um objeto físico que lhe dá uma alta probabilidade de evocar uma imagem forte em qualquer observador. Refere-se à forma, cor ou arranjo que facilitam a formação de imagens mentais do ambiente fortemente identificadas, poderosamente estruturadas e altamente úteis. (LYNCH, 1960, p. 9)</p></blockquote>
<p>O conceito de imageabilidade, portanto, está ligado ao conceito de legibilidade, uma vez que imagens “fortes” aumentam a probabilidade de construir uma visão clara e estruturada da cidade.</p>
<blockquote><p>Uma cidade com imageabilidade (aparente, legível, ou visível), nesse sentido, seria bem formada, distinta, memorável; convidaria os olhos e ouvidos a uma maior atenção e participação. (LYNCH, 1960, p. 10)</p></blockquote>
<h3>A imagem da cidade e seus elementos</h3>
<p><strong>Caminhos (<em>paths</em>)</strong></p>
<blockquote><p>“São canais ao longo dos quais o observador costumeiramente, ocasionalmente, ou potencialmente se move. Podem ser ruas, calçadas, linhas de trânsito, canais, estradas-de-ferro” (LYNCH, 1960, p. 47).</p></blockquote>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image002.jpg"><img decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image002_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image002" hspace="12" width="95" height="95" align="left" /></a>Os caminhos foram considerados como os principais elementos estruturadores da percepção ambiental para a maioria das pessoas entrevistadas. Pelo fato de as pessoas perceberem a cidade enquanto se deslocam pelos caminhos, estes não apenas estruturam a sua experiência mas também estruturam os outros elementos da imagem da cidade.</p>
<p>Alguns caminhos específicos podem adquirir especial relevância na medida em que:</p>
<ul>
<li>Concentram um tipo especial de uso (ruas intensamente comerciais, por exemplo);</li>
<li>Apresentam qualidades espaciais diferenciadas (muito largo ou muito estreito, por exemplo);</li>
<li>Apresentam um tratamento intenso de vegetação;</li>
<li>Apresentam continuidade;</li>
<li>São visíveis de outras partes da cidade, ou possibilitam amplos visuais para outras partes da cidade;</li>
<li>Apresentam origem e destino bem claros.</li>
</ul>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image004.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image004_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image004" width="240" height="180" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Figura 1 – Av. Beiramar Norte – Florianópolis – SC. Fonte: IPUF.</span></em></p>
<p>Quando os principais caminhos não apresentam identidade, a imagem global da cidade é prejudicada.</p>
<p>As esquinas são pontos importantes na estrutura da cidade, já que representam uma decisão, uma escolha. Nesses pontos a atenção do observador tende a ser redobrada, e por isso elementos posicionados junto a essas intersecções tendem a ser mais facilmente notados e utilizados como referenciais.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image006.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image006_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image006" width="240" height="180" /></a><br />
<span style="font-size: xx-small;">Figura 2 – Rua de Barcelona. Autor: <a href="http://www.flickr.com/photos/javisitges/1478263161/" target="_blank">Giika</a>.</span></p>
<p><strong>Limites (<em>edges</em>)</strong></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image008.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image008_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image008" hspace="12" width="95" height="95" align="left" /></a>São elementos lineares constituídos pelas bordas de duas regiões distintas, configurando quebras lineares na continuidade. Os limites mais fortemente percebidos são aqueles não apenas proeminentes visualmente, mas também contínuos na sua forma e sem permeabilidade à circulação.</p>
<p>Podem ser considerados barreiras (rios, estradas, viadutos, etc.) ou como elementos de ligação (praças lineares, ruas de predestres, etc.). Podem ter qualidades direcionais, assim como os caminhos. Ao longo de um rio, por exemplo, sempre tem-se a noção de que direção se está percorrendo, uma vez que o lado do rio fornece essa orientação.</p>
<p>Outra característica dos limites é que eles podem ter um efeito de segregação nas cidades. Limites numerosos e que atuam mais como barreiras do que como elementos de ligação acabam separando execssivamente as partes da cidade, e prejudicando uma visão do todo.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image010.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image010_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image010" width="240" height="179" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Figura 3 – Charles River em Boston. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/wili/210236480/" target="_blank">Wili Hybrid</a>.</span></em></p>
<p><strong>Bairros (<em>districts</em>)</strong></p>
<p>Na concepção de Lynch, bairros são</p>
<blockquote><p>partes razoavelmente grandes da cidade na qual o observador “entra”, e que são percebidas como possuindo alguma característica comum, identificadora. (LYNCH, 1960, p. 66).</p></blockquote>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image012.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image012_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image012" hspace="12" width="94" height="94" align="left" /></a>Nesse ponto, é importante esclarecer que a tradução para bairros, ou mesmo para distritos, pode gerar confusão. O conceito de Lynch refere-se a uma área percebida como relativamente homogênea em relação ao resto da cidade ou, ao menos, como possuindo uma certa característica em comum que permite diferenciá-la do resto do tecido urbano. É, portanto, um critério visual, perceptivo, ao contrário do critério administrativo que define o conceito tradicional de bairro no Brasil. As considerações a seguir referem-se ao conceito adotado por Lynch.</p>
<div class="olhos">Os &#8220;Bairros&#8221; de Lynch não são limites administrativos.</div>
<p>As características que determinam os bairros podem ser das mais variadas naturezas: texturas, espaços, formas, detalhes, símbolos, tipos de edificação, usos, atividades, habitantes, grau de conservação, topografia, etc. Beacon Hill, em Boston, por exemplo (Fotos), foi reconhecida prlas ruas estreitas e inclinadas; casas antigas, de tijolos, em fita e de escala intimista; portas brancas; ruas e calçadas de paralelepípedo e tijolo; bom estado de conservação; e pedestres de classes sociais altas.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image014.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image014_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image014" width="88" height="140" /></a> <a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image016.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image016_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image016" width="105" height="140" /></a> <a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image018.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image018_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image018" width="210" height="140" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Figura 4 – Boston – Beacon Hill. Fotos: <a href="http://www.flickr.com/photos/the-o/2323111726/" target="_blank">David Paul Ohmer</a>; <a href="http://www.flickr.com/photos/ssegraves/426104866/" target="_blank">Stephan Segraves</a>; <a href="http://www.flickr.com/photos/pkeleher/362510929/" target="_blank">Paul Keheler</a>.</span></em></p>
<p>Os bairros desempenham papel importante na legibilidade da cidade, não apenas em termos de orientação, mas também como partes importantes do viver na cidade, e podem apresentar diferentes tipos de limites. Alguns são precisos, bem definidos. Outros são mais suaves, indefinidos. Da mesma forma, alguns podem ser “introvertidos”; outros, “extrovertidos”.</p>
<p><strong>Pontos nodais (<em>nodes</em>)</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image020.jpg" border="0" alt="clip_image020" hspace="12" width="95" height="95" align="left" />São pontos estratégicos na cidade, onde o observador pode entrar, e que são importantes focos para onde se vai e de onde se vem. Variam em função da escala em que se está analisando a imagem da cidade: podem ser esquinas, praças, bairros, ou mesmo uma cidade inteira, caso a análise seja feita em nível regional.</p>
<p>Pontos de confluência do sistema de transporte são nós em potencial, tais como estações de metrô e terminais de ônibus.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image022.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image022_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image022" width="240" height="192" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Figura 5 – Interseção de viadutos na China. Foto: <a href="http://www.edwardburtynsky.com/WORKS/China/Large_Images_Book/CHNA_CITY_02_05.htm" target="_blank">Edward Burtynsky</a>.</span></em></p>
<p>Outro tipo de nós que apareceram frequentemente nas entrevistas são as “concentrações temáticas”, tais como os centros puramente comerciais. Tais locais atuam como nós porque atraem muitas pessoas e são utilizadas como referenciais. A Pershing Square, em Los Angeles, também é um exemplo de nó, percebido como um local com características distintas, tais como a vegetação e as atividades que lá se realizam.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image024.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image024_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image024" width="240" height="180" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Figura 6 – Los Angele – Pershing Square. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/daquellamanera/166275930/" target="_blank">Daquella Manera</a>.</span></em></p>
<p>Lynch também concluiu que a forma espacial não é essencial para um nó, mas pode dotá-lo de maior relevância.</p>
<p><strong>Marcos</strong></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image026.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image026_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image026" hspace="12" width="95" height="95" align="left" /></a>São elementos pontuais nos quais o observador não entra. Podem ser de diversas escalas, tais como torres, domos, edifícios, esculturas, etc.</p>
<p>Sua principal característica é a singularidade, algum aspecto que é único ou memorável no contexto. Isso pode ser alcançado de duas maneiras: sendo visto a partir de muitos lugares, ou estabelecendo um contraste local com os elementos mais próximos.</p>
<p>Parecem ser mais usados pelas pessoas mais acostumadas à cidade, especialmente aqueles marcos menos proeminentes, menores, mais comuns. À medida que as pessoas se tornam mais conhecedoras da cidade, estas passam a se basear em elementos diferenciados, ao invés de se guiar pelas semelhanças, utilizando-se de pequenos elementos referenciais.</p>
<p>A localização em esquinas maximiza sua importância.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image028.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image028_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image028" width="237" height="180" /></a> <a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image030.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/KevinLyncheaimagemdacidade_A1F8/clip_image030_thumb.jpg" border="0" alt="clip_image030" width="248" height="180" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Figura 7 – Ópera de Sydney. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/tim_uk/384654410/" target="_blank">Tim Sheerman-Chase</a>; Catedral de S. Maria del Fiore – Florença. Fonte: Benevolo (1999)</span></em></p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>BENÉVOLO, Leonardo. <strong>História da Cidade</strong> . São Paulo: Perspectiva, 1999.</p>
<p>LYNCH, Kevin. <strong>The image of the city</strong>. Cambridge: The M.I.T. Press, 1960.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/03/14/kevin-lynch-e-a-imagem-da-cidade/">Kevin Lynch e a imagem da cidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Guia do facilitador no planejamento participativo</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/01/28/guia-do-facilitador-no-planejamento-participativo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 03:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este livro é um dos melhores que eu já li sobre métodos participativos. Escrito de uma forma muito simples, com muitos gráficos que facilitam o entendimento dos pontos de vista<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/01/28/guia-do-facilitador-no-planejamento-participativo/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Guia do facilitador no planejamento participativo</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.com/Facilitators-Participatory-Decision-Making-Jossey-Bass-Management/dp/0787982660/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1201478514&amp;sr=8-1"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none ; margin: 0px 0px 0px 10px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Guiadofacilitadornoplanejamentoparticipa_AD22/facilitators_guide_thumb.jpg" border="0" alt="facilitators_guide" width="169" height="217" align="right" /></a> Este livro é um dos melhores que eu já li sobre métodos participativos. Escrito de uma forma muito simples, com muitos gráficos que facilitam o entendimento dos pontos de vista apresentados, o livro &#8220;<a href="http://www.amazon.com/Facilitators-Participatory-Decision-Making-Jossey-Bass-Management/dp/0787982660/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1201478514&amp;sr=8-1" target="_blank">Facilitator&#8217;s guide to participatory decision-making</a>&#8220;, de Kaner et al (1996), dá uma geral sobre o processo participativo, destacando suas etapas e algumas ferramentas a serem utilizadas.</p>
<p>Kaner et al argumentam que um processo participativo de tomada de decisões deve envolver três fases:</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/01/kaner_1996.jpg" target="_blank"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/01/kaner_1996_tn.jpg" alt="planejamento participativo" width="360" height="150" /></a></p>
<p><span id="more-75"></span><br />
Na <strong>Zona Divergente</strong> deve-se buscar ampliar os elementos com os quais se trabalha, sem a preocupação em avaliar se são pertinentes ou não, nem de estruturar as informações para melhorar o entendimento. Essa etapa constitui-se de três atividades principais: reconhecer o território, na qual os diferentes pontos de vista são coletados; buscar alternativas, na qual possíveis soluções não usuais são procuradas; e coletar pontos problemáticos, na qual deve ser estimulada a opinião acerca dos pontos mais ameaçadores com relação ao assunto que está sendo discutido.</p>
<p>Em outras palavras, é uma etapa em que deve-se estimular o livre pensamento sobre o assunto, na forma de brainstorm, sem atitude crítica sobre o que está sendo dito. A intenção é ampliar as alternativas e trazer a possibilidade de idéias criativas.</p>
<p>Na <strong>Zona de Discussão</strong>, o esforço deve ser no sentido de construir um entendimento compartilhado por todos, de forma que os diferentes pontos de vista possam ser entendidos, ainda que não haja concordância com relação a eles. Ela compõe-se de duas atividades: criação de um contexto compartilhado, na qual devem ser utilizadas dinâmicas que promovam o entendimento mútuo dos pontos de vistas dos participantes; e reforço dos relacionamentos, com vistas a fazer com que os participantes se conheçam melhor, facilitando assim a comunicação.</p>
<p>Em minha experiência pessoal, algumas surpresas aconteceram nessa fase. Muitas vezes, o nível de consenso sobre assuntos considerados potencialmente polêmicos era muito maior do que o esperado. Ou seja, descobrimos que havia mais pontos em comum entre atores aparentemente antagônicos do que supúnhamos a princípio.</p>
<p>Em outros momentos, percebemos que a simples &#8220;circulação&#8221; de informações sobre o Município já trouxe avanços significativos. Certa vez, na etapa de elaboração da pré-proposta de um plano diretor, uma senhora nos disse que já estava colocando o plano em ação (plano este que ainda não estava pronto, bem entendido). Sua explicação foi que as idéias levantadas nas etapas anteriores alcançaram consenso suficiente para serem colocadas em prática antes mesmo que o plano ficasse pronto.<br />
Na <strong>Zona Convergente</strong> deve-se discutir as alternativas de forma que estas contemplem todos os interesses e preocupações envolvidos. As atividades que a compõem são: exploração de princípios inclusivos, em que alguns artifícios para incorporar os interesses nas alternativas são trabalhados; reenquadramento criativo, na qual deve ser feito um esforço para ver o problema sob um ponto de vista diferente; e reforço das boas idéias, na qual as soluções devem ser avaliadas e refinadas aos poucos para alcançar o melhor resultado possível.</p>
<p>A grande &#8220;sacada&#8221; desse livro foi propor esse modelo de participação no qual a etapa do conflito não foi negada. Pelo contrário, ela foi reconhecida como fundamental para o processo participativo, devendo inclusive ser sustentada pelo facilitador enquanto não houver entendimento mútuo sobre os diversos pontos de vista. Normalmente, a atitude do facilitador é exatamento o contrário, tentando &#8220;abafar&#8221; os conflitos e as discussões em nome de uma suposta &#8220;objetividade&#8221;.</p>
<p>Excelente leitura.</p>
<p>Você também tem sugestões de livros sobre planejamento participativo? Deixe-a nos comentários!</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/01/28/guia-do-facilitador-no-planejamento-participativo/">Guia do facilitador no planejamento participativo</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Ajuste de terras</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/01/11/ajuste-de-terras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 03:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ajuste de terras]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentos urbanísticos]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[política urbana]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um instrumento que pode ser útil para a realidade está ilustrado nesta reportagem sobre ajuste de terras. Ele funciona através do redimensionamento, reposicionamento e redesenho dos lotes de uma determinada<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/01/11/ajuste-de-terras/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Ajuste de terras</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um instrumento que pode ser útil para a realidade está ilustrado <a href="http://www.japao.org.br/modules/news/article.php?storyid=245" target="_blank">nesta reportagem sobre ajuste de terras</a>. Ele funciona através do redimensionamento, reposicionamento e redesenho dos lotes de uma determinada área para melhorar a qualidade urbana do local, trazendo melhorias estruturais.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ajustedeterras_B8D/LRJapan1000.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Ajustedeterras_B8D/LRJapan1000_thumb.jpg" border="0" alt="LRJapan1000" width="364" height="264" /></a><br />
<em>Fonte: <a href="http://www.japao.org.br/modules/news/article.php?storyid=245">Portal Japão</a>.</em></p>
<p>Aparentemente, é o instrumento ideal para áreas onde o parcelamento é problemático, nas quais os lotes possuem formas de difícil aproveitamento e o sistema viário está comprometido, com largura insuficiente e poucas conexões.</p>
<p>O ajuste permite que cada proprietário contribua com um pequeno pedaço de terra para áreas públicas (verdes, comunitárias e do sistema viário) e, ao final, ainda ganhe com a constituição de um lote mais equilibrado e melhor infra-estruturado.</p>
<p>A idéia é interessante e merece ser melhor estudada. Tive acesso a um livro publicado sobre o assunto, de autoria de Felipe Francisco de Souza, chamado &#8220;Land Readjustment e Operações Urbanas Consorciadas”. Em breve farei um post mais longo comentando sobre o livro e o instrumento.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/01/11/ajuste-de-terras/">Ajuste de terras</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Plano diretor como trabalho de graduação</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/01/09/plano-diretor-como-trabalho-de-graduacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jan 2008 03:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Olá, Renato Desculpe invadir seu scrapbook, mas não poderia deixar de dizer que adorei o site Urbanidades. Estava a procura de algum site assim, pela internet. Hoje em dia, na<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/01/09/plano-diretor-como-trabalho-de-graduacao/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Plano diretor como trabalho de graduação</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Olá, Renato</p></blockquote>
<blockquote><p>Desculpe invadir seu scrapbook, mas não poderia deixar de dizer que adorei o site Urbanidades. Estava a procura de algum site assim, pela internet. Hoje em dia, na maioria dos lugares, as informações são confusas e até mesmo duvidáveis. Gostei muito, e estarei sempre atenta às sua publicações.</p></blockquote>
<blockquote><p>Bom, eu sou estudante de arquitetura e estou fazendo o planejamento do meu trabalho de graduação. O meu desejo maior é fazer um Plano Diretor para um pequeno município, ou um plano de modificações urbanas visando a qualidade urbana de um município assim. Acredito que a idéia seja interessante, mas ainda estou um pouquinho perdida sobre como e por onde começar. É um assunto muito, muito grande, e as informações sobre esse assunto na faculdade ainda é limitado. Você saberia me dar uma pista, ou pelo menos me dizer como posso dar o primeiro passo?</p></blockquote>
<blockquote><p>Obrigada pela atenção.<br />
Tenha um ótimo ano novo. :o)<br />
Ficarei de olho no site.</p>
<p>Atenciosamente,<br />
Candice Valente.</p></blockquote>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/efd51cf07b91_BD1/WeeplanetsAlexandreDuretLutz05.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/efd51cf07b91_BD1/WeeplanetsAlexandreDuretLutz05_thumb.jpg" style="border: 0px none " alt="Wee planets - Alexandre Duret-Lutz - 05" border="0" height="290" width="380" /></a><br />
<font size="2">Foto: </font><a href="http://www.flickr.com/photos/gadl/242485110/in/set-72157594279945875/" target="_blank"><font size="2">Alexandre Duret-Lutz</font></a></p>
<p><span id="more-61"></span></p>
<p>Olá Candice! Obrigado pelos elogios e pelo interesse no site.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/01/desafios.jpg" style="margin: 0px 0px 0px 15px" align="right" border="0" height="162" width="240" />Respondendo à tua pergunta, fazer um Trabalho final de graduação com um tema tão complexo como planos diretores é um desafio e tanto. Eu recomendo encará-lo apenas se você já tem alguma experiência sobre o assunto, ou uma boa base construída em outras disciplinas de planejamento urbano e urbanismo. E, de preferência, que tenha tempo suficiente para fazê-lo (considero tempo suficiente, no mínimo, dois semestres).</p>
<p>Bom, caso você se decida por enfrentar esse desafio, então eu tenho algumas dicas:</p>
<p>1) Entenda muito claramente a natureza de um plano e, mais especificamente, de um plano diretor. Estou me referindo principalmente à <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/plano-e-projeto/" target="_blank">diferença entre plano e projeto</a>, que costuma confundir e prejudicar muitos trabalhos de graduação com os quais tenho tomado contato. Não tente fazer um daqueles trabalhos que se propõem a fazer um plano diretor e acabam propondo no final, inexplicavelmente, um centro multiuso ou coisa do gênero. Um plano deve ser uma orientação para o desenvolvimento futuro, e não um projeto específico. <a href="http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp374.asp" target="_blank">Este artigo </a>também pode te ajudar.</p>
<p>2) Entenda os dois principais instrumentos à sua disposição para compor um plano diretor: estratégias e <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/11/zoneamento-e-planos-diretores/" target="_blank">zoneamento</a> (incluindo aí o macrozoneamento). Sobre as estratégias existe uma ampla literatura do planejamento estratégico, que pode te ajudar. Sobre o zoneamento, além do post citado existe outro que fala sobre a <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/12/taxa-de-ocupacao-e-coeficiente-de-aproveitamento/" target="_blank">taxa de ocupação e o índice de aproveitamento</a>. Dois artigos interessantes são &#8220;<a href="http://www.cepam.sp.gov.br/v11/cepam30anos/pdf/Cap%202/4artigo%203%20-%20Antonio%20Claudio.pdf" target="_blank">Conteúdo e Tipologia de Planos Diretores</a>&#8220;, de Antônio Cláudio Moreira, e &#8220;<a href="http://www.cepam.sp.gov.br/v11/cepam30anos/pdf/Cap%202/4artigo%204%20-%20Domingos.pdf" target="_blank">Problemas e Desafios do Controle do Uso do Solo</a>&#8220;, de Domingos Azevedo Netto.</p>
<p>3) Complementando os dois primeiros itens, pesquise diretamente sobre o tema, lendo exemplos concretos de planos diretores. A <a href="http://urbanidades.arq.br/banco-de-planos-diretores/" target="_blank">página sobre planos diretores</a> deste blog tem algumas referências, mas o Google achará muitos mais, com certeza. Um que eu recomendo especialmente é o de Santo André &#8211; SP.</p>
<p>4) Conheça a legislação pertinente. Esse item é essencial para você não correr o risco de tornar frágil seu trabalho contrariando alguma lei importante. Apesar de haver muitas legislações importantes, eu destaco as seguintes:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.estatutodacidade.org.br/download/guia.html" target="_blank"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/efd51cf07b91_BD1/capa_guia_estatuto.jpg" style="border: 0px none ; margin: 0px 0px 0px 15px" alt="capa_guia_estatuto" align="right" border="0" height="244" width="182" /></a>Estatuto da Cidade; (sugestão: leia o <a href="http://www.estatutodacidade.org.br/download/guia.html" target="_blank">Guia do Estatuto</a>, que comenta a lei e traz informações importantes sobre a nova forma de se fazer planejamento)</li>
<li>Lei 6766 &#8211; Parcelamento do solo;</li>
<li>Lei 4771 &#8211; Código Florestal (especialmente no que diz respeito às APPs);</li>
<li>Resoluções do Conselho das Cidades (especialmente 25 e 34).</li>
</ul>
<p>Quanto ao zoneamento ecológico-econômico que você mencionou em outra mensagem, é essencial que você tenha uma idéia sobre as condições ambientais da área que está sendo planejada, uma vez que ela será determinante para definir onde pode ser adensado e onde não pode, necessitando de preservação.</p>
<p>Entretanto, em uma situação real isso seria muito provavelmente objeto de estudo de um outro profissional, geógrafo, biólogo, ou outro. No caso de um trabalho acadêmico a multidisciplinaridade fica prejudicada, o que não impede, entretanto, que você busque apoio com professores de outras áreas pelo menos para mostrar que você reconhece a importância do assunto, ainda que não seja possível aprofundar nele. O que você deve aprofundar, no caso de um trabalho de arquitetura e urbanismo, na minha opinião, são os resultados espaciais das estratégias e demais diretrizes adotadas pelos planos, em termos de densidades, tipologias, traçado viário, distribuição de equipamentos urbanos e de centralidades, usos do solo, etc.</p>
<p>Bom, espero ter ajudado um pouco. Outras dúvidas podem ser colocadas nos comentários abaixo e, na medida do possível, tentarei responder.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/01/09/plano-diretor-como-trabalho-de-graduacao/">Plano diretor como trabalho de graduação</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Mobilidade por bicicleta</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/10/15/mobilidade-por-bicicleta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 02:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[tráfego]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Ministério das Cidades Foto: gadjoboy Caderno de Referência para Elaboração de Plano de Mobilidade por Bicicleta nas Cidades O Ministério das Cidades, no processo de implementação da Política de<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/10/15/mobilidade-por-bicicleta/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Mobilidade por bicicleta</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Fonte: <a href="http://www.cidades.gov.br/index.php?option=content&amp;task=view&amp;id=2957&amp;Itemid=0" target="_blank">Ministério das Cidades</a></p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mobilidadeporbicicleta_96B/bike_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mobilidadeporbicicleta_96B/bike_01_thumb.jpg" border="0" alt="bike_01" width="240" height="180" /></a><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">Foto: </span></em><a href="http://www.flickr.com/photos/gadjoboy/118215613/" target="_blank"><em><span style="font-size: xx-small;">gadjoboy</span></em></a></p>
<blockquote><p><strong>Caderno de Referência para Elaboração de Plano de Mobilidade por Bicicleta nas Cidades </strong>O Ministério das Cidades, no processo de implementação da Política de Mobilidade Urbana para a Construção de Cidades Sustentáveis, busca a inclusão social, a sustentabilidade ambiental, a gestão participativa e a eqüidade no uso do espaço público.</p></blockquote>
<p><span id="more-45"></span></p>
<blockquote><p>Analisando a realidade das cidades brasileiras, a SeMob – Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana – verificou o uso crescente da bicicleta como meio de transporte não somente para atividades de lazer, mas por motivo de trabalho e estudo, e considera fundamental que seja dado a este modo de transporte o tratamento adequado ao papel que ele desempenha nos deslocamentos urbanos de milhares de pessoas. Isto exige políticas públicas específicas que devem ser implementadas pelas três esferas de governo.Após o estabelecimento das diretrizes da Política Nacional da Mobilidade Urbana, discutidos no processo da Conferência das Cidades, a SeMob implementou um fórum para discussão do Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta – Bicicleta Brasil, lançado em setembro de 2004, no qual foi discutida uma política específica para o transporte cicloviário no Brasil.<a href="http://www.flickr.com/photos/tobysterling/864518573/" target="_blank"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Mobilidadeporbicicleta_96B/ciclovia_01.jpg" border="0" alt="ciclovia_01" width="180" height="134" align="right" /></a> A inclusão da bicicleta nos deslocamentos urbanos deve ser considerada elemento fundamental para a implantação do conceito de Mobilidade Urbana para construção de cidades sustentáveis, como forma de redução do custo da mobilidade das pessoas e da degradação do meio ambiente. Sua integração aos modos coletivos de transporte é possível, principalmente com os sistemas de alta capacidade, o que já tem ocorrido, mesmo que espontaneamente, em muitas grandes cidades.Este &#8220;Caderno de Referência para elaboração de Plano de Mobilidade por Bicicleta nas Cidades&#8221; representa um esforço da SeMob em fornecer subsídios para os municípios que têm intenção de implantar um plano cicloviário, integrado aos demais modos existentes, formando uma rede de transporte. Portanto, ele servirá como um importante instrumento para a formulação e desenvolvimento da mobilidade urbana devendo considerar-se as características locais e regionais, sempre com a participação da sociedade, sobretudo das organizações de usuários de bicicletas.<strong> </strong></p></blockquote>
<p><a title="Caderno Mobilidade" href="http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/transporte-e-mobilidade/biblioteca/caderno-de-referencia-para-elaboracao-de-plano-de-mobilidade-por-bicicleta-nas-cidades" target="_blank">Clique aqui</a> para acessar a publicação.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/10/15/mobilidade-por-bicicleta/">Mobilidade por bicicleta</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Sintaxe Espacial</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/09/03/sintaxe-espacial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Sep 2007 02:16:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Bill Hillier]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[segregação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[sintaxe espacial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criada por Bill Hillier e seus colaboradores da Universidade de Londres, no começo da década de oitenta, a Teoria da Sintaxe Espacial busca descrever a configuração do traçado e as<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/09/03/sintaxe-espacial/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Sintaxe Espacial</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_07.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none; margin: 0px 0px 0px 15px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_07_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_07" width="180" height="180" align="right" /></a> Criada por Bill Hillier e seus colaboradores da Universidade de Londres, no começo da década de oitenta, a Teoria da <a href="http://www.spacesyntax.org/" target="_blank">Sintaxe Espacial</a> busca descrever a configuração do traçado e as relações entre espaço público e privado através de medidas quantitativas, as quais permitem entender aspectos importantes do sistema urbano, tais como a acessibilidade e a distribuição de usos do solo.</p>
<p>Desde que foi criada, a análise sintática foi aplicada nos mais diversos lugares do mundo, obtendo resultados positivos quanto às análises realizadas e às correlações obtidas. Esses resultados aplicaram-se a situações bastante diversas, tais como Londres, Atenas e algumas cidades islâmicas. No Brasil, o método já foi aplicado em Porto Alegre, Recife, São José (SC)  e em Brasília e nas suas cidades-satélites, entre outros lugares.</p>
<p><span id="more-33"></span></p>
<h3><strong>Conceitos básicos da Sintaxe Espacial</strong></h3>
<p><strong>Linhas axiais</strong></p>
<p>Linhas axiais são as maiores linhas retas capazes de cobrir todo o sistema de espaços abertos de um determinado recorte urbano (HILLIER; HANSON, 1984). Juntamente com os espaços convexos, elas são a unidade básica de análise utilizada pela Sintaxe Espacial. Os espaços convexos, entretanto, não têm sido tão frequentemente utilizados, talvez por despenderem maior quantidade de esforços para serem confeccionados.</p>
<p><strong>Integração</strong></p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_08.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none ; margin: 0px 0px 0px 15px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_08_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_08" width="180" height="180" align="right" /></a> Das medidas possíveis de análise sintática, a principal é a chamada “Integração”. Ela é útil na previsão de fluxos de pedestres e veículos e no entendimento da lógica de localização de usos urbanos e dos encontros sociais. A medida de integração mede o quão “profunda”, ou distante, uma linha axial está de todas as outras linhas do sistema (HILLIER et al, 1993).</p>
<p>O conceito de profundo leva em consideração a distância topológica, e não a distância métrica. Sendo assim, todos os eixos diretamente conectados a uma determinada linha estão a um passo topológico dela. As linhas diretamente conectadas a esses eixos estão a dois passos topológicos da primeira, e assim por diante. A profundidade média de uma linha axial (MD) é, portanto, obtida pela somatória das profundidades de todas as linhas axiais em relação a ela, dividida pelo número total de linhas menos um:</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/clip_image002.gif"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/clip_image002_thumb.gif" alt="clip_image002" width="95" height="69" /></a></p>
<p>Onde:</p>
<p>MD<sub>i</sub> = Profundidade média do espaço i;<br />
d<sub>ij</sub> = Profundidade da linha j em relação à linha i;<br />
k = Número total de espaços do sistema.</p>
<div class="olhos">Vias mais &#8220;rasas&#8221; estão mais próximas das outras, portanto diz-se que são mais integradas. Vias mais &#8220;profundas&#8221; em relação às outras são ditas segregadas.</div>
<p>Mais importante que entender a fórmula, entretanto, é entender a lógica do cálculo da medida de integração. Ela define que linhas axiais mais &#8220;rasas&#8221;, isto é, mais próximas das outras linhas do sistema, são consideradas linhas mais <strong>integradas</strong>. Por outro lado, aquelas linhas mais &#8220;profundas&#8221;, ou seja, mais distantes das outras linhas do sistema, são consideradas <strong>segregadas</strong>. A partir da profundidade média é calculada a integração de cada linha axial, De acordo com Hillier e Hanson (1984), linhas axiais com valores de integração superior a 1,67 podem ser consideradas altamente integradas, enquanto que aquelas com valor inferior a 1 podem ser consideradas como segregadas.</p>
<p><strong>Núcleo integrador</strong></p>
<p>Corresponde às linhas mais integradas do sistema. Dependendo do número total de linhas, pode ser 50%, 25%, 10% ou até mesmo uma porcentagem menor de linhas, em casos de sistemas muito grandes. Conforme Hillier e Hanson (1984, p.115),  é sempre interessante ver onde estão as linhas mais integradas e como elas se relacionam no sistema; mas mais importante é que tipo de padrão é formado pelos espaços mais integrados (é uma estrutura em árvore? ou em grelha? abrange toda a cidade ou apenas uma parte dela? e assim por diante).</p>
<p><strong>Movimento Natural</strong></p>
<div class="olhos">Os usos seguem a configuração, e não o contrário.</div>
<p>O Movimento Natural pode ser entendido como a parcela do movimento total de pedestres em uma rede de espaços públicos determinada apenas pela sua estrutura configuracional, independente da presença ou não de atratores (HILLIER, 1996). Ou seja, o movimento natural é o movimento de pessoas que é determinado apenas pela configuração das ruas e praças, pela forma como as ruas estão conectadas ou não, se possuem continuidade, se realizam ligações importantes entre pontos da cidade, e assim por diante. Hillier et al (1993) argumentam que a configuração do traçado, por si só, já gera um padrão de movimentação pela cidade, e esse padrão é o principal definidor de outros elementos do sistema urbano, como por exemplo o uso do solo.</p>
<p>Aprofundando esse ponto, Hillier et al (1993) indica que os usos urbanos são posteriores à configuração, e que atuam como multiplicadores dos padrões de movimento natural. Portanto, a quantidade de pedestres em áreas comerciais é o produto da combinação entre a estrutura configuracional e a atração exercida pelas atividades exercidas nas edificações (comércio, residência, indústrias, etc.). Em outras palavras, isso equivale a dizer que os usos comerciais (para dar um exemplo) tendem a instalar-se em espaços com alta integração, pois esses espaços possuem já um movimento (natural) de pessoas. Ao instalar-se, eles passam a atrair ainda mais pessoas, aumentando exponencialmente a quantidade original trazida pela configuração.</p>
<p>Isso serve para desmascarar uma falácia muito comum nos projetos de urbanismo, que é a de querer colocar comércio em determinadas áreas &#8220;para atrair movimento&#8221;. O comércio, por si só, não atrai movimento, apenas quando está localizado em áreas que naturalmente concentram maior número de pessoas. Tentar prever usos comerciais em áreas segregadas, que não têm a vocação para atrair pessoas, não dará certo.</p>
<p><strong>Conectividade</strong></p>
<p>Conectividade de uma linha axial é a quantidade de linhas que a interceptam, ou seja, a quantidade de linhas que estão a uma profundidade igual a 1 a partir dessa linha. Essa medida é interessante para dar uma visão mais clara do papel que uma linha axial desempenha dentro do sistema. Linhas com alta conectividade tendem a ter um papel importante, uma vez que potencialmente promovem acesso a um grande número de outras linhas axiais.</p>
<p><strong>Integração local</strong></p>
<p>A integração local, ou de raio limitado, é calculada da mesma maneira que a integração global, com a diferença que a profundidade média é obtida apenas para as linhas localizadas dentro de um determinado limite de passos topológicos. Assim, ela é adequada para análises de centralidades locais, ou seja, para identificar aquelas áreas com potencial para funcionar como estruturadoras de centralidades de bairros.</p>
<h3>Aplicações da Sintaxe Espacial</h3>
<p>A Sintaxe Espacial pode ser aplicada em diversos estudos no meio urbano, entre eles:</p>
<ul>
<li>acessibilidade;</li>
<li>coesão e exclusão social</li>
<li>segurança;</li>
<li>áreas comerciais.</li>
</ul>
<p>O site oficial da vertente comercial da <a href="http://www.spacesyntax.com/" target="_blank">Sintaxe Espacial</a> mostra vários exemplos da utilização da Sintaxe em estudos urbanos. Um deles é em Brixton, onde foi feito um estudo para revitalizar uma área central. A Sintaxe mostrou que a área dependia excessivamente de uma rota principal, mantendo outras áreas segregadas, o que impedia o comércio de se instalar. A partir dissso, foram propostas outras conexões para o tecido urbano, de forma a criar novas localizações de interesse para o comércio local.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_01_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_01" width="180" height="180" /> </a><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_02_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_02" width="180" height="180" /></a><br />
<em>Situação antes do estudo | <em>Situação proposta a partir do estudo.</em></em></p>
<p align="left">No Brasil, um exemplo da utilização da Sintaxe Espacial foi a leitura técnica realizada para o Plano Diretor de São José &#8211; SC. A análise mostrou que o município é altamente segregado, confirmando as reclamações dos moradores ouvidos nos eventos de leitura comunitária. A análise, entretanto, possibilitou um entendimento mais aprimorad dessa segregação, e deu pistas importantes de como superá-la. O mapa da integração global e o mapa destacando as linhas mais integradas e as mais segregadas mostram claramente a grande diferenciação entre as partes da cidade.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_05.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_05_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_05" width="240" height="191" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_06.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_06_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_06" width="240" height="191" /></a></p>
<p>Os gráficos abaixo mostram de maneira ainda mais clara a diferença entre os bairros mais segregados e os mais integrados:</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_03_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_03" width="240" height="143" /></a><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_04.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border: 0px none " src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/SintaxeEspacial_13836/sintaxe_04_thumb.jpg" border="0" alt="sintaxe_04" width="240" height="143" /></a></p>
<p>Os bairros situados a oeste são aqueles com menor integração global, o que significa que estão mais distantes dos outros bairros, se analisado o sistema urbano como um todo. Esses bairros podem, portanto, ser considerados segregados com relação à cidade, que traz prejuízos não apenas em termos de deslocamentos (que tendem a ser consideravelmente maiores), mas também cria dificuldades às possibilidades de interação social com os outros bairros da cidade.</p>
<p>Como conclusões, foi possível prever uma estruturação do sistema viário cujos principais objetivos foram promover a integração entre os bairros e aumentar a integração daqueles mais segregados atualmente, através de vias arteriais que estabelecessem uma estruturação para a área.</p>
<p>Em tempo: o livro &#8220;<a href="http://space.moodia.com/tool-links/downloads/space-is-the-machine.aspx" target="_blank">Space is the Machine</a>&#8220;, de Bill Hillier, está disponível em pdf. Vale o download, já que o livro é uma referência importante para a teoria da Sintaxe Espacial, aprofundando os conceitos e metodologias explorados no &#8220;Social Logic of Space&#8221;.</p>
<p><strong>Referências bibliográficas:</strong></p>
<p>HILLIER, Bill; HANSON, Julienne. <strong>The social logic of space</strong>. Cambridge: Cambridge University Press, 1984.</p>
<p>HILLIER, Bill; PENN, A.; HANSON; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. <strong>Environment and Planning B</strong>, v. 20, p. 29-66, 1993.</p>
<p>HILLIER, Bill. <strong>Space is the machine</strong>. Cambridge: Cambridge University Press, 1996.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/09/03/sintaxe-espacial/">Sintaxe Espacial</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Cartilha Plano Diretor Sebrae</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/08/20/cartilha-plano-diretor-sebrae/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Aug 2007 22:23:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Navegando pela Internet à procura de novas referências sobre Planos Diretores, encontrei uma cartilha interessante elaborada pelo Sebrae, que dá informações básicas sobre o Estatuto da Cidade e os Planos<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/08/20/cartilha-plano-diretor-sebrae/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Cartilha Plano Diretor Sebrae</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/CartilhaPlanoDiretorSebrae_10C26/cartilha_sebrae_01.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/CartilhaPlanoDiretorSebrae_10C26/cartilha_sebrae_01_thumb.jpg" style="border: 0px none ; margin: 0px 0px 0px 10px" alt="cartilha_sebrae_01" align="right" border="0" height="240" width="169" /></a> Navegando pela Internet à procura de novas referências sobre Planos Diretores, encontrei uma <a href="http://www.sebrae.com.br/br/download/cartilha_plano_diretor.pdf" target="_blank">cartilha interessante</a> elaborada pelo <a href="www.sebrae.com.br" target="_blank">Sebrae</a>, que dá informações básicas sobre o Estatuto da Cidade e os Planos Diretores sob uma ótica nem sempre enfatizada nas outras publicações do gênero: o  desenvolvimento econômico.</p>
<p>Com a importância dada à gestão democrática, à função social da propriedade e à proteção e preservação do meio-ambiente, os aspectos econômicos muitas vezes são vistos como &#8220;vilões&#8221; do processo, talvez por serem frequentemente relacionados ao lado negro da indústria da construção civil e às consequências que a ocupação desenfreada das cidades vêm trazendo para as pessoas.</p>
<p>Mas, por outro lado, é importante pensar também no desenvolvimento econômico, até mesmo para que se possa estudar maneiras de viabilizar crescimento sem devastação, poluição, tráfego e outras consequêncas nefastas.</p>
<p>O conteúdo da cartilha é bem feito, usa uma linguagem clara e acessível, e se esforça para convencer o leitor da importância de participar da elaboração do plano.</p>
<blockquote><p>O plano diretor deve, após análise da realidade do município, destinar espaços e fixar parâmetros de urbanização que viabilizem e ordenem as atividades econômicas.</p>
<p>Além disso, o plano pode estabelecer estratégias e políticas de incentivo às atividades consideradas prioritárias, geradoras de emprego e renda. Neste contexto ganham importância os micro e pequenos negócios, formais e informais.</p></blockquote>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/CartilhaPlanoDiretorSebrae_10C26/cartilha_sebrae_02.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/CartilhaPlanoDiretorSebrae_10C26/cartilha_sebrae_02_thumb.jpg" alt="cartilha_sebrae_02" height="198" width="318" /></a></p>
<p><font color="#555555"> O tom da defesa dos aspectos econômicos às vezes se torna incômodo, mas afinal de contas isso é democracia participativa, e nesse sentido os (micro) empresários estão mais que certos em dar sua contribuição e expor seus pontos de vista, contribuindo para o debate.</font></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/08/20/cartilha-plano-diretor-sebrae/">Cartilha Plano Diretor Sebrae</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Livro sobre planos diretores</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/06/28/livro-sobre-planos-diretores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 03:58:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[planos diretores]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já encomendei a minha cópia! 2 &#8211; LANÇAMENTO DE LIVRO PLANOS DIRETORES notícia enviada por Renato Cymbalista &#8211; renato@polis.org.br Lançamento de livro: Planos Diretores Municipais: novos conceitos de planejamento territorial<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/06/28/livro-sobre-planos-diretores/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Livro sobre planos diretores</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b>Já encomendei a minha cópia!</b> </p>
<blockquote>
<p><b>2 &#8211; LANÇAMENTO DE LIVRO PLANOS DIRETORES</b> </p>
<p><b>notícia enviada por Renato Cymbalista &#8211; <a href="mailto:renato@polis.org.br">renato@polis.org.br</a></b> </p>
<p><b>Lançamento de livro: Planos Diretores Municipais: novos conceitos de planejamento territorial</b> </p>
<p>Laura Machado de Mello Bueno e Renato Cymbalista (organizadores)<br />Ed. Anna Blume/Instituto Pólis/PUC-Campinas<br />290 páginas, R$ 35,00<br />Para comprar: enviar e-mail para <a href="mailto:atendimento@polis.org.br">atendimento@polis.org.br</a> , ou telefonar para (11) 2174-6800 com Viviane</p>
</blockquote>
<p><span id="more-14"></span></p>
<blockquote>
<p><b></b> </p>
<p><b></b> </p>
<p>O livro sistematiza e problematiza um dos mais importantes processos na política urbana recente no Brasil: os novos planos diretores municipais, que definem parâmetros e diretrizes para o cumprimento da função social da propriedade e da cidade no nível municipal e redefinem o marco de regulação do uso do solo nos municípios. Parte dos textos discute as especificidades do momento da política urbana no Brasil, a partir de inquietações mais genéricas, como a história de lutas em torno da reforma urbana que vêm sendo levadas adiante nas últimas décadas; os riscos e potencialidades dos instrumentos urbanísticos; o desafio da gestão dos mercados de terras nos municípios; o estado da implementação do Estatuto da Cidade na região de Campinas. Em outros textos, técnicos e pesquisadores envolvidos com as experiências recentes de construção dos planos diretores participativos realizam um esforço de sistematização e análise dessas experiências, por vezes recuperando uma trajetória anterior de planejamento no município. Os textos trazem enfoques específicos: ora o processo de elaboração, ora os embates políticos, ora as especificidades técnicas dos planos diretores.  </p>
<p><b>Textos:</b> </p>
<p><b>Laura Machado de Mello Bueno:</b> Inovações para a concretização dos direitos à cidade: limites e possibilidades da lei e da gestão </p>
<p><b>Renato Cymbalista:</b> Instrumentos de planejamento e gestão da política urbana: um bom momento para uma avaliação </p>
<p><b>João Sette Whitaker Ferreira e Daniela Motisuke:</b> A efetividade da Implementação de Zonas Especiais de Interesse Social no quadro habitacional brasileiro: uma avaliação inicial </p>
<p><b>Mariana Levy Pisa Fontes, Paula Freire Santoro e Renato Cymbalista:</b> Estatuto da Cidade: uma leitura sob a perspectiva da recuperação da valorização fundiária </p>
<p><b>Camila Gonçalves deMario, Christian Carlos Rodrigues Ribeiro e &nbsp;Elisamara de Oliveira Emiliano:</b> A implementação do Estatuto da Cidade na Região Metropolitana de Campinas </p>
<p><b>Carlos Olimpio Pires da Cunha:</b> Resultados da política de recuperação de mais valia urbana por meio de contrapartidas: a experiência do município de Indaiatuba </p>
<p><b>Luis Antonio Nigro Falcoski:</b> Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental de Araraquara: instrumentos urbanísticos inovadores e agenda para uma cidade sustentável </p>
<p><b>Mauro Ferreira:</b> Experiência de construção e implementação de um programa de gestão integrada na região central de Franca </p>
<p><b>Claudia Virginia Cabral de Souza:</b> Santo André &#8211; instrumentos utilizados na elaboração do Plano Diretor Participativo para viabilizar a participação e a negociação entre os atores </p>
<p><b>Nabil Bonduki:</b> O Plano Diretor Estratégico de São Paulo </p>
<p><b>Nelson Baltrusis:</b> Plano Diretor de Diadema 2001: uma breve avaliação </p>
<p><b>Ari Vicente Fernandes:</b> Uma nova geração dos planos diretores </p>
<p><b>Ricardo de Souza Moretti:</b> Conteúdo e procedimentos de elaboração dos planos diretores </p>
<p><b>Raquel Rolnik:</b> A construção de uma política fundiária e de planejamento urbano para o país: avanços e desafios</p>
</blockquote>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/06/28/livro-sobre-planos-diretores/">Livro sobre planos diretores</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Circula&#231;&#227;o de pedestres</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/05/22/circulacao-de-pedestres/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 May 2007 13:49:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[publicações]]></category>
		<category><![CDATA[tráfego]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Departamento de Transportes dos Estados Unidos tem uma publicação muito interessante sobre o projeto de infra-estrutura para o tráfego de pedestres, levando em consideração sobretudo a segurança. Chama-se “Pedestrian<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/05/22/circulacao-de-pedestres/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Circula&#231;&#227;o de pedestres</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestrian.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestrian_thumb.jpg" border="0" alt="pedestrian" width="168" height="189" align="right" /></a>O Departamento de Transportes dos Estados Unidos tem uma publicação muito interessante sobre o projeto de infra-estrutura para o tráfego de pedestres, levando em consideração sobretudo a segurança. Chama-se “Pedestrian Facilities Guidelines: providing safety and mobility”.</p>
<p>O manual, <a href="http://permanent.access.gpo.gov/lps28597/peduserguide.pdf">disponível em PDF</a>, trata de muitas questões importantes para o desenho urbano, especialmente em projetos na escala do bairro ou da vizinhança, e apresenta ferramentas que podem ser classificadas em 6 grandes tipos:</p>
<p><span id="more-7"></span></p>
<ol>
<li><strong><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestres_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestres_02_thumb.jpg" border="0" alt="pedestres_02" width="181" height="164" align="right" /></a>Desenho de infra-estrutura para pedestres</strong>, que inclui o projeto da  calçada, dos canteiros, dos cruzamentos, etc;</li>
<li> <strong>Desenho da via</strong>, que dá diretrizes sobre a como as ruas podem ser desenhadas para priorizar o tráfego de pedestres (por exemplo, inserindo ciclovias, tornando-as mais estreitas, melhorando os acessos das garagens, etc.);</li>
<li><strong>Desenho das interseções</strong>, que inclui ruas sem saída e barreiras posicionadas nas interseções de forma a evitar certas conversões dos motoristas;</li>
<li><strong><strong><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestres_03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestres_03_thumb.jpg" border="0" alt="pedestres_03" width="176" height="250" align="right" /></a></strong>Diminuição do tráfego</strong> (<em>traffic calming</em>), que visa induzir os  motoristas a dirigirem mais devagar, usando mecanismos tais como ilhas ou passagens elevadas para o cruzamento de pedestres, o uso de canteiros para diminuir a largura das vias em alguns pontos e o uso de vias curvas (<em>serpentine design</em>);</li>
<li><strong>Gerenciamento do tráfego</strong>, que inclui, por exemplo, o fechamento total ou parcial de vias, a adoção de calçadões, etc.;</li>
<li><strong>Sinalização</strong>, incluindo semáforos (com sua sincronização para induzir a velocidade do trânsito) e as placas destinadas a orientar os pedestres.</li>
</ol>
<p>Vale guardar como material de referência.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestres_01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Circulaodepedestres_9DFC/pedestres_01_thumb.jpg" border="0" alt="pedestres_01" width="332" height="193" /></a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/05/22/circulacao-de-pedestres/">Circulação de pedestres</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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