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	<title>Urbanidades | Posts marcados como objetivos - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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	<description>Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</description>
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	<title>Urbanidades | Posts marcados como objetivos - Urbanismo, Planejamento Urbano e Planos Diretores</title>
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		<title>Uma possível metodologia para a participação popular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2014 19:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Estatuto da Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestão democrática]]></category>
		<category><![CDATA[leitura da cidade]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento estratégico]]></category>
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		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste post são discutidas algumas críticas à participação popular e suas réplicas, em especial o pouco rendimento das discussões e, em vista disso, a necessidade de capacitação por parte do corpo técnico responsável pela condução do processo. &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2014/02/08/uma-possivel-metodologia-para-a-participacao-popular/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Uma possível metodologia para a participação popular</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo com os posts sobre <a title="Participação popular" href="http://urbanidades.arq.br/2014/01/a-importancia-da-participacao-popular/" target="_blank">participação popular</a>, uma objeção que com frequência é feita é a de que, com ela, é impossível chegar a resultados em tempo hábil. Isso aconteceria, supostamente, porque as assembleias e demais fóruns de discussão participativa seriam demasiado dispersos, sujeitos a toda sorte de manipulações, desvios dos assuntos em pauta, discussões paralelas, falta de foco, etc. Em <a title="Guia do facilitador - participação popular" href="http://urbanidades.arq.br/2008/01/guia-do-facilitador-no-planejamento-participativo/" target="_blank">post anterior</a> aqui do Urbanidades, mostrei um esquema bastante interessante do Kaner (1996) sobre a progressão dos esforços de discussão:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/01/kaner_1996.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-77" alt="" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2008/01/kaner_1996.jpg" width="640" height="267" /></a><br />
<span class="legendas">(KANER, 1996)</span></p>
<p>No modo tradicional, cada novo assunto é iniciado e, logo em seguida, há uma ansiedade para que ele seja encerrado com algum tipo de decisão. Obviamente, isso cria problemas de entendimento, de supersimplificação e de falta de comprometimento para com a decisão tomada. De certa forma, explica as críticas que Vainer (2000) faz ao planejamento estratégico e seu consenso empurrado goela abaixo dos participantes. Outra maneira tradicional segundo a qual esses processos se desenrolam é chegar até a zona de discussão e então arrastar-se indefinidamente por ela, esgotando prazos e impossibilitando a tomada de decisões. Essa maneira é a que está representada na crítica aos processos participativos mencionada no primeiro parágrafo.<span id="more-1220"></span></p>
<p>Entretanto, há algo que precisa ser mencionado. Ainda que tais receios sejam legítimos e muitas vezes precisos em seu diagnóstico, eles não são de maneira alguma justificativa para atropelar a participação e voltar à velha postura tecnocrática que tem imperado no planejamento urbano há tanto tempo. É preciso ter consciência, por mais paradoxal que possa parecer, de que uma boa e frutífera participação popular só é possível com uma boa técnica. Ou seja: não dá para &#8220;jogar&#8221; em um salão dois ou três técnicos formados sob os paradigmas do milênio passado e esperar que eles possam improvisar uma participação popular minimamente satisfatória. Pelo menos não sem um estudo cuidadoso e aprofundado de métodos participativos, teoria do planejamento, instrumentos de interação, teoria e métodos de decisão, e assim por diante. Mesmo que esses  temas não constem da formação recebida pelos Arquitetos e Urbanistas (e até hoje parecem não ter sido incorporadas aos currículos), há extensa literatura disponível e até mesmo <a href="http://www.scordioli.com.br/php/index.php" target="_blank">cursos de capacitação</a> que podem ser buscados como forma de preencher essa importante lacuna.</p>
<p>Em outras palavras, o que quero dizer é que grande parte dos problemas de participação popular são causados por imperícias técnicas na organização dos eventos, na forma como as contribuições são geradas e, especialmente, como são organizadas, compatibilizadas, esclarecidas, disseminadas e priorizadas. Sem isso, não há como a participação funcionar. No diagrama acima, essas etapas correspondem à zona convergente e à de fechamento.É especialmente nelas que os técnicos têm se mostrado deficientes na condução de processos participativos. Na melhor das hipóteses, apressam-se para votações, que dão a sensação de proporcionarem uma saída democrática para as decisões mas, em muitos casos, são provenientes de uma tentativa de sufocar as discussões e de evitar deliberações no sentido de interromper o processo para buscar mais informações consideradas necessárias. São, em suma, formas de evitar o entendimento pleno da questão em discussão. Na pior das hipóteses, resultam em atitudes autoritárias como as de duas gestões municipais consecutivas em Florianópolis, que <a href="http://ndonline.com.br/florianopolis/noticias/108434-prefeitura-de-florianopolis-da-continuidade-ao-plano-diretor-sem-nucleo-gestor.html" target="_blank">dissolveram o Núcleo Gestor do PD(P?)</a> e tomaram as decisões mais importantes do plano, estruturais, em gabinete.</p>
<p>Aí podemos entrar em outra discussão: será que todos os casos de imperícia que vemos por aí são realmente fruto de um desconhecimento, ou são também &#8220;incentivados&#8221; como uma forma de empurrar com a barriga as decisões até um ponto em que o processo esteja esvaziado e elas sejam tomadas por aqueles que estão à frente do processo (prefeitura, vereadores, etc.), sem enfrentar resistência? Isso deve ser analisado caso a caso, é claro, mas não tenho dúvidas de que acontece com mais frequência do que gostaríamos de acreditar.</p>
<p>De qualquer forma, segue um artigo publicado por mim e pela Geógrafa Eugenia Karnaukhova, em 2007, sobre a metodologia montada por nós para extrair os objetivos gerais e as principais estratégias a serem trabalhadas no PD a partir de eventos participativos. Essa metodologia não é infalível, obviamente, e por já ter quase 7 anos ela certamente pode ser atualizada, mas pode servir como base para novas metodologias, adaptadas às particularidades de cada Município. Especialmente interessante, na minha opinião, foi o trabalho com grandes temas e sua organização através de mapas de relações meios e fins. Nos eventos, essa parte mostrou-se bastante rica, com boa participação e receptividade dos participantes e com boa capacidade de esclarecer os problemas que estavam sendo tratados. A imagem abaixo ilustra um desses mapas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1221" alt="" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-500x348.jpg" width="500" height="348" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-500x348.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-300x209.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-768x535.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-50x35.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner-200x139.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Mapa-relacoes-meios-e-fins-Alfredo-Wagner.jpg 1200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
<span class="legendas">Mapas de relações meios e fins para temas em um processo participativo (SABOYA; KARNAUKHOVA, 2007)</span></p>
<p>As setas foram construídas participativamente, perguntando aos participantes quais aspectos eram &#8220;causa&#8221; de outros aspectos e quais eram consequências. Com isso, a população se via obrigada a pensar um pouco mais sistêmica e globalmente, ao invés de pensar apenas naqueles problemas específicos que lhes incomodavam mais. Isso ajuda-as (e a nós também!) a perceber a trama de relações que existem nas cidades e no território, e que as ações em uma esfera possuem implicações que ultrapassam seus limites específicos, influenciando aspectos às vezes bastante diferentes à primeira vista. Aos poucos, com o auxílio de um software (<a href="http://cmap.ihmc.us/" target="_blank">Cmaps</a>), os temas foram sendo organizados e aqueles mais gerais (mais &#8220;fim&#8221;) subiam, enquanto que os mais operacionais e específicos (mais &#8220;meio&#8221;) desciam.</p>
<p>Depois disso, fazíamos uma priorização preliminar dos temas (ou áreas de preocupação), seguida de uma discussão sobre o resultado, e então uma nova e definitiva rodada de priorização. Essa discussão intermediária permitia conhecer as prioridades iniciais e discuti-las, com os participantes desafiando e justificando posições. Era um dos momentos mais ricos de todo o processo, porque permitia a discussão de uma forma clara e focada, com uma referência visual que ficava acessível a todos como um quadro de referência. Não era raro que elas resultassem em mudanças na priorização final. Após esta última, os objetivos gerais eram propostos a partir dos temas situados mais acima do mapa, e as estratégias a partir dos temas localizados mais na porção intermediária (nem muito gerais, nem muito específicos).</p>
<p>Se tiver interessse em ler o artigo completo, é só clicar aqui:</p>
<p><a title="Uma Metodologia para a Obtenção de Possíveis Objetivos e Eixos Estratégicos para Planos Diretores a partir dos Dados da Leitura Comunitária" href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2014/02/Saboya-Karnaukhova-ANPUR-2007.pdf">Uma Metodologia para a Obtenção de Possíveis Objetivos e Eixos Estratégicos para Planos Diretores a partir dos Dados da Leitura Comunitária</a></p>
<h3>Referências</h3>
<p>KANER, S. et al. <strong>Facilitator’s guide to participatory decision-making</strong>. Gabriola Island: New Society Publishers, 1996.</p>
<p>SABOYA, R.; KARNAUKHOVA, E. Uma metodologia para a obtenção de possíveis objetivos e eixos estratégicos para planos diretores a partir dos dados da leitura comunitária. In: <strong>Anais do XII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional</strong>. Belém: 2007.</p>
<p>VAINER, C. B. Pátria, empresa e mercadoria: notas sobre a estratégia discursiva do Planejamento Estratégico Urbano. In: ARANTES, O. B. F.; MARICATO, E.; VAINER, C. (Eds.). <strong>A cidade do pensamento u?nico</strong>: desmanchando consensos. Colec?a?o Zero a? esquerda. 2a ed ed. Petro?polis: Editora Vozes, 2000.</p>
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		<title>Definição de Planejamento Urbano por Yehezkel Dror</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2011/02/13/definicao-de-planejamento-urbano-por-yehezkel-dror/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 20:28:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[decisão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar de não ser um autor muito conhecido no que diz respeito à teoria do planejamento urbano, achei especialmente interessante a definição dada por Yehezkel Dror para o conceito de planejamento urbano:<br />
"Planejamento é o processo de preparar um conjunto de decisões para ação no futuro, dirigida à consecução de objetivos através dos meios preferidos." (DROR, 1973, p. 323) &#8230; <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/02/13/definicao-de-planejamento-urbano-por-yehezkel-dror/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Definição de Planejamento Urbano por Yehezkel Dror</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de não ser um autor muito conhecido no que diz respeito à teoria do planejamento, achei especialmente interessante a definição dada por Yehezkel Dror para o conceito de planejamento urbano:</p>
<blockquote><p>&#8220;Planejamento é o processo de preparar um conjunto de decisões para ação futura, dirigida à consecução de objetivos através dos meios preferidos.&#8221; (DROR, 1973, p. 323)</p></blockquote>
<p>Apesar de muito simples e incrivelmente sucinta, essa definição é bastante abrangente e inclui os aspectos mais importantes de uma aproximação ao conceito de planejamento urbano.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/02/planning.jpg"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-866" title="planning" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/02/planning.jpg" alt="" width="500" height="397" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/02/planning.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/02/planning-300x238.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/02/planning-50x40.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2011/02/planning-200x159.jpg 200w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><br />
Fonte: <a href="http://accountplan.ning.com/photo/611711:Photo:30837" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Em primeiro lugar, é um <strong>processo</strong>, caracterizado por atividades, interações, com maior ou menor encadeamento e ordenação entre elas. Esse processo deve ter como resultado a preparação de ações futuras, no sentido de &#8220;pré-selecionar&#8221; as ações que devem ser tomadas no futuro. Esse é um ponto importante, porque é comum haver uma certa tendência de &#8220;mesclar&#8221; as decisões de planejamento com as decisões de execução das ações propriamente ditas, como se fossem uma coisa só.</p>
<div class="olhos">As decisões emanadas do processo de planejamento não são as mesmas a serem tomadas no momento da implementação</div>
<p>Entretanto, as decisões realizadas no processo de planejamento não necessariamente serão obedecidas à risca no momento da implantação, como a realidade (especialmente no Brasil) tem constante e repetidamente nos mostrado. Ainda assim, há uma resistência em entender as decisões de planejamento como apenas uma das forças que influenciarão as escolhas futuras, e não como a única.</p>
<p>O segundo aspecto já foi discutido, que é a orientação ao <strong>futuro</strong>. Essa é uma dos poucos elementos que se repetem em quase todas as definições do conceito.</p>
<p>O terceiro aspecto são os <strong>objetivos</strong>. Sem eles, não há porque planejar. Muitos autores argumentam que é impossível determinar com precisão os objetivos, assim como identificar os objetivos gerais da sociedade (ou o interesse público). Isso é verdade, mas acredito que mesmo definições incompletas, nebulosas e/ou parciais dos objetivos são importantes para dar uma direção às ações futuras. O debate sobre os objetivos, além disso, pode suscitar interessantes trocas de informações entre setores da sociedade que tradicionalmente têm se mantido isoladas e sem interlocução. Pela minha experiência, a possibilidade de consenso entre esses setores é muito maior do que era suposto inicialmente.</p>
<p>Por fim, os <strong>meios</strong>. A palavra &#8220;preferidos&#8221; indica bem o fato de que os meios não são automaticamente dados pelos objetivos consensuados. Mesmo que haja consenso sobre os objetivos, é provável que haja muita discordância com relação aos meios considerados mais adequados para alcançá-los. Em outro post, já falamos sobre os riscos dos <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/09/objetivos-genericos/" target="_self">objetivos muito genéricos</a>. Ao torná-los mais concretos, específicos, os reais conflitos tendem a ficar mais visíveis.</p>
<p>Além disso, nossa capacidade de prever as consequências dos possíveis meios, ou seja, de prever até que ponto eles serão suficientes ou não para atingir os objetivos, é muito limitada. Em assuntos urbanos, os <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/07/problemas-capciosos/" target="_blank">problemas são capciosos</a>, e é muito difícil tirar lições de outras situações e ter a convicção necessária para aplicá-las no problema enfrentado no momento. Isso sem falar nas limitações cognitivas sobre a estimativa de probabilidades, estudada por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Amos_Tversky" target="_blank">Tversky </a>e Kahneman, que inserem várias imprecisões nas nossas previsões sobre os efeitos futuros de ações.</p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>DROR, Yehezkel. The planning process: a facet design. In: FALUDI, Andreas (org.) <strong>A reader in planning theory</strong>. Oxford: Pergamon Press, 1973. p. 323 &#8211; 343. (Artigo publicado originalmente em 1963).</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2011/02/13/definicao-de-planejamento-urbano-por-yehezkel-dror/">Definição de Planejamento Urbano por Yehezkel Dror</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Macrozoneamento</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2009/02/24/macrozoneamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2009 19:19:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos instrumentos mais importantes dos planos diretores é, na minha opinião, o macrozoneamento. Esse conceito, apesar de não ser novo, ganhou especial importância a partir do Estatuto da Cidade<a href="https://urbanidades.arq.br/2009/02/24/macrozoneamento/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Macrozoneamento</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos instrumentos mais importantes dos planos diretores é, na minha opinião, o macrozoneamento. Esse conceito, apesar de não ser novo, ganhou especial importância a partir do <a title="Estatuto da Cidade" href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/estatuto-da-cidade-breve-historico/" target="_blank">Estatuto da Cidade</a> e, principalmente, a partir das discussões realizadas Brasil afora sobre seus princípios e <a title="instrumentos urbanísticos" href="http://urbanidades.arq.br/category/instrumentos-urbanisticos/" target="_blank">instrumentos</a> (uma vez que a palavra &#8220;macrozoneamento&#8221;, propriamente dita, não é citada na Lei).<br />
Por outro lado, a exigência constante no Estatuto de que o plano abranja toda a área do Município jogou luz sobre a necessidade de um outro tipo de <a title="zoneamento" href="http://urbanidades.arq.br/2007/11/zoneamento-e-planos-diretores/" target="_blank">zoneamento</a>, diferente do &#8220;microzoneamento&#8221; utilizado normalmente nos planos diretores tradicionais. Ao reduzir a escala do zoneamento e aumentar sua abrangência, abre-se uma nova gama de possibilidades a serem exploradas, ainda mais se levarmos em consideração as limitações dos <a title="planos diretores tradicionais" href="http://urbanidades.arq.br/2008/11/a-visao-tradicional-de-planos-diretores/" target="_blank">zoneamentos tradicionais</a> e algumas das principais críticas feitas a eles.</p>
<h3>O que é macrozoneamento?</h3>
<p>O macrozoneamento é o primeiro nível de definição das diretrizes espaciais do Plano Diretor, estabelecendo “um referencial espacial para o uso e a ocupação do solo na cidade, em concordância com as estratégias de política urbana” (BRASIL, 2002, p. 41). Ele é um referencial geral para o Município, conferindo uma coerência para sua lógica de desenvolvimento. Por esse motivo, é um instrumento utilizado para superar o caráter de “colcha de retalhos” presente em grande parte dos zoneamentos tradicionais, nos quais era difícil, senão impossível, deduzir a lógica por trás dos índices e demais diretrizes atribuídos a cada uma das zonas.</p>
<h3>Funcionamento</h3>
<div class="olhos">O macrozoneamento deve ser o referencial espacial geral para o Município, superando o caráter estritamente normativo do &#8220;pode&#8221; ou &#8220;não pode&#8221;.</div>
<p>O macrozoneamento, assim como outros instrumentos do plano diretor, deve atuar como orientador das ações do Poder Público relacionadas ao desenvolvimento urbano. Portanto, ele tem a possibilidade de extrapolar o caráter estritamente normativo dos zoneamentos tradicionais para atuar como balizador das decisões pontuais feitas ao longo do tempo. Em outras palavras, ele não apenas traz limitações aos indivíduos (tais como o número de pavimentos máximo permitido), mas também atua como uma base para diretrizes espaciais a serem obedecidas pelo Poder Público à medida que o plano vai sendo implementado.</p>
<p>Por isso, é importante que cada macrozona traga explicitamente e de maneira clara os critérios utilizados para sua definição e os objetivos desejados para ela. Os critérios de definição conferem robustez ao macrozoneamento, tornando mais difíceis modificações que venham a distorcer ou prejudicar o funcionamento das diretrizes e dos instrumentos do plano. Os objetivos, por sua vez, funcionam como base para a escolha dos demais instrumentos e como elementos de orientação para as decisões tomadas no processo de gestão (onde construir uma nova via? onde construir um novo parque?).</p>
<p>Além disso, uma definição clara dos critérios de delimitação e dos objetivos de cada macrozona conferem aos cidadãos uma base legal para contestar, na Justiça, ações e obras públicas que estejam em desacordo com os objetivos pretendidos, facilitando o controle social. Por exemplo, se uma área tem como diretriz o controle do crescimento e a manutenção da baixa densidade, qualquer tentativa de modificação para aumentar o índice de aproveitamento poderia ser contestada.</p>
<p>Mais importante ainda, entretanto, é o fato de que o macrozoneamento deve ser utilizado como base espacial para os demais instrumentos do plano. Dessa forma, uma vez definidos e explicitados os objetivos específicos de cada área através do macrozoneamento, todos os demais instrumentos e diretrizes devem estar em harmonia como esses objetivos. Isso inclui os instrumentos legais oferecidos pelo Estatuto da Cidade (outorga onerosa, transferência do diretito de construir, IPTU progressivo, etc.), que devem estar em harmonia com o macrozoneamento, mesmo que possuam seus próprios mapas e definições espaciais.</p>
<p>Além disso, o macrozoneamento deve incorporar e servir de base espacial para diretrizes de natureza mais estratégica, tais como definição de prioridades, horizontes de tempo, programas, ações, etc., e não apenas para as normas de uso e ocupação do solo.<br />
Sob essa ótica, o macrozoneamento atua como um grande organizador das diretrizes e dos instrumentos do plano, trabalhando no sentido de garantir que todos eles estejam em harmonia entre si e atuando em conjunto para alcançar os objetivos definidos.</p>
<h3>Requisitos para o macrozoneamento</h3>
<p>O Macrozoneamento deve, conforme já dissemos acima, incluir toda a área do Município, já que o Estatuto da Cidade instituiu essa exigência. Por esse motivo, deve também contemplar a diferenciação entre área urbana e rural, ou seja, entre as porções do território que podem ser parceladas e utilizadas para fins urbanos, e aquelas onde isso não é possível.</p>
<p>Dessa forma, o macrozoneamento deve ser composto por:</p>
<ul>
<li>Definição do perímetro urbano, incluindo delimitação da área urbana, de expansão urbana (se houver, com essa denominação) e rural;</li>
<li>Definição das Macrozonas, entendidas como grandes zonas que estabelecem um referencial para o uso e a ocupação do solo, e para a aplicação dos programas contidos nas estratégias. Para conferir a coerência pretendida para a lógica do desenvolvimento urbano, é importante que o macrozoneamento tenha um número limitado de macrozonas diferentes. Dessa forma, sua leitura e entendimento não ficam prejudicados (recomendamos um número não maior que 8, se possível). A divisão das macrozonas tem sido feita de maneiras diversas pelos Municípios, assim como a nomenclatura usada.</li>
<li>Descrição das macrozonas, assim como dos princípios e critérios utilizados para defini-las e seus objetivos específicos. Essa descrição pode ser feita em uma tabela em que as zonas ocupam as linhas e suas características e objetivos ocupam as colunas.</li>
</ul>
<p>É importante também que os nomes das macrozonas sejam escolhidos de forma a indicar o mais claramente possível suas características e/ou as intenções para ela, conforme já abordamos no post <a title="Legibilidade do plano diretor" href="http://urbanidades.arq.br/2008/05/legibilidade-do-plano-diretor/" target="_blank">Legibilidade do plano diretor</a>.</p>
<h3>Alguns exemplos</h3>
<p align="left">O macrozoneamento proposto para São José dividiu o Município em 3 macrozonas e 7 grandes zonas:</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-1093" title="Anexo 2 - Zoneamento_3000px" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-248x300.jpg" alt="" width="248" height="300" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-248x300.jpg 248w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-768x928.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-500x604.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-41x50.jpg 41w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-165x200.jpg 165w" sizes="auto, (max-width: 248px) 100vw, 248px" /></a> <a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-1092" title="Anexo 2 - Zoneamento_tabela" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-271x300.png" alt="" width="271" height="300" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-271x300.png 271w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-272x300.png 272w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-500x551.png 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-768x847.png 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-1392x1536.png 1392w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-1856x2048.png 1856w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-45x50.png 45w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-181x200.png 181w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela.png 1877w" sizes="auto, (max-width: 271px) 100vw, 271px" /></a><br />
<span class="legendas">Macrozoneamento proposto para São José &#8211; SC &#8211; detalhe da tabela de Zonas e Macrozonas (versões em resolução mais alta podem ser encontradas <a href="http://urbanidades.arq.br/plano-diretor-sao-jose-sc/" target="_blank">aqui</a>).</span></p>
<p>Por esse mapa é possível perceber a lógica pretendida para o Município: quais áreas devem ser adensadas, e em que ordem de prioridade, e quais áreas devem permanecer pouco densas. Os instrumentos também se adequam ao macrozoneamento: a transferência do direito de construir, por exemplo, aplica-se à Zona de Ocupação Controlada, porque nessa zona pretende-se limitar a ocupação, então qualquer transferência de potencial construtivo para outra zona mais apta a recebê-lo, melhor.</p>
<p>O macrozoneamento de Porto Alegre, apesar de ser bem anterior ao Estatuto da Cidade, dá uma boa idéia sobre os modelos de cidade presentes no plano diretor, e sobre as intenções e diretrizes para cada parte da cidade.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Macrozoneamento_DF2C/5_macrozoneamento_poa.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Macrozoneamento_DF2C/5_macrozoneamento_poa_thumb.jpg" alt="5_macrozoneamento_poa" width="198" height="240" border="0" /></a><br />
<span class="legendas">Macrozoneamento de Porto Alegre &#8211; RS (1993)</span></p>
<p>O macrozoneamento de Piracicaba já foi analisado em <a title="Legibilidade do plano diretor" href="http://urbanidades.arq.br/2008/05/legibilidade-do-plano-diretor/" target="_blank">outro post</a> aqui no Urbanidades, e também é um bom exemplo de macrozonas pensadas de forma a tornar clara a lógica de desenvolvimento do Município.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-1291" src="http://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-500x353.jpg" alt="" width="500" height="353" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-500x353.jpg 500w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-300x212.jpg 300w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-768x543.jpg 768w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-50x35.jpg 50w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-200x141.jpg 200w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba.jpg 1504w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Legibilidadedoplano_6C9/zoneamento_piracicaba.png"> </a><br />
<span class="legendas">Plano Diretor de Piracicaba &#8211; SP</span></p>
<p>Outros exemplos de macrozoneamentos podem ser vistos abaixo. Note que nem todos possibilitam o entendimento da lógica de desenvolvimento, nem necessariamente são fáceis de serem lidos e compreendidos.</p>

<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_3000px-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela.png'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-140x140.png" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-140x140.png 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-640x640.png 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/Anexo-2-Zoneamento_tabela-180x180.png 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/macrozoneamento_piracicaba-180x180.jpg 180w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/salvador-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/santo_andre-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-640x640.jpg 640w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/sp-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>
<a href='https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua.jpg'><img loading="lazy" decoding="async" width="140" height="140" src="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-140x140.jpg" class="attachment-thumbnail size-thumbnail" alt="" srcset="https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-140x140.jpg 140w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-180x180.jpg 180w, https://urbanidades.arq.br/wp-content/uploads/2009/02/tangua-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 140px) 100vw, 140px" /></a>

<h3>Referência Bibliográfica</h3>
<p>BRASIL. <strong>Estatuto da Cidade</strong>: guia para implementação pelos municípios e cidadãos. 2 ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2002.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2009/02/24/macrozoneamento/">Macrozoneamento</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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			<slash:comments>11</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O planejamento sistêmico/racional-abrangente</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/09/14/o-planejamento-sistemico-racional-abrangente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 02:54:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[artigos clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[objetivos]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento estratégico]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conforme vimos em um post anterior (O urbanismo), as primeiras abordagens de intervenção em cidades eram muito mais ligadas à tradição arquitetônica do que à do planejamento urbano como nós<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/09/14/o-planejamento-sistemico-racional-abrangente/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O planejamento sistêmico/racional-abrangente</span></span></a></p>
The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/09/14/o-planejamento-sistemico-racional-abrangente/">O planejamento sistêmico/racional-abrangente</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme vimos em um post anterior (<a title="O urbanismo" href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/o-urbanismo/">O urbanismo</a>), as primeiras abordagens de intervenção em cidades eram muito mais ligadas à tradição arquitetônica do que à do planejamento urbano como nós o conhecemos atualmente. Havia, portanto, a concepção de plano como um <em>design</em> físico, um projeto de cidade a ser alcançado dentro de um certo período de tempo. A cidade não era vista como um organismo em evolução, ou, ao menos, os instrumentos de intervenção sobre a cidade não levavam em consideração a evolução do sistema urbano, apenas seu estado final.<span id="more-151"></span></p>
<blockquote><p>Teorias sobre o planejamento urbano nessa época estavam usualmente preocupadas com projetos ou planos visionários que mostravam como a cidade ideal deveria ser espacialmente organizada. (TAYLOR, 1998, p. 16)</p></blockquote>
<p>Essa visão começou a se modificar apenas na década de 60 do século XX, apesar de Geddes já defender o caráter dinâmico das cidades desde seu trabalho “Cidades em evolução”, de 1915. Geddes propôs a famosa seqüência “pesquisa – análise – proposta” que, segundo Hall (2002), foi a primeira estruturação lógica do planejamento urbano, que até então baseava-se muito mais na intuição e experiência de seus autores do que em um conhecimento obtido sistematicamente ou cientificamente a partir das condições reais das cidades.</p>
<h3>A cidade como um sistema dinâmico</h3>
<p>Entretanto, essa mudança foi realmente consolidada com o advento do planejamento sistêmico, que representou</p>
<blockquote><p>[&#8230;] uma mudança da velha idéia de planejamento como a produção de projetos para cidade desejada do futuro para uma nova idéia de planejamento como uma série contínua de controles sobre o desenvolvimento de uma área, auxiliados por mecanismos que buscam simular o processo de desenvolvimento de forma que esse controle possa ser aplicado. (HALL, 2002, p. 6)</p></blockquote>
<p><!--more-->Brian McLoughlin, em seu clássico livro “<em>Urban &amp; regional planning: a systems approach</em>” (MCLOUGHLIN, 1969), lança as bases do planejamento sistêmico. Segundo ele, a cidade é um sistema composto por partes (as atividades humanas e os espaços que as suportam) intimamente conectadas (fluxos e canais de circulação). Por isso, para intervir nesse sistema não é mais suficiente o exclusivamente enfoque espacial dos arquitetos (segundo sua visão)  , dominante até então. Ao contrário, é necessário reconhecer o caráter dinâmico e sistêmico das cidades.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Oplanejamentoracionalabrangentesistmico_146DD/mac_loughlin_system_01_640.png"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Oplanejamentoracionalabrangentesistmico_146DD/mac_loughlin_system_01_640_thumb.png" border="0" alt="mac_loughlin_system_01_640" width="500" height="258" /></a><br />
<span class="legendas">A cidade vista como um sistema composto por sub-sistemas e, por sua vez, parte de um sistema mais amplo. Fonte: McLoughlin (1969, p. 76)</span></p>
<p>Partindo desse argumento, McLoughlin propõe uma seqüência de etapas que devem ser seguidas durante o processo de planejamento e que, ao contrário da tradição arquitetônica, não acaba com a seleção das ações a serem implementadas (ou, no caso dos arquitetos, com o projeto físico da área). O processo de planejamento, portanto, passa a ser visto como um processo cíclico, no qual os resultados alcançados pelas ações passam a servir de objeto de análise que gera retroalimentações para as outras fases do processo.</p>
<p>A primeira etapa é uma <strong>avaliação preliminar</strong> do sistema (“<em>scan the environment</em>”). Nela são identificados os primeiros problemas, desejos ou insatisfações com a realidade, que por sua vez fornecem a motivação inicial para que o processo de planejamento propriamente dito seja desencadeado.</p>
<p>A partir disso, os <strong>objetivos devem ser formulados</strong>. Essa é uma parte fundamental segundo McLoughlin, uma vez que uma série de decisões posteriores derivam dessa seleção inicial de objetivos. Além disso, é com base neles que a avaliação das alternativas de ação deve ser feita.</p>
<p>A seguir deve-se fazer a <strong>descrição e simulação do sistema</strong>, que consiste em representar o sistema urbano de forma que ele possa ser modelado e que seu funcionamento possa ser entendido e testado sob circunstâncias diversas. Os objetivos dessa etapa são esclarecer os problemas a serem enfrentados, entender o contexto em que se está atuando e delimitar quantitativamente os limites do que é possível ou provável.</p>
<p>O passo seguinte é delinear possíveis <strong>cursos de ação</strong>. Também chamados de alternativas, esses cursos de ação representam os meios necessários para atingir os fins desejados. Portanto, sua criação deve estar intimamente relacionada a esses fins, ou objetivos. Para McLoughlin, os cursos de ação são representados por “caminhos” alternativos a serem seguidos pelo sistema durante sua evolução. Em outras palavras, cada alternativa é uma seqüência de estados do sistema, no que diz respeito a configurações de atividades, espaços, fluxos e canais, para horizontes de tempo (por exemplo, de cinco em cinco anos).</p>
<p>As alternativas devem ser avaliadas segundo os objetivos definidos. Essa <strong>avaliação</strong> deve começar nos níveis mais genéricos em que as alternativas se encontram. Aquela ou aquelas consideradas as mais adequadas são <strong>selecionadas </strong>e desenvolvidas mais detalhadamente e reavaliadas, num processo iterativo até que a alternativa final seja alcançada.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Oplanejamentoracionalabrangentesistmico_146DD/mac_loughlin_system_02_640.png"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/Oplanejamentoracionalabrangentesistmico_146DD/mac_loughlin_system_02_640_thumb.png" border="0" alt="mac_loughlin_system_02_640" width="500" height="577" /></a><br />
<span class="legendas">Escolha da melhor trajetória (alternativa) em um determinado tempo T. Fonte: McLoughlin (1969, p. 232)</span></p>
<p>A <strong>implementação</strong> do plano envolve a orientação, o controle e a revisão das ações. A orientação funciona basicamente através de regulação das ações dos atores privados e de ações diretas do setor público. O controle busca descrever o estado atual do sistema e compará-lo com o que está previsto no plano. Dessa forma, eventuais desvios de rota podem ser usados como ponto de partida para revisões das orientações estipuladas.</p>
<p>Intimamente ligada à concepção do planejamento sistêmico está a noção do planejamento como um processo racional de tomada de decisões. De fato, tanto McLoughlin (1969) como Chadwick (1971 apud HALL, 2002), considerados os principais autores do planejamento sistêmico, defendem uma seqüência de etapas que ficou conhecida como planejamento racional. Taylor (1998) argumenta que planejamento sistêmico e planejamento racional são conceitos diferentes, ainda que interligados, uma vez que o primeiro é uma concepção relativa à substância, ou seja, ao objeto do planejamento (o sistema urbano), enquanto que o segundo é uma teoria sobre os procedimentos a serem obedecidos pelos planejadores. Entretanto, na prática as duas concepções acabaram sendo conhecidas e estudadas como uma só abordagem (sistêmico-racional).</p>
<p>Além disso, existe mais uma característica tradicionalmente associada ao planejamento racional, que é o aspecto abrangente (CULLINGWORTH; NADIN, 1997). Segundo esse aspecto, o plano deve ser abrangente no sentido de (KENT, 1964 apud INNES, 2004): a) cobrir toda a área da cidade (em oposição a um plano que trate apenas de um bairro ou área específica); b) lidar com todos os elementos físicos essenciais do sistema urbano; e c) reconhecer as ligações desses elementos com todos os outros fatores, físicos ou não, na escala local ou regional, que afetam o crescimento e o desenvolvimento urbano.</p>
<h3>As críticas ao planejamento sistêmico / racional</h3>
<p>Essa definição “racional” das etapas de planejamento tem sido muito criticada sob a alegação de que, na prática, as etapas não se sucedem da maneira linear como é sugerido. Lindblom (2003) foi um dos mais ferozes críticos desse tipo de planejamento. Ele argumenta que é impossível estabelecer previamente os objetivos do planejamento, para depois testar as alternativas possíveis. Em primeiro lugar, como sintetizar em um único conjunto de objetivos os desejos de um grupo de pessoas com valores e visões de mundo diversos? E, mesmo que isso seja possível ou que o planejador leve em conta apenas seus próprios objetivos, como estimar “pesos” entre objetivos conflitantes e de difícil quantificação? Segundo Lindblom, na prática essa comparação só acontece quando as alternativas de intervenção estão sendo testadas e comparadas e, portanto, a escolha final dos objetivos só acontece realmente quando se escolhe dentre as alternativas possíveis, abrindo mão de alguns resultados em favor de outros.</p>
<p>Além disso, segundo o autor é impossível que todos os aspectos relevantes sejam levados em consideração. As alternativas avaliadas devem limitar-se apenas àquelas que apresentam pequenas modificações com relação às políticas existentes atualmente. “Democracias mudam suas políticas quase sempre através de ajustes incrementais. Políticas não se movem em saltos.” (LINDBLOM, 2003, p. 203).</p>
<p>Outra crítica ao planejamento racional abrangente é feita por Hopkins (2001), que argumenta que as tarefas do planejador são, na realidade, muito difíceis de serem atribuídas a uma ou outra etapa do processo definido racionalmente. Isso quer dizer que muitas ações do planejador podem contribuir para mais de uma etapa ao mesmo tempo: por exemplo, um levantamento das condições locais, ao mesmo tempo em que possibilita o entendimento do sistema está sendo utilizado para construir objetivos, e para comunicar e discutir esses objetivos com a comunidade.</p>
<p>Portanto, o processo todo acaba sendo mais “confuso” do que o esquema do planejamento racional procura estabelecer, no sentido de que as atividades misturam-se em padrões complexos de relações. Entretanto, o próprio Hopkins defende a utilização do esquema racional de planejamento como uma referência para a qualidade do processo de planejamento, ao invés de utilizá-lo como uma seqüência rigorosa de passos a serem seguidos. Dessa forma, esse esquema de etapas pode ser usado, ao fim do processo, para verificar se ­- e de que maneira &#8211; elas foram cumpridas, ainda que não tenham sido seguidas à risca e na ordem “certa” durante a elaboração do plano.</p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>CULLINGWORTH, J. Barry; NADIN, Vincent. <strong>Town &amp; country planning in the UK</strong>. 12th. ed. London: Routledge, 1997.<br />
HALL, Peter. <strong>Urban and regional planning</strong>. 4th ed. New York: Routledge, 2002.<br />
HOPKINS, Lewis. <strong>Urban development</strong>: the logic of making plans. Washington &#8211; DC: Island Press, 2001.<br />
INNES, Judith. Consensus building: clarifications for the critics. <strong>Planning Theory</strong>, v. 3, n. 1, p. 5 -20, 2004.<br />
LINDBLOM, Charles E. The science of &#8220;muddling through&#8221;. In: CAMPBELL, Scott; FAINSTEIN, Susan (org.) <strong>Readings in planning theory</strong>. Malden: Blackwell Publishing, 2003. (Artigo publicado originalmente em 1959).<br />
MC LOUGHLIN, J. Brian. <strong>Urban &amp; regional planning</strong>: a systems approach. London: Faber and Faber, 1969.<br />
TAYLOR, Nigel. <strong>Urban planning theory since 1945</strong>. London: Sage, 1998.</p>
<h3>Veja também:</h3>
<ul>
<li><a title="O urbanismo" href="http://urbanidades.arq.br/2008/02/o-urbanismo/">O urbanismo</a></li>
<li><a title="O surgimento do planejamento urbano" href="http://urbanidades.arq.br/2008/03/o-surgimento-do-planejamento-urbano/">O surgimento do planejamento urbano</a></li>
</ul>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/09/14/o-planejamento-sistemico-racional-abrangente/">O planejamento sistêmico/racional-abrangente</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Objetivos diversos (e conflitantes)</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/04/28/objetivos-diversos-e-conflitantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 21:01:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[objetivos]]></category>
		<category><![CDATA[participação popular]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento participativo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Poucos esquemas são tão esclarecedores quanto este: Kaiser et al (1995) mostram cinco tipos de objetivos presentes nas decisões em planejamento. Segundo eles, esses objetivos devem ser sintetizados em um<a href="https://urbanidades.arq.br/2008/04/28/objetivos-diversos-e-conflitantes/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">Objetivos diversos (e conflitantes)</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Poucos esquemas são tão esclarecedores quanto este:</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/kaiser-objetivos.png"><img loading="lazy" decoding="async" style="border-width: 0px; border: 0;" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2008/kaiser-objetivos_tn.png" border="0" alt="kaiser-objetivos" width="360" height="352" /></a></p>
<p>Kaiser et al (1995) mostram cinco tipos de objetivos presentes nas decisões em planejamento. Segundo eles, esses objetivos devem ser sintetizados em um único conjunto de objetivos, de forma consensuada e com a participação da população.</p>
<p>Os tipos podem ser resumidamente descritos da seguinte forma:</p>
<ol>
<li><strong>Objetivos herdados</strong> &#8211; são aqueles provenientes de outros planos do mesmo nível deste que está sendo elaborado. Isso quer dizer que podem ser adotados ou descartados. Em geral, é importante aproveitar algumas diretrizes de desenvolvimento que já estão sendo implementadas pelos planos vigentes, para não começar tudo do zero a cada plano.</li>
<li><strong>Objetivos impostos</strong> &#8211; são aqueles que vêm &#8220;de cima pra baixo&#8221;, normalmente por legislação estadual ou nacional. Assim, um plano diretor, por exemplo, é obrigado a seguir as normas da lei federal de parcelamento do solo e do código florestal.</li>
<li><strong>Objetivos genéricos do planejamento</strong> &#8211; são aqueles provenientes das teorias urbanas e dos estudos sobre o comportamento das cidades e sobre as consequências das intervenções já realizadas até hoje. Usos mistos, prioridade ao pedestre, densidades moderadas são alguns exemplos. Tais objetivos raramente surgirão da população, uma vez que são normalmente resultado do estudo específico de um ou mais campos de conhecimento que estudam a cidade. Muitas vezes, são até contraditórios com o que diz o senso comum, dando origem a conflitos. (Veja,  por exemplo, o post sobre as <a title="falácias no planejamento urbano" href="http://urbanidades.arq.br/2007/11/progresso-traz-insegurana-e-outras-falcias/" target="_blank">falácias no planejamento urbano</a>).</li>
<li><strong>Necessidades técnicas</strong> &#8211; dizem respeito às necessidades de acomodação das demandas de habitação, transporte, área construída, áreas para os diversos usos (parques industriais, por exemplo), etc.</li>
<li><strong>Desejos da comunidade</strong> &#8211; são os objetivos e desejos que a população, em geral, possui com relação ao desenvolvimento do seu bairro e da cidade como um todo.</li>
</ol>
<p>Bastante interessante, não? A pergunta que fica é: como integrar esses objetivos de uma forma justa? Consenso? Votação simples? Sugestões nos comentários&#8230;</p>
<h3>Referências bibliográficas</h3>
<p>KAISER, Edward J.; GODSCHALK, David R.; CHAPIN, F Stuart. <strong>Urban land use planning</strong>. Urbana: University of Illinois Press, 1995.</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/04/28/objetivos-diversos-e-conflitantes/">Objetivos diversos (e conflitantes)</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>Diferen&#231;a entre objetivos e metas</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2008/04/14/diferenca-entre-objetivos-e-metas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2008 13:13:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[bê-á-bá]]></category>
		<category><![CDATA[metas]]></category>
		<category><![CDATA[objetivos]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Objetivo: &#8220;- Vamos almoçar juntos qualquer dia desses?&#8221; Meta: &#8220;Vamos almoçar juntos sexta-feira no Restaurante do Chico?</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Objetivo</strong>: &#8220;- Vamos almoçar juntos qualquer dia desses?&#8221;</p>
<p><strong>Meta</strong>: &#8220;Vamos almoçar juntos sexta-feira no Restaurante do Chico?</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2008/04/14/diferenca-entre-objetivos-e-metas/">Diferença entre objetivos e metas</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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		<title>O perigo dos objetivos gen&#233;ricos</title>
		<link>https://urbanidades.arq.br/2007/09/22/objetivos-genericos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Renato Saboya]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Sep 2007 04:58:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[objetivos]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[teoria do planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 1984, o psicólogo Bertram R. Forer aplicou um teste a um grupo de estudantes, e lhes deu um resultado que, supostamente seria uma descrição de sua personalidade: Você tem<a href="https://urbanidades.arq.br/2007/09/22/objetivos-genericos/" class="more-link"><span class="readmore">Leia mais...<span class="screen-reader-text">O perigo dos objetivos gen&#233;ricos</span></span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1984, o psicólogo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bertram_Forer">Bertram R. Forer</a> aplicou um teste a um grupo de estudantes, e lhes deu um resultado que, supostamente seria uma descrição de sua personalidade:</p>
<blockquote><p>Você tem necessidade de que outras pessoas gostem e admirem você, e tem a tendência de ser auto-crítico. Apesar de ter algumas fraquezas de personalidade, normalmente consegue compensá-las. [&#8230;] Às vezes você tem sérias dúvidas se tomou a decisão correta ou se fez a coisa certa. [&#8230;] Às vezes você é extrovertido, afável e sociável, enquanto que em outros momentos você é introvertido, cauteloso e reservado.. Algumas de suas aspirações são irrealistas.</p></blockquote>
<p>O resultado foi que, numa escala de 0 a 5, a média de identificação com a descrição foi de 4,26, apesar de o mesmo &#8220;resultado&#8221; ter sido apresentado a todos os alunos.</p>
<p>O segredo é que o texto foi produzido de modo a abranger todos os extremos de cada aspecto citado (extrovertido e introvertido, por exemplo), e citou características que são comuns à maioria das pessoas.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Operigodosobjetivosgenricos_E41/visao_01.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Operigodosobjetivosgenricos_E41/visao_01_thumb.jpg" style="border-width: 0px" alt="visao_01" border="0" height="225" width="240" /></a><br />
Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/iandesign/1204637477/" target="_blank">Flickr &#8211; !anaughty!</a></p>
<p>Em planejamento, situações semelhantes podem acontecer. Uma analogia imediata são as definições de &#8220;visão&#8221;, características do planejamento estratégico. Normalmente elas são tão genéricas e abrangentes que fazem muito pouco no sentido de diferenciar um município de outro quanto aos seus objetivos para o futuro.</p>
<blockquote><p>&#8220;O múnicípio xxxxxx será referência em qualidade de vida e desenvolvimento social, atingindo altos níveis de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental, promovendo a cidadania e a valorização do ser humano&#8230;&#8221;</p></blockquote>
<p><span id="more-40"></span></p>
<p>Convenhamos, um visão desse tipo pode ser utilizada por qualquer município.</p>
<p><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Operigodosobjetivosgenricos_E41/arvores_01.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Operigodosobjetivosgenricos_E41/arvores_01_thumb.jpg" style="border-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px" alt="arvores_01" align="right" border="0" height="149" width="200" /></a>E por falar em sustentabilidade, este é um tema recorrente nas visões e objetivos dos Municípios atualmente, apesar (ou talvez exatamente por causa) de sua difícil definição. Grupos com interesses tão antagônicos como os sindicatos da construção civil e os movimentos comunitários pregam a sustentabilidade. Isso acontece porque o termo é utilizado sem uma definição mais precisa do que, em termos concretos, ele significa. Ou seja: o que é preciso fazer para atingir a sustentabilidade? Quando se discute os meios, as concordâncias são muito menores.</p>
<p align="center"><a href="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Operigodosobjetivosgenricos_E41/poluicao_01.jpg" atomicselection="true"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://urbanidades.arq.br/imagens/2007/Operigodosobjetivosgenricos_E41/poluicao_01_thumb.jpg" style="border-width: 0px; margin: 0px 0px 0px 10px" alt="poluicao_01" border="0" height="211" width="320" /></a><br />
Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/frozenchipmunk/1416949878/" target="_blank">Flickr &#8211; frozenchipmunk</a></p>
<p>Quando se diz que em algumas áreas o índice de aproveitamento vai ter que ser reduzido, porque a infra-estrutura não dá conta do aumento da densidade previsto e isso está poluindo as águas, os construtores subitamente são contra a sustentabilidade, apesar de não dizerem isso abertamente. Por outro lado, quando se diz que uma comunidade vai ter que ser adensada porque lá existe infra-estrutura, e é preciso evitar que a ocupação se torne muito espalhada, destruindo mais área verde, os movimentos comunitários de repente também se tornam contra a sustentabilidade.</p>
<p>Tudo isso não quer dizer que eu seja contra os objetivos genéricos (muito menos contra a sustentabilidade), e sim que, na minha opinião, eles são de pouca valia se não forem corretamente desenvolvidos, aprofundados e definidos. Isso inclui definir também os meios necessários para alcançá-los. Assim, os objetivos genéricos funcionam como deveriam: como direções a serem seguidas, diretrizes para o estabelecimento de ações que vão nos ajudar a alcançar nosso desejos. E, afinal de conta, não é disso que se trata o <a href="http://urbanidades.arq.br/2007/02/decises-em-planejamento/" target="_blank">planejamento</a>?</p>The post <a href="https://urbanidades.arq.br/2007/09/22/objetivos-genericos/">O perigo dos objetivos genéricos</a> first appeared on <a href="https://urbanidades.arq.br">Urbanidades</a>.]]></content:encoded>
					
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