<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Urbanidades | Posts marcados como transporte - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
	<atom:link href="https://urbanidades.arq.br/tag/transporte/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://urbanidades.arq.br</link>
	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
	<lastBuildDate>Wed, 18 Nov 2020 18:09:20 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2016/07/logo-head.png</url>
	<title>Urbanidades | Posts marcados como transporte - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
	<link>https://urbanidades.arq.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo &#8211; Eduardo Marques</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Sep 2015 21:27:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[relações sociais]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>
		<category><![CDATA[segregação urbana]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1398</guid>

					<description><![CDATA[<p>Este posto é baseado num artigo muito interessante de Eduardo Marques, que analisa a rede social de indivíduos pobres para entender suas características, quando comparadas às de indivíduos de classe média. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo &#8211; Eduardo Marques</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/">Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo – Eduardo Marques</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post é baseado num artigo muito interessante de Eduardo Marques, professor da USP e vice-diretor do Centro de Estudos da Metrópole, intitulado &#8220;Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo&#8221; (no original, <a href="http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1468-2427.2012.01143.x/abstract" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Social Networks, Segregation and Poverty in São Paulo</a>). Nele, Marques analisa a rede social de indivíduos pobres para entender suas características, quando comparadas às de indivíduos de classe média.</p>
<h3>Metodologia</h3>
<p>A pesquisa envolveu a análise das redes sociais de 209 indivíduos pobres e de 30 indivíduos de classe média, para estabelecer uma comparação. As entrevistas foram feitas em sete áreas segregadas em São Paulo, e a cada entrevistado foi pedido que listasse pessoas nas seguintes áreas de sociabilidade: família, vizinhos, amigos, trabalho, religião, associações, lazer e outros. Isso permitiu investigar a composição dessas redes em termos dos tipos de contato e de onde eles são originados e/ou costumam acontecer. As áreas selecionadas em São Paulo estão mostradas na figura abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-1412 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-500x311.png" alt="" width="500" height="311" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-500x311.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-300x186.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-768x477.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-50x31.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra-200x124.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/MArques-2010-Áreas-amostra.png 1293w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas">Fonte: Marques, 2012.</span></p>
<h3>Os resultados</h3>
<p>Os resultados obtidos mostraram vários aspectos interessantes das redes sociais de indivíduos pobres, começando pela ausência quase total de indivíduos não pobres nessas redes. Marques chama esse fenômeno de &#8220;homofilia social&#8221;, ou seja,  redes sociais nas quais as relações são majoritariamente entre pessoas com características similares. O autor considera a homofilia social como um dos principais problemas para a perpetuação da pobreza e da desigualdade social, conforme será tratado mais adiante.</p>
<p>Outra característica importante dessas redes é que elas tendem a ser menores e menos variadas do que as redes de indivídios da classe média. Isso quer dizer que indivíduos pobres, de acordo com a pesquisa, possuem redes sociais compostas por um menor número de pessoas, e que essas pessoas tendem a pertencer a um menor número de esferas de sociabilidade, ficando concentrada em poucos âmbitos de convivência (por exemplo, família e vizinhos, ou vizinhos e religião). Para efeitos de comparação, veja as imagens abaixo: a primeira ilustra a rede média de um indivíduo pobre do sexo feminino, enquanto a segunda ilustra a rede média de uma indivíduo de classe média, também do sexo feminino.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual.png"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1414 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-500x268.png" alt="" width="500" height="268" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-500x268.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-300x161.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-768x411.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-50x27.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual-200x107.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-poor-individual.png 970w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual.png"><img decoding="async" class="size-large wp-image-1413 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-500x324.png" alt="" width="500" height="324" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-500x324.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-300x194.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-768x498.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-50x32.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual-200x130.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/09/Marques-2012-middle-class-individual.png 992w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas"><br />Fonte: Marques, 2012.</span></p>
<p>Dentro do grupo de indivíduos pobres, aqueles mais pobres possuem redes ainda menos diversas do ponto de vista da sociabilidade, bem como mais apoiadas na vizinhança. Por isso, essas pessoas acabam desenvolvendo poucos laços fora de suas comunidades ou bairros, o que é um sinal da dificuldade que enfrentam em criar e manter esses laços ao longo do tempo. Esse fenômeno é suavizado pelos anos de educação, sendo que indivíduos com mais anos tendem a possuir redes mais diversas (mesmo entre os mais pobres).</p>
<p>O gênero masculino ou feminino não mostrou variações significativas em relação ao tamanho e variabilidade das redes, mas pessoas que frequentam cultos religiosos mostraram redes mais variadas, mesmo quando comparadas com outras pessoas com o mesmo nível de renda.</p>
<p><span class="olhos">Redes sociais de indivíduos pobres são menores, mais localizadas e menos diversificadas do que as de indivíduos da classe média.</span>De forma geral, Marques ressalta o localismo das redes de indivíduos pobres quando comparadas aos de indivíduos de classe média. Estes últimos possuem redes que abangem áreas geográficas muito maiores que as de pessoas pobres e, apesar de o autor não se aprofundar nas explicações para isso, podemos imaginar que tenha a ver com as condições materiais de exisstência associadas a diferentes classes sociais: pessoas da classe média normalmente possuem condições de adquirir e manter um automóvel privado e de se deslocar mais livremente pela cidade, levando os filhos na escola, indo à academia, ao trabalho, etc. A localização da escola e de outros pontos importantes da rotina são menos constrangidos pelas possibilidades oferecidas pela rede de transporte público, o que permite escolhas baseadas em outros critérios além das distâncias a serem percorridas. Vasconcellos (2000) argumenta que as viagens realizadas pela população de mais alta renda é duas vezes maior que às da população de baixa renda, e mais diversificada:</p>
<blockquote>
<p>Agora, as crianças de classe média frequentam escolas privadas, muitas vezes localizadas longe de suas casas [&#8230;]. Os serviços médicos privados também se espalham no espaço, o abastecimento de casa requer a viagem aos supermercados, os locais de compra estão crescentemente localizados em shopping centers regionais [&#8230;]  (Vasconcellos, 2000, p. 113)</p>
</blockquote>
<p>Enquanto isso, por outro lado:</p>
<blockquote>
<p>[&#8230;] as crianças das classes trabalhadoras continuam a caminhar até as escolas públicas e os centros de saúde do bairro e têm seu lazer brincando nas ruas ou em lotes vazios das proximidades. (Vasconcellos, 2000, p. 113)</p>
</blockquote>
<p>Esse ponto também foi tratado por Netto (2014), já contemplado em <a href="http://urbanidades.arq.br/2014/11/cidade-sociedade-as-tramas-da-pratica-e-seus-espacos-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">outro post aqui no Urbanidades</a>.</p>
<p>Quando vistas no seu conjunto, essas condições se reforçam mutuamente e atuam no sentido de perpetuar o quadro de exclusão e precariedade pelo qual passam pessoas pobres que moram em áreas segregadas. Suas redes extremamente locais, homofílicas e baseadas em poucos esferas de sociabilidade dificultam, por exemplo, o conhecimento sobre oportunidades de empregos e/ou outras oportunidades de melhorar sua vida (notícias sobre vagas em escolas, cursos gratuitos, atividades culturais, etc.).</p>
<p>Um aspecto não explorado, mas que também poderia ser bastante interessante, seria comparar as redes de indivíduos pobres morando em áreas segregadas com aquelas de indivíduos pobres morando em áreas não segregadas. Isso permitiria uma investigação mais específica sobre o papel do espaço e da segregação sobre essas redes.</p>
<h3>Referências</h3>
<div class="csl-bib-body">
<div class="csl-entry">MARQUES, E. Social Networks, Segregation and Poverty in São Paulo. <b>International Journal of Urban and Regional Research</b>, v. 36, n. 5, p. 958–979, 2012.</div>
<div class="csl-entry">NETTO, V. DE M. <a href="https://amzn.to/3nB3Ajs" target="_blank" rel="noopener sponsored noreferrer"><b>Espaço &amp; Sociedade: as tramas da prática e seus espaços</b></a>. Porto Alegre: Sulina, 2014.</div>
<div class="csl-entry">VASCONCELOS, E. <a href="https://amzn.to/3lJqTqI" target="_blank" rel="noopener sponsored noreferrer"><b>Transporte urbano nos países em desenvolvimento: reflexões e propostas</b></a>. São Paulo : Annablume, 2000.</div>
</div>


<p></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/">Redes sociais, segregação e pobreza em São Paulo – Eduardo Marques</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2015/09/27/redes-sociais-segregacao-e-pobreza-em-sao-paulo-eduardo-marques/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cidades que pensam nos ciclistas</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/01/10/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2013/01/10/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2013 23:07:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[ciclis]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1159</guid>

					<description><![CDATA[<p>Confira alguns exemplos interessantes de soluções para os ciclistas em cidades européias neste post do site &#8220;Cidades para pessoas&#8220;. Fonte: Cidades para pessoas.</p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/01/10/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/">Cidades que pensam nos ciclistas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Confira alguns exemplos interessantes de soluções para os ciclistas em cidades européias <a href="http://cidadesparapessoas.com/2012/08/20/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/" target="_blank">neste post</a> do site &#8220;<a href="http://cidadesparapessoas.com/" target="_blank">Cidades para pessoas</a>&#8220;.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1160 aligncenter" title="bike17" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/01/bike17.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Fonte: <a href="http://cidadesparapessoas.com/2012/08/20/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/" target="_blank">Cidades para pessoas</a>.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/01/10/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/">Cidades que pensam nos ciclistas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2013/01/10/cidades-que-pensam-nos-ciclistas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lições de Copenhagen para as cidades brasileiras</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/12/05/licoes-de-copenhagen-para-as-cidades-brasileiras/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2012/12/05/licoes-de-copenhagen-para-as-cidades-brasileiras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 11:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Videos e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1144</guid>

					<description><![CDATA[<p>Este vídeo mostra as sugestões de um dos arquitetos do escritório de Jan Gehl, de Copenhagen, para melhorar as cidades brasileiras. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/05/licoes-de-copenhagen-para-as-cidades-brasileiras/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Lições de Copenhagen para as cidades brasileiras</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/05/licoes-de-copenhagen-para-as-cidades-brasileiras/">Lições de Copenhagen para as cidades brasileiras</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe loading="lazy" title="5 li&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Copenhague para S&amp;atilde;o Paulo" src="https://player.vimeo.com/video/36981813?dnt=1&amp;app_id=122963" width="990" height="557" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/05/licoes-de-copenhagen-para-as-cidades-brasileiras/">Lições de Copenhagen para as cidades brasileiras</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2012/12/05/licoes-de-copenhagen-para-as-cidades-brasileiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ciclovias em Utrecht</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/07/04/ciclovias-em-utrecht/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2012/07/04/ciclovias-em-utrecht/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jul 2012 19:16:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Videos e filmes]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1084</guid>

					<description><![CDATA[<p>Esse vídeo é muito interessante. A quantidade de ciclistas é incrível. Será que um dia chegamos a esse nível? As perspectivas me parecem relativamente boas, ao menos se compararmos com um passado próximo. Nunca houve tanta pressão pela construção de ciclovias e incentivo ao uso da bicicleta, de modo geral, quanto atualmente. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/07/04/ciclovias-em-utrecht/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Ciclovias em Utrecht</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/07/04/ciclovias-em-utrecht/">Ciclovias em Utrecht</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse vídeo é muito interessante. A quantidade de ciclistas é incrível. Será que um dia chegamos a esse nível? As perspectivas me parecem relativamente boas, ao menos se compararmos com um passado próximo. Nunca houve tanta pressão pela construção de ciclovias e incentivo ao uso da bicicleta, de modo geral, quanto atualmente.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Bicycle Rush Hour Utrecht (Netherlands) III" width="990" height="557" src="https://www.youtube.com/embed/n-AbPav5E5M?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/07/04/ciclovias-em-utrecht/">Ciclovias em Utrecht</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2012/07/04/ciclovias-em-utrecht/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pesquisa CNI Ibope sobre o trânsito</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/12/19/pesquisa-cni-ibope-sobre-o-transito/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 12:18:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[tráfego]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1012</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em agosto, a Confederação Nacional das Indústrias publicou uma pesquisa realizada pelo Ibope sobre a locomoção urbana. Os resultados principais estão reproduzidos neste post, com alguns comentários adicionais sobre a diferença entre a realidade e as políticas de mobilidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/12/19/pesquisa-cni-ibope-sobre-o-transito/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Pesquisa CNI Ibope sobre o trânsito</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/12/19/pesquisa-cni-ibope-sobre-o-transito/">Pesquisa CNI Ibope sobre o trânsito</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em agosto, a Confederação Nacional das Indústrias publicou uma pesquisa realizada pelo Ibope sobre a locomoção urbana. Os resultados principais estão reproduzidos, na íntegra, abaixo (os grifos são meus).</p>
<p><span id="more-1012"></span></p>
<hr />
<p>PESQUISA CNI-IBOPE RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: LOCOMOÇÃO URBANA AGOSTO 2011</p>
<h2>Principais resultados</h2>
<h3>Tempo de locomoção</h3>
<p>Para 24% da população a locomoção de sua residência para o trabalho ou escola leva mais de 1 hora por dia. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes esse percentual sobe para 32%.</p>
<h3>Meios de locomoção</h3>
<ul>
<li>Dentre os entrevistados, 68% utilizam mais de um tipo de transporte para se locomover da residência ao local de sua atividade rotineira.</li>
<li><strong>O transporte coletivo é utilizado por 61% dos brasileiros, mas apenas 42% o utilizam como seu principal meio de locomoção de casa para a escola ou local de trabalho.</strong></li>
<li><strong>O ônibus é o meio de locomoção mais utilizado: 34% da população o utiliza como seu principal meio de locomoção.</strong></li>
<li><strong>Em seguida têm-se a caminhada, principal meio de locomoção de 24% da população, e o automóvel da família, com 16%.</strong></li>
</ul>
<h3>Qualidade dos meios de locomoção</h3>
<ul>
<li>A grande maioria dos entrevistados considera seu principal meio de locomoção “ótimo” ou “bom”, sobretudo no caso dos meios de transporte individuais.</li>
<li>O meio de transporte que obteve pior avaliação foi o ônibus: 24% dos entrevistados o consideram “ruim” ou “péssimo”.</li>
<li>Para 37% da população, o tempo de locomoção é o principal fator na escolha do meio de locomoção da residência para sua atividade rotineira.</li>
</ul>
<h3>Segurança do meio de locomoção</h3>
<p>Mais de 50% da população tem medo – “sempre” ou “na maioria das vezes” – de sofrer um acidente ou ser assaltado utilizando o meio de locomoção que mais usa entre sua residência e seu local de trabalho ou estudo.</p>
<h3>Transporte público</h3>
<ul>
<li>Não há consenso com relação à qualidade do transporte público. Para 39% dos brasileiros o sistema de transporte público de sua cidade é considerado “ótimo” ou “bom”, enquanto para 28% é “ruim” ou “péssimo”</li>
<li><strong>Os ônibus têm a pior avaliação entre os meios de locomoção urbano,</strong> mas 46% dos brasileiros consideram que o serviço melhorou nos últimos dois anos.</li>
<li>O tempo de viagem foi o aspecto que mais melhorou no transporte público de uma maneira geral.</li>
<li>Quase metade da população (49%) acredita que o transporte público de sua cidade irá melhorar nos próximos três anos.</li>
<li>Entre os não usuários de transporte público, 44% (o que representa 25% da população) não o fazem devido a não existência de transporte ou a não disponibilidade nos horários de sua necessidade.</li>
<li style="text-align: left;">A falta de transporte é um problema das cidades pequenas e/ou do interior. Nas capitais as principais razões pela não utilização do transporte público são a falta de conforto (19%), o longo tempo de locomoção (16%) e o alto custo (16%).</li>
</ul>
<p style="text-align: right;"><em>Fonte: PESQUISA CNI-IBOPE RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: LOCOMOÇÃO URBANA AGOSTO 2011 &#8211; p. 9-10</em></p>
<hr />
<p>Vale notar a porcentagem da população que se utiliza do ônibus ou da caminhada como principal meio de locomoção. Juntos, totalizam 58% de todas as viagens para trabalho ou estudo. Será que a proporção dos investimentos públicos em infraestrutura de locomoção corresponde a essa realidade? Duvido muito.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/12/3_image001.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1013" title="Ônibus no Brasil" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/12/3_image001.jpg" alt="" width="500" height="469" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/12/3_image001.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/12/3_image001-300x281.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/12/3_image001-50x47.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/12/3_image001-200x188.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br /><span class="legendas">Fonte: desconhecida</span></p>
<p>Com relação ao automóvel apenas 16% da população o usam como principal meio de locomoção. A bibicleta, para efeitos de comparação, corresponde a 8%, ou seja, metade (informação disponível na página 12 da pesquisa).  E, no entanto, qual será a diferença entre os investimentos em infraestrutura para o automóvel e aqueles para a promoção e aprimoramento dos deslocamentos de bicicleta? Certamente muito mais que o dobro. Qual seria a razão para isso?</p>
<p>Nesse ponto eu só posso especular, mas não resisto à tentação. Vejo três motivos principais possíveis:</p>
<ul>
<li>Obras viárias dedicadas (especialmente) aos automóveis são mais caras e, portanto, oferecem mais retorno às atividades de corrupção;</li>
<li>Os principais grupos com poder de pressão sobre as decisões políticas são os de renda mais alta e, portanto, usuários de automóveis em maiores proporções que as outras classes socioeconômicas.</li>
<li>Por fim, a abertura e ampliação de sistemas viários são capazes de mudar o ranking de acessibilidade de forma mais drástica que, por exemplo, ciclovias, e por isso criam novas fronteiras para o capital imobiliário. Áreas com reduzido valo do solo subitamente têm seu preço multiplicado várias vezes por causa da abertura de uma grande avenida. Se, por acaso, alguns atores possuírem informações privilegiadas sobre essas obras (alguém duvida?), eles podem se adiantar e comprar as terras em baixa e vender em alta, depois que as obras forem concluídas com dinheiro público.</li>
</ul>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/12/19/pesquisa-cni-ibope-sobre-o-transito/">Pesquisa CNI Ibope sobre o trânsito</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobre a 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente em Florianópolis</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 16:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[especulação imobiliária]]></category>
		<category><![CDATA[falácias]]></category>
		<category><![CDATA[Florianópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Le Corbusier]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[tráfego]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
		<category><![CDATA[zoneamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=1006</guid>

					<description><![CDATA[<p>Texto apresentado ao Secretário de Infraestrutura de Santa Catarina em 28/11/2011 pelo prof. Sergio Torres Moraes, em debate promovido pelo PET arquitetura UFSC e PET geografia UDESC. Com a apresentação<a href="https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Sobre a 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente em Florianópolis</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/">Sobre a 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente em Florianópolis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto apresentado ao Secretário de Infraestrutura de Santa Catarina em 28/11/2011 pelo prof. Sergio Torres Moraes, em debate promovido pelo PET arquitetura UFSC e PET geografia UDESC.</p>
<p>Com a apresentação do projeto para uma 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente, o Governo de Santa Catarina incentivou um extenso debate sobre mobilidade urbana. Ainda que Florianópolis tenha no último mês de abril sediado um Fórum Internacional de Mobilidade Urbana e ONGs e Universidades avancem na discussão sobre mobilidade sustentável, nunca o debate esteve tão presente entre os florianopolitanos. Talvez devêssemos agradecer ao governador e ao secretário de infraestrutura por essa oportunidade.</p>
<p>http://www.youtube.com/watch?v=f_UI-hqkm6U</p>
<p style="text-align: center;"><strong>VIDEO DE PUBLICIDADE DA NOVA LIGAÇÃO DIVULGADO PELO GOVERNO DE SANTA CATARINA</strong></p>
<p>O projeto da nova ponte veio acompanhado de muitas críticas, principalmente da comunidade acadêmica e do IAB. Especialistas em mobilidade e planejamento urbano foram chamados pela mídia para opinar e, em uníssono, refutaram o conceito apresentado da 4ª ponte ao mesmo tempo em que o governador Raimundo Colombo buscava em Brasília a concessão das terras da marinha para a execução da obra.</p>
<p>Pergunta-se: o que levou o governador a surpreender a comunidade com um projeto desse porte, questionável em seus aspectos técnicos, sociais e ambientais? Quem são os urbanistas por trás da proposta? Onde estão os estudos de origem e destino que definiram o porte e localização da ponte? Por que o cronograma publicado não contempla um estudo de impacto de vizinhança? Por que não se desenvolveu projetos alternativos a partir de outros modais de transporte? Por que dar prioridade aos automóveis que já hoje saturam o sistema viário transportando a menor parte da população, causando transtornos para moradores e turistas?</p>
<p>Entre muitas questões ainda sem resposta, e para perceber a relevância dessas perguntas, alguns pontos devem ser salientados para o entendimento do porquê de parte expressiva da comunidade acadêmica se posicionar contra o modelo de conexão viária que nos foi apresentado.</p>
<p>Para iniciar, é importante apontar um equívoco no motivo apontado (na publicidade do governo) para a construção da ponte. É fato que a frota de veículos está aumentando, resultado principalmente das políticas econômicas que nos últimos anos elevaram o poder aquisitivo da população de menor renda. Contudo, dizer que a partir desse aumento da frota se prevê mais de 320.000 carros atravessando diariamente o canal em 2020 é uma falácia, pois está se supondo uma total inação da administração pública em relação ao desenvolvimento urbano e metropolitano nos próximos 10 ou 15 anos. É o que nós planejadores chamamos de “cenário de referência”, construído para apontar a necessidade de ações efetivas para evitar a ocorrência do problema. Assim, as ações de governo não devem ajudar o evento indesejável ocorrer (o aumento do número de veículos na ilha), mas ir em direção a evitar que o fluxo de automóveis dobre ou triplique em 10 anos. A transferência paulatina para o continente grandes equipamentos como o aeroporto, terminal rodoviário internacional e instituições governamentais já seria uma boa contribuição para minimizar o fluxo de veículos continente-ilha, por exemplo.</p>
<p>Desse modo, entende-se que é imprescindível equacionar e implementar políticas públicas integradas para a Região da Grande Florianópolis, políticas de desenvolvimento metropolitano, de mobilidade e acessibilidade, de uso do solo, turismo, habitação, eficiência energética e principalmente políticas de combate à desigualdade e eliminação da pobreza.</p>
<p>A grande crítica à proposta da 4ª ponte apresentada é que sua construção parece ser uma ação isolada, focada no município de Florianópolis, que nega a escala metropolitana e é desvinculada de qualquer política pública e/ou estratégia de desenvolvimento da Grande Florianópolis, além de não ter tido uma discussão ampla com a coletividade.</p>
<p>Além de negar a necessidade de pensar a mobilidade e acessibilidade no âmbito metropolitano, a proposta também não considera as recomendações da Secretaria Nacional de Mobilidade Sustentável, criada com o intuito de elaborar uma Política Nacional de Mobilidade Urbana, de caráter sustentável, que incentiva as cidades e regiões metropolitanas adotar medidas tais como enfatizar o uso do transporte coletivo e não do transporte individual e estimular a participação e controle social sobre as políticas de mobilidade. Mais que isso, a proposta também despreza os esforços já materializados no Plano Diretor Participativo de Florianópolis em construção. Num momento onde se procura retomar o processo do Plano Diretor Participativo de Florianópolis, a ingerência da administração estadual na política urbana marca o caráter impositivo e insustentável de uma proposta que tende a alterar significativamente toda a dinâmica urbana e a matriz dos valores imobiliários do município, desconsiderando a própria realidade ambiental e intra-urbana da ilha.</p>
<p>A idéia de se construir um novo modelo de mobilidade urbana que não trate as questões de transporte, circulação e mobilidade de maneira isolada deve ser a tônica das políticas públicas urbanas neste século XXI. Deve-se, portanto, entender que a construção de um sistema de mobilidade, vinculado a políticas de desenvolvimento que lidem com a questão de uso do solo e acessibilidade à habitação, educação e renda, é uma das mais importantes ferramentas para combater a exclusão social.</p>
<p>Mais especificamente, a região insular de Florianópolis, no contexto de sua fragilidade ambiental, seus condicionantes geomorfológicos, de suas deficiências de infraestrutura e de sua fragmentação urbana histórica aguarda políticas públicas que lidem com a mobilidade desenvolvendo as possibilidades e potencialidades de modais de transporte alternativos, principalmente do transporte náutico, que deveria ser a peça chave dentro de um possível sistema de mobilidade integrado e diversificado. Cabe salientar aqui, que as políticas de mobilidade têm de ser coerentes e convergentes com o objetivo da sustentabilidade. Não é lógico que se desenvolva paralelamente políticas de incentivo ao uso do transporte público e do uso do automóvel particular. São políticas divergentes, não cabem num mesmo objetivo e comprometem a sustentabilidade ambiental e econômica dos sistemas propostos. Nesse sentido, não me parece coerente isentar os veículos particulares de impostos ou pedágios que poderiam subsidiar um transporte público de qualidade e desestimular o uso do automóvel. Tampouco parece coerente, entre outros aspectos de divergência na política de mobilidade e acessibilidade, criar grandes áreas de lazer entrincheiradas atrás de vias expressas, desvinculadas do sistema de transporte público e oferecendo centenas de vagas de estacionamento como opção de acesso a estas áreas.</p>
<p>O que se espera, portanto do Governo do Estado, é que ele revise suas proposições e colabore com a estruturação ou criação de uma autarquia para a coordenação do desenvolvimento metropolitano, talvez reforçando e revendo o papel da Secretaria Regional de Desenvolvimento e possibilitando um diálogo aberto com o IPUF, com outros institutos municipais de urbanização e com a Universidade, que sempre se mostrou disponível e participativa nos fóruns que debatem o desenvolvimento metropolitano. Desse modo, o Governo de Santa Catarina estaria consolidando um modelo de governança de caráter sustentável, com políticas públicas voltadas a dar acesso a emprego, renda, saúde, ambiente urbano de qualidade, buscando relacioná-la não apenas com a questão da mobilidade urbana, mas com a questão da participação popular nas decisões de governo que direta ou indiretamente irão transformar o cotidiano da cidade. Em resumo, um modelo de governança que reforce a própria democracia.</p>
<p>[<em>Nota do editor: Destaque especial para a imagem da ocupação da área do aterro por torres isoladas em meio a uma grande área verde, atrasadas pelo menos 50 anos em relação ao pensamento urbanístico &#8211; retirado do vídeo promocional</em>]</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1009" title="4_ponte" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-500x277.jpg" alt="" width="500" height="277" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-500x277.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-300x166.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte-200x111.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/11/4_ponte.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/">Sobre a 4ª ponte de ligação entre a ilha de Santa Catarina e o Continente em Florianópolis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2011/11/29/sobre-a-4%c2%aa-ponte-de-ligacao-entre-a-ilha-de-santa-catarina-e-o-continente-em-florianopolis/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Houston: paraíso dos automóveis</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 18:32:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[ocupação do solo]]></category>
		<category><![CDATA[paisagem]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=983</guid>

					<description><![CDATA[<p>Essa imagem é impressionante: nela podemos ver a primazia do automóvel na constituição do espaço urbano levada ao seu extremo, bem como os resultados espaciais obtidos por essa visão de desenvolvimento. Você gostaria de morar numa cidade assim? Caminhar pelas suas ruas num tranquilo passeio no fim-de-semana? &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Houston: paraíso dos automóveis</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/">Houston: paraíso dos automóveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Essa imagem é impressionante: nela podemos ver a primazia do automóvel na constituição do espaço urbano levada ao seu extremo, bem como os resultados espaciais obtidos por essa visão de desenvolvimento. Você gostaria de morar numa cidade assim? Caminhar pelas suas ruas num tranquilo passeio no fim-de-semana?<span id="more-983"></span></p>
<p><figure id="attachment_984" aria-describedby="caption-attachment-984" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-984" title="parking-houston" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-500x312.jpg" alt="" width="500" height="312" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-500x312.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-768x480.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-1536x959.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/parking-houston.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-984" class="wp-caption-text">Houston - Texas. Fonte: http://www.ecoplan.org/wtpp/wt_home-houston.htm</figcaption></figure></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/">Houston: paraíso dos automóveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2011/09/27/houston-paraiso-dos-automoveis/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>As soluções para o trânsito</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/05/28/as-solucoes-para-o-transito/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2011/05/28/as-solucoes-para-o-transito/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 May 2011 02:33:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[configuração]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=902</guid>

					<description><![CDATA[<p>A questão da mobilidade é um problema indiscutível na maioria das cidades brasileiras de médio e grande porte. Este post faz uma coletânea de algumas ações que podem ajudar a minimizar esses problemas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/05/28/as-solucoes-para-o-transito/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">As soluções para o trânsito</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/05/28/as-solucoes-para-o-transito/">As soluções para o trânsito</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A questão da mobilidade é um problema indiscutível na maioria das cidades brasileiras de médio e grande porte. Este post faz uma coletânea de algumas ações que podem ajudar a minimizar esses problemas (contribua com mais ideias nos comentários!). A lógica é simples e segue dois princípios básicos:</p>
<ul>
<li>Diminuir a necessidade de deslocamentos pela cidade;</li>
<li>Otimizar a utilização do espaço de circulação, através do incentivo a <a title="Ineficiência do automóvel" href="http://urbanidades.arq.br/2009/10/a-ineficiencia-do-automovel/" target="_blank">meios de transporte que consumam menos espaço por pessoa</a> (o automóvel particular é o que possui a pior eficiência).</li>
</ul>
<p><iframe loading="lazy" title="Efficiency of public and private transport" width="990" height="743" src="https://www.youtube.com/embed/guodaBkDPP0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Vamos às ações:</p>
<div class="olhos">Diminuir a necessidade de deslocamento e otimizar o uso do espaço de circulação: princípios simples para melhorar a acessibilidade urbana.</div>
<ol>
<li> Implementar corredores exclusivos para ônibus &#8211; são baratos, simples de executar e trazem o grande benefício de evitar que os ônibus compartilhem as pistas engarrafadas em horas de <em>rush</em>, trazendo uma vantagem real para os usuários em relação aos motoristas de automóveis.</li>
<li>Obviamente, melhorar as demais características do transporte coletivo, tais como área de abrangência, frequência, pontualidade, qualidade das estações de embarque, proximidade a serviços complementares, etc.</li>
<li>Implementar ciclovias e ciclofaixas para estimular o deslocamento por bicicletas, especialmente para pequenos e médios percursos realizados não apenas nos fins-de-semana mas principalmente no dia-a-dia.</li>
<li>Integrar os modos de transporte entre si, de forma a facilitar o deslocamento de usuários que dependem de vários modais para uma mesma viagem (ex.: integração tarifária entre metrô e ônibus; adaptação de ônibus e terminais para o transporte e estacionamento, respectivamente, de bicicletas; e assim por diante).</li>
<li>Agilizar o embarque nos ônibus, por exemplo utilizando a estação do Ligeirinho, de Curitiba, e instalando equipamentos apropriados para o acesso de cadeirantes.</li>
<li>Adotar faixas de veículos em que só podem trafegar automóveis com  mais de duas pessoas, que reduzem a quantidade de carros nas ruas por  motivos óbvios. Para que isso funcione, é necessário que haja  fiscalização e punição para os infratores.</li>
<li>Estimular, por meio de <a title="Instrumentos urbanísticos" href="http://urbanidades.arq.br/category/instrumentos-urbanisticos/" target="_blank">instrumentos de indução e controle do  uso do solo</a>, a proximidade entre áreas residenciais e áreas de  concentração de empregos &#8211; diminuir a necessidade de deslocamento no  principal tipo de deslocamento pode reduzir o número total de viagens a  serem feitas diariamente (CERVERO; DUNCAN, 2006).</li>
<li>Da mesma forma, estimular áreas residenciais de uso misto, de forma a tornar desnecessárias ou pelo menos diminuir a necessidade de viagens de automóvel para acessar pequenos comércios e serviços.</li>
<li><a title="Movimento natural" href="http://urbanidades.arq.br/2010/07/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/" target="_blank">Criar novas conexões entre ruas</a>, nos casos em que as quadras sejam muito grandes e prejudiquem a locomoção concentrando o movimento em apenas algumas ruas principais. Isso não apenas facilita o deslocamento veicular (incluindo automóveis, mas também ônibus e microônibus), como principalmente o movimento de pedestres e ciclistas, e de quebra ainda pode estimular o aparecimento de pequenos comércios nas esquinas criadas. Isso vale também para os projetos de parcelamento do solo, que deveriam manter dimensões moderadas para as quadras (e portanto para as conexões entre ruas) e sempre, SEMPRE, conectar-se com o sistema viário do entorno de forma a realizar as costuras necessárias para os deslocamentos urbanos (condomínios fechados são muito prejudiciais nesse sentido).</li>
<li><a title="IPTU progressivo" href="http://urbanidades.arq.br/2010/01/iptu-semi-progressivo/" target="_blank">Incentivar a ocupação dos vazios urbanos (que atualmente estão retidos aguardando valorização)</a>, ao invés de ampliar indefinidamente o perímetro urbano e aumentar ainda mais as distâncias entre residências e empregos.</li>
</ol>
<p>Em um horizonte de tempo mais longo, e contanto que as soluções acima já tenham sido implementadas, outras ações mais radicais podem ser buscadas:</p>
<ol>
<li>Estancar a ampliação do sistema viário (com exceção dos pontos muito especiais tratados no item 9 acima) tais como aumento do número de pistas e criação de viadutos. Essas ações apenas tornam o sistema mais atrativos para os automóveis, criando um círculo vicioso que acaba em mais congestionamento, mais ampliação, etc.</li>
<li>Dificultar o estacionamento de automóveis nos principais destinos das viagens (ou seja, em locais de concentração de empregos como os centros de cidade). Isso torna menos provável que o automóvel seja escolhido como meio de transporte;</li>
<li>Instalar pedágios nas áreas centrais;</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/HOV_Lane.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-905" title="HOV_Lane" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/HOV_Lane-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/HOV_Lane-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/HOV_Lane-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/HOV_Lane.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/HOV_Lane-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/HOV_Lane-200x150.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas"><br />
Pista para carros com mais de um passageiro. Fonte: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:HOV_Lane.jpg" target="_blank">Wikipedia</a>.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-903" title="train-bike-01.jpg" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-960x720.jpg 960w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-01.jpg.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas"><br />
Integração entre metrô e bicicletas na Dinamarca &#8211; gratuidade para levar a bicicleta. Foto: Mikael Colville-Andersen. Fonte: <a href="http://www.copenhagenize.com/2010/01/bicycles-free-on-trains-in-2010.html" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-904" title="train-bike-02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-960x720.jpg 960w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/train-bike-02.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas"><br />
Integração entre metrô e bicicletas na Dinamarca</span> &#8211; gratuidade para levar a bicicleta<span class="legendas">. Foto: Mikael Colville-Andersen. Fonte: <a href="http://www.copenhagenize.com/2010/01/bicycles-free-on-trains-in-2010.html" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-906" title="800px-Curitiba_04_2006_06_RIT" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT-500x243.jpg" alt="Ônibus em Curitiba - Ligeirinho" width="500" height="243" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT-500x243.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT-300x145.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT-768x373.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT-200x97.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/800px-Curitiba_04_2006_06_RIT.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
</a></span>Corredores exclusivos de ônibus em Curitiba &#8211; PR e estações de embarque. Fonte: <a title="Ônibus em Curitiba" href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Curitiba_04_2006_06_RIT.jpg" target="_blank">Wikipedia</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/Estacionelevada.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-907" title="Estacionelevada" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/Estacionelevada-500x367.jpg" alt="Ônibus em Bogotá" width="500" height="367" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/Estacionelevada-500x367.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/Estacionelevada-300x220.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/Estacionelevada-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/Estacionelevada-200x147.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/05/Estacionelevada.jpg 620w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></span><br />
Corredores exclusivos de ônibus em Bogotá &#8211; Colômbia com pistas para ultrapassagem em pontos estratégicos. Fonte: <a title="Ônibus em Bogotá" href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Estacionelevada.jpg" target="_blank">Wikipedia</a>.<span class="legendas"><br />
</span></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/05/28/as-solucoes-para-o-transito/">As soluções para o trânsito</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2011/05/28/as-solucoes-para-o-transito/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>14</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Planejamento, desigualdade e o uso de bicicletas nas cidades brasileiras</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sérgio Moraes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2011 15:37:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[ciclovias]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[sistema viário]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=876</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em todo o mundo, cidades grandes e pequenas sufocadas pelo trânsito cada vez maior de automóveis, já perceberam que o modo mais fácil de resolver o problema é investir na implantação de sistemas cicloviários, conscientes do benefício global que o uso da bicicleta em grande escala pode trazer. Ocupando 10% do espaço de um carro ao estacionar ou circular, a bicicleta é uma das soluções mais viáveis e baratas para melhorar a qualidade de vida de uma cidade.  &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Planejamento, desigualdade e o uso de bicicletas nas cidades brasileiras</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/">Planejamento, desigualdade e o uso de bicicletas nas cidades brasileiras</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em todo o mundo, cidades grandes e pequenas sufocadas pelo trânsito cada vez maior de automóveis, já perceberam que o modo mais fácil de resolver o problema é investir na implantação de sistemas cicloviários, conscientes do benefício global que o uso da bicicleta em grande escala pode trazer. Ocupando 10% do espaço de um carro ao estacionar ou circular, a bicicleta é uma das soluções mais viáveis e baratas para melhorar a qualidade de vida de uma cidade. Amsterdam já sabe disso desde os anos 50, quando implantou um eficiente sistema cicloviário na cidade. Mesmo grandes cidades brasileiras começam a olhar seriamente para essa alternativa de transporte, criando algumas redes de ciclovias e ciclofaixas como é o caso do Rio de Janeiro e de Curitiba.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" style="padding-right: 0px; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image002" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image002.jpg" border="0" alt="clip_image002" width="500" height="363" /><br />
<span class="legendas">Amsterdam, 1950 &#8211; Fonte: Halprin, 1980</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" style="padding-right: 0px; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image004" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image004.jpg" border="0" alt="clip_image004" width="500" height="375" /><br />
<span class="legendas">Amsterdam, 2011 &#8211; Foto: Sergio Moraes</span></p>
<p>Contudo, a estruturação de um sistema cicloviário como o de Amsterdam requer elementos econômicos, políticos e culturais sedimentados por séculos de desenvolvimento e planejamento. Ali, na área central da cidade, o espaço da rua é compartilhado entre os diferentes modais, mas as vias de circulação de cada um são fisicamente segregadas, e os entroncamentos muito bem sinalizados. Não é algo que se consiga fazer de um dia para o outro em qualquer outra cidade, mesmo se existisse vontade política.</p>
<p>A estrutura dos sistemas cicloviários norte americanos tem outra lógica, onde a tendência é a integração da bicicleta no trânsito, compartilhando a faixa de rolagem com os demais modais, e não a segregação. A lógica e sucesso desse sistema estão tanto na educação e respeito de motoristas e ciclistas, como na idéia de que todo o sistema viário existente deve abrigar diferentes modais de transporte.</p>
<p>Como citado já em <a href="http://urbanidades.arq.br/2010/10/bicicletas-transporte-urbano-e-sustentabilidade/" target="_blank">post anterior</a>, John Forester (1977), engenheiro americano especialista em construção de sistemas cicloviários, expõe de modo radical o pensar na circulação de bicicletas sob as duas óticas, criticando duramente a idéia de uma estrutura segregada, argumentando que ao tratar os ciclistas de maneira diferente dos outros condutores, e colocá-los em faixas segregadas e “pseudo” protegidas, cria-se uma categoria de condutor inferior ao motorista de veículos motorizados, que ao contrário dos ciclistas, podem utilizar toda a rede viária.</p>
<div class="olhos">Integrar o ciclista ao sistema viário existente melhora as possibilidades de deslocamento e sua velocidade.</div>
<p>Por outro lado, equiparando o ciclista ao motorista do veículo motorizado e fazendo com que este obedeça as leis de trânsito e que se comporte como um condutor de veículo, não só aumenta sua segurança, mas lhes dá maiores possibilidades de deslocamento e maior velocidade. Também argumenta que o “Principio de Circulação Veicular”, como chama o conceito de integração do ciclista no trânsito, economiza uma enormidade de recursos públicos, uma vez que a estrutura de circulação já está montada. Os dois conceitos diferem muito e têm reflexos também diferentes nas políticas públicas de transporte. Também não são conciliáveis, segundo Forester. Na verdade, as soluções propostas no conceito segregador contam com uma estrutura física para o fluir das bicicletas, em geral, bastante cara. A segunda opção tenta resolver o problema a partir da adaptação do comportamento de motoristas e condutores.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" style="padding-right: 0px; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image006" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image006.jpg" border="0" alt="clip_image006" width="500" height="434" /> <span class="legendas"><br />
Compartilhamento de rua. Berkeley, California. Foto: Sergio Moraes</span></p>
<p>Aqui no Brasil, o problema se agrava devido ao contexto social e econômico desigual. Como comenta Renata Falzoni, “o trânsito no Brasil reflete o preconceito social dissimulado que permeia em todas as classes sociais desse país. A elite que vai de carro está cega, imobilizada, presa e escondida em escudos protegidos com airbags e vidros fumês a prova de bala e não tem noção do que se trata o circular em bicicleta” (Falzoni, 2011). Esse preconceito, aliado à impunidade e à má formação dos condutores de veículos, leva urbanistas, engenheiros e planejadores a um impasse: Qual conceito utilizar ao planejar uma estrutura de mobilidade que abrigue as bicicletas quando não existe vontade política da elite que administra nossas cidades, quando as verbas públicas via de regra são direcionadas para o aumento da estrutura para automóveis, quando os motoristas desprezam o ciclista e o vêm como cidadão de segunda classe e a dinâmica da justiça brasileira reforça a impunidade?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" style="padding-right: 0px; display: inline; padding-left: 0px; background-image: none; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="clip_image008" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/03/clip_image008.jpg" border="0" alt="clip_image008" width="500" height="375" /><br />
<span class="legendas">São Paulo. Foto: www.bibliotecavirtual.sp.gov.br</span></p>
<p>O código brasileiro de trânsito (CBT), aprovado em 1997 (lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997), legisla claramente sobre a matéria e afirma: A bicicleta é um veículo e responde ao CTB. No artigo 29 desta lei, no parágrafo 2, lemos: “Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”. Do texto, podemos entender que a lógica político-legislativa que rege o circular da bicicleta por aqui fica próxima da idéia de integrar a bicicleta no trânsito. Contudo, a falta de informação e formação (para motoristas, ciclistas, urbanistas, técnicos e agentes de trânsito) aliada ao preconceito social ligado ao uso da bike faz com que as cidades não consigam gerenciar os conflitos de tráfego adequadamente.</p>
<p>Mas, se <strong>c</strong>onstruir ciclovias isoladas do tráfego em metrópoles brasileiras parece ainda não ter apoio político, econômico ou técnico dada a complexidade das estruturas existentes, também integrar o ciclista parece despropositado e imprudente devido a questões culturais, jurídicas e de educação no trânsito.</p>
<p>De qualquer modo, tivemos uma evolução no debate dessa matéria nos últimos anos. A mobilidade sustentável já é discutida em âmbito federal, dentro do Ministério das Cidades e em inúmeras administrações municipais. Muitos grupos organizados na sociedade já fazem pressão para a criação de estruturas de locomoção em bicicleta e as escolas de arquitetura e engenharia no País começam a levar a questão um pouco mais a sério.</p>
<div class="olhos">A bicicleta não pode ser encarada apenas como lazer, mas como um modo de transporte.</div>
<p>Portanto, é necessário continuar a ampliar o debate e mudar a percepção de muitas administrações públicas brasileiras que insistem em ver o uso da bicicleta como lazer e não como transporte. Em São Paulo, por exemplo, a elaboração de sistemas cicloviários fica a cargo da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (que estimula o uso recreacional aos domingos e dentro dos parques), quando deveria ficar sob a competência da Secretaria de Transportes para integrá-la com outros meios de transporte e facilitar o uso das bicicletas nas vias. O uso da bicicleta tem de passar a ser encarado seriamente como transporte viável, principalmente para a população de menor renda e nos bairros de periferia, onde grande parte dos trabalhadores sofre para arcar com o custo do transporte público. Autores como Hillman (1997) desenvolvem estudos para mostrar que o uso da bicicleta é o mais realista e viável substituto para o uso do carro em áreas urbanas, e não o transporte por ônibus ou veículo leve sobre trilhos, como é comum se pensar.</p>
<p>Apesar das dificuldades do nosso contexto urbanístico, as soluções existem e um pouco de vontade política, criatividade e competência técnica poderiam injetar mais qualidade de vida às nossas cidades. O direito de usar a bicicleta nas ruas da cidade deve ser respeitado, e devemos acreditar na viabilidade disso sem gastos astronômicos em projetos que tendem a limitar e isolar o ciclista em ciclovias desconectadas de qualquer rota.</p>
<div class="olhos">Ciclovias segregadas devem ser a exceção, e não a regra.</div>
<p>Campanhas publicitárias educando pedestres, motoristas e ciclistas, aliada a uma sinalização vertical e de solo específica eficiente para orientar os cidadãos a dividir o espaço público e o fim da impunidade às leis do trânsito, entre outras ações, viabilizariam o uso do transporte sobre bicicletas na maior parte de nossas cidades. Não coloco a construção de ciclovias nessa lista, porque acredito que estas devem ser exceções, e não uma regra na construção da mobilidade sustentável nas cidades brasileiras.</p>
<h2>Referências Bibliográficas</h2>
<p>Falzoni, Renata. <a href="http://espn.estadao.com.br/renatafalzoni/post/178355_O+MONSTRORISTA+DE+PORTO+ALEGRE" target="_blank">O “Monstrorista” de Porto Alegre</a>.</p>
<p>Forester, John. Bicycle Transportation: a handbook for cycling transportation engineers.<em> </em>Cambridge: MIT Press, 1994.</p>
<p>Halprin, Lawrence. Cities<em>.</em> Cambridge: MIT Press, 1980.</p>
<p>Hillman, Mayer. <em>Cycling as the most realistic substitute for car use in urban áreas: burying the conventional myth about public transport</em> in Tolley, Rodney(org) The Greening of Urban Transport, New York, Wiley &amp; Sons, 1997.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/">Planejamento, desigualdade e o uso de bicicletas nas cidades brasileiras</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2011/03/08/planejamento-desigualdade-e-o-uso-de-bicicletas-nas-cidades-brasileiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>21</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Entrevista com Luis Antonio Lindau</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/10/04/entrevista-com-luis-lindau/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2009/10/04/entrevista-com-luis-lindau/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 14:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[transporte]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://urbanidades.arq.br/?p=455</guid>

					<description><![CDATA[<p>Através do boletim da ViaCiclo, entrei em contato com a entrevista de Luis Lindau, Engenheiro de Transportes que foi meu professor na época do mestrado na Ufrgs. A entrevista traz<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/10/04/entrevista-com-luis-lindau/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Entrevista com Luis Antonio Lindau</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/10/04/entrevista-com-luis-lindau/">Entrevista com Luis Antonio Lindau</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Através do boletim da <a title="ViaCiclo" href="http://www.viaciclo.org.br/portal/index.php" target="_blank">ViaCiclo</a>, entrei em contato com a entrevista de Luis Lindau, Engenheiro de Transportes que foi meu professor na época do mestrado na Ufrgs. A entrevista traz alguns de seus pontos de vista sobre o transporte nas cidades atuais, especialmente sobre o transporte coletivo e as faixas exclusivas de ônibus. Vale a pena conferir a <a title="Entrevista Luis Lindau" href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;Itemid=18&amp;task=detalhe&amp;id=12677" target="_blank">entrevista completa</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-456" title="Cairo - Trafego - engarrafamento - 800px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px-500x375.jpg" alt="Cairo - Trafego - engarrafamento - 800px" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Cairo-Trafego-engarrafamento-800px.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas"> Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/tronics/380379732/" target="_blank">tronic</a></span></p>
<p>Abaixo, alguns trechos:<span id="more-455"></span></p>
<blockquote><p>O ponto principal é que o transporte no Brasil não é sustentável. O que temos são propostas de combustíveis. Se eles são sustentáveis ou não, é outra discussão.</p></blockquote>
<blockquote><p>É necessário que pensemos em corredores urbanos com alta capacidade de transporte coletivo, para, a partir deles, fazer e promover o desenvolvimento da cidade. O que está acontecendo no momento é que a cidade vai se desenvolvendo, e o transporte corre atrás. Então, nós precisamos inverter essa lógica.</p></blockquote>
<blockquote><p>Além disso, precisam pensar primeiro em prover esses corredores de alta capacidade, além de pensar no transporte não-motorizado também. Estou falando de pedestres e bicicletas. Penso neles como elemento do transporte como um todo, como alimentadores de um sistema de transporte coletivo e também nesses transportes não-motorizados como o principal elemento do deslocamento dos bairros das cidades, de curta distância.</p></blockquote>
<blockquote><p>Hoje, por exemplo, percebemos que o automóvel está pautando tudo, ou seja, está roubando o espaço do pedestre, do transporte coletivo, das bicicletas. E, como todos sabem, ele é muito pouco eficiente. Do ponto de vista de capacidade do transporte, perde para todas as outras modalidades de que falei em termos de necessidade de uso de via. O fato é que estamos dando muito espaço para a modalidade menos eficiente.</p></blockquote>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/10/04/entrevista-com-luis-lindau/">Entrevista com Luis Antonio Lindau</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://urbanidades.arq.br/2009/10/04/entrevista-com-luis-lindau/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
