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	<title>Urbanidades | Posts marcados como Jane Jacobs - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como Jane Jacobs - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Diversidade de usos do solo e a ocorrência de crimes: testando Jane Jacobs em três cidades catarinenses</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2021/02/20/diversidade-de-usos-do-solo-e-a-ocorrencia-de-crimes-testando-jane-jacobs-em-tres-cidades-catarinenses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2021 21:49:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[crimes]]></category>
		<category><![CDATA[densidade]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No artigo "As condições para a diversidade urbana de Jacobs: um teste em três cidades brasileiras", publicado recentemente, testamos o argumento de Jacobs (2009) de que áreas com maior diversidade de usos do solo seriam mais "bem-sucedidas", usando para isso a taxa de ocorrência de crimes. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2021/02/20/diversidade-de-usos-do-solo-e-a-ocorrencia-de-crimes-testando-jane-jacobs-em-tres-cidades-catarinenses/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Diversidade de usos do solo e a ocorrência de crimes: testando Jane Jacobs em três cidades catarinenses</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Publicamos recentemente um artigo chamado &#8220;As condições para a diversidade urbana de Jacobs: um teste em três cidades brasileiras&#8221;, em coautoria com Gustavo Peters, Bruna Kronenberger e Letícia Barause. Nele, testamos o argumento de Jacobs (2009) de que áreas com maior diversidade de usos do solo seriam mais &#8220;bem-sucedidas&#8221;. Nesta caso, optamos por contabilizar a quantidade de ocorrências criminaris para diferenciar áreas mais e menos &#8220;bem-sucedidas&#8221;. Apesar de não ser esse o único fator importante para essa diferenciação, é um dos mais importantes para Jacobs:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“O principal atributo de um distrito urbano próspero é que as pessoas se sintam seguras e protegidas na rua em meio a tantos desconhecidos” (Jacobs, 2009, p. 30). </p></blockquote>



<p>Usamos, então, duas variáveis referentes à criminalidade: taxa de ocorrência de crimes por habitantes e por endereços. Com isso, obtivemos duas variáveis complementares, &#8230;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>uma vez que nenhuma das duas consegue captar completamente todas as nuances da taxa de crimes. Por um lado, a população residente não considera a quantidade de estabelecimentos não residenciais, que podem modificar bastante o movimento de pedestres e veículos de uma área. Os endereços incluem esses estabelecimentos, mas, por outro lado, não possuem informações sobre a quantidade de pessoas residentes em cada endereço. As análises consideraram ambas as medidas para verificar se havia coincidência nos resultados encontrados para uma e para outra. (Saboya et al., 2021, p. 253)</p></blockquote>



<p>Estudamos as três maiores cidades de Santa Catarina (Joinville, área conurbada de Florianópolis e Blumenau) usando setores censitários do IBGE. Testamos três dos quatro fatores da diversidade defendidos por Jacobs: diversidade de usos do solo, densidade populacional e tamanho das quadras. Não foi possível incluir a diversidade de idades das edificações porque não tínhamos esse dado para os três conjuntos urbanos.  Para a diversidade de usos do solo, usamos quatro medidas diferentes, para &#8220;cercar&#8221; melhor a mensuração desse fenômeno, assim como no caso das taxas de crimes. Agregamos todas as variáveis nos setores e testamos também a renda per capita para verificar se estava causando alguma distorção nos resultados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Resultados</h2>



<p>Os mapas abaixo mostram alguns dos resultados (infelizmente o periódico só aceita imagens em preto e branco).</p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-hab.png" alt="" class="wp-image-2233" width="1418" height="797" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-hab.png 1891w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-hab-300x169.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-hab-500x281.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-hab-768x432.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-hab-1536x863.png 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-hab-990x556.png 990w" sizes="(max-width: 1418px) 100vw, 1418px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-end.png" alt="" class="wp-image-2234" width="1418" height="798" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-end.png 1890w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-end-300x169.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-end-500x281.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-end-768x432.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-end-1536x865.png 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Crimes-end-990x556.png 990w" sizes="(max-width: 1418px) 100vw, 1418px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img decoding="async" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Gini.png" alt="" class="wp-image-2235" width="1418" height="798" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Gini.png 1891w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Gini-300x169.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Gini-500x281.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Gini-768x432.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Gini-1536x864.png 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2021/02/Gini-990x556.png 990w" sizes="(max-width: 1418px) 100vw, 1418px" /></figure>



<p>Em síntese, concluímos que:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A renda não se mostrou relacionada à ocorrência de crimes;</li><li>A densidade populacional estava inversamente relacionada à ocorrência de crimes, isto é, setores com maior densidade possuíam, em média, menores taxas de crimes, tanto por habitantes quanto por endereços;</li><li>O tamanho médio das quadras não indicou relação com a ocorrência de crimes, assim como a renda;</li><li>A diversidade de usos do solo mostrou relação fraca e positiva com a ocorrência de crimes, isto é, setores com maiores diversidades de uso do solo possuíam, em média, maiores taxas de crimes, mas essa relação não foi muito forte (correlações na faixa de 0,18 a 0,37).</li></ul>



<p>Quanto à diversidade, os resultados foram robustos, no sentido de terem se repetido para todas as medidas de diversidade e para as duas medidas de ocorrência de crimes. Apesar de isso contrariar a crença de Jacobs (e muitos outros autores) de que a diversidade de usos do solo está associada a menos crimes, reforça outros resultados de trabalhos empíricos que examinaram a associação entre esses dois fenômenos, como por exemplo <a href="https://seer.sis.puc-campinas.edu.br/seer/index.php/oculum/article/view/2990" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nosso trabalho com Gabriela Banki e Júlia Santana</a> (Saboya et al., 2016). Notamos uma certa convergência na literatura sobre essa mesma conclusão no <a href="https://urbanidades.arq.br/2019/08/29/fatores-morfologicos-da-ocorrencia-criminal/">artigo com Mariana Soares (Soares e Saboya, 2019), que examina a relação de diversos fatores morfológicos com a ocorrência de crimes</a>.</p>



<p>Para ler o artigo completo, basta acessar o seguinte link: </p>



<p>Artigo &#8220;<a href="http://www.eure.cl/index.php/eure/article/view/3237" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As condições para a diversidade urbana de Jacobs: um teste em três cidades brasileiras</a>&#8221; publicado na Revista Eure (Santiago, Chile), v47n140.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Referências</h2>



<p>Jacobs, J. (2009). <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. 2ª. ed. &#8211; São Paulo: Editora WMF Martins Fontes.</p>



<p>Saboya, R., Banki, G. H., &amp; Santana, J. M. A. de. (2016). Uso do solo, visibilidade e ocorrência de crimes: Um estudo de caso em Florianópolis, Santa Catarina. <em>Oculum Ensaios</em>, <em>13</em>(2). <a href="https://doi.org/10.24220/2318-0919v13n2a2990">https://doi.org/10.24220/2318-0919v13n2a2990</a></p>



<p>Saboya, R., Souza, G. P., Kronenberger, B. da C., &amp; Barause, L. (2021). As condições para a diversidade urbana de Jacobs: Um teste em três cidades brasileiras. <em>EURE (Santiago)</em>, <em>47</em>(140), 243–267.</p>



<p>Soares, M., &amp; Saboya, R. T. de. (2019). Fatores espaciais da ocorrência criminal: Modelo estruturador para a análise de evidências empíricas. <em>Urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana</em>, <em>11</em>. <a href="https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.001.ao10">https://doi.org/10.1590/2175-3369.011.001.ao10</a></p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2021/02/20/diversidade-de-usos-do-solo-e-a-ocorrencia-de-crimes-testando-jane-jacobs-em-tres-cidades-catarinenses/">Diversidade de usos do solo e a ocorrência de crimes: testando Jane Jacobs em três cidades catarinenses</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>John Peponis: Espaço, Cultura e Desenho Urbano</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/09/25/john-peponis-espaco-cultura-e-desenho-urbano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Sep 2013 13:36:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade virtual]]></category>
		<category><![CDATA[integração]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo, já considerado um clássico no campo da Sintaxe Espacial, John Peponis faz uma crítica às "teorias" urbanísticas pós-modernas e mostra que, apesar dessas abordagens criticarem pesadamente os princípios modernistas, pouco fizeram para avançar nosso conhecimento sobre a cidade e sua dinâmica sócio-espacial. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/09/25/john-peponis-espaco-cultura-e-desenho-urbano/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">John Peponis: Espaço, Cultura e Desenho Urbano</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo, já considerado um clássico no campo da Sintaxe Espacial, John Peponis (com tradução de <a title="Frederico de Holanda" href="http://www.fredericodeholanda.com.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Frederico de Holanda</a>) faz uma crítica às &#8220;teorias&#8221; urbanísticas pós-modernas e mostra que, apesar dessas abordagens criticarem pesadamente os princípios modernistas, pouco fizeram para avançar nosso conhecimento sobre a cidade e sua dinâmica sócio-espacial:</p>
<blockquote><p>Asseguro [&#8230;] que as muitas posições intelectuais adotadas nos últimos 15 anos, sob a vaga bandeira da &#8220;crítica ao modernismo&#8221;, não melhoraram efetivamente nosso conhecimento arquitetônico, e algumas vezes distorceram completamente as questões. (Peponis, 1992, p. 78)<span id="more-1189"></span></p></blockquote>
<p>Iniciando por Jacobs e Alexander, em suas defesas de densidades altas (que atualmente parecem óbvias), Peponis argumenta que os aspectos formais da densidade não foram explorados e suas &#8220;necessidades configurativas&#8221; não foram devidamente tratadas nem foram traduzidas para princípios arquitetônicos. (Aqui podemos discordar de Peponis, ao menos no que diz respeito a Jacobs. Ele assume que ela reconheceu a necessidade de quadras curtas, mas alega que isso foi tudo; ao contrário, acreditamos que Jacobs foi além, defendendo a necessidade de proximidade das edificações com a rua, dos usos comerciais nos térreos, dos olhos da rua, e assim por diante, que claramente são princípios arquitetônicos. Outra prova disso é a denominação de &#8220;Densidades Jacobs&#8221; dada por Gordon e Ikeda [2011] ao tipo de ocupação densa mas com características morfológicas específicas como as citadas acima).</p>
<div class="olhos">A ênfase nos aspectos locais acaba negligenciando aspectos globais, que levam em consideração o sistema de relações entre os espaços.</div>
<p>Sua atenção se volta então aos Kriers e seus esquemas geométricos de praças. Segundo Peponis, tais esquemas apresentam sofrível sofisticação metodológica. &#8220;<em>É também irritante por sugerir que a qualidade da praça é função apenas de sua forma local, não tendo nada a ver com a relação espacial da praça com o seu contexto urbano maior.</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 79)</p>
<p>A &#8220;Collage City&#8221; de Rowe e Ketter (um texto que chegou a ser popular na década de 90, mas que parece ter caído no esquecimento) também é alvo de Peponis. Segundo ele, &#8220;<em>Uma colagem de afirmações introvertidas de identidade não constituiria uma paisagem democrática, mais que um labirinto</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 80) e, portanto, caso não haja uma estrutura global que incentive e promova o convívio entre os diferentes através do espaço, ideais democráticos e práticas de manifestação e negociação são prejudicados.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1194" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-500x819.jpg" alt="" width="500" height="819" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-500x819.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-183x300.jpg 183w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-768x1258.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-31x50.jpg 31w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier-122x200.jpg 122w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/krier.jpg 840w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
</a>Krier &#8211; Fonte: <a href="http://xlili.files.wordpress.com/2011/11/aa.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Xili</a>.</p>
<p>Em síntese, essas manifestações apresentaram três grandes problemas: concentraram-se nas formas e aspectos superficiais, ao invés de buscar encontrar princípios subjacentes; focaram na configuração local em detrimento dos aspectos globais; e limitaram-se a especulações, sem aprofundar-se em estudos empíricos que lhes dessem sustentação.</p>
<h3>O espaço importa?</h3>
<p>Para refletir sobre essa questão (que também parece ter perdido sua força desde a década de 90, especialmente com o acirramento dos conflitos urbanos em todo o mundo), Peponis menciona Venturi e Koolhaas, com seus &#8220;Aprendendo com Las Vegas&#8221; e &#8220;Nova Iorque delirante&#8221;, respectivamente, bem como Jameson e seu conceito de &#8220;não-lugares&#8221;. Apesar dessas referências defenderam a relativa desimportância do espaço em favor da imagem, do simbólico e do padronizado, Peponis lembra, seguindo Mike Davis, que os hotéis citados por Jameson cumprem a função de &#8220;<em>manter afastada uma população negra pobre</em>&#8221; dos arredores e, portanto, &#8220;A arquitetura do aparente não-lugar é assim apresentada como uma estratégia de controle profundamente social e bem tradicional&#8221; (Peponis, 1992, p. 80).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1190" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-960x720.jpg 960w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2013/09/Las-Vegas.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Las Vegas &#8211; <a href="http://www.flickr.com/photos/smemon/7977586953/sizes/l/in/photostream/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Sean MacEntee</a></p>
<h3>Efeitos geradores da estrutura espacial</h3>
<div class="olhos">A configuração dos espaços abertos cria padrões de probabilidade de movimento e de encontros.</div>
<p>Nesse ponto, Peponis volta-se para a <a title="Sintaxe espacial e a teoria do Movimento Natural" href="http://urbanidades.arq.br/2010/07/sintaxe-espacial-e-a-teoria-do-movimento-natural/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Teoria da Sintaxe Espacial</a>, recuperando alguns de seus conceitos-chave. Mais especificamente, ele destaca a importância do entendimento do sistema urbano como um sistema de relações entre suas partes e cita o conceito de <a title="Sintaxe Espacial" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/sintaxe-espacial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">integração </a>como uma propriedade fundamental. O núcleo integrador, constituído por uma porção das linhas mais integradas, permite caracterizar sistemas urbanos pela forma como essa propriedade da malha se distribui. Além disso, a integração tem se mostrado capaz de correlacionar-se com a quantidade de pessoas caminhando pelos espaços, mesmo sendo uma medida puramente configuracional (isto é, não leva em consideração os usos do solo, densidades, topografia, etc.): &#8220;<em>As pessoas escolhem livremente sobre percursos independentes. Sem outra coordenação, a estrutura do espaço parece gerar padrões de difusão, modulação e convergência, que assimilam os percursos individuais a uma estrutura global.</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 82).</p>
<p>Isso tem implicações sociais claras: outros fenômenos estão associados a esses padrões de movimento, sendo o primeiro e mais direto deles a distribuição dos usos do solo. Pesquisas mostram, por exemplo, que a densidade de lojas comerciais está correlacionada à medida de integração (Aguiar, 1991 apud Peponis, 1992). Mas, para além disso, outro efeito importante da configuração é o padrão de co-presença no espaço urbano. Se a integração consegue &#8220;captar&#8221; padrões de movimento, então também consegue captar locais em que há maior ou menor número de pessoas (caminhando). Isso não quer dizer, &#8220;<em>é claro, que as pessoas interagem, partilham ou trocam experiências entre si, ou mesmo que se notam mutuamente. A configuração determina apenas o notar potencial de outros, como o pano de fundo para uma sociedade ativa.</em>&#8220;(Peponis, 1992, p.  82) (É preciso, entretanto, ter cuidado com o termo &#8220;determina&#8221; conforme usado por Peponis, uma vez que ele pode dar a entender que haveria uma relação direta [no sentido de &#8220;determinística&#8221;] entre a configuração dos espaços abertos e a efetiva co-presença nesses espaços. Acreditamos que não é esse o caso: no nosso entendimento, a integração consegue captar com sucesso <em>uma</em> das forças atuando no sentido de formação dessa co-presença [possivelmente uma das mais importantes, mas não a única]. Ver, a esse respeito, Holanda [2002, p. 110 e seguintes] e Netto et al [2012]).</p>
<p>Esse campo de encontros prováveis (efetivados ou não), sugerido pela configuração, é chamado de &#8220;comunidade virtual&#8221; (Hillier, 1989 apud Peponis, 1992).</p>
<h3>Espaço como recurso cultural</h3>
<p>Sendo assim, os conceitos de &#8220;lógica espacial do movimento&#8221; e comunidade virtual podem ajudar a entender, de forma mais adequada do que as teorias pós-modernas, o papel do espaço como recurso cultural. Apesar de o espaço não determinar as diferenças e identidades sociais, ele</p>
<blockquote><p>[&#8230;]tem um papel muito mais importante a jogar, relacionado à decisão de como identidades diferenciadas coexistem, expõem-se a comparações mútuas e formam parte da consciência cívica cotidiana. [&#8230;] O papel do espaço é, portanto, limitado, mas não culturalmente negligenciável.&#8221; (Peponis, 1992, p. 82)</p></blockquote>
<p>Nossa experiência espacial envolve o encontro com o outro, mas não apenas isso. &#8220;<em>Diz respeito também à exploração do inusitado e ao contato com outros modos de vida, ainda que não sua participação neles</em>&#8221; (Peponis, 1992, p. 82). (Basta pensar nos guetos formados por enclaves espaciais aos quais correspondem classes sociais específicas, e o quão difícil é superar esse limites nas práxis cotidianas. Como serão no futuro as crianças que hoje convivem apenas em seus condomínios fechados e <em>shopping-centers</em>? Quão conscientes serão elas a respeito de realidades diferentes das suas? Como desenvolver respeito e tolerância mútuos sem a convivência &#8211; ou ao menos o notar-se mútuo &#8211; com valores e realidades diferentes da sua? Sobre isso, é interessante ainda consultar o trabalho de Berger e Luckman &#8211; <em>The social construction of reality</em> &#8211; e seu conceito de &#8220;manutenção do universo&#8221; [<em>universe-maintenance</em>], bem como a importância da constante presença daqueles aspectos da existência que confirmam e reforçam uma determinada visão de mundo).</p>
<p>Por fim, Peponis nota que a democracia, apesar de não estar diretamente ligada a formas espaciais específicas, requer que o espaço como recurso cultural seja acessível a todos, não apenas como um direito hipotético e abstrato, mas como experiência concreta.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>AGUIAR, Douglas. <strong>Grid configuration and land use</strong>: a syntactic study. Tese de Doutorado não publicada, University of London, 1991.</p>
<p>GORDON, P.; IKEDA, S. Does density matter? In: D. Andersson; A. Andersson; C. Mellander (Orgs.); <strong>Handbook of Creative Cities</strong>, 2011. Edward Elgar Pub.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>PEPONIS, J. Espaço, cultura e desenho urbano no modernismo tardio e além dele. <strong>Revista AU</strong>, n. 41, p. 78–83, 1992.</p>
<div>
<div>HOLANDA, F. R. B. DE. <b>O espaço de exceção</b>. Brasília, DF: Editora UnB, 2002.</div>
</div>
<p>NETTO, V. DE M.; SABOYA, R.; VARGAS, J. C.; et al. The convergence of patterns in the city: (Isolating) the effects of architectural morphology on movement and activity. <strong>Proceedings of the 8th Space Syntax Symposium</strong>.  p.1–32, 2012. Santiago: Universidad Católica Chile.</p>
<p>HILLIER, B. The architecture of the urban object. <strong>Ekistics</strong>, v. 56, n. 334/33, p. 5–21, 1989.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/09/25/john-peponis-espaco-cultura-e-desenho-urbano/">John Peponis: Espaço, Cultura e Desenho Urbano</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/</link>
					<comments>https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jun 2013 15:41:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apenas a permeabilidade física pode não ser suficiente para a vitalidade. Neste post, examinamos a importância da conectividade visual entre edificação e espaço público. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #4 &#8211; Permeabilidade visual</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este post faz parte de uma série sobre as condições para a Vitalidade Urbana. Leia também os outros posts:</p>
<ul>
<li><a title="Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/11/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" target="_blank">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas" href="http://urbanidades.arq.br/2012/12/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" target="_blank">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a></li>
<li><a title="Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público" href="http://urbanidades.arq.br/2013/03/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-3-caracteristicas-da-relacao-edificacao-x-espaco-publico/">Condições para a Vitalidade Urbana #3 – Características da relação edificação x espaço público</a></li>
</ul>
<h3>Interface entre espaço edificado e espaço aberto público: permeabilidade visual</h3>
<p>Apenas a proximidade física pode não ser eficaz na promoção da vitalidade caso não seja reforçada por conexões visuais:</p>
<blockquote><p>O contato através da experiência entre o que está acontecendo no ambiente público e o que está acontecendo nas residências, lojas, fábricas, oficinas e edifícios coletivos adjacentes pode promover uma extensão e enriquecimento das possibilidades de experiências, em ambas as direções. (GEHL, 2011, p. 121)</p></blockquote>
<p>Podemos identificar três maneiras pelas quais a visibilidade pode ajudar a promover a apropriação dos espaços públicos. A primeira delas, levantada por Jacobs (2001), diz respeito à segurança. O conceito de “olhos da rua” descreve a combinação de fachadas visualmente permeáveis, próximas à rua e com moradores que se preocupam com o que acontece na sua vizinhança, e funciona no sentido de promover uma maior sensação de segurança para quem caminha ou desenvolve outro tipo de atividade nas ruas. Isso acontece porque &#8220;Um pedestre sente o olhar coletivo, mesmo que ninguém esteja realmente olhando para a rua.” (HANSON; ZAKO 2007, p. 021-19). Embora não haja garantias, quem caminha por uma rua para a qual muitas janelas se abrem tem a sensação de que, se algum problema acontecer, alguma pessoa dentro de uma das edificações será capaz de ver o que está acontecendo e intervir. Para entender melhor, basta imaginar a situação oposta: uma rua com alta proporção de muros e fachadas cegas gera uma intensa sensação de insegurança, fragilidade e desconfiança. As chances de ser “salvo” por um vizinho ou morador são praticamente nulas.<span id="more-1182"></span></p>
<p class="olhos">Segurança é fator essencial para vitalidade, e olhos da rua são essenciais para a segurança</p>
<p>Newman (1996), em seu conceito de espaços defensáveis, argumenta nesse mesmo sentido. Segundo ele, é necessário que os residentes sintam-se responsáveis pelos espaços públicos adjacentes às suas habitações, o que só é possível se houver proximidade e conexão visual. Por esse motivo, sugere como uma das diretrizes para o projeto de edificações que “Vegetação não deve ser posicionado de modo a bloquear a visualização das portas e janelas das unidades habitacionais para a rua ou para os caminhos que levam da rua às entradas das unidades. ” (NEWMAN, 1996, p. 117). O autor explora vários tipos arquitetônicos e mostra que, mesmo com densidades populacionais e construtivas diferentes, os efeitos que eles têm sobre essa capacidade de sentir-se responsável pelos espaços coletivos é muito diferente. A figura abaixo mostra um exemplo disso: o tipo mais vertical, isolado e sem entradas voltadas para a rua tem maior probabilidade de ser alvo de depredação e outras formas de violência. Resultados semelhantes foram obtidos por Vivan e Saboya para o caso de Florianópolis, como pode ser conferido no post <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://urbanidades.arq.br/2012/09/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" alt="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span class="legendas">Tipologias com densidades semelhantes e diferentes relações com a rua e consequentes efeitos sobre a segurança. (NEWMAN, 1996, p. 21)</span></p>
<p class="olhos">Mais importante que a distância real é a distância percebida</p>
<p>A segunda maneira pela qual a visibilidade reforça a proximidade física é através da possibilidade de algum tipo de interação concreta entre espaço edificado e aberto, mesmo que à distância. Alexander et al (1977) argumentam que até o 4º andar de uma edificação é possível interagir com alguém no térreo (o que só seria possível se houvesse alguma conexão visual). Gehl (2011, p. 137 – grifo no original) ressalta que “<em>Crucial para determinar a distância aceitável em uma determinada circunstância é não apenas a </em>distância física real<em>, mas em grande medida a </em>distância percebida.” Nesse sentido, alguém que está dentro de uma edificação com contato visual direto sobre o espaço público sente-se mais próximo a este, e desfruta da possibilidade de interagir passivamente ou ativamente com ele. Passivamente, através dos sons e cheiros, e ativamente através de uma conversa com alguém, da intervenção em alguma situação problemática como no caso da segurança delineado acima, do cuidado com os filhos que brincam na rua, e assim por diante. Santos e Vogel (1985) descrevem belissimamente a riqueza de experiências e estímulos mútuos entre os residentes e quem passa ou utiliza a rua para outros motivos no livro &#8220;Quando a rua vira casa&#8221;.</p>
<p>Jacobs e Gehl, entre muitos outros autores, defendem que a própria animação de uma rua ou espaço público atua como atrator de maior animação. Isso acontece porque as pessoas gostam de observar outras pessoas, assim como gostam de estar em lugares onde haja animação e diversidade de pessoas e atividade: “Nas cidades, a animação e a variedade atraem mais animação; a apatia e a monotonia repelem a vida.” (JACOBS, 2000, p. 108). Gehl (2011) cita o exemplo das crianças, que são atraídas de forma muito mais espontânea para lugares onde outras crianças já estejam brincando. Caso isso possa acontecer entre edificação e espaço público, a vitalidade urbana tende a ser reforçada.</p>
<p class="olhos">O reforço da presença e a constante lembrança das possibilidades de interação podem ser importantes</p>
<p>Todos esses estímulos (sonoros, visuais, etc.) podem atuar como incentivadores à vivência do espaço público, através do que pode ser considerada a terceira maneira de reforçar a proximidade física: promover a lembrança constante de que o espaço está ali, próximo, com todos os seus atrativos. É um aspecto bem aceito nas ciências cognitivas que aquilo que está ao alcance da experiência e dos sentidos afeta profundamente os julgamentos e inferências que fazemos sobre o mundo, ao ponto de Kahneman (2011) cunhar a expressão “what you see is all there is”. Ele mostra que aquilo com que nos deparamos e interagimos passa a assumir uma proporção em nossa visão de mundo que é incoerente à sua frequência &#8220;real&#8221;, quando medida por meios objetivos. O mesmo princípio pode ser estendido ao papel que a visibilidade tem sobre nossa consciência acerca dos espaços públicos e as decisões que tomamos quanto à frequência com que o vivenciamos: se ele está presente em nossa consciência (e os estímulos visuais são importantes nesse sentido), é maior a probabilidade de que nossas decisões os incluam. Se ele, ao contrário, está ausente, é menor a probabilidade de que o consideremos em nossas ponderações e escolhas.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>ALEXANDER, C. <strong>A pattern language</strong>: towns, buildings, construction. New York: Oxford University Press, 1977.</p>
<p>GEHL, J. <strong>Life between buildings</strong>: using public space. Washington, DC: Island Press, 2011.</p>
<p>HANSON, J.; ZAKO, R. Communities of co-presence and surveillance: how public open space shapes awareness and behaviour in residential developments. <strong>Proceedings of the 6th  International Space Syntax Symposium</strong>, 2007. Istambul.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>KAHNEMAN, D. <strong>Thinking, fast and slow</strong>. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2011.</p>
<p>NEWMAN, O. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>SANTOS, C. N.; VOGEL, A. <strong>Quando a rua vira casa</strong>. São Paulo: Projeto, 1985.</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2013/06/23/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-4-permeabilidade-visual/">Condições para a Vitalidade Urbana #4 – Permeabilidade visual</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2012 18:31:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Este post explica aspectos dessa influência sob duas escalas: local e global. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a Vitalidade Urbana #2 &#8211; Proximidades e distâncias na malha de ruas</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as características da forma urbana que influenciam a vitalidade dos espaços públicos, um dos fatores mais determinantes é o traçado das ruas e sua configuração. Essa influência pode ser dividida, grosso modo, em dois tipos: local e global.</p>
<h3>Características locais da malha viária</h3>
<p>Localmente, a principal característica do traçado viário associado a maior movimentação de pessoas e vitalidade nas ruas é o tamanho do quarteirão. Jacobs (2000[1961]) defendia as quadras curtas como um dos elementos geradores de diversidade urbana. Segundo ela, isso gera alternativas de percursos e possibilita que os fluxos se distribuam por ruas que, de outra maneira, permaneceriam desertas. Quadras longas dificultariam o acesso de pedestres a ruas vizinhas, tornando apenas algumas ruas mais movimentadas e deixando outras esvaziadas, mesmo que a rigor estas estivessem próximas àquelas. Quadras curtas, por outro lado, permitiriam acesso a várias direções dentro de limites razoáveis de distância.<span id="more-1138"></span></p>
<p>Em Florianópolis, e no litoral de Santa Catarina de maneira geral, um tipo de configuração espacial é muito comum, conhecida como &#8220;espinha de peixe&#8221;. Essa forma de traçado viário é caracterizado por longas vias conectadas a apenas uma via principal, com pouquíssimas conexões diretas entre elas. As distâncias entre as conexões na via principal costumam ser curtas, mas as distâncias no outro sentido (perpendicular à via principal) podem chegar a mais de 1 quilômetro. A falta de conexão dessas longas vias entre si dificultam ou até mesmo inviabilizam os deslocamentos de pedestres entre elas. Como resultado, todos os deslocamentos são canalizados para a via principal, que em consequência:</p>
<ul>
<li>Tende a saturar-se por causa da grande quantidade de fluxo (tanto de pedestres quanto de veículos) que precisa escoar;</li>
<li>Tende a concentrar o uso comercial, uma vez que praticamente monopoliza os fluxos que os viabilizam.</li>
</ul>
<p><figure id="attachment_1139" aria-describedby="caption-attachment-1139" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1139 " title="rio_vermelho" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-500x250.jpg" alt="" width="500" height="250" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-500x250.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-300x150.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-768x384.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-50x25.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho-200x100.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/rio_vermelho.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1139" class="wp-caption-text">Rio Vermelho em Florianópolis: configuração em &#8220;espinha de peixe&#8221; (Fonte: Google Earth)</figcaption></figure></p>
<p>Isso gera um círculo vicioso, em que fluxos atraem comércio, que atrai mais fluxo, e assim por diante. O valor do solo tende a aumentar na via principal por conta da competição por espaço, enquanto as ruas &#8220;interiores&#8221; permanecem vazias. Maior número de conexões entre essas vias (isto é, quadras mais curtas) poderiam gerar ruas que desempenhassem papel importante de conexão na escala local, intermediária entre a via principal e as vias perpendiculares, criando espaços adequados para comércios locais, de menor alcance.</p>
<h3>A configuração da malha de viária: aspectos globais</h3>
<p>Apesar do possível efeito dos aspectos locais sobre o movimento de pedestres e a vitalidade de uma área, são as características configuracionais da malha – entendidas como aquelas que levam em conta as relações de um espaço em relação a outros – as que possuem maior influência sobre esses aspectos (veja, sobre isso, um artigo já clássico de John Peponis [1992]que faz uma revisão de abordagens urbanísticas clássicas e chama a atenção para seu caráter estritamente local). Estudos sintáticos (HILLIER et al, 1993; PENN et all, 1998; HILLIER; IIDA, 2005) têm recorrentemente encontrado altas correlações entre movimento de pedestres e medidas configuracionais como integração, integração angular e escolha, com diversos tamanhos de raios de análise. Isso significa que a posição e a distância de um espaço em relação a todos os outros espaços da malha urbana é um dos principais determinantes da quantidade de pedestres que passam por ele.</p>
<p>Esse conceito de distância e seu papel na distribuição de fluxos, entretanto, apesar de sua simplicidade e apelo intuitivo, impõe seus desafios. À primeira vista seria possível imaginar que o conceito de distância métrica, euclidiana (ainda que através da rede de ruas) seria a mais indicada para “capturar” essas distâncias urbanas. Não obstante, tal procedimento mostrou-se consistentemente menos preciso em prever fluxos de pedestres quando comparados a outras maneiras de medir distâncias pela malha urbana. A maneira mais “tradicional” da Teoria da Sintaxe Espacial de inferir distâncias é topológica: atribui-se a dois espaços (representados por linhas axiais) diretamente conectados distância igual a 1. As distâncias entre espaços não diretamente conectados são determinadas através de algoritmos de caminho mínimo. Espaços cuja distância média a todos os outros espaços do sistema são menores (portanto mais próximos), são chamados de “integrados”; ao contrário, espaços mais distantes ou profundos em relação a todos os outros são chamados de “segregados”.</p>
<p><figure id="attachment_1142" aria-describedby="caption-attachment-1142" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis.gif"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1142" title="integracao_fpolis" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-500x250.gif" alt="" width="500" height="250" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-500x250.gif 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-300x150.gif 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-768x384.gif 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-50x25.gif 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/integracao_fpolis-200x100.gif 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1142" class="wp-caption-text">Mapa de integração global para um recorte de Florianópolis &#8211; SC.</figcaption></figure></p>
<p>A partir disso, Hillier et al (1993) introduzem o conceito de movimento natural, que seria aquela porção do movimento de pedestres que é determinada apenas pela configuração viária, e vincula-o à medida de integração, no sentido de que espaços (linhas axiais) mais integrados apresentariam maior taxa de movimento de pedestres do que espaços segregados. Com efeito, as correlações encontradas são significativas, da ordem de 0,547 . Além disso,</p>
<blockquote><p>Regressão múltipla confirma a superioridade da integração, e mostra que adicionar o efeito de outras variáveis melhora pouco a previsão. (HILLIER et al, 1993, p. 45)</p></blockquote>
<p>Outra maneira de capturar a distribuição de movimento proporcionada pela configuração do sistema viário é a medida de Escolha (HILLIER; IIDA, 2005). Ao contrário da integração, essa abordagem prioriza não a distância entre um espaço e todos os outros espaços do sistema, mas o quanto esse espaço é usado como passagem. A imagem abaixo mostra três pares de espaço com seus caminhos mínimos (a, b e c). A imagem d mostra o que seria uma &#8220;superposição&#8221; dos caminhos mínimos mostrados nas três primeiras imagens, e nela vemos que alguns trechos de quarteirão estão localizados, mais vezes que outros, nos caminhos mínimos exemplificados e, portanto, são mais centrais ou, em nos termos usados pela Teoria da Sintaxe Espacial, possuem maiores valores de escolha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><figure id="attachment_1140" aria-describedby="caption-attachment-1140" style="width: 500px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-1140" title="caminhos_centralidade" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-500x130.png" alt="" width="500" height="130" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-500x130.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-300x78.png 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-768x200.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-50x13.png 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade-200x52.png 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/12/caminhos_centralidade.png 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><figcaption id="caption-attachment-1140" class="wp-caption-text">a, b, c) caminhos mínimos entre pares de caminhos quaisquer; d) superposição dos caminhos mínimos: os tons de cinza e as espessuras indicam os espaços mais intensamente utilizados como passagem pelos caminhos mínimos (SABOYA, 2001)</figcaption></figure></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Penn et al (1998, p. 82) reforçam a importância do movimento de passagem:</p>
<blockquote><p>A maioria do movimento em áreas urbanas é movimento de passagem. A maioria das pessoas que você vê andando em uma rua tende a estar vindo e indo para outras ruas. Entretanto, sua presença é um dos maiores recursos das cidades. A presença de pessoas faz os espaços serem percebidos como vivos e seguros, e são o principal prerrequisito para a vida econômica da cidade.</p></blockquote>
<p>Portanto, a vitalidade de um espaço é, em grande medida, influenciada pela posição que ele ocupa na malha, isto é: a) o quão perto ou distante ele está de outros espaços; e b) o quão “central” ele é em relação aos outros espaços e, por isso, é utilizado como caminho entre pares de espaços.</p>
<h3> Referências</h3>
<p>HILLIER, B.; IIDA, S. Network effects and psychological effects: a theory of urban movement. ,2005. <strong>Proceedings of the 5th Space Syntax Symposium</strong>. Delft: TU Delft, Faculty of Architecture, Section of Urban Renewal and Management.</p>
<p>HILLIER, B.; PENN, A.; HANSON, J.; GRAJEWSKI, T.; XU, J. Natural movement: or, configuration and attraction in urban pedestrian movement. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 20, n. 1, p. 29–66, 1993.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>PENN, A.; HILLIER, B.; BANISTER, D.; XU, J. Configurational modelling of urban movement networks. <strong>Environment and Planning B</strong>: Planning and Design, v. 25 , n. 1, p. 59–84, 1998.</p>
<p>PEPONIS, J. Espaço, cultura e desenho urbano no modernismo tardio e além dele. <strong>Revista AU</strong>, n. 41, p. 78–83, 1992.</p>
<p>SABOYA, R. Centralidade espacial: uma nova operacionalização do modelo baseada em um Sistema de Informações Geográficas, 2001. Dissertação de Mestrado. Propur &#8211; UFRGS .</p>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/12/02/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-2-proximidades-e-distancias-na-malha-de-ruas/">Condições para a Vitalidade Urbana #2 – Proximidades e distâncias na malha de ruas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2012 19:22:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico de Holanda]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[parques]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[praças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Condições para a vitalidade Urbana #1 &#8211; densidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vitalidade dos espaços públicos abertos tem sido objeto de estudo por uma grande quantidade de autores ao longo, pelo menos, das últimas 5 décadas, desde o trabalho pioneiro de Jane Jacobs (2000 [1961]). Nesses trabalhos, diversos fatores são levantados e considerados como variáveis independentes, isto é, como fatores que de alguma maneira causam, ou induzem, uma maior vitalidade urbana. Neste e nos próximos posts vou comentar alguns desses aspectos, classificados em grandes categorias.</p>
<h2>Proporção dos espaços públicos em relação à densidade populacional</h2>
<p>O primeiro e mais óbvio grupo de fatores a influenciar a vitalidade dos espaços públicos (ruas, praças, parques, largos, etc.) são aqueles relacionados aos aspectos quantitativos. Por motivos que podem ser aceitos como axiomáticos, maiores quantidades de pessoas, usos e área construída estão direta e naturalmente relacionadas a uma maior quantidade de pessoas utilizando e interagindo nas ruas, desde que os outros fatores mantenham-se similares. Em outras palavras, todo o resto sendo igual, áreas com maior quantidade de moradores e/ou de economias e/ou de área construída tendem a possuir maior vitalidade em seus espaços físicos.<span id="more-1133"></span></p>
<p>Nesse sentido, as edificações podem ser entendidas como “alimentadoras” dos espaços públicos: quanto mais gente mora em uma determinada área, mais gente tende a sair e chegar em casa todos os dias para ir e voltar do trabalho, da escola e das compras e demais atividades diárias, o que por si só representaria um primeiro esboço de vitalidade urbana. O mesmo vale para o número de economias em geral: quanto maior a quantidade de residências, comércios, serviços, etc., maior tende a ser o número não apenas de moradores, mas também de empregados e clientes, assim como os fluxos gerados por eles. Além disso, as oportunidades para interações são ampliadas, visto que a oferta de mercadorias e serviços torna-se mais numerosa e diversificada em comparação com áreas menos densificadas, aumentando os estímulos para deslocamentos e interações. Há, em suma, maior quantidade de &#8220;motivos&#8221; para sair de casa, percorrer as ruas e interagir com outras pessoas, mesmo que seja apenas em uma situação relativamente formal como realizar uma compra.</p>
<p>Essa preocupação com os aspectos quantitativos aparece já em Jacobs (2000). Depois dos princípios modernistas segundo os quais, supostamente, quanto maior a quantidade de espaços abertos melhor seria o ambiente das cidade, Jacobs chama a atenção para a necessidade de adequação entre a quantidade de pessoas e o tamanho dos espaços públicos. Estes só podem ser adequadamente apropriados caso haja uma quantidade mínima de pessoas. Espaços muito grandes não conseguem ser plenamente apropriados, passando a impressão de estarem desertos e, com isso, afastando ainda mais possíveis usuários.</p>
<p>Gehl (2011, p. 85) segue no mesmo sentido:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] people and activities can be assembled by placing individual buildings and functions so that the system of public spaces is as compact as possible and so that the distances for pedestrian traffic and sensory experiences are as short as possible.</p></blockquote>
<p>Holanda (2002) também reforça a importância de uma coerência entre a dimensão dos espaços abertos e a densidade populacional do local em que está inserido. A inversão da proporção dos espaços construídos em relação ao aberto, resultando em um quadro em que os primeiros vêm diminuindo e os segundos aumentando, levou o autor a usar a expressão “paisagem de objetos” para denotar espaços em que grandes áreas livres são pontuadas por edificações isoladas. Dentro da sua definição de dois paradigmas espaciais opostos, “formalidade” e “urbanidade”, esse padrão espacial está vinculado ao primeiro deles, que por sua vez caracteriza-se, entre outros fatores, pela proeminência da realização de arranjos sociais nos espaços <strong>internos</strong> (HOLANDA, 2002, p. 126), em oposição à sua realização nos espaços abertos públicos.</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1134" title="Brasilia_12" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg" alt="" width="500" height="334" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-500x334.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-768x514.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Brasilia_12.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Brasília e seus amplos espaços abertos: como apropriá-los? (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/bertola77/6924350715/in/pool-urbanidades" target="_blank">Rafael Belota</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1136" title="Sao Petersburgo - 01_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg" alt="" width="500" height="236" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-500x236.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-300x141.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-768x362.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-50x24.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px-200x94.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/Sao-Petersburgo-01_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
Praça Central em São Petersburgo (Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/clankennedy/5092394393/" target="_blank">Ian Kennedy</a>)</p>
<p class="legendas" style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1135 aligncenter" title="paris_2011_07_16 - 256" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/11/paris_2011_07_16-256-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" />Paris: outra proporção entre espaços abertos e edificados (Foto: Renato Saboya)</p>
<p>Jacobs propõe, então, que as praças e parques de bairro sejam criados em áreas que possuam densidade suficiente para alimentá-las, e não o contrário. Tentar criar praças como forma de trazer vitalidade a áreas que, por si só, não consequem sustentar a vida nas ruas, não costuma dar certo. O resultado são espaços esvaziados, perigosos e abandonados. Alexander et al (1977, p. 311) complementam:</p>
<blockquote><p>Frequentemente, nas cidades modernas, arquitetos e planejadores constroem praças que são muito grandes. Elas são bonitas nos desenhos; mas na vida real acabam desoladas e mortas. Nossas observações sugerem fortemente que espaços abertos destinados a praças devem ser muito pequenos.</p></blockquote>
<p><strong> Update (07.12.2012):</strong></p>
<p>Antes que este post seja usado para sustentar argumentos falaciosos, é preciso esclarecer alguns aspectos: a densidade que se defende aqui como necessária para a vitalidade dos espaços públicos diz respeito principalmente à proporção entre espaços edificados e espaços livres, no sentido de que é necessária uma certa quantidade de pessoas para animar as ruas, praças, parques etc. Isso não é uma defesa, entretanto, da densificação e verticalização sem critério, que só beneficiam os empresários da construção civil e os proprietários fundiários.</p>
<p>Tenho percebido uma repentina sintonia de certos setores com essa noção de cidade densa. Não por acaso, defendem vigorosamente a ampliação dos limites construtivos e do número máximo de pavimentos, baseando-se (ao menos na retórica) na ideia de cidade compacta, da diversidade de usos, no movimento de pedestres e na otimização da infraestrutura.</p>
<p>Entretanto, essas manifestações convenientemente esquecem-se de defender também outros aspectos inerentes ao conceito de cidade compacta, tais como um perímetro urbano enxuto e os malefícios causados pelos vazios urbanos, cuja retenção especulativa deveria ser combatida com impostos mais altos. Defendem apenas aquele aspecto que lhes interessa, deixando de lado aqueles que poderiam lhes atrapalhar.</p>
<p>Com isso, temos o pior de dois mundos: por um lado, temos pontos específicos da cidade (determinados pelo mercado imobiliário, não pela coletividade) com altíssima densidade (muito acima do que seria razoável prever para um horizonte de 20, 30 ou mesmo 50 anos), com sobrecarga de infraestrutura e graves problemas de acessibilidade. Por outro, temos frequentes ampliações desnecessárias (e por isso prejudiciais) do limite urbano, e alta porcentagem de imóveis sem uso, subutilizados e/ou não edificados, que resultam em densidades globais baixíssimas, oneram a infraestrutura e aumentam as distâncias a serem percorridas.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/11/06/condicoes-para-a-vitalidade-urbana-1-densidade/">Condições para a vitalidade Urbana #1 – densidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Sep 2012 19:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[defensible space]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[fachadas cegas]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[morfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[tipologia]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[uso do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do II Enanparq, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal, um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha, resultado da dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC. A pesquisa tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes na cidade. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Será publicado nos anais do <a title="II Enanparq" href="http://www.2enanparq.ct.ufrn.br/index.html" target="_blank">II Enanparq</a>, que acontece de 18 a 21 de Setembro próximo em Natal,<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank"> um artigo de autoria de Mariana Vivan e coautoria minha</a>, resultado da<a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"> dissertação de mestrado conduzida pela autora junto ao PósArq UFSC</a>, sob minha orientação. A pesquisa, fruto de um trabalho exaustivo, tratou de investigar a possível influência que relações de intervisibilidade entre os espaços públicos e privados possuem sobre a ocorrência de crimes(1). Essa noção não é nova, pelo contrário: desde <a title="Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua" href="http://urbanidades.arq.br/2010/02/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" target="_blank">Jacobs (2000)</a>, pelo menos, os &#8220;olhos da rua&#8221; são considerados importantes elementos na segurança dos espaços públicos (especialmente as ruas e passeios), pela possibilidade de vigilância natural que proporcionariam. Além disso, Jacobs também defendia a mistura de estranhos e moradores locais, equilibrando os fluxos exclusivamente de passagem com os fluxos locais, como forma de aumentar a vigilância nas ruas e, consequentemente, a segurança.</p>
<p><a title="Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Oscar Newman</a>, por outro lado, defendia o que ficou conhecido como &#8220;defensible space&#8221;, entendido como espaços que, pela sua configuração, proporcionassem um sentimento de &#8220;pertencimento&#8221; aos moradores do entorno, que então se encarregariam de vigiá-los e mantê-los seguros. As ruas sem saída seriam exemplos de espaços defensáveis, nos quais estranhos seriam rapidamente identificados e, se necessário, &#8220;neutralizados&#8221;. Entretanto, concordava com Jacobs na questão da permeabilidade visual e proximidade das edificações com a rua como elemento de reforço das condições de segurança.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1107 aligncenter" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Diferenças na relação de diferentes tipologias (com densidades semelhantes) com a rua (NEWMAN, 1996). Qual seria a mais segura?</p>
<p>A pesquisa tentou testar essas questões para o contexto brasileiro, usando Florianópolis como estudo de caso. Para isso, levantou as características tipológicas de 94 locais em que ocorreram crimes no ano de 2010, cuidando para que houvesse boa distribuição espacial da amostra, ou seja, assegurand0-se de que todas as regiões da cidade possuíssem um número adequado de ocorrências levantadas. Muitas características dos lotes e das edificações foram levantadas, mas as mais importantes mostraram ser o uso do solo, a característica dos fechamentos dos lotes (muros, grades, etc., com ou sem vegetação), a densidade de aberturas e a quantidade de lotes vazios e/ou com edificações abandonadas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1108" title="permeabilidade_visual" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg" alt="" width="500" height="121" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-500x121.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-300x72.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-768x186.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-990x242.jpg 990w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-50x12.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual-200x48.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/permeabilidade_visual.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Teria a permeabilidade visual entre edificação e espaço público realmente a capacidade de auxiliar na prevenção de crimes? Seriam formas semelhantes à imagem da esquerda mais seguras que formas semelhantes à da direita? (Adaptado de VIVAN, 2012).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1109" title="vivan-interfaces_lotes" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg" alt="" width="500" height="110" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-500x110.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-300x66.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-768x170.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-50x11.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes-200x44.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/vivan-interfaces_lotes.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Edificações das ocorrências estudadas, que exemplificam: a) Interface com alta visibilidade (IAV); b) Interface com média visibilidade (IMV); c) Interface com baixa ou nula visibilidade (IBV). (VIVAN, 2012)</p>
<p>A metodologia seguiu os seguintes passos gerais:</p>
<ul>
<li>Definição de uma amostra representativa dos crimes ocorridos em Florianópolis no ano de 2010;</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Definição de um grupo de controle (2);</li>
<li>Levantamento das características tipológicas e das edificações e seu entorno imediato para o grupo de controle, bem como dos demais aspectos considerados potencialmente relevantes;</li>
<li>Comparação entre as características morfológicas da amostra e do grupo de controle;</li>
<li>Interpretação dos resultados.</li>
</ul>
<h3>Resultados</h3>
<p>Os resultados foram interessantes. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais (pelo menos 70% de usos residenciais) (3) e comparando com um grupo de controle , eles indicaram que:</p>
<ul>
<li>O grupo de controle apresenta maiores valores de interface de alta visibilidade (IAV) com 42,11%, enquanto que na amostra de ocorrência de crimes esse índice foi de 35,16%;</li>
<li>A média de densidade das aberturas seguiu a mesma lógica, sendo que o grupo de controle com predominância residencial apresentou maior densidade média de aberturas (0,259 abertura/m) enquanto que a amostra apresentou 0,235 abertura/m ;</li>
<li>A porcentagem de lotes de usos vazios (UV) na amostra foi maior (12,79%) do que no grupo de controle (6,65%), o que reforça a noção de que os crimes em áreas residenciais ocorrem com maior frequência quando existe a proximidade de áreas vazias (e que, portanto, não oferecem intervisibilidade).</li>
</ul>
<div class="olhos">Apesar de tentarem se proteger com muros e paredes cegas, os moradores acabam criando o oposto: espaços urbanos mais inseguros</div>
<p>O que isso significa? Em poucas palavras, que as características de permeabilidade visual entre a edificação e o espaço da rua estão realmente relacionadas com a ocorrência de crimes, no sentido de que estes tendem a acontecer em locais caracterizados por formas arquitetônicas com menos permeabilidade (muros cegos ou com vegetação que impossibilita a visão, fachadas com poucas ou nenhuma janela e ruas com grande quantidade de terrenos vazios ou edificações abandonadas). Dito assim, isso não parece nenhuma novidade: intuitivamente nos sentimos mais inseguros em espaços com essas características. Temos a impressão de que, se algo acontecer, ninguém poderá nos ajudar ou chamar por socorro. Entretanto, uma coisa é sabermos intuitivamente que essa é nossa sensação; outra é termos fortes indícios quantitativos &#8211; e obtidos através de um método cuidadoso e sistemático &#8211; de que isso realmente influencia na localização das ocorrências de crime.</p>
<p>Além disso, por mais que intuitivamente isso seja facilmente percebido, ainda assim vemos muitos moradores fazendo exatamento o oposto, o que não deixa de ser um paradoxo: criam muros altos e cegos para supostamente proteger suas casas e diminuem a quantidade de janelas abertas para a rua para preservarem sua privacidade, mas ao fazê-lo estão criando espaços externos mais inseguros que, ao fim e ao cabo, tornam mais inseguras suas residências (os crimes considerados no estudo envolviam não apenas aqueles ocorridos no espaço público, mas também no interior dos lotes e edificações).</p>
<p>Some-se a isso os planos diretores, que frequentemente permitem ou até mesmo incentivam tipologias com baixa permeabilidade visual, e o quadro está pronto: cidades cada vez mais inseguras, desvitalizadas, desagradáveis, intimidadoras. Enquanto não houver <a title="A urgência do planejamento" href="http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.125/3624" target="_blank">instrumentos urbanísticos mais sensíveis ao funcionamento dos sistemas urbanos</a>, os problemas tendem a se agravar.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1110" title="SAMSUNG" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg" alt="" width="500" height="181" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-500x181.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-300x108.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-768x279.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-50x18.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds-200x73.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2012/09/impermeabilidade_pds.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas">Fachadas de baixa permeabilidade no térreo.</p>
<h3>Resumo oficial da dissertação (VIVAN, 2012):</h3>
<p>Este artigo tem como objetivo estudar a correlação entre aspectos da forma edificada (especialmente a permeabilidade visual) e a ocorrência de crimes no espaço urbano de Florianópolis &#8211; SC, partindo da hipótese de que a maior conexão visual entre área pública e privada inibe a ocorrência de crimes. Para isso, foram selecionados os tipos de crimes a serem focalizados, que são alguns tipos de furtos e roubos, e violação de domicílio. A cidade foi dividida em seis porções, para facilitar os levantamentos por regiões, e foram selecionados crimes para amostragens proporcionais à realidade do ano de 2010. Foi realizado o levantamento dos dados em campo, com a compilação dos resultados para, assim, analisar estatisticamente. Os resultados preliminares não indicaram correlação entre características de visibilidade e ocorrência de crimes. Entretanto, uma análise mais cuidadosa identificou que a elevada presença de usos comerciais na amostra poderia estar distorcendo os resultados. Assim, uma nova análise foi efetuada considerando apenas os trechos com predominância residencial, tanto na amostra quando no grupo de controle. Os resultados sustentaram a influência de fatores de visibilidade na ocorrência de alguns tipos de crimes, corroborando a literatura, o que evidencia a importância da consideração das variáveis físicas do layout na redução da suscetibilidade de alguns locais ao crime.</p>
<p>PALAVRAS-CHAVE: conexão visual, segurança no espaço construído, espaço público, espaço privado.</p>
<h3> Notas</h3>
<p>(1) O que não significa, obviamente, que os crimes são causados pela forma das edificações, ou que estas poderiam, de alguma maneira, eliminá-los. Significa apenas que parece existir uma ligação entre a forma das edificações e a probabilidade de acontecerem crimes nos seus entornos imediatos.</p>
<p>(2) O grupo de controle foi definido considerando os raios de distância métrica a partir dos pontos em que os crimes aconteceram. Dessa forma, foram selecionadas localizações que estivessem ao mesmo tempo nas mesma regiões dos crimes, mas em pontos distantes o suficiente para estarem fora de sua área de influência imediata. Agradecimentos ao Prof. Fletes, do Depto. de Estatística da UFSC, cujo auxílio no design do experimento foi essencial para o trabalho.</p>
<p>(3) A comparação entre áreas residenciais foi feita porque a primeira parte da análise indicou que usos comerciais possuem dinâmicas diferentes em relação aos crimes, uma vez que possuem permeabilidade visual mais alta e ao mesmo tempomaior atratividade para os criminosos, pela maior circulação de dinheiro. Analisando apenas áreas predominantemente residenciais, foi possível isolar a variável &#8220;uso do solo&#8221; e realizar comparações mais confiáveis. Um estudo mais aprofundado sobre a relação entre os diferentes usos do solo e a ocorrência de crimes está em fase inicial de elaboração.</p>
<h3>Referências</h3>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>
<p>JACOBS, J. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>VIVAN, Mariana. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=282" target="_blank"><strong>Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</strong>: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. Dissertação de Mestrado defendida junto ao PósArq &#8211; UFSC, Florianópolis, SC: UFSC.</p>
<p>VIVAN, Mariana; SABOYA, Renato. <a title="Arquitetura, espaço urbano e criminalidade" href="http://arq.ufsc.br/infoarq/?p=342" target="_blank">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade: relações entre espaço construído e segurança, com foco na visibilidade</a>. II Encontro Nacional da Anparq.<strong> Anais</strong>&#8230; , 2012. Natal, Brasil . (no prelo).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2012/09/15/arquitetura-espaco-urbano-e-criminalidade/">Arquitetura, espaço urbano e criminalidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O conceito de Urbanidade</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 15:33:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade medieval]]></category>
		<category><![CDATA[desenho urbano]]></category>
		<category><![CDATA[espaços públicos]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em outro post, mostrei a discussão ocorrida na lista de email "Urbanidade", sobre o conceito de... urbanidade. Para contribuir com o debate, trago aqui minhas considerações. Mas, seguindo o ditado de que uma imagem vale mais que mil palavras, mantenho o texto curto e ofereço várias fotos ilustrativas. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O conceito de Urbanidade</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em outro post, mostrei a discussão ocorrida na lista de email &#8220;Urbanidade&#8221;, em que vários estudiosos do tema discutiram esse conceito. Ficou claro que estamos longe de um consenso e, mais que isso, que há até mesmo visões extremamente conflitantes sobre o que seja o termo, ou mesmo se é possível defini-lo.</p>
<p>Para contribuir com o debate, trago aqui minhas considerações. Mas, seguindo o ditado de que uma imagem vale mais que mil palavras, mantenho o texto curto e ofereço várias fotos ilustrativas do que é, na minha opinião, urbanidade.</p>
<p>As dimensõs do conceito de Urbanidade são:</p>
<p>1.<strong> Muitas pessoas utilizando os espaços públicos</strong>, especialmente as calçadas, parques e praças.</p>
<p>2. <strong>Diversidade de perfis</strong>, interesses, atividades, idades, classes sociais, etc.</p>
<p>3. <strong>Alta interação entre os espaços abertos públicos e os espaços fechados</strong>, tais como:<br />
a. pessoas entrando e saindo das edificações (o que é desempenhado especialmente bem pelo comércio de pequeno porte &#8211; grandes equipamentos tendem a interiorizar essas interações, tal como acontece nos shoppings e nos grandes magazines);<br />
b. mesas nas calçadas;<br />
c. contato visual dos andares superiores através de janelas (paredes cegas são um veneno para a Urbanidade);</p>
<p>4. <strong>Diversidade de modos de transporte e deslocamento</strong> (pedestres principalmente, mas também ciclistas, automóveis, ônibus, trens, etc.);</p>
<p>5.<strong> Pessoas interagindo em grupos</strong>, o que requer espaços que apoiem essas atividades, como bancos, mesas, áreas sombreadas, etc.)</p>
<p>6. <strong>Traços da vida cotidiana</strong> &#8211; crianças indo à escola, pessoas comprando o jornal, indo à mercearia, fazendo compras, etc. Isso não estava na minha concepção original de Urbanidade, mas depois de conhecer Veneza (aliás, apenas sua área central) me parece algo essencial. Cidades eminentemente turísticas têm milhares de pessoas nas ruas, mas a sensação pode ser a de um museu a céu aberto se não houver traços da vida cotidiana. Quando todos são turistas, não parece haver urbanidade real, apenas movimento de pessoas.</p>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-964" title="Salzburg_2011-07-25_0059_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0059_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Salzburg &#8211; Áustria</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-972" title="Salzburg_2011-07-25_0050_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Salzburg_2011-07-25_0050_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Salzburg &#8211; Áustria</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-979" title="berlim_2011_07_21 - 002_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/berlim_2011_07_21-002_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Berlim &#8211; Alemanha</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-978" title="brugges_2011_07_19 - 049_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-049_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-976" title="brugges_2011_07_19 - 011_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-011_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-975" title="brugges_2011_07_19 - 072_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-072_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-974" title="brugges_2011_07_19 - 024_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-024_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_973" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-973" title="brugges_2011_07_19 - 031_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-031_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_966" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-966" title="brugges_2011_07_19 - 005_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-500x332.jpg" alt="" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/brugges_2011_07_19-005_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Brugges &#8211; Bélgica</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_977" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-977" title="goslan_2011_07_21 - 022_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-500x332.jpg" alt="Goslar - Alemanha" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/goslan_2011_07_21-022_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Goslar &#8211; Alemanha</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_970" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-970" title="Bamberg_2011-07-23_0011_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-500x332.jpg" alt="Bamberg - Alemanha" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/Bamberg_2011-07-23_0011_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Bamberg &#8211; Alemanha</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_971" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-971" title="DSC_4483_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-500x332.jpg" alt="Amsterdam - Holanda" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4483_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amsterdam &#8211; Holanda</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_965" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-965" title="DSC_4452_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-500x332.jpg" alt="Amsterdam - Holanda" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_4452_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Amsterdam &#8211; Holanda</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_969" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-969" title="DSC_5413_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-500x332.jpg" alt="Viena - Áustria" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5413_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Viena &#8211; Áustria</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp" style="text-align: center;">
<dl id="attachment_967" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-967" title="DSC_5429_1000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-500x332.jpg" alt="Viena - Áustria" width="500" height="332" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-500x332.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-300x199.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-768x510.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px-200x133.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/09/DSC_5429_1000px.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Viena &#8211; Áustria</dd>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/09/25/o-conceito-de-urbanidade/">O conceito de Urbanidade</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:20:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[calçadas]]></category>
		<category><![CDATA[cidade modernista]]></category>
		<category><![CDATA[condomínios fechados]]></category>
		<category><![CDATA[espaço defensável]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[olhos da rua]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
		<category><![CDATA[pedestres]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dando sequência à série sobre segurança nas cidades (veja também o post sobre os espaços defensáveis), este post vai tratar do conceito de &#8220;olhos da rua&#8221; de Jane Jacobs, talvez<a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/">Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dando sequência à série sobre segurança nas cidades (veja também o post sobre os <a title="espaços defensáveis" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">espaços defensáveis</a>), este post vai tratar do conceito de &#8220;olhos da rua&#8221; de Jane Jacobs, talvez o conceito mais famoso e consagrado no que diz respeito à segurança urbana.</p>
<p>Segundo Jacobs, as calçadas desempenham papel fundamental para a manutenção da segurança nas cidades. Quando dizemos que uma cidade não é segura, estamos nos referindo às suas calçadas.<span id="more-523"></span></p>
<h3>As calçadas e os desconhecidos</h3>
<p>O principal ponto da argumentação de Jacobs é essencialmente diferente do de Newman. Ela defende a presença de desconhecidos como importante:</p>
<blockquote><p>O principal atributo de um distrito urbano próspero é que as pessoas se sintam seguras  e protegidas na rua em meio a tantos desconhecidos (JACOBS, 2000, p. 30)</p></blockquote>
<p>Jacobs defende que a manutenção da segurança não é feita pela polícia (ou pelo menos não apenas por ela, que também é necessária), mas &#8230;</p>
<blockquote><p>[&#8230;]pela rede intrincada, quase inconsciente, de controles e padrões de comportamento espontâneos presentes em meio ao próprio povo e por ele aplicados. (JACOBS, 2000, p. 32)</p></blockquote>
<p>As baixas densidades não são a resposta. Os subúrbios americanos, vistos por muitos como lugares seguros, nem sempre o são. Jacobs sustenta tal afirmação com dados sobre Los Angeles (de 1958), mostrando que, apesar das baixas densidades, apresenta taxas muito altas de criminalidade.</p>
<h3>As três condições para a segurança</h3>
<p>Jacobs propõe, então, três condições para que haja pessoas suficientemente nas ruas de forma que elas exerçam a vigilância natural sobre os espaços públicos e, com isso, diminuam a violência:</p>
<ol>
<li>Deve ser nítida a separação entre o espaço público e o espaço privado;</li>
<li>Devem existir os olhos da rua;</li>
<li>A calçada deve ter usuários transitando ininterruptamente.</li>
</ol>
<h3>Separação entre espaço público e privado</h3>
<p>Esse requisito não é muito aprofundado por Jacobs. Entretanto, ela diz explicitamente que a área a ser &#8220;vigiada&#8221; precisa ter limites claros e praticáveis. É uma crítica direta aos ideais modernistas, então em voga, de construir edificações sobre pilotis soltas sobre amplas áreas verdes, de forma que os espaços públicos permeassem todo o bairro. Jacobs parece entender que tal configuração é prejudicial à segurança porque &#8220;borra&#8221; os limites do que é visto como responsabilidade de cada pessoa no que diz respeito à vigilância natural.</p>
<h3>Olhos da rua</h3>
<p>Os olhos da rua são as pessoas que, consciente ou inconscientemente, utilizam o espaço público e/ou costumam contemplá-los de suas casas, exercendo uma vigilância natural sobre o que ali acontece. Jacobs cita como contra-exemplo alguns edifícios muito verticalizados, em que os corredores eram inacessíveis aos olhos, apesar de serem de acesso público, e por isso sofriam enormemente com a depredação e a violência.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-525" title="cg_condominios_2007_julho_02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/cg_condominios_2007_julho_02-200x150.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p class="legendas" style="text-align: center;">Quando as ruas não possuem &#8220;olhos&#8221;, tornam-se inseguras. (Condomínos fechados em Campo Grande &#8211; MS)</p>
<blockquote><p>Sob a aparente desordem da cidade tradicional, existe, nos lugares em que ela funciona a contento, uma ordem supreendente que garante a manutenção da segurança e a liberdade. É uma ordem complexa (JACOBS, 2000, p. 52).</p></blockquote>
<div class="olhos">É importante que os edifícios tenham relação com a rua, para poder existir a vigilância natural. </div>
<p>Portanto, os edifícios precisam oferecer a possibilidade de contato visual entre o interior e o espaço público, para que os olhos possam atuar. Esse ponto é apenas rapidamente abordado por Jacobs, ao menos de forma explícita, mas fica claro na sua descrição sobre como os olhos da rua agem em determinadas áreas da cidade. Confusões, brigas e outros incidentes nesses bairros são rapidamente controladas ou inibidas pela ação de moradores que observavam o que acontecia de dentro de suas casas. Além disso, a necessidade de contato das edificações com o espaço público é um dos pontos de consenso entre Jacobs e <a title="Newman segurança nas cidades" href="http://urbanidades.arq.br/2009/11/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" target="_blank">Newman </a>que, de resto, possuem concepções diferentes sobre os requisitos para a segurança nas cidades.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-526" title="upper_east_side_02_800" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-500x375.jpg" alt="" width="500" height="375" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-500x375.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-300x225.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-50x38.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/upper_east_side_02_800.jpg 800w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Os edifícios devem possibilitar os &#8220;olhos da rua&#8221;. Fonte: <a title="Olhos da rua" href="http://www.flickr.com/photos/iamagenious/2157265210/" target="_blank">Flickr</a></span></p>
<h3>Usuários transitando ininterruptamente</h3>
<p>Esse requisito está intimamente ligado ao anterior, uma vez que uma quantidade significativa de pessoas transitando e utilizando as ruas é condição necessária para que haja olhos da rua. Tanto no sentido direto quanto indiretamente.</p>
<p>No sentido direto porque as próprias pessoas que usam e transitam pela rua acabam exercendo uma vigilância natural. Ruas com movimentação de pessoas tendem a tornar-se mais seguras (pelo menos até um certo nível de movimentação, uma vez que ruas com um número excessivo de pessoas pode favorecer alguns tipos de furtos. Mas Jacobs não trata desse aspecto). Jacobs descreve o que ela chama de &#8220;balé das ruas&#8221;, em que vários atores, com os mais diversos propósitos, saem às ruas em horários diversificados para as mais diferentes atividades. Essas atividades interagem entre si e de alguma forma acabam complementando-se, formando uma teia de interação social e cuidados mútuos.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-527" title="Lynch (1981 - p 428) Espacos publicos" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos.jpg" alt="Espaços públicos" width="472" height="315" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos.jpg 472w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos-300x200.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos-50x33.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2010/02/Lynch-1981-p-428-Espacos-publicos-200x133.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px" /></a><br />
<span class="legendas">Ruas bem movimentadas tendem a ser mais seguras. Fonte: (LYNCH, 1960)</span></p>
<p>Indiretamente, o movimento de pessoas atua como atrator para os olhares de quem não está na rua, uma vez que as pessoas costumam gostar de olhar quem passa.  Ruas desertas dificilmente atrairão a atenção de quem está dentro das edificações, o que acaba acentuando a sensação de insegurança.</p>
<h3>Algumas observações adicionais</h3>
<p>As idéias de Jacobs, apesar de terem sido formuladas há meio século, ainda parecem ser válidas, no seu conjunto, para as cidades atuais. A questão da interação entre estranhos e moradores locais ainda permanece significativa (vide o problema dos <a title="Condomínios fechados" href="http://urbanidades.arq.br/2007/07/condominios-fechados/" target="_blank">condomínios fechados</a>), e longe de uma solução satisfatória. Os olhos da rua, uma das suas principais contribuições, permancece mais válido que nunca e, no entanto, cada vez mais presenciamos situações em que as edificações viram-se de costas para o espaço público, renegando-o. Talvez o &#8220;clima&#8221; de cidade pequena esteja irremediavelmente perdido na maioria dos lugares, mas a possibilidade de interação social e de manutenção coletiva das condições de segurança parecem viáveis.</p>
<p>Seria interessante discutirmos, nos comentários, alguns exemplos concretos que os leitores conheçam e os quais queiram compartilhar. Será que essas ideias da Jacobs aplicam-se a todos os lugares? Há exceções? Comentem!</p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>JACOBS, Jane. <strong>Morte e vida de grandes cidades</strong>. São Paulo: Martins Fontes, 2000.</p>
<p>LYNCH, Kevin. <strong>The image of the city</strong>. Cambridge: The M.I.T. Press, 1960.</p>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. Washington, DC: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2010/02/10/seguranca-nas-cidades-jane-jacobs-e-os-olhos-da-rua/">Segurança nas cidades: Jane Jacobs e os olhos da rua</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 00:06:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[defensible space]]></category>
		<category><![CDATA[espaço defensável]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar Newman]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das grande preocupações das cidades atualmente é, sem dúvida, o problema da segurança. Entretanto, não é de hoje que estudiosos do urbano, especialmente arquitetos, vêm estudando o assunto e<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das grande preocupações das cidades atualmente é, sem dúvida, o problema da segurança. Entretanto, não é de hoje que estudiosos do urbano, especialmente arquitetos, vêm estudando o assunto e dando contribuições valiosas para seu enfrentamento. Por um lado, parece óbvio que a desigualdade social e econômica é um dos principais fatores causadores da violência urbana. Por outro, é interessante explorar quais fatores espaciais podem contribuir para diminuir a violência e a insegurança nas cidades.</p>
<p>Este é o primeiro post de uma série que vai abordar as contribuições de diversos autores a esse problema, do ponto de vista do arquiteto e urbanista. Para esse início, escolhemos um dos autores mais conhecidos sobre o problema da segurança e sua relação com a tipologia das edificações e dos tecidos urbanos: Oscar Newman.</p>
<p>Seu trabalho mais famoso é “Defensible Space”, de 1972. Outra publicação, mais recente, chamada “Creating Defensible Space”, de 1996, está disponível para download gratuitamente, e foi patrocinada pelo Departamento Nacional de Habitação e Desenvolvimento Urbano dos EUA.</p>
<h3>As origens: Pruitt-Igoe e as ruas privadas de St. Louis</h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-466" title="Pruitt-igoeUSGS02" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-499x306.jpg" alt="Pruitt-igoeUSGS02" width="499" height="306" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-499x306.jpg 499w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-300x183.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-500x306.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-768x471.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-1536x941.jpg 1536w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-2048x1255.jpg 2048w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-igoeUSGS02-200x123.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /><br />
<span class="legendas">Pruitt-Igoe. Fonte: <a title="Pruitt - Igoe" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pruitt-igoeUSGS02.jpg" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-467" title="pruitt-igoe_03" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-500x313.jpg" alt="pruitt-igoe_03" width="500" height="313" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-500x313.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-768x481.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_03.jpg 1151w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><br />
<span class="legendas">Demolição de Pruitt-Igoe. Fonte: <a title="Pruitt - Igoe" href="http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pruitt-Igoe-collapses.jpg" target="_blank">aqui</a></span></p>
<p>Segundo Newman, o conceito de <a title="Defensible Spaces" href="http://www.defensiblespace.com/start.htm" target="_blank">Espaço Defensável</a> evoluiu a partir da observação do conjunto Pruitt-Igoe, um complexo com 2.740 unidades residenciais cuja implosão ficou conhecida como o fim “oficial” do Movimento Modernista. O conjunto era composto por torres de 11 andares sobre amplas superfícies verdes, teoricamente destinadas a usos coletivos, seguindo a doutrina dos CIAM.</p>
<p><span class="olhos">Pruitt-Igoe é considerado por muitos o fim definitivo do Modernismo, e as questões de segurança foram provavelmente as que mais determinaram seu insucesso.</span>Entretanto, em pouco tempo as condições de degradação chegaram a níveis insuportáveis. As áreas comuns, de maneira geral, estavam em péssimas condições de conservação. O vandalismo acontecia nos corredores e lavanderias, as áreas verdes estavam cheias de lixo, e era perigoso passar pelas escadas, halls e elevadores. As imagens abaixo mostram como o arquiteto imaginava o andar coletivo, com espaços de socialização, e como ele realmente acabou sendo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-470" title="pruitt-igoe_01_e" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-500x311.jpg" alt="pruitt-igoe_01_e" width="500" height="311" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-500x311.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-300x187.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-768x479.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-50x31.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e-200x125.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/pruitt-igoe_01_e.jpg 787w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-469" title="Pruitt-Igoe-corridor-actual_e" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-500x335.jpg" alt="Pruitt-Igoe-corridor-actual_e" width="500" height="335" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-500x335.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-300x201.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-768x515.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-50x34.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e-200x134.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Pruitt-Igoe-corridor-actual_e.jpg 787w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Espaço previsto para os corredores comunais e o modo como estes realmente se tornaram (Fonte: Newman, 1996)<br />
</span></p>
<p>Entretanto, em áreas em que apenas duas famílias dividiam um lobby, este era bem conservado. Newman então concluiu que as pessoas só preservavam e cuidavam dos espaços que eram percebidos como “seus”. Aqueles espaços compartilhados com diversas famílias não eram “apropriados” pelos moradores, e portanto acabavam sendo depredados.</p>
<p>Tal conclusão foi reforçada pela observação de ruas de acesso restrito localizadas próximas ao conjunto Pruitt-Igoe, habitadas por pessoas de nível socioeconômico semelhante que, entretanto, não tinham os mesmos sinais de violência e depredação. Nessas ruas, os moradores exerciam maior controle sobre quem entrava ou passava por ela o que, segundo Newman, explicava essa diferença.</p>
<h3>Forma das edificações e controle</h3>
<p>Com base nessas observações preliminares, Newman fez um estudo sobre os tipos arquitetônicos residenciais mais comuns e as possibilidades de controle dos espaços proporcionadas por cada um deles. As unidades unifamiliares, quando diretamente ligadas à rua, possuem espaços com alto nível de controle, tendo em vista o fato de que apenas uma família será a responsável por eles. Um exemplo são os jardins frontais que, apesar de serem acessíveis a partir da rua, são apropriados (e portanto controlados) pelos proprietários. O próprio carro estacionado na frente da casa é uma espécie de marcação do território.</p>
<p><span class="olhos">A chave para espaços defensáveis é o controle dos moradores</span>Outro tipo são os conjuntos residenciais de baixa densidade (3 ou 4 pavimentos), em que há espaços compartilhados por um número não muito grande de famílias, tais como os acessos e jardins frontais e os espaços abertos no interior das quadras. Alguns espaços são totalmente privados, como nos casos dos quintais pertencentes exclusivamente às unidades do térreo. Neste caso, também a possibilidade de controle do espaço é grande.</p>
<p>O terceiro tipo seria representado pelos edifícios verticais mais altos, com acessos compartilhados por muitas famílias e distantes da rua, rodeados de áreas inteiramente públicas. Por não haver espaços privados ou semi-privados, o controle do espaço é seriamente comprometido. Além disso, há uma grande quantidade de espaços cegos (sem janelas) e áreas de estacionamento, o que torna ainda mais difícil o controle.</p>
<p>A Figura abaixo mostra os dois últimos tipos em uma mesma rua. Através dela é possível perceber que o tipo da esquerda (mais verticalizado) é mais inóspito e menos convidativo aos pedestres. Suas fachadas cegas geram espaços que tendem a dificultar a vigilância, e a distância das unidades habitacionais até a rua (separadas pelo estacionamento) funciona como agravante.</p>
<p>Já na tipologia da direita, a proximidade com a rua é mantida, as janelas se voltam para esta, assim como o acesso, tendendo a trazer maior controle e, por consequência, maior segurança.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-465" title="Newman (1996) - 01" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg" alt="Newman (1996) - 01" width="500" height="374" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-500x374.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-300x224.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-768x576.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-640x480.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-50x37.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01-200x150.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/10/Newman-1996-01.jpg 814w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Tipologias diferentes em densidades semelhantes. (NEWMAN, 1996)</span></p>
<h2>Críticas</h2>
<p><span class="olhos">Controle do acesso ou integração social?</span>O conceito de espaço defensável de Newman é criticado especialmente por defender o controle por parte dos moradores, o que pode facilmente descambar para a segregação e o isolamento. <del>Estranho são vistos como inimigos em potencial, e não como possibilidade de encontros variados e maior interação social. Vai, portanto, totalmente contra as ideias de <a title="Jane Jacobs" href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/jane-jacobs-parques-de-bairro/" target="_blank">Jane Jacobs</a>.</del>  Estranho são vistos ora como inimigos em potencial, ora como geradores de maior segurança através da vigilância natural. Ao contrário de <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/jane-jacobs-parques-de-bairro/">Jacobs</a>, Newman não baseia sua argumentação na importância de encontros variados e maior interação social. Provavelmente por esse motivo, ele não se preocupa em explicar e explorar de forma sistemática os possíveis efeitos que esses aspectos teriam ter sobre a segurança urbana. (<em>editado em 27.09.2016</em>)</p>
<p>Por outro lado, a necessidade de que as janelas e acessos tenham contato direto com os espaços circundantes tem correlação direta com o conceito de &#8220;olhos da rua&#8221; de Jacobs. Esse ponto parece ser consenso entre os principais autores que tratam do tema da segurança nos espaços urbanos e, portanto, deve ser estimulado (e talvez até exigido) em projetos e planos urbanísticos.</p>
<h2><span class="legendas">Referência bibliográfica</span></h2>
<p>NEWMAN, Oscar. <strong>Creating defensible spaces</strong>. dl: U.S. Department of Housing and Urban Development, 1996. Acessível <a title="Defensible Spaces" href="http://www.huduser.org/publications/pubasst/defensib.html" target="_blank">aqui</a>.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/11/07/seguranca-nas-cidades-oscar-newman-e-os-espacos-defensaveis/">Segurança nas cidades: Oscar Newman e os espaços defensáveis</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			</item>
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		<title>Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 17:22:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ensino e cursos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[ensino]]></category>
		<category><![CDATA[evolução urbana]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[história da cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Jane Jacobs]]></category>
		<category><![CDATA[Kevin Lynch]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento comunicativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[transporte coletivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem uma área em seu site em que são oferecidos uma série de cursos online e gratuitos. Especificamente em relação ao planejamento urbano e<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O MIT (Massachusetts Institute of Technology) tem uma área em seu site em que são oferecidos uma série de cursos online e gratuitos. Especificamente em relação ao <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/index.htm">planejamento urbano e urbanismo</a>, são oferecidos 35 cursos ao nível de graduação (undergraduate) e mais 135(!) cursos ao nível de pós-graduação (graduate)¹.<span id="more-194"></span></p>
<p>Alguns exemplos destes últimos são:</p>
<ul>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-520Fall-2005/CourseHome/index.htm">Workshop em Sistemas de Informações Geográficas</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-225Fall-2006/CourseHome/index.htm">Argumentação e comunicação</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-233Fall-2007/CourseHome/index.htm">Projeto de pesquisa para análise de políticas e planejamento</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-301JFall-2006/CourseHome/index.htm">Introdução ao desenho urbano e desenvolvimento</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-304JSpring-2006/CourseHome/index.htm">Planejamento do lugar e de sistemas urbanos</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Architecture/4-241JSpring2004/CourseHome/index.htm">Teoria da forma da cidade</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-332JUrban-DesignFall2003/CourseHome/index.htm">Desenho urbano</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-360Fall2003/CourseHome/index.htm">Crescimento e planejamento do uso do solo</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-366JSpring-2006/CourseHome/index.htm">Planejamento para o desenvolvimento sustentável</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-380JUrban-Transportation-PlanningFall2002/CourseHome/index.htm">Planejamento de transportes urbanos</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-489Fall-2005/CourseHome/index.htm">Crescimento e estrutura espacial das cidades</a>;</li>
<li> <a href="http://ocw.mit.edu/OcwWeb/Urban-Studies-and-Planning/11-943JUrban-Transportation--Land-Use--and-the-EnvironmentSpring2002/CourseHome/index.htm">Transporte urbano, uso do solo e meio ambiente</a>;</li>
</ul>
<p>Alguns são bastante específicos e até curiosos, tais como:</p>
<ul>
<li> Katrina Practicum</li>
<li> Riots, Strikes, and Conspiracies in American History</li>
<li> Computer Games and Simulations for Investigation and Education</li>
<li> Downtown Management Organizations</li>
</ul>
<p>Como dá pra perceber, são muitos cursos, para todos os gostos, preferências e necessidades. Dá para se entreter (e aprender) muito com todo esse material.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" title="chp_riyadh" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/10/chp_riyadh.jpg" alt="Crescimento de Riyadh, na Arábia Saudita, entre 1972 e 1990. (Fonte: U.S. Geological Survey)" width="420" height="204" /></p>
<p><span class="legendas">Crescimento de Riyadh, na Arábia Saudita, entre 1972 e 1990. (Fonte: U.S. Geological Survey)</span></p>
<h3>Estrutura dos cursos</h3>
<p>Os cursos são organizados segundo a seguinte estrutura:</p>
<ul>
<li> Introdução, em que é dada uma visão geral do curso;</li>
<li> Calendário;</li>
<li> Leituras sugeridas, com a bibiliografia do curso e, eventualmente, links para os textos;</li>
<li> Notas das aulas, às vezes na forma de slides do powerpoint;</li>
<li> Trabalhos a serem desenvolvidos pelos alunos</li>
</ul>
<p>Uma dica é procurar pela versão mais recente do curso de seu interesse, uma vez que desses 135 muitos deles são repetidos, representando novas ou antigas versões do mesmo curso.</p>
<h3>Notas</h3>
<p>1. Nos Estados Unidos, o nível universitário é normalmente conhecido como &#8220;undergraduate&#8221;, enquanto que a pós-graduação é chamada de &#8220;graduate&#8221;, apesar de soar estranho para nós aqui no Brasil.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/10/04/cursos-gratuitos-em-planejamento-urbano-no-mit/">Cursos gratuitos em planejamento urbano no MIT</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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