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	<title>Urbanidades | Posts marcados como espaços públicos - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como espaços públicos - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Rio, por que fazes assim?</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2015/11/28/rio-por-que-fazes-assim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Marina Barcellos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2015 13:16:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[segregação urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Marina Barcellos e João Pedro Boechat discutem algumas tendências internacionais no tratamento de espaços públicos e contrastam com a realidade do Rio de Janeiro. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/11/28/rio-por-que-fazes-assim/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Rio, por que fazes assim?</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Marina Barcellos e João Pedro Boechat</em>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1455 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo-500x277.jpg" alt="" width="500" height="277" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo-500x277.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo-300x166.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo-768x426.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo-200x111.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/oglobo.jpg 960w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><em>Fonte: Jornal O Globo</em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.big.dk/#projects-vin"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1454 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-01-500x314.jpg" alt="" width="500" height="314" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-01-500x314.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-01-300x189.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-01-768x483.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-01-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-01-200x126.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-01.jpg 1290w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><em>http://www.big.dk/#projects-vin</em></a></p>
<p><em><br />
</em>As imagens acima, em um primeiro momento, nos chamam a atenção pela similaridade da composição. Em uma análise mais cuidadosa pode-se listar ainda algumas semelhanças: ambas as fotos foram tiradas na zona portuária de cidades grandes, Rio de Janeiro e Copenhagen, respectivamente, e retratam crianças pulando no mar para se divertir e driblar o calor. Entretanto, o que realmente nos intriga e que motiva o texto que se segue são as diferenças implícitas nas imagens.</p>
<p>Moramos no Rio de Janeiro, onde no verão as temperaturas superam 40 graus e o inverno não chega a ser frio. Pode-se dizer que durante todo o ano temos dias de calor, e a necessidade de refrescar-se é evidente na cidade. Estamos sempre procurando sombras e gostamos de locais bem arborizados. Instalamos, indiscriminadamente, aparelhos de ar condicionado nos prédios e reconhecemos o privilégio de morar perto da praia.</p>
<div class="olhos">O que vemos no Rio é privatização do espaço e redução do acesso a áreas da cidade.</div>
<p>Infelizmente, a Baía de Guanabara, presente em muitas paisagens do Rio, é imprópria para o banho. Assim, somente as praias oceânicas da Zona Sul e Oeste são adequadas aos banhistas, e, não raramente, as pessoas com maior renda possuem o privilégio da proximidade com a praia, ou seja, uma pequena parcela da população. Como agravante, há uma forte discriminação para com aqueles que vêm de longe para tais praias, e muitos vêem a privatização desse espaço e a redução de linhas de ônibus como uma boa solução para impedir-lhes o acesso e redução da violência urbana.</p>
<p>Recentemente, um jornal publicou a primeira imagem acompanhada da seguinte chamada: “Desordem no novo cartão postal do Rio de Janeiro”. Desordem por que? De fato, as águas do local são impróprias para banho. Mas então condenamos as crianças pelo simples ato de mergulhar, e perdemos a oportunidade de denunciar e cobrar uma atitude sobre o estado lastimável no qual se encontra nossa Baía. É provável que a matéria tivesse um foco diferente caso o ocorrido não fossem com crianças negras, mas com atletas, por exemplo.</p>
<p>Os fatos supracitados, infelizmente, retratam bem o modo como a nossa cidade prefere tratar os frutos da desigualdade: com a proibição. Sabemos que as águas são poluídas. Sabemos que não são próprias para o banho. Enquanto muitos esperam a criação de grades de proteção que impeçam o acesso ao mar para que a “ordem” na Praça Mauá seja restaurada, cidades ao redor do mundo estão caminhando na direção oposta, estabelecendo condições de balneabilidade em prol da qualidade de vida dos seus cidadãos.</p>
<p>Inclusão e diversidade fazem parte das propostas de utilização da frente marítima de cidades grandes como Copenhagen e Nova York. Ambas possuem projetos que apostam na construção de espaços públicos, democráticos e que combinam a natureza ao lazer urbano, transformando antigas áreas industriais em opção de lazer.</p>
<p>Em meados dos anos 90 a capital dinamarquesa deu seu primeiro passo em direção à despoluição de seus portos e em menos de 10 anos as águas que atravessam a cidade se tornaram próprias para banho. Ao longo da costa foram implementados diversos projetos de piscinas públicas e &#8220;praias urbanas&#8221; que hoje são um dos destinos favoritos de nativos e turistas durante o curto verão europeu.</p>
<p>Um desses projetos está representado na segunda imagem. Uma piscina pública, concebida pelos escritórios de arquitetura JDS Architects (Julien De Smedt) e BIG (Bjark Ingles Group), que utiliza a água dos canais que passam pela cidade para a recreação de pessoas de todas as idades. Junto com o deck e as piscinas, uma extensa área verde faz papel de nossas areias e cria um espaço de descanso para a população.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.big.dk/#projects-vin"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1453" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-02-500x293.jpg" alt="" width="500" height="293" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-02-500x293.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-02-300x176.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-02-768x450.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-02-50x29.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-02-200x117.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-02.jpg 1258w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<em>http://www.big.dk/#projects-vin</em></a></p>
<p>Na metrópole americana, nos chama atenção o Dryline, projeto urbano, ainda em construção, também do escritório BIG, que abrange a extensão sul da ilha de Manhattan e aposta na infraestrutura verde para proteger a cidade de catástrofes ambientais enquanto cria áreas diversas de lazer. A orla ganhou espaços de caminhada, arquibancada que protege a cidade de enchentes e áreas verdes e parques estão presentes ao longo de toda a costa, permeabilizando o solo onde hoje se encontram rodovias e áreas inutilizadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.big.dk/#projects-hud"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1452" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-03-500x309.jpg" alt="" width="500" height="309" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-03-500x309.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-03-300x185.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-03-768x474.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-03-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-03-200x123.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/copenhagen-03.jpg 1393w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<em>http://www.big.dk/#projects-hud</em></a></p>
<p>Nova York foi também o cenário de um projeto de designers para a criação de piscinas flutuantes que filtram a água do rio. O equipamento, aos poucos, melhora a qualidade da água enquanto serve de piscina pública, e foi financiado através de um <em>kickstarter</em> na internet. A intenção é que diversas dessas instalações ao longo do Rio Hudson tenham a capacidade de melhorar a qualidade da água ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.hypeness.com.br/2013/07/designers-criam-piscina-flutuante-que-filtra-a-agua-do-rio-em-nova-york/"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1451" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool_interna-500x300.jpg" alt="" width="500" height="300" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool_interna-500x300.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool_interna-300x180.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool_interna-768x461.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool_interna-50x30.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool_interna-200x120.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool_interna.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<em>http://www.hypeness.com.br/2013/07/designers-criam-piscina-flutuante-que-filtra-a-agua-do-rio-em-nova-york/</em></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1450" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool-500x283.jpg" alt="" width="500" height="283" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool-500x283.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool-300x170.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool-200x113.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/11/CrowdfundedPool.jpg 628w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<a href="http://www.hypeness.com.br/2013/07/designers-criam-piscina-flutuante-que-filtra-a-agua-do-rio-em-nova-york/">http://www.hypeness.com.br/2013/07/designers-criam-piscina-flutuante-que-filtra-a-agua-do-rio-em-nova-york/</a></p>
<p>A cidade do Rio de Janeiro hoje passa por intensas transformações urbanas. Diversas obras estão sendo feitas com o intuito de preparar a cidade para os jogos olímpicos de 2016. Esta é uma ótima oportunidade para que os tomadores de decisões olhem para fora, buscando exemplos positivos e comecem a construir cidades para pessoas. Todavia, o que observamos é uma cidade que ainda investe nos carros, usa o transporte público de maneira perversa, segregando as classes menos abastadas, que constroi estádios em meio a áreas de preservação ambiental e às custas de severas remoções.</p>
<p>O potencial da “Cidade Maravilhosa” é indiscutível. A cidade é mundialmente conhecida pela natureza exuberante e povo receptivo. Então, porque não deixamos que essas duas características façam parte também do nosso planejamento urbano? Dessa forma poderíamos utilizar espécies nativas na construção de infraestrutura verde que ajude a cidade a conter suas frequentes enchentes. Faríamos uma cidade mais democrática e acessível. No que tange o transporte, nossos espaços públicos considerariam a escala humana e levaria em conta nosso clima.</p>
<p>É preciso tomar muito cuidado com o caminho que algumas metrópoles estão tomando. Gostamos sempre de olhar para fora do País e copiar tendências e estilos. Por que então quando se trata de cidade, privatizamos e segregamos ao invés de nos espelharmos nos exemplos de espaços públicos, democráticos e de arquitetura verde?</p>
<p>Rio, por que fazes assim?</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/11/28/rio-por-que-fazes-assim/">Rio, por que fazes assim?</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Pátios internos em Barcelona</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2015/04/05/patios-internos-em-barcelona/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2015 23:05:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[parcelamento do solo]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em visita a Barcelona, tive a oportunidade de visitar alguns pátios internos das manzanas utilizados como áreas públicas ou semi-públicas. Ao contrário do que eu imaginava, encontrar esse tipo de<a href="https://urbanidades.arq.br/2015/04/05/patios-internos-em-barcelona/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Pátios internos em Barcelona</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em visita a Barcelona, tive a oportunidade de visitar alguns pátios internos das manzanas utilizados como áreas públicas ou semi-públicas. Ao contrário do que eu imaginava, encontrar esse tipo de espaço não foi muito fácil. Por algum motivo eu tinha a impressão de que uma porcentagem significativa dos quarteirões possuíssem seus miolos permeáveis, mas chegando lá vi que não era bem assim. Decidi pesquisar um pouco melhor a questão, e o resultado virou este post.</p>
<h3>O plano de Cerdá e os miolos de quadra</h3>
<p>Em seu plano para a expansão de Barcelona, realizado em 1859 (chamado Eixample), Cerdá previa que todas as quadras possuíssem pátios internos públicos, sendo que a grande maioria delas teriam apenas dois dos quatro lados ocupados por edificação; algumas previam três lados, como pode ser visto na imagem abaixo (clique para ampliar).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1328" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-1536x1020.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-2048x1360.jpg 2048w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Ensanche_-_eixample_-_Barcelona-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Plano original de Cerdá para o Eixample. (Fonte: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eixample#/media/File:Ensanche_-_eixample_-_Barcelona.jpg" target="_blank">Wikimedia Commons</a>)</p>
<p>Entretanto, desde o início da implementação do plano de expansão, o jogo de forças políticas acabou resultando na ocupação quase que total dos quatro lados das quadras e de todos os seus miolos. Se olharmos uma imagem aérea atual vemos claramente que esse é o padrão dominante.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1323" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-500x281.jpg" alt="" width="500" height="281" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-500x281.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-300x169.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-768x432.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-990x556.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01-200x113.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-01.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Fonte: Google Earth.</p>
<h3>A recuperação dos miolos de quadra como espaços de lazer</h3>
<p>Diante desse quadro, a municipalidade de Barcelona deu-se conta de que deveria fazer alguma coisa para modificar essa situação e, assim, passou a atuar para viabilizar a reconversão das áreas internas às quadras para espaços abertos de lazer. Em 1985 o pátio de les Aigües foi adquirido pelo Poder Público e, em 1987, foi completada a transformação do miolo de quadra em área pública, que preservou a bela Torre de Água ali existente. As imagens abaixo mostram a situação anterior, com os espaços interiores privatizados, e a situação após a renovação. É possível notar que ainda existe uma parcela significativa ocupada pelas unidades privadas, mas a parte mais central foi liberada como espaço público.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1324" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-500x323.jpg" alt="" width="500" height="323" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-500x323.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-300x194.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-768x496.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-50x32.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-200x129.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues.jpg 1335w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno da Torre de les Aigües &#8211; antes da renovação (fonte: <a href="https://upcommons.upc.edu/revistes/handle/2099/15567" target="_blank">Pazos, 2014a</a>).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1327" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-500x335.jpg" alt="" width="500" height="335" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-500x335.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-300x201.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-768x515.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-50x34.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Torre-de-les-Aigues-atual.jpg 850w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno da Torre de les Aigües &#8211; após a renovação (fonte: <a href="http://buonamici.photoshelter.com/image/I0000QgxLBQAbybM" target="_blank">aqui</a>).</p>
<div class="olhos">Desde a década de 80, 46 pátios internos foram recuperados no Eixample.</div>
<p>Durante essa iniciativa, e animada pelos resultados já obtidos, a municipalidade aprovou a &#8220;<em>Ordenanza de Rehabilitación y Mejora del Eixample</em>&#8220;, plano que, além de proteger o patrimônio arquitetônico, passou a incentivar a liberação dos pátios internos. Dessa forma, as substituições de edificações e as ampliações deveriam deixar liberado o pátio central a partir de uma vez e meia a largura da edificação (o que explica a relação entre áreas privadas e a área pública na imagem acima). Para viabilizar as modificações pretendidas, são permitidos aumentos na intensidade de ocupação do solo. Além disso, como um dos objetivos é que as fachadas antigas sejam mantidas, em grande parte dos casos não há acesso direto da rua, como será visto mais adiante, sendo o acesso feito por meio de uma das edificações.</p>
<p>Em 1996 foi criada a ProEixample, uma empresa pública encarregada de promover o Eixample como espaço de atividades econômicas e organizar as ações para a recuperação dos pátios, incluindo a aquisição dos terrenos e a elaboração dos projetos.</p>
<p>Em 2000, o Plano General Metropolitano (PGM) <a href="http://elpais.com/diario/2000/09/15/catalunya/968980055_850215.html" target="_blank">é modificado</a> para incluir um novo tipo de zona residencial dentro do conjunto do Eixample, a &#8220;zona de densificación urbana 13E&#8221; (Pazos, 2014b). A partir disso, fica instituída no plano geral a obrigatoriedade da manutenção do pátio livre, o que deu maior força à iniciativa e a tornou parte consolidada da política urbana de Barcelona. Ao todo, foram recuperados e/ou criados 46 pátios, como pode ser visto na imagem abaixo. Cabe ressaltar a sua distribuição pelo tecido, o que contribui para que todas as áreas do Eixample tenham acesso facilitado a alguma dessas áreas públicas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1329" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/barcelona_mapa_patios_publicos.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Distribuição dos pátios e áreas ajardinadas recuperados desde 1987 no Eixample (Fonte: <a href="https://upcommons.upc.edu/revistes/handle/2099/15567" target="_blank">Pazos, 2014b</a>).</p>
<h3>Estrutura e funcionamento dos novos pátios internos</h3>
<div class="olhos">Os principais usuários são crianças menores de 12 anos e os adultos que as acompanham.</div>
<p>Segundo Teresa Pazos, que desenvolveu seu trabalho de mestrado sobre os pátios internos públicos em Barcelona, este são &#8220;<em>recinto fechados, de uso público mas limitado ao horário diurno, com acesso a partir da rua por passagens por baixo da edificação ou aberturas estreiras. [&#8230;] Seu tamanho é inferior a 40% da quadra, com uma superfície que varia entre 400 e 4.000 m2</em>.&#8221; (Pazos, 2014b, p. 154). Ainda segundo essa autora, apesar de não possuírem um padrão uniforme, a maior parte deles possui jardins, áreas para crianças e quadras esportivas. Os principais usuários são crianças menores de 12 anos e os adultos que as acompanham.</p>
<p>A estrutura geral também varia. Algumas quadras, especialmente aquelas cujos miolos foram recuperados sem haver grande modificação nas edificações que compõem o perímetro, não possuem ligação direta com a rua. Esse acesso é feito através de usos públicos localizados em uma das edificações, como por exemplo uma biblioteca. Dessa forma é feito o controle de acesso, que é interrompido à noite.</p>
<p>As quadras mais recentes, que foram resultado de novas construções sobre, por exemplo, antigas fábricas, possuem funcionamento diferente. Foi uma dessas que eu visitei no Eixample. A imagem abaixo mostra a área infantil, com espaços para sentar ao redor, e os novos edifício ao fundo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1311" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1312" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Ao contrário das outras quadras, esta possui ligação direta com a rua, feita através de três espaços deixados entre as edificações, e controlados por portões que são fechados à noite. Placas de sinalização indicam o período de funcionamento e algumas regras de utilização.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1316" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1315" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-500x753.jpg" alt="" width="500" height="753" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-500x753.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-199x300.jpg 199w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-768x1156.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-1020x1536.jpg 1020w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-33x50.jpg 33w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px-133x200.jpg 133w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0600_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Por se tratar de edificações novas, essa quadra permitiu que os comércios situados em uma das faces se voltassem para o espaço interno. Nesse caso, entretanto, o que poderia ser um recurso super interessante acabou não sendo aproveitado, pois o uso instalado foi o de uma revendendora de automóveis, que não possui nenhuma relação com as atividades desenvolvidas internamente e não parece ter interesse em aproveitar-se desse espaço.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1314" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1313" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno no Eixample. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Tive a oportunidade de visitar também outros pátios internos semelhantes, porém situados na Vila Olímpica. A imagem abaixo mostra esses pátios, que foram pensados para se encadear através de seus acessos, que estão alinhados uns aos outros.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1322" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-500x281.jpg" alt="" width="500" height="281" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-500x281.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-300x169.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-768x432.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-990x556.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-50x28.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03-200x113.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-Google-Earth-03.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Quadras com pátio interno na Vila Olímpica de Barcelona. Fonte: Google Earth.</p>
<p>A estrutura é muito semelhante àquela mostrada acima, com a diferença que é uma área mais residencial e os usos comerciais que se estabelecem no térreo são de menor porte, tais como fotocopiadoras e papelarias. A relação desses usos com o pátio interno parece mais apropriada, apesar de não parecer haver alta interação entre eles. Os acessos à rua funcionam de forma semelhante à quadra do Eixample, mas ao contrário do que foi possível verificar lá, os edifícios residenciais possuem acessos também pelos pátios internos, possivelmente aumentando a integração entre edifício e espaço aberto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1306" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno na Vila Olímpica. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1305" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno na Vila Olímpica. Foto: Renato Saboya</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1303" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Pátio interno na Vila Olímpica. Foto: Renato Saboya</p>
<p>Veja abaixo mais algumas imagens desses pátios internos (todas as fotos de autoria de Renato Saboya).</p>

<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0557_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0560_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0562_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0563_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0564_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2014_12_31-0566_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0597_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0598_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0601_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_01-0603_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0949_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0951_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0924_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0924_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0924_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0924_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0924_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0928_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0928_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0928_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0928_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0928_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0914_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0914_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0914_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0914_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0914_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0929_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0929_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0929_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0929_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0929_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0930_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0930_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0930_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0930_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0930_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0935_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0935_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0935_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0935_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0935_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0937_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0937_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0937_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0937_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0937_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0947_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
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<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0926_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0926_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0926_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0926_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0926_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0915_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0918_1200px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0918_1200px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0918_1200px-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0918_1200px-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2015/03/Barcelona-2015_01_02-0918_1200px-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>

<h3>Referências</h3>
<div class="csl-bib-body">
<div class="csl-entry">PAZOS ORTEGA, T. La obtención de espacio público en la trama consolidada del Eixample: un proceso urbanístico continuado de más de 30 años. <b>QRU: Quaderns de Recerca en Urbanisme</b>, v. 4, p. 140–151, 2014a.</div>
</div>
<p>PAZOS ORTEGA, T. La  reconquista  urbana  del  espacio  de  proximidad: los patios interiores en el Eixample de Barcelona. <b>QRU: Quaderns de Recerca en Urbanisme</b>, v. 4, p. 152–161, 2014b.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2015/04/05/patios-internos-em-barcelona/">Pátios internos em Barcelona</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Cidade &#038; Sociedade &#8211; as tramas da prática e seus espaços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Nov 2014 18:18:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[relações sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje tenho o prazer de comentar no Urbanidades o livro de um amigo e parceiro de pesquisas: Vinicius Netto. Seu livro &#8220;Cidade &#38; Sociedade: as tramas da prática e seus<a href="https://urbanidades.arq.br/2014/11/02/cidade-sociedade-as-tramas-da-pratica-e-seus-espacos-2/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Cidade &#038; Sociedade &#8211; as tramas da prática e seus espaços</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/11/02/cidade-sociedade-as-tramas-da-pratica-e-seus-espacos-2/">Cidade & Sociedade – as tramas da prática e seus espaços</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tenho o prazer de comentar no Urbanidades o livro de um amigo e parceiro de pesquisas: Vinicius Netto. Seu livro &#8220;<a href="https://amzn.to/3nB3Ajs" target="_blank" rel="noopener sponsored noreferrer"><strong><em>Cidade &amp; Sociedade: as tramas da prática e seus espaços</em></strong></a>&#8221; foi lançado em 2014 e traz uma coletânea de diversos textos publicados por ele ao longo de sua trajetória acadêmica, extensivamente revisados e ampliados, além de costurados em uma sequência que abrange:</p>
<ol>
<li>Sociedades como sistemas de encontro: a segregação sobre o corpo;</li>
<li>Sociedades como sistemas de comunicação: espaço, significado e prática social;</li>
<li>Sociedades como sistemas de interação material: forma e dinâmica urbana.</li>
</ol>
<p>A grande maioria dos capítulos foi publicada em bons periódicos nacionais e internacionais, tais como Cadernos Proarq, Arquitextos, Urbe e EURE. O <a href="http://cadernos.proarq.fau.ufrj.br/en/paginas/edicao/19" target="_blank" rel="noopener noreferrer">artigo </a>no qual se baseia um dos capítulos, &#8220;<em>A (re)conquista da cidade: </em>polis<em> e esfera pública</em>&#8220;, recebeu recentemente menção honrosa na respectiva categoria do <a href="http://www.anparq.org.br/premiacoes.php" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Prêmio Anparq 2014</a>.<span id="more-1281"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/11/netto-2014-espaço-e-sociedade-capa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1283" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/11/netto-2014-espaço-e-sociedade-capa-500x485.jpg" alt="" width="500" height="485" /></a></p>
<p>O livro chama a atenção pela forte ênfase na construção teórica de um arcabouço que permita examinar a cidade, seus espaços, suas práticas, encontros, relações, causalidades, materialidades e atos comunicativos. O texto é denso às vezes, mas por isso mesmo oferece uma quantidade proporcionalmente grande de conteúdos interessantes e que nos fazem compreender melhor o mundo que nos cerca, além de inspirar outros <em>insights</em>. Por outro lado, o livro traz também bem-vindas incursões por trabalhos mais empíricos que fornecem evidências concretas de suas teorias e fazem o necessário confronto das hipóteses abstratas com a realidade, evitando assim limitar-se ao campo das especulações exclusivamente teóricas e da lógica interna dos argumentos.</p>
<p>Destaco brevemente, abaixo, alguns aspectos que considerei especialmente interessantes no livro que, de resto, merece uma leitura atenta. Ao final encontram-se seu release oficial e suas formas de aquisição.</p>
<h2>A segregação sobre o corpo</h2>
<p>Em contraposição à visão tradicional da segregação que a trata como áreas &#8220;estanques&#8221; na cidade nas quais grupos diferentes se concentrariam, dificultando sua interação por efeito de uma localização estática diferente, Vinicius propõe uma abordagem baseada no próprio corpo e suas possibilidade de deslocamento pelo espaço da cidade como elementos-chave para o entendimento da segregação. Examinando grupos sociais diferentes, ele identificou que a eles correspondem diferentes padrões de deslocamento pela malha que, conforme a classe socioeconômica, podem ser mais ou menos dispersos, mais ou menos longos e que, em grande parte dos casos, acabam não se cruzando. A segregação, portanto, possui uma face dinâmica importante.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/11/Parte-1-Cap2-fig3.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1288" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/11/Parte-1-Cap2-fig3-500x469.jpg" alt="" width="500" height="469" /></a><br />
(NETTO, 2014, p. 81)</p>
<p>A Figura exemplifica esse conceito: diferentes classes costumam realizar percursos diferentes na cidade, com quase nenhuma sobreposição entre eles. Com isso, a distância social é reforçada pela rotinização e os diferentes pouco se vêem e interagem:</p>
<blockquote><p>Assim, a &#8220;invisibilização da alteridade&#8221; [&#8230;] remete à sua efetivação no dia a dia, quando diferenças sociais moldam vidas condicionadas nos processos de rotinização, nas formas de apropriação dos espaços da cidade, na geração de possibilidades de construção de relações sociais, nas formas de convívio. [&#8230;] A abordagem da reprodução aqui desenvolvida busca entender <em>como a segregação impregna nossas atuações urbanas, e como a diferenciação social gera a distância cotidiana entre os diferentes.</em> (NETTO, 2014, p. 63)</p></blockquote>
<h2>Efeitos da Arquitetura</h2>
<p>Sobre as influências do espaço em outros aspectos do sistema urbano e seus usuários, muita coisa já foi divulgada aqui mesmo no Urbanidades (por exemplo <a title="Tipos arquitetônicos e vitalidade urbana" href="http://urbanidades.arq.br/2012/02/tipos-arquitetonicos-e-vitalidade-urbana/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui </a>e <a title="A convergência de padrões na cidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/01/a-convergencia-de-padroes-na-cidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>), pelo fato de eu ter participado como parceiro em algumas das pesquisas que deram origem a essa parte do livro.</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/11/tipologias-e-tecidos-rio.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1284" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/11/tipologias-e-tecidos-rio-500x592.jpg" alt="" width="500" height="592" /><br />
</a>(NETTO, 2014, p. 276)</p>
<div class="">
<div id="yiv3084860759" class="">
<div class="">
<div class="">
<div class="">Basicamente o que essa parte faz é problematizar o quanto o espaço, em seus aspectos materiais, pode influenciar nos padrões de interação social, seja em termos de frequência, de copresença, de tipo das situações (potencialmente) interacionais, etc. Como é característica do autor e do livro, um base teórica é perseguida para embasar e orientar os resultados empíricos, bem como para discuti-los.</div>
<div class=""></div>
<div class="">
<hr />
</div>
<div class=""><b class=""><span class="">CIDADE &amp; SOCIEDADE:</span></b></div>
<div class=""><b class=""><span class="">AS TRAMAS DA PRÁTICA E SEUS ESPAÇOS</span></b><b class=""></b></div>
<div class=""></div>
<div class=""><b class=""><span class="">Vinicius M. Netto</span></b></div>
<div class=""></div>
<div class=""><i class=""><span class="">Cidade &amp; Sociedade: as tramas da prática e seus espaços</span></i><span class=""> explora as relações entre Sociedade e Espaço em três níveis: (i) Sociedades como sistemas de encontro: a segregação sobre o corpo; (ii) Sociedades como sistemas de comunicação: espaço significado e prática social; (iii) Sociedades como sistemas de interação material: forma e dinâmica urbana. </span></div>
<div class=""><span class="">  </span></div>
<div class=""><span class="">&#8220;O aparato conceitual de Vinicius M. Netto, meticulosamente preparado, nos dá ferramentas para repensar elementos fundamentais da pesquisa e prática de ensino cotidianas: as relações interescalares e cada vez mais complexas entre nossos corpos individuais e coletivos e os espaços dos lugares e fluxos que moldam e são moldados por nossas interações. </span><span class="">Valendo-se da sociologia, antropologia, economia, ética, política, teoria da comunicação e planejamento, o autor nos oferece razões práticas e munição filosófica para a batalha pela reconquista da cidade&#8221; (Clara Irazábal, Columbia University)</span></div>
<div class=""><span class="">  </span></div>
<div class=""><span class="">  </span></div>
<div class=""><span class="">Capa: Maíra Pinheiro e Vinicius M. Netto</span></div>
<div class=""><span class="">Nº de páginas: 431</span></div>
<div class=""><span class="">ISBN: 978-85-205-0677-6</span></div>
<div class=""></div>
<div class=""><span class="">Editora Sulina/Sul Editores<br class="" /></span><span class=""><a class="" href="http://www.editorasulina.com.br/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">www.editorasulina.com.br</a></span></div>
<div class=""><span class="">Tel (51) 3311.4082 </span></div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div class="">
<div class="">O livro já está disponível em: <a href="http://www.editorasulina.com.br/detalhes.php?id=636" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.editorasulina.com.br/detalhes.php?id=636.</a></div>
<div>Amazon: <a href="https://amzn.to/3nB3Ajs" target="_blank" rel="noopener sponsored noreferrer">aqui</a>.</div>
<div class=""></div>
<div class="">Versão digital (reduzida): <a href="https://www.academia.edu/7670880/CIDADE_and_SOCIEDADE_-_As_Tramas_da_Pratica_e_seus_Espacos_Livro.Introducao_" target="_blank" rel="noopener noreferrer">https://www.academia.edu/7670880/CIDADE_and_SOCIEDADE_-_As_Tramas_da_Pratica_e_seus_Espacos_Livro.Introducao_</a></div>
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		<title>Espaços abertos positivos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2014 19:33:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Camillo Sitte]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Espaços abertos positivos são tão importantes quanto difíceis de serem definidos e explicados. Neste post mostramos alguns exemplos de espaços positivos e espaços residuais e exploramos algumas estratégias para alcançar os primeiros. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Espaços abertos positivos</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/">Espaços abertos positivos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No projeto de espaços abertos, considero que um dos conceitos mais importantes &#8211; e mais difíceis de serem explicados &#8211; é o de conformação de espaços abertos &#8220;positivos&#8221;. Até onde pude apurar, essa denominação foi dada por Alexander et al (1977) no &#8220;Linguagem de Padrões&#8221; e continua sendo utilizada por outros autores (ver, por exemplo, CARMONA et al, 2003), apesar de não ser um termo amplamente adotado.Tão difícil quanto defini-lo em palavras é conseguir com que os alunos entendam o conceito e, mais importante, apliquem-no em seus projetos (e, por que não dizer?, também os profissionais, vide os exemplos trágicos de espaços urbanos existentes por aí). Por isso, este post vai tentar defini-lo utilizando-se primordialmente de imagens, na esperança de que o contraste entre os tipos de espaços permita um entendimento mais fácil e completo desses conceitos.<span id="more-1232"></span></p>
<h3>Espaços positivos e negativos</h3>
<p>Segundo Alexander et al (1977, p. 518), espaços abertos positivos são aqueles que &#8220;possuem um formato distinto e definido, tão definido como o de uma sala&#8221;. Em estudo posterior, Alexander et al (1987, p. 66) definiram espaços positivos como &#8220;coerentes e bem conformados&#8221;.</p>
<p>Para entender melhor, convém considerar uma espécie de deslocamento do foco de atenção na consideração das relações entre edifícios e os espaços abertos, deslocamento no qual o foco de atenção passa dos primeiros para os últimos. Estes passam a ser o elemento principal, e as edificações são vistas como <span style="text-decoration: underline;">meios</span> para conformar os espaços abertos. Ou, em outras palavras, &#8220;&#8216;<em>Edifícios rodeiam os espaços abertos&#8217; e NÃO &#8216;Os espaços abertos rodeiam os edifícios&#8217;</em>&#8221; (ALEXANDER et al, 1987, p. 67). Os espaços abertos é que devem possuir formas mais simples e &#8220;íntegras&#8221;, inteiras, legíveis, enquanto que as edificações acabam possuindo formas mais irregulares, atreladas à sua função de conformar os espaços abertos.</p>
<p>Quando isso não acontece, temos espaços negativos ou, para usar um termo mais usual, residuais. Nesse caso, a edificação é posicionada em um local central e os espaços abertos são aqueles que &#8220;sobram&#8221; ao seu redor. Esses espaços tendem a ser percebidos como incompletos, desagradáveis, sem unidade e, via de regra, são usados para canteiros sem importância ou como espaços exclusivamente de passagem. Veja, por exemplo, o conjunto do CTC, no campus da UFSC, abaixo. É possível perceber que a forma das edificações não fazem a menor menção ao espaço aberto. Elas foram determinadas segundo sua própria lógica (o que não quer dizer, infelizmente, que isso garanta alguma coisa em termos de qualidade na solução arquitetônica), e criam uma série de espaços residuais ao seu redor e em suas reentrâncias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1234" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-500x375.jpg" alt="espaços positivos 01" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-01.jpg 882w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Centro Tecnológico da UFSC (Fonte: Google Maps).</span></p>
<p>Examine, na imagem abaixo, a forma aproximada da edificação destacada e, especialmente, as várias formas dos espaços em branco: praticamente todas são &#8220;retalhos&#8221;, espaços sem força, sem integridade, sem ambiência. Por isso, dificultam a conformação de subespaços e áreas de estar, e não incentivam sua apropriação pelas pessoas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1233" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-02.jpg 882w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Centro Tecnológico da UFSC (Fonte: Google Maps).</span></p>
<p>Por outro lado, veja a Praça do Campidoglio, abaixo. As edificações conformam perfeitamento o espaço aberto, definindo claramente três lados que funcionam como limites, enquanto um deles fica aberto, conferindo ambiência e direcionalidade ao espaço e valorizando os visuais tanto para o edifício principal quanto a partir do espaço aberto para a cidade, que fica em um nível mais abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1235" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-500x429.jpg" alt="" width="500" height="429" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-500x429.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-300x257.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-768x659.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-50x43.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-200x172.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U.jpg 931w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Espaço aberto positivo (Fonte: Ching, 2002, p. 148).</span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1236" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-03.jpg 604w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Piazza del Campidoglio &#8211; Roma (Fonte: Google Maps).</span></p>
<h3>Fatores que auxiliam a construção de espaços positivos</h3>
<p>Um primeiro fator, tratado por Alexander et al (1977), é a convexidade do espaço. Um espaço é convexo quando é possível traçar uma linha reta entre todos os pontos localizados no seu interior sem atravessar nenhuma borda do espaço aberto. Em outras palavras, em espaço convexos todos os pontos em seu interior conseguem se &#8220;enxergar&#8221; mutuamente. A imagem abaixo mostra dois exemplos: o primeiro deles, à esquerda, representa um espaço convexo. Todas as possíveis combinações de pontos teriam linhas de visão mútua semelhantes à linha tracejada, no sentido de que passariam apenas dentro do espaço. Na imagem da direita, ao contrário, é fácil perceber que há uma razoável quantidade de &#8220;pares&#8221; de pontos cuja linha de visão entre si passaria por fora do espaço, conforme exemplificado pela linha tracejada. Esse espaço não é convexo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1237 aligncenter" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-500x266.jpg" alt="" width="500" height="266" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-500x266.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-300x160.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-768x409.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-50x27.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04-200x107.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/espaços-positivos-04.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><span class="legendas">Espaço convexo (esq.) e não convexo (dir.) (Fonte: Carmona et al, 2003, p. 138)</span></p>
<p style="text-align: left;">O segundo é um certo grau de &#8220;contenção espacial&#8221; (CARMONA, 2003, p. 139), que por sua vez depende da relação entre a altura das edificações do entorno e suas distâncias no eixo horizontal. Em casos em que os edifícios estão localizados junto ao espaço aberto, essa relação tende a favorecer a contenção espacial, enquanto que edifícios muito distantes desfavorecem ou mesmo comprometem inteiramente essa sensação de contenção ou ambiência. Obviamente, esse fator está intimamente relacionado com a continuidade dos edifícios ao redor do espaço aberto; nos casos em que essa continuidade é prejudicada pela existência de grandes afastamentos entre as edificações, ou até mesmo pela existência de grandes avenidas e/ou outros elementos do sistema viário, a sensação de ambiência tende a sofrer. Segundo Carmona (2003), a forma mais fácil de criar esse senso de contenção espacial é agrupar edifícios ao redor de um espaço central.</p>
<p style="text-align: left;">Entretanto, isso nem sempre é possível ou até mesmo desejável, dependendo de cada situação. Nesses casos, é possível atingir efeito semelhante através de outros elementos, tais como desníveis e o uso de vegetação. Veja, por exemplo, a estratégia utilizada pelos projetistas da Deichmann square, Chyutin Architects, para reforçar o senso de ambiência e fechamento: nas laterais em que não havia edificações, eles utilizaram-se de suaves taludes para ajudar a criar um fechamento (quase) vertical para o espaço aberto.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-Park-Architecture-Design.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1244" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-Park-Architecture-Design-500x401.jpg" alt="" width="500" height="401" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1255" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/The-Deichmann-Square-Near-The-Campus-Architecture-Design-500x332.jpg" alt="The-Deichmann-Square-Near-The-Campus-Architecture-Design" width="500" height="332" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1245" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-500x402.jpg" alt="The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design" width="500" height="402" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-500x402.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-300x241.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-768x618.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-50x40.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-200x161.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design.jpg 940w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Deichmann square (Chyutin Architects) &#8211; Source: <a href="http://www.contemporist.com/2011/01/17/the-deichmann-square-by-chyutin-architects/" target="_blank">here</a>.</span></p>
<p>Essa contenção espacial possui, certamente, diferentes graus, dependendo do modo como suas bordas estão configuradas, como se relacionam e conformam o espaço aberto e como se relacionam entre si, permitindo um maior ou menor campo visual &#8220;escapar&#8221; de dentro do espaço. Edificações que se estendem por trás de outras edificações tendem a bloquear as visuais para fora do espaço e, com isso, ampliar a sensação de contenção. Carmona (2003) nota que, de acordo com Camilo Sitte (1992), as praças que se mostraram mais bem sucedidas em seus estudos eram aquelas que permitiam linhas de visão para outras praças (sobre isso, vale a pena dar uma olhada também nos estudos da <a title="Sintaxe Espacial" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/">Sintaxe Espacial </a>e as análises feitas sobre esses visuais para fora das ambiências criadas pelos espaços abertos).</p>
<p style="text-align: left;">Camilo Sitte também estudou esse fenômeno e destacou o uso de configurações do tipo &#8220;catavento&#8221;, nas quais as vias não passam diretamente pelo espaço, o que diminuiria a sensação de contenção do espaço; ao contrário, as vias eram interrompidas pelas edificações para &#8220;recomeçarem&#8221; em outro alinhamento, aumentando a sensação de definição da ambiência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-1257" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg" alt="Sitte (1992 - p 49) - Praca antiga" width="225" height="211" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga.jpg 474w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-300x281.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-50x47.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Sitte-1992-p-49-Praca-antiga-200x187.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><br />
<span class="legendas">Configurações em &#8220;catavento&#8221; &#8211; Sitte, 1992.</span></p>
<p>Podemos concluir que espaços bem conformados, positivos, tendem a proporcionar maior qualidade ao usuário e criar espaços mais agradáveis. Entretanto, é preciso buscar o equilíbrio no grau de fechamento do espaço, sob pena de criar um ambiente excessivamente autocentrado e desconectado do seu entorno e das demais atividades acontecendo na cidade ao seu redor. Um fechamento equilibrado deve ser capaz de, ao mesmo tempo, proporcionar uma sensação de acolhimento mas também realizar conexões (visuais, funcionais, ou mesmo simbólicas) com outras partes da cidade, sejam outros espaços semelhantes a ele ou não, de forma a integrar-se adequadamente à riqueza e complexidade da dinâmica urbana.</p>
<h3>Exemplos</h3>
<h4>Espaços negativos</h4>

<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/ufsc-01_cr/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/UFSC-01_cr-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/original_soh_aerial_1/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/original_SOH_Aerial_1-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/parking-houston-2/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/parking-houston-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/le-corbusier-cidade-moderna-croqui-01_1024/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Le-Corbusier-Cidade-Moderna-Croqui-01_1024-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/4647696349_3d5ec85f11_o/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="103" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/4647696349_3d5ec85f11_o-scaled.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" /></a>

<h4>Espaços positivos</h4>

<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/the-deichmann-square-3d-master-plan-architecture-design/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/The-Deichmann-Square-3D-Master-Plan-Architecture-Design-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/veneza-02/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/veneza-02-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/pracas_01/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/pracas_01-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/del-rio-1990-p-141-mercado/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/04/Del-Rio-1990-p-141-Mercado-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/ching-2002-p-148-planos-em-u/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/03/Ching-2002-p-148-planos-em-U-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/piazza-san-pietro-02_red/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/05/Piazza-San-Pietro-02_red-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>

<h3 style="text-align: left;">Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C.; ISHIKAWA, S.; SILVERSTEIN, M. A <strong>pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>ALEXANDER, C. et al.<strong> A New theory of urban design</strong>. New York: Oxford University Press, 1987.</p>
<p>CARMONA, M. <strong>Public places, urban spaces</strong>: the dimensions of urban design. Oxford; Boston: Architectural Press, 2003.</p>
<p>SITTE, C. <strong>A construção da cidade segundo seus princípios artísticos</strong>. São Paulo: Ática, 1992. v. (1a. ed. 1889) </p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/05/18/espacos-abertos-positivos/">Espaços abertos positivos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jun 2013 15:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apenas a permeabilidade física pode não ser suficiente para a vitalidade. Neste post, examinamos a importância da conectividade visual entre edificação e espaço público. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público" href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a></li>
</ul>
<h3>Interface entre espaço edificado e espaço aberto público: permeabilidade visual</h3>
<p>Apenas a proximidade física pode não ser eficaz na promoção da vitalidade caso não seja reforçada por conexões visuais:</p>
<blockquote><p>O contato através da experiência entre o que está acontecendo no ambiente público e o que está acontecendo nas residências, lojas, fábricas, oficinas e edifícios coletivos adjacentes pode promover uma extensão e enriquecimento das possibilidades de experiências, em ambas as direções. (GEHL, 2011, p. 121)</p></blockquote>
<p>Podemos identificar três maneiras pelas quais a visibilidade pode ajudar a promover a apropriação dos espaços públicos. A primeira delas, levantada por Jacobs (2001), diz respeito à segurança. O conceito de “olhos da rua” descreve a combinação de fachadas visualmente permeáveis, próximas à rua e com moradores que se preocupam com o que acontece na sua vizinhança, e funciona no sentido de promover uma maior sensação de segurança para quem caminha ou desenvolve outro tipo de atividade nas ruas. Isso acontece porque &#8220;Um pedestre sente o olhar coletivo, mesmo que ninguém esteja realmente olhando para a rua.” (HANSON; ZAKO 2007, p. 021-19). Embora não haja garantias, quem caminha por uma rua para a qual muitas janelas se abrem tem a sensação de que, se algum problema acontecer, alguma pessoa dentro de uma das edificações será capaz de ver o que está acontecendo e intervir. Para entender melhor, basta imaginar a situação oposta: uma rua com alta proporção de muros e fachadas cegas gera uma intensa sensação de insegurança, fragilidade e desconfiança. As chances de ser “salvo” por um vizinho ou morador são praticamente nulas.<span id="more-1182"></span></p>
<p class="olhos">Segurança é fator essencial para vitalidade, e olhos da rua são essenciais para a segurança</p>
<p>Newman (1996), em seu conceito de espaços defensáveis, argumenta nesse mesmo sentido. Segundo ele, é necessário que os residentes sintam-se responsáveis pelos espaços públicos adjacentes às suas habitações, o que só é possível se houver proximidade e conexão visual. Por esse motivo, sugere como uma das diretrizes para o projeto de edificações que “Vegetação não deve ser posicionado de modo a bloquear a visualização das portas e janelas das unidades habitacionais para a rua ou para os caminhos que levam da rua às entradas das unidades. ” (NEWMAN, 1996, p. 117). O autor explora vários tipos arquitetônicos e mostra que, mesmo com densidades populacionais e construtivas diferentes, os efeitos que eles têm sobre essa capacidade de sentir-se responsável pelos espaços coletivos é muito diferente. A figura abaixo mostra um exemplo disso: o tipo mais vertical, isolado e sem entradas voltadas para a rua tem maior probabilidade de ser alvo de depredação e outras formas de violência. Resultados semelhantes foram obtidos por Vivan e Saboya para o caso de Florianópolis, como pode ser conferido no post <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/09/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" alt="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Tipologias com densidades semelhantes e diferentes relações com a rua e consequentes efeitos sobre a segurança. (NEWMAN, 1996, p. 21)</span></p>
<p class="olhos">Mais importante que a distância real é a distância percebida</p>
<p>A segunda maneira pela qual a visibilidade reforça a proximidade física é através da possibilidade de algum tipo de interação concreta entre espaço edificado e aberto, mesmo que à distância. Alexander et al (1977) argumentam que até o 4º andar de uma edificação é possível interagir com alguém no térreo (o que só seria possível se houvesse alguma conexão visual). Gehl (2011, p. 137 – grifo no original) ressalta que “<em>Crucial para determinar a distância aceitável em uma determinada circunstância é não apenas a </em>distância física real<em>, mas em grande medida a </em>distância percebida.” Nesse sentido, alguém que está dentro de uma edificação com contato visual direto sobre o espaço público sente-se mais próximo a este, e desfruta da possibilidade de interagir passivamente ou ativamente com ele. Passivamente, através dos sons e cheiros, e ativamente através de uma conversa com alguém, da intervenção em alguma situação problemática como no caso da segurança delineado acima, do cuidado com os filhos que brincam na rua, e assim por diante. Santos e Vogel (1985) descrevem belissimamente a riqueza de experiências e estímulos mútuos entre os residentes e quem passa ou utiliza a rua para outros motivos no livro &#8220;Quando a rua vira casa&#8221;.</p>
<p>Jacobs e Gehl, entre muitos outros autores, defendem que a própria animação de uma rua ou espaço público atua como atrator de maior animação. Isso acontece porque as pessoas gostam de observar outras pessoas, assim como gostam de estar em lugares onde haja animação e diversidade de pessoas e atividade: “Nas cidades, a animação e a variedade atraem mais animação; a apatia e a monotonia repelem a vida.” (JACOBS, 2000, p. 108). Gehl (2011) cita o exemplo das crianças, que são atraídas de forma muito mais espontânea para lugares onde outras crianças já estejam brincando. Caso isso possa acontecer entre edificação e espaço público, a vitalidade urbana tende a ser reforçada.</p>
<p class="olhos">O reforço da presença e a constante lembrança das possibilidades de interação podem ser importantes</p>
<p>Todos esses estímulos (sonoros, visuais, etc.) podem atuar como incentivadores à vivência do espaço público, através do que pode ser considerada a terceira maneira de reforçar a proximidade física: promover a lembrança constante de que o espaço está ali, próximo, com todos os seus atrativos. É um aspecto bem aceito nas ciências cognitivas que aquilo que está ao alcance da experiência e dos sentidos afeta profundamente os julgamentos e inferências que fazemos sobre o mundo, ao ponto de Kahneman (2011) cunhar a expressão “what you see is all there is”. Ele mostra que aquilo com que nos deparamos e interagimos passa a assumir uma proporção em nossa visão de mundo que é incoerente à sua frequência &#8220;real&#8221;, quando medida por meios objetivos. O mesmo princípio pode ser estendido ao papel que a visibilidade tem sobre nossa consciência acerca dos espaços públicos e as decisões que tomamos quanto à frequência com que o vivenciamos: se ele está presente em nossa consciência (e os estímulos visuais são importantes nesse sentido), é maior a probabilidade de que nossas decisões os incluam. Se ele, ao contrário, está ausente, é menor a probabilidade de que o consideremos em nossas ponderações e escolhas.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C. <strong>A pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HANSON, J.; ZAKO, R. Communities of co-presence and surveillance: how public open space shapes awareness and behaviour in residential developments. <strong>Proceedings of the 6th  International Space Syntax Symposium</strong>, 2007. Istambul.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>KAHNEMAN, D. <strong>Thinking, fast and slow</strong>. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2011.</p>
<p>NEWMAN, O. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Mar 2013 18:57:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como terceiro fator a contribuir para a vitalidade dos espaços urbanos, destacamos as características das edificações, especialmente no que diz respeito às suas relações com os espaços abertos. A maneira como as edificações estão posicionadas e a forma como configuram seus sistemas de barreiras e permeabilidades em relação às ruas podem influenciar diretamente na vitalidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
</ul>
<p>Como terceiro fator a contribuir para a vitalidade dos espaços urbanos, destacamos as características das edificações, especialmente no que diz respeito às suas relações com os espaços abertos. Como veremos, a maneira como as edificações estão posicionadas e a forma como configuram seus sistemas de barreiras e permeabilidades em relação às ruas podem influenciar diretamente na quantidade de pessoas que utilizam o espaço público e de atividades que ali se desenvolvem.</p>
<h2>Permeabilidade público x privado</h2>
<p>Holanda (2002) trata da questão da permeabilidade física entre a edificação e o espaço público ao atribuir ao Paradigma da Urbanidade características como maior número de portas por espaços convexos e menor percentual de espaços cegos (HOLANDA, 2002, p. 126). O Paradigma de Urbanidade (definido por Holanda em contraposição ao Paradigma da Formalidade), no que diz respeito aos arranjos sociais relaciona-se ao uso dos espaços públicos e portanto tem relação com a ideia de vitalidade. Holanda, portanto, dá a entender que essas variáveis costumam ocorrer concomitantemente (maior densidade de portas e menir percentual de espaços cegos, pelo lado das características morfológicas, e maior uso dos espaços públicos, pelo lado dos arranjos sociais).</p>
<p>A mesma recomendação é feita por Bentley et al (1985, p. 13):</p>
<blockquote><p>Permeabilidade física entre espaços públicos e privados ocorre nas entradas para os edifícios ou jardins. Isso enriquece o espaço público através do aumento do nível de atividade em suas bordas.</p></blockquote>
<p>Mais adiante, Bentley et al (1985, p. 69) acrescentam:</p>
<blockquote><p>Para aumentar a robustez, a interface entre edifícios e espaço público deve ser projetada para viabilizar que uma gama de atividades privadas internas coexistam em intensa proximidade física com a gama de atividades públicas no exterior.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Bentley-et-al-1985-p.-69_cr.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1164" alt="Bentley et al (1985, p. 69)_cr" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Bentley-et-al-1985-p.-69_cr-500x257.jpg" width="500" height="257" /></a></p>
<p class="legendas">Proximidade e interação entre as atividades no interior e exterior das edificações. Fonte: Bentley et al (1985, p. 69)</p>
<p class="olhos">Portas devem ser abundantes e promover a proximidade entre interior e exterior, em todo o perímetro da quadra.</p>
<p>Uma quantidade apropriada de portas pode auxiliar na promoção da vitalidade urbana conectando a rua com atividades comerciais e de serviços, promovendo assim as atividades que lhes são inerentes, tais como a pesquisa de preços, o olhar de vitrines e o entra-e-sai para comprar ou obter mais informações sobre os produtos. No caso dos shopping-centers essa vitalidade é interiorizada: as ligações dos espaços edificados com a rua são minimizadas, e toda essa movimentação é retirada dos espaços públicos, juntamente com a possibilidade (ainda que nem sempre exercida) de interação social entre pessoas de perfis socioeconômicos mais variados do que aquelas que frequentam os shoppings.</p>
<p>Carlos Nelson também reforça esse argumento para o caso de atividades residenciais:</p>
<blockquote><p>Diríamos que, quanto mais portas se abrem para a calçada, tanto mais completamente o espaço público é passível de apropriação pela casa. (SANTOS; VOGEL, 1985, p. 54).</p></blockquote>
<p>“Apropriação pela casa”, nesse caso, significa utilizar o espaço da rua, seja para atividades de lazer, contemplação, deslocamentos ou mesmo para estabelecer relações sociais. A mesma lógica pode ser estendida para edifícios residenciais. Na Figura abaixo Bentley et al (1985) mostram os contrastes de duas organizações, nas quais a primeira intensifica a conexão com a rua, enquanto a segundo concentra os acessos em apenas um ponto, não apenas distante da rua como também localizado em apenas uma das faces do quarteirão. As outras três faces possuem fachadas sem permeabilidade física, prejudicando a possibilidade de vitalidade.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/permeabilidade_portas-Bentley-et-al-1985-p.13.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1165" alt="permeabilidade_portas - Bentley et al (1985, p.13)" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/permeabilidade_portas-Bentley-et-al-1985-p.13-500x504.jpg" width="500" height="504" /></a></p>
<p class="legendas">Diferença no arranjo de portas voltadas ao espaço da rua: muitas edificações abrindo-se diretamente para a rua (à esq.); concentração de entradas para várias unidades em apenas um ponto, com pouca relação com a rua (à dir.). (BENTLEY et al, 1985, p. 13)</p>
<p>Por fim, Gehl (2011) oferece o mesmo conselho:</p>
<blockquote><p>É importante que seja fácil entrar e sair das habitações. Se a passagem entre interior e exterior é difícil &#8211; se é necessário, por exemplo, usar escadas e elevadores para entrar e sair &#8211; o número de visitas ao exterios cair notavelmente (GEHL, 2011, p. 184).</p></blockquote>
<h2>Dimensões da forma edificada</h2>
<p>Gehl (2011) defende a adoção de fachadas curtas como forma de intensificar as possibilidades de interação da rua com a edificação e diminuir as distâncias a serem percorridas pelos pedestres:</p>
<blockquote><p>Sabendo que pedestres geralmente não desejam caminhar muito, os projetistas de lojas comerciais usam fachadas estreitas, de modo que haja espaço para a maior quantidade possível de lojas na menor distância possível na rua. (GEHL, 2011, p. 95)</p></blockquote>
<p class="olhos">Fachadas estreitas são um recurso para aproveitar melhor a frente dos lotes e diminuir distâncias.</p>
<p>Segundo ele, algumas cidades vêm proibindo a instalação de atividades que ocupem muito espaço de fachada sem a correspondente densidade de portas e interação com a rua, tais como postos de gasolina e até mesmo bancos e edifícios de escritórios. Esses equipamentos precisam ser posicionados nos andares superiores ou, no caso de ficarem no térreo, limitarem fortemente o tamanho de suas fachadas. Assim, seria possível concentrar o acesso em uma pequena largura (o exemplo dado por Gehl cita 5m como tamanho máximo) e utilizar o resto da interface para outras atividades com acesso direto pela rua, ao invés de criar longos perímetros sem permeabilidade.</p>
<p>Essas bordas sem portas constituem “espaços vazios” que são prejudiciais à vitalidade:</p>
<blockquote><p>Usando o princípio de lotes estreitos [na largura] e profundos [no comprimento] juntamente com um uso cuidadoso do espaço frontal evita o problema de &#8220;buracos&#8221; e &#8220;áreas residuais&#8221; sempre que os edifícios se voltam para calçadas e rotas de pedestres. Isso também vale para áreas residenciais. (GEHL, 2011, p. 95)</p></blockquote>
<p>O mesmo princípio pode ser estendido aos afastamentos laterais entre as edificações, que reduzem a proporção da quantidade de metros lineares de fachada (e portanto o espaço para atividades em interação com a rua) em relação ao comprimento total do quarteirão. Essa configuração desperdiça o potencial que a interface entre os lotes privados e a rua possui em termos de estímulo ao movimento de pessoas, ao mesmo tempo em que aumenta as distâncias a serem percorridas e diminui a densidade de atrativos. Alexander et al (1987, p. 67-71) reforça a necessidade de que as fachadas sejam contínuas:</p>
<blockquote><p>&#8220;Os edifícios envolvem o espaço&#8221;, e NÃO &#8220;o espaço envolve os edifícios&#8221;. [&#8230;] Se possível, o edifício deve tocar ao menos um outro edifício existente, de forma que os edifícios em conjunto formem um tecido contínuo atavés da cidade.</p></blockquote>
<p>Gehl (2011) defende também a adoção de edifícios mais horizontais, baseado no fato de o campo de visão humano ser limitado no que diz respeito a elementos situados em posições altas. Temos, segundo ele, um campo de visão voltado à frente e abaixo que nos permite visualizar a apreender com mais facilidade o espaço contido nesses limites. Por isso, a configuração mais “natural” de um espaço urbano é aquela constituída por edificações baixas, ao longo de uma rua, já que estão mais em harmonia com nossos sentidos.</p>
<p>Um ponto semelhante é levantado por Alexander et al (1977), baseando-se em estudo de Fanning (1967 apud Alexander et al, 1977). Segundo ele, as distâncias enfrentadas pelos moradores e a “fricção” causada por corredores, elevadores, portarias, afastamentos e portões nos deslocamentos até a rua desestimulavam significativamente o desenvolvimento de atividades nos espaços abertos.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] viver em edifícios verticais afasta as pessoas do solo, assim como da sociedade casual e cotidiana que acontece nas calçadas e ruas e nos jardins e nos alpendres. Deixa-os sozinhos em seus apartamento. A decisão de sair para algum tipo de vida pública torna-se formal e desajeitado; e a não ser que haja alguma tarefa específica que traga a pessoa para fora, a tendência é ficar em casa, sozinho. (ALEXANDER et al, 1977, p. 116)</p></blockquote>
<h2>O que vemos por aí?</h2>
<p>Preocupantemente, cada vez mais observamos em nossas cidades tipos arquitetônicos que são o oposto do que a literatura tem nos apontado como geradores de vitalidade. As imagens falam por si.</p>

<a href='https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/dsc_9525/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/DSC_9525-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/itapema-solar-dos-corais/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Itapema-Solar-dos-Corais-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Itapema-Solar-dos-Corais-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Itapema-Solar-dos-Corais-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Itapema-Solar-dos-Corais-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
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<a href='https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/florianopolis-cic/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-CIC-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-CIC-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-CIC-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-CIC-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/samsung-2/'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-Gama-Deça-e1362338829594-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-Gama-Deça-e1362338829594-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-Gama-Deça-e1362338829594-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/03/Florianópolis-Gama-Deça-e1362338829594-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
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<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C.; ISHIKAWA, S.; SILVERSTEIN, M. <strong>A pattern language</strong>. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>ALEXANDER, C.; NEIS, H.; ANNINOU, A.; KING, I. F. <strong>A New theory of urban design</strong>. New York: Oxford University Press, 1987.</p>
<p>BENTLEY, I.; ALCOCK, A.; MURRAIN, P.; MCGLYNN, S.; SMITH, G. <strong>Responsive environments</strong>: a manual for designers. London: Architectural Press, 1985.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HOLANDA, F. R. B. DE. <strong>O espaço de exceção</strong>. Brasília, DF: Editora UnB, 2002.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/03/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Ordem &#038; desordem: Arquitetura &#038; vida social</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/12/15/ordem-desordem-arquitetura-vida-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Dec 2012 00:29:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico de Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[sintaxe espacial]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novo livro organizado pelo Professor Frederico de Holanda foi lançado recentemente. Confira a apresentação disponível em http://www.fredericodeholanda.com.br/ &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/15/ordem-desordem-arquitetura-vida-social/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Ordem &#038; desordem: Arquitetura &#038; vida social</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Novo livro organizado pelo Professor Frederico de Holanda foi lançado recentemente. Confira a apresentação disponível em http://www.fredericodeholanda.com.br/:</p>
<blockquote><p>Edifícios e espaços das cidades – ruas, avenidas, praças – afetam nossa vida. A organização dos cômodos em um prédio também. Os seis capítulos exploram distintos olhares: 1) duas cidades “modernas” – Brasília e Chandigarh – e as imagens distintas formadas em nossas mentes; 2) a fragmentação espacial das cidades brasileiras e o oásis de ordem nos centros históricos; 3) a apropriação prática e afetiva do lugar pelas pessoas – sua urbanidade – como fator de proteção das margens de rios urbanos; 4) a qualidade de vida das cidades interpretada em função de índices socioeconômicos e de atributos espaciais; 5) os congestionamentos de trânsito e as implicações oriundas da forma urbana; 6) a reorganização recente dos cômodos em apartamentos para adequá-los a estilos de vida mais individualistas.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1154" title="Capa_O&amp;D_Digital LombadaCorrigida_Nov 19.2012.indd" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012.jpg" alt="" width="409" height="413" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012.jpg 409w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012-297x300.jpg 297w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012-50x50.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/holanda_2012-198x200.jpg 198w" sizes="auto, (max-width: 409px) 100vw, 409px" /></a></p>
<p><span id="more-1153"></span>Para ler o prefácio, escrito pelo meu colega Prof. Almir Reis, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, clique <a href="http://www.fredericodeholanda.com.br/livros/ord_des/od_prefacio_almir_reis.pdf" target="_blank">aqui</a>. Os resumos dos capítulos estão disponíveis na <a href="http://www.fredericodeholanda.com.br/" target="_blank">página oficial do Professor Holanda</a> (link Livros).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/15/ordem-desordem-arquitetura-vida-social/">Ordem & desordem: Arquitetura & vida social</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 19:22:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico de Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[parques]]></category>
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		<category><![CDATA[vitalidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vitalidade dos espaços públicos abertos tem sido objeto de estudo por uma grande quantidade de autores ao longo, pelo menos, das últimas 5 décadas, desde o trabalho pioneiro de Jane Jacobs (2000 [1961]). Nesses trabalhos, diversos fatores são levantados e considerados como variáveis independentes, isto é, como fatores que de alguma maneira causam, ou induzem, uma maior vitalidade urbana. Neste e nos próximos posts vou comentar alguns desses aspectos, classificados em grandes categorias.</p>
<h2>Proporção dos espaços públicos em relação à densidade populacional</h2>
<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Por motivos que podem ser aceitos como axiomáticos, maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas, desde que os outros fatores mantenham-se similares. Em outras palavras, todo o resto sendo igual, áreas com maior quantidade de moradores e/ou de economias e/ou de área construída tendem a possuir maior vitalidade em seus espaços físicos.<span id="more-1133"></span></p>
<p>Nesse sentido, as edificações podem ser entendidas como “alimentadoras” dos espaços públicos: quanto mais gente mora em uma determinada área, mais gente tende a sair e chegar em casa todos os dias para ir e voltar do trabalho, da escola e das compras e demais atividades diárias, o que por si só representaria um primeiro esboço de vitalidade urbana. O mesmo vale para o número de economias em geral: quanto maior a quantidade de residências, comércios, serviços, etc., maior tende a ser o número não apenas de moradores, mas também de empregados e clientes, assim como os fluxos gerados por eles. Além disso, as oportunidades para interações são ampliadas, visto que a oferta de mercadorias e serviços torna-se mais numerosa e diversificada em comparação com áreas menos densificadas, aumentando os estímulos para deslocamentos e interações. Há, em suma, maior quantidade de &#8220;motivos&#8221; para sair de casa, percorrer as ruas e interagir com outras pessoas, mesmo que seja apenas em uma situação relativamente formal como realizar uma compra.</p>
<p>Essa preocupação com os aspectos quantitativos aparece já em Jacobs (2000). Depois dos princípios modernistas segundo os quais, supostamente, quanto maior a quantidade de espaços abertos melhor seria o ambiente das cidade, Jacobs chama a atenção para a necessidade de adequação entre a quantidade de pessoas e o tamanho dos espaços públicos. Estes só podem ser adequadamente apropriados caso haja uma quantidade mínima de pessoas. Espaços muito grandes não conseguem ser plenamente apropriados, passando a impressão de estarem desertos e, com isso, afastando ainda mais possíveis usuários.</p>
<p>Gehl (2011, p. 85) segue no mesmo sentido:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] people and activities can be assembled by placing individual buildings and functions so that the system of public spaces is as compact as possible and so that the distances for pedestrian traffic and sensory experiences are as short as possible.</p></blockquote>
<p>Holanda (2002) também reforça a importância de uma coerência entre a dimensão dos espaços abertos e a densidade populacional do local em que está inserido. A inversão da proporção dos espaços construídos em relação ao aberto, resultando em um quadro em que os primeiros vêm diminuindo e os segundos aumentando, levou o autor a usar a expressão “paisagem de objetos” para denotar espaços em que grandes áreas livres são pontuadas por edificações isoladas. Dentro da sua definição de dois paradigmas espaciais opostos, “formalidade” e “urbanidade”, esse padrão espacial está vinculado ao primeiro deles, que por sua vez caracteriza-se, entre outros fatores, pela proeminência da realização de arranjos sociais nos espaços <strong>internos</strong> (HOLANDA, 2002, p. 126), em oposição à sua realização nos espaços abertos públicos.</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1134" title="Brasilia_12" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-768x514.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Brasília e seus amplos espaços abertos: como apropriá-los? (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/bertola77/6924350715/in/pool-urbanidades" target="_blank">Rafael Belota</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1136" title="Sao Petersburgo - 01_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg" alt="" width="500" height="236" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-300x141.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-768x362.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-200x94.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Praça Central em São Petersburgo (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/clankennedy/5092394393/" target="_blank">Ian Kennedy</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1135 aligncenter" title="paris_2011_07_16 - 256" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" />Paris: outra proporção entre espaços abertos e edificados (Foto: Renato Saboya)</p>
<p>Jacobs propõe, então, que as praças e parques de bairro sejam criados em áreas que possuam densidade suficiente para alimentá-las, e não o contrário. Tentar criar praças como forma de trazer vitalidade a áreas que, por si só, não consequem sustentar a vida nas ruas, não costuma dar certo. O resultado são espaços esvaziados, perigosos e abandonados. Alexander et al (1977, p. 311) complementam:</p>
<blockquote><p>Frequentemente, nas cidades modernas, arquitetos e planejadores constroem praças que são muito grandes. Elas são bonitas nos desenhos; mas na vida real acabam desoladas e mortas. Nossas observações sugerem fortemente que espaços abertos destinados a praças devem ser muito pequenos.</p></blockquote>
<p><strong> Update (07.12.2012):</strong></p>
<p>Antes que este post seja usado para sustentar argumentos falaciosos, é preciso esclarecer alguns aspectos: a densidade que se defende aqui como necessária para a vitalidade dos espaços públicos diz respeito principalmente à proporção entre espaços edificados e espaços livres, no sentido de que é necessária uma certa quantidade de pessoas para animar as ruas, praças, parques etc. Isso não é uma defesa, entretanto, da densificação e verticalização sem critério, que só beneficiam os empresários da construção civil e os proprietários fundiários.</p>
<p>Tenho percebido uma repentina sintonia de certos setores com essa noção de cidade densa. Não por acaso, defendem vigorosamente a ampliação dos limites construtivos e do número máximo de pavimentos, baseando-se (ao menos na retórica) na ideia de cidade compacta, da diversidade de usos, no movimento de pedestres e na otimização da infraestrutura.</p>
<p>Entretanto, essas manifestações convenientemente esquecem-se de defender também outros aspectos inerentes ao conceito de cidade compacta, tais como um perímetro urbano enxuto e os malefícios causados pelos vazios urbanos, cuja retenção especulativa deveria ser combatida com impostos mais altos. Defendem apenas aquele aspecto que lhes interessa, deixando de lado aqueles que poderiam lhes atrapalhar.</p>
<p>Com isso, temos o pior de dois mundos: por um lado, temos pontos específicos da cidade (determinados pelo mercado imobiliário, não pela coletividade) com altíssima densidade (muito acima do que seria razoável prever para um horizonte de 20, 30 ou mesmo 50 anos), com sobrecarga de infraestrutura e graves problemas de acessibilidade. Por outro, temos frequentes ampliações desnecessárias (e por isso prejudiciais) do limite urbano, e alta porcentagem de imóveis sem uso, subutilizados e/ou não edificados, que resultam em densidades globais baixíssimas, oneram a infraestrutura e aumentam as distâncias a serem percorridas.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O conceito de Urbanidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 15:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade medieval]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[urbanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em outro post, mostrei a discussão ocorrida na lista de email "Urbanidade", sobre o conceito de... urbanidade. Para contribuir com o debate, trago aqui minhas considerações. Mas, seguindo o ditado de que uma imagem vale mais que mil palavras, mantenho o texto curto e ofereço várias fotos ilustrativas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O conceito de Urbanidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em outro post, mostrei a discussão ocorrida na lista de email &#8220;Urbanidade&#8221;, em que vários estudiosos do tema discutiram esse conceito. Ficou claro que estamos longe de um consenso e, mais que isso, que há até mesmo visões extremamente conflitantes sobre o que seja o termo, ou mesmo se é possível defini-lo.</p>
<p>Para contribuir com o debate, trago aqui minhas considerações. Mas, seguindo o ditado de que uma imagem vale mais que mil palavras, mantenho o texto curto e ofereço várias fotos ilustrativas do que é, na minha opinião, urbanidade.</p>
<p>As dimensõs do conceito de Urbanidade são:</p>
<p>1.<strong> Muitas pessoas utilizando os espaços públicos</strong>, especialmente as calçadas, parques e praças.</p>
<p>2. <strong>Diversidade de perfis</strong>, interesses, atividades, idades, classes sociais, etc.</p>
<p>3. <strong>Alta interação entre os espaços abertos públicos e os espaços fechados</strong>, tais como:<br />
a. pessoas entrando e saindo das edificações (o que é desempenhado especialmente bem pelo comércio de pequeno porte &#8211; grandes equipamentos tendem a interiorizar essas interações, tal como acontece nos shoppings e nos grandes magazines);<br />
b. mesas nas calçadas;<br />
c. contato visual dos andares superiores através de janelas (paredes cegas são um veneno para a Urbanidade);</p>
<p>4. <strong>Diversidade de modos de transporte e deslocamento</strong> (pedestres principalmente, mas também ciclistas, automóveis, ônibus, trens, etc.);</p>
<p>5.<strong> Pessoas interagindo em grupos</strong>, o que requer espaços que apoiem essas atividades, como bancos, mesas, áreas sombreadas, etc.)</p>
<p>6. <strong>Traços da vida cotidiana</strong> &#8211; crianças indo à escola, pessoas comprando o jornal, indo à mercearia, fazendo compras, etc. Isso não estava na minha concepção original de Urbanidade, mas depois de conhecer Veneza (aliás, apenas sua área central) me parece algo essencial. Cidades eminentemente turísticas têm milhares de pessoas nas ruas, mas a sensação pode ser a de um museu a céu aberto se não houver traços da vida cotidiana. Quando todos são turistas, não parece haver urbanidade real, apenas movimento de pessoas.</p>
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<dl id="attachment_964" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-964" title="Salzburg_2011-07-25_0059_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Salzburg &#8211; Áustria</dd>
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<dl id="attachment_972" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-972" title="Salzburg_2011-07-25_0050_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Salzburg &#8211; Áustria</dd>
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<dl id="attachment_979" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-979" title="berlim_2011_07_21 - 002_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Berlim &#8211; Alemanha</dd>
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<dl id="attachment_978" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-978" title="brugges_2011_07_19 - 049_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-976" title="brugges_2011_07_19 - 011_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-975" title="brugges_2011_07_19 - 072_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-974" title="brugges_2011_07_19 - 024_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-973" title="brugges_2011_07_19 - 031_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
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<p>&nbsp;</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-966" title="brugges_2011_07_19 - 005_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<p>&nbsp;</p>
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<dd class="wp-caption-dd">Goslar &#8211; Alemanha</dd>
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<dl id="attachment_970" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-970" title="Bamberg_2011-07-23_0011_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-500x332.jpg" alt="Bamberg - Alemanha" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Bamberg &#8211; Alemanha</dd>
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<dl id="attachment_971" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-971" title="DSC_4483_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-500x332.jpg" alt="Amsterdam - Holanda" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amsterdam &#8211; Holanda</dd>
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<dl id="attachment_965" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-965" title="DSC_4452_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-500x332.jpg" alt="Amsterdam - Holanda" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amsterdam &#8211; Holanda</dd>
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<dl id="attachment_969" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-969" title="DSC_5413_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-500x332.jpg" alt="Viena - Áustria" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Viena &#8211; Áustria</dd>
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<dl id="attachment_967" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-967" title="DSC_5429_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-500x332.jpg" alt="Viena - Áustria" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Viena &#8211; Áustria</dd>
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<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/">O conceito de Urbanidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Sintaxe espacial e a teoria do Movimento Natural</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/07/25/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2010/07/25/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 23:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[sintaxe espacial]]></category>
		<category><![CDATA[sistema viário]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em outro post aqui no Urbanidades, já falei sobre a teoria da Sintaxe Espacial, de Bill Hillier. Neste post quero mostrar e comentar mais a fundo a teoria do Movimento<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/07/25/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Sintaxe espacial e a teoria do Movimento Natural</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em outro post aqui no Urbanidades, já falei sobre a teoria da <a title="Sintaxe Espacial" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/" target="_blank">Sintaxe Espacial</a>, de Bill Hillier. Neste post quero mostrar e comentar mais a fundo a teoria do Movimento Natural, que já havia sido citada brevemente no post anterior. Essa teoria é fundamental para a Sintaxe Espacial e foi responsável, em parte, pelo fortalecimento da teoria e sua adoção como tema de pesquisa em várias partes do mundo.</p>
<p>A ideia básica por trás da teoria é a de que a configuração da malha urbana tem a propriedade de privilegiar alguns espaços em relação a outros, no que diz respeito ao movimento de passagem. Sendo assim, a malha urbana seria o principal gerador dos padrões de movimento. Segundo essa visão, os usos comerciais de varejo localizam-se de forma a aproveitar esse padrão, buscando áreas de maior movimento e, com isso, amplificando o volumes de tráfego pré-existentes.</p>
<p><span id="more-703"></span></p>
<h3>Atração e configuração</h3>
<div class="olhos">A configuração da malha viária, por si só, já é um indicador das áreas mais e menos movimentadas</div>
<p>Hillier et al (1993) iniciam seu argumento mostrando que a configuração indica, por si mesma (isto é, sem a necessidade de sabermos a distribuição de usos do solo), a provável distribuição geral de fluxos. Na Figura 1a vemos que a via principal será mais utilizada que as demais vias, porque para todos os deslocamentos envolvendo duas vias verticais, será necessário passar pela via horizontal. Já na Figura 1b é provável que os fluxos fiquem menos concentrados, uma vez que entre algumas das linhas verticais é possível deslocar-se utiilzando outra via horizontal além da principal.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/07/movimento_natural_01.png"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="movimento_natural_01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/07/movimento_natural_01_thumb.png" border="0" alt="movimento_natural_01" width="500" height="111" /></a><br />
<span class="legendas">Figura 1 – Exemplo de como a configuração da malha sugere padrões diferenciados de movimento (Fonte: Hillier et al, 1993).</span></p>
<p>Isso é possível deduzir sem sabermos quais os usos do solo, o que indica que a configuração exerce uma influência sobre esse padrão.</p>
<blockquote><p>Se, portanto, em um estágio qualquer da evolução do sistema urbano nós investigássemos os padrões de movimento e encontrássemos coerência entre as taxas de movimento e a presença de atratores, seria pouco inteligente assumir que o movimento poderia ser explicado pelos atratores até que estivéssemos certos de que a configuração não tivesse influenciado tanto o movimento quanto a presença de atratores. (HILLIER et al, 1993, p. 30).</p></blockquote>
<p>Entre os três elementos considerados – movimento, atratores e configuração, os autores defendem que a configuração é o elemento influenciador primário, já que pode influenciar os outros dois mas não pode ser influenciada por eles. Nem atratores nem movimento podem alterar a rígida natureza da configuração.</p>
<h3>A teoria do Movimento Natural</h3>
<p>Por conta desse aspecto tão fundamental que a malha urbana desempenha na geração de padrão de movimentos, Hillier et al batizaram-no de “Movimento Natural”. Segundo eles,</p>
<blockquote><p>Movimento natural em uma malha urbana é a proporção do movimento de pedestres que é determinada apenas pela própria malha. O movimento natural, apesar de não ser quantitativamente o maior componente do movimento em espaços urbanos, é o mais presente deles, de tal forma que sem ele muitos espaços ficarão vazios pela maior parte do tempo. (HILLIER, et al, 1993, p. 32 – tradução nossa).</p></blockquote>
<h3>Movimento natural e Sintaxe Espacial</h3>
<p>A proposição fundamental do movimento natural, segundo os autores, é de que este está diretamente correlacionado com uma medida configuracional chamada “<a title="Integração Espacial" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/" target="_blank">Integração</a>”, desde que os outros fatores permaneçam constantes. Eles testaram outras medidas configuracionais, tais como controle e conectividade, mas a medida de integração foi a que apresentou maior correlação com o movimento. Isso os levou à conclusão que o movimento é um fenômeno explicado por propriedades globais do sistema, e não por características locais.</p>
<p>A análise da distribuição da integração pelas diversas <a title="linhas axiais" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/" target="_blank">linhas axiais</a> permite identificar o núcleo integrador da malha, ou seja, o conjunto de linhas mais integradas (digamos, 10%) responsável por estruturar o sistema como um todo.</p>
<h3>Alguns resultados empíricos</h3>
<p>Hillier et all realizaram vários estudos de caso e chegaram a conclusões interessantes. Eles estavam analisando a relação entre integração e quantidade de pedestres. Para isso, realizaram um levantamento da quantidade de pessoas adultas em  movimento em uma área ao redor da Estação King’s Cross, em Londres (Fig. 2).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/07/movimento_natural_02.png"><img loading="lazy" decoding="async" style="display: inline; border-width: 0px;" title="movimento_natural_02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/07/movimento_natural_02_thumb.png" border="0" alt="movimento_natural_02" width="500" height="323" /></a><br />
<span class="legendas">Figura 2 – Sistema de espaços abertos em King’s Cross (esquerda); Sistema de linhas axiais correspondentes (direita), com núcleo integrador destacado em linhas mais escuras (adaptado de Hillier et al, 1003).</span></p>
<p>Ao comparar a integração das linhas axiais com a média de pessoas que por elas circulavam, os autores notaram uma correlação estatística entre as duas medidas, que ficava mais forte se fosse considerada a integração em relação ao logaritmo da quantidade de pessoas. Quando a área total era dividida em subáreas e as vias predominantemente comerciais eram retiradas da comparação, a correlação maior não era mais com o logaritmo, mas sim com a média simples da contagem de pedestres.</p>
<p>Com base nisso, os autores concluíram que os usos comerciais se distribuíam seguindo o “ranking” de integração que a malha possuía, mas, uma vez instalados, atuavam como atratores ao movimento de pedestres e, assim, amplificavam os fluxos inicialmente existentes.</p>
<h3>Consequências da teoria do Movimento Natural para o projeto de espaços urbanos</h3>
<div class="olhos">Não adianta propor comércio para trazer movimento. É preciso criar condições para o movimento, para trazer o comércio.</div>
<p>Em minha experiência como professor, passei um bom tempo trabalhando em projetos de parcelamento do solo e iniciação aos conceitos básicos de normas urbanísticas. Era muito comum, assessorando os projetos dos alunos, ver propostas de localização de áreas comerciais que se baseavam exclusivamente na crença desse tipo de uso como atratores de movimento. Eram frequentes afirmações como “aqui nós pretendemos criar uma área comercial para atrair pessoas e tornar a área mais interessante”.</p>
<p>Apesar de haver uma certa lógica nessa afirmação, Hillier et al (1993) fornecem um forte argumento no sentido de que é necessário pensá-la pela direção inversa: as pessoas é que atraem o comércio, e não o contrário. Portanto, não adianta querer “impor” localizações comerciais em locais em que a malha não os favorece. Eles sempre buscarão as melhores localizações, e estas serão aquelas que mais favorecem o movimento de passagem da pessoas.</p>
<p>Por isso, o desenho do sistema de espaços públicos e de circulação é essencial, uma vez que pode ser considerado a base sobre a qual irá se assentar o padrão de “movimento natural” e, portanto, a base a partir da qual o padrão básico de distribuição dos usos do solo será definido. Aí sim, uma vez assentados os usos comerciais sobre essa base, eles promoverão a amplificação do movimento de pessoas e, com sorte emais algumas qualidades de projeto, tornarão a área realmente mais interessante.</p>
<p>Nesse sentido, um exemplo são as unidades de vizinhança &#8220;clássicas&#8221;, defendidas pelo Movimento Moderno. Nelas, as vias de maior movimento passam à margem das áreas mais comunitárias, e os comércios do dia-a-dia estariam no seu interior, servindo a apenas uma unidade de vizinhança. Na prática, entretanto, os comércios optam por localizar-se justamente nas margens, porque é por lá que passa a maior quantidade de fluxos. HOLSTON (1993) mostra o caso das superquadras em Brasília, e as várias soluções encontradas pelos planejadores, a maioria fracassada, para &#8220;impor&#8221; a localização interna aos comércios locais.</p>
<h3>Referência bibliográfica:</h3>
<p>HILLIER, Bill; PENN, Alan; HANSON, Julienne; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. <strong>Environment and Planning B: Planning and Design</strong>, v. 20, n. 1, p. 29 -66, 1993.</p>
<p>HOLSTON, James. <strong>A cidade modernista</strong>. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/07/25/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/">Sintaxe espacial e a teoria do Movimento Natural</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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